quinta-feira, 4 de outubro de 2012

2i2p: Dados abertos e tecnologias baseadas em localização



[Apresentação de algumas reflexões resultantes da pesquisa realizada pela PRODEB e pelo LCAD/UFBA feita ao SECOP 2012 - 40 Seminário Nacional de TIC para a Gestão Pública, realizado em Gramado/RS nos dia 19 a 21 de outubro de 2012.]

Plataformas, recursos e projetos digitais podem ser usados para produzir transparência e publicidade, tanto mais quanto apresentem os resultados, mas também as razões que motivaram as decisões tomadas por governos e representantes eleitos. Vão nessa direção experiências desenvolvidas por grupos de interesse, organizações da sociedade civil, comunidades, muitas vezes apoiadas pela academia, mas também por legisladores e pela administração pública, algumas das quais incrementam mecanismos que possibilitam a interação com o cidadão. Alguns exemplos em nosso país são os sites: e-Democracia (http://edemocracia.camara.gov.br/web/public/principal) da Câmara de Deputados; Gabinete Digital (http://gabinetedigital.rs.gov.br/) do governo do Estado do Rio Grande do Sul; Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (http://www.tcm.ce.gov.br/site/index.php); Transparência Brasil (http://www.transparencia.org.br/) e Congresso em foco (http://congressoemfoco.uol.com.br/).

Nos últimos anos tem crescido o número de iniciativas, projetos e ações baseados em mídias sociais, que visam incrementar a participação pública em ações cívicas e/ou a fomentar mobilizações políticas. Exemplos brasileiros são fornecidos por grupos com perfil no Facebook vinculados aos movimentos Ocupa: Ocupa Rio – Teoria e Ocupa Salvador – Teoria, por exemplo; pelo Movimento Desocupa (http://movimentodesocupa.wordpress.com/) que se opõe à condução da administração municipal na Cidade do Salvador; portoalegre.cc (http://www.facebook.com/poa.cc); Cidade democrática (http://www.facebook.com/cidademocratica) e Contas Abertas (http://www.facebook.com/ContasAbertas).

Reforçando iniciativas em direção a uma maior publicização das ações de governo, criou-se uma parceria – OpenGovernmet Partnership – que congrega países e entidades da sociedade civil, no intuito, de desenvolver políticas e mecanismos e obter compromissos dos governos no sentido da promoção da transparência (http://www.transparencia.org.br/). O Brasil consta como um dos primeiros países a endossarem a Declaração de Governo Aberto, em setembro de 2011 (http://www.opengovpartnership.org/open-government-declaration), que afirma valorizar a “participação de todas as pessoas, de forma igualitária e sem discriminação, na tomada de decisões e na formulação de políticas” (http://www.opengovpartnership.org/declara%C3%A7%C3%A3o-de-governo-aberto).

Instituições públicas têm liderado o chamado “movimento de dados abertos” iniciado pelo governo americano em 2009 e que, desde então, vem obtendo adesão em países de outros continentes. Em dezembro de 2011, a Comissão Europeia lançou a Open Data Strategy for Europe. O governo brasileiro, por sua vez, oferece o Portal Brasileiro de Dados Abertos como ferramenta para facilitar o acesso a informações detidas pelo governo, como previsto na Lei de Acesso à Informação Pública, sancionada em novembro de 2011 (http://dados.gov.br/sobre/). Iniciativas vinculadas ao “movimento de dados abertos” podem ajudar a promover o engajamento cívico, a participação pública no processo de tomada de decisão, na transparência da administração pública e na criação de novas oportunidades no campo de serviços e aplicações geradas pelo seu uso (MANFREDINI, VILLA, 2012).

Seja com uso de dados agregados via web, seja por meio de dados públicos abertos, iniciativas, projetos e ações utilizam a internet como ambiente para o processamento e distribuição da informações coletadas e produzidas através de uma grande diversidade de dispositivos. Discussões mediadas em grande parte por dispositivos móveis mobilizam redes de indivíduos e organizações promovendo uma espécie de esfera pública digital em fluxo que transita entre o espaço físico e o virtual. Desse modo eventos locais ganham maior visibilidade, enquanto amplia-se e transforma-se a ideia de espaço público fortemente ancorada no espaço urbano construído à base de pedras, tijolos e concreto.

Através da internet criam-se e se podem vislumbrar as novas geografias produzidas mediante a quebra de limites e fronteiras existentes entre prévias hierarquias de escala, dando visibilidade a um espaço público amplificado pela circulação da informação promovida pelas mídias sociais. Além de que, como diz Di Felicci (2007), falando a respeito da sociabilidade contemporânea, nos contextos digitais é possível colher um novo tipo de ação social que se desenvolve na integração e na negociação entre social e informações, entre sujeitos e tecnologias informativas.

Num contexto de apropriação da produção dinâmica de dados existentes na própria infraestrutura urbana – a que alguns autores chamam de “computação urbana” ou “everyware”, referindo-se à capacidade de processar dados e informações ali existentes – a localização geográfica desempenha papel central (PEREIRA; ROCHA, 2012). Enquanto isso novos dados são agregados e introduzidos a partir da percepção do usuário. Aqui vê-se a proliferação de experiências como:
Live Singapore! que dá acesso a uma grande quantidade de dados dinamicamente e que podem ser visualizados por ferramentas que permitem a exploração dinâmica de dados de tráfego, como a desenvolvida pelo SENSEable City Lab, do MIT
Plataforma EveryAware que está sendo desenvolvida pela Universidade Roma La Sapienza em conjunto com a UCL – Universidade de Londres, entre outras instituições, para permitir ao cidadão participar da elaboração de um grande banco de dados enviando informações sobre condições ambientais (poluição sonora, qualidade do ar, etc.) coletadas através de sensores ligados a um smartphone às quais ele pode associar tags, provendo ainda dados baseados em sua própria percepção. 
O dashboard da cidade de Londres, desenvolvido pelo UCL’s Centre for Advanced Spatial Analysis que reúne dados veiculados dinamicamente a partir de diversas fontes, mostrando uma aplicação interativa que facilita a análise do comportamento de redes que dão vida à cidade contemporânea. 

Como dizem Manfredini e Villa (2012) a ampliação e difusão das tecnologias web aliada à proliferação da tecnologia móvel altera a forma como armazenamos, produzimos, processamos e trocamos informações. Segundo esses autores, algumas dinâmicas da produção de conhecimentos e do processo social de construção de significados alteram de modo visível o espaço da cidade ou, indiretamente, criam novas redes de relações, conduzindo a novas formas de ação urbana (MANFREDINI; VILLA, 2012).

Assim, as cidades são cada vez mais consideradas como espaços de interações sociodigitais onde problemas complexos são desafiados, e usuários envolvidos e cidadãos são cada vez mais tidos como atores-chave nos processos de inovação de serviços.

Muitos programas internacionais estão transformando as cidades em ambientes de aprendizagem, tornando-as produtoras e consumidoras de uma teoria que é produzida nas práticas em curso em ações urbanas (CONCILIO; DE BONIS, 2012).

Exemplo disso é o Projeto Periphèria (http://www.peripheria.eu/), financiado pela Comissão Europeia, que trabalha com plataformas e serviços voltados para a promoção de estilos de vida sustentáveis, em redes de cidades inteligentes periféricas europeias. O projeto coaduna-se com a concepção de Smart Cities&Planning assumida pelos Living Labs, que retiram a pesquisa de dentro do laboratório para colocá-la diretamente numa dinâmica territorial, em que os usuários participam do processo de pesquisa e desenvolvimento (CONCILIO; DE BONIS, 2012).

