segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Convergência Digital: Software 100% nacional ajuda antecipar diagnóstico de osteoporose



Professores e alunos dos cursos de Odontologia e Ciência da Computação do Campus de Cascavel - Universidade Estadual do Oeste do Paranáda (Unioeste), desenvolveram um software para avaliação da microarquitetura óssea através da radiografia odontológica digital, que permite avançar no diagnóstico precoce de casos de osteoporose.

Intitulado "BmA-DDX - Bone Microarchitecture by Dentistry Digital X-RAY", o software desenvolvido pelos alunos e professores da Unioeste, "permite a avaliação da densidade óssea de pacientes por profissionais da área da saúde, principalmente cirurgiões dentistas e gestores de sistemas de saúde, a partir de amostras coletadas de radiografias dentárias panorâmicas digitais", explicou a professora Adriane Togashi, coordenadora do projeto que resultou na solução tecnológica. 

A perofessora explicou ainda, que após analisar as amostras recolhidas nas regiões do corpo e do ramo mandibular de imagens radiográficas, aplicando técnicas de processamento de imagens para classificar a densidade óssea do paciente como normal ou anormal. Constatada eventualmente alguma anormalidade, o paciente é encaminhado para exames complementares, que permitem um diagnóstico precoce de casos de osteoporose.

O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) já concedeu o registro do BmA-DDX - Bone Microarchitecture by Dentistry Digital X-RAY, para o NIT- Núcleo de Inovações Tecnológicas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O pedido depositado junto ao INPI em 5 de dezembro de 2012, teve a concessão do registro em dezembro de 2013, conforme publicado na Revista de Propriedade Industrial (RPI) nº 2240. 

Segundo o coordenador geral do NIT, professor Camilo Morejon “o software representa a mais nova conquista da Unioeste na área de inovação tecnológica, e a exemplo dos outros produtos tecnológicos desenvolvidos na Unioeste, o desafio será a inserção deste produto tecnológico no mercado”.

O produto tecnológico foi desenvolvido pelos professores e alunos dos cursos de Odontologia e Ciência da Computação da Unioeste do Campus de Cascavel, sendo eles: profª Adriane Yaeko Togashi, profº. Adair Santa Catarina e os alunos, hoje graduados, Lucas Batistussi e Guilherme Coelho.

*Com informações da Unioste.

Folha de S.Paulo: Marco Civil da Internet continua no limbo


Quem ligou na TV Câmara na última quarta para ver a anunciada votação do Marco Civil assistiu a um triste espetáculo. A única votação foi se o projeto deveria ser votado ou não. Deu não. A expectativa era outra: um acordo tinha sido firmado assegurando a votação (e aprovação) do projeto.

As sucessivas postergações do Marco Civil são péssimas para o país. Com as revelações do caso Snowden, o Brasil resolveu dar uma cartada ambiciosa no plano internacional. Apesar de ter perdido espaço grande em política externa, o país resolveu recuperar terreno justamente no campo da internet. Convocou para abril uma conferência internacional em São Paulo, em parceria com a Alemanha, para discutir a regulação global da rede. A ideia é ocupar o espaço perdido pelos EUA.
Só que, do jeito que a coisa anda, abril vai chegar e o país não terá nada a mostrar. O Marco Civil é tido (inclusive no exterior) como boa resposta à espionagem americana: uma lei feita a partir da sociedade, protegendo a privacidade, a neutralidade da rede e a importância da internet para a cidadania. Mas, desde que chegou ao Congresso, vem sendo descaracterizado. A privacidade foi abalada por um artigo que manda guardar todos os "metadados" de acesso dos usuários brasileiros. E a neutralidade está também em risco.

Mesmo assim, o saldo do projeto ainda é positivo, mas prestes a se tornar negativo.

Só que isso não é desculpa. Nossos representantes precisam fazer seu trabalho: votar o Marco Civil nem que seja para rejeitá-lo. Do jeito que está, o Congresso sinaliza para o país que a internet não tem qualquer prioridade.

