sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Olhar Digital: Nenhum brasileiro ficará sem TV digital, promete governo














Em 2018 o sinal televisivo analógico terá sido desligado e, em seu lugar, estará em operação a transmissão digital. Isso significa que todas as TVs analógicas se tornarão inúteis, a menos que seus donos comprem adaptadores. A situação, que poderia deixar muita gente sem programação televisiva no Brasil, não preocupa o governo, que aposta: todos serão atendidos (mesmo que ainda não se saiba como).

"Existe um compromisso assumido pelo governo de que nenhum domicílio que tenha acesso ao sinal aberto e gratuito da TV ficará sem o sinal, após o desligamento do sinal analógico", garantiu o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista ao Olhar Digital.

Havia a intenção de antecipar o desligamento da TV analógica para 2015, mas, para isso, o MiniCom teria de subsidiar 8 milhões de TVs digitais para a população de baixa renda. Mesmo que o corte tenha sido fixado para 2018, o que dará mais tempo a quem precisa se adaptar, ainda há uma preocupação com os que não têm como pagar por um aparelho novo.

Essas e outras questões foram respondidas pelo ministro em uma pequena entrevista que você pode conferir abaixo:

Olhar Digital: Os brasileiros estarão prontos para o desligamento da TV analógica, em 2018?

Paulo Bernardo: Existe um compromisso assumido pelo governo de que nenhum domicílio que tenha acesso ao sinal aberto e gratuito da TV ficará sem o sinal, após o desligamento do sinal analógico. Estamos empreendendo todos os esforços necessários para garantir uma transição segura e tranquila para a TV digital, pensando, inclusive, nas situações das famílias que não terão condições financeiras para custear integralmente um set-top-box para ligarem às suas TVs analógicas.

Quando o desligamento estava previsto para 2015, o governo iria subsidiar 8 milhões de TVs digitais para não deixar a população de baixa renda sem sinal. Com o prazo esticado para 2018 o plano se mantém? Há outra forma de incentivo em estudo?

O desligamento estava previsto para 2016, e todas as emissoras iriam desligar de uma vez só. O governo entendeu que seria melhor realizar um desligamento gradual, como foi feito em outros países. Por isso, o prazo foi alterado para que o desligamento ocorra entre 2015 e 2018. A antecipação do desligamento para 2015 ocorrerá apenas nas cidades onde for necessário para licitar a faixa de 700MHz. A política de subsídio para população de baixa renda ainda está em fase de estudos no MiniCom.

Há possibilidade de adiar o desligamento para além de 2018?

O governo trabalha com o que foi definido pelo decreto n.º 8.061/2013, prevê o desligamento gradual entre 2015 e 2018.

As operadoras estão satisfeitas com este prazo?

O retorno que temos recebidos dos radiodifusores tem sido satisfatório.

A partir de 2018, o Brasil terá duas faixas voltadas exclusivamente ao 4G, há garantia de que os fabricantes atenderão às duas? Se eles preferirem adotar somente a dos 700 MHz (padrão em muitos lugares do mundo), a de 2,5 GHz pode ficar esvaziada?

Não há risco de que a faixa de 2,5 GHz fique “esvaziada”. A faixa foi licitada em junho de 2012, tendo sido estabelecidas abrangentes metas de cobertura para as empresas vencedoras da licitação. Tais metas continuarão existindo, independentemente da licitação de outras faixas de radiofrequência para a prestação de serviços de quarta geração. Além disso, as duas faixas possuem características diferentes, com naturezas complementares. Assim, enquanto a faixa de 2,5 GHz tende a ser mais utilizada em grandes cidades, a faixa de 700 MHz tende a ser usada mais em regiões com menor densidade populacional, em função de sua capacidade de cobertura que é maior.

Caso o esvaziamento aconteça, há alguma chance de o governo dar outra destinação à faixa de 2,5 GHz?

No momento, o governo não cogita dar outra destinação à faixa de 2,5 Ghz, porque, como dito, tanto esta faixa quanto a de 700 MHz estão destinadas para a prestação de serviços móveis de 4G.

Fonte: Pereira, Leonardo . "Olhar Digital: Nenhum brasileiro ficará sem TV digital, promete governo." Olhar Digital: O futuro passa primeiro aqui. http://olhardigital.uol.com.br/noticia/nenhum-brasileiro-ficara-sem-tv-digital-promete-governo/37175 (accessed August 30, 2013).

2i2p : Participação 2.0

2i2p : Participação 2.0:



Participação 2.0 refere-se ao uso da Internet e das tecnologias de mídia social para envolver os cidadãos com o governo. Nos Estados Unidos, iniciativas de engajamento público em nível federal tem recebido maior atenção, contudo, na maioria das vezes, os cidadãos não se dirigem a uma agência federal para discutir suas preocupações. A maioria deles se preocupa com assuntos do governo local – eles querem ser ouvidos e incluídos em processos de decisão em sua vizinhança.

Ferramentas da web 2.0 permitem o desenvolvimento do Governo 2.0, definido como o uso de aplicativos de mídia social para aumentar a participação, transparência e a colaboração interinstitucional no setor público. Por sua vez, o Governo 2.0 está dando origem à Participação 2.0.

No núcleo dos processos de Participação 2.0 estão os canais de mídia social, que permitem interações bidirecionais entre agências governamentais e cidadãos. Com isso é possível postar comentários em blogs e Facebook Fan Pages, utilizar o Twitter para fornecer informações e notícias e utilizar conjuntos de dados públicos com outros aplicativos, como o Google Maps.

Organizações governamentais também estão desenvolvendo sites que permitem que os cidadãos identifiquem e alertem os gestores para problemas ou déficits em sua comunidade, como o CitySourced. Da mesma forma, hackers cívicos e entusiastas estão desenvolvendo aplicações que fazem uso de dados divulgados pelo governo, por exemplo, London Data Store, ou que estimulam o engajamento mais amplo na comunidade como Localocracy.

Alguns governos estão usando tecnologias de Participação 2.0 para envolver os cidadãos na identificação, organização, priorização e solução dos problemas que o governo não tem recursos ou conhecimento para resolver por si mesmo. A responsabilidade é, portanto, distribuída com os cidadãos que podem participar ativamente e ajudar a melhorar a vida cívica de suas comunidades.

