segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Convergência Digital : Telefonia móvel perde 25,7% em adições líquidas em 2012




De janeiro a agosto, o Brasil registrou 15,7 milhões de adições líquidas de celulares, bem abaixo do contabilizado no mesmo período em 2011 - 21,1 milhões. A Claro foi a operadora que mais perdeu mercado - caindo de 5,2 milhões para 2,8 milhões. A Vivo, que lidera o ranking no país, também perdeu 1 milhão de novas adições. A TIM foi a tele que mais cresceu, mas ainda assim sentiu na pele uma queda de 26,1% em relação ao ano passado.

Segundo os dados do portal Teleco, a TIM, nos oito primeiros meses de 2011 somou 7,2 milhões de adições líquidas. Este ano - com a questão de qualidade de serviço colocada à mesa e cobrada pela Anatel - esse percentual caiu para 5,2 milhões. A Vivo, líder do mercado, contou com 5,9 milhões de adições líquidas de janeiro a agosto do ano passado. Este ano, esse percentual caiu para 4,9 milhões.

A Claro, segundo o levantamento, foi a operadora que mais perdeu em adições líquidas. A tele, controlada pelo grupo America Móvil, no ano passado, somava de janeiro a agosto, 5,2 milhões de adições líquidas. Este ano, no mesmo período, registrou 2,8 milhões. A Oi, na quarta posição do ranking, registrou 2,8 milhões de adições líquidas no ano passado. Este ano,ficou com 2,5 milhões.

Segundo o Teleco, entre as razões para essa baixa - nos quatro primeiros meses de 2012, o ritmo de adição era até maior que o registrado no ano passado, mas a partir de maio, esse percentual só caiu - pode ser explicada pelo alto churn mensal, média de 3,8% no segundo trimestre. A concorrência pela ativação de chips pode estar determinando 'limpezas de base' mais constantes pelas teles.

O desaquecimento econômico também pode ser uma justificativa, mas há mercados do setor em alta, como o da TV por assinatura. Segundo ainda o Teleco, deve-se levar em conta a maturidade do mercado com uma densidade de mais de 130 cel/100 habitantes, o que termina por ditar um ritmo menor de aquisições e um trabalho maior para a fidelização do assinante.

Olhar Digital: Facebook apresenta novo aplicativo de mensagens para iOS



Ao contrário do Android, versão Apple não dá acesso a SMS 

Poucos dias após ter reformulado as mensagens em seu aplicativo para Android, o Facebook mexeu no do iOS. O Mensagens foi reformulado para também ganhar uma interface mais simples, como destaca o The Verge.

Assim como acontece no Android, agora dá para ver quem está disponível para conversar de qualquer lugar do app. Para isso, basta deslizar o dedo da direita para a esquerda e a lista de contatos aparecerá.

Mas o que talvez tenha sido a principal novidade para adeptos ao sistema do Google não será aproveitada por clientes da Apple. Em alguns aparelhos com Android, é possível juntar SMS e conversas da rede social em um único lugar, o que não será possível no iOS por conta de restrições da própria plataforma.

E o aplicativo só está disponível para iPhone e iPod touch; nada de iPad, por enquanto.


G1: Nokia e Oracle devem anunciar acordo de mapeamento digital




Acordo garantirá aos clientes da Oracle acesso ao mapeamento da Nokia.
Em 2008, a Nokia comprou a empresa de mapeamento digital Navteq.

A Nokia vai anunciar nesta segunda-feira (1º) um acordo que garantirá aos clientes da Oracle acesso aos seus serviços de mapeamento, informou a fabricante de celulares.

A companhia finlandesa, que comprou a maior empresa de mapeamento digital do mundo, a Navteq, em 2008, tem buscado formas de impulsionar seus negócios e recentemente assinou acordos de mapeamento com Groupon e Amazon.

A Oracle é a terceira maior empresa de software do mundo e também vende hardware para clientes corporativos. Detalhes sobre o acordo devem ser anunciados nesta segunda-feira durante um evento em San Francisco, segundo o jornal “Wall Street Journal”.

UOL: Assistências listam problemas mais comuns em celulares; tela e software lideram queixas


Ana Ikeda 

O celular já virou um item praticamente indispensável em nossas vidas, a ponto de nos sentirmos perdidos quando ficamos sem ele. Mas, infelizmente, ainda não foi inventado um aparelho indestrutível (embora haja candidatos). Conheça a seguir os principais motivos que levam os aparelhos às assistências técnicas, dicas para evitá-los e a faixa de preço dos consertos.

Para o levantamento, consultamos três assistências técnicas em São Paulo (Celsite, Luctel e Dual Solution). Os problemas mais citados por elas foram a quebra do display (tela), mau funcionamento de software, touchscreen defeituoso e acidentes com líquidos. Além deles, também foram citadas a queima do alto-falante e campainha do celular, quebra do conector de carregamento, troca de bateria e de carcaça.

Problema Preço do conserto* Dicas para evitar ou tentar 'salvar' o celular
Quebra do display (tela) De R$ 20 a R$ 700 Use película protetora de tela e capas resistentes a quedas
Mau funcionamento software De R$ 90 a R$ 250 Evite instalar aplicativos incompatíveis com a versão do sistema operacional; verifique se o app não é falso
Touchscreen defeituoso De R$ 40 a R$ 700 Evite deixar o celular cair; não aplique força demais no toque
Acidentes com líquidos De R$ 40 a R$ 200 Tire o celular imediatamente da água e remova a bateria; seque o excesso de água com pano e evite o secador de cabelo com ar quente

É difícil apontar quem é o principal culpado pela quebra do celular, já que os “vilões” variam de acordo com cada problema. Mas tanto o mau uso como os defeitos de fábrica foram mencionados pelas assistências técnicas. Para Rodrigo Jun, representante da Dual Solution, os problemas estão mais associados à forma como as pessoas usam os telefones do que fabricação. “Claro que há exceções”, diz.

“Os problemas com software têm aparecido mais com o aumento na venda de Androids. O usuário acaba instalando aplicativos e o sistema para de funcionar corretamente”, explica Humberto de Mello, diretor comercial da Celsite. “Muitos tentam instalar programas e jogos sem mesmo ver se são compatíveis com a versão do Android instalada no celular”, comenta Jun.