Para todos, e especialmente para o público da quadragésima edição do SECOP, na qual esse trabalho foi apresentado, pode-se dizer que projetos dessa natureza evidenciam a necessidade de reposicionar as práticas e ações de governos e dos diversos componentes da sociedade civil para se adequarem e tornarem-se capazes de incorporar um conhecimento que vem sendo produzido de um modo diverso ao qual estávamos acostumados. É preciso aprender a utilizar as informações aportadas por uma diversidade de fontes de um modo pervasivo, contextualizado mas também de forma não planejada, para poder tentar dar conta das dinâmicas complexas das nossas cidades, assumindo um ponto de vista socialmente inclusivo, também do ponto de vista da produção da informação.

E aqui vale à pena mencionar a importância de também tornar disponível aqueles dados que concessionárias de serviço público detêm – energia elétrica, transporte, gás, abastecimento de água, telefonia e internet, entre outros – por serem preciosos para o conhecimento de comportamentos e usos dos equipamentos e serviços prestados à sociedade.

Um passo importante começa a ser dado por governos que têm se esforçado por facilitar o acesso ao imenso capital de informação que detêm, propiciando o reuso de dados públicos, atuando de um modo muito distinto de práticas que favoreciam a postura de governos “ficarem sentados sobre essa mina de ouro” – uma expressão utilizada pela Comissão Europeia no final de 2011 ao se referir às práticas correntes da maioria de suas administrações públicas (http://www.2i2p.ba.gov.br/noticia/dados-governamentais-abertos-a-administracao-publica-e-o-pote-de-ouro).

Este trabalho é resultado do projeto de pesquisa em curso, realizado pela Cia de Processamento de Dados do Estado da Bahia – PRODEB em parceria com o LCAD daFaculdade de Arquitetura/UFBa, denominada “Cidadão em Rede: De Consumidor a Produtor de Informação sobre o Território”, que visa caracterizar o uso de mídias sociais na produção de conhecimento em rede sobre o território.



Referências

CONCILIO, Grazia; DE BONIS, Luciano. Smart Cities and planning in a Living Lab perspective. In: INPUT 2012 – Seventh International Conference on Informatics and Urban and Regional Planning, 2012, Cagliari. Planning Support Tools: Policy Analysis, Implementation and Evaluation: Franco Angeli Editore, 2012. p. 1363-1368.

DI FELICE, Massimo. As formas digitais do social e os novos dinamismos da sociabilidade contemporânea. In: KUNSCH, M e KUNSCH, W. (orgs.). Relações públicas comunitárias – a comunicação em uma perspectiva dialógica e transformadora. São Paulo: Summus Editorial, 2007, pp.29-44. Disponível em <http://www.abrapcorp.org.br/anais2007/trabalhos/gt3/gt3_felice.pdf>. Acesso em 20 out. 2011.

MANFREDINI, Fabio; VILLA, Daniele. From location-aware technologies to open data: toward a new urban research agenda. In: INPUT 2012 – Seventh International Conference on Informatics and Urban and Regional Planning, 2012, Cagliari. Planning Support Tools: Policy Analysis, Implementation and Evaluation: Franco Angeli Editore, 2012. p. 1127-1138.

PEREIRA, Gilberto C.; ROCHA, Maria Célia F. Spatial Representation and Urban Planning. In: INPUT 2012 – Seventh International Conference on Informatics and Urban and Regional Planning, 2012, Cagliari. Planning Support Tools: Policy Analysis, Implementation and Evaluation: Franco Angeli Editore, 2012. p. 611-623.

INFO: Irã diz que ataque cibernético afeta acesso à internet



Dubai - Ataques cibernéticos tiveram como alvo a infraestrutura iraniana e empresas de telecomunicação, prejudicando o acesso à internet em todo o país, disse uma autoridade estatal nesta quarta-feira.

O Irã, quinto maior exportador mundial de petróleo, reforçou a segurança cibernética desde que suas centrífugas de enriquecimento de urânio foram atingidas em 2010 pelo vírus de computador Stuxnet, que Teerã acredita ter sido plantado pelos arquirrivais Israel ou Estados Unidos.

"Ontem tivemos um ataque pesado contra a infraestrutura do país e as empresas de comunicação, que nos obrigou a limitar a internet", disse Mehdi Akhavan Behabadi, secretário do Conselho Superior do Ciberespaço, a uma agência de notícias iraniana.

"Atualmente temos constantes ataques cibernéticos no país. Ontem um ataque com um tráfego de vários gigabytes atingiu a infraestrutura de internet, o que causou uma lentidão indesejada na internet do país", explicou.

"Todos estes ataques foram organizados. E têm em mente as redes nuclear, petrolífera e de informação do país."

Autoridades israelenses ameaçaram uma ação militar contra as instalações de energia nuclear da República Islâmica se as sanções do Ocidente sobre os bancos e o setor de petróleo de Teerã não persuadir a nação a engavetar seu polêmico programa atômico. As potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver a capacidade de produzir armas nucleares, o que Teerã nega.

Folha de S.Paulo: Pesquisa vai monitorar hábitos por meio de aplicativo de smartphone


Milhares de pessoas participarão de um projeto tecnológico que irá monitorar seus hábitos por meio de um aplicativo, perguntando desde os quilômetros que foram percorridos em um dia até seus costumes sexuais.

O projeto, que leva o nome de "The Human Face of Big Data", está sendo impulsionado por empresas de tecnologia e tem por objetivo obter informações de todos os tipos sobre a vida dos participantes, que irão baixar um aplicativo gratuito no celular, com o qual responderão uma enquete anônima.

Lee Jae-Won/Reuters 
Estudo pretende analisar hábitos pessoais por 
meio de aplicativo em smartphone 

O aplicativo perguntará, por exemplo, o número de e-mails que foram enviados em um dia, suas crenças sobre o que acontece depois da morte, quem protagoniza seus sonhos, qual a definição de família e quais são seus costumes sexuais. O projeto foi apresentado na terça-feira (2), no Museu de Cinema de Londres.

As respostas permitirão tirar conclusões sobre temas relacionados a saúde, meio ambiente, segurança, nível educativo e costumes dos cidadãos. Após a enquete, deve ser elaborado um documentário e um livro, que será escrito pelo jornalista e fotógrafo Rick Smolan.

"The Human Face of Big Data" é um dos projetos mais populares dos últimos anos baseado na recopilação, processamento e análise de amplos dados.

Adrian McDonald, presidente da empresa EMC --uma das envolvidas no projeto--, acredita que as iniciativas terão um grande impacto em muitos aspectos da vida cotidiana e as companhias que estiverem por trás delas impulsionarão a próxima "revolução industrial".

"Calcula-se que, por cada criança que nascer em 2012, a quantidade de informação gerada e a produzida em relação a ela será maior que toda a informação criada desde a Idade da Pedra", afirmou McDonald, que disse que 10% das fotografias tiradas até hoje foram feitas em 2011.

Segundo o especialista, a indústria responsável pelo processamento destes imensos volumes de dados "tem o potencial de causar uma mudança verdadeiramente grande na vida dos cidadãos".

Entre as aplicações positivas, os especialistas citaram como exemplo a possibilidade de detectar e levar vacinas contra a poliomelite a uma grande quantidade de pessoas no norte da Nigéria, que não têm nem registros públicos.

COMPUTERWORLD: OAB ameaça ir à Justiça contra identificação eletrônica de carros


Para entidade, projeto do Contran previsto para entrar em vigor em janeiro de 2013, é inconstitucional, pois invade a privacidade dos motoristas.


A implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos(Siniav), prevista para janeiro do ano que vem, divide opiniões entre especialistas no setor. Para alguns, a instalação de um dispositivo eletrônico em toda a frota rodoviária em circulação no País representa invasão de privacidade. Para outros, o rastreamento, que inclui informações sobre o deslocamento dos carros em tempo real, aumenta a segurança e facilita o ordenamento do tráfego de pessoas e de cargas no território brasileiro.