Participação 2.0 compreende as seguintes atividades:
informar – provimento de trocas multidirecionais imediatas entre os cidadãos e o governo
consultar – recebimento e resposta a comentários, preocupações, solicitações e reclamações
incluir ou incorporar – envolvimento do público no processamento de informações, dando aos cidadãos maior influência sobre a tomada de decisão. Exemplo: projeto Wikiplanning ™ em San Jose, Califórnia
colaborar – envolvimento de um conjunto mais amplo e mais diversificado de moradores no trabalho de estabelecer bairros mais seguros, por exemplo.
empoderar – colocação do poder de tomada de decisão nas mãos do cidadão, sendo este o mais alto nível de participação dos cidadãos

Estudo de Caso SeeClickFix

O serviço estabelece um ciclo completo de feedback. Está integrado com os serviços de redes sociais Twitter e Facebook e oferece widgets baseados em mapas. SeeClickFix (SCF) alerta o governo local sobre o que deve ser consertado na comunidade. A motivação para criá-lo foi a falta de responsividade do governo local (no caso, New Haven, Connecticut). A ideia inicial foi desenvolvida por Ben Berkowitz e seu sócio. SCF se parece com FixMyStreet (Grã-Bretanha). Diferencia-se deste serviço pelo fato de que os alertas podem ser enviados para qualquer pessoa. Não se restringe aos Estados Unidos, e os usuários podem definir uma área de observação (Watch Areas).

O governo local recebe um e-mail padrão e pode (se quiser) submeter a questão ao departamento responsável para iniciar uma ordem de serviço. Outros cidadãos podem votar e comentar sobre os problemas relatados.


SeeClickFix (SCF) fornece aos governos locais ferramentas que podem ser conectadas diretamente a seu sistema de trabalho, individualizadas por departamento (obras públicas, parques e recreação, polícia, etc.ssim por diante). Assim que o status de um problema é mudado por um funcionário público, notificações são enviadas a todos os observadores na comunidade.

SeeClickFix não anuncia seu serviço, em vez disso segue um modelo de distribuição exclusiva. Ele oferece um widget web que pode ser incorporado em sites de jornais locais, sites locais de televisão, sites de vizinhança.

Usando jornais locais como um canal de distribuição permite aos cidadãos relatarem problemas em suas páginas de notícias locais diariamente.



Medindo o sucesso da iniciativa

Além do número de problemas relatados, o sucesso do site deve ser medido em relação ao grau em que governos estão respondendo a questões e em relação ao número de questões que são resolvidas e estão sendo relatadas no SCF como resolvidas.

Isso significa que o sucesso não diz respeito apenas à capacidade de responder e iniciar um processo de trabalho, mas também fazer os cidadãos saberem que suas queixas foram ouvidas e que o governo está disposto a criar uma relação bidirecional com os seus eleitores.

Fonte: MERGEL, Ines. Social Media in the Public Sector: A Guide to Participation, Collaboration and Transparency in The Networked World, 2013


Convergência Digital: Carteiros adotam smartphones no Brasil



Cerca de dois mil carteiros já estão utilizando os smartphones em 12 Estados - Goiás, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Piauí, na Bahia, no Mato Grosso do Sul, no Ceará e no Espírito Santo, além do Distrito Federal. além do Distrito Federal.

Esta primeira fase do projeto Mobilidade nos Correios abrange o serviço SEDEX 10 e está em processo de conclusão. Com o uso de smartphones, os carteiros irão atualizar em tempo real as informações sobre as entregas de encomendas.

Todos os smartphones utilizados pelos carteiros contam com mecanismos de segurança que bloqueia remotamente seu funcionamento em caso de furto ou roubo. Para a segunda fase do projeto, está previsto o uso da ferramenta para os demais serviços de entrega sob registro.

A previsão dos Correios é investir R$ 3 milhões até o fim do ano na implantação de sistemas, compra de software e tecnologia da informação. O valor também inclui o treinamento dos carteiros para se adequarem à nova tecnologia. A segunda fase do projeto está em processo de contratação e prevê a utilização da ferramenta para os demais serviços de entrega sob registro.

Fonte: "Carteiros adotam smartphones no Brasil - Convergência Digital - Internet Móvel 3G e 4G." Convergência Digital. http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34716&sid=17#.UiCfpDasj0s (accessed August 30, 2013).

G1: Projeto Educação mostra que internet tem etiqueta própria na hora de falar




Mesmo na internet, a escrita também precisa seguir algumas regras. A “netiqueta”, que seria as definições de comportamento dentro da grande rede, foi abordada pela professora Fernanda Bérgamo na reportagem de redação do Projeto Educação, nesta sexta-feira (30).

A etiqueta vai muito além do que apenas os atos educados do dia a dia, como ceder o lugar em um trem cheio ou segurar a bagagem de um passageiro que está em pé dentro de um ônibus. As regras do bom convívio também chegaram ao mundo virtual, principalmente em meios corporativos.

A coordenadora de merchandising Rafaella Barros trabalha em um shopping do Recife e sabe que a educação na internet é fundamental para ter sucesso nos negócios. “Em média, a gente recebe por dia 100, 150 e-mails. E é muito importante para definir prioridades o assunto do e-mail. Quanto mais claro, mais objetivo. E é o que vai definir qual a minha prioridade do dia”, comentou.

Não importa a quantidade de e-mails recebida por dia; as orientações são as mesmas na hora da escrita. A primeira é: evite o excesso de informalidade. “Ser um bom comunicador é considerar principalmente para quem você está escrevendo. A gente percebe algumas falhas na questão da escolha entre a formalidade e a informalidade desde o início do e-mail. Na saudação inicial, muitas pessoas consideram ‘prezado’ e ‘caro’ sinônimos, equivalentes, quando, na verdade, não são. Entre ‘caro’, que é querido, e ‘prezado’, que é uma formalidade necessária ao ambiente profissional, é preciso fazer a escolha dependendo do nível de intimidade que você tem com a pessoa que você se comunica”, destacou Fernanda Bérgamo.

 
Professora Fernanda Bérgamo deu dicas.

