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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Folha de São Paulo: Presidente da Sony fala pela primeira vez sobre ataque hacker à empresa

O presidente-executivo da Sony, Kazuo Hirai, elogiou funcionários do estúdio de Hollywood da companhia nesta segunda-feira (5) por resistirem a "esforços extorsores" de hackers que atacaram a Sony Pictures Entertainment.

As declarações foram dadas durante a conferência da Sony na feira eletrônica CES, que acontece em Las Vegas (EUA).

Em seus primeiros comentários públicos sobre o massivo ciberataque que o governo dos Estados Unidos atribuiu à Coreia do Norte, Hirai disse que funcionários atuais e antigos do estúdio foram "vítimas de um dos ciberataques mais maldosos e maliciosos que conhecemos na história recente".

O ataque ocorreu conforme a companhia se preparava para lançar "A Entrevista", uma comédia sobre uma trama fictícia para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un. Ele debilitou a rede de computadores da Sony Pictures em novembro e levou ao vazamento online de filmes não lançados e emails embaraçosos.

"A liberdade de discurso e a liberdade de expressão são 'cordas salva-vidas' para a Sony e nosso negócio de entretenimento", disse Hirai, agradecendo aos que assistiram ao filme.

Ele não recebeu perguntas de jornalistas.

A Sony havia cancelado inicialmente o lançamento de "A Entrevista" depois que hackers ameaçaram cinemas. Na esteira de críticas do presidente dos EUA, Barack Obama, e celebridades de Hollywood, o estúdio lançou o filme, mas embora cinemas e serviços de TV paga o estejam exibindo, a Sony ainda precisa compensar os até US$ 88 milhões em gastos com marketing e produção. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

G1: Hacker diz ter clonado digital de ministra alemã

Hacker diz ter clonado digital de ministra alemã
Caso amplia dúvidas sobre segurança da biometria por impressão digital - método usado para identificar eleitores no Brasil.  
Ursula von der Leyen, ministra da Defesa da
Alemanha, pode ter tido sua digital clonada

Um membro da rede de hackers Chaos Computer Club (CCC) diz ter clonado a impressão digital de uma política alemã usando imagens feitas de seu dedo durante uma entrevista coletiva.

Jan Krissler garante que teria conseguido falsificar a impressão digital da ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, a partir de fotos feitas com uma câmera fotográfica comum.

O caso parece reforçar a ideia, defendia por alguns especialistas, de que a biometria por impressão digital - que começou a ser usada em urnas eletrônicas no Brasil - deixou de ser um método seguro para proteger dados e identificar pessoas.

As declarações de Krissler - também chamado de "starbug" no circuito dos hackers - foram feitas em uma convenção para integrantes do CCC, que, aos 31 anos, diz ser "a maior associação de hackers da Europa". Sua palestra também foi transmitida online a partir do site da associação.

Segundo o hacker, as fotos de Von der Leyen teriam sido feitas em outubro. Um "close" de seu dedo e algumas outras fotos de ângulos diferentes teriam sido suficientes para falsificar a digital da ministra.

"No passado já havia sido demonstrado como é fácil 'roubar' a impressão digital de uma pessoa se ela tocar uma superfície polida (como um vidro ou um celular)", diz o texto de apresentação da palestra de Krissler no site da CCC.

"Agora, uma nova e às vezes surpreendente maneira de fazer isso será demonstrada. E com esse conhecimento não haverá mais a necessidade de se roubar objetos com as digitais (a serem clonadas)."

Foto de dedo de ministra teria sido tirada durante entrevista coletiva

Durante seu discurso, Krissler sugeriu que, após ouvirem sobre sua descoberta, "os políticos provavelmente passarão a usar luvas ao falar em público" .

Falhas e alternativas

Além de ser usado durante as eleições brasileiras, o sistema de identificação por impressão digital também é utilizado como medida de segurança em dispositivos da Apple e da Samsung.

"Não é fácil falsificar um teste de biometria que depende de informações estáticas - como identificação da face ou de impressões digitais, mas há um certo reconhecimento de que esses sistemas têm falhas", diz o especialista em segurança cibernética Alan Woodward, da Universidade de Surrey.

