segunda-feira, 3 de setembro de 2012

G1: Brasileiros reclamam de atrasos em compras on-line internacionais

Espera por compras feitas em sites dos EUA e da Europa supera 120 dias.
Veja perguntas e respostas sobre compras on-line e saiba como agir.
Daniela BraunDo G1, em São Paulo


Celso Menezes aguarda dez encomendas feitas
na Amazon.com entre janeiro e fevereiro

Atraídos por preços convidativos ou raridades em sites internacionais, brasileiros que fazem pequenas compras em lojas on-line do exterior compartilham meses de espera por suas encomendas. Uma enquete criada em julho por um blog de colecionadores no Facebook (veja aqui) conta com 470 respostas de pessoas que enfrentam atrasos de mais de 90 dias em entregas, sendo que 223 participantes esperam há mais de 120 dias por suas encomendas. Muitos usuários nem sabem onde elas podem estar paradas, já que o frete mais econômico geralmente não permite rastrear o pedido.

O escritor e roteirista de histórias em quadrinhos Celso Menezes, de 34 anos, aguarda dez encomendas feitas na Amazon americana entre janeiro e fevereiro. Acostumado a comprar livros e desenhos que servem de referência para seu trabalho, ele conta que chegou a perder um projeto por não ter recebido um material pedido na loja on-line americana. “Isso causa transtornos porque preciso de alguns materiais para trabalhar, que não existem no país”, afirma o escritor. Entre as encomendas está uma edição do filme Gettysburg enviada pelo site no dia 17 de janeiro. “E nada até agora.”


Lucio Pozzobon compra CDs e filmes em Blu-Ray
com frete econômico 

O frete sem rastreamento é a opção de compra adotada por Lucio Pozzobon, de 20 anos, para economizar com filmes e CDs comprados em sites internacionais. “Tenho comprado Blu-Ray porque lá é mais barato. Por exemplo, alguns filmes são lançados aqui por R$ 69 e lá você consegue comprar por R$ 25 com impostos, sem considerar o valor do frete”, diz o estudante universitário de Santa Maria (RS), que ainda espera por pedidos realizados em dezembro do ano passado e em março deste ano. Um dos CDs encomendados em janeiro chegou em sua casa na última sexta-feira (31). "Foram sete meses de espera para a entrega de um CD", conta o estudante.

Os atrasos em compras on-line internacionais motivaram Rayan Barizza, de 28 anos, a protestar via internet. Em meados de abril, o estudante de Ribeirão Preto (SP) criou uma petição on-line (acesse aqui) que reúne mais de 14 mil assinaturas.

Barizza afirma que a petição não tem valor legal, mas foi criada como uma forma de protesto e encaminhada a diversos órgãos públicos como Receita Federal, Correios, Corregedoria Geral da Fazenda e Ministério Público Federal. “Os Correios informaram que não são responsáveis pelos atrasos e a Ouvidoria do Ministério da Fazenda respondeu com um protocolo de atendimento, agradecendo a participação”, conta.

“As encomendas devem estar paradas em algum lugar, aguardando a boa vontade dos auditores para liberação”, afirma o estudante, que não deixou de fazer compras internacionais por conta dos atrasos. “Hoje estou esperando por um teclado para tablet, um fone de ouvido Bluetooth, uma pilha recarregável e uma película protetora de celular”, conta Barizza.


Volume de encomendas triplicado

A Receita Federal e os Correios informam que o aumento do volume de importações – motivado especialmente pelo comércio eletrônico – chegou a provocar lentidão na liberação de encomendas, mas afirmam que não há mais atrasos nas liberações desde junho.

No Centro de Tratamento do Correio Internacional (CTCI) de Curitiba (PR), que recebe encomendas internacionais de até dois quilos (classificadas como "petit paquet"), o volume de 300 mil encomendas por mês, em 2010, aumentou para mais de 1 milhão desde junho do ano passado, informa a inspetora-chefe da Inspetoria da Receita Federal em Curitiba, Cláudia Regina Thomaz.

“Certamente as vendas via internet ajudaram a elevar o petit paquet", diz Cláudia. "Houve um período – entre dezembro do ano passado e junho deste ano – em que a chegada das encomendas na fiscalização e a tributação levava de 45 a 50 dias. Mas hoje estamos trabalhando com encomendas do dia. Na minha avaliação estamos com a situação controlada”, explica.

No primeiro semestre deste ano, os Correios observaram um crescimento de 30% nas encomendas internacionais em relação ao mesmo período do ano passado, informa o vice-presidente de negócios dos Correios, José Furian Filho. “De 2009 pra cá já percebemos um crescimento forte dessas compras de fora do Brasil”, observa.

Embora o volume de pequenas encomendas tenha mais do que triplicado nos últimos três anos, o CTCI de Curitiba ainda contava com o mesmo número de fiscais de 2009. “No início do primeiro semestre estávamos com menor quantidade de recursos alocados na unidade do Paraná”, informa o chefe do departamento internacional dos Correios, Alberto de Mello Mattos.

Segundo Furian Filho, entre janeiro e junho houve um aumento de 170% no número de pessoas que atuam na unidade de Curitiba para 150 funcionários, incluindo equipes dos Correios, fiscais da Receita Federal e de órgãos reguladores.

O serviço postal brasileiro se defende quanto às reclamações dos consumidores informando que nem todas as encomendas internacionais são despachadas pelos Correios, mesmo os pacotes entregues nas modalidades de frete sem rastreamento. “A entrega de encomendas importadas é um segmento concorrencial, sendo feita no Brasil por diversos operadores. Portanto, não há como afirmar que todas as reclamações referem-se aos Correios”, diz Furian.

Embora não tenha o amparo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para compras on-line internacionais, o consumidor pode tomar algumas medidas para evitar problemas. As recomendações incluem optar por uma encomenda com código de rastreamento, fazer contato com o vendedor, pedir reembolso ou reenvio da mercadoria. Veja abaixo perguntas e respostas sobre entregas de compras on-line internacionais.

1) Quanto custa uma encomenda rastreada?

O custo de uma entrega rápida, que permite ao usuário acompanhar a localização da encomenda durante seu trajeto até o país, pode até superar o valor da encomenda. Na aquisição de um filme em Blu-Ray, no site da Amazon.com, por US$ 26, por exemplo, o valor do frete na modalidade de entrega sem rastreamento (Standard International Shipping) é de US$ 8 com previsão de entrega de 18 a 32 dias úteis. Se o consumidor optar por um frete mais ágil, com rastreamento, (Expedited International Shipping), a previsão de entrega varia de oito a 16 dias úteis com um custo de US$ 17. A opção mais rápida (Amazon Priority Shipping) custa US$ 33, com prazo de entrega previsto de dois a seis dias úteis. Os valores não incluem a cobrança de 6,38% referente ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre compras internacionais com cartão de crédito.

“Dependendo do valor do produto não aconselho rastreamento. Neste caso, recomendo comprar coisas que não são essenciais, sem pressa pra receber”, diz o consumidor Rayan Barizza.

2) Qual o prazo médio para entrega de uma encomenda internacional ao Brasil?

O prazo estimado para a chegada de uma encomenda dos Estados Unidos, no modelo de entrega mais econômico, deve ser de no máximo 90 dias, informa Edson Carrilo, vice-presidente de marketing da Abralog (Associação Brasileira de Logística) da Abralog. Para encomendas vindas da Europa, o consumidor pode esperar de 100 a 120 dias.