As regras para um texto informal, destinado a amigos, são bem distintas para um texto profissional. “O texto informal cabe os emoticons, as carinhas, o excesso de pontuação. Portanto, nada de colocar várias exclamações seguidas, de colocar emoticons no seu texto. Em e-mails não formais, posso me despedir com ‘cordialmente’, que é ‘de coração’. Se eu quero manter um nível de formalidade mais alto, é bastante adequado usar ‘respeitosamente’”, destacou a professora, que gosta de se despedir em e-mails com a palavra ‘atenciosamente’. “Ele está no meio termo entre a formalidade excessiva e uma informalidade que muitas vezes é desnecessária. Se despedir com ‘atenciosamente’, é sempre uma forma adequada na comunicação corporativa”, completou.

Os comunicadores precisam ter atenção também à falta de objetividade. No ambiente corporativo virtual, é preciso escrever textos curtos, diretos. “E-mail bom é aquele que cabe na tela do computador, e isso inclui desde a saudação inicial até a despedida. Há pessoas que escrevem demais, desnecessariamente. A objetividade é um respeito ao outro. Muita gente ainda começa e-mails ou mensagens oficiais com essa linguagem: ‘venho por meio desta informar’. ‘Por meio desta’ é desnecessário. Imaginemos que a pessoa substitua por ‘gostaria de informar’. A inadequação seria o uso do verbo no futuro do pretérito, porque quem gostaria não gosta. Então, seria mais interessante substituir por ‘quero informar’. Mas temos que lembrar que a objetividade pede para abrir mão de dois verbos e utilizar apenas um. Então, posso utilizar ‘informo’”, falou Bérgamo.

A professora ainda deu a dica de usar a primeira pessoa do plural, por ser mais moderno e generoso. “Atrás de toda atividade profissional há uma equipe. Então, para começar bem e ser adequado, use ‘informamos’ e, com muita objetividade, informe logo a seguir”, falou. A netiqueta também pede que não se use mais o recuo na primeira linha para indicar um novo parágrafo. Entre o término de um e o começo de outro, agora, usa-se um espaço duplo entre as linhas.

A etiqueta virtual trata de ainda de outro detalhe importante: a falta de atenção. Uma mensagem não pode ficar sem resposta. “Essa falta de atenção às vezes se dá também porque muitas pessoas não respondem as mensagens que recebem. E é preciso responder, mesmo que a resposta seja ‘não sei’ ou ainda ‘estou fazendo uma pesquisa para responder prontamente’. Mas o seu interlocutor merece uma resposta”, finalizou a professora.

Fonte: "G1 - Projeto Educação mostra que internet tem etiqueta própria na hora de falar - notícias em Vestibular e Educação." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/pernambuco/vestibular-e-educacao/noticia/2013/08/projeto-educacao-mostra-que-internet-tem-etiqueta-propria-na-hora-de-falar.html (accessed August 30, 2013). 

IDG Now!: Smartphones, conheçam a nova criptografia quântica "inquebrável"



Pode ser que em breve chegue um momento em que informações secretas quase indecifráveis possam ser transferidas diretamente para o seu smartphone.

Pode ser que em breve chegue um momento em que informações secretas quase indecifráveis possam ser transferidas diretamente para o seu smartphone.

Não, não estamos falando sobre aparelhos carregados com chaves GPG ou aplicativos de autenticação de dois fatores, mas sobre a avançada ideia por trás criptografia quântica: a tecnologia de comunicação extremamente segura, capaz de bloquear mensagens muito mais firmemente do que a Lavabit jamais poderia fazer.

Depois de anos sendo relegado sozinho aos laboratórios ópticos, os pesquisadores da Universidade de Bristol dizem ter desenvolvido uma maneira de enviar informações criptografadas quanticamente para dispositivos portáteis a partir de um servidor central.

Atualmente, a criptografia quântica é o maior desafio. Para usá-la, duas pessoas precisam de computadores perfeitamente alinhados capazes de controlar e modificar partículas individuais de luz (fótons), de acordo com o MIT Technology Review.

Similar à maneira que a criptografia convencional funciona atualmente, as partículas de luz transmitem a chave que o outro lado deve descifrar. Se as duas máquinas estão mal alinhadas ou as partículas de luz mudaram significativamente a medida que são transmitidas entre cada uma das partes, então a criptografia não funcionará.

A equipe da Universidade de Bristol, no entanto, disse que a criptografia quântica não tem que ser tão difícil. Em vez de trocar partículas de luz perfeitamente afinadas com alguns equipamentos de alta tecnologia, apenas uma das partes precisa fazer todo o trabalho pesado para trocar as chaves.


Do Technology Review:

Na nova técnica, apenas uma das partes, digamos Alice, precisa ter a engrenagem quântica óptica, como uma fonte de fótons e etc. Alice cria os fótons e, então, os envia por uma fibra óptica comum a Bob - a outra parte.

Bob simplesmente modifica os fótons para codificá-los com informação depois de enviá-los de volta para Alice. Isso simplifica consideravelmente o equipamento que Bob precisa, e permite que se encaixe em um dispositivo portátil.

Tecnologia alucinante

Ao contrário da criptografia convenciona, onde os pares de chaves são criados através de problemas matemáticos complexos, a criptografia quântica se baseia no Princípio da Incerteza de Heisenberg - a base da mecânica quântica. O princípio da incerteza afirma que o mero ato de observar uma particula a modifica.

O vídeo acima, do documentário "derrotando os hackers" da BBC, mostra o básico.

"Criptografia quântica funciona, porque se qualquer um tentar interceptar o segredo criptografado, o mero ato de observar o segredo o modificará", disse Roger Grimes, da InfoWorld. "Não apenas o invasor falhará em obter o segredo, mas as pessoas autorizadas saberão que alguém tentou adulterá-lo."

Isso parece uma maneira incrível de manter dados secretos que inclusive poderiam impedir a NSA de espionar você, mas a criptografia quântica no dia a dia provavelmente ainda está a anos de distância.

Até que essa tecnologia alucinante chegue ao grande público, qualquer um que queira manter dados ou HDs seguros ficará melhor se aprender como usar as melhores ferramentas de criptografia atualmente disponíveis, como GPG e TrueCrypt.

Fonte: Paul, Ian. "Smartphones, conheçam a nova criptografia quântica "inquebrável" - IDG Now!." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/mobilidade/2013/08/29/smartphones-conhecam-a-nova-criptografia-quantica-inquebravel/ (accessed August 30, 2013).