Woodward diz que já há métodos que reconhecem características mais difíceis de serem replicadas, como as veias dos dedos ou o movimento do corpo.

Em setembro, por exemplo, o banco Barclays lançou para clientes corporativos esse sistema de reconhecimento que identifica as vasos sanguíneos dos dedos.

A técnica também seria utilizada em caixas eletrônicos no Japão e na Polônia.

Segundo a empresa Hitachi, que fabrica aparelhos que fazem esse reconhecimento, ele é possível porque as veias têm uma composição única em cada indivíduo.

Testes feitos na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Geral de Southampton em 2013 indicam que esses padrões não são alterados por mudanças na pressão arterial. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Info: Hackers atacam rede Tor e grupo Anonymous reage

Hackers atacam rede Tor e grupo Anonymous reage
                                                                                                                                Lucas Agrela

Depois de supostamente promover ataques às redes dos consoles PlayStation e Xbox, os hackers do Lizard Squad fizeram um novo alvo nesta semana: a rede Tor, que permite navegação anônima na internet, bem como acesso à Deep Web.

Os autointitulados hacktivistas do grupo Anonymous não foram favoráveisao ataque e publicaram mensagens no Twitter pedindo que o bombardeio de acessos simultâneos, que poderia tirar o Tor do ar, parasse.

“Não mexa com a rede Tor. As pessoas precisam desse serviço por causa dos governos corruptos, fiquem longe”, escreveu o grupo Anonymous em um de seus perfis no microblogue.

Segundo o The Verge, os responsáveis pelo Tor identificaram o ataque no começo da semana e criaram cópias de segurança para os diretórios para que a rede se mantivesse no ar. A técnica usada é a criação de relays maliciosos, o que pode permitir roubo de dados de usuários. Em certo momento durante o ataque, dos 10 mil relés, entre 3 mil e 6 mil eram do Lizard Squad.

Os responsáveis pela rede Tor informaram que o ataque não causou danos e os relays estão sendo removidos. Contudo, o Anonymous diz ter hackeado o e-mail de um dos integrantes do Lizard Squad, como forma de retaliação.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Info: Coreia do Norte ameaça EUA com guerra devido a acusações de ciberataque

Coreia do Norte ameaça EUA com guerra devido a acusações de ciberataque
A Coreia do Norte ameaçou nesta segunda-feira a realizar uma guerra em território dos Estados Unidos pelas quais considera "falsas" acusações de ter realizado o ciberataque à Sony Entertainment, por causa do filme que zomba do líder Kim Jong-un.

"O Exército e o povo da RPDC (Coreia do Norte) estão completamente preparados para um confronto com os EUA em todos os espaços de guerra, incluindo a cibernética", expôs o regime de Kim Jong-un em comunicado publicado em inglês pela agência estatal "KCNA".

"Nosso mais duro contra-ataque será dirigido à Casa Branca, ao Pentágono e a todo o território continental dos Estados Unidos superando amplamente o contra-ataque simétrico declarado por (Barack) Obama", afirma Pyongyang no comunicado.

A Coreia do Norte reiterou que não tem nada a ver com a agressão cibernética à Sony Pictures Entertainment e inclusive propôs ao FBI realizar uma investigação conjunta dos fatos, mas os serviços de inteligência americanos descartaram esta opção.

A reação da Coreia do Norte, que já tinha negado seu envolvimento no caso, veio depois que o presidente americano, Barack Obama, anunciou no domingo o início de um processo para avaliar se o Estado comunista deve ser incluído de novo na lista negra de países que patrocinam o terrorismo por causa do ciberataque à Sony.

A inclusão nessa lista negra representa restrições à ajuda externa, a proibição das exportações e as vendas da área de defesa, controles sobre certas exportações e diversos impedimentos financeiros e de outro tipo.

Em suas declarações à "CNN", Obama não considerou que o ataque contra a Sony Pictures, do qual Washington responsabiliza a Coreia do Norte, tenha sido um "ato de guerra", mas de "cibervandalismo", ao qual os EUA responderão.

O ciberataque, no qual foram roubados e publicados milhares de mensagens eletrônicas e dados dos funcionários da empresa entre final de novembro e começo de dezembro, é considerado um ato de represália contra "A Entrevista", comédia sobre um complô para matar o ditador norte-coreano Kim Jong-un.

