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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Info: Robô que pousou em cometa deve ´despertar´ em março

Robô que pousou em cometa deve ´despertar´ em março


Em 15 de novembro, as baterias de Philae se esgotaram após 57 horas na superfície do cometa

O módulo Philae, que aterrissou com sucesso em novembro do ano passado na superfície de um cometa, deve sair de seu estado de hibernação e retomar suas atividades em março, anunciou nesta segunda-feira (5) o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES).

O presidente do órgão, Jean-Yves Le Gall, disse em comunicado que Philae "deve despertar em março", quando suas baterias solares voltarão a ser carregadas, "e ter uma nova etapa intensa em agosto", quando o cometa alcançará seu ponto de maior proximidade do sol.

Le Gall fez balanço de 2014, marcado pelo bem-sucedido pouso do robô enviado pela sonda Rosetta sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que deverá contribuir para responder sobre as origens do Sistema Solar.

Em 15 de novembro, as baterias de Philae se esgotaram após 57 horas históricas, que serviram para transmitir valiosas informações científica sobre as condições no cometa.

O módulo pousou em um lugar escuro e rochoso, por isso não conseguiu lidar com a ausência de luz solar, o que fez com que suas baterias entrassem em hibernação.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), isso significa que todos os seus instrumentos e a maioria de seus sistemas estão desligados. Porém, se em algum momento as baterias do módulo voltarem a ser carregadas por luz solar, ele poderá continuar a enviar dados.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Inovação Tecnologica: NASA apresenta Robô Substituto

NASA apresenta Robô Substituto

Como no cinema, a intenção do robô Substituto é "ampliar o alcance da humanidade".

Substitutos biomecatrônicos 
No sucesso do cinema "Substitutos", o personagem de Bruce Willis teve trabalho para desativar máquinas que não eram propriamente androides, não tendo qualquer inteligência própria, mas corpos biomecatrônicos que podiam ser controlados remotamente por seres humanos.

Embora ainda longe das máquinas da ficção, a NASA está apostando em seu próprio substituto - Surrogate é o nome do novo robô, que fez parte de um show esta semana no Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia.

O robô Substituto entrou pelo palco, ao som da música tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço, e levou um tablet para o professor Thomas Rosenbaum, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Rosenbaum pegou o tablet e usou-o para disparar comandos preparados previamente para o robô Curiosity, em Marte.

O Substituto foi projetado com forte inspiração no ser humano, com uma espinha vertical, dois braços e uma cabeça. O robô pesa 90,7 quilogramas e tem 1,40 metro de altura. A grande diferença é que ele não tem pernas, movimentando-se sobre lagartas, o que limita sua capacidade de subir escadas ou escalar objetos muito altos.

Mas sua força e sua espinha flexível lhe dão uma capacidade de manipulação de objetos que é difícil de equiparar.

Ampliar o alcance da humanidade

"O Substituto e seu antecessor, o RoboSímio, foram projetados para ampliar o alcance da humanidade, indo a locais perigosos, como um reator nuclear durante um cenário de desastre como nós vimos em Fukushima. Ele pode executar tarefas simples, como girar válvulas ou acionar chaves para estabilizar a situação ou evitar mais danos," disse Brett Kennedy, líder da equipe de robótica do Caltech.

Na verdade, os dois robôs - antecessor e sucessor - são novinhos em folha. O RoboSímio foi construído para participar de um desafio de robótica patrocinado pela agência de defesa dos EUA (Darpa), em que será vencedor aquele que se sair melhor em vários cenários de desastres. O RoboSímio é um dos finalistas da competição, que ocorrerá em junho do ano que vem.
 
Com o material que sobrou da construção do primeiro robô, a equipe construiu o Surrogate e o resultado foi tão bom que o grupo ficou em dúvida de qual dos dois enviaria para a competição.
O RoboSímio foi inspirado em macacos, mas tem sete conjuntos de olhos. [Imagem: JPL-Caltech]

Homem e macaco
Como seu nome indica, o RoboSímio foi inspirado em macacos, movendo-se sobre quatro patas, o que lhe dá capacidade de escalar virtualmente qualquer coisa.