Entre os contrários à medida está a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pretende ajuizar ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal para contestar a instituição do sistema. Segundo o relator da matéria no Conselho Federal da OAB, Carlos Roberto Siqueira Castro, conhecer a exata localização do veículo de uma pessoa fere o direito constitucional à garantia de privacidade dos cidadãos.

Já o professor de direito constitucional da Universidade Católica de Pernambuco Marcelo Labanca sustenta que o controle, da maneira como está sendo proposto, não é excessivo, nem invade a esfera da privacidade. 

“A medida não viola o direito de privacidade do cidadão. Isso ocorreria se os chips fossem implantados nas pessoas para monitorá-las. Se o carro A ou B está em um local, isso não significa que a pessoa X ou Y esteja lá também. Os veículos devem ser monitorados, pois não há privacidade para o cidadão usar o carro como queira. É necessário haver controle do trânsito e de seus veículos por parte do Estado”, diz Labanca.

O professor alerta, no entanto, que deve haver confidencialidade dos dados. As informações que ficarão armazenadas no dispositivo são: número de série do chip de RFID, identificação da placa, categoria, espécie e tipo do veículo. “O que não pode é o Estado usar esses dados para divulgação individual a terceiros. Os dados devem ser preservados para utilização nos fins propostos.”

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, que financiou o desenvolvimento do sistema juntamente com o Ministério das Cidades, a tecnologia usada prevê a confidencialidade dos dados relacionados aos proprietários dos veículos. Além disso, o protocolo de segurança de todas as informações contidas no sistema é baseado em chaves de proteção extremamente modernas.

O Ministério das Cidades reforçou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o protocolo de comunicação adotado é “padrão, sigiloso e seguro e de propriedade da União”. As informações serão fornecidas às entidades licenciadas somente mediante assinatura de termo de confidencialidade.

*Com informações da Agência Brasil

TI INSIDE: Desenvolvedora brasileira quer triplicar faturamento com soluções de comércio móvel



A That One Consulting, empresa brasileira de consultoria em tecnologia e processos e desenvolvedora de soluções, espera triplicar o faturamento em dois anos com suas novas soluções de comércio móvel, nas quais investiu R$ 1 milhão. A informação foi dada pelo diretor-executivo da companhia, Denis Furtado, durante o Encontro Internacional GeneXus, que ocorre em Montevidéu, no Uruguai.

As soluções, Scan2order e Scan2buy, foram desenvolvidas com a ferramenta GeneXus Evolution 2, da Artech, as quais, segundo Furtado, permitem que o cliente faça compras por meio de dispositivos móveis. A Scan2order, lançada há cerca de dois meses, é um aplicativo voltado para varejistas e já está sendo utilizada por um cliente do segmento de alimentos no Brasil, a Brumar. Já o Scan2buy, voltado ao consumidor, permite fazer o checkout de compras em lojas físicas através do dispositivo móvel.

A expectativa de Furtado é implantar cada uma das soluções em cerca de 25 clientes no ano que vem. “O comércio móvel já é uma realidade hoje e não há resistências, tanto da parte do consumidor quanto do varejista, para adoção e uso desse serviço. O que falta é a oferta de soluções que ofereçam um bom resultado”, comentou o executivo, acrescentando que o grande desafio é lidar com o volume de dados que esses aplicativos precisam suportar.

Furtado afirma que já há empresas interessadas na distribuição do aplicativo em outros países, como Estados Unidos, Uruguai e Peru, além de potenciais clientes no Uruguai e no México, principalmente supermercados e construtoras. “Nosso diferencial é a oferta de uma solução aberta, pois muitos estabelecimentos possuem uma solução própria e interna, mas nós abrimos para desenvolver para diferentes clientes e personalizamos o aplicativo de acordo com a necessidade da empresa que contrata nosso serviço”, finalizou.
A jornalista viajou a Montevidéu a convite da Artech. 

UOL: Vício em internet pode ser incluído em guia médico internacional de transtornos mentais



Inclusão do vício em internet no guia médico internacional poderá auxiliar no tratamento de crianças que têm o transtorno 

A próxima versão do Guia Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicação internacional dirigida a profissionais da área de saúde, deve incluir o vício em internet na lista de distúrbios psiquiátricos, segundo o “Daily Mail”. O objetivo é acelerar o diagnóstico de crianças e jovens com o transtorno.

O DSM-IV (sigla em inglês para o guia) deve sair em maio do próximo ano. Especialistas da Sociedade Australiana de Psicologia sugeriram que o vício em internet fosse incluído no manual internacional. O distúrbio ficará listado como “recomendado para estudo futuro”.

A principal preocupação dos especialistas ao solicitar a inclusão do vício em internet no manual é com as crianças. Com mais profissionais de saúde estudando o transtorno mental, fica mais fácil o diagnóstico dos pacientes, em sua maioria jovens, segundo Mike Kyrios, da Universidade de Swinburne. “Com crianças, os videogames são uma questão óbvia. Mas em geral a tecnologia pode ser um problema em potencial”, disse o pesquisador.

Emil Hodzic, dono de uma clínica de tratamento de vício em videogames em Sydney, alerta para a crescente chegada de pacientes jovens ao local – alguns com menos de 12 anos. “O sinal mais típico do vício são os sintomas de abstinência. Qualquer sinal de angústia, irritabilidade, frustração quando eles não podem acessar a internet”, detalhou Hodzic.

Folha: Totvs abre centro no Vale do Silício para criar tecnologia de ponta

HELTON SIMÕES GOMES
MARIANNA ARAGÃO


A brasileira Totvs, sexta maior empresa de software do mundo, inaugura hoje um centro de desenvolvimento de novas tecnologias no Vale do Silício, na Califórnia, com o objetivo de expandir a liderança local na América Latina para o resto do mundo.

Será também um centro para analisar investimentos em start-ups americanas.

É a primeira companhia do país a estabelecer um escritório na região que mais inova do mundo, lar de empresas como Facebook, Google e Apple.

"Nosso objetivo estratégico é estar no meio do celeiro mais inovador do mundo", disse Alexandre Dinkelmann, vice-presidente executivo de estratégia da Totvs.

No Brasil, a Totvs enfrenta uma disputa acirrada por mercado com a alemã SAP. Segundo a Gartner, a empresa possui 48,6% do mercado brasileiro. Presente no México, Argentina e Chile, lidera em países emergentes.

"Nosso foco é América Latina, mas a gente começa a ampliar horizontes. Agora com os Estados Unidos." Peru e Colômbia são outros países em que a empresa irá atuar.

Com o chamado Totvs Labs, a empresa pretende desenvolver aplicações corporativas de ponta com mão de obra especializada do Vale de Silício.

A equipe já conta com 12 desenvolvedores, entre indianos, russos, chineses, americanos e brasileiros, mas há perspectiva de ampliação.

O objetivo da Totvs é aproveitar o ecossistema local de tecnologia para criar suas próprias soluções para redes sociais, dispositivos móveis, computação em nuvem e análise de grandes massas de dados.

FUNDO DE INVESTIMENTO

"Estando lá, a gente consegue se posicionar como uma empresa inovadora em nossos mercados e dar lastro para expansão a outros países", afirmou Dinkelmann.

Também faz parte da estratégia estabelecer parcerias com empresas americanas. A companhia trabalha agora para lançar em janeiro seu fundo próprio de investimento em empresas iniciantes (venture capital).

"A está criando uma área de novos negócios e uma unidade de investimento em venture capital no Brasil", afirmou Dinkelmann à Folha. "A gente quer explorar a possibilidade de adquirir empresas mais jovens com alto grau de inovação."

Segundo o executivo, o escritório no Vale funcionará também para identificação de start-ups potenciais para serem adquiridas ou receberem aportes da Totvs. Com isso, a empresa pretende agregar uma nova tecnologia ou atrair talentos.