Após a ação, os invasores advertiram que semeariam o terror nos cinemas que projetassem o filme, o que provocou uma retirada em massa de cartaz do filme e finalmente o cancelamento de sua estreia que estava prevista para 25 de dezembro.

Apesar de se desvincular do fato, a Coreia do Norte elogiou os hackers "sem identificar" quem são, autodenominados Guardians of Peace (Guardiães da Paz), ao considerar que realizaram uma "ação correta", segundo o comunicado da "KCNA".

O caso gerou uma intensa polêmica nos EUA sobre a conveniência de ter tirado de cartaz o filme, por causa do medo de um ataque terrorista, o que para muitas vozes críticas representa ceder a uma chantagem contra a liberdade de expressão.

G1: Para Obama, ataque de hackers à Sony não é 'ato de guerra', diz agência

Para Obama, ataque de hackers à Sony não é 'ato de guerra', diz agência
Presidente dos EUA concedeu entrevista à rede de televisão CNN.
Segundo Obama, invasão do sistema da Sony é 'vandalismo cibernético'.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou à rede de televisão norte-americana CNN que não considera a invasão ao sistema da Sony Pictures um ato de guerra, mas disse que é um ato de vandalismo cibernético, informou a agência de notícias Reuters. Obama concedeu entrevista que irá ao ar neste domingo (21). "Não acho que foi um ato de guerra, acho que foi um ato de vandalismo cibernético que custou muito caro", disse ele à jornalista Candy Crowley.
Segurança protege entrada de sala de cinema nos EUA durante pré-estreia do filme 'A entrevista' (Foto: Reuters/Kevork Djansezian/Files)

No dia 24 de novembro, um ataque cibernético reivindicado pelo grupo autodenominado "Guardiães da Paz" (GOP, na sigla em inglês) atingiu o sistema da Sony Pictures e, desde então, filmes inéditos centenas de e-mails, informações sobre salários e números da previdência social de funcionários foram revelados.
saiba mais

Esse é um dos mais importantes registrados contra uma empresa nos Estados Unidos.

Apesar de não considerar a invasão um ato de guerra, o presidente afirmou, no trecho da entrevista divulgado pela CNN na manhã deste domingo, que o governo vai debater sobre a possibilidade de colocar a Coreia do Norte de volta à a lista de países que patrocinam o terrorismo.

"Levamos isso muito a sério. Vamos responder de maneira proporcional", afirmou Obama.

EUA rejeitam proposta da Coreia do Norte
Neste domingo, o governo dos Estados Unidos rejeitou a proposta da Coreia do Norte de uma investigação conjunta sobre o ciberataque contra a Sony Pictures e pediu a ajuda da China para bloquear as ações virtuais de Pyongyang.

A proposta foi feita no sábado, quando o governo norte-coreano afirmou que as acusações de que o país estaria por trás do ataque eram "sem fundamento e difamatórias".
"Se a Coreia do Norte quer ajudar, deve admitir sua culpa e compensar a Sony pelos danos provocados pelo ataque", disse Mark Stroh, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, ao anunciar que os EUA descartavam a proposta norte-coreana.
Cena do filme 'A entrevista', com James Franco e
Seth Rogen
Filme cancelado
Os vazamentos foram ameaças dos hackers contra o lançamento do filme "A entrevista". O longa é uma comédia de situação sobre um plano da Agência Central de Inteligência americana, a CIA, para matar o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Na quarta-feira (17), após os hackers ameaçarem promover um atentado nas salas de cinema, a Sony Pictures cancelou o lançamento do filme, previsto para o Natal.
Veja a cronologia do caso:
James Franco e Seth Rogen são os protagonistas
do filme
Outubro de 2013 – Sony Pictures anuncia os atores Seth Rogen e James Franco como protagonistas da comédia "A entrevista".

20 de junho de 2014 – Após a divulgação do primeiro trailer do filme, autoridades da Coreia do Norte dizem que "A entrevista" é um símbolo do "desespero" da sociedade norte-americana, mas um porta-voz não oficial de Kim Jong-un afirma que o ditador provavelmente vai assistir ao filme de qualquer maneira.