2i2p: Participação e Internet

Participação e Internet:


A questão sobre o que constitui a participação política tem recebido considerável atenção de cientistas políticos. O debate tem-se centrado no que seja um ato válido de participação e como atos de participação podem ser classificados.

A Internet renovou o debate em ambas as frentes, porque a maioria das definições de participação amplamente aceitas foram formuladas na era pré-Internet. Por outro lado, uma corrente mais recente de estudos em e-participação parte do pressuposto de que as atividades on-line constituem um novo tipo de engajamento participativo.

Enquanto trabalhos empíricos iniciais se concentraram principalmente em comportamentos relacionados com as eleições de modo homogeneizado, trabalhos posteriores ampliaram o objeto de estudo para mostrar que ele é multidimensional, com atividades agrupadas de modos distintos, mas relacionados.

Saber se tipos menos ativos e instrumentais de engajamento político qualificam-se como formas de participação tornou-se crescente foco de debate na literatura. Alguns estudiosos rejeitaram explicitamente o que eles vêm como uma definição excessivamente reducionista da literatura clássica e defenderam a inclusão de uma ampla gama de “tipos de envolvimento passivos” na definição de participação, tais como participar de atividades cerimoniais ou de apoio ou prestar atenção ao que está acontecendo no governo ou na política.

Mais recentemente, Hirzalla e Van Zoonen (2011),[1] identificaram uma série de modos distintos de participação definidos por um mix de itens off-line e on-line. O trabalho sinalizou a possibilidade de que o ambiente online pode estar dando origem a um novo tipo de participação, sem uma participação off-line homóloga. Os autores identificaram um fator de “compartilhamento” definido principalmente por meio de atividades on-line (envio de e-mail, assinatura de e-petição e engajamento online, bem como discussão offline). Este achado tem ligações com os de Rojas e Puig-i-Abril (2009)[2] que identificam um modo de participação “e-expressivo” na Colômbia. Esta é uma forma de participação política que ocorre em blogs e redes sociais e gira em torno da “expressão pública de orientações políticas”.

Raquel Gibson e Marta Cantijoch (2013) analisam o conceito e mensuração de e-participação. Argumentam que um maior rigor teórico precisa ser introduzido no estudo desse fenômeno. Concluem que a e-participação pode ser diferenciada em grupos distintos de atividades inter-relacionadas, como é o caso da participação off-line.

A análise mostrou que os tipos de engajamento político off-line reemergem online. Integração parece estar ocorrendo entre os tipos de participação mais ativos e orientados, como entrar em contato com um político ou assinar uma petição: os indivíduos, basicamente, usam todas as ferramentas disponíveis para realizar a ação escolhida. No entanto, entre as formas de engajamento que são normalmente consideradas como mais passivas – consumo de notícias e ações expressivas –, há evidências de que o meio influi. Isso pode se dever ao fato de esses comportamentos terem uma qualidade mais ativa, coletiva e em rede no ambiente online. Postar uma opinião em um blog ou site de rede social, indiscutivelmente, permite fazer uma declaração pública mais imediata e potencialmente influente do que usar um distintivo na lapela.

Enquanto os resultados obtidos [pelas autoras] parecem confirmar que os esquemas de classificação off-line continuarão a funcionar na era da Internet, há sinais de que alguma revisão e possível expansão das categorias correntes podem ser necessárias, como vemos no caso da migração de tipos mais passivos de engajamento político para modos mais ativas de participação.


Fonte: GIBSON, Rachel; CANTIJOCH, Marta. Conceptualizing and Measuring Participation in the Age of the Internet: Is Online Political Engagement Really Different to Offline? The Journal of Politics, Southern Political Science Association, 2013. p. 1-16.

G1: No Brasil, Apple quer registrar termo 'startup' como marca há quase 3 anos



A Apple entrou com um pedido para registrar a marca “startup” na Austrália nesta terça-feira (27), o que vem gerando discussão no mundo da tecnologia. No entanto, a dona do iPhone –marca que no Brasil não pertence a ela, mas à Gradiente-- tenta há mais quase três anos registrar o termo no país como marca para diversos produtos e serviços.

Na empreitada australiana, a Apple tenta a exclusividade sobre o termo, habitualmente utilizado na descrição de empresas iniciantes de tecnologia, para dar nome a lojas, assistências técnicas e projetos de educação.

No Brasil, a Apple fez três pedidos para registrar “startup” como marca ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) em outubro de 2010.

A fabricante distribuiu nessas três demandas diversas modalidades de produtos e serviços que poderão levar o “startup”: serviços de varejo, softwares de computador, periféricos de computadores, celulares, aparelhos eletrônicos, serviços de instalação e reparo e consultoria em manutenção de hardware.

A lista não acaba aí. O pedido da Apple ainda compreende serviços educacionais, como apresentação de aulas, oficinas de trabalho, conferências e seminários na área de computadores e softwares e até “serviços de fornecimento de informação na área de educação”.

A lei de propriedade intelectual brasileira estabelece que só pode haver uma marca registrada para cada categoria de serviço ou produto. Com isso, outras empresas ficam inviabilizadas de registrar a mesma marca desde que atuem no mesmo segmento.

Por esse motivo, o Inpi não deu prosseguimento ao pedido da Apple para deter os direitos sobre “iphone”. A marca já havia sido registrada pela Gradiente em 2008, após ter entrado com o pedido em 2000.

Segundo reigstros do Inpi, a Apple não possui a exclusividade sobre a marca "iPad" para tablets no Brasil, mas tenta que o termo seja utilizado para roupas e acessórios.

A companhia entrou com o pedido para registrar "iPad mini" apenas em 8 de outubro de 2012, 15 dias antes do lançamento do aparelho em escala mundial.

Fonte: "G1 - No Brasil, Apple quer registrar termo 'startup' como marca há quase 3 anos - notícias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/08/no-brsil-apple-tenta-registrar-palavra-startup-como-marca-ha-quase-3-anos.html (accessed August 30, 2013).

INFO: EUA e Brasil não chegam a acordo sobre escutas


 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, participa 
de audiência na Comissão de Educação do Senado sobre 
inundação no Arquivo Histórico Nacional.

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na quinta-feira (29), em Washington, que propôs um acordo de reciprocidade com os Estados Unidos sobre interceptação de dados e que a proposta foi rejeitada pelos norte-americanos.