Já para Luciano Siqueira, diretor técnico da Luctel, falhas no projeto de celulares acabam ocasionando a maior parte dos problemas. “Existem projetos que acabam saindo com falhas e causam transtorno aos clientes. Podemos afirmar que todas as marcas possuem esses erros”, critica Siqueira. “Em muitos dos casos, os clientes têm de pagar pelo conserto, pois o vício aparece só após o período de garantia”, completa.

IDG Now!: Recurso do Facebook para presentear amigos é risco para privacidade



A novidade pode parecer uma tremenda mão na roda, mas especialistas em segurança alertam quanto aos riscos que envolvem entrega de dados

O Facebook anunciou uma nova ferramenta, que permite que o usuário presenteie amigos pela própria rede social. O Facebook Giftsfunciona como uma loja virtual, onde o usuário pode escolher o presente que mais agradar e mandar entregar na casa do amigo escolhido.

E não precisa ser necessariamente em aniversários. Quando estiver habilitado, um novo botão "Gift" poderá ser localizado na própria caixa de textos da timeline. Em vez de enviar um simples "Parabéns" ou felicitá-lo por algum outro motivo, o usuário poderá clicar no botão e escolher o presente.

Botão para enviar presentes estará habilitado direto na timeline

Escolha um presente, anexe um cartão e envie. Assim que selecionar o presente, seu amigo receberá uma notificação que diz que você o presenteou. Você pode postar o seu presente na linha do tempo do seu amigo ou enviá-lo de modo privado. Assim que receber o aviso, ele pode "desembrulhar" uma prévia da lembrança que aparecerá na porta dele alguns dias depois.

Segundo o site, quem fornecerá o endereço para a entrega é o colega que receber o presente. Além disso, o presenteado pode ainda modificar as informações do seu pedido. "Para se certificar de que eles amarão o presente, eles podem escolher o tamanho, cor ou sabor que quiserem, ou até mesmo trocá-lo por outra coisa de igual valor".

Dentre as opções estão ursinhos, cupcakes, chocolates e até meias! A ferramenta foi liberada primeiramente para usuários dos Estados Unidos e gradualmente estará disponível para os outros países.

Perigos da nova ferramenta

Mesmo parecendo uma boa ideia não ter mais que se preocupar em passar no shopping para comprar presentes, especialistas alertam que essa ferramenta pode ser uma faca de dois gumes. Se, por um lado, facilita a vida dos usuários, por outro é mais um recurso que pode encorajar pessoas a expor muitas outras informações pessoais sigilosas - como endereços residenciais, tamanho de roupas e calçados, que podem pôr a segurança e privacidade em risco.

"A quantidade de dados privados compartilhados nas redes sociais já excede todas as precauções de segurança", disse Bogdan Botezatu, analista sênior de ameaças virtuais da Bitdefender. "Dar ao usuário a possibilidade de adicionar um número de endereços de cobrança e entrega (incluindo endereços do trabalho ou escola), torna ainda mais fácil para os criminosos da vida real reunir informações sobre uma vítima em potencial. Os novos dados que podem ser compartilhados é uma questão particularmente perigosa caso a conta seja comprometida."

Endereços residenciais combinados com outras informações partilhadas pelos usuários no Facebook, como datas de férias, imagens de casas e notícias sobre recentes compras de alto valor, poderia tornar muito mais fácil para os assaltantes selecionar possíveis vítimas e arquitetar invasões, disse.

Outro risco é o fato de que, tendo informações sobre a compra, crackers podem muito bem utilizá-las para forjar um e-mail - fingindo ser uma mensagem da rede confirmando a compra, por exemplo -, a fim de confundir a vítima levando-as a sites maliciosos ou mesmo solicitando confirmação de dados privados, como número de cartão de crédito.

Além disso, por conta da ferramenta, mais pessoas poderão deixar pública sua data de aniversário. "Aniversários são muitas vezes utilizados para verificar a identidade de um cliente, por isso é uma informação muito valiosa para ladrões de identidade", disse Levin. "Sempre que você fornecer informações para completar o mosaico de sua vida, você está se colocando em perigo."

Preferências pessoais de presentes podem revelar que tipo de produtos os usuários gostam ou tamanhos de roupa e calçados. Não está claro se o Facebook coleta essas informações ou se as utiliza fora do serviço de Gifts. A empresa não retornou imediatamente um pedido de comentário.

"Precisamos nos perguntar: como é que os nossos dados se voltam contra nós, no caso de termos a conta violada ou de informações caírem em mãos erradas?", disse Botezatu. "Estamos prontos para viver em um ecossistema onde as redes sociais sabem nossos nomes, nossa história, nossos relacionamentos, número de telefone, endereço de email, tamanho do sapato e, a cima de tudo, onde vivemos com uma precisão cirúrgica?"

UOL: Brasil é um dos países que mais respeita a liberdade na Internet


A liberdade na internet sofreu retrocessos em muitos países, no último ano, mas também avanços consideráveis no Brasil, segundo estudo anual da Freedom House, publicado semana passada nos Estados Unidos. No topo da lista dos países que mais reduziram sua liberdade virtual desde janeiro do ano passado estão Paquistão, Bahrein e Etiópia. Eles fazem parte do grupo de 20 países que caíram no ranking, de um total de 47 países pesquisados. Já Tunísia, Líbia e Mianmar, mostraram uma ligeira abertura em relação aos anos anteriores, assim como o Brasil, que subiu duas posições no ranking.


Segundo o relatório, os métodos para controle da liberdade de expressão nos meios digitais também se tornaram mais sofisticados: 19 países aprovaram novas leis restritivas. No Irã, os censores melhoraram os programas para filtrar conteúdo e certificados digitais falsificados. No Paquistão, as redes privadas online tornaram-se proibidas. E 14 governos imitaram a China e contrataram comentaristas para manipular discussões na Internet.

Apesar das ameaças crescentes, as conclusões do estudo revelam um incremento significativo no ativismo cidadão relacionado com a liberdade na Internet, no geral, o que tem produzido vários esforços de mobilização de notáveis ​​e vitórias legislativas.