10 de julho: Em uma carta a Ban Ki-moon, o embaixador da ONU Ja Song Nam reclama do filme e diz que "as autoridades dos EUA devem tomar ações imediatas e adequadas para proibir a produção e distribuição do filme".

14 de agosto: Sony declara a possibilidade de remover uma cena do filme em que o rosto de Kim Jong-un é mostrado derretendo.  
Cena do filme 'A entrevista'
24 de novembro: Fontes da Sony dizem que a empresa foi hackeada e chantageada por um grupo que deixou a mensagem: "Hacked by #GOP. Aviso: Nós já avisamos vocês, e isto é apenas o começo. Temos obtido todos os seus dados internos, incluindo segredos e grandes segredos."

1º de dezembro: Ao menos cinco filmes inéditos da Sony "vazam" na web.

2 de dezembro: O FBI inicia investigações sobre o envolvimento norte-coreano com o ataque hacker.

4 de dezembro: A Coreia do Norte nega envolvimento em ataque contra a Sony.

16 de dezembro: Guardians of Peace ameaça atacar as salas de cinema que exibirem "A entrevista", faz menção ao atentado de 11 de setembro e afirma ainda que "o mundo será tomado pelo medo". A pré-estreia do filme em Nova York é cancelada após as ameaças.

17 de dezembro: Sony anuncia o cancelamento do lançamento de "A entrevista" em todos os cinemas dos EUA

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

G1 - Hackers da Sony ameaçam cinemas que exibirem filme 'A entrevista'


Grupo 'Guardians of Peace' faz menção a atentado de 11 de setembro.Vazado em ataque, filme brinca com plano fictício para matar Kim Jong-Un.

O grupo que alega ser responsável por hackear as redes da Sony ameaçou atacar as salas de cinema que exibirem "A entrevista", filme de comédia sobre um plano fictício da CIA para assassinar Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte. A ameaça, que foi divulgada em sites de compartilhamento de arquivos, faz menção ao atentado de 11 de setembro e afirma ainda que "o mundo será tomado pelo medo".

Em 24 de novembro, a Sony foi vítima de um ciberataque atribuído ao grupo "Guardians of Peace" (Guardiões da Paz, em tradução). No passar das últimas semanas, os hackers divulgaram e-mails entre diretores dos estúdios, senhas e até roteiros de filmes, como o novo de James Bond.

Na mensagem compartilhada nesta terça-feira (16), o "GOP" afirma que "irá mostrar claramente, nos momentos e lugares em que 'A entrevista' for exibido, incluindo sua estreia, o destino amargo daqueles que buscam diversão no terror. Em breve, o mundo irá ver o filme terrível que a Sony Pictures fez". A ameaça ainda recomenda que as pessoas fiquem longe das salas de cinema que forem passar "A entrevista". O filme entra em cartaz nos Estados Unidos no dia 25. A pré-estreia, realizada na quinta-feira (11), foi calma, apesar da polêmica.

Na imprensa especializada estrangeira, especula-se que a Coreia do Norte tenha algum tipo de envolvimento com as invasões. Pyongyang classificou o filme como um "ato de terrorismo", e investigadores envolvidos no caso teriam dito que ferramentas de ataques cibernéticos já realizados pela Coreia do Norte teriam sido usadas na ação contra a Sony. O país negou qualquer relação com os ciberataques, mas os elogiaram e os classificaram como "um ato justo".

Essa não é a primeira ameaça recebida pela Sony após o "GOP" assumir a autoria dos ciberataques contra a empresa. No início de dezembro, funcionários receberam e-mails do suposto líder do "GOP" ordenando-os a se opor às ações da Sony caso não queiram "sofrer danos". "Se não o fizerem, não apenas vocês, mas também seus parentes estarão em perigo", diz a mensagem.

Nesta segunda-feira (16), Michael Lynton, presidente da Sony, se reuniu com funcionários da empresa para abordar as consequências do ciberataque. O FBI revelou nesta segunda (16) à agência AFP que, na semana passada, se reuniu "com empregados da Sony para falar sobre cibersegurança". A presidente da companhia, Amy Pascal, foi uma das mais prejudicadas pelo vazamento dos e-mails, tendo que pedir desculpas, na semana passada, ao presidente americano, Barack Obama.