UOL: Facebook chega a 1 bilhão de usuários com Brasil entre os 5 países mais conectados à rede


Paul Sakuma/AP

O cofundador e presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em post na rede social que espera poder conectar o restante do mundo na rede 

Ao anunciar a chegada à marca histórica de 1 bilhão de usuários nesta quinta (4), o Facebook informou também que o Brasil está entre os cinco países que mais usam rede social. Além dele, completam a lista Índia, Indonésia, México e Estados Unidos.

Outros dados mostram números “estratosféricos” da rede social criada por Mark Zuckerberg em fevereiro de 2004. O Facebook já tem cerca de 600 milhões de usuários móveis – que acessam o serviço a partir de smartphones e tablets. Desde seu lançamento, a rede social já registrou 1,13 bilhão de “Curtidas” em posts, 140 bilhões de conexões entre contatos e 219 bilhões de fotos foram publicadas na rede.

Na mensagem sobre a marca histórica atingida, Zuckerberg, atual CEO da companhia, escreveu que “ajudar 1 bilhão de pessoas a se conectar é fantástico, singelo e de longe a coisa que mais tenho orgulho de ter feito durante a minha vida”. Além disso, afirmou que está comprometido com a melhora do serviço. “Felizmente, juntos um dia, estaremos aptos a conectar o resto do mundo também.”

O Facebook atinge a maior quantidade de usuários de sua história ao mesmo tempo em que vê suas ações perdendo valor na bolsa de valores americana. No fim de setembro desde ano, os papéis da empresa chegaram a valer cerca de metade do valor que eram negociados em sua oferta pública inicial, em maio.




Foto 1 de 19 - O Facebook chegou a cerca de 955 milhões de usuários no mundo -- só no Brasil, são 55 milhões de perfis, praticamente mais de um quarto da população do país estaria na rede social. Com tamanha popularidade, é preciso ficar atento a algumas dicas para aproveitar o máximo da rede social. Confira algumas delas, como baixar capas de perfis, saber configurar a privacidade, evitar chatos e muito mais Karen Bleier/AFP

Brasileiro ajudou a fundar empresa

Em 2003, o brasileiro Eduardo Saverin iniciou o curso de Economia na universidade de Harvard. Foi lá onde conheceu Mark Zuckerberg, logo que entrou no curso. No ano seguinte, eles fundaram o “Thefacebook”, que mais tarde tornaria-se a maior rede social do mundo. 

Zuckerberg, estudante de Ciência da Computação, já tinha experiência na criação de outras duas redes sociais embrionárias (a Coursematch, que permitia aos alunos verem listas dos matriculados na universidade, e a Facemash, rede que “media” a atratividade dos estudantes).


O Facebook processou Saverin, alegando interferência do brasileiro nos negócios. Ele processou a rede social de volta, depois de ver a participação de 24% no capital do Facebook ser reduzida para menos de 10%. Ganhou a ação e mantém até hoje 5% nos ganhos 

O “Thefacebook” fez grande sucesso entre os estudantes de Harvard em pouco tempo: em 24 horas, havia 1,2 mil inscritos, segundo o jornal "The Guardian". Em um mês, metade dos alunos da graduação já utilizava a rede. Com a abertura a outras universidades, a rede social acabou crescendo num ritmo rápido.

O perfil oficial dos fundadores, no próprio Facebook, diz que “Eduardo” administrou o desenvolvimento de negócios e aspectos comerciais da rede social em seus primeiros anos.

Os problemas vieram quando os dois começaram a divergir quanto ao rumo da rede social, conforme escreveu David Kirkpatrick, autor do livro "The Facebook Effect: The Inside Story of the Company That Is Connecting the World" (ainda não disponível em português). Enquanto Zuckerberg queria “engordar” o “Thefacebook” com mais usuários, Saverin era a favor de “engordar” as receitas do site, com a inserção de mais espaços publicitários.

Sem chegar a um acordo sobre o futuro da rede social, Saverin deixou a empresa e continuou os estudos em Harvard. Enquanto isso, Zuckerberg largou a faculdade e mudou-se para a Califórnia.

Um ano depois, o Facebook processou Saverin, alegando interferência do brasileiro nos negócios da empresa. De acordo com a "Forbes", o intuito era diminuir sua participação nos ganhos totais. Ele processou a rede social de volta, depois de ver a participação de 24% no capital do Facebook ser reduzida para menos de 10%. Saverin ganhou a ação judicial e mantém até hoje 5% nos ganhos da empresa. Ainda segundo a "Forbes", o brasileiro é o 356º homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 1,15 bilhão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TI INSIDE: Molon acredita que Marco Civil já está maduro e poderá ser votado em outubro




Mesmo com uma aparente falta de acordo entre os setores envolvidos, o Marco Civil da Internet tem chances de ser votado entre o final de outubro e começo de novembro. Pelo menos é no que acredita o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), que discutiu nesta terça-feira, 2, em São Paulo, suas propostas no projeto de Lei 2.126/2011 durante o 3º Seminário de Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais, organizado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Além de defender a urgência da votação no Congresso Nacional, ele afirmou que a neutralidade da rede não vai prejudicar as empresas de telecomunicações. "Acho que elas podem sobreviver e se fortalecer com um cenário de neutralidade. Não é algo contra elas, é a favor dos usuários e que permite o crescimento delas", disse Molon à TELETIME. Ele afirma que modificar esse ponto poderia ajudar no modelo de negócios das teles, mas isso ocorreria em prejuízo ao usuário. Na visão dele, não existe meio termo. "Tem momentos da vida em que se tem de escolher entre uma ou outra opção. Não dá para conciliar tudo."
Ele discorda da comparação com o serviço de Sedex dos Correios feita pelo SindiTelebrasil durante o IV Seminário de Telecomunicações na Fiesp. Para as empresas de telecom, a lei deveria ser flexível para acomodar os novos modelos de negócios que devem surgir para o setor com a massificação do acesso à Internet. Para o SindiTelebrasil, os Correios são um exemplo de neutralidade, pois é neutro com as cartas enviadas, mas se alguém quiser mandar um documento mais rápido, há a opção do Sedex. Alessandro Molon afirma que esse modelo pensa no remetente da informação, não no destinatário. "Quando você recebe a informação de alguém, não tem a capacidade de determinar em que velocidade ela chega", diz.
O deputado argumenta que uma melhor comparação da falta de neutralidade seria com a de uma estrada com várias vias. "Na faixa mais lenta, pagaria R$ 5 de pedágio, mas estaria sempre engarrafada. Quem quisesse pagar R$ 100 andaria um pouco mais. Já a de R$ 2 mil estaria sempre livre. Somente quem poderia pagar é que teria como trafegar", diz. Ele afirma ainda que a falta de neutralidade também prejudicaria a inovação por não permitir o livre tráfego na Internet.
Molon ainda acredita que o melhor seria finalizar a votação em outubro, no mais tardar em novembro, "assim que o quórum no Congresso permitir", para ter o Marco Civil aprovado antes da reunião da UIT, em dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. "Considero que já temos de ir com uma posição clara para influenciar, não para ser influenciados, com uma visão de liderança no cenário internacional", avalia. Ele não vê razão para adiamentos. "Fizemos sete audiências públicas e seminários; conversamos com 62 representantes de 60 entidades; e o setor de telecom foi fartamente ouvido, só que há momentos em que há divergências”, conta. "O tempo não resolve tudo, às vezes atrapalha e até pioras as coisas. Tá na hora de votar, o projeto já está maduro". 