O Brasil aparece com o status de país “livre” no uso da web, com destaque para um aumento notável da atividade social e da participação cívica na rede e poucos obstáculos legais ou econômicos que restrinjam o funcionamento de ISPs ou outras empresas fornecedoras de acesso a tecnologias e conteúdos digitais. O estudo ressalta que o governo brasileiro não emprega métodos técnicos para filtrar ou limitar o acesso a conteúdos online. E elogia o fato do Congresso estar discutindo hoje um marco civil para a rede, que pode trazer maior proteção jurídica para os provedores de acesso e de conteúdo, já que o país, como uma das principais economias globais, começa a se ver obrigado a lidar mais intensamente com questões como crimes cibernéticos, ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS), pressões por maior o acesso à informações públicas, e problemas relacionados à campanha eleitoral na Web e à proteção da propriedade intelectual.


A única ressalva do estudo com relação ao Brasil diz respeito ao fato de, em 2011, as principais restrições à liberdade de expressão online terem vindo justamente dos processos contra provedores de acesso e de conteúdo, em especial, por difamação. Segundo os autores do estudo, é comum pessoas e órgãos oficiais processarem provedores e obterem na justiça ordens para a remoção de conteúdo de blogs e de redes sociais. Eles destacam o fato do Relatório de Transparência do Google apontar o Brasil como o país com maior número de pedidos do governo para a remoção de conteúdo entre os países avaliados.

Outro ponto sensível no Brasil, segundo o estudo, é a grande quantidade ordens judiciais requisitando dados de usuários aos provedores (2.318 em 2011), muito em função das ordens para remoção de conteúdo incluírem a exigência de que o autor seja identificado.

Diante desses pontos, os autores consideram positivo o fato de, em 2011, nenhuma dessas ordens judiciais ter pedido o bloqueio completo da plataforma de publicação de conteúdo, como o Orkut ou ou Youtube. O que, infelizmente, voltou a acontecer este ano, no episódio envolvendo a justiça eleitoral de Mato Grosso e o Youtube. Embasado na legislação que regulamenta a campanha eleitoral na Web, o juiz Amaury da Silva Kunkliski determinou à Embratel a suspensão, por 24 horas, do acesso a todo conteúdo informativo do YouTube na cidade de Campo Grande.

Os autores do estudo destacam ainda que “nos últimos cinco anos, a responsabilidade do intermediário tem sido o principal espaço de liberdade de expressão online proteção no Brasil”. E reconhecem o papel significativo do Comitê Gestor na governança e no debate sobre regulamentação da internet brasileira.

Mas lamentam que apesar de a Constituição Federal proteger a liberdade de expressão, bem como a liberdade de expressão cultural e religiosa, leis específicas _ especialmente a legislação eleitoral _ limitem esses direitos. “A Constituição brasileira esboça um quadro legal particularmente complexo, com um efeito especial no discurso online. Por exemplo, a livre expressão do pensamento é garantida enquanto o anonimato é proibido formalmente”, diz o texto do estudo. “Várias disposições legais, incluindo o artigo 57-D da lei eleitoral, recentemente revista, restringe o anonimato”, continua o texto.


Além do Brasil, outros 13 países foram classificados como “livres” e 20 foram rotulados de “parcialmente livres”.


Este relatório é o terceiro na sua série e se concentra em desenvolvimentos que ocorreram entre Janeiro de 2011 e maio de 2012. A edição anterior, que abrange 37 países, foi publicado em abril 2011.


Mais de 50 pesquisadores, quase todas baseados nos países analisados, contribuíram para o projeto estudando leis e práticas relevantes para a internet, testando a acessibilidade de sites selecionados, e entrevistando uma ampla variedade de fontes.


O estudo objetiva medir o nível de liberdade da internet e da mídia digital em cada país. Todo país recebe uma pontuação de 0 (o mais livre) a 100 (o menos livre), que serve como base para uma designação estado da liberdade da internet: Livre (0-30 pontos), Parcialmente livre (31-60 pontos), ou Não Livre (61-100 pontos). As classificações são determinadas através do exame de três grandes categorias: Obstáculos de acesso, limites de conteúdo, e violação dos direitos dos usuários.

A categoria obstáculos de acesso avalia barreiras econômicas e de infraestrutura para o acesso; esforços governamentais para o bloqueio de aplicações ou tecnologias específicas, e esforços legais para controle regulamentar dos provedores de acesso à telefonia móvel. A categoria de limites de conteúdo examinam a filtragem e o bloqueio de sites; formas de censura e auto-censura; manipulação de conteúdo, diversidade de notícias on-line e o uso de meios digitais para o ativismo social e político. Por fim, a categoria violações de direitos do usuário leva em conta medidas de proteções legais de restrições e de vigilância; privacidade das atividades online e meios de repressão como prisão, ataques físicos, ou outras formas de assédio.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: Biometria permitirá que eleitor vote em qualquer seção eleitoral


A utilização da biometria para identificar os eleitores no momento da votação pode abrir caminho para uma nova organização do sistema eleitoral no país.


Voto digital

Com a nova tecnologia será possível, por exemplo, que o eleitor vote em qualquer seção eleitoral.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a tecnologia que permite identificar o eleitor por meio de suas impressões digitais será utilizada nas eleições deste ano por aproximadamente 7,7 milhões de pessoas em 299 municípios.

A expectativa do TSE é que até 2018 todos os eleitores brasileiros possam votar após identificação pelas digitais.

Coronelismo

Para o professor Leonardo Barreto, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), a biometria pode ter um impacto nas eleições similar à representada pelo uso das urnas eletrônicas.

"Ainda não há nenhuma posição do TSE nessa direção, mas uma das possibilidades que a biometria traz é a reorganização de todo o sistema de votação, com a eliminação da necessidade de os eleitores comparecerem a zonas e seções eleitorais específicas," propõe o pesquisador.

Para ele, isso é importante não apenas pela comodidade que representa, mas porque ainda hoje existem fraudes veladas em que "o coronelismo" confere os resultados por seção, exercendo pressão política sobre os eleitores.

Com o fim da associação entre eleitor e zona eleitoral, isso deixaria de existir.

Isso dependeria da interligação das seções eleitorais a um banco de dados nacional, onde os dados de cada eleitor pudessem ser acessados instantaneamente.