Outra vantagem é que, enquanto o Substituto tem dois olhos (duas câmeras para visão estereoscópica) o RoboSímio tem sete conjuntos de olhos, o que lhe permite ver simultaneamente para frente, para os lados, para baixo e para cima.

Depois de comparar o desempenho dos dois, a equipe finalmente decidiu qual enviar para a competição, mostrando que o robô inspirado no ser humano ainda não é um substituto tão bom: "Acontece que o Substituto é uma plataforma de manipulação melhor e mais rápida em superfícies amigáveis, mas o RoboSímio é uma solução mais versátil, e nós esperamos que essa solução versátil seja mais competitiva neste caso," disse Kennedy.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

G1: Robôs são usados para vender máquinas de café da Nestlé no Japão


Máquinas fazem perguntas aos clientes para indicar produtos apropriados.
Fabricantes afirmam que robôs compreendem frases e emoções humanas.

Robô indica máquina mais apropriada às necessidades de cada cliente . A Nestlé empregou robôs para a venda de máquinas de café em cerca de 1 mil lojas no Japão. Segundo os fabricantes dos robôs, as máquinas são capazes de entender várias frases da fala humana e também compreendem emoções dos clientes. Os robôs foram batizados de "Pepper".

"Apenas respondendo às minhas perguntas, eu posso dizer qual máquina de café é perfeita para você", dizia um dos robôs aos clientes na inauguração dos serviços das máquinas humanóides nesta segunda-feira (1), segundo o jornal "Japan Times". De acordo com a publicação, os robôs, criados pelo banco japonês SoftBank, são capazes de explicar a diferença entre cada máquina de café da marca e ainda indicar a mais apropriada às necessidades dos clientes.
Fabricantes afirmam que robô é capaz de captar frases e emoções humanas (Foto: 

G1: Amazon usa 15 mil robôs para agilizar entregas durante o fim de ano

Amazon usa 15 mil robôs para agilizar entregas durante o fim de ano
Tempo de preparação é reduzido de uma hora e meia para 13 minutos.
Equipamentos são da Kiva, empresa comprada por US$ 775 milhões.

Mais de 15 mil robôs operam dentro de armazéns da Amazon nos EUA para agilizar a entrega de produtos.
A Amazon instalou mais de 15 mil robôs em 10 depósitos nos Estados Unidos, uma medida que promete cortar os custos operacionais em um quinto e entregar produtos mais rapidamente na reta final para o Natal.
Os robôs laranjas de 145 quilos, que se movimentam sobre rodas, demonstram como a Amazon adotou a tecnologia desenvolvida pela Kiva Systems, uma companhia de robótica que comprou por US$ 775 milhões em 2012. A Amazon fez uma demonstração para a mídia neste domingo (30) antes da Cyber Monday, o maior dia de compras online do ano.

A Amazon implementou o uso dos robôs durante o verão nos EUA, antes do importante trimestre de compras de fim de ano, quando a companhia normalmente registra cerca de um terço de sua receita anual. Os depósitos estão em cinco estados norte-americanos: Califórnia, Texas, Flórida, Nova Jersey e Washington.

Os robôs Kiva permitem que a Amazon otimize os processos com relação aos produtos e reduza o tempo que a empresa leva para entregar no mesmo dia em diversas regiões, disse o vice-presidente sênior de operações mundiais e serviços para consumidor, Dave Clark.

No armazém da Amazon em Tracy, na Califórnia, os funcionários empilham produtos em prateleiras carregadas por mais de 1.500 robôs Kiva, que usam marcações no chão para navegar e formar um "grande bloco de estoque", disse Clark. Um funcionário faz o pedido por itens específicos e o robô se dirige à sua estação de trabalho particular.

