segunda-feira, 19 de novembro de 2012

G1: Talibã revela lista de e-mails em erro ao enviar mensagem



Porta-voz esqueceu de colocar e-mails em cópia oculta.

Erro revelou mais de 400 endereços usados em lista do grupo.

Um representante do Talibã acabou revelando a lista de e-mails do grupo quando cometeu um erro ao enviar uma mensagem. Ao invés de colocar os endereços em cópia oculta, ele os colocou apenas em cópia, vazando a lista para todos os que receberam a mensagem, segundo o site ABC News.

A publicação afirma que os nomes foram revelados em uma mensagem de Qari Yousuf Ahmedi, porta-voz do Talibã, no último sábado (10). Apesar disso, a notícia só foi dada nesta sexta-feira (16).

O ABC News afirma que mais de 400 endereços de e-mail foram revelados com o erro. A maioria dos destinatários das mensagem era de jornalistas, mas também podiam ser vistos e-mails de políticos, acadêmicos e ativistas.

Segundo a publicação, é uma rotina comum do Tabilã enviar e-mails para sua lista, frequentemente para dizer que foram responsáveis por determinados ataques.

G1: Israel e Hamas travam guerra no Twitter


Rede de microblogs passa a ser usada como instrumento de propaganda em meio a escalada de violência.

Twitter do Exército de Israel publicou foto de chefe
militar do Hamas com dizeres 'eliminado'.

O Exército de Israel e o movimento radical islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, vêm travando uma verdadeira guerra no Twitter, em meio à escalada de violência na região, que deixou mortos e feridos nos últimos três dias.

Na quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), deram início à uma guerra de propaganda através da rede de microblogs.

Nos tweets, os militares forneciam detalhes da operação contra a Faixa de Gaza que, na quarta-feira, matou Ahmed Jaabari, chefe do braço militar do Hamas, abrindo uma escalada de violência entre israelenses e palestinos.

Um dos membros mais importantes da cúpula do Hamas, Jaabari foi morto durante um ataque aéreo de Israel.

Dias antes, militantes do Hamas lançaram mais de 150 foguetes contra o sul de Israel.

Horas após a ação, as forças da IDF publicaram um vídeo do ataque e um pôster com os dizeres 'eliminado' no Twitter.

Na conta das brigadas Izz al-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, o movimento respondeu: 'Nossas mãos abençoadas chegarão aos nossos líderes e soldados onde quer que eles estejam', acrescentando um alerta de que com a operação, Israel tinha aberto os 'portões do inferno'.

Em retaliação as IDF afirmaram: 'Nós recomendamos que nenhuma autoridade do Hamas, seja de nível inferior ou de cúpula, mostre a cara em público nos próximos dias'.

Já nas últimas 20 horas, o Hamas tem publicado comentários constantes sobre seus ataques com morteiros e foguetes contra diversos alvos israelenses, incluindo, segundo o grupo, alvos militares.

Na quinta-feira, os militantes do Hamas postaram um vídeo supostamete mostrando o lançamento de um míssel Fajr 5 contra Tel Aviv, maior cidade de Israel, pela primeira vez.

Em resposta, o Exército israelense publicou um link com um vídeo que supostamente mostrava um ataque aéreo contra um 'depósito de foguetes em Gaza'.

Violência no Twitter

O uso das redes sociais para anunciar e comentar operações militares, quase em tempo real, constitui um momento simbólico muito forte para o Twitter.

A prática também coloca as duas partes em conflito com as regras da rede de microblogs: 'Violência e ameaças: você não pode publicar ou postar diretamente, ameaças específicas ou violência contra outras pessoas'.

Benedict Evans, analista da Enders Analysis, empresa de pesquisa midiática, disse à BBC que 'isto claramente coloca o Twitter numa posição difícil. A empresa quer preservar sua posição de credibilidade como um meio de transmissão de mensagens que não toma partido ideológico'.

Ao mesmo tempo, é preciso garantir a liberdade de expressão.

'Esta não é uma decisão que 100 ou 200 engenheiros no norte da Callifórnia querem tomar', diz.

Analistas estimam ser difícil prever quais devem ser as reações do Twitter.

É possível que a rede decida banir uma ou as duas partes do conflito.

Grupo Anonymous derruba centenas de sites israelitas após ataque à Gaza

Grupo Anonymous derruba centenas de sites israelitas após ataque à Gaza

O grupo Anonymous entrou em ação após Israel ter efetuado ataque a faixa de Gaza. O grupo iniciou uma campanha para derrubar diversos sites israelenses. A campanha chamada de OpIsrael derrubou centenas de sites usando o método DoS



O grupo Anonymous entrou em ação após Israel ter efetuado ataque a faixa de Gaza. O grupo iniciou uma campanha para derrubar diversos sites israelenses. A campanha chamada de OpIsrael derrubou centenas de sites usando o método DoS, entre eles sites do governo, instituições financeiras, varejistas e indústrias de automóveis do país.

O Bank of Jerusalem foi um dos mais atacados, o grupo ameaçou até a apagar a base de dados da organização. Até agora (horário da postagem) o siteda instituição encontra-se em manutenção. Um comunicado do Anonymous afirma que o governo israelense ameaçou cortar toda a internet e telecomunicações em Gaza, "eles cruzaram uma linha na areia". O texto continua: "Assim como o ex-ditador Mubarack aprendeu da pior forma - somos o Anonymous e ninguém derruba a internet sob nossa vigia".

Ao contrário de outras campanhas do Anonymous, a OpIsrael oferece um pacote para download com instruções sobre como agir caso a internet seja mesmo bloqueada em Gaza. As instruções também incluem métodos para driblar vigilância eletrônica.