Em uma troca de mensagens com o produtor Scott Rudin, Pascal escreve se deve perguntar a Obama sobre os filmes "Django Livre", "12 anos de escravidão" e "O mordomo da Casa Branca", todos eles sobre a questão racial nos Estados Unidos. Rudin também fez ataques à atriz Angelina Jolie por sua possível participação na produção de "Cleópatra", chamando-a de uma "menina mal educada com talento mínimo", "infantil, irresponsável e caprichosa".

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

G1: Presidente da Sony fala sobre ciberataque com funcionários

Grupo tornou públicos e-mails comprometedores de diretores da empresa.
Foram reveladas intrigas de astros com produtores e roteiro foi roubado.
O presidente da Sony, Michael Lynton, realizou nesta segunda-feira (15) uma reunião com seus funcionários da sede da Califórnia para abordar as consequências do ciberataque sofrido nas últimas semanas, que tornou públicos e-mails comprometedores entre os diretores da empresa.

A reunião teve início às 13h locais (19h Brasília) no escritório da Sony em Culver City, a leste de Los Angeles, informou à AFP um porta-voz dos estúdios, que não detalhou o número de participantes.

A Sony foi vítima de um ataque a seus servidores no dia 24 de novembro, realizado pelo grupo autodenominado "Guardians of Peace" (Guardiões da Paz, em inglês), o GOP, que gradualmente foi vazando mensagens dos diretores dos estúdios e outros dados confidenciais.

Os funcionários receberam este fim de semana um e-mail do GOP anunciando que ganhariam "um presente de Natal" mediante a publicação de "um grande número de informações". "Este presente os fará muito felizes e colocará a Sony em uma má situação", diz a mensagem.

O FBI revelou nesta segunda-feira à AFP que na semana passada se reuniu "com empregados da Sony para falar sobre cibersegurança". A presidente da companhia, Amy Pascal, foi uma das mais prejudicadas pelo vazamento dos e-mails, tendo que pedir desculpas, na semana passada, ao presidente americano, Barack Obama.

Em uma troca de mensagens com o produtor Scott Rudin, Pascal escreve se deve perguntar a Obama sobre os filmes "Django Livre", "12 anos de escravidão" e "O mordomo da Casa Branca", todos eles sobre a questão racial nos Estados Unidos. Rudin também fez ataques à atriz Angelina Jolie por sua possível participação na produção de "Cleópatra", chamando-a de uma "menina mal educada com talento mínimo", "infantil, irresponsável e caprichosa".

A mídia americana afirmou que os hackers conseguiram roubar o roteiro do último filme de James Bond, protagonizado por Daniel Craig e dirigido por Sam Mendes, cuja filmagem terá início em breve. A imprensa especializada afirma que o ciberataque está relacionado com a estreia, no dia de Natal, de "A entrevista", uma comédia sobre um plano fictício da CIA para matar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

G1: Brasil é o país mais atacado por vírus bancário em 2014, diz empresa

Brasil é o país mais atacado por vírus bancário em 2014, diz empresa  

Kaspersky divulgou dados deste ano; Java é software mais atacado.

Empresa destacou o número de ataques durante a Copa do Mundo.
A fabricante de antivírus Kaspersky Lab divulgou dados consolidados para o ano de 2014 nesta segunda-feira (8). O relatório identifica o Brasil como o país mais atacado por pragas destinadas ao roubo de senhas bancárias. De acordo com os dados da empresa, 299.830 usuários sofreram ataques.

A Kaspersky destacou o número de ataques durante a Copa do Mundo. A quantidade subiu consideravelmente em maio e junho. Os criminosos esperavam roubar os dados de turistas, segundo a companhia. No mesmo índice, o Brasil é seguido pela Rússia (251.917 usuários atacados) e pela Alemanha (155.773).

Os rankings de países que mais tiveram infecções em celulares e em computadores com Mac OS X também têm presença brasileira. Os números do Brasil, porém, são bem inferiores aos líderes desses índices: no caso dos vírus celulares, o Brasil está na 10ª posição, com 1,6% dos usuários atacados, contra 45,7% da Rússia, que está em primeiro lugar. Em ataques a sistemas Mac OS X, o Brasil aparece em 9ª lugar, com 2,22% dos ataques. Os líderes Estados Unidos e Alemanha tiveram 39,14% e 12,56% dos ataques, respectivamente.