Segundo Cardozo, o governo dos EUA disse que não faria com nenhum país do mundo um acordo como o proposto. As justificativas norte-americanas são de que eles “atuam protegendo o mundo, têm um papel a cumprir e estão de acordo com sua legislação”.

O acordo previa, entre outros pontos, que caso algum órgão dos EUA quisesse dados oriundos do Brasil, precisaria solicitar a tribunais brasileiros.

Outra colocação de Cardozo foi que só fossem solicitados dados que pudessem provar comportamentos ilícitos das pessoas, excluindo o uso de informações para fins políticos e econômicos.

Segundo o ministro, o governo norte-americano está disposto a discutir alguns pontos do acordo, mas não se sabe quais. Cardozo ressaltou que aceita a manutenção do diálogo, desde que as conversas sejam objetivas, e esclareceu que as negociações não excluem uma iniciativa brasileira de levar o assunto a fóruns internacionais.

Fonte: "EUA e Brasil não chegam a acordo sobre escutas | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/08/eua-e-brasil-nao-chegam-a-acordo-sobre-escutas.shtml (accessed August 30, 2013).

INFO: Consumidores do nordeste serão indenizados, diz Aneel



São Paulo - O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, disse, na quarta-feira, 28, que as possíveis fragilidades no sistema elétrico que tenham causado o apagão na região Nordeste serão apuradas e os agentes responsáveis por falhas receberão sanções. Rufino esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, para reunião fechada com o presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Segundo o parlamentar, durante a reunião, o diretor da Aneel garantiu que os consumidores que tiveram prejuízos decorrentes da falta de energia serão indenizados.

Perguntado sobre se o fato de o incidente ter sido causado por um incêndio poderia isentar a culpa das operadoras, Rufino não quis adiantar uma avaliação. "O incêndio pode ter várias origens. Isso será objeto de uma apuração mais detalhada", afirmou. "Aconteceu uma falha. Agora, se a falha revela alguma fragilidade, alguma falha de operação, algum defeito de processo de restabelecimento da energia, isso será objeto dessa verificação que será feita", disse. 

Causas - O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) tem reunião extraordinária nesta quinta-feira pela manhã, no Ministério de Minas e Energia, para discutir sobre as causas do apagão. O Comitê é presidido pelo ministro Edison Lobão. Também devem participar da reunião o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim.

O ONS atribuiu o apagão à queimada feita em uma fazenda no Estado do Piauí, que teria provocado danos na rede de transmissão e interrompendo a energia por cerca de duas horas e meia, em média, nos nove Estados da região. O apagão de ontem foi o primeiro de grandes proporções no País em 2013. Porém, entre setembro e dezembro de 2012, uma série de blecautes deixou Estados inteiros sem energia.

Fonte: "Consumidores do nordeste serão indenizados, diz Aneel | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/ti/2013/08/consumidores-do-nordeste-serao-indenizados-diz-aneel.shtml (accessed August 30, 2013).

Gizmodo: Como os US$ 52,6 bilhões destinados a espionagem dos EUA foram divididos em 2013



Os documentos vazados por Edward Snowden ainda não acabaram, e cada vez que algo novo surge a história fica ainda mais nebulosa (ou cabulosa, se você preferir). Desta vez eles detalharam o orçamento de US$ 52,6 bilhões da NSA, CIA e outras agências de segurança, com objetivos, falhas, tecnologias, recrutamentos e outras informações dos programas de vigilância do governo dos Estados Unidos.

As novas informações foram divulgadas pelo The Washington Post, que não publicou todo o arquivo (que tem 178 páginas). Mas, para os interessados no assunto, o Post preparou uma tabela interativa com parte dos dados do “orçamento negro”. O orçamento da CIA e da NSA aumentou em 50% de 2004 para cá – a CIA conta com US$ 14,7 bilhões anuais previstos para 2013, enquanto a NSA tem US$ 10,8 bilhões. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA gastaram mais de US$ 500 bilhões em inteligência – mas agentes norte-americanos dizem que atingiram o principal objetivo, que é o de evitar outro ataque parecido em solo americano.

Na área de tecnologia de vigilância podemos ver como são algumas ações dos EUA. Aparentemente, a Coreia do Norte está rodeada de plataformas de vigilância norte-americanas, com sensores para monitorar a atividade sísmica e vasculhar possíveis atividades nucleares. No Irã, o aumento nos gastos com vigilância ampliou a análise de supostos sítios nucleares, enquanto postos de escuta na Síria monitoraram comunicações não-criptografadas de militares de alto escalão.

A imensa coleta de dados ao redor do mundo trouxe um problema para a NSA: ela tem informação demais, muito além do que consegue analisar. Há um projeto de gastar US$ 48,6 milhões em pesquisas para amenizar esse problema.

Os programas de vigilância mundial dos EUA estão cada vez mais conhecidos, mas é fato que ainda não sabemos de muita coisa do que agências como a NSA fazem. Os números são altos e impressionam mas não estamos na era com mais gastos em espionagem dos EUA. No pico da Guerra Fria, durante os anos 1980, o orçamento na área de inteligência chegou a US$ 71 bilhões (com valores corrigidos de acordo com a inflação). 

Fonte: JUNQUEIRA , DANIEL . "Como os US$ 52,6 bilhões destinados a espionagem dos EUA foram divididos em 2013." Gizmodo Brasil | Tech Lovers. http://gizmodo.uol.com.br/como-os-estados-unidos-dividiram-seus-us-52-bilhoes-destinados-a-espionagem-em-2013/ (accessed August 30, 2013). 

IDG Now!: Facebook anuncia mudanças na sua política de uso de dados



A rede social colocou em seu site hoje uma série de sugestões de mudança dos documentos que regulam as atividades dos usuários e o acesso a seus dados

Diz o ditado que "depois que a casa está arrombada não adianta botar tranca na porta". Mas nesse caso não tem como escapar e o Facebook anunciou hoje em seu site que está propondo atualizações em dois importantes documentos jurídicos que explicitam como a rede social coleta e usa os dados das pessoas que por ela circulam: a Política de Uso de Dados e a Declaração de Direitos e Responsabilidades.