"Dezenas de milhares de nós do Anonymous estamos com vocês e estamos trabalhandoincansavelmente para dar-lhes todo o tipo de ajuda", comunicou o grupo.

INFO: Redes acadêmicas se preparam para o futuro da web



São Paulo - No primeiro semestre de 2013, algumas universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo começarão a se conectar a uma rede experimental na qual serão testadas aplicações de novas tecnologias que poderão definir a internet do futuro.

Em âmbito nacional, outras dez instituições brasileiras, incluindo três do Estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) –, também serão integradas a outra rede experimental que começará a ser criada no início de 2013 com o mesmo objetivo da rede paulista.

As duas redes experimentais acadêmicas brasileiras se somarão a algumas outras estabelecidas nos últimos anos em outros países com o objetivo de preparar universidades e instituições de pesquisa a uma mudança de paradigma na tecnologia de internet, prevista para ocorrer já nos próximos anos.

Baseada atualmente na troca (chaveamento) de pacotes de dados, a tecnologia da internet deverá migrar para o chaveamento de fluxos – conjuntos de pacotes de dados que têm alguma característica em comum.

Em função dessa mudança, as redes deixarão de ser definidas pelos equipamentos de rede (como os switches e roteadores) e pelos softwares contidos neles, como ocorre hoje, e passarão a ser gerenciadas por aplicativos externos que determinarão o comportamento dos fluxos de dados.

Em 2008, um grupo de pesquisadores de redes das universidades Stanford e da Califórnia em Berkeley, ambas nos Estados Unidos, publicou um artigo descrevendo a implementação de um novo protocolo para gerenciamento de tráfego. Chamada “OpenFlow”, a tecnologia abriu as portas para que as “redes definidas por software” se tornem realidade.

O protocolo permite transferir o controle do tráfego de dados em uma rede, antes realizado porswitches e roteadores, para servidores externos. Com isso, se abriu a possibilidade de se desenvolversoftwares de controle de tráfego de redes, com código aberto e executados por esses servidores, conforme começaram a fazer algumas startups criadas por pesquisadores da própria Universidade de Stanford e por outras instituições de pesquisa em todo o mundo.

Além disso, muitas empresas de tecnologia de computação começaram a fabricar e a disponibilizarswitches e roteadores com OpenFlow para serem testados inicialmente em redes experimentais, dado que seria impossível interromper a word wide web para avaliar a nova tecnologia.

“A internet é uma commodity fundamental na vida das pessoas, e não se pode parar o funcionamento dela para experimentar coisas novas. Por isso, estão sendo desenvolvidos projetos de redes experimentais para suportar a internet do futuro”, disse Cesar Marcondes, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência FAPESP.

De acordo com Marcondes, algumas empresas de tecnologia, como o Google, já desenvolveram códigos e estão operando suas redes de data centers com OpenFlow.

Atentas a esse movimento, universidades e instituições de pesquisa nos Estados Unidos e na Europa, que foram o “berço” da internet, também já montaram redes nacionais para possibilitar que seus pesquisadores possam fazer experimentos com a tecnologia OpenFlow.

Seguindo o mesmo caminho, a Rede Acadêmica do Estado de São Paulo (ANSP), financiada pela FAPESP, também pretende começar a realizar no primeiro semestre de 2013 um teste inicial de implementação de OpenFlow em uma rede experimental.



O teste na rede experimental paulista terá a participação de algumas das mais de 50 universidades e instituições de pesquisa filiadas à ANSP. Entre elas estão a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a UFSCar e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).



Já em escala nacional, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) – que interconecta as universidades e instituições de pesquisa brasileiras e provê o acesso internacional à internet – também coordena a criação de uma rede experimental em parceria com a União Europeia para realização de experimentos de novas aplicações baseadas em OpenFlow. Denominado Fibre, o projeto é realizado com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do 7th Framework Programme (FP7) da União Europeia.



“As universidades e instituições de pesquisa brasileiras têm que se preparar agora, porque não se sabe quando ocorrerá essa transição de paradigma na tecnologia da internet e quanto antes elas estiverem preparadas será melhor”, disse Luis Fernandez Lopez, coordenador geral da ANSP.



“Seria terrível se os sistemas de tecnologia da informação criados nas universidades e instituições de pesquisa do país para dar suporte aos seus processos educacionais e de pesquisa parassem em um determinado momento porque não acompanharam a evolução das pesquisas em TI”, avaliou Lopez.



Inovações nas redes acadêmicas



Segundo especialistas na área, as redes experimentais brasileiras possibilitarão aos pesquisadores em rede do país desenvolver e testar diversas soluções locais baseadas em OpenFlow que, eventualmente, poderão ser implementadas nas redes acadêmicas para suportar tanto o atual tráfego legado de dados entre elas como também novas funcionalidades.


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INFO: Telecom Italia ainda avalia cisão de rede de telefonia



Milão - A Telecom Italia e seus assessores ainda estão avaliando um projeto para desmembrar a rede de telefonia fixa do grupo, disse a companhia nesta sexta-feira.

Os resultados da análise serão apresentados em uma reunião do Conselho marcada para 6 de dezembro, disse a empresa em comunicado.

As ações da maior empresa de telecomunicações da Itália estavam em baixa nesta sexta-feira após um jornal dizer que a companhia poderia abandonar o projeto de desmembramento da divisão por divergências sobre preços e gestão.