JÁ ERA
Conexão à rede por cabo ethernet

JÁ É
Conexão por wi-fi

JÁ VEM
Conexão por li-fi, pulsos de luz que transmitem informação

COMPUTERWORLD: Operadora de moeda digital Bitinvest lança serviço no Brasil


A startup é comandada pelo empreendedor Flavio Pripas (Fashion.me) e quer intermediar transações e investimentos com moeda digital localmente

O mercado de Bitcoin, a moeda digital que vem causando cada vez mais barulho no mundo, já movimenta mais de US$ 11,5 bilhões globalmente. E agora deverá agitar o mercado financeiro local com o lançamento daBitinvest, a mais nova exchange de moedas digitais que acaba de iniciar suas operações no Brasil.
Comandada pelo empreendedor Flavio Pripas (fundador do Fashion.me) a empresa vai intermediar a compra e venda de Bitcoins no país e também atender compradores e vendedores que pretendam investir e armazenar suas moedas digitais. A startup Bitinvest escolheu o Brasil pelo seu grande potencial de mercado e uso das moedas digitais.

Segundo a Bitinvest, somente em dezembro de 2013 o valor negociado de Bitcoins no país superou os R$ 10 milhões e a expectativa é que o volume mensal se multiplique em 2014. Alguns estabelecimentos no país, a exemplo de outros lugares, já começam a aceitar pagamento em Bitcoins, de loja de suplementos a pousadas.

Só para lembrar, Bitcoin (BTC) é uma criptomoeda que é criada e transferida entre o vendedor e o comprador por meio de protocolos de código aberto de criptografia. Ela pode ser transferida através de computadores e smartphones sem o envolvimento de instituições financeiras tradicionais, o que a torna independente de qualquer autoridade central.

Em torno dos Bitcoins começam a surgir um tipo de "operadoras de câmbio" que detem tecnologia para gerar e transacionar Bitcoins e também funcionar como um "banco" para armazenar e atender investidores. A tecnologia está crescendo a ponto de preocupar o Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NYDFS), que estuda a criação de "Bitlicenças"para regulamentar a Bitcoin nos Estados Unidos.

"Acreditamos no potencial transformador das moedas digitais, que são uma alternativa eficiente para transferências de valores não apenas na internet, mas sempre que necessária a realização de transação segura, rápida e com baixo custo", diz Pripas, que aposta no nascimento de uma nova economia por conta da disseminação da moeda digital.

"Oferecemos um ambiente seguro e prático onde nossos clientes possam comprar, vender e armazenar a moeda por meio de uma ferramenta preparada para atuar globalmente, porém, não abrimos mão das vantagens de nosso conhecimento local e da realidade do mercado brasileiro e latino-americano", afirma.

Flavio Pripas é formado em Ciências da Computação e MBA na FGV/SP e foi nomeado como uma das 100 pessoas mais criativas nos negócios em 2012 pela revista FastCompany ("FastCompany - 100 Most Creative People in Business 2012”). Já foi diretor de Tecnologia do Banco J.P.Morgan, Head de Desenvolvimento do Credit Suisse Hedging-Griffo e Head de TI America Latina do JPMC Vastera.

Também é o fundador da Fashion.me, a maior rede social de moda e maior site do segmento no País, criada em 2009. Pripas continuará a atuar normalmente em sua startup de moda, que em 2011 recebeu aporte da Intel Capital.

G1 - Cliente poderá cancelar serviço de telefonia sem passar por atendente


Crédito de celular pré-pago terá que valer por no mínimo 30 dias.
Medidas fazem parte de amplo regulamento aprovado pela Anatel.

Fábio Amato

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira (20) a determinação de que o cliente não precisará mais passar por um atendente para fazer o cancelamento de serviços de telefonia, banda larga ou TV por assinatura. Ele poderá realizá-lo de forma eletrônica, por telefone, internet ou terminais de 
autoatendimento.A medida faz parte de um novo e amplo regulamento que detalha direitos e garantias dos consumidores e deverá ser seguido por todas as empresas do setor. A maioria das medidas, como a do cancelamento automático, deverá entrar em vigor em 4 meses, a partir da data de publicação. Se as regras forem publicadas neste mês, valerão a partir de junho.