O site da Amazon informa os prazos estimados de entrega para países da América Latina (veja aqui), mas faz ressalvas sobre o procedimento no Brasil. “Todos os pacotes, incluindo embarques padrão para o Brasil, estão sendo avaliados em relação às obrigações e tributos pelas autoridades. Devido a isso, as operadoras [de logística] estão enfrentando atrasos crescentes levando a um risco maior de encomendas perdidas, atrasadas ou não entregues”, alerta a empresa na página de informações sobre remessas internacionais (veja aqui).

3) O que pode motivar atrasos de encomendas internacionais?

O modelo de transporte e a descrição do conteúdo da encomenda podem gerar atrasos, apreensões ou até extravios de pedidos.

No frete mais econômico, o vendedor costuma escolher o serviço de entrega com menor custo, que pode ser feito tanto pelo serviço postal público como por uma empresa de logística privada. “O vendedor contrata a empresa de logística que oferece o menor preço para fazer a entrega com frete mais barato”, informa Carrilo, da Abralog.

“Dependendo do tipo da carga ela vem por via marítima dentro de um contêiner junto com uma carga maior, em um embarque consolidado”, explica Carrilo. “Neste caso, um contêiner não necessariamente pertence a um único embarcador. Essa consolidação pode levar a um desvio da carga e ela pode se perder”, afirma.

“No comércio eletrônico há uma busca constante de redução do preço”, observa o chefe do departamento internacional dos Correios, Alberto de Mello Mattos. “Muitas vezes, o transporte aéreo pode sair de um país e entrar em um hub (ponto de concentração para tratamento e encaminhamento das encomendas) na Alemanha ou nos Estados Unidos, antes de chegar ao Brasil”, explica.

As entregas da Amazon.com ao Brasil no modelo "standard podem ser feitas tanto pelo serviço postal como pelas empresas DHL Global Mail, DHL Express, IMEX, MSI ou UPS. “A entrega final pode ser feita pelo serviço postal ou por uma empresa de entregas local”, informou o atendimento on-line da empresa. O site traz os contatos das transportadoras parceiras da Amazon (veja aqui).

Mattos nota que as encomendas também podem passar pela alfândega de outros países, onde também há fiscalização por motivos de segurança do transporte aéreo. No site dos Correios há uma lista de itens cuja importação é proibida pela aviação civil internacional e pela legislação postal (acesse aqui).

4) O que acontece com a encomenda na chegada ao Brasil?

Se o transporte nacional for realizado pelos Correios, as encomendas internacionais desembarcam no Brasil por São Paulo, Rio de Janeiro ou pelo Paraná. Se for por uma empresa de logística, “o operador pode escolher desembarcar por qualquer aeroporto ou porto internacional”, explica Mattos. Segundo ele, as encomendas que chegam ao Brasil por outras transportadoras são fiscalizadas pela Receita Federal em portos ou em galpões da Infraero nos aeroportos internacionais do país.

“Dependendo do transportador a carga pode bater em qualquer ponto de entrada no Brasil. Não é rara a situação em que ocorre um descaminho da carga durante o processo de nacionalização”, afirma Carrilo, da Abralog. Mesmo em poder da Receita não é difícil enfrentar um sumiço da carga porque os recintos alfandegados são muito grandes. Cargas pequenas podem ser colocadas em algum canto, dadas como perdidas e, após um período, serem leiloadas ou incineradas”, observa.

Nas unidades dos Correios ou das empresas de transportes fiscais da Receita avaliam cada encomenda para verificar se há tributação. “Dentro da empresa privada de logística há uma fiscalização que vai diariamente ver os produtos e decidir pela tributação”, informa a Receita.

Caso o caminho sejam os Correios, os pacotes de até dois quilos são encaminhados para Curitiba, onde passam por uma triagem inicial, seguem para a fiscalização da Receita Federal e depois são encaminhados às agências postais para entrega aos destinatários ou aviso de retirada de produtos tributados.

5) Qual o prazo médio para liberação de encomendas pela Receita Federal?

O prazo médio de liberação de uma encomenda simples ou registrada pela Receita Federal é de 20 a 25 dias, conforme informa a inspetora-chefe da Inspetoria da Receita Federal em Curitiba, Cláudia Regina Thomaz.

As exceções se aplicam a itens com descrição genérica ou pacotes que devem passar pela avaliação de outros órgãos. Medicamentos, vitaminas e suplementos alimentares, por exemplo, exigem supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto armas – mesmo as de brinquedo – devem ser vistoriados pelo Exército Brasileiro e produtos com suspeita de falsificação são vistoriados por empresas que detém os direitos autorais. Alimentos, plantas ou sementes devem ser analisados pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). “Se for proibida a encomenda é destruída ali na unidade mesmo”, afirma Mattos, dos Correios.

Pacotes com declarações genéricas ou falsas também costumam parar na fiscalização da Receita Federal. “Há casos em que o vendedor descreve o pacote como ‘gift’ (presente) ou declara que é um celular, mas na verdade é um iPad”, diz Mattos.

6) O que fazer se a entrega da encomenda atrasar?

Para o advogado Victor Haykal, especializado em direito do consumidor e sócio do escritório PPP Advogados, fazer uma compra internacional é um risco que o consumidor corre em função do preço. “O consumidor brasileiro deve estar preparado para se sujeitar à legislação do país do vendedor e à divisão de responsabilidades no transporte da encomenda”, afirma.

A primeira recomendação do advogado para quem espera por encomendas internacionais que passaram do prazo de entrega é verificar com o vendedor se o pacote retornou ou se houve algum erro no país de origem.

José Furian Filho, dos Correios, alerta que o vendedor é o responsável pela encomenda até sua chegada no destino final. "Ele tem o domínio da carga, sabe o meio de transporte utilizado e a empresa contratada", ressalta. Haykal também recomenda que o consumidor tente identificar junto ao site qual a transportadora contratada.

O melhor conselho, segundo o advogado, é que o usuário opte por um envio com rastreamento porque pode identificar o fornecedor e entrar com uma ação contra ele, se a entrega atrasar.

7) O que fazer em casos de encomendas atrasadas junto a plataformas de comércio que integram pequenos fornecedores?

Rayan Barizza, comprador assíduo de fornecedores pelo eBay, recomenda que o consumidor converse diretamente com o fornecedor antes de fazer uma avaliação negativa por atrasos nas entregas. “Muita gente fica desesperada se uma entrega internacional passa de 15 dias de atraso e faz uma avaliação negativa do fornecedor”, observa. “O ideal é conversar com os vendedores porque eles costumam reenviar o produto. Eles fazem de tudo para não receber avaliações negativas no eBay”, aconselha o consumidor.

O eBay criou uma página especial com dicas de envio para vendedores que fornecem produtos ao Brasil (veja aqui). A primeira recomendação do site é enviar encomendas somente com número de rastreamento.

8) É possível pedir reembolso e reenvio?

Sim, mas é importante que o consumidor verifique a política de reembolso ou reenvio da loja ou do fornecedor internacional.

Após quase dois meses de espera por dois CDs, Lucio Pozzobon, decidiu cancelar a compra na Amazon do Reino Unido e pedir o reembolso em seu cartão de crédito, que ocorreu em três dias úteis.

Alexandre Prestes, de 36 anos, compra filmes e seriados desde 2008 e estava acostumado a enfrentar, no máximo, 30 dias de atraso após o prazo estimado de entrega. “Desde o começo do ano as encomendas na Amazon americana começaram a demorar muito – cerca de 60 dias após o prazo – para chegar”, afirma o administrador de redes e colecionador.