Riscos da biometria

Mas nem todos os especialistas em segurança concordam com o entusiasmo do TSE e do professor Barreto com o uso da biometria:

domingo, 30 de setembro de 2012

A tarde: PARQUE TECNOLÓGICO REÚNE EMPRESAS QUE BUSCAM BOAS IDEIAS E SOLUÇÕES CRIATIVAS




Dezesseis instituições, entre empresas âncoras, institutos de pesquisa e universidades que desenvolvem projetos de pesquisa em diversas áreas, como reabilitação de pessoas portadoras de necessidades especiais, sistemas de informação e comunicação, jogos educativos, tratamento de distúrbios do sono, suporte em telessaúde, entre outros, já estão em funcionamento no Parque Tecnológico da Bahia. Situado na Avenida Paralela, em uma área de 581 mil metros quadrados, o parque é um centro irradiador da inovação por reunir em um mesmo ambiente os principais agentes dinamizadores voltados à geração de ideias e soluções criativas.

A expectativa é de que o funcionamento do Parque Tecnológico permita que a economia baiana adquira novos contornos, uma vez que gera empregos com salários acima da média de mercado para profissionais qualificados, além de criar novos produtos e serviços para a comunidade. "Nossa estratégia para dinamizar o sistema de inovação é agregar as unidades avançadas das instituições que trabalham com pesquisa e desenvolvimento de excelência", explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Paulo Câmera. Ele observa que uma das grandes vantagens do Parque Tecnológico da Bahia é que ele está implantado em um local que permite a ligação com todas as instituições do Estado e da União. As instituições são parceiras do parque e têm um papel atuante em todo o processo.

Somente no Tecnocentro, foram investidos R$ 53,3 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e R$ 7,1 milhões de contrapartida do Governo da Bahia. O governo baiano anuncia o investimento de mais R$ 59 milhões na implantação da segunda etapa, que envolve a construção de infraestrutura laboratorial, escola de iniciação científica e museu, com entrega prevista para dezembro de 2014. O Parque funcionará como um espaço de convergência e integração científica, no qual o poder público, a comunidade acadêmica e o setor empresarial terão a oportunidade de trabalhar de forma integrada e cooperativa, com foco no desenvolvimento de produtos e processos que tenham impactos regionais positivos e relevantes.

Na avaliação do secretário Paulo Câmera, este Parque Tecnológico também é um incentivo para a formação de novos profissionais e para a atração de pesquisadores. "As atividades do Parque serão voltadas exclusivamente para a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços que atendam às demandas da indústria e da comunidade", ressalta Câmera.

AMPLIAÇÃO - A segunda etapa de obras do Parque Tecnológico da Bahia, prevista para ser entregue em dezembro de 2014, contempla a implantação do Complexo de Equipamentos Dinamizadores, composto por uma infraestrutura laboratorial, Escola de Iniciação Científica, Espaço Interativo/Museu Mundo da Ciência e o Parque Ambiental.

Com área aproximada de 26 mil metros quadrados, o Complexo de Equipamentos Dinamizadores abrigará em seus laboratórios a mais completa infraestrutura de Pesquisa Aplicada da Bahia nas áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Energias Limpas, Calibração de equipamentos, entre outros, tendo como foco a pesquisa em inovação, em um ambiente dotado de mecanismos eficientes de transferência de resultados para a indústria.

As principais instituições de pesquisa com atuação no território baiano já formalizaram a intenção e encaminharam projetos de pesquisa aplicada para desenvolvimento nos laboratórios do parque. Serão 13 plataformas, nas quais estão incluídas 30 linhas de pesquisa que integram parceiros públicos e privados que atuarão em conjunto compartilhando equipamentos e laboratórios. O objetivo comum é fortalecer, principalmente, a rede de pesquisa das áreas de Biotecnologia e Saúde. Os Laboratórios Especializados estarão dedicados a: Saúde, Energias Limpas e Nanotecnologia.

Entre as instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação que já encaminharam seus projetos figuram a Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Universidade Estadual.

Nos laboratórios serão desenvolvidos projetos de pesquisa baseados nas vocações científicas do Estado, utilizando o potencial das riquezas da biodiversidade da Bahia, bem como das atividades econômicas regionais.

Os Laboratórios Compartilhados vão permitir a cooperação científica entre instituições e pesquisadores e oferecerão suporte à pesquisa e ao desenvolvimento (P&D) em áreas como Bioprospecção de produtos naturais da Biodiversidade; Desenvolvimento e produção de biofármacos; Desenvolvimento de kits para diagnósticos; Desenvolvimento de vacinas, terapia gênica e terapia celular; Desenvolvimento de soro regionalizado para acidentes por animais peçonhentos, atendendo às diretrizes da Política de Desenvolvimento da Biotecnologia (PDB) do país.

Tecnologia e Inovação, estão aptos a atender as normas técnicas do ISO 90 RLP e da RDC17 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária -Anvisa.

IBM FORADO EIXO RIO-SÃO PAULO -A IBM é uma das empresas já instaladas no Parque. Essa unidade de negócio contará com uma célula estendida do Natural Resources Industry Solutions Lab (NRIS Lab), laboratório recém inaugurado em São Paulo, que tem foco no desenvolvimento de soluções para as indústrias de recursos naturais, como mineração e "óleo & gás".

De acordo com a empresa, nos próximos dois anos, cerca de 100 profissionais atuarão nas instalações da IBM no Parque Tecnológico, incluindo funcionários, colaboradores e bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) que desenvolverão suas pesquisas junto à empresa.

Para Claudio Schlesinger, executivo do Laboratório de Desenvolvimento de Software da IBM Brasil, a presença de empresas de ponta, centros de pesquisas públicos e privados, incubadoras e universidades em um mesmo local ajudará a capturar e aproveitar os recursos, os talentos e toda a inteligência desse ecossistema instalado. "Com a presença de um time de especialistas em software no Parque Tecnológico, teremos a possibilidade de atender as demandas de serviços e aplicações de nossos clientes com mais agilidade", ressalta Schlesinger.