A Anatel não informou a punição para as empresas que não seguirem as regras.

Como é o cancelamento automático

A lei dos call centers, de 2008, já determina que o cancelamento de serviços possa ser feito de forma rápida pelo consumidor. No ano passado, a Anatel mencionou a ideia de que ele pudesse ser feito sem que o cliente tivesse que conversar com um atendente.

A nova regra diz que, quando o cliente optar pelo cancelamento automático, a operadora terá um prazo máximo de 2 dias úteis para efetivar a decisão. Nesse período, o serviço continua em vigor e consumidor pode desistir do encerrá-lo. Nesses 2 dias de prazo, qualquer gasto feito pelo cliente será cobrado mas, ao fim dele, a operadora não poderá mais fazer qualquer tido de cobrança.

Continua valendo a opção de o cliente fazer o cancelamento junto a um atendente: nesse caso, o serviço deve ser encerrado imediatamente.

Crédito do pré-pago

Outra medida definida nesta quinta é que os créditos para celulares pré-pagos terão validade mínima de 30 dias. Atualmente, não existe prazo mínimo para validade: as empresas são apenas obrigadas a oferecer aos clientes o acesso a créditos com validade para 90 e 180 dias – obrigação que será mantida.

Esse assunto chegou a ser discutido na Justiça: no ano passado, uma decisão judicial proibiu a fixação de prazo mínimo de validade dos créditos e determinou a revalidação daqueles que haviam expirado. Essa decisão, porém, foi suspensa.

De acordo com a Anatel, os créditos com validade eterna trariam prejuízo às empresas e aos próprios consumidores, já que sem a previsão de vencimento a tendência seria o valor do serviço subir. Cerca de 80% dos telefones celulares ativos no país hoje são pré-pagos.

O regulamento também prevê a obrigatoriedade de as operadoras informarem seus clientes quando o crédito estiver próximo de expirar. O objetivo é evitar que a pessoa seja pega de surpresa e não consiga fazer uso do telefone em um momento de emergência.

Fatura do pós-pago

A agência também definiu novas regras para garantir direitos de clientes de planos pós-pago de telefonia celular. Entre elas está a criação da fatura detalhada, que deverá informar aos clientes o valor dos tributos cobrados sobre cada serviço contratado por ele.

O regulamento estabelece ainda que as faturas deverão ter um espaço para levar aos usuários desse serviço informações consideradas importantes, como alterações nas condições de provimento de um serviço, expiração de uma determinada promoção, reajuste no valor cobrado por serviços e existência de débitos vencidos. A agência, porém, dá prazo de 2 anos para que essa exigência comece a valer. O objetivo é dar tempo para que as operadoras se adaptem às mudanças.

Outra novidade é que as empresas passam a ser obrigadas a informar o usuário quando o consumo de um serviço, como número de mensagens tipo SMS ou uso de internet móvel, estiver próximo do limite da franquia contratada. Essa regra deverá valer em 18 meses.

Lojas farão atendimento pós-venda

A Anatel também decidiu que as lojas que hoje fazem apenas a venda de celulares e de produtos relacionados serão obrigas também a oferecer atendimento às demanda dos clientes. Isso significa que o cliente poderá procurar as lojas associadas às marcas dessas operadoras para tentar registrar reclamações, solucionar problemas ou mesmo cancelar o serviço.

Essa regra vale apenas para as lojas associadas às marcas das operadoras e não terá que ser cumprida, por exemplo, por varejistas ou supermercados, que também oferecem a venda de telefones celulares. Além disso, o texto abre a possibilidade de que esse atendimento ao cliente seja feito por um funcionário ou um em um terminal de autoatendimento que ofereça acesso ao site da operadora. A medida deverá vigorar em 18 meses.