Prestes pediu o reembolso das encomendas que passaram de 120 dias de atraso por considerá-las perdidas. “Com a Amazon não existe prazo pra solicitar troca, reenvio ou reembolso. Caso ocorram com muita frequência, eles possam cancelar a conta do usuário”, informa. Segundo ele, o site também permite solicitar o reenvio da mercadoria. “Quando você pede o reenvio eles [Amazon] fazem uma cobrança nova do pedido e reembolsam no mesmo valor em seu cartão”, explica.

A Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) informa que o cliente tem direito de solicitar o ressarcimento do valor da compra junto à instituição financeira mesmo após o prazo de reembolso determinado pela loja on-line. “O consumidor pode pedir intermediação junto à administradora do cartão baseado no fato de que o produto não foi entregue”, explica Fátima Lemos, assessora técnica do Procon-SP.

Fátima também informa que o órgão de defesa do consumidor pode acionar as empresas de transportes ou os Correios, se for o caso, com base em relações de produtos não entregues, ajudando a intermediar a entrega da encomenda.

9) O que fazer em caso de cobrança adicional de impostos?

O imposto sobre compras internacionais compreende 60% do valor total da encomenda, incluindo frete, e se aplica a todos os itens tributáveis, informa a Receita Federal. A exceção se aplica somente a remessas no valor até US$ 50 entre pessoas físicas.

Em junho, Celso Menezes conta que o cálculo do imposto de uma das encomendas que foi retirar nos Correios ficou R$ 40 acima do valor estimado. “Achei mais barato pagar o valor errado, pois se eles estão demorando mais de seis meses para liberar um produto, imagino que a eficiência para recalcular o imposto deve ser proporcional”, comenta.

A Receita Federal reconhece que o problema pode acontecer. “Como há uma grande variedade de produtos, o funcionário [da Receita Federal] consulta as tarifas em uma tabela e, às vezes pode ser um valor maior”, explicou a Receita Federal de São Paulo, por meio de suaassessoria de imprensa. A solução, segundo o órgão, é fazer uma reclamação, na própria agência dos Correios, junto ao Serviço de Remessas Postais Internacionais (Serpi) incluindo cópias dos comprovantes de compra e da fatura do cartão de crédito. “O retorno pode variar de 15 dias a dois meses. Não é de imediato”, diz o órgão.

10) Onde tirar dúvidas e fazer reclamações?

O consumidor que enfrenta atrasos de encomendas internacionais pelo serviço postal pode entrar em contato com os Correios via internet ou telefones pelo serviço ‘Fale com os Correios’ (acesse aqui).

A Receita Federal responde a dúvidas e reclamações em seu site por meio da Ouvidoria (veja aqui) ou pelo serviço ‘Fale Conosco’ na área de Encomendas e Remessas Expressas (acesse aqui).

A inspetoria da Receita Federal em Curitiba possui um canal de atendimento para tirar dúvidas e localizar encomendas registradas. O serviço não se aplica a encomendas sem rastreamento (veja aqui o contato).


O aplicativo 'Pacotes' alerta sobre
o status dos 
pedidos internacionais 

Aplicativo acompanha encomendas

O site Muambator, que também está disponível para iPhone pelo aplicativo ‘Pacotes’ (acesse aqui), promete poupar tempo de usuários que costumam fazer diversas compras on-line, com código de rastreamento. “Se você tem 40 encomendas com códigos de rastreamento diferentes, cada vez que ocorre uma mudança no acompanhamento do pedido, o aplicativo envia uma notificação por e-mail, SMS ou pelo iPhone”, explica o analista de sistemas e empreendedor Cícero Raupp Rolim, que criou o Muambator em 2010. Hoje, o serviço recebe mais de 400 mil visitas únicas por mês e, segundo Rolim, deve ganhar uma versão para celulares com o sistema Android até o final de setembro.

Procuradas pelo G1, as empresas IMEX, MSI e UPS não se pronunciaram até a publicação desta reportagem. A DHL Express informou que trabalha somente com remessas expressas e que não está se envolvendo em assuntos relacionados a seus clientes.

INFO: Google+, fracasso ou incompreensão?




São Paulo - Estamos na era das redes sociais e da interconectividade: Facebook, Twitter, Tuenti. O conceito de web 2.0 domina agora a internet: onde antes havia um leitor, agora há um usuário; onde antes só se podia ler, agora se pode comentar e corrigir... E, dentro deste mundo, faltava para o Google cobrir o espaço das redes sociais, após comprar o YouTube, incorporar o Gmail como servidor de correio e desenvolver o Google Docs - agora Google Drive.

Dados divergentes - Por outra parte, a rede social do Google conta com cerca de 250 milhões de usuários, mas, segundo um relatório da "comScore" publicado por "The Wall Street Journal", o tempo médio que os usuários passavam na rede social era unicamente de três minutos por mês.

Ícaro Moyano, diretor de redes sociais do grupo Prisa Noticias, grande especialista neste campo e com uma larga experiência, analisa: "O Google+ é uma aposta e poderemos saber se é um deserto ou não, se o medirmos com mais tempo. É óbvio que até agora o Google+ não encontrou seu espaço na camada social da rede, mas também é evidente que conta com uma base de usuários descomunal com a qual estabelecer um diálogo que atenda a suas necessidades e expectativas".

Javier Arias, engenheiro sênior do Google+, vai na mesma direção: "Fixar-se em objetivos de que se conseguiu em uma semana não deixa de ser um dado anedótico para nós".

Melhor compreendido - O próprio Arias diz que, talvez, uma das principais causas das opiniões negativas sobre esta plataforma é que não se compreendeu ou não se soube explicar corretamente em que consiste o Google+: "Há uma falha quando as pessoas interpretam o Google+ , que é tentar vê-lo como uma rede social, tentar compará-lo com outras redes sociais, sem levar em conta que o Google+ é mais do que isso". Segundo ele explica à Efe, a plataforma não pode ser entendida como uma plataforma onde cada um compartilha o que quer, pelo menos não unicamente.

“Pretende-se unificar os diferentes serviços que a companhia pode oferecer em torno de uma plataforma que, por uma parte, permita afinar mais o comportamento de ferramentas como o buscador.

BAHIA PRESS: Twitter registra queda de 24% de acessos no Brasil |


O mundo da internet vive de febres, especialmente quando se fala em redes sociais. Quem não se lembra como o Orkut fez sucesso, ou o Fotolog, ou mesmo o MSN ou o ICQ, nos primórdios? Agora quem parece viver seu momento de decadência é o Twiiter. Pelo menos no Brasil isso é o que se configura. Segundo a consultoria britânica comScore, o número de acessos de usuários brasileiros no microblog caiu 24%: indo de 12,916 milhões, em julho de 2011, para 9,774 milhões, no mês passado. A febre do Twitter começou em 2008, atingindo não só internautas comuns, mas também famosos que passaram a expor suas vidas postando fotos e mensagens de apenas 140 caracteres. O Brsil chegou a figurar como o país de maior uso da rede social.

Quatro anos depois, mesmo com uma versão em português, a rede social americana só tem perdido usuários por aqui. Um dos motivos alegados por especialistas é a falta de novos serviços oferecidos e o crescimento de seu rival, o Facebook, que oferece recursos de interação, preferência do brasileiro.

A estimativa atual é que o Twitter tenha pouco mais de 40 milhões de contas no Brasil. O levantamento, realizado pela Enken, de publicidade digital, revela ainda que o número de usuários que não acessaram o microblog no último ano cresceu de 20% para 25% do total. Enquanto o Twitter registra essas quedas e o Orkut teve 43% a menos de acessos em relação ao ano passado, o Facebook segue em sentido contrário. De um ano pra cá ele só cresceu, registrando um avanço de 64% e chegando a 42,4 milhões de usuários únicos.