Em alguns casos, os robôs permitem que a Amazon envie pacotes em 13 minutos a partir das estações de seleção. Nos centros mais antigos, a média era de cerca de uma hora e meia. 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Info: Robô disfarçado ajuda cientistas a estudar pinguins


Destemido, o sósia de um filhote de pinguim avança sobre quatro rodas na direção de um grupo de bebês pinguins de carne e osso, bem debaixo dos bicos dos adultos, que não parecem se incomodar com sua presença.

A infiltração é por uma boa causa: o robô, gracioso e fofinho, é um espião controlado remotamente, criado por cientistas que querem monitorar os ariscos pinguins, sem estressá-los.

Uma equipe internacional testou o robô com e sem a camuflagem de pinguim em populações de Pinguins-reis ("Aptenodytes patagonicus") em Possession Island, no Oceano Índico, e Pinguins-imperadores ("Aptenodytes forsteri") na Antártica.

Em artigo publicado na edição de domingo da revista Nature Methods, eles relataram que as duas versões do robô causaram menos alarme do que a presença humana - conforme demonstrado pela frequência cardíaca e o comportamento das aves - além do fato de que o sósia podia se aproximar mais.

O robô foi equipado com uma antena capaz de ler os sinais emitidos por etiquetas de identificação eletrônicas instaladas em alguns pinguins para a pesquisa populacional.

As etiquetas só podem ser lidas até uma distância de 60 centímetros.

"Quando o robô foi camuflado como um pinguim, todos os adultos e filhotes de Imperadores permitiram que se aproximasse o suficiente para a identificação eletrônica", afirmaram.

"Foi possível ouvir os adultos e os filhotes cantando na direção do robô camuflado e conseguiu se infiltrar em uma creche sem perturbá-los", prosseguiram.

Uma imagem do pinguim-robô mostra uma bola de pelos com nadadeiras, bico afiado e cara pintada em preto-e-branco, como os filhotes de Imperadores, sobre quatro rodas.

Em outra imagem, o pequeno robô é visto em meio a um amontoado de pinguins bebê supervisionado por grupos de adultos.

Ainda em processo de aperfeiçoamento, o robô se destina a esclarecer os padrões de reprodução e comportamento dos pinguins, bons indicadores da saúde dos recursos marinhos no Oceano Antártico.

No passado, cientistas prenderam nas asas dos pinguins dispositivos que transmitiam automaticamente um sinal de rádio, ao receber um determinado estímulo.

A transmissão poderia ser feita a longas distâncias, mas os pesquisadores logo descobriram que impediam os pinguins de nadar, prejudicando a procriação e a caça.

Atualmente, um chip minúsculo com peso de menos de uma grama é inserido sob a pele das aves.

No entanto, o alcance agora é notoriamente menor, forçando os cientistas a se infiltrarem nas colônias para obter os dados de que precisam.

O novo robô pode levar a "uma investigação mais ética, que também evita o viés científico pelo incômodo causado aos animais em seu hábitat", afirmou seu co-criador, Yvon Le Maho, da Universidade de Estrasburgo, na França.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Inovação tecnologica: Inteligência artificial gera softwares que melhoram a si mesmos

Inteligência artificial gera softwares que melhoram a si mesmos
O "paraíso" para quem domina as técnicas adaptativas são os jogos de computador.

Diferentemente da programação convencional, em que um programa executa sempre a mesma função com dados diferentes, a adaptabilidade propõe um comportamento diverso diante de cada nova circunstância.

"Um programa adaptativo tem uma crítica sobre aquilo que ele fez e o resultado que obteve. Quando isso acontece, ele modifica o seu próprio comportamento e começa a operar com aquele aprendizado que conseguiu a partir da experiência anterior," explica o professor João José Neto, da Escola Politécnica da USP.

Decisões econômicas


Os programas adaptativos, uma técnica de inteligência artificial, já são usados na busca de soluções de problemas ligados à tomada de decisão, uma atividade diária na administração, na economia e na gestão de empresas.