INFO: Google planeja lançar operadora de dados

Google planeja lançar operadora de dados

Por Vanessa Daraya, de INFO Online


São Paulo - O Google começou a planejar o lançamento de uma operadora de dados. Com isso, a empresa deverá concorrer com grandes operadores que atualmente dominam o ramo.

Segundo o Wall Street Journal, a novidade deve movimentar o mercado de comunicação móvel. O jornal afirma que a empresa iniciou negociações com a Dish Network, uma das maiores companhias de distribuição de TV por assinatura da América do Norte.

A Dish Network tem 14 milhões de clientes e 30 milhões de telespectadores no México e nos Estados Unidos. Ela conta com satélites e tem experiência na distribuição de produtos por assinatura. Por sua vez, o Google tem conhecimento no mercado móvel, com aparelhos próprios e o desenvolvimento do Android.

A ideia do Google é juntar o que há de melhor nas empresas. Assim, será possível lançar um serviço novo que saiba explorar o que ambas têm de melhor.

IDG Now!: Será o fim do congestionamento? Protocolo pode liberar acessos WiFi




Protocolo WiFox, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, pode ser facilmente incorporado aos roteadores existentes.

Três pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte desenvolveram um protocolo de software capaz de gerir melhor os volumes de dados em roteadores WiFi de alto tráfego. O trabalho “WiFox: Scaling Wi-Fi Performance for Large Audience Environments”, foi elaborado pelos estudantes de doutorado Jeongki Min e Arpit Gupta, e o professor de ciência da computação Injong Rhee.

A especificação IEEE 802.11 permite que dispositivos clientes ligados a um ponto de acesso WiFi partilhem o mesmo canal de transmissão. Mas o tráfego de downlinksuplanta o tráfego de uplink, causando perdas de pacotes e saturando o ponto de acesso, explicam os pesquisadores neste paper.

“Vários fatores resultam na degradação do desempenho do WiFi para grandes audiências, e na nossa análise percebemos que a assimetria no tráfego é a grande culpada,” escreveram os pesquisadores.

O protocolo desenvolvido por eles, chamado WiFox, monitora o tráfego e implementa uma “prioridade”, quando um roteador está em perigo de sobrecarga de tráfego,explicam. E pode ser incorporado em roteadores já em uso através da atualização do software.

Até agora o WiFox foi testado com cargas de 25 e 45 dispositivos clientes ligados a um ponto de acesso. O roteador usado foi capaz de responder, em média, quatro vezes mais rápido do que um similar em uma rede sem o protocolo.

Curiosamente, o rendimento aumentou conforme os pesquisadores incrementavam o número de utilizadores na rede. Eles detectaram um aumento de rendimento da ordem de 700%, com 45 utilizadores, e de 400%, com 25 utilizadores.

A equipe de pesquisa deverá apresentar o trabalho no próximo mês, entre os dias 10 e13 de dezembro, durante a conferência CoNEXT ACM 2012, em Nice, na França.

CORREIO: Dificuldade no acesso à internet é entrave para agronegócio


Expectativa dos produtores é que a tecnologia 4G reverta essa situação ao expandir a área 
Ana Lívia Lopes*
* Especial para o CORREIO


Em 2011, o PIB do agronegócio brasileiro alcançou R$ 942 bilhões, de acordo com estimativas do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea). Apesar do ótimo resultado do setor, que responde por mais de 20% do PIB do país, e de recordes superados a cada nova safra, o agronegócio continua refém de um entrave tecnológico: a falta de acesso à internet.

A expectativa dos produtores é que a chegada da tecnologia de telefonia celular de 4ª geração (4G) reverta essa situação ao expandir a área de cobertura e a velocidade na transmissão de dados. No leilão, as operadoras foram obrigadas a ofertar o serviço de banda larga móvel também para a zona rural. 

Na Bahia, os produtores reclamam que a falta do serviço acaba interferindo na sua atividade de diferentes formas. Os problemas vão desde a atualização de informações cruciais para tomada de decisão no seu negócio – como dados sobre clima, acompanhamento de operações em bolsas de mercadorias passando por contatos com clientes e fornecedores e até na emissão da nota fiscal eletrônica. Todos esses transtornos acabam tendo impacto na competitividade do setor.

Segundo IBGE, 801.198 domicílios baianos possuíam acesso à internet quando foi realizado o Censo 2010, o que equivalia a cerca de 20% dos 4.045.597 existentes no estado. Já o Ministério das Comunicações estima que na zona rural, só 10% tenham, de fato, acesso à rede de computadores. O problema se acentua ainda mais quando o assunto é internet de banda larga que permite maior fluxo de dados e com mais rapidez.

“O produtor tem prejuízos com a falta de conexão pelo Brasil afora”, afirma o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, argumentando que a situação é incompatível com a evolução da agropecuária brasileira, baseada no uso da tecnologia de ponta.

Para o superintendente do Senar Bahia, Geraldo Machado, o acesso à informação digital tem avançado no Brasil, mas ainda está longe do aceitável.

“Em um cenário tão competitivo e globalizado, como o atual, é fundamental que produtores, grandes e pequenos, gestores e até mesmo praticantes da agricultura familiar tenham acesso a conhecimentos, informações de mercado, descobertas tecnológicas, educação profissional e trocas de experiências. Todas as inovações acontecem em uma velocidade tão rápida que somente a internet é capaz de acompanhar e disseminar”.

O quadro parece ainda mais contrastante nas áreas onde o agronegócio opera com maquinário moderno e tecnologia de ponta, a exemplo do oeste baiano, região que na última safra colheu 7,3 milhões de toneladas produtos agrícolas, entre grãos, frutas, café e outras culturas.