O relator do regulamento, conselheiro da Anatel Rodrigo Zerbone, disse que essa medida vai ampliar os pontos e as possibilidades de atendimento aos consumidores de serviços de telefonia. Hoje, é necessário acessar a central de atendimento das operadoras por telefone ou pela internet. De acordo com ele, apenas uma das quatro grandes operadoras do país dispõe hoje de 2,4 mil lojas associadas à sua marca no país.

Operadora tem de retornar ligação

Outra exigência é que as prestadoras retornem as ligações telefônicas quando há queda dela no meio de um atendimento. As centrais das empresas também deverão passar a receber tanto chamadas de telefones fixos quanto celulares.

Ainda de acordo com o regulamento, as operadoras dos serviços de telecomunicação serão obrigadas a gravar todas as conversas feitas pelo telefone com seus usuários, inclusive aquelas que partiram da empresa para, por exemplo, oferta de um serviço ou promoção. O objetivo dessa medida é garantir aos consumidores prova do descumprimento de promessas feitas pelas operadoras nesse tipo de contato, alvo de reclamações.

O regulamento também detalha como deve ser feito o atendimento pela internet. Todas as operadoras serão obrigadas a manter em seus sites um espaço destinado a cada usuário e que deverá conter: cópia e sumário do contrato, plano de serviço contratado, documentos de cobrança, histórico das demandas desse cliente, mecanismo para solicitar cópia das gravações de conversas mantidas com o call center, além da ferramenta para cancelamento automático do serviço. Após encerrar um contrato, a pessoa terá garantia de acesso a esses dados por seis meses.

A Anatel definiu ainda que os consumidores terão prazo de 3 anos para contestar débitos lançados nas contas desses serviços. E que a emissão de nova fatura sem os valores questionados será gratuita nesse período. Além disso, ao receber uma reclamação desse tipo a prestadora terá 30 dias para responder. Se não cumprir o prazo, terá que devolver em dobro o valor questionado e já pago.

Ofertas e contratação de combos

O regulamento determina que os combos – pacotes de serviços de telefonia, internet e TV por assinatura – devem estar sob um único contrato. E que esse contrato deverá detalhar ao consumidor o valor de cada serviço dentro e fora do combo, para que ele saiba quanto está economizando com a opção pelo pacote.

Ele define ainda que a página na internet das prestadoras desses serviços terá que apresentar todos os planos que estão à venda. E que as ofertas devem estar disponíveis a todos os interessados, inclusive aos que já são seus clientes, sem qualquer tipo de discriminação.

Atualmente existem casos de clientes que, ao verem uma promoção da sua operadora que oferece um serviço por preço mais baixo do que ele paga, são impedidos de aproveitá-la por cláusulas de contrato. O objetivo do novo regulamento, ao determinar que não pode haver discriminação nas ofertas, é evitar esse tipo de situação.

O regulamento mantém o direito do consumidor de optar por receber ou bloquear o envio, para o seu telefone, de propaganda por meio de mensagens.

A Anatel determinou a criação de um grupo, com a participação das operadoras de serviços de telecom, para discutir os meios de implementação das novas medidas.

UOL: Jovens dos EUA deixam Facebook; fatores sociais devem 'segurar' brasileiros


Flávio Carneiro

Recentemente, duas pesquisas colocaram em xeque a popularidade do Facebook entre os usuários de até 17 anos. Uma consultoria afirmou que a rede social perdeu 3 milhões de adolescentes nos EUA e outra disse que eles estão debandando para outras plataformas, por causa da presença dos parentes na rede social. Mas especialistas e usuários ouvidos pela reportagem indicam que essas preocupações citadas nos EUA ainda não se repetem por aqui.