Lidando com um grande volume de variáveis muito voláteis e efêmeras, tomar uma decisão sobre como agir é um desafio frequentemente além da capacidade de raciocínio e memória dos seres humanos.

Mais do que isso, o próprio conjunto de variáveis é inconstante, o que obriga as decisões a serem reavaliadas continuamente.

É aí que a adaptabilidade entra, ponderando as variáveis e agregando o histórico de experiências anteriores malsucedidas.
Mas os programas adaptativos não são voltados apenas para o passado. Além das atividades com problemas já conhecidos, o grupo de pesquisadores da USP trabalha também com problemas ainda desconhecidos - o próprio problema deve ser descoberto, equacionado e, só então, é possível buscar a melhor solução dentro do espectro de soluções possíveis.
Robôs evolucionários, que aprendem a se movimentar, usam programas de inteligência artificial adaptativa. [Imagem:
Paraíso

O professor João José ressalta, contudo, que o "paraíso" para quem domina as técnicas adaptativas são os jogos de computador.

Uma característica dos jogos é o potencial infinito de mudança de comportamento e de exposição a condições diversas.
Além disso, jogos são simulações, o que pode ser perfeitamente utilizado como método de ensino e treinamento caso o programa possua uma lógica que procure simular exatamente o fenômeno real correlato.

A funcionalidade do simulador, porém, depende justamente da sua adaptabilidade, variando de acordo com a atividade e com o comportamento dos agentes que interagem com ele.


Os programas adaptativos estão na agenda da IBM, que coloca a tecnologia como uma das cinco prioridades da empresa. [Imagem: IBM]

Linguagem natural

Um dos trabalhos em desenvolvimento - a "menina dos olhos da equipe", nas palavras do pesquisador - está ligado à linguagem natural, usando as técnicas da adaptabilidade em programas de tradução e de transcrição automática de textos ou da fala.

Ao contrário dos programas já existentes, que se apegam preferencialmente à fonética, o projeto se atém à formação das palavras, à filtragem dos erros e à análise, procurando descobrir a sentença correta.

Apesar do enorme campo de aplicação, contudo, o professor João José afirma que o medo da teoria ainda é o grande empecilho à formação de novos profissionais na área.

"As pessoas acham que para fazer esse tipo de coisa tem que saber muita teoria. É preciso saber um pouco de teoria, sim, que é a base em cima da qual nós construímos as coisas, mas é preciso também baixar um pouco a guarda e conhecer um pouquinho dessa teoria dita complicada. Ela não é complicada, a pessoa precisa de um ano de experiência trabalhando um pouco com essas coisas para se inteirar," afirma ele.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

IdgNow: Pesquisadores e médicos discutem uso de robôs para combater o Ebola

Sharon Gaudin 

Com apoio da Casa Branca, cientistas e profissionais de saúde vão se reunir nos dias 7 e 8/11 para pensar formas de atuar nas áreas de risco

Pesquisadores de robótica de todos os cantos dos Estados Unidos estão trabalhando juntos para encontrar alternativas de tecnologia que permitam ajudar os profissionais de saúde e as populações nas zonas afetadas pelo Ebola a combater o vírus com mais segurança.

Os especialistas estão considerando o uso de robôs de telepresença, por exemplo, que poderiam atuar como intérpretes e tradutores. Avaliam também o uso de veículos autônomos (drones) para entregar remédios e alimentos, e robôs que poderiam ser encarregados de descontaminar equipamentos e ajudar a dispor dos restos mortais das vítimas do Ebola com menos riscos para os seus operadores humanos.

"O que a robótica pode fazer para ajudar? ", pergunta Robin Murphy, professora de ciência da computação e engenharia na Universidade A&A do Texas, e diretora do Centro de Busca e Recuperação Assistida por Robôs (Center for Robot-Assisted Search and Rescue - CRASAR). Os "roboticistas" precisam aprender com os profissionais de saúde e com as equipes das entidades de ajuda humanitária a aplicar seu conhecimento de tecnologia robótica a favor das equipes nos momentos de crise, diz ela.