Segundo o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes do da Bahia (Aiba), Walter Horita, muitas localidades situadas a cerca de 20 km da sede dos municípios de Luís Eduardo Magalhães e Roda Velha não contam com a cobertura de telefonia de celular.

Transmissão 

O problema acontece mesmo nas áreas urbanas. “Utilizo duas operadoras e, há alguns meses, houve períodos em que não conseguia fazer ligações”, conta o presidente da Aiba, entidade que representa produtores do oeste do estado. Para muitos empresários da região, a solução é investir do próprio bolso na colocação de uma torre de repetição ou captando o sinal de estados próximos como o Tocantins.

Walter Horita acredita que, se a região contasse com cobertura 3G de qualidade, já seria um grande avanço. “Estamos longe de ter um serviço com qualidade, situação que é muito diferente de países como a Coreia que visitei recentemente. O Brasil que é a chamada ‘bola da vez’ da economia deveria estar em um estágio mais avançado”, afirma o presidente da Aiba, que é otimista com relação à implantação da tecnologia da 4G para garantir um serviço mais eficaz e confiável.

Indústria 

O gerente geral do Centro de Indústrias do Estado da Bahia (Cieb), Evandro Mazo, ressalta que a falta de cobertura não atinge somente as propriedades rurais como os distritos industriais localizados em áreas próximas às zonas urbanas. “Além de grande parte do estado não ter cobertura de internet de banda larga, outro fator crítico é a baixa velocidade e a instabilidade registrada nas áreas onde o serviço existe. Sabemos que as operadoras e poder público têm feito investimentos para aumentar a qualidade do serviço, mas esse esforço não consegue acompanhar o crescimento da demanda”, avalia.

Para o gerente do Cieb, o problema não é somente implantar a 4G, mas garantir que os municípios fora da região metropolitana tenham acesso a um serviço de qualidade, viável com tecnologia já disponível.

“Hoje a instabilidade do serviço oferecido é muito grande. A internet cai no meio de uma operação e é necessário fazer o serviço novamente, gerando muito retrabalho e influenciando na competitividade das empresas”, diz.

Para o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, o Plano Nacional de Banda Larga apresentou avanços no campo regulatório, com a liberação de novas outorgas para TV a cabo, infraestrutura importante para impulsionar a banda larga. Outra medida vai interessar quem sofre com a instabilidade dos serviços de internet: o governo aprovou exigências de qualidade para banda larga fixa e móvel, que entram em vigor este ano.

“No campo de incentivos fiscais, o Estado isentou de tributos federais os equipamentos e serviços de banda larga prestados por meio da faixa de 450 MHz e satélites de pequeno porte e reduziu as taxas incidentes sobre as comunicações máquina a máquina, que incentivam a digitalização das atividades econômicas”, diz Coimbra. Nos leilões de 4G, entre as obrigações, está a cobertura com o sinal de banda larga móvel a um raio de 30 km, a partir dos limites da sede de cada município.

Bahia ainda não aderiu a convênio de incentivo à banda larga

Além da 4G, o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, Coimbra explica que outras medidas podem ser tomadas para acelerar a internet no campo.

Uma delas é a adesão dos Estados ao convênio ICMS nº 38/2009, do Conselho Nacional de Política Fazenda (Confaz). Para o diretor, a adesão a esse convênio será determinante para o sucesso da internet rural, na medida em que ele isenta de ICMS a banda larga que custe até R$ 30 mensais.

“Dezesseis estados já aderiram a ele. A Bahia é um dos Estados que ainda não aderiu, portanto a população rural não terá esse benefício, o que pode prejudicar a expansão do serviço”, ressalta.

Artur Coimbra, concorda que houve um descompasso entre o crescimento do agronegócio brasileiro e a criação de política pública de banda larga para o campo. “Desde a privatização do setor de telecomunicações, o crescimento do agronegócio não foi acompanhado de uma política pública direcionada à área rural. Apesar disso, muitos provedores de acesso à Internet, na maior parte das vezes de porte regional e utilizando tecnologias sem fio, ocuparam parcialmente esse mercado, oferecendo conectividade para muitos domicílios rurais”, afirma.

IDG Now!:Múltipla utilidade: 28 conselhos "eternos" sobre tecnologia digital



Todos são tão verdadeiros hoje como eram há 2, 5, e, em alguns casos, até mesmo 10 ou 20 anos atrás.

A tecnologia nunca para de evoluir. O hardware fica mais rápido e os sistemas operacionais ganham novas características e (esperamos) mais sutileza. Esta é a lei natural da computação.

Mas só porque computadores são um grande exemplo de progresso evolucionário, isso não significa que certas máximas da computação chegarão um dia a sair de moda. 

Pegue, por exemplo, as pepitas de sabedoria da lista a seguir. Todas são tão verdadeiras hoje como eram há 2, 5, e, em alguns casos, até mesmo 10 ou 20 anos atrás.

Com vocês, os melhores conselhos da computação que já ouvimos. 

Em dúvida, reinicie

Se algo está errado com seu computador, não torça as mãos e comece a gritar para a tela. Apenas reinicie o sistema. Esse ato simples corrigirá muitos dos problemas. Quando seu computador reinicia, ele limpa todos os arquivos temporários da memória RAM e reinicia o sistema operacional. Isto apaga qualquer arquivo que possa estar atrapalhando o funcionamento de seu computador — e o sistema operacional inicia do zero e sem restrições por parte de qualquer coisa que o esteja afetando. Caso você deseje fazer estas coisas sem reiniciar, clique em Iniciar, depois Executar, e escreva%temp% na linha de comando.