Nos Estados Unidos, no entanto, o Twitter continua bastante popular e em crescimento. O número de acessos únicos por lá subiu de 32,7 milhões, em julho de 2011, para 40,2 milhões em julho de 2012, avanço de 22%.

Macworld: Aplicativo economiza bateria ao colocar seu Mac para hibernar


Software DeepSleep é fácil de usar e realiza muito bem sua única funcionalidade. App coloca Mac no modo Hibernação em vez do tradicional Sleep.

Meu MacBook Pro acaba de completar três anos e apesar de continuar firme e forte, tenho tomado alguns cuidados para ter certeza de que ele continua funciando em sua melhor forma. Uma coisa que tenho tentado melhorar é sua duração de bateria, e o aplicativo DeepSleep (R$10) tem me ajudado muito com isso. Esse software faz apenas uma coisa – colocar meu Mac no modo Hibernação (Hibernation) em vez do padrão modo Dormir (Sleep) – mas faz isso muito bem.

Normalmente, quando termino de usar meu Mac, apenas fecho a tela para colocar ele no modo Sleep, que convientemente deixa todos os meus aplicativos abertos rodando. Quando a tela é aberta de novo, o MacBook acorda rapidamente e é possível continuar de onde havia parado. Apesar de não haver nada de errado em fazer isso com o computador (na verdade, muitos usuários fazem isso), a bateria do notebook continua sendo usada nesse modo se a máquina não estiver conectada a uma fonte de energia.

Mas o OS X também supoerta um modo especial de Hibernação. Quando está nesse modo, seu MacBook não usa nenhuma energia enquanto fica adormecido, e seus aplicativo e arquivos abertos continuam lá quando você “acorda” seu notebook. Como? Quando você coloca seu computador para dormir no modo Hibernação, o sistema OS X escreve os conteúdos da RAM da máquina no drive interno. Como a RAM não precisa reter esses dados durante a “soneca”, não precisa também usar energia. Quando você acorda o computador, o OS X copia os dados do seu drive de volta para a RAM. O ponto negativo do modo Hibernação é que ele leva mais tempo para o computador dormir e depois acordar porque os conteúdos da RAM precisam ser escritos e então lidos no seu drive.

Você pode usar comandos no Terminal para forçar seu Mac ao modo Hibernação em vez do tradicional modo Sleep, mas então você fica preso com esse modo sempre que for colocar seu Mac para dormir. Se você vai apenas tomar um café, por exemplo, os processos mais lentos de dormir e acordar podem ser um incômodo – você provavelmente vai querer o modo Hibernação apenas quando for deixar o Mac por períodos mais longos. Com o DeepSleep instalado, você pode usar o modo Hibernação sob demanda: apenas abra o aplicativo (ou use seu widget para a Dashboard) sempre que quiser colocar seu Mac no modo Hibernação. Uma notificação pop-up pergunta se você quer continuar; presumindo que sim, você clica em Hibernar. Para acordar o MacBook, apenas abra o notebook e aperte o botão Power. Como falado acima, leva um tempinho maior para acordar seu computador do que no modo Sleep padrão, mas você ainda encontrará sua máquina do mesmo modo que foi deixada.


(Você pode conseguir um resultado parecido – e economia de energia similar – ao usar o recurso Resumir o Sistema ao Reiniciar/System Resume on Restart do OS X e fechar seu Mac quando não estiver usando-o, mas esse processo é consideravelmente mais lento. Sempre que quiser usar seu Mac, deve ligá-lo, esperar a inicialização ser completa, e então aguardar que o recurso Resumir... citado acima reabra todos os seus aplicativos.)

Vale notar que o DeepSleep não vale apenas os usuários de MacBook: quem tem um Mac desktop também pode usar o utilitário para diminuir as contar de luz, uma vez que seu computador não precisará usar tanta energia ao hibernar do que utiliza para dormir.

O DeepSleep provavelmente não vai te maravilhar, mas essa ferramenta direta fornece uma excelente maneira para economizar energia entre usuários.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

INFO: Comissão do Senado tipifica crimes via internet




São Paulo - A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT) aprovou ontem projeto de lei que tipifica os crimes cometidos por meio da internet no Código Penal, como a invasão de sistemas e furto de senhas, condenando seus autores com penas que podem chegar a quatro anos de prisão.

De iniciativa do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a proposta foi aprovada em maio na Câmara dos Deputados, após o vazamento na internet de fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, com ampla repercussão na mídia. A intenção do relator na comissão, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), era aprovar o texto no plenário ainda esta quarta.

Como a iniciativa foi bombardeada pela maioria dos senadores que não conhece o texto, ficou acertado que a sua tramitação prosseguirá até o próximo esforço concentrado do Senado, dia 11 de setembro, quando será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de retornar ao plenário.

Sem precisar de onde tirou os dados, Eduardo Braga informou que os crimes e fraudes na internet, "seja pela utilização de sistemas financeiros, seja pela utilização do cartão de crédito ou pela utilização de caixas eletrônicos, chega a um montante de 1,5 bilhão de operações fraudulentas em um total de 58 bilhões de operações". "O impacto financeiro que atinge a população usuária ou não do sistema acaba onerando o sistema financeiro brasileiro com uma perda da ordem de R$ 2 bilhões ao ano", acrescentou.

Pelo projeto, o delito menos grave, tipificado como "crime de invasão de dispositivo informático", será punido com prisão de três meses a um ano, além de multa. É o caso da invasão indevida de equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computados, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular.

A pena é aumentada, de um sexto a um terço, se a invasão resultar em prejuízo econômico ao ofendido. Se resultar na obtenção de informação sigilosa, comunicação eletrônica privada, segredos comerciais ou industriais ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido, a pena será de reclusão, de seis meses a dois anos e multa. A pena será aumentada de um a dois terços, se a informação sigilosa ou segredo for divulgado, comercializado ou transmitido a terceiros, a qualquer título.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou a pressa na votação da proposta. Ele lembrou o trabalho da comissão especial de senadores para reformar o texto do Código Penal, incluindo nas inovações um capítulo sobre os crimes cibernéticos.

TI INSIDE : Brasil está entre países mais vulneráveis em segurança da informação, diz Ipea