"Além disso, as soluções desenvolvidas aqui poderão, também, ser implementadas globalmente, uma vez que a operação do laboratório de Salvador trabalhará de forma integrada e colaborativa para o desenvolvimento dos aplicativos com outros laboratórios da IBM no Brasil e no mundo", completa. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão regional da IBM, que busca expandir a atuação da companhia fora do eixo Rio-São Paulo, com o objetivo de aumentar a oferta de serviços e produtos nessas praças e fomentar as economias regionais, por meio de parcerias com governos locais, instituições e empresas.

INVESTIMENTOS EM P&D-Apontada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como a empresa mais inovadora do Nordeste, a ZCR Informática também está no Parque Tecnológico com um novo setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no qual foram investidos cerca de um milhão de reais em infraestrutura e equipamentos, além da previsão de investimento de mais de três milhões em recursos humanos para os próximos 12 meses.

O setor de P&DdaZCRéo responsável pelo desenvolvimento de softwares e de soluções inovadoras, o que permitiu a sua participação em projetos de pesquisa com a Espanha, com o apoio do IBEROEKA (Projeto de incentivo à cooperação tecnológica empresarial iberoamericana) além de projetos com a FAPESB (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) e FINEP.

A tarde: Base Tecnológica




Promover a inovação tecnológica de processos e produtos, incentivando e criando formas de apoiar o desenvolvimento de atividades baseadas na exploração sustentável do semiárido baiano.

Com esse objetivo, o projeto Sisal de Base Tecnológica está agrupando trabalhos de 15 cientistas da Bahia, de Minas

Gerais e de São Paulo, com as mais novas descobertas científicas para o aproveitamento integral do sisal. Através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), com o apoio da universidade Federal do

Recôncavo da Bahia (uFRB), esses cientistas estiveram em Salvador apresentando seus trabalhos e tiveram a oportunidade de conhecer a realidade da região sisaleira baiana em uma visita técnica.

Esses pesquisadores estão desenvolvendo trabalhos que visam o aproveitamento integral da planta, que através da

aplicação de novas tecnologias pode ser utilizada da formulação de xampu anticaspa, creme contra micoses e fungos, base para cultivo de cogumelo altamente nutritivo para a alimentação humana ou até servir de matéria-prima para a fabricação de móveis. Coube à Secti o papel de incentivar esses estudo. "Nosso objetivo é agrupar cientistas de diversas


áreas, criando um ambiente de pesquisa científica. Hoje só se aproveita 4% desse sisal, que é a fibra. Graças a estes estudos, que foram encomendados pela Secti, agora já sabemos que também é possível aproveitarmos os demais


96%", destacou o secretário Paulo Câmera.


O Brasil é o maior produtor de sisal do mundo e, no Estado da Bahia concentra-se 95% da produção sisaleira do país. O sisal é cultivado em 68 municípios do semiárido baiano e representa a principal atividade econômica da região, sendo responsável pelo sustento de milhares de famílias.


Em contrapartida, o cultivo é feito por pequenos produtores com predomínio do trabalho familiar em regiões onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio é de apenas 0,60. Por isso, a inovação pode desempenhar para os produtos do semiárido baiano mais do que um papel periférico.


Na opinião da Profa. Dra. Maria Catarina MegumiKasuya, do Departamento de Microbiologia Agrícola da universidade Federal de Viçosa, a visita à região sisaleira baiana foi muito importante.


"Ajuda o entendimento das necessidades regionais, direcionando as futuras pesquisas para o desenvolvimento de novas


tecnologias", pontou Kasuya. 


Já a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da universidade Federal do Recôncavo da Bahia (uFRB), Ana Cristina Soares,


considera que a visita técnica à região sisaleira baiana foi fundamental para ajudar os pesquisadores a entrar em contato


com a realidade local. "Agora fica mais fácil pensarmos em alternativas viáveis. Além disso, o grupo está bastante engajado.


quanto mais os pesquisadores estiverem reunidos, melhores resultados teremos", avalia.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

INFO: Brasil é o número 11 em ranking de liberdade na internet



LAN house em São Paulo: 45% dos brasileiros tinham
 acesso à internet em 2011

São Paulo — O Brasil é o país onde há mais ordens judiciais para a remoção de conteúdo dos sites do Google. Uma delas levou à detenção do diretor da empresa em São Paulo nesta semana. Mesmo assim, um estudo comparando a liberdade na internet em 47 países conclui que a rede continua livre aqui. O Brasil até progrediu em relação ao ano passado e ficou em décimo-primeiro lugar numa lista onde a Estônia é a número um e, o Irã, o último.

O estudo foi publicado pela Freedom House, organização que vigia restrições à liberdade no mundo. Nele, cada país recebe uma nota de zero (liberdade total) a 100 (nenhuma liberdade). Ela leva em conta facilidade de acesso à internet, censura e diversas formas de violação dos direitos dos usuários.

A Estônia, país mais bem colocado, teve nota 10, dois pontos a menos que os Estados Unidos, que ficaram em segundo lugar. Com 27 pontos, o Brasil está no primeiro pelotão, o dos 14 países considerados livres. Houve melhora de dois pontos em relação ao ano passado. 20 países, incluindo Coreia do Sul (nota 34), México (37) e Rússia (52), foram classificados como parcialmente livres.

Há 13 países onde a internet não é considerada livre. No fim da fila estão China (85 pontos), Cuba (86) e Irã (90), onde o acesso à rede é reprimido de forma mais violenta. O país que mais progrediu no ranking foi a Tunísia, que passou de uma vergonhosa nota 81 para 46. Já em lugares como Bahrein, Paquistão, Etiópia, Egito e México a liberdade se deteriorou.

O relatório sobre o Brasil no estudo é bastante extenso. Ele destaca fatos positivos, como a ampliação da parcela da população com acesso à internet. Mas também alerta para o problema trazido por decisões judiciais como a que levou à detenção do diretor do Google em São Paulo nesta semana: “Em 2011, as principais restrições à expressão online vieram de processos legais por difamação e de ações da justiça e de órgãos governamentais. Essas ações seguem uma tendência em que pessoas e órgãos oficiais processam provedores de serviço na internet e ordenam a remoção de conteúdo de blogs e de redes sociais”, diz o texto.