Espere que sua bateria o desaponte

É a pura e simples Lei de Murphy: seu laptop ou tablet irá descarregar no momento que você mais precisar dele. É a vida. Sempre leve seus carregadores com você e, se possível, invista em baterias secundárias e de backup.

Solucione seus problemas através do Crowdsource

A possibilidade de que os recursos de ajuda na página do fabricante de seu dispositivo não abordem seu problema exato é bem alta. Mas, se você informar a mensagem de erro ou descrever problema no Google ou em fóruns especializados, inevitavelmente encontrará informações úteis vindas de pobres almas que tiveam o mesmo problema.

Faça cópia de tudo

Nunca seja pego com apenas uma cópia de qualquer coisa que você deseja manter. Sempre faça cópias de segurança de seus dados, e então faça cópias de segurança das cópias de segurança. Considere fazer cópias para um dispositivo externo e para um serviço de armazenamento na nuvem. É uma boa ideia manter as partições de sistema e de dados separadas—copie sua partição de dados diariamente, e faça cópias de sua partição de sistema (o Windows e seus programas instalados) pelo menos uma vez a cada trimestre.

Lembre que dispositivos móveis são seus amigos

É muito fácil perder os discos de recuperação que acompanham um novo computador, então mantenha um dispositivo USB com o software de recuperação instalado no caso de algo ruim acontecer. Guarde-o em um lugar seguro, um lugar fácil de lembrar. E nesse mesmo lugar, mantenha cópias eletrônicas e impressas de todas as suas chaves de software.

Busque o modelo do ano passado para ter um preço mais acessível

Fabricantes de tecnologia sempre cobram mais alto pelo hardware mais novo e melhor — e você, tipicamente, não precisa realmente do processador mais rápido do mundo, ou da melhor placa de vídeo ou tecnologia de transferência. Então, faça um favor a si mesmo e considere comprar hardware que foi o topo de linha durante o ciclo de fabricação anterior. Eles provavelmente terão sofrido grandes cortes de preço, mas ainda serão perfeitamente capazes e cheios de desempenho.

Evite a garantia estendida

Não seja uma vítima. Garantias estendidas foram criadas para alimentarem-se de seu medo de que o hardware que acabou de comprar já está no fim de sua vida útil. A partir de uma perspectiva de retorno de investimento, garantias estendidas quase nunca valem a pena – exceto para as empresas que as vendem.

Leia o manual

Você poderá se surpreender com o que pode aprender ao ler os manuais de usuário. É natural simplesmente pular esta parte e começar a fazer as coisas que você espera que um dispositivo ou aplicativo faça. Mas descobri que ao ler o manual posso aprender as características e as funções que eu não sabia que existiam. Ler o manual pode aumentar o benefício que você obtém a partir de seu dispositivo, e o fará sentir-se bem melhor em relação à compra do mesmo,

Considere o custo total de propriedade

Esta máxima se aplica geralmente a compras de impressoras e celulares subsidiados. Caso você tenha a intenção de fazer muitas impressões, observe o custo e eficiência dos consumíveis, isto é, tinta ou toner. E se você estiver interessado em um novo plano de smartphone, considere o que você pagará mês a mês... a mês... a mês...

Resista à compra impulsiva

Para um geek de tecnologia nada é mais perigoso do que percorrer os corredores de uma loja com produtos a mostra. Se você for comprar um novo brinquedo em pessoa, certifique-se de fazer uma pesquisa antes. Não se deixe influenciar pelas elaboradas ações dos vendedores e arme-se com conhecimentos profundos sobre o produto. Além disso, sempre peça ao varejista para bater o preço mais baixo encontrado na internet, se você puder encontrá-lo em seu próprio smartphone.

Atalhos de teclado: Use-os e ame-os

Você pode trabalhar de forma muito mais rápida (e parecer bem mais legal) ao dominar os atalhos do teclado para os programas, serviços e sistemas operacionais que utiliza diariamente. Para aprender esses atalhos, verifique os vários artigos da PCWorld contendo atalhos de teclado para todos os principais sistemas operacionais e para muitos aplicativos populares. 

Faça você mesmo

Em muitos casos, montar seu próprio computador pode ser uma proposta mais barata do que comprar um sistema pré-fabricado — e mesmo não sendo mais barato, montar seu próprio computador garante que você obterá a configuração mais adequada às suas necessidades. Isto é especialmente verdade para os computadores a serem utilizados em jogos. 

Mantenha seu software atualizado

As janelas de mensagens lembrando para atualizar seu software podem ser irritantes. Mas, lembre-se. Quase sempre é uma boa ideia parar o que você está fazendo e clicar no botão “Atualizar agora”. Você obterá todas as funcionalidades que o software tem para oferecer, e também obterá pacotes de segurança vitais que podem proteger seu sistema contra falhas e perda de dados.

Utilize uma bandeja de mouse e teclado ergonômica

Você talvez não se dê conta da quantidade de tempo que passa em sua mesa. E essas horas de digitação e utilização do mouse se somam. A Síndrome de Túnel do Carpo e outras lesões por esforço repetitivo são um risco real para os trabalhadores da informática de hoje em dia, e podem custar muitas dores e perda de trabalho. Um pequeno investimento em combos ajustáveis e ergonômicos compostos por teclado e mouse, acompanhados de pesquisa sobre o posicionamento correto, podem salvá-lo de muitos problemas.

Codifique materiais secretos

Codifique qualquer arquivo que você não gostaria de compartilhar com um ladrão, incluindo e-mails. Meu programa preferido? TrueCrypt. Mas não se importe em codificar o dispositivo inteiro. Apenas crie um volume TrueCrypt e mantenha seus arquivos secretos lá.