Grande mutirão

E para juntar todos esses cérebros na discussão, Murphy está ajudando a coordenar um grande workshop virtual e presencial nos dias 7 e 8 de novembro com múltiplos pontos de presença ao redor do globo. O encontro, chamado Safety Robotics for Ebola Workers, está sendo promovido pelo CRASAR em conjunto com o Departamento de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca (Office of Science and Technology Policy). 

O encontro terá também a participação de membros da Agência de Projetos de Defesa Avançada (Defense Advanced Research Projects Agency - DARPA) e representantes da Worcester Polytechnic Institute (WPI) e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele terá workshops transmitidos simultaneamente incluindo médicos, profissionais de saúde, pesquisadores acadêmicos, membros das agências humanitárias e empresas comerciais de robótica.

Ouvir para aprender

Murphy disse em entrevista ao Computerworld que ela quer que as pessoas de robótica ouçam diretamente daqueles que estão trabalhando na linha de frente de combate à epidemia o que é necessário fazer para ajudar pacientes, para interromper a disseminação do vírus e proteger os trabalhadores de saúde de serem infectados. 

"Criamos o workshop para ouvir, aprender com o que eles vão nos contar e tentar usar isso para ajudar", disse Murphy. "Eles vão dizer o que precisam e nós vamos falar sobre o que podemos oferecer. O que podemos fazer nos próximos meses e o que podemos fazer a longo prazo. O que podemos fazer dentro de cinco anos", diz a pesquisadora.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Info: Autistas interagem com robô que pode auxiliar em tratamento



De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altur e é composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico

Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. O Estado acompanhou, na manhã de ontem, a iniciativa com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.

O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. "Isso é uma revolução", diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.

Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. "A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia." O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.

Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Info: Japão lança nova geração de robôs inspirados em animadoras de torcida


A empresa japonesa de tecnologia Murata apresentou nesta quinta-feira (25), em Tóquio, sua nova geração de robôs, um grupo de dez pequenas e alegres "animadoras de torcida" capazes de sustentarem-se sobre uma bola ou executar uma coreografia sincronizada sem cair.

"Queremos que as 'Murata Cheerleaders' inspirem os jovens pesquisadores em suas novas descobertas e ponham sorrisos nos rostos das pessoas no mundo todo", disse hoje durante a apresentação o líder do projeto, Koichi Yoshikawa.

Os robôs, que não serão comercializados, contam com tecnologias que poderiam ter utilidades práticas e que evidenciam o imparável desenvolvimento da robótica no Japão. Seus 36 centímetros de altura e 1,5 quilo de peso são suficientes para provê-los de aproximadamente uma hora de autonomia e esconder os segredos que permitem estas animadoras mecânicas se balançar a 30 centímetros por segundo sem chocarem-se ou cair.

Para isso, cada robô incorpora três sensores de giro que identificam a direção na qual se inclinam e os faz movimentar-se rumo a ela, uma atualização do sistema desenvolvido para os modelos anteriores, Murata Boy e Murata Girl, ao qual se acrescenta uma tecnologia que lhes permite detectar ângulos de giro.

Estes sensores são similares aos empregados em câmeras fotográficas, sistemas de navegação de carros e os mais modernos sistemas de controle de estabilidade elétrico (ESC) dos veículos, explicou Yoshikawa.

Além disso, cada robô esconde em sua cabeça cinco microfones ultrassônicos e quatros sensores infravermelhos que detectam sua posição atual e lhes permitem localizar os objetos a seu ao redor em um raio de 16 metros, inclusive na escuridão.

Os dados recolhidos por estes sensores são compartilhados entre eles através de uma rede wireless, o que permite a cada animadora localizar as demais com exatidão e evitar qualquer possível colisão enquanto dançam com seus pompons LED multicor.