A Freedom House ainda diz que, em 2011, houve 2.318 ordens judiciais requisitando dados de usuários a provedores no Brasil. Parte disso vem do fato de que as ordens para remoção de conteúdo geralmente incluem a exigência de que o autor seja identificado. O relatório elogia o envio, ao congresso, do Marco Civil da Internet, que deveria trazer segurança jurídica para provedores de serviços como o Google. A aprovação dessa lei, porém, foi adiada para 2013.

Os autores do estudo observam que as táticas para restringir a liberdade de informação e de expressão no mundo têm se diversificado. Os métodos mais violentos, como prender blogueiros e derrubar conexões de acesso, continuam em uso nos países mais repressivos. Em outros locais, têm emergido técnicas mais sutis como a contratação de pessoas para publicar comentários favoráveis ao governo.

TI INSIDE : Europa divulga plano para regulamentar serviços de computação em nuvem




A União Europeia (UE) divulgou nesta quinta-feira, 27, a estratégia para regulamentação dos serviços de computação em nuvem, com o objetivo de injetar 160 bilhões de euros na economia da região até 2020, cifra que equivale a 1% do produto interno bruto (PIB) na zona do euro. A avaliação dos órgãos reguladores do bloco é que o estabelecimento de uma legislação específica que regulamente a oferta desses serviços abre enormes oportunidades de negócios. Expectativa é que também sejam criados 2,5 milhões de empregos.
O plano inclui melhorias nos padrões de interoperabilidade, listas de provedores de serviços de cloud computing confiáveis, regras de funcionamento de acordos de nível de serviço (SLAs), entre outras medidas. Além disso, prevê a criação de uma estrutura formal para governos e órgãos públicos da região sobre o que buscar na contratação de serviços na nuvem. O setor de governe deve ser um dos carros-chefe nos gastos com TI na região, respondendo por 20% do total, segundo a UE.
“A computação em nuvem irá revolucionar a nossa economia. Sem a ação da UE, ficaremos confinados às 'muralhas' nacionais, desperdiçando milhares de milhões de euros de ganhos econômicos”, defende a vice-presidente da agenda digital da Comissão Europeia, Neelie Kroes, em nota. “Temos de obter massa crítica e estabelecer um conjunto único de regras para toda a Europa. Devemos procurar, com determinação, eliminar os riscos que muitos veem na computação em nuvem”, finaliza.
A previsão é que as normas para o setor devem ser estabelecidas no ano que vem. 

Bahia Press: Licença para reparos gerais agora poderá ser solicitada pelo site da Sucom




Com a finalidade de desburocratizar e tornar mais célere a solicitação de alvarás, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) acaba de lançar a licença para reparos gerais expressa, via internet. A partir de agora, o cidadão não precisará comparecer à sede do órgão (Av. ACM, Empresarial Thomé de Souza, Iguatemi) para solicitar esse tipo de alvará. No procedimento anterior, o requerente levava em torno de quatro dias para retirar a licença, agora basta entrar o site da Sucom (www.sucom.ba.gov.br), pedir o documento, e fazer a impressão em qualquer ponto com acesso à internet, após o pagamento do Documento de Arrecadação Municipal (DAM). O novo serviço está disponível para os cidadãos desde a última quinta-feira (dia 20).

A licença para reparos gerais é solicitada para obras de conservação em edificações e que não impliquem alteração nas dimensões dos espaços.Vale ressaltar que a licença para reparos gerais expressa só será válida para os procedimentos que se enquadrarem nos casos listados na página eletrônica da Sucom. Para solicitar a licença, o cidadão deverá percorrer os seguintes links, na ordem: serviços on line, abertura de processo, empreendimento, reparos gerais. Além de facilitado, o procedimento conta ainda com a autodeclaração dos requerentes. No ato de preenchimento do cadastro, eles passarão as informações relativas à obra a ser realizada. Os dados declarados serão validados pela fiscalização após a emissão da licença.

Em procedimentos que exijam a apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para mezaninos e telhados com laje; serviços realizados em áreas comuns de condomínios (playground, hall de entrada, deck, sauna, garagem, entre outros); e executados em imóveis localizados em logradouro com interferência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a licença poderá ser solicitada via internet, mas o alvará não será liberado imediatamente, já que o processo será submetido à análise gerencial.

INFO: Norton 2013 melhora a segurança para as redes sociais




A Norton liberou as novas versões de seus pacotes 
de segurança: o Norton Anti-Virus, Norton Internet Security e Norton 360 2013.

É a primeira vez que todos os pacotes são atualizados simultaneamente. E as novas versões já estão prontas, também, para a chegada do Windows 8, em outubro.

Um dos principais focos da Norton com a atualização está na proteção para quem utiliza muito as redes sociais, uma vez que hoje é muito comum ver grandes redes sendo invadidas a todo o tempo – como o Twitter e LinkedIn, por exemplo.

Outra preocupação do software foi incluir atualizações mais rápidas no banco de dados de reputação de arquivos, que agora conta com um rastreador de endereços IP para saber de onde as ameaças são lançadas.

E não é só na interface que o Norton 2013 suporta o Windows 8. Também houve integração com a tecnologia anti-malware do novo sistema operacional, que permite que o software de segurança se mantenha atualizado e rodando mais rapidamente no processo de inicialização do sistema.

Além disso tudo, os novos pacotes buscam trazer mecanismos para suporte total às novas máquinas que chegarão com Windows 8, isso inclui melhor inicialização e desligamento dos programas, e menor consumo de energia, para ajudar a prolongar a vida da bateria de portáteis.

TI INSIDE: Telecomunicações puxa receita do setor de serviços




A área de telecomunicações foi responsável pela maior receita líquida do setor de serviços no país em 2010, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita do setor foi de R$ 131 bilhões, o que representa 56,1% da receita total da indústria brasileira de serviços. A atividade destacou-se, ainda, com a maior média de pessoas ocupadas por empresa (44, frente a 10 no segmento), o maior salário médio (6,3 salários mínimos), acima da média dos serviços de informação e comunicação (5,8), e a maior produtividade (R$ 382,6 mil), também superior à média de R$ 148 mil.
Já o segmento de serviços de tecnologia de informação alcançouas maiores participações no número de empresas, (64,5%, 52.723), no pessoal ocupado (48,7%, 389.881) e na massa salarial (52,6%, R$ 16,2 bilhões).
Ainda de acordo com o relatório, o setor de serviços como um todo se recuperou frente à crise econômica mundial que se iniciou no segundo semestre de 2008. Em 2010, o setor obteve alta de 11% na receita, após registrar crescimento de 6,4% em 2009.