Rotule seus carregadores

Sempre que você compra um novo dispositivo, você termina com um novo adaptador de energia. Eles se amontoam debaixo de mesas, por trás de computadores e em caixas no armário. É como se eles estivessem se multiplicando. É fácil se confundir no momento de saber qual adaptador vai em qual dispositivo, e é possível que você danifique seu equipamento ao utilizar o cabo de força errado. Então a primeira coisa que você deveria fazer após comprar um novo equipamento é rotular o adaptador de energia, pareando-o permanentemente com o dispositivo correto.

Esconda os cabos

A bagunça enrolada de cabos e fios debaixo de sua mesa só irá piorar – e você não compreenderá como atrapalha até tentar fazer uma faxina. Você pode aglomerar grupos de fios passando-os por tubos, ou juntando os mesmos com limpadores de canos ou pequenos pedaços de Velcro, e então utilizar clipes para juntar os fios aglomerados debaixo de sua mesa, ou em qualquer local onde fiquem fora de vista.

Conecte-se por fios quando quiser conectar-se

A Ethernet por fios sempre será mais rápida e mais confiável do que as redes sem fio. Se você faz algo regularmente em seu computador de casa (relacionado a trabalho ou diversão) que dependa de uma conexão web constante, poderá se dar melhor utilizando uma conexão de internet com fio. Conexões com fio são capazes de oferecer velocidades de transferência de dados bem mais altas e simplesmente não estão sujeitas aos vários fatores que podem interromper uma conexão sem fios.

Coloque seu roteador no meio da casa

Posicione seu roteador sem fios o mais perto possível do centro de sua casa. Esta ação pode auxiliá-lo a garantir que todos os dispositivos sem fios em seu lar estão dentro do alcance do ponto de acesso. Você também descobrirá que os sinais sendo emitidos de seu roteador são mais prováveis de alcançar seu destino se a antena estiver alguns metros acima do chão.

Mantenha os ladrões longe

Pessoas armazenam gigabytes de informações vitais em seus melhores dispositivos portáteis, e ainda assim raramente pensam sobre proteger seus dispositivos contra roubos e furtos. Uma das melhores coisas que você pode fazer é instalar um programa antirroubo com capacidades GPS em seu laptop, tablet ou celular. Se seu dispositivo sumir, o software irá bloquear o sistema operacional, relatar a localização do dispositivo por meio do GPS, e, em alguns casos, até mesmo capturar e enviar algumas fotos do ladrão.

Investigue falhas

Se seu computador falha frequentemente, o Monitor de Confiabilidade do Windows (Painel de Controle > Sistema e Segurança > Centro de Ações > Monitor de Confiabilidade) pode ajudar a isolar a causa. O utilitário mantém o registro de todas as falhas e avisos de hardware e software, organizando-o por data. Ao clicar em um registro, você poderá ver os detalhes completos do que aconteceu.

Atualize seus drivers

Confirme se você possui ou não os drivers mais recentes para a placa gráfica e a placa de som de seu computador. Desenvolvedores de jogos criam seus títulos utilizando as últimas ferramentas e funcionalidades das placas de vídeo. Se você estiver utilizando drivers mais antigos, sua placa de vídeo pode não estar à altura da tarefa de renderizar corretamente o jogo em sua tela.

Faça uma captura de tela

Capture a tela (ou tire uma foto e salve-a no Evernote) de todos os problemas ou travamentos estranhos que vir. Ter uma imagem pode ajudar e muito caso o problema se torne crônico e você precise de ajuda para corrigi-lo.

Utilize a autenticação multifatorial

A autenticação multifatorial significa simplesmente que para entrar em um serviço serão exigidas duas formas separadas de autenticação: algo que você conhece (tal como uma senha) e algo que você possui, tipicamente seu smartphone. Por exemplo, você pode habilitar a autenticação multifatorial para sua conta do Gmail. Fazer isto irá exigir que você esteja perto do seu smartphone sempre tentar logar em sua conta para que o serviço possa enviar um código alfanumérico único através de SMS. Tal combinação dificulta e muito que os hackers consigam invadir sua conta.

Modifique o SSID padrão de seu roteador

A coisa mais fácil que você pode fazer para melhorar a segurança de sua rede sem fio é modificar tanto o login quanto a senha de seu roteador para frases alfanuméricas únicas que apenas você conhece. Encontrar na internet o login e senha padrão para todos os roteadores disponíveis no mercado é algo muito fácil. Deixar seu roteador com as configurações padrões permite que qualquer um obtenha acesso a rede sem fio em sua casa ou pequeno negócio.

Evite “Redes WiFi Públicas Gratuitas”

A rede “WiFi Pública Gratuita” que você talvez veja listada em seu laptop Windows quando está em vários locais públicos é o resultado de um velho bug do Windows Xp que faz com que o sistema operacional defina uma rede de compartilhamento de dados ad hoc para computadores que estejam conectados caso ele não possa conectar automaticamente a uma rede sem fio confiável.

Conectar-se a essa rede ad hoc raramente é um perigo, mas ela também não lhe dará acesso à internet. E usuários maliciosos poderiam espiar a conexão e roubar informações valiosas de você.

Diga não aos cookies

Habilite a ferramenta Não Rastrear em seu navegador. Esta ferramenta enviará uma mensagem para as páginas que você visitar que elas podem instalar cookies em seu navegador para registrarem seus movimentos pela Web. A menos que você queira que isso ocorra, claro.