O Brasil está entre os países mais vulneráveis do mundo quando se trata de segurança da informação. A produção científica brasileira na área é baixa e, por isso, o país é considerado “seguidor”, por lançar novas tecnologias muito tempo depois dos outros países. Estas constatações estão no livro Tecnologias da Informação e Comunicação: Competição, Políticas e Tendências, lançado nesta quinta-feira, 30, por pesquisadores e colaboradores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Do ponto de vista das políticas públicas, o técnico do Ipea Luis Claudio Kubota, um dos organizadores da obra, disse à Agência Brasil que o país precisa ficar atento, pois o mercado de tecnologia da informação é extremamente globalizado e dominado tanto por operadoras quanto por fornecedores de equipamentos estrangeiros.
Outra questão diz respeito à convergência digital, que é uma realidade cada vez maior e une as telecomunicações e a tecnologia da informação, com dispositivos móveis, como smartphones e os conteúdos. “De certa forma, as agência regulatórias não estão muito adaptadas para este novo mundo. Estão muito focadas, cada uma na sua caixinha. Por isso, existe, hoje, por exemplo, a necessidade da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] se articular com a Ancine [Agência Nacional de Cinema]”, disse Kubota.
Para o pesquisador, embora tenha melhorado muito no aspecto de participação em órgãos de padronização e de patentes e no volume de produções científicas, o Brasil inicia seu desenvolvimento científico em uma base muito pequena. “A participação do país em produção científica é muito pequena, se comparada com a de outros países. Além disso, o mercado é seguidor, porque lança as tecnologias com muitos anos de atraso.”
Segundo Kubota, são fatores que acabam dificultando a chegada do país à fronteira do conhecimento e da competitividade. Ele e os demais autores do livro lembram que qualquer mudança neste comportamento será de longo prazo e não pode escapar da educação.
Um deles, Samuel César da Cruz Junior, que também é técnico do Ipea, cita outra questão delicada, a da segurança da informação, e diz que são necessárias várias ações para evitar a vulnerabilidade do país em uma época em que a guerra cibernética constitui grande preocupação para muitos governos. No capítulo Alerta sobre Insegurança da Informação: Cenário Brasileiro e Recomendações, Samuel César destaca que o grande volume de produção, armazenamento e transferência de dados entre diferentes dispositivos e diversas redes resulta em um aumento significativo da vulnerabilidade e das ameaças à segurança da informação.
“A questão da segurança é muito delicada e a solução depende de um conjunto de ações, como maior regulação, porque as redes brasileiras são muito vulneráveis a ataques. Hoje existem botnets [redes de computadores infectadas por bots, um programa malicioso de computador que permite controlar equipamentos à distância] que podem ser utilizados para ataques cibernéticos”, lembra. Hoje, operadoras e fornecedores de serviços de acesso são muito vulneráveis, disse ele.
“No Japão, por exemplo, quando um computador é invadido, a própria operadora se encarrega de avisar ao usuário. Até porque as pragas virtuais são programadas para ficar escondidas nos computadores sem ser percebidas. Temos muitos computadores contaminados, e as pessoas não sabem disto”, acrescentou.
Samuel César diz que uma boa estratégia seria alertar o usuário quando o sistema do computador dele está vulnerável, como fez recentemente o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, ao avisar sobre o DNSChanger. Para evitar riscos à privacidade, não seria monitorado o conteúdo acessado pelo usuário, mas sim a rede que está sendo usada.
As mudanças passariam também pela conscientização dos usuários, e principalmente das empresas, que têm, muitas vezes, sistemas que funcionam ininterruptamente, mas não têm a proteção necessária para perceber atividades estranhas nos sistemas. “Em novembro de 2011, quando fizemos o levantamento, o Brasil tinha nove domínios entre os 200 mais contaminados do mundo. Mas existe um conjunto de ferramentas que devem ser usadas, como os firewall, os antivírus etc. Sempre atualizados, reduzem em 95% os ataques que ocorrem.” 

TI INSIDE: Banda larga móvel avança em todo o mundo, segundo 4G Americas




A associação setorial de provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações 4G Americas divulgou nesta quinta-feira, 30, o relatório “Explosão da Banda Larga Móvel: a Evolução Sem Fio 3GPP”, segundo o qual a banda larga móvel vem sendo aderida em massa por novos usuários em todo o mundo, sob o impulso de novas redes de alta capacidade, terminais avançados e uma grande quantidade de novos aplicativos móveis.
O relatório, desenvolvido pela consultoria Rysavy Research, destaca que, além da presença geral de HSPA no mercado, os principais desenvolvimentos na área incluem a rápida implementação de redes LTE; o lançamento de smartphones com novos e avançados recursos; a disponibilidade de milhares de aplicativos móveis em diversos ecossistemas de dispositivos; o amadurecimento de novos dispositivos como tablets; e uma melhor compreensão do que o setor precisa fazer para lidar com o crescimento exponencial da demanda por dados.
Apesar dos esforços da indústria para implementar tecnologias mais eficientes, a grande demanda já ocasiona alguns casos de congestionamento, cenário que deve se tornar generalizado a menos que mais espectro seja disponibilizado em um futuro próximo. O roteiro da tecnologia sem fio já inclui a LTE-Advanced, que deve exceder os requisitos da IMT-Advanced.
Segundo o estudo, o GSM/HSPA detém uma posição extremamente dominante em termos de assinantes, implementação e serviços, e irá representar a grande maioria de assinantes nos próximos cinco a dez anos, mesmo com a disponibilidade global de LTE.
Contando atualmente com 5,8 bilhões de conexões, a família de tecnologias 3GPP está disponível em cerca de 800 redes em 220 países do mundo. A banda larga móvel HSPA é comercializada em 476 redes em 181 países; e a tecnologia LTE já é comercializada em mais de 100 redes em 49 países, com um compromisso adicional de mais de 340 operadoras.

A penetração da banda larga móvel HSPA+ e LTE está crescendo em termos de conexões, implementações, dispositivos e evolução de infraestrutura, viabilizando aplicativos com uso mais intensivo de dados. Em um dos desenvolvimentos mais significativos da indústria em 2012, os serviços LTE foram disponibilizados em grande escala nos Estados Unidos, atingindo uma grande porcentagem da população. 

TI INSIDE: Brasil precisa deixar de ser míope para o novo modelo de Internet, diz Valim




Embora a evolução das redes móveis tenha estado no foco atual das operadoras, o mundo fixo continuará tendo relevância para o futuro da Internet, na opinião do presidente da Oi, Francisco Valim, manifestada durante o 56° Painel Telebrasil nesta quinta-feira, 30, em Brasília. No entanto, para acompanhar a explosão no tráfego de dados no mundo, o Brasil precisaria não adotar “uma visão míope” para as mudanças nos modelos de negócios.
“Neste futuro, o móvel vai assumir um papel ainda mais preponderante na vida das pessoas, deixando de ser comunicação para ser aparelho de integração, como carteira digital, enquanto o recurso de voz será cada vez menos utilizado”, afirma. O executivo vislumbra uma web que, em cinco anos, esteja no conceito “always best connected” (ABC), ou seja, o usuário estará sempre com a melhor conexão possível, independente de onde estiver. De qualquer forma, Valim considera que a Internet fixa continuará fundamental, até por ser parte da infraestrutura da rede móvel, no backbone das conexões.
O desafio será o Brasil acompanhar a tendência mundial de explosão de dados com uma infraestrutura capaz de se manter em igualdade com outros países. O presidente da Oi enxerga que, sem entender a mudança dos modelos de negócio na Internet, o mercado brasileiro não teria condições de paridade, principalmente se adotasse estratégias imediatistas.
“Sem os dutos e a capacidade de rede que as empresas de telecomunicações oferecem, o sistema todo não funciona. Se não existe um modelo que garanta a rentabilidade e o retorno sobre o capital investido sobre as grandes teles, veremos dificuldades no futuro”, afirma. “Se não tivermos uma visão míope de resolver o problema por curto prazo, sim, vamos acompanhar os outros países”, finaliza. 

IDG Now!: Grupo hacker assume a autoria de roubo de mais de 1 TB de dados



CIA, MIT e vários grupos financeiros 
estão entre as maiores vítimas

O grupo de hackers TeamGhostShell emitiu um comunicado assumindo a autoria do roubo de mais de 1 TB de dados, de mais de 100 organizações, incluindo a CIA e o MIT, entre muitos outras, e governos dos Estados Unidos, China ou Japão.

De acordo com o grupo de hackers, o terabyte de informação inclui seis mil milhões de bases de dados com informação sobre os desenvolvimentos tecnológicos do governo japonês e chinês. Além disso, foram roubados 105 mil milhões de elementos relacionados com os mercados cambiais dos Estados Unidos, e também dados de acesso aos servidores do departamento de Segurança do país.