O relatório mostra também que, em 2010, as 992.808 empresas investigadas obtiveram R$ 869,3 bilhões de receita operacional líquida e geraram R$ 510,4 bilhões de valor adicionado, ocuparam 10.622 mil pessoas e despenderam R$ 172,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. 

TI INSIDE: Microsoft será punida pela UE por não ter cumprido acordo antitruste




A Microsoft não cumpriu a exigência da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, reimplantar no Windows outras opções de navegadores de internet, além do Internet Explorer, que pertence à empresa. De acordo com o blog All Things Digital, o descumprimento da ordem pode resultar em uma multa equivalente a 10% da receita da empresa no ano, cifra que pode chegar a US$ 7,4 bilhões.
O comissário do caso, Joaquin Almunia, declarou nesta quinta-feira, 27, que o órgão regulador está se preparando para cobrar a empresa por não ter cumprido os termos do acordo, deixando de dar espaço à concorrência ao não oferecer mais opções de navegadores aos usuários. “A Microsoft não manteve suas promessas. Vamos ter que considerar tomar o próximo passo neste caso: abrir um procedimento para determinar a violação do acordo. Como a Microsoft admitiu o descumprimento, eu espero que isso não demore muito", disse Almunia.
No início do mês, a empresa garantiu que estava trabalhando intensamente para cumprir os termos do acordo antitruste feito com União Europeia. 

Folha:Jornais debatem seus modelos de negócios e cobrança por conteúdo na internet




A cobrança por conteúdo na internet por parte dos jornais foi o assunto principal do encontro "Novas Plataformas Editoriais, Novo Jornalismo, Novos Meios", que ocorreu nesta quinta-feira (27) em Buenos Aires.

Promovido pelo grupo Clarín e pelo GEN (Global Editors Network), o evento contou com a participação de Ricardo Kirschbaum, editor-geral do "Clarín", Matt Kelly, ex-publisher de internet do "Daily Mirror", Jim Roberts, editor-assistente do "New York Times", e Roberto Dias, editor de Novas Plataformas da Folha.

Roberts disse que a cobrança pelo conteúdo tornou o jornal "mais saudável", mas que isso não é suficiente para lidar com as transformações no mundo das comunicações hoje. Reforçou que os jornais devem aprender com as redes sociais no sentido de que estas geram um sentimento positivo ao permitir que seus usuários compartilhem experiências.

Para ele, o uso mais recorrente dos vídeos é a alternativa mais sedutora para atingir esse objetivo. Também chamou a atenção para a necessidade de uma mudança geral no comportamento daqueles que fazem os jornais. "Temos de parar de resistir às transformações e abraçá-las", disse.

Já Dias explicou como foi o processo de unificação das redações impressa e digital naFolha, em 2010, e a posterior implantação do "paywall" (muro de cobrança) poroso, em junho de 2011. Disse estar havendo uma "revolução cultural" dentro das redações e que é um desafio modificar os velhos costumes na produção dos jornais.

Reforçou que a circulação, a publicidade e a audiência do site da Folha não caíram com o novo sistema.

Por sua vez, Kelly se mostrou descrente com relação aos conteúdos pagos. "Não é uma opção, pelo menos no Reino Unido, sugerir que o leitor queira pagar pela informação", disse.

Em vez disso, apresentou algumas alternativas que o "Daily Mirror" tem seguido. "É preciso conquistar novos territórios, tanto geograficamente, abrindo escritórios em outras partes do mundo, como no que diz respeito às plataformas."

O "Daily Mirror" aumentou a audiência de seu site de 5 milhões para 20 milhões de visitantes de 2007 até hoje. Entre as mudanças realizadas estão a criação de uma seção de esportes e uma de entretenimento.

O editor do "Clarín" reforçou que as redações "não têm alternativa" e que precisam investir na formação de jornalistas preparados para atuar em vários meios. O "Clarín" não cobra pelo conteúdo on-line, mas diz não ver nisso um problema. "A tendência é que o papel seja consumido por um público mais elitista no futuro, enquanto a internet será mais geral."

G1: Decisão da Anatel pode levar a redução na assinatura de telefone fixo



Agência autorizou a Sercomtel a unir operações de telefonia fixa e celular.
Ganhos tributários terão que ser repassados a clientes.

Uma decisão tomada nesta quinta-feira (27) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abre a possibilidade de redução no valor da assinatura do serviço de telefonia fixa para aquelas concessionárias que vierem a integrar seus serviços de telecomunicação. A agência autorizou nesta quinta a Sercomtel, que é concessionária de telefonia fixa e operadora de celular no Paraná, a unir as duas operações sob uma mesma estrutura.

Essa operação vai permitir que a empresa reduza o pagamento de tributos. E a Anatel determinou que a Sercomtel repasse esses ganhos aos seus clientes de telefonia fixa, por meio de barateamento da assinatura básica.

A Anatel ainda não sabe dizer qual será o corte na tarifa dos clientes da Sercomtel. Um estudo será feito para apurar esse valor. Se a empresa não concordar com o desconto, pode manter a estrutura das duas empresas e, nesse caso, não haverá redução da assinatura.

O conselheiro da Anatel Rodrigo Zerbone, informou que a decisão abre precedente e deve ser aplicada novamente caso outras empresas, concessionárias de telefonia fixa, venham a pedir a união dessa operação com a estrutura de outro serviço.

A Vivo também já pediu autorização da Anatel para integrar todos os seus serviços de telecomunicação.

Essa decisão é possível por conta da nova lei da TV paga. Antes dela, as concessionárias de telefonia fixa eram obrigadas a manter estrutura própria para esse serviço. A nova legislação abriu a possibilidade de unificar a infraestrutura de vários serviços. Nos últimos anos, empresas de telefonia fixa passaram a atuar também em mercados como de celular e TV por assinatura.