O Brasil não aparece na lista de países atacados por pragas digitais bancárias para celulares. Em novembro, o Google removeu dois aplicativos falsos de bancos brasileiros do Google Play, marcando a primeira vez que um ataque desse tipo foi registrado contra usuários brasileiros.

A Kaspersky Lab contabiliza ainda um índice de "risco" de segurança que mede a "hostilidade" do ambiente on-line e off-line de cada país, medida pela quantidade de usuários que sofrem alguma tentativa de ataque. O Brasil não aparece entre os 20 países mais hostis, mas é considerado um país de "risco" no ambiente on-line (32,1% dos usuários sofrem ataques) e de "alto risco" (46,5%) no ambiente off-line.

A Rússia lidera o ranking de hostilidade on-line: mais da metade (53,81% dos usuários) sofrem algum ataque. Para ameaças off-line, o líder é o Vietnã, onde 69,58% são atacados. A Kaspersky Lab calcula esses números com base no número de detecções e alertas de seus produtos de segurança.

Softwares mais atacados
A empresa de segurança divulgou ainda um gráfico com os softwares que são mais explorados pelos criminosos para a instalação de códigos maliciosos nos computadores dos usuários. O software mais atacado foi o Java, da Oracle, com 45% dos ataques. Os navegadores foram diretamente atacados por 42% dos ataques, enquanto o Adobe Reader foi alvo de 5% deles. O Flash Player foi alvo de 3% dos ataques e 1% atacou o Microsoft Office. O Android também foi alvo de 4% dos ataques.

Apesar de o Java ainda ser o software explorado, a empresa observou um declínio considerável na participação dele nos ataques. Em 2013, 90,5% dos ataques registrados na web exploravam alguma brecha do Java. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

G1: Hackers que atacaram a Sony agora ameaçam funcionários da empresa

Hackers que atacaram a Sony agora ameaçam funcionários da empresa 
Invasores enviaram e-mail a empregados; mandam se oporem à empresa.
Ataque vazou mais de 30 mil documentos e afetou até Sylvester Stallone

Os hackers responsáveis pelo ciberataque à Sony, efetuado no dia 24 de novembro, ameaçam agora os empregados da empresa, informou a edição digital da revista "Variety" na sexta-feira (5). A ameaça foi recebida pelos funcionários por e-mail depois das 13h (19h em Brasília).

O autor, que afirma ser o líder do grupo "Guardians of Peace" (Guardiões da Paz), diz que seu objetivo é acabar com a existência da companhia. Na mensagem, ordena os trabalhadores a se opor às ações da Sony caso não queiram "sofrer danos". "Se não o fizerem, não apenas vocês, mas também seus parentes estarão em perigo. Eliminar a Sony Pictures da face da Terra é um trabalho muito pequeno para o nosso grupo, que é uma organização mundial. O que fizemos até agora é uma pequena parte de nosso plano", diz o e-mail.

Um porta-voz da Sony afirmou que a companhia está no controle da situação e colabora com as autoridades. Sylvester Stallone, James Franco, Seth Rogen e Judd Apatow são alguns dos atores afetados pelo ciberataque à empresa, que vazou mais de 30 mil documentos do estúdio pela internet.

Os hackers tiveram acesso a arquivos com dados de identificação de mais de 47 mil empregados, antigos e atuais. Os dados mostram salários e endereços residenciais, entre outros dados pessoais. Após o ataque de 24 de novembro, a informação também apareceu em plataformas como o BitTorrent, apesar dos esforços do estúdio para eliminar os dados da rede.

A autoria do ataque foi assumida apenas pelo grupo Guardians of Peace, apesar de a Coreia do Norte ser cogitada como possível origem do crime, uma teoria baseada na oposição do regime norte-coreano ao filme "A Entrevista", comédia sobre uma tentativa de assassinar o líder do país, Kim Jong-un.

Pelo menos cinco produções da empresa vazaram na internet, segundo a imprensa especializada, entre eles o remake de "Annie", "Fury" (Corações de Ferro), "Mr. Turner", "Still Alice" e "To Write Love on Her Arms".