A mudança nos textos acontece logo depois do site ter sido condenado por um tribunal americano a pagar uma multa de US$ 20 milhões por exibir dados dos seus usuários em anúncios. Os novos documentos têm a finalidade de estabelecer claramente aos usuários da rede social que o Facebook tem o direito de usar nomes, fotos de perfis e outros dados de seus membros para entregar anúncios em seu site.

Segundo o texto publicado no site e assinado pela CPO (Chief Privacy Officer, ou Diretora de Privacidade) do Facebook, Erin Egan, "como parte dessa proposta de atualização, revisamos nossa explicação sobre como os itens como seu nome, sua foto do perfil e conteúdo podem ser usados em conexão com seus anúncios ou conteúdo comercial para ficar claro que você está dando permissão ao Facebook para esse uso quando usar nossos serviços". 

O site informa que vai colher opiniões e sugestões dos usuários sobre os textos nos próximos sete dias antes de torná-los definitivos. Com mais de 1 bilhão de usuários, o site sabe que qualquer mudança pode gerar um grande barulho dentro de sua própria casa.

A mudança dos textos não é meramente voluntária, já que no acordo judicial assinado esta semana, o Facebook foi também intimado a mudar os documentos como forma de esclarecer melhor aos usuários sobre suas práticas e como seus dados são usados em publicidade.

Para ler as novas regras em português, visite a área de documentos oficiais do Facebook.

Fonte: Bassi, Silvia . "Facebook anuncia mudanças na sua política de uso de dados - IDG Now!." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/08/29/facebook-anuncia-mudancas-na-sua-politica-de-uso-de-dados/ (accessed August 30, 2013).

Olhar Digital: Spammers recebem US$ 200 milhões para atuar no Facebook



Como qualquer rede social, o Facebook está infestado de spammers, só que o site de Mark Zuckerberg hospeda um mercado enorme de mensagens indesejadas, que de tão organizado rende US$ 200 milhões por ano a seus participantes.

Os pesquisadores italianos Andrea Stroppa e Carlo De Micheli investigaram milhares de páginas no Facebook para chegar a essa soma, pesquisando por anúncios como "clique aqui para ganhar um iPhone" seguidos por links externos.

Em média, cada spam em páginas com cerca de 30 mil fãs custa US$ 13, enquanto os que são feitos em páginas com mais de 100 mil fãs saem por US$ 58, segundo o Guardian, que divulgou os dados do estudo.

Para fazer a conta, eles consideraram esses valores como extremos e que as páginas analisadas geraram 18 mil postagens por dia. Isso vezes a receita média por post - entre US$ 13 e US$ 58 -, vezes 365 dias do ano dá algo entre US$ 88 milhões e US$ 390 milhões. A média a que se chegou foram os US$ 200 milhões.

Stroppa e De Micheli também já se voltaram ao mercado alternativo que atua dentro do Twitter, em que os perfis falsos rendem até US$ 360 milhões (veja aqui). 

Fonte: "Olhar Digital: Spammers recebem US$ 200 milhões para atuar no Facebook." Olhar Digital: O futuro passa primeiro aqui. http://olhardigital.uol.com.br/noticia/37170/37170 (accessed August 30, 2013).

Olhar Digital: Projeto de veículo ultrarrápido entra em sistema colaborativo



Fundador da SpaceX e cofundador de empresas como Tesla Motors e PayPal, o americano Elon Musk é a mente por trás do Hyperloop, conceito de transporte ultrarrápido apresentado há alguns dias que poderia causar uma revolução. Agora, para dar andamento à ideia, ele colocou o projeto nas mãos de um site de trabalho colaborativo.

De acordo com o GigaOM, o Hyperloop passou a fazer parte do JumpStartFound, em que receberá ideias de várias pessoas para, quem sabe, sair do papel.

Em teoria, o veículo será movido a energia solar e unirá vagões encapsulados dentro de um tubo preparado para receber as condições ambientais necessárias para o deslocamento - que ocorreria de modo quase supersônico.

Quem, no JumpStartFound, der contribuições consideráveis, será recompensado com "pontos de aconselhamento" que depois são convertidos em royalties do projeto - caso ele seja viabilizado. O site também conta com uma plataforma de financiamento colaborativo, mas dificilmente o dinheiro necessário sairá de lá, porque é muito dinheiro.

Para testar o desempenho no trajeto de ida e volta entre Los Angeles e San Francisco (550 km), são estimados investimentos de US$ 6 bilhões para a construção de duas linhas de tubo. (Saiba mais sobre o Hyperloop.)

Fonte: "Olhar Digital: Projeto de veículo ultrarrápido entra em sistema colaborativo." Olhar Digital: O futuro passa primeiro aqui. http://olhardigital.uol.com.br/noticia/37160/37160 (accessed August 30, 2013). 

UOL: Projeto de lei nos EUA tornará crime 'cibervingança' de ex-namorados



Quem cometer ''cibervingança'' terá pena de até seis meses de prisão e multa de US$ 1.000 (R$ 2.358)

A publicação na internet de imagens pornográficas de ex-parceiros como vingança pode virar crime na Califórnia, nos Estados Unidos, de acordo com um projeto de lei proposto por um senador republicano.

De acordo com o "Huffington Post", o projeto de lei que criminaliza a "cibervingança pornográfica" – como são chamados os casos em que parceiros publicam sem permissão fotos explícitas do ex – propõe pena de até seis meses de prisão e multa de US$ 1.000 (R$ 2.358) para quem cometer o delito.

Na última terça-feira (27), a proposta foi aprovada pelo Senado estadual por 37 votos a um. O projeto ainda passará por revisão da Assembleia Legislativa da Califórnia antes de ser aprovado em definitivo.

O senador republicano Anthony Canella, autor do projeto, afirma que atualmente não há leis para combater esse tipo de crime ou outras "cibervinganças". "Infelizmente é uma tendência crescente e há muitas vítimas, muito mais do que eu poderia imaginar. Isso está destruindo a vida das pessoas", alertou.

Fonte: "Projeto de lei nos EUA tornará crime 'cibervingança' de ex-namorados - Notícias - Tecnologia." UOL Tecnologia: Notícias sobre internet, eletrônicos e inovações - Tecnologia. http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/29/projeto-de-lei-nos-eua-tornara-crime-cibervinganca-de-ex-namorados.htm (accessed August 30, 2013).