TI INSIDE: Marco Civil passa pela infraestrutura de telecom, diz ProTeste




Embora muito da discussão sobre o Marco Civil da Internet esteja em volta da questão de direitos no âmbito da privacidade, a infraestrutura das telecomunicações também tem um papel fundamental. A advogada e consultora da associação ProTeste, Flávia Lefèvre, nesta terça-feira, 2, durante o 3º seminário de proteção à privacidade e aos dados pessoais, em São Paulo, acusou o Governo de ter limitado o próprio poder para fazer valer o princípio da neutralidade de rede ao ter adotado, pelo ministério das Comunicações e pela Anatel, "uma série de caminhos no sentido de privatizar as redes de telecom".
"No que diz respeito aos bens públicos necessários para as teles, intrinsecamente ligadas ao uso dos meios, estamos em um grave momento", afirma.
"Não é a toa que estamos em um impasse e que esse assunto veio às vésperas de eleições municipais que terão impacto decisivo nas estaduais e mais ainda na eleição presidencial, que vai definir rumos muito importantes na área de infraestrutura no Brasil", diz. Ela afirma que a Anatel e o Minicom vêm "colocando em risco a possibilidade de usar a Internet de forma democrática" ao definir as questões de redes. Flávia diz que a grande preocupação de entidades de defesa ao consumidor não é propriamente o uso, mas o que as grandes corporações fazem com os dados dos usuários. "Fico muito preocupada em como as crianças que acessam essas redes sociais vão receber ofertas assim como eu recebo de botox ou programa para perder peso", compara, ao dizer que tem informações pessoais analisadas para receber essas propagandas direcionadas.
A advogada defende que a Internet deveria ser regulada como um espaço público. "Quem se apropriar de alguma maneira com finalidade de lucro, estará sujeita a controles e condicionamentos", explica. Ela se mostrou pessimista durante apresentação no evento organizado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). "O problema é que eu não vejo que estejamos neste caminho", diz.
Opt-out
Pelo lado das empresas de Internet, a maior (e segunda maior de tecnologia no mundo, atrás apenas da Apple) do setor é a Google, que tem um histórico turbulento no Brasil, incluindo a recente prisão do presidente da empresa no Brasil, Fábio José Silva Coelho, por conta de um vídeo com conteúdo político não retirado do portal YouTube. Dessa forma, a gigante norte-americana defende a neutralidade, exigindo que a liberação de dados de usuários seja apenas mediante ordem judicial. "Concordem ou não, o Marco Civil pelo menos dá um tipo de norte para a proteção do usuário", explica o advogado e conselheiro de políticas públicas da companhia no País, Marcel Leonardi.
Ele afirma que a Google fornece diversas opções de privacidade, como um painel de controle (chamado de Dashboard) que resume a conta nos vários serviços da empresa, incluindo Gmail, Google+ e YouTube. Coelho defende também a portabilidade dos dados, permitindo ao usuário que migre suas informações entre plataformas de um serviço concorrente para não ficar preso a uma empresa. "Se ele entende que não está satisfeito, ele pode levar essa informação embora. A legislação vê essa filosofia e outras empresas do setor têm feito a mesma iniciativa", diz.
Ainda assim, ele diz que a educação do usuário sobre segurança na Internet é fundamental para a preservação da privacidade no ambiente virtual. "Além da questão da regulação equilibrada, as escolhas dos usuários têm de ser significativas", explica, citando as escolhas do tipo "opt-out" para remoção completa de dados em serviços na web. 

Bahia Notícias: Sistema de identificação automática de veículos começa a funcionar em janeiro - 03/10/2012




Seis anos depois da criação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a iniciativa deve entrar em funcionamento em janeiro do próximo ano. Esta é a data prevista pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para que se comece a instalar, em toda a frota rodoviária do país, os dispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos veículos. O objetivo é facilitar o controle e a fiscalização do tráfego no território brasileiro por meio de monitoramento em tempo real. A implantação do sistema deve ser concluída até 30 de junho de 2014. Segundo o coordenador de Microinformática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Henrique Miguel, o mecanismo funciona a partir de um sistema de radiofrequência, que prevê a emissão de sinais por antenas espalhadas pelas cidades e rodovias. Estes sinais são captados por um pequeno chip que integra a placa eletrônica a ser instalada no para brisa dos veículos de passeio e em outros locais específicos, no caso de motocicletas e carretas. “É uma espécie de tag eletrônico, que vai permitir o controle do tráfego em tempo real. Ao ser acionado, o chip enviará dados do veículo às antenas que, por sua vez, enviarão as informações para as centrais de processamento, que verificarão a situação do veículo analisado. A tecnologia desenvolvida é bastante complexa e representa uma solução segura e barata, que pode ser reproduzida”, disse. Com informações da Agência Brasil.

IDG Now!: Cartilha orienta interessados em obter certificação digital



Material foi desenvolvido pela Federação Nacional 
das Empresas de Serviços Contábeis de Assessoramento, 
Perícias, Informações e Pesquisa (Fenacon)

O Comitê das Certificadoras Digitais do Brasil lançou uma cartilha sobre as aplicações da certificação digital, com versões em papel, iPad e digital. O material foi desenvolvido pela Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa (Fenacon).

A certificação digital é utilizada nas áreas financeira e contábil, no Poder Judiciário, nos ministérios da Saúde e da Educação, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além da Caixa e da Receita Federal. Na versão impressa, a cartilha tem 34 páginas e informa de maneira detalhada o que são a certificação, o certificado, a assinatura digital e os vários tipos existentes no país.

Os empresários interessados em solicitar o documento devem apresentar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o registro comercial, o ato constitutivo e o contrato social. No caso de pessoas físicas, os documentos são o título de eleitor, a carteira de identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o Programa de Integração Social (PIS), além do comprovante de residência.

Com os documentos em mãos, o interessado deve procurar uma Autoridade Certificadora. No país estão autorizados a atender aos interessados a Caixa, Receita Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), os correios, o Simples Nacional, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Fenacon, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Serasa, entre outros.

INFO: Fundação promove curso de gestão da Tecnologia da Informação




São Paulo - A Fundação Vanzolini, especializada em educação profissional, abriu as inscrições para o curso de gestão da Tecnologia da Informação.

O treinamento possui enfoque nos especialistas em TI que buscam por um curso para reciclar ou adquirir conhecimentos em gestão de projetos, decisões de negócio, modelos de governança e visão empresarial estratégica.

O curso dura 120 horas e as disciplinas são: terceirização em TI, business intelligence, gestão de projetos de TI, governança de TI, aplicações web, sistemas integrados de gestão, estratégia e TI, organizações virtuais, planejamento da TI e gestão de profissionais de TI.

Já os professores são associados à Fundação Vanzolini ou fazem parte do Departamento de Engenharia de Produção da USP (Universidade de São Paulo).

As aulas serão lecionadas no Centro de Treinamento da Fundação Vanzolini, na cidade de São Paulo. Os detalhes deste curso e a ficha de inscrição estão no site da instituição.

Os dados dos interessados podem ser cadastrados até 07 de outubro de 2012 e a data para iniciar o treinamento é 16 de outubro deste ano.

iBahia :Site mostra localização dos ônibus em Salvador em tempo real



Os 242 ônibus da Barramar estão equipados com GPS e equipamentos onde é possível acessar em tempo real dados como localização, velocidade do veículo e trajeto percorrido
Na Fib, tela mostra horários dos ônibus no ponto 

Mais cinco minutinhos. É o que o estudante Isac Moura de Castro, 35 anos, consegue toda manhã antes de ir para a faculdade. “Assim que eu acordo eu dou uma acessada e deixo lá atualizando”, conta, referindo-se ao BUS-U, sistema que pode ser consultado pela internet e permite saber quanto tempo falta para que o ônibus que ela pega, da linha Tancredo Neves – Barra, passe no seu ponto.

“Se são 6h20 e eu sei que o ônibus só vai chegar 7h20, dá para dormir mais um pouco, tomar café e me arrumar com calma”, comemora. O estudante de Sistemas de Informação descobriu a novidade a caminho da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), onde estuda. “Já tem 20 dias que estou usando o serviço”, diz. Por enquanto, só a empresa Barramar usa o sistema, que foi desenvolvido pela empresa baiana Infortele.