Esta tecnologia de controle de grupo foi desenvolvida em parceria com pesquisadores do Laboratório Matsuno da Universidade de Kioto e pode ser aplicada no desenvolvimento de robôs de resgate em casos de desastres e, no futuro, para desenvolver veículos e transportes "mais seguros e eficientes", disse Yoshikawa.

Outro dos possíveis usos desta tecnologia de percepção e comunicação poderia aplicar-se a sistemas de gestão de energia em casa e edifícios, e para transmitir os sinais vitais das pessoas e seguir "avançando" em matéria de saúde, acrescentou.

As 'Murata Cheerleaders', cuja apresentação em sociedade coincide com o 70º aniversário da fundação da empresa, constituem a quarta geração de robôs da companhia japonesa após o lançamento da primeira geração do Murata Boy em 1991, a segunda em 2005 e a chegada da Murata Girl em 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

INFO: Robôs-origami se desdobram sozinhos e saem andando

INFO: Robôs-origami se desdobram sozinhos e saem andando

robo-origami
Inspirados nos origamis, a arte japonesa da dobradura de papéis, cientistas americanos criaram um robô que promete revolucionar o setor, tanto na Terra quanto no espaço: é chato como uma folha de papel até começar a ganhar vida, desdobrar-se e sair andando.
Este novo tipo de robô poderia, um dia, ser usado na exploração espacial, deslizar sob os escombros nos trabalhos de resgate ou acelerar a manufatura em linhas de montagem, disseram especialistas nesta quinta-feira.
Embora a comercialização desta máquina ainda esteja a anos-luz, o informe publicado na revista especializada Science destacou que os últimos avanços abrem o caminho para um novo gênero no mundo da robótica personalizada.
Em primeiro lugar, o material é barato - custa apenas 100 dólares. Mas, além disso, o robô pode se reprogramar facilmente para executar diferentes tarefas, disse Sam Felton, cientista do instituto tecnológico Wyss de engenharia e da escola de ciências aplicadas da Universidade de Harvard.
"Da mesma forma que você pode ter um documento do Word, mudar algumas palavras e simplesmente voltar a imprimi-lo, da mesma forma se pode pegar o plano digital do robô, mudar uma ou duas coisas e voltar a programá-lo", explicou Felton a jornalistas.
O minúsculo robô é formado por camadas, algumas delas de papel, uma camada de cobre intermediária com uma rede de condutores elétricos gravados e outra camada externa, feita de um polímero com memória que se dobra e desdobra quando esquenta.
Assim que as baterias e o motor se ativam, o robô se desdobra de forma similar aos brinquedos Transformers, e escapole como um caranguejo.
Felton disse que o custo total do equipamento usado para desenvolver este robô foi de 11.000 dólares.
O robô-origami em si custa cerca de 80 dólares com baterias e motor, mais US$ 20 com os materiais. "Se tivesse que fabricar outro, custaria 100 dólares", disse Felton.
Estes robôs têm muitas aplicações em potencial. Como se apresentam inicialmente no formato plano, podem ser implementados para a busca e o resgate em espaços confinados, como prédios desmoronados, onde o aparelho pode se desdobrar automaticamente em locais que de outra forma seriam inacessíveis.
Graças à forma plana, também poderiam ser enviados em grande número ao espaço e com menor custo, pois são mais leves.
Em órbita, poderiam desdobrar-se sozinhos para realizar diferentes missões científicas, disseram os cientistas.
A pesquisa foi financiada pela National Science Foundation, o Wyss Institute de Harvard e o braço de pesquisas científicas da Força Aérea Americana.
Os criadores esperam apresentar seu trabalho no sexto encontro internacional de origami em ciência, matemática e educação, que será celebrado em Tóquio entre 10 e 13 de agosto.
Fonte: "Robôs-origami se desdobram sozinhos e saem andando." INFO. N.p., n.d. Web. 8 Aug. 2014. <http://info.abril.com.br/noticias/ti/2014/08/robos-origami-se-desdobram-sozinhos-e-saem-andando.shtml?utm_src=fotologhome&utm_fotoposition=4