E a melhor dica de todas: descanse

De vem em quando, descanse dos eletrônicos. Fique 24 horas sem olhar para uma tela. É bom para seus olhos e isso reduz a chance de danos. 

Convergência Digital - Copa 2014: Telecom azeda o clima entre o governo Dilma e a FIFA


Copa 2014: Telecom azeda o clima entre o 
governo Dilma e a FIFA 


O Ministério das Comunicações tem uma 'bela encrenca'para resolver de forma a garantir que, em duas semanas, a estrutura de telecomunicações no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo, esteja pronta para o sorteio das chaves da Copa das Confederações, marcado para o dia 1º de dezembro. É preciso definir quem será o operador da rede de comunicações em um cenário em que o “contratante”, a FIFA, não está nem um pouco disposta a colocar o mão no bolso.

O prazo apertado apenas evidencia, no entanto, as complicadas negociações com a Federação Internacional de Futebol para a infraestrutura de telecom para os megaeventos de futebol - Copa das Confederações, em 2013 e Copa do Mundo, em 2014. A discórdia está nos acertos que permitem diferentes interpretações, aliada a resistência da FIFA em fazer qualquer desembolso.

Em princípio, a FIFA teria um acerto com a Oi, anunciada ainda em 2010 como a provedora oficial dos serviços de telecomunicações. A empresa entende, no entanto, que seu papel é limitado à prestação de serviços. A implantação das redes seria uma operação à parte. Também sustenta que o acerto com a Fifa está ligado apenas ao patrocínio oficial do megaevento.

“Uma coisa é a infraestrutura. Isso o governo tem que fazer. Eu tenho que entregar a capacidade de fazer essa infraestrutura falar, o que é diferente”, já declarou o presidente da Oi, Francisco Valim. Ao que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, rebateu: “A Oi quer que o governo dê a rede de graça.”

As origens do imbróglio podem ser traçadas até 2007, quando foram sinalizados os compromissos assumidos pelo Brasil para sediar o mundial. Entre as 11 garantias previstas, a última trata de infraestrutura de telecomunicações. Mas como não existe clareza sobre os valores envolvidos, as tratativas sobre como cobrir certos custos não têm definição até hoje.

Na tentativa de superar pelo menos parte do impasse, em abril, o Grupo Executivo da Copa (Gecopa) decidiu delegar à Telebras a tarefa de construir redes de fibras ópticas até os estádios, entre outros locais definidos como parte das Copas. Com isso, indicou que a estatal teria R$ 200 milhões para as obras.

No caso do sorteio no Anhembi, as fibras estão prontas. Para a Telebras e o governo, isso cumpre o previsto na Garantia 11 – um dos 11 compromissos firmados pelo Brasil para a realização dos eventos. Já para a operação e manutenção dessa infraestrutura, deveria haver um contrato específico.

Como a FIFA não quer pagar, Oi e Telefônica – que teriam também infraestrutura disponível – querem distância dessa 'divergência'. E como os recursos para a Telebras foram para a construção da rede, não é juridicamente possível à estatal assumir a operação com o mesmo dinheiro.

Não surpreende, portanto, que desde a última segunda-feira, 12/11, Minicom e Telebras já tenham feito três tensas reuniões sobre o assunto. O secretario executivo da pasta, Cezar Alvarez, resume assim a questão: “É um momento delicado. Não fica claro se a Oi foi contratada para o evento ou não.”

Mas se a questão do sorteio é premente por conta do prazo apertado, confusão semelhante acontece nos estádios. A Telebras começou a construir as redes em setembro e até aqui 69% das obras estão prontas – serão 95% até o fim do ano. O que faltará depende especialmente das construções e reformas nos estádios – de competência dos municípios, mas que estão - em sua maioria - atrasados.

G1 - Luva permite controlar o smartphone sem precisar tocar na tela


Pequenos gestos permitem atender a ligações e mudar de música.
BEARTek glove pode ser lançada no hemisfério norte por US$ 200.

Luva se conecta por meio de Bluetooth ao celular e,
por meio de gestos, controla o aparelho 

Uma empresa chamada Blue Infusion Technologies entrou com pedido de financiamento no site "Kickstarter" para lançar uma luva que controla os smartphones por meio de gestos. Deste modo, o usuário não precisa tocar na tela para usar os recursos do aparelho.

A luva, chamada BEARTek glove, tem como foco o inverno nos países do hemisfério norte, evitando que os usuários tenham que tirar as luvas para usar seus smartphones no frio e na neve.

Por meio de movimentos dos dedos, os usuários podem controlar funções básicas do celular como antender e encerrar ligações, trocar de música, aumentar o volume e avançar o vídeo sem precisar tirar as luvas.

A empresa pede US$ 50 mil dos internautas para colocar as luvas no mercado. Faltando 29 dias para o fim do período de doações, a companhia já recebeu US$ 7,6 mil. As luvas serão vendidas por cerca de US$ 200.

INFO: A rua ficou inteligente



Avenida 23 de maio, em São Paulo: carros
automáticos diminuiriam colisões

São Paulo - Pesquisas para criar ruas automatizadas com carros inteligentes capazes de viajar de um ponto ao outro sem motorista não são exclusividade de grandes companhias inovadoras, como o Google, ou universidades nos Estados Unidos e Japão.

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistema Embarcados Críticos (INCT-SEC) prevê a criação de carros e ruas inteligentes com tecnologia brasileira.

O Instituto trabalha em conjunto com várias universidades para desenvolver soluções inteligentes para o trânsito. Leandro Villas, doutor em Ciência da Computação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), trabalha em parceria com o INCT-SEC numa pesquisa de redes veiculares.