Os 242 ônibus da Barramar estão equipados com GPS e equipamentos chamados AVL (Automatic Vehicle Location, Localização Automática de Veículo, em inglês). Com eles, a empresa acessa em tempo real dados como localização, velocidade do veículo e trajeto percorrido. Com isso, o tempo que falta para o ônibus chegar e o trânsito – classificado como sem retenção, lento ou parado – são atualizados continuamente.

O sistema já é útil para quem acessa no computador. Mas quem tem acesso a internet no celular tem vantagem extra. É o caso do estudante Lucas Marins Batista, 21. “Na ida, eu acesso do computador, mas quando saio da faculdade, vejo pelo celular”, comenta ele, aluno de Engenharia Elétrica da Ufba. O ponto da faculdade, em Ondina, já está cadastrado no sistema. Já o de casa, que fica próxima a Uneb, foi incluído a pedido dele, através do ‘Fale Conosco’ do sistema.

Para utilizar o BUS-U, o usuário deve acessar o site (salvador.busu.com.br), e escolher uma das 65 unidades de faculdades já cadastradas, que servem como ponto de referência. Ao clicar em uma delas, deve-se escolher, no mapa, no máximo três pontos de ônibus entre os disponibilizados e cadastrar o e-mail.

Um link personalizado é enviado ao e-mail, dando acesso ao painel com o status das linhas que passam nos pontos escolhidos. É possível cadastrar três pontos de ônibus em todas as faculdades que constam na lista do BUS-U.

Inicialmente, o sistema está usando faculdades como pontos de referência, mas pode ser usado por qualquer pessoa, mesmo que não seja estudante. “Os universitários são multiplicadores de qualquer tecnologia. Mas se o seu ponto é próximo a uma faculdade, é só cadastrar seu email. Nos próximos meses serão adicionados novos recursos que incluirão outros pontos de interesse da cidade, como supermercados, shoppings, hospitais...”, explica o diretor da Infortele, Pedro Vargas. Até agora, o BUS-U já conta com mais de mil usuários.
De acordo com o coordenador de Tecnologia de Informação da Barramar, Marcell Santana, a empresa adquiriu o sistema de monitoramento desde agosto de 2010, mas só disponibilizou para os usuários há dois meses, após período de testes. O projeto começou a ser desenvolvido pela Infortele em 2008. “Neste ano, ganhamos um contrato de financiamento e começamos a desenvolver o sistema”, conta Pedro Vargas.


A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia que apoia a inovação, concedeu cerca de R$ 1,8 milhão para o desenvolvimento do sistema. A desenvolvedora também aplica há um mês o sistema em Aracaju e pretende expandir os serviços. “Em breve, oferecemos a possibilidade de recebimento de torpedos sobre os pontos nas horas de interesse dos passageiros assíduos”, conta Vargas, que aguarda com paciência a adesão de outras empresas.

“O que a gente quer é que funcione, o boca a boca vai divulgando. A Cooperativa de Transporte Complementar de Salvador deve implantar o sistema até o fim de novembro”, revela. Quem precisa do transporte coletivo fica na expectativa - nem tão calmamente assim.

Ricardo Machado, estuda Enfermagem na FIB, no Stiep, onde uma tela mostra as informações do ponto do Hospital Sarah Kubitschek. O problema é que o ônibus de Ricardo não é da Barramar. “É muito interessante, mas seria legal que outras empresas tivessem também né?”, cobra.

IDG Now!: Startup lança programa gratuito que promete acabar com os antivírus





Segundo empresa, quando o ExploitShield detecta um
 aplicativo blindado sendo explorado, ele impede que o código
 malicioso seja executado

A startup ZeroVulnerabilityLabs tornou disponível um programa gratuito que, segundo a empresa, impede malwares de explorar uma ampla gama de vulnerabilidades de software, independentemente de essas falhas serem publicamente conhecidas ou não.

Disponível em versão beta para consumidores e organizações sem fins lucrativos (a versão corporativa requer uma licença), o ExploitShield Browser Edition foi projetado para ser "instalado e esquecido".

Uma vez instalado, o software identifica 17 aplicações como sendo protegidas - incluindo as mais comuns e problemáticas, como o Adobe Reader e Flash, Java, Microsoft Office, vários navegadores e uma série de players de vídeo. Outros podem ser adicionados no futuro.

Inovações de segurança surgem de tempos em tempos, e esta representa uma abordagem lateral para o que se tornou um dos maiores problemas - talvez o principal - para consumidores e empresas: como proteger PCs quando falhas de software surgem quase diariamente?

A esmagadora maioria dos malwares do Windows ataca falhas comuns e infectam seus alvos com kits de exploração e golpes enviados por meio de sites comprometidos. Liberar patchs para correção pode ser uma resposta, mas isso pode ser desgastante. O número de falhas tornou-se uma sobrecarga grave, mesmo para consumidores individuais.

Ao mesmo tempo, tornou-se evidente que softwares antivírus convencionais não impedem todos, ou mesmo a maior parte, deste tipo de malware, o que levanta uma questão óbvia: o que o ExploitShield está fazendo de diferente?

A empresa está mantendo segredo sobre a tecnologia utilizada, mas descreve a abordagem como "anti-exploit" ou "proteção de aplicativos", e alega que foi capaz de bloquear recentes ataques críticos zero-day que atingiram o Internet Explorer e o Java.

"Quando o ExploitShield detecta um aplicativo blindado sendo explorado, ele impede automaticamente que o código malicioso seja executado. Uma vez bloqueado, automaticamente encerarrá o aplicativo atacado", disse a empresa em seu site. "O ExploitShield não precisa fazer qualquer limpeza, porque evita que todas as infecções em primeiro lugar."

Olhar Digital: Compartilhar senhas de internet com o parceiro não é saudável, diz psicóloga



Casais contam suas experiências na vida digital
 conjunta e especialista explica a importância da individualidade 

Um estudo recente da Pew constatou que 30% dos adolescentes norte-americanos (entre 12 e 17 anos) compartilhavam suas senhas com amigos e namorados. Aqui no Brasil, apesar de não ter havido nenhuma pesquisa específica sobre o assunto, existe uma boa porcentagem de casais que trocam senhas.

Em uma pesquisa rápida no meu próprio Facebook, que levou menos de cinco minutos, encontrei cerca de seis casais que dividem senhas de e-mails, redes sociais e outros serviços. O interessante é que, diferente do que sugere o estudo norte-americano, os pombinhos brasileiros que partilham as informações são casados ou noivos, e tem mais de 24 anos.

Em alguns casos, o compartilhamento das senhas é bastante positivo e não gera confusões. A jornalista de tecnologia Stella Dauer, de 26 anos, e o noivo Ricardo Sato, dividem senhas de absolutamente tudo e, se antigamente esta ação era para conferir segurança ao casal, hoje é pela praticidade do convívio.

"Na verdade, para nós é super útil, porque um pode resolver problemas para o outro quando não temos acesso ao computador. Com a minha senha dos clubes de compra, ele pode imprimir vouchers quando não estou em casa, por exemplo. Também dividimos a conta da Amazon, assim os dois têm acesso aos mesmos livros, o que economiza bastante", comenta.

Já Vivian Leite, estudante de administração, de 24 anos, não teve a mesma sorte com o antigo namorado. Desde o início do relacionamento o objetivo da divisão de senhas era bisbilhotar, já que ambos eram bastante ciumentos e não admitiam qualquer deslize. Com este alto grau de espionagem, não deu outra, Vivian encontrou uma conversa do ex com uma garota desconhecida e não gostou nada, nada.