A data do roubo é desconhecida e, na declaração, os hackers prometem continuar as suas atividades. SEgundo eles, a ação faz parte da operação Hell Fire, que começou no início deste ano e tem como alvo organizações fornecedoras dos governos citados anteriormente. Ainda este ano, o TeamGhostShell pretende lançar novas campanhas de ataques em conjunto com o grupo hacktivista Anonymous.

Tribuna da Bahia :Tráfego de informações ameaça engarrafar a Internet Banda Larga




O crescente tráfego de informações nas redes de banda larga poderá sobrecarregar a infraestrutura e causar níveis inaceitáveis de congestionamentos de usuários nos próximos anos.

É o que aponta o estudo "A viable future model for Internet", realizado pela consultoria A.T. Kearney, a respeito do mercado europeu, e apresentado hoje durante o 56º Painel Telebrasil, o principal encontro brasileiro de lideranças do mercado de telecomunicações, realizado pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), em Brasília.

Tiago Monteiro, principal executivo da área de telecomunicações da A.T. Kearney no País, mostrou como a mesma lógica que está afetando a viabilidade do modelo de Internet na Europa se aplica ao Brasil.

Embora integrada, a cadeia de valor da internet tem muitos players com diferentes tipos de interesses. O atual modelo onera apenas as empresas de infraestrutura, mas a geração de valor é fragmentada por diferentes players da área de conteúdo, Internet e serviços, sobretudo de vídeo.

Esta nova dinâmica altera o equilíbrio vigente, no qual o esforço de investimento era suportado pelo incremento de receita. No caso europeu, para suportar o aumento do tráfego será necessário que as empresas de telecom invistam cerca de €31 bilhões acima da previsão inicial.

Em relação ao Brasil, Tiago Monteiro observa que o número de assinantes de banda larga móvel e fixa pode mais que dobrar em relação a 2011 e crescerá ainda mais até 2015, impactando de forma significativa o nível de investimentos nas redes fixas e móveis, caso o modelo de negócio se mantenha.

Entre 2012 e 2014 estima-se que o nível de investimento em backhaul e acesso fique 40% a 60% acima do trendline.

Segundo o estudo, um novo modelo econômico para as redes banda larga é necessário para garantir a sua capacidade de resposta à demanda futura. Contudo, nenhum desses modelos isoladamente permite responder às exigência de incremento de receitas impostos pelo dinamismo do mercado.

O estudo apresenta quatro modelos possíveis: alteração das políticas de preços de venda; a cobrança de acordo com o volume consumido; a garantia de tráfego a partir de gestão diferenciada e acordos bilaterais para prover melhor qualidade dos serviços.

Todos estes modelos devem ser enquadrados num debate sobre a neutralidade de rede e sua interpretação. Para Monteiro, nenhuma opção por si só é suficiente e dependerá muito da posição do operador na cadeia de valor/posição de mercado.

O 56º Painel Telebrasil realiza-se até o final do dia, no Unique Palace, em Brasília, e reúne líderes do setor de telecomunicações e também de outras áreas, como radiodifusão, TI, Internet e produção audiovisual. Ao longo dos dois dias de debates, esses profissionais irão traçar cenários para os próximos anos e levantar propostas para acelerar a inclusão digital. 

CORREIO : Anatel: teste da banda larga atrai 11 mil voluntários




O projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que testará a banda larga fixa com ajuda de voluntários recebeu 11 mil inscrições em apenas um dia, sendo que na primeira fase precisará de 12 mil usuários, informou ontem a agência reguladora.

O teste englobará as empresas com mais de 50 mil assinantes: Oi, Net, Telefônica/Vivo, GVT, Algar (CTBC), Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom. Não há prazo para o cadastro de voluntários. Funcionários das empresas analisadas não poderão participar.

Cada voluntário receberá, gratuitamente, um medidor de parâmetros de qualidade para avaliar os planos de banda larga oferecidos pelas operadoras. A Anatel planeja divulgar os primeiros resultados em dezembro deste ano.

A expectativa do governo é que essa medição aumente a concorrência entre as empresas operadoras de telefonia, force uma potencial redução nos preços da internet fixa e dê mais embasamento para o usuário escolher a prestadora de serviço.

“Precisamos dessa base de dados para atuar efetivamente na fiscalização”, afirmou o conselheiro da Anatel Jarbas Valente. Segundo ele, houve muitas reclamações de usuários quanto aos serviços prestados na banda larga fixa e as garantias das empresas de fornecer apenas 10% da velocidade nominal contratada são insuficientes.

TI INSIDE :Rocket Internet recebe aporte de 200 milhões de euros para aplicar no Brasil




A Rocket Internet, incubadora alemã de startups na área de internet, receberá uma injeção de capital que pode chegar a 200 milhões de euros em dois anos. O investimento será feito pela multinacional do setor de telecomunicações Millicom Internacional Cellular. A cifra será destinada à operação latino-americana e, com o aporte, a Millicom passa a deter 20% de participação na empresa.
O investimento será aplicado em projetos no Brasil, como os sites de comércio eletrônico Kanui, de artigos esportivos, e Tricae, de artigos infantis, além do marketplace Airu, site de compras do mercado de artesanato, moda, arte e design, e os site de serviços para agendamento de consultas YepDoc e o de serviços gráficos e de marketing ZocPrint.
A empresa vai aplicar o recurso em novos projetos que devem surgir nos próximos três anos. “Estes investimentos servem de reconhecimento ao trabalho do nosso grupo na região, e abrem novos horizontes aos nossos empreendedores,” comentou o cofundador da Rocket Internet na América Latina, Rodrigo Sampaio. 

Convergência Digital: Oi lança site para divulgar vagas de emprego




O site sobre a área de Gente no portal da Oi está com cara nova. A página foi totalmente reformulada para apresentar ao público, de forma mais completa, como é trabalhar na Oi, tornando a companhia mais atrativa para os talentos do mercado. Além do link para se candidatar às vagas de emprego, estágio e trainee, o portal agora reúne mais informações sobre a atuação das diversas áreas da Oi, as carreiras que podem ser trilhadas dentro da companhia, as etapas dos processos seletivos, os diferentes programas de desenvolvimento oferecidos, além de dados quantitativos que expressam bem como a empresa investe no desenvolvimento profissional dos seus estagiários e colaboradores.

Com estrutura dinâmica e navegação simples, o novo site também conta com depoimentos em vídeo de estagiários e colaboradores que comentam, na seção “Nossa Gente”, suas trajetórias na Oi. Na mesma área, é possível saber mais sobre as práticas e as opções de atividades relacionadas à qualidade de vida disponibilizadas pela empresa, além das vagas para pessoas com deficiência e as ações de voluntariado.

O projeto mobilizou profissionais de todas as diretorias da Oi, que contribuíram com informações sobre as principais responsabilidades de suas áreas de atuação. Esse conteúdo está disponível para quem acessar o site, na seção “Quero trabalhar na Oi”.

“Com o novo portal de Gente, além de consolidar sua marca como grande empregadora, a companhia oferece mais informações para os interessados em trabalhar na empresa, facilitando a identificação de oportunidades para estudantes e profissionais que têm a cara da Oi”, comenta Júlio Fonseca, diretor de Gente e Gestão da Oi.

Uma área exclusiva do site foi reservada para o Geração Oi, programa que busca suprir a necessidade de pessoas em posições-chave na organização e reúne o Estágio Superior, o Estágio Técnico, o Jovem Vendedor, o Trainee Expert e o Trainee Executivo. Nesta mesma página, o visitante do site poderá conferir como é cada um desses programas, os benefícios oferecidos, os requisitos para se candidatar, as etapas de seleção e se as inscrições estão abertas.