UOL: Como softwares de conversa online mudaram a vida das pessoas



Faz 10 anos que o Skype entrou em cena. O serviço de bate-papo por vídeo não foi o primeiro softaware a permitir que as pessoas fizessem ligações pela internet.

Mas ao possibilitar chamadas feitas diretamente de um computador para outro - e de graça -, o Skype ajudou a popularizar o conceito.

Tanto que hoje o Skype enfrenta diversos concorrentes, como o Google Hangouts, o Facetime da Apple, o BBM do do Blackberry, o Tanto e o Viber.

Mas nesse décimo aniversário do Skype, é importante refletir sobre o impacto que as tecnologias podem ter na vida das pessoas.

Avós e netos

Um exemplo é o casal Lu Yang e Hamid Sirhan. Quando os recém-casados, que vivem em Londres, decidiram ter um bebê, eles sabiam que os pais de Lu não conseguiriam vir para o parto e nem visitá-los frenquentemente.

Mas quando a recém-nascida Yasmina foi levada para casa, uma chamada de vídeo permitiu que os avós conhecessem a netinha, mesmo estando em Pequim.

"Nós falamos com eles todas as noites. E esse é o único jeito para que eles possam ver a netinha crescer", diz Yang.

"Eles não têm como pagar uma viagem para Londres no momento e a gente também não tem como ir para lá agora."

Yang afirma ainda que ela também usa essa tecnologia para propósitos mais sérios. Até recentemente, ela trabalhava para um instituição em Londres que ajudava jornalistas perseguidos em todo o mundo.

"Esse é o único jeito para entrar em contato com certos jornalistas de países com regimes repressivos", diz Yang.

"Eles podem ser mortos se tentarem entrar em contato conosco usando um telefone, para discutir uma matéria que eles estejam escrevendo, que normalmente são sobre crime e corrupção."

Doutores robôs

Essa tecnologia também vem sendo aproveitada na área médica.

O médico Maneesh Batra, do Hospital Infantil de Seattle, nos Estados Unidos, é um bom exemplo. Ele liga frequentemente para o Hospital Kiwoko, na zona rural de Uganda, para ajudar médicos locais.

Segundo ele, na hora de explicar procedimentos complicados, usar chamadas em vídeo é muito mais fácil do que tentar fazer isso por email ou por uma ligação comum.

Uma equipe de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), também nos EUA, está tentando ir um passo além com uma empresa chamada iRobot.

Eles criaram uma máquina que desliza pelos corredores de um hospital, permitindo que profissionais da saúde falem com pacientes em outros prédios. Para isso, um robô com uma tela de 38 centímetros, uma câmera e um microfone se conecta a um sistema de vídeo-conferência da empresa Cisco.

"De um lado, há população envelhecendo e uma crise sobre como fornecer cuidados médicos a essas pessoas. De outro, há a tecnologia robótica. Então, basta colocar essas duas coisas juntas e teremos algumas soluções", diz Jeff Beck, da Cisco.

'Unindo vidas'

A gigantes da tecnologia Microsoft comprou o Skype em 2011 por US$ 8,5 bilhões. E, como é de se esperar, o vice-presidente da empresa para o Skype, Mark Gillett, tem sua própria história favorita sobre como essa tecnologia pode "unir a vida das pessoas".

"Há cerca de um ano, vi alguns retratos em que as pessoas ligaram seus laptops em um projetor e (usaram o software) para unir a família e tirar uma foto", conta.

"Era uma família dividida na Coreia do Norte e na China. Eles jamas conseguiriam estar jutnos de outro jeito. Era uma representação visual e gráfica do poder que o vídeo tem de dissolver a geografia."

Abusos

Mas apesar de todos os benefícios, também uma lado negro no crescimeto da tecnologia de vídeoconferência.

No início dessa semana, um cadete australiano foi julgado e considerado culpado por usar o Skype para transmitir, para o computador do quarto de uns amigos, o momento em que ele e uma colega faziam sexo - sem que ela soubesse.

O caso fez com que o governo ordenasse uma revisão profunda de acusações de sexismo no Exército.

Também há inúmeros casos em que criminosos usam essa tecnologia para convencer jovens a posar em poses sugestivas e depois usar as gravações para chantageá-los e assim obrigã-los a continuar posando.

"O fato é que essas pessoas podem usar esse tipo de software e também meios para dificultar que eles sejam encontrados. Isso significa que pode haver abusos, em alguns casos, muito graves", diz John Carr, secretário do Comitê das Organizações Infantis para uma Internet Segura.

"É por isso que os pais precisam conversar com as crianças sobre o cuidado necessário sobre com quem eles conversam online."

Bênção

No entanto, ele afirma que a vídeo-conferência recentemente foi uma bênção para sua família.

Tudo começou quando sua filha que morava no Camboja ficou grávida e, junto com o marido, resolveu voltar para a Grã-Bretanha para ter o bebê. No entanto, o genro cambojado de Carr foi barrado na imigração britânica, e o casal voltou para o país asiático.

Assim, Carr não conseguiu estar presente no grande dia - mas um tablet o ajudou a não perder por completo o nascimento da neta.

"Com o Skype ligado no iPad, começamos a acompanhar tudo cerca de um minuto após a chegada de Ivy. Vimos quando ela foi colocada no peito da mãe, ainda estava ligada ao cordão umbilical."

"Alguns dos primeiros sons que Ivy ouviu foi o pai dela falando em khmer (idioma oficial do Camboja). E as corajosas parteiras todas chorando."

Fonte: "Como softwares de conversa online mudaram a vida das pessoas - Notícias - Tecnologia." UOL Tecnologia: Notícias sobre internet, eletrônicos e inovações - Tecnologia. http://tecnologia.uol.com.br/noticias/bbc/2013/08/30/como-softwares-de-conversa-online-mudaram-a-vida-das-pessoas.htm (accessed August 30, 2013).

G1: Redes sociais mudam a dinâmica da busca de empregos


 
Redes sociais ajudam trabalhador a arrumar um emprego.

O paulista Marcus Aurélio Kouyomdjian trabalhava em uma concessionária de veículos quando seu perfil profissional, postado na rede social LinkedIn, chamou a atenção de uma grande loja de produtos veterinários.

Ele não estava procurando emprego na época, 'mas quando veio o convite para o processo seletivo, pensei: Vou ver o que acontece', conta à BBC Brasil.