Este projeto pretende, por meio de sensores instalados nos veículos e nas pistas, capturar e interpretar as informações do trânsito em tempo real e auxiliar o motorista a tomar certas atitudes. Por meio de comunicação sem fio, o computador de bordo do carro pode ter acesso instantâneo às informações de tráfego e conversar com os sistemas de outros veículos de forma que, as decisões cabíveis a determinadas situações, como frear, desviar ou aumentar a velocidade sejam mais inteligentes e eficientes que as tomadas por um motorista humano. Na prática, isto pode permitir criar carros que dirigem sozinhos pelas ruas.

Leandro explica que, com os avanços em tecnologia da informação e comunicação, os interesses em colocar os veículos em uma rede inteligente têm aumentado. “A tendência atual é prover veículos e estradas com recursos que tornam a infraestrutura de transporte mais segura, mais eficiente e o tempo dos passageiros na estrada mais agradável” afirma o pesquisador. O uso dessa tecnologia evitaria acidentes e, numa grande cidade, permitira que os carros se deslocassem de forma mais organizada, diminuindo o trânsito.

Para que o sistema dos carros seja mais seguro, é necessário que eles recebam informações, em tempo real, sobre congestionamentos, acidentes, condições perigosas das estradas, condições meteorológicas e localização de estacionamentos, postos de gasolina e restaurantes. À medida que os veículos forem integrados com sistemas inteligentes, o trânsito também se torna mais eficiente.

“Desta forma, podemos aumentar a capacidade da rede rodoviária, reduzir a poluição e os congestionamentos, além de tornar o tempo e o percurso da viagem mais previsível”, acrescenta.

O pesquisador também lembra que as redes veiculares possuem um enorme potencial na redução de custos gerados por conta do intenso tráfego nas cidades. Um estudo de 2008, conduzido pelo Ph.D. em economia Marcos Cintra, mostrou que o custo do congestionamento na cidade de São Paulo foi de aproximadamente R$ 33,5 bilhões. Deste valor, 85% do custo está associado ao tempo perdido no trânsito.

Leandro Villas acredita que o desenvolvimento dos sistemas de transportes inteligentes podem reduzir estes custos, ao fornecer informações atualizadas e dinâmicas relacionadas às condições do tráfego. Além disso, estes sensores também podem diminuir o número de acidentes nas estradas.

Até o momento, as soluções foram testadas somente em simuladores. Porém, como lembra o doutor, em breve (talvez em 2013) certamente essas soluções serão testadas na prática. Os mesmos sensores estão sendo implantados em pontos específicos para o estudo.

O Rio Monjolinho, na cidade de São Carlos, por exemplo, possui dispositivos que alertam o corpo de bombeiros sobre risco de enchentes. Desta forma, os mesmos sensores podem, em um futuro breve, avisar os motoristas com antecedência o momento ideal para se trafegar nas marginais.

Ao ser questionado sobre parcerias com concessionárias ou montadoras, Villas afirma que por enquanto não há conversas com as fabricantes, mas que em breve pretende estabelecer uma parceria com a AutoBan, que administra estradas do interior paulista.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Folha: Câmara adia votação do Marco Civil da Internet



O presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou nesta terça-feira (13) que a votação do Marco Civil da Internet, que estava na pauta de hoje, foi adiada.

O texto do Marco Civil da Internet estabelece princípios gerais para a internet brasileira, como liberdade de expressão, proteção à privacidade e a dados pessoais.

Segundo Maia, os líderes partidários só chegaram a um acordo para a votação da MP 576/12, que cria a EPL (Empresa de Planejamento e Logísitica (EPL). Com isso, as outras votações previstas para hoje ficaram para quarta.


Além do Marco Civil, também estavam na pauta a aprovação do novo Código Brasileiro da Aeronáutica e a criação de novos tribunais regionais federais. A pedido dos líderes, também serão votados hoje o projeto que cria o adicional de periculosidade para vigilantes privados e a proposta que discrimina os impostos na nota fiscal.

Elaborado em 2009 pelo Ministério da Justiça, o projeto do Marco Civil foi à Câmara em 2011. Se aprovado, vai ao Senado.

O conceito de neutralidade de rede é um dos pontos mais polêmicos. Numa rede neutra, é proibido dar preferência para um pacote de dados em detrimento de outro --por exemplo, atrasar o download de arquivos e melhorar o acesso a um portal.

Segundo o texto do relator Alessandro Molon (PT-RJ), a rede neutra é obrigatória e eventuais exceções deverão ser regulamentadas por decreto do Executivo. Eduardo Levy, presidente-executivo do Sinditelebrasil, defende que diferentes serviços possam ter tratamentos diversos.

Há polêmica até em relação a quem regulamentará as exceções à neutralidade. Para o relator, a tarefa não deve ir para a Anatel. O ministro Paulo Bernardo quer envolver a agência reguladora.

Há ainda dúvidas sobre se o Marco Civil abarcaria a pirataria. O texto diz que o provedor não é responsável pelo que é postado na rede e que a retirada de conteúdo só ocorre após decisão judicial.

Uma mudança no texto passou a explicitar que a pirataria não é regulada pelo Marco Civil. O assunto será tratado na nova Lei de Direitos Autorais, ainda em discussão pelo governo.

O direito à guarda dos registros de acesso e aplicações é outro ponto que causa divergência. Esses dados indicam por quais páginas o usuário circulou e podem servir para fins comerciais.
O texto diz que esses dados só podem ser guardados pelos próprios sites e portais, mas há uma demanda para que provedores que conectam o usuário à internet também armazenem os dados.