O projeto partiu de um processo de benchmarking com 40 empresas do Brasil e do exterior. Nesse primeiro momento, o objetivo foi avaliar sites semelhantes de organizações com atuação em diferentes setores. Em uma segunda etapa, outra rodada de benchmarking foi realizada, para analisar qual o layout ideal. O resultado pode ser conferido no endereçowww.oi.com.br/euquerotrabalharnaoi.

VEJA.com: Vício em internet pode ter origem genética, diz estudo




Excesso de tempo gasto em frente ao computador e irritação ao ficar "desconectado" são alguns dos sintomas do vício em internet, causa pode ser génetica, diz estudo (Photodisc / ThinkStock)

Um grupo de cientistas alemães afirma que a dependência que muitas pessoas apresentam em relação à rede mundial de computadores pode ter uma origem genética. Segundo o estudo, os dependentes da internet apresentam diferenças em um gene que também influencia o vício em nicotina.

Dados de amostragem: 264 pessoas: 132 com problemas de vício e 132 “equivalentes” (pessoas com o mesmo sexo e idade) em problemas com a internet 

Resultado: os cientistas notaram que muitos dependentes da internet apresentavam de uma variação genética que também desempenha um papel importante na dependência da nicotina

"O vício em internet não é uma invenção da nossa imaginação", disse o principal autor do estudo Christian Montag, do Departamento de Psicologia Biológica e Diferencial da Universidade de Bonn, na Alemanha. "Ele está se tornando cada vez mais o foco de pesquisadores e terapeutas."

As suspeitas serão relatadas em um artigo na edição de setembro do Journal of Addiction Medicine.

Os autores do estudo escolheram 843 homens e mulheres e questionaram cada um deles sobre sua relação com a internet. A análise mostrou que 132 pessoas desse grupo tinham um comportamento problemático com relação à rede. Quase todos os seus pensamentos ao longo do dia tinham relação com a internet e eles sentiam mal quando estavam "desconectados".

Em seguida, os pesquisadores coletaram o DNA dessas pessoas e o compararam com o de pessoas com as mesmas características de idade e sexo, mas que não apresentavam problemas de dependência. O resultado mostrou que os viciados em internet portavam com mais frequência uma variação em um gene chamado CHRNA4, que também desempenha um papel importante na dependência em nicotina.

Segundo o estudo, receptores desse gene acabam sendo afetados quando entram em contato com a nicotina, e acabam promovendo a liberação de dopamina, que atua nos sistemas de recompensa cerebral e determina a sensação de prazer.

"Parece que essa variação não é apenas essencial para a dependência do cigarro, mas também para o vício em internet", disse Montag.

De acordo com o cientista, mas estudos serão necessários para provar as suspeitas. Alguns dos resultados mostraram que as mulheres apresentam mais mutações do gene CHRNA4, o que as tornaria mais propensas ao vício em internet.

"Teremos que verificar isso, já que muitas pesquisas mostram que os homens sofrem mais dessa dependência", disse Montag, que afirma ainda que a compreensão da influência genética no vício pode promover o desenvolvimento de melhores tratamentos para os dependentes.

TechTudo: Site oferece personal trainers pela Internet



O provedor Wello lançou um site especial para que as pessoas possam entrar em contato direto com personal trainers por meio da web. Com o uso de um chat e webcam, a página possibilita que qualquer pessoa receba instruções e sessões de treino por meio da Internet.

O Wello criou um site que disponibiliza personal
 trainers via web (Foto: Reprodução)

Para usar o serviço, o usuário precisa apenas de um notebook, conexão com a Internet, uma webcam e muita força de vontade. A partir daí, é possível marcar aulas com um personal trainer. Também existe a possibilidade de fazer os exercícios em casa ou em qualquer lugar, sem a necessidade de ter de se locomover a outro local ou viajar, e com a comodidade de estar em seu lar e não ter de se constranger na frente de outras pessoas.

Há diversos tipos de exercícios para escolher, como Pilates, Yoga, artes marciais ou treinos de musculação. Depois que o usuário decide qual tipo de exercício quer fazer, o Wello coloca você em contato com um professor. Há também a possibilidade de escolher aulas de 20, 40 e 55 minutos.

Para os profissionais que estão do outro lado da câmera, o site oferece uma forma de pagamento que pode acabar com os aborrecimentos em relação às academias. As aulas podem ser marcadas em seu tempo livre, possibilitando, até, uma maior rede de clientes pela Internet.

Até agora, o serviço conta com 150 treinadores cadastrados. Todos eles passam por uma sessão de avaliação antes de serem contratados, que verificam seus certificados pessoais e trabalhos. Depois, os colocam em um período de treino para os empregados do Wello, para finalmente serem avaliados para trabalhar na companhia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

UOL Notícias: Lei contra delitos na internet é aprovada em comissão de tecnologia do Senado




A CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) aprovou nesta quarta-feira (29) projeto de lei da Câmara dos Deputados (PLC 35/2012) que tipifica crimes cibernéticos. A decisão veio depois de acordo para que a proposta fosse incluída extra pauta. Foi também aprovado requerimento de urgência para que o texto seja examinado em Plenário ainda nesta quarta-feira, com leitura, nessa instância, de parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

A proposta estabelece que a devassa de dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, ou ainda adulteração ou destruição de dados ou informações sem autorização do titular poderá levar à prisão de três meses a um ano mais multa.

O projeto, de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, logo depois do vazamento de fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi contra a inclusão da matéria na pauta do dia. Ele ponderou que nesse momento atua no Senado uma comissão especial de senadores com a função de reformar o Código Penal, um texto que contém capítulo especial sobre os crimes cibernéticos, decorrente do trabalho de comissão de juristas.

Aloysio observou ainda que, por normas regimentais, qualquer matéria que trate de temas penais deve ser transferida para o exame desta comissão. O objetivo é assegurar que crimes e penas sejam adequadamente balanceadas em termos de conjunto.

Outros senadores ponderaram que há urgência em definir uma legislação para os crimes pela internet. Salientaram que a comissão que está reformando o Código poderá sugerir aperfeiçoamentos à legislação que for aprovada agora.

Para justificar a urgência da nova legislação, destacaram que somente em fraudes financeiras pelas internet os prejuízos anuais alcançam R$ 2 bilhões. Para José Agripino (DEM-RN), essas perdas acabam sendo compensadas por aumentos nos spreads bancários, o que resulta em elevação nas taxas de juros.

O projeto foi relatado pelo presidente da CCT, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Como houve emendas ao texto, a matéria deverá retornar á Câmara para exame das modificações.