O fim desta história foi a pior: a estudante e o namorado brigaram por diversas horas e ele não teve argumentos suficientes para convencê-la de que aquela conversa não significava nada para ele. Os dois terminaram o relacionamento de 1,5 ano e tiveram que mudar suas senhas rapidamente.

Na outra ponta, a jornalista Mariana Von Glehn Paes, de 27 anos, compartilha apenas a senha do banco com o marido, e acha um absurdo a falta de privacidade que os casais se permitem com a troca de dados de outros serviços, como e-mails e redes sociais. Ela e o companheiro sempre riram juntos desta ideia e dividem a mesma opinião: é preciso individualidade para o relacionamento funcionar.

"Se você confia na pessoa e se sente segura no relacionamento não tem pra quê pedir a senha. Para mim é como se ele saisse comigo e minhas amigas e ficasse escutando nosso papo. Não rola", brinca.

Marina ainda acredita que nesta troca de senhas, o casal acaba expondo alguns amigos e seus segredos também, e isso não é legal. Ainda existe o quesito segurança, que poucas pessoas se lembram. Ao compartilhar uma senha, a pessoa corre o risco de ter seus dados roubados, caso o companheiro sofra um ataque hacker ou esteja com um vírus na máquina.

Por dentro da mente

A face psicológica desta história também tem diversos lados a serem analisados. De acordo com a psicóloga Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC- SP, é normal os casais se adequarem à tecnologia, criando regras dentro do relaciomento, especialmente quando é necessário estabelecer algo mais prático, como dividir um único e-mailfornecido pelo provedor de internet da casa.

No entanto, segundo Andrea, é comum também acontecer a simbiose (mistura) do casal, especialmente na adolescência. Nesta fase de fusão, um dos dois, ou os dois, podem se sentir traídos pela individualidade da outra pessoa. A falta de maturidade faz com que eles não entendam o quão saudável é para a relação que cada um tenha seu espaço, seja virtual ou real.

"Ter amigos e fantasias individuais é essencial, pois ninguém consegue viver na simbiose eternamente e acaba criando um lado B, como um perfil alternativo na rede, email ou encontros escondidos - o que acaba gerando mais problemas quando descobertos. Conforme a pessoa vai crescendo ou o relacionamento vai amadurecendo, você se sente menos ameaçado por aquela individualidade do companheiro e a relação flui melhor", sugere.

A psicóloga ainda lembra que esta individualidade é mais latente nos homens, e o próprio estudo da Pew comprova isso. A pesquisa constatou que a probabilidade de uma menina revelar sua senha é quase duas vezes maior do que a de um menino fazê-lo.

Quer contribuir com a discussão? Diga nos comentários abaixo o que acha desta prática dos casais. 

TI INSIDE : Ações caem e Google volta a ser terceiro no ranking de tecnologia




Um dia depois de ser superada pelo Google, a Microsoft voltou a segunda posição entre as empresas de tecnologia mais valiosas nesta terça-feira, 2. A fabricante de software abriu o pregão na bolsa eletrônica Nasdaq com elevação de 0,34% nos papéis, que chegaram a ser cotados a US$ 29,59 cada por volta das 13h (horário de Brasília), fazendo com que a capitalização de mercado da companhia totaluzasse US$ 248,078 bilhões.
Por outro lado, o Google viu o preço de suas ações cair 1,14% e chegar a US$ 753,08, o que dá à empresa o valor de mercado de US$ 246,282 bilhões — ficando na terceira colocação no ranking das companhias de TI mais valiosas dos Estados Unidos. O valor é bem inferior aos US$ 765,99 por ação alcançado no início da manhã.
As ações da Microsoft fecharam o pregão cotadas a US$ 29,66 cada, alta de 0,58%, totalizando US$ 248,65 bilhões em capitalização de mercado. O Google, em contrapartida, registrou queda de 0,63% e encerrou o dia valendo US$ 756,99, com capitalização de mercado de US$ 247,56 bilhões. 

TI INSIDE: Aberta nova etapa da seleção de voluntários para medir a qualidade da internet




Os internautas que se inscreveram como voluntários para medir a qualidade da banda larga no Brasil vão passar pela segunda etapa do processo de seleção. Os usuários receberam um e-mail que orienta como realizar o teste de velocidade de conexão (speed test) no endereço informado no ato da inscrição.
Serão escolhidos 12 mil voluntários para receber de graça um aparelho para medir a qualidade da conexão vendida pelas operadoras. A Entidade Aferidora de Qualidade, que organiza a seleção, recomenda que quem não tenha recebido a mensagem verifique sua caixa de spam ou entre em contato pelo e-mail suporte@brasilbandalarga.com.br
Com a validação do speed test, os candidatos inscritos podem seguir no processo de seleção dos voluntários. Já são mais de 50 mil cadastrados e as inscrições continuam abertas no site www.brasilbandalarga.com.br. Basta informar nome, endereço e operadora. Podem participar tanto usuários residenciais como empresas que tenham um plano de internet. Com informações da Anatel. 

Bahia Notícias:No Brasil, 23% das crianças já fizeram contato com desconhecidos na web




Pesquisa publicada nesta terça-feira (2) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) indica que 23% dos usuários de internet de 11 a 16 anos no país já tiveram contato na internet com alguém que não conheciam pessoalmente, informa o Terra. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu primeiro na internet. Os resultados fazem parte da pesquisa TIC Kids Online Brasil. Conduzida em 25 países da Europa em 2010, a pesquisa visa levantar dados sobre as oportunidades online e o uso seguro da Internet.

Tribuna da Bahia:Orelhão pode ser transmissor de Wi-Fi



Em Salvador, o vandalismo é um empecilho

Antigamente eram as fichas metálicas, atualmente os cartões indutivos. Agora a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estuda transformar orelhões em transmissores de Wi-Fi para desafogar a rede 3G ou em pontos de acesso à internet com visor, para consultar dados como mapas, endereços e telefones.

A novidade já começou a ser testada no Rio de Janeiro. Agora a preocupação é: como os aparelhos de transmissores serão preservados por conta do alto índice de depredação aos orelhões em Salvador.

De acordo com a Anatel, ainda não existem definições de como os orelhões serão protegidos para que não aconteça qualquer tipo de vandalismo. Segundo o órgão, o sistema ainda está em análise técnica e depois precisa passar por uma aprovação do conselho da Anatel para que entre em funcionamento. Ainda de acordo com o órgão, a fase de contribuições públicas já foi encerrada.

Segundo Emília Ribeiro, conselheira da Anatel e relatora do projeto, a vantagem de usar os orelhões como transmissores é que a faixa de uso do serviço não ficará congestionada - ao contrário do 3G.

A relatora propõe que as operadoras sejam livres para adotar novos meios de pagamento dos orelhões.

No relatório, Emília explica que ainda se fala em “créditos” para uso nos orelhões, mas as prestadoras poderiam adotar outras formas. Entretanto, a agência não especifica quais métodos alternativos poderiam entrar em uso nos terminais de uso público.

“A abertura para utilização de outras tecnologias visa impulsionar a competição, baixar os custos de produção, oferecer maior conforto e facilidade ao usuário, além de dificultar a fraude, diminuindo as perdas das concessionárias e usuários”, dizia o relatório.

A Anatel não descarta também o uso dos orelhões como espaço de propaganda. Outra questão é a liberação das cabines para apresentação de material publicitário desde que a receita proveniente desta atividade seja integralmente investida na manutenção dos terminais.

A conselheira Emília acredita que o melhor seria liberar a publicidade com o destino do valor arrecadado definido pela prestadora. O texto proíbe o uso dos terminais para fazer propaganda de DDD/DDI.

UOL Notícias: Vírus faz celular tirar foto secreta a cada 2s e cria imagem 3D


 


Um vírus para telefones celulares desenvolvido por pesquisadores de uma universidade tira fotos secretas, sem conhecimento do dono, a cada dois segundos e as envia a um servidor remoto, que monta uma imagem 3D do lugar onde ele está.