TI INSIDE: Buscapé pede providências por vazamento de sentença em ação contra o Google




O Buscapé requereu providências junto à 18ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo sobre o vazamento de decisão em primeira instância, parte de processo que move contra o Google Brasil. A sentença, que tramita em segredo de justiça, absolveu o site de buscas em ação judicial, de caráter privado, movido pela E-Commerce Media, controladora dos sites de comparação de preços Buscapé e Bondfaro, no fim do ano passado.
No processo, a empresa pede o ressarcimento por perdas e danos sofridos em função do que ela alega serem "práticas adotadas pela companhia americana no Brasil". O processo passou a correr em sigilo de justiça por solicitação do Google — pedido acatado pelo juiz da 18ª vara.
Apesar disso, no início de setembro uma sentença em primeira instância foi publicada, em inglês e na íntegra, no site americano SearchEngineLand, especializado no tema buscas na internet. Parte da sentença, como é de regra, foi publicada no Diário Oficial da Justiça, mas não a sua totalidade. A decisão também vazou no Brasil, onde chegou a ser publicada por um site de notícias especializado em direito e justiça, mas foi retirada do ar posteriormente.
O site de comparação de preços alega que, ao consultar as propriedades do documento postado no site, o nome da diretora jurídica do Google Brasil aparece como autora do arquivo, o que, segundo o Buscapé, é um indício de que teria desrespeitado o sigilo determinado pela Justiça brasileira. O Buscapé ressalta, ainda, que a íntegra da decisão — em primeira instância e da qual está recorrendo junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo —, bem como todo o processo em curso, continuam sob sigilo de Justiça e que, por isso, não se manifestará diretamente sobre o seu conteúdo.
“O Buscapé lamenta o desrespeito do Google à legislação brasileira e às determinações da Justiça e que uma decisão em primeira instância tenha sido divulgada como definitiva ou confundida com uma outra representação, esta relativa ao mercado e de cunho concorrencial, que tramita no Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]”, disse o Buscapé, em comunicado à imprensa.
Procurado pela reportagem de TI INSIDE Online para prestar informações sobre a denúncia, o Google Brasil não havia retornado a ligação, por meio de sua assessoria de imprensa, até o encerramento desta edição, às 21h15. 

Olhar Digital: Google vai bloquear vídeo que causou detenção de seu diretor-geral



Empresa se diz "profundamente desapontada" 
por não ter tido oportunidade de debate 

O Google publicou um comunicado em seublog para explicar por que contestou a Justiça brasileira e avisar que vai tirar do YouTube o vídeo que causou a detenção de seu diretor-geral, Fabio Coelho, nessa quarta-feira.

O executivo desobedeceu determinação judicial que ordenava a retirada de conteúdos considerados difamatórios ao candidato à prefeitura de Campo Grande, Alcides Bernal.

Confira parte do comunicado:

"Durante o período eleitoral, é normal recebermos diversas ordens judiciais para remoção de vídeos que criticam candidatos concorrendo a cargos eletivos. Como sempre, revisamos todas essas ordens judiciais – e recorremos daquelas que acreditamos incorretas. Por exemplo, na última semana, recorremos de uma ordem judicial para remover vídeos do YouTube. Enquanto aguardávamos a apreciação de nosso recurso, um mandado de prisão foi expedido contra minha pessoa na qualidade de representante legal do Google Brasil. 

Na noite de quarta-Feira (26/09), soubemos que nosso último recurso contra a ordem não foi conhecido, de forma que, agora, não temos outra escolha senão bloquear o vídeo no Brasil. Estamos profundamente desapontados por não termos tido a oportunidade de debater plenamente na Justiça Eleitoral nossos argumentos de que tais vídeos eram manifestações legítimas da liberdade de expressão e deveriam continuar disponíveis no Brasil. 

Apesar de tudo, nós continuaremos nossa campanha global pela liberdade de expressão - não apenas porque essa é uma premissa das sociedades livres, mas também porque mais informação geralmente significa mais escolhas, mais poder, melhores oportunidades econômicas e mais liberdade para as pessoas. Nesse sentido, o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU prevê: "Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras." 

Ironicamente, o usuário que publicou um dos vídeos acabou por removê-lo e fechou sua conta no YouTube – esse é apenas um exemplo dos efeitos intimidatórios do episódio para a liberdade de expressão.

TI INSIDE:Somente 9% dos internautas brasileiros fazem compras online com dispositivos móveis




Levantamento mundial realizado pela varejista online japonesa Rakuten com consumidores que utilizam a internet para fazer compras aponta que apenas 9% dos brasileiros usam dispositivos móveis para adquirir produtos online. O estudo revela que os consumidores do sudeste asiático são quase duas vezes mais propensos a fazer compras por meio de dispositivos móveis do que os de países ocidentais. A prova disso é que 15% dos indonésios e 13% dos tailandeses disseram estar satisfeitos com as compras online feitas por meio de seus aparelhos, contra apenas 8% dos americanos e 8%, dos britânicos.

Segundo o relatório, a principal motivação dos consumidores para fazer compras na internet usando um PC ou notebook, em vez de um dispositivo móvel, foi a percepção de uma "experiência de compra superior". Na Europa, os britânicos são os que mais se preocupam com a segurança em transações móveis, com 27% dos entrevistados afirmando que esta era o maior motivo de inquietação, ante 20% dos brasileiros e 14% dos italianos e japoneses.

Os tablets foram apontados como um fator decisivo a favor do mobile commerce, permitindo uma experiência de navegação mais rica e semelhante a de um PC. A pesquisa revela que a Tailândia foi o destaque na adoção de tablets para o m-commerce, sendo que 35% dos consumidores utilizam o equipamento nas transações online móveis, enquanto na Itália o percentual é de 18% e na América do Sul, particularmente no Brasil, 15%.

Com relação a propensão dos consumidores recomendarem um produto em redes sociais, os entrevistados brasileiros se mostraram engajados, sendo o terceiro país da pesquisa com a maior porcentagem (67%), ficando atrás apenas da Indonésia e Tailândia, com 80% e 70%, respectivamente.

Participaram da pesquisa, realizada em julho, mil pessoas que compraram algum produto pela internet nos últimos 12 meses, em 12 países: Brasil, Canadá, França, Alemanha, Indonésia, Itália, Japão, Espanha, Taiwan, Tailândia, Reino Unido e EUA.