TI INSIDE : Projeto que tipifica crimes cibernéticos é retirado de pauta do Senado




Sem acordo entre os senadores em plenário, as lideranças do Senado decidiram retirar da pauta de votações desta quarta-feira, 29, o projeto de lei da Câmara dos Deputados que tipifica crimes cibernéticos (PLC 35/2012). A matéria havia sido aprovada pela manhã na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e passado a tramitar em regime de urgência.
O projeto recebeu duras críticas por ter sido aprovado na CCT sem passar pelo exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Além disso, senadores questionaram a oportunidade da votação do assunto ao mesmo tempo em que tramita o projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/2012), que inclui um capítulo sobre os crimes cibernéticos.
O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) abriu a discussão, manifestando apoio à proposta, devido à necessidade de segurança jurídica que garanta competitividade ao sistema financeiro. Ele salientou que as fraudes em sistemas eletrônicos, que ainda não são previstas explicitamente como crimes, causam perdas de R$ 2 bilhões por ano. "A tipificação desses crimes se dá apenas por analogia ao Código Penal, que data de 1940", lembrou Braga, apoiado em aparte pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA).
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) discordou, manifestando sua “perplexidade” com o esvaziamento da comissão especial do Código Penal e a desproporção das penas propostas em relação a delitos mais graves. "O Senado se prepara para votar mais uma lei extravagante, na contramão, na contracorrente de todo o esforço que está sendo feito pela Casa na reforma do Código Penal", argumentou.
O senador Tomás Correia (PMDB-RO), na mesma linha, afirmou que o projeto vai “na contramão” do esforço de compilar a legislação penal em um novo Código. Para ele, com a aprovação de leis esparsas, haverá novamente uma “bagunça”. Já o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) citou o esforço da comissão de notáveis que sistematizou as quase 130 leis extravagantes do sistema penal brasileiro e disse temer que a aprovação do projeto provocasse o esvaziamento da iniciativa.
O senador José Agripino (DEM-RN) defendeu o mérito do projeto, mostrando estatísticas sobre crimes cibernéticos e ataques a caixas eletrônicos. Em sua opinião, a cadeia para o “hacker esperto” pode até reduzir o spread e os juros bancários. Para Agripino, a aprovação do projeto não conflita com a tramitação do novo Código. "Você protege a sociedade com uma legislação nova e moderna", afirmou.
O senador Pedro Taques (PDT-MT), relator da comissão especial do Código Penal, lamentou a ênfase maior no dinheiro do que na perda de vidas humanas. Ele disse temer que todos os dias sejam criados novos tipos penais “para agradar este ou aquele segmento”. Além disso, ele questionou a constitucionalidade da tramitação, afirmando que a matéria deveria ter passado pela CCJ antes de ir a Plenário. Os opositores da matéria também disseram que, pelo Regimento Interno do Senado, todas as propostas relacionadas ao tema teriam de ser apensadas ao projeto do novo Código Penal.
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que propôs a retirada de pauta do projeto, com a manutenção da urgência, chegou a duvidar que o spread bancário possa ser reduzido apenas com a aprovação da lei. "É como se imaginássemos, numa posição ingênua, que o novo Código Penal vá reduzir em si mesmo o índice de homicídios no país", comparou. As informações são da Agência Senado. 

UOL Notícias: Tribunal de Contas da União aprova, com ressalvas, 1ª fase de leilão da tecnologia 4G




O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, com ressalvas, o primeiro estágio do leilão de faixas de frequência para a tecnologia 4G e também da faixa de frequência de 450 mega-hertz (MHz), destinada à oferta de serviços de telefonia móvel e internet para as áreas rurais. A licitação está sendo conduzida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O TCU aprovou o estudo de viabilidade econômica da outorga, que determina preços mínimos e valores referenciais, mas constatou que o uso do custo médio ponderado do capital estava desatualizado e determinou à Anatel que, nas próximas licitações, utilize o custo médio ponderado do capital atualizado. O tribunal também recomendou à agência que aprimore a metodologia de estimativa do custo médio ponderado de capital.

O leilão realizado em junho pela Anatel resultou em uma arrecadação total de R$ 2,93 bilhões, entre lotes nacionais e regionais. Segundo o TCU, após a análise realizada, o preço mínimo de outorga aumentou em mais de R$ 457 milhões, caso todos os lotes da faixa destinada a atender à área rural recebam propostas independentes dos lotes da banda larga. Se as ofertas forem em conjunto, o benefício estimado da atuação do tribunal sobe para cerca de R$ 500 milhões.

TI INSIDE: Prodest abre consulta pública para contratar fábrica de software




O Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) abriu consulta pública nesta quarta-feira, 29, para análise do termo de referência relativo à contratação de serviços de fábrica de software para o governo do estado. Os interessados podem obter acesso ao documento e formulário pelo site da companhia (www.prodest.es.gov.br) até 14 de setembro, quando termina o prazo para enviar as sugestões e dúvidas relativas à consulta pelo e-mail fabricadesoftware@prodest.es.gov.br
De acordo com a Prodest, os principais objetivos da contratação de uma fábrica de software são ampliar a utilização dos serviços de tecnologia da informação e comunicação na prestação de serviços à população e melhorar o desempenho da gestão pública no estado. O projeto também prioriza a criação de uma infraestrutura de processos e de recursos humanos que serão utilizados no desenvolvimento e na manutenção de sistemas. Inicialmente, a implantação da fábrica de software consistirá no atendimento de demandas dos órgãos estaduais com foco na criação e manutenção de sistemas de tecnologia da informação e comunicação. 

Convergência Digital: FGV realiza competição de tecnologia e inovação

 FGV realiza competição de tecnologia e inovação

 


 No próximo sábado, 1º de setembro, a Fundação Getulio Vargas, por meio do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn), será palco da final do Idea to Product Latin America – competição que traz para São Paulo alunos de cursos técnicos, graduação e pós-graduação, de diferentes escolas da América Latina. Os estudantes formam equipes, que são responsáveis por apresentar um produto ou tecnologia inovadora e única. O evento terá início às 8h30, na unidade Itapeva da instituição. A entrada é gratuita.

Nesta edição, o Idea to Product Latin America contou com 39 inscritos em sua fase inicial, sendo que 15 equipes foram selecionadas para as três rodadas semifinais, que acontecem em 31 de agosto. De cada uma dessas três semifinais, dois times serão escolhidos para disputar a final latino-americana no sábado (1/9).

A equipe vencedora participará da cerimônia de premiação às 13h, no Salão Nobre da mesma unidade, e será convidada a participar da final global da competição, que oferece um prêmio de 10 mil dólares, em novembro, em Estocolmo, na Suécia. O vencedor latino-americano ainda ganhará uma consultoria do FGVcenn para elaboração de um plano de negócios, além de orientação jurídica para contratos e patentes.

A programação completa pode ser visualizada em ideatoproductla.org.

Dinâmica da competição
- 30/8, rodada de feedbacks: competidores e jurados discutem formas de aperfeiçoar o projeto de inovação e a apresentação.

- 31/8, três rodadas de desafios: os dois melhores times de cada rodada vão participar da etapa final, no sábado, dia 1º.

- 1º/9, rodada final: as equipes serão avaliadas por uma comissão de jurados, formada por executivos e CEOs de grandes empresas, experts em tecnologia e representantes de fundo de venture capital.

Últimos vencedores e inovações

2011 – Supressão de poeira
O grupo Bio-Fiend, da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentou um produto utilizado na supressão de poeira, útil na extração de minério de ferro e outros materiais que geram pó. Sua base aproveita a glicerina, que é um subproduto da produção de biodiesel, sendo também uma solução verde para a indústria de combustíveis. A inovação também foi campeã da etapa global do Idea to Product Competition, realizada em novembro de 2011 em Estocolmo, na Suécia.

2010 - Petróleo
O time ganhador, Janus, da Universidade Federal de Minas Gerais, criou um produto que permite separar o óleo da água. Quando o petróleo é extraído das reservas, ele vem em uma mistura homogênea (emulsão) de óleo e água, e precisa ser separado. Hoje, a indústria petrolífera utiliza um produto químico chamado demulsificante, para realizar essa separação. A inovação do grupo tem a capacidade de baratear em até 80% os custos com demulsificantes, que podem representar 5% no preço final da gasolina. O processo também reduz de 12 horas para aproximadamente 2 horas a separação das substâncias. O produto tem a proteção de três patentes internacionais e também venceu a etapa global do Idea to Product Competition, realizada em novembro de 2010 em Austin, no Texas.