O vírus permite que uma pessoa possa ter um retrato detalhado do lugar onde o dono do telefone celular se encontra.

A tecnologia faz parte de um projeto da universidade americana de Indiana e do Naval Surface Warfare Center, órgão de pesquisa ligado à Marinha dos Estados Unidos.

O objetivo dos criadores do vírus PlaceRaider é mostrar que a tecnologia de "robô visual" já está ao alcance do mercado de telefonia celular, demonstrando um dos perigos aos quais os usuários estão expostos.

Documentos sigilosos

O PlaceRaider pode infectar telefones com sistema Android 2.3 ou superior. Ele fica escondido em outro aplicativo para o celular e é instalado automaticamente sem o conhecimento do dono do aparelho.

O vírus utiliza diversos dispositivos de "smartphones", como a câmera de fotos e o sistema de localização.

"Através do uso completamente oportunista da câmara de telefone e outros censores, o PaceRaider reconstrói modelos tridimensionais de ambientes", afirma um estudo publicado pelos pesquisadores.

"Ladrões a distância podem então 'baixar' o espaço físico, estudar o ambiente cuidadosamente e roubar objetos virtuais deste ambiente (como documentos financeiros, informações em telas de computadores e imagens sigilosas)."

A imagem 3D permite que a pessoa que controla o vírus possa navegar pelo ambiente criado, em busca de dados comprometedores do dono do aparelho.

Os pesquisadores fizeram um teste com 20 estudantes voluntários, que instalaram o vírus em seus celulares. Nenhum deles conseguiu perceber quando o vírus estava registrando imagens detalhadas dos ambientes onde se encontravam.

Os autores dizem que qualquer especialista em tecnologia com "recursos modestos" poderia criar um aplicativo "cavalo de troia" semelhante ao desenvolvido no laboratório de Indiana. No entanto, eles ressaltam que não há nenhum indício de que algo semelhante tenha sido tentado.

Para especialistas ouvidos pela BBC, os usuários de smartphones não têm motivo especial para se preocupar com os resultados da pesquisa realizada nos Estados Unidos.

"Até onde sei, o problema de malwares (vírus) em dispositivos móveis é relativamente pequeno ", disse Amichai Shulman, da empresa de segurança online Imperva.

Já Jaime Blasco, da empresa espanhola de segurança online AlienVault, diz que o teste americano não passa de uma pesquisa sobre o problema. No entanto, ele alerta que o número de vírus para telefones celulares está crescendo fortemente nos últimos meses.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

TI INSIDE: Especialistas apoiam decisão do TST de limitar fiscalização de e-mails corporativos




O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que as empresas só podem fiscalizar computadores e monitoramento de contas corporativas de e-mail de funcionários, desde que haja proibição expressa, em regulamento, de uso dessas ferramentas para uso pessoal. De acordo com entendimento da corte, "o poder diretivo do patrão, decorrente do direito de propriedade, não é absoluto, quando a fiscalização colide com o direito à intimidade do empregado". Para o TST, há limitações quando a fiscalização colide com o direito à intimidade do empregado e outros direitos fundamentais como o da inviolabilidade do sigilo de correspondência, comunicações telegráficas, de dados e telefonemas.
A decisão é resultado de um julgamento pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região de um processo no qual um empregado de uma empresa na Bahia, que teve o armário de trabalho aberto sem consentimento, enquanto viajava, e será indenizado em R$ 60 mil por danos morais. A empresa, que contratou um chaveiro para abrir o armário e retirar o computador, se apropriou de informações de correio eletrônico e dados pessoais guardadas no equipamento.

Especialistas são unânimes em apoiar a decisão do TST. "A decisão está correta. O contrato de trabalho não afasta a característica do empregado de cidadão, e o texto Constitucional é garantidor da privacidade. Some-se que, por outro lado, a condição de gestor do contrato de emprego que é do empregador encontra limites no abuso de sua própria atuação", analisa Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor e mestre em Direito do Trabalho da PUC-SP.

Segundo o advogado Alan Balaban, a empresa deve estabelecer em contrato de trabalho e no regulamento interno as formas de fiscalização das ferramentas de trabalho. "A decisão do TST foi correta, pois se a empresa não estabeleceu de forma clara em contrato ou no regulamento interno a utilização de suas ferramentas de trabalho, como armário e notebook, cometeu um abuso", afirma.

Na opinião do especialista em Direito do Trabalho, Carlos Eduardo Dantas Costa, existe um limite muito claro entre o direito à propriedade da empresa e os direitos fundamentais do trabalhador. "O interessante, em casos como esse, é que a empresa deixe evidenciado, por meio de política específica, regulamento interno ou norma equivalente, que determinados objetos são de uso exclusivamente profissional e que, portanto, constituem ferramentas de trabalho, sujeitas, assim, à fiscalização. 

TI INSIDE:- Brasil está pelo menos 40 anos defasado em termos de privacidade online, diz procurador




Embora o Brasil deva ter um avanço significativo na área do Direito Digital com a aprovação do marco civil da internet, a lesgislação do país em termos de privacidade do internauta está pelo menos 40 anos defasada na comparação com a União Europeia. A opinião é do procurador Luiz Costa, do Ministério Público Federal, para quem o usuário brasileiro de Internet, de modo geral, não se preocupa com o valor de seus dados, porque não se dão conta de como é o funcionamento de serviços populares de e-mail, redes sociais, buscadores e até navegadores.
"Muita gente tem a ideia de estar utilizando um serviço gratuito, mas é sabido que esses sites ‘vendem’ dados dos usuários para publicidade. Com isso, há inúmeras implicações de vigilância e cruzamento de informações, normalmente descritas em termos complicados no contrato de serviços, com linguagem propositalmente inacessível”, disse ele, durante seminário sobre privacidade, que ocorre esta semana, em São Paulo.
Ele sugere a inserção na lei brasileira de artigos, a exemplo dos existentes na União Europeia, como a obrigatoriedade dos provedores de Internet e de conteúdo esclarecerem as formas de armazenamento e a finalidade de uso de informações pessoais, mesmo quando houver o consentimento dos usuários. Essa questão é tratada apenas no anteprojeto de lei de proteção de dados e informação, que no mês passado esteve sob consulta pública e, no momento, está em discussão no Ministério da Justiça. “Ainda não temos previsão de quando isso se tornará uma realidade jurídica”, explica Costa.
Na opinião do procurador, esse é o primeiro passo para que os usuários ganhem consciência sobre a maneira de agir na Internet, gerando discussões, inclusive, no âmbito civil sobre o uso de dados pessoais. Além disso, há o aspecto sobre o uso das redes sociais, por exemplo. "Os adolescentes se comportam de várias maneiras nas redes sociais. Há inúmeros casos nos Estados Unidos nos quais pessoas deixaram de ser contratadas ou foram demitidas após aparecerem em fotos com bebidas alcoólicas no Facebook, mesmo que sejam imagens antigas”, exemplifica.
De acordo com Costa, o esclarecimento das responsabilidades de cada agente, seja usuário ou empresa, poderá dar subsídio para o entendimento de situações como esta, envolvendo esferas da vida pública e privada dos indivíduos. “Nesse exemplo, sugiro uma legislação que garanta que, mesmo disponível para a rede de amigos, uma informação pessoal como esta não possa ser usada para influenciar quesitos profissionais”, opina.
O procurador salienta, porém, que não é a favor do fim de coleta de informações pessoais pelos serviços online, já que, quando bem usadas, facilitam a vida do consumidor. “É pertinente para o consumidor ter sugestões adequadas ao seu perfil de consumo, com o rastreamento de compras e interesses. Não devemos impedir a tecnologia, mas sim fazer o uso responsável dela”, finaliza.