Marcus Aurélio acabou aceitando o novo emprego. E recomendou a seu filho mais velho, Pedro, que também levasse seu currículo às redes sociais. Pedro, um engenheiro de 25 anos, tampouco pensava em mudar de emprego, mas recebeu uma proposta interessante e acabou aceitando uma vaga como coordenador de obras.

As redes sociais estão trazendo mudanças às dinâmicas de busca de empregos, tanto para profissionais como os Kouyomdjian quanto para empregadoras, apontam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Para começar, o contato entre Marcus Aurélio e Pedro e as empresas que os contrataram só ocorreu graças às redes sociais. Nos EUA, esse fenômeno foi batizado de 'procurar emprego passivamente' ('passive job seeking') - ou seja, alguém que não estava ativamente atrás de um novo trabalho pode acabar aceitando uma oferta atraente que tenha a ver com seu perfil e seus interesses.

'As redes sociais quebraram paradigmas (no processo) de contratações', diz à BBC Brasil Milton Beck, diretor de soluções de talento da rede social profissional LinkedIn, que tem 13 milhões de usuários no Brasil e 238 milhões no mundo. A rede usa algoritmos para cruzar pré-requisitos de vagas disponíveis como perfil dos profissionais cadastrados, de acordo com sua experiência e características postadas online.

Segundo Beck, 70% dos usuários não estão no LinkedIn em busca de empregos, mas sim para manter-se visíveis, fazer contatos e participar de grupos de interesse.

'Eles já estão empregados, mas se surgir uma oportunidade de crescimento profissional, estão abertos a conversas. Antes das redes sociais, essas pessoas não estavam acessíveis em grande escala para as empresas que buscam contratá-los.'

Rapidez e padronização
Outra mudança, diz Marcelo Miguel Raffaelli Filho, diretor da consultoria Great Place to Work, é que 'a informação de vagas disponíveis e de candidatos interessados fica mais rápida': torna-se possível filtrar candidatos por formação acadêmica ou cidade onde mora, por exemplo.

'A padronização dos currículos também facilita a comparação dos candidatos; e temos mais qualidade e quantidade de informações disponíveis sobre eles, como cursos, conquistas profissionais e habilidades que muitas vezes não estão no CV impresso. É uma via de mão dupla: o candidato passa a ter (acesso) a mais conteúdo sobre as empresas', agrega Raffaelli.

E não é só no LinkedIn. Algumas empresas e recrutadoras buscam informações dos candidatos em outras redes, como Facebook, Google+ e Twitter, ou criam páginas de carreiras no Facebook como um ponto de contato com potenciais novos funcionários.

Um levantamento de abril do grupo Society for Human Resource Management, nos EUA, mostrou que 77% das empresas pesquisadas relataram usar cada vez mais as redes sociais para recrutar funcionários.

Dicas

Como, então, aproveitar o potencial da rede para melhorar sua exposição e seus contatos profissionais? Veja o que sugerem especialistas consultados pela BBC Brasil:

Manter o perfil atualizado e com o máximo de informações relevantes. 'É bom ser detalhado - isso ajuda headhunters a identificar bons candidatos em potencial', diz Giuliana Tranquilini Hadade, da empresa de recrutamento GNext.

No caso do LinkedIn, 'quanto mais detalhado o perfil, melhor será entendido pelos algoritmos, que poderão fazer o melhor cruzamento entre o perfil e as vagas adequadas', diz Beck. 'E o perfil não é apenas um currículo: permite detalhar resultados obtidos em trabalhos anteriores, anexar vídeos, apresentações ou palestras feitos pelo profissional e mesmo grupos de interesse e causas que ele defende.'

Beck também sugere ilustrar o perfil com uma foto - de ar profissional, é claro. 'A foto torna as pessoas mais tangíveis, o que aumenta sua possibilidade de se conectar com outras.'

Limite seus contatos a quem te interessa. Para Beck, não adianta usar redes profissionais para seguir um grande número de pessoas e empresas indiscriminadamente. 'Siga empresas e grupos que te interessam e pessoas que você conhece. Caso contrário, vai se desviar (de seus objetivos)', diz.

Segundo Raffaelli, da Great Place to Work, isso significa também se relacionar com empresas que você admira e com as quais se identifica - essa aproximação pode, em algum momento, se converter em oportunidades profissionais.

Prepare-se para a entrevista. Para Hadade, as redes sociais não substituem o contato cara a cara. 'A rede social é um filtro inicial. Mas a entrevista permite conhecer o candidato e seus valores', diz ela.

Bom senso, sempre. Muitas empresas de RH dizem que se limitam às redes sociais profissionais e ficam longe de redes de caráter mais pessoal, como o Facebook, quando o assunto é avaliar seus candidatos. 'Respeitamos a privacidade dos candidatos', diz Raffaelli, da Great Place to Work. Outras usam Facebook e Twitter para conhecer melhor as pessoas que querem recrutar.

Seja como for, é importante lembrar que o que postamos online pode ser acessado por empregadores em potencial, diz Hadade. 'Hoje, o que colocamos na internet é como uma tatuagem, que nos acompanha pela vida. É bom ser verdadeiro e transparente, mas também ter bom senso quanto a o que pode te prejudicar profissionalmente.'

Indicações
Claro que a rede não traz só vantagens: muitos podem receber abordagens inconvenientes ou ofertas de vagas que não têm a ver com seus rumos profissionais. E, mesmo antes das redes sociais, já proliferavam sites de empregos e RH.

E, ainda que a internet seja cada vez mais usada para recrutamento, para o engenheiro Pedro Kouyomdjian, 'ainda não tem nada igual às indicações pessoais'.

'Mas as redes sociais são boas para você se manter no mercado. Quando precisar, alguém pode ter ouvido falar de você e visto seu perfil online.'

Seu pai, Marcus Aurélio, já trocou o emprego que conseguiu pelas redes sociais por outro, de consultor de vendas corporativas de veículos, obtido graças à sua rede pessoal de contatos. Ele acha que a web é muito boa para fazer 'networking' e torná-lo mais visível no mundo corporativo. 'Mas não dá para depender só dela.'

Fonte: "Economia - Redes sociais mudam a dinâmica da busca de empregos." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/08/redes-sociais-mudam-a-dinamica-da-busca-de-empregos.html (accessed August 30, 2013).