MUDANÇAS NO FACEBOOK NOS EUA*
2011 2014
Usuários com até 17 anos 13,1 mi 9,8 mi
Usuários com mais de 55 15,5 mi 28 mi

*Dados da consultoria iStrategy

Referências sobre a internet no Brasil, estudos realizados pelos institutos Ibope Nielsen e a Serasa Experian não analisam como os adolescentes locais utilizam a rede.

Já uma pesquisa da consultoria ComScore, divulgado pela própria filial brasileira do Facebook, indica que o número de usuários com idade entre 15 e 24 anos mais que dobrou por aqui entre os anos de 2012 e 2013.

O psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas, vê uma diferença na relação de jovens brasileiros e norte-americanos com a rede social – causada, segundo ele, por uma questão cultural.

"Faz parte da vida dos americanos se afastar um pouco da família quando atingem a adolescência e isso se reflete na vida digital. No Brasil, essa característica é diferente. O jovem continua próximo à família mesmo durante a faculdade", explicou.

O paulista Lucas da Silva Clemente, 16, é um exemplo disso. Ele tem a mãe e praticamente toda a família no Facebook, mas diz não se preocupar com a privacidade. "Quase sempre deixo meus posts públicos. Só em alguns casos tenho uma lista de amigos específicos", conta.

Pais envergonham os filhos ao perder a mão 
no Facebook

Ter os pais como amigos em redes sociais pode ser legal ou uma experiência vexatória. Sem a noção de que tudo que é postado na rede está disponível para amigos, alguns pais acabam perdendo a mão no Facebook e envergonhando os filhos; veja a seguir alguns exemplos Arte/UOL

Thales Augusto, 14, de São Paulo, se comporta de um jeito parecido. "Quando compartilho algo no Facebook, não me preocupo com o que vão pensar. A única coisa que avalio é se o conteúdo é ofensivo, como piadas de mau gosto", afirma. Augusto é amigo de diversos familiares na rede social, como a mãe, os primos e tios.

A mineira Maria Clara Lopez, 17, já até percebeu que o Facebook pode atrapalhar suas tarefas, mas nunca conseguiu abandoná-lo – e, se o fizesse, não seria por causa da família. "Eu vi que ele [o Facebook] ocupava muito meu tempo e eu estava deixando de lado minha vida real pra viver a virtual, mas nunca consegui sair. Preciso do site para conversar com as pessoas, por exemplo", conta.

Ascensão social

A tendência de os jovens brasileiros continuarem e também aderirem à rede social se dá também por fatores econômicos, segundo André Jotta, psicóloga do NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática), da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). "As classes C, D e E ainda estão acessando as redes sociais pela primeira vez, o que estimula o uso. Nos EUA, os jovens da geração atual já nasceram com a tecnologia ao seu redor e estão em outro momento", afirma.

Outra questão abordada pela psicóloga é o fato de que, enquanto essa rede social for febre no Brasil, dificilmente os jovens sairão da rede. Segundo ela, isso acontece porque essas tendências são coletivas e os usuários permanecem onde está o seu circulo social.

É justamente por isso que Razê Almeida Dias, 17, de Santo André (SP), decidiu sair do Orkut. "Quando Facebook surgiu, eu não tinha muita vontade de criar um perfil, pois achava a rede social fraca. Mas como todos meus amigos trocaram o Orkut pelo 'Face', fui meio que obrigado a mudar também", relembra.

G1 - Roteador de rede causou a queda do WhatsApp, diz criador do aplicativo


Jan Koum pediu desculpas e garantiu que problema não irá se repetir.
App com 450 milhões de usuários foi comprado pelo Facebook.

Jan Koum, fundador do WhatsApp, durante
conferência em Munique, na Alemanha (Foto:
Divulgação/DLL)

O fundador do WhatsApp, Jan Koum, emitiu um pedido de desculpas neste domingo (23) e culpou o roteador da rede pelo aplicativo de mensagens por celular ter ficado fora do ar no último sábado.

"Pedimos desculpas", escreveu Koum. "Foi o nosso mais longo período fora do ar em anos. Foi causado por uma falha no roteador da rede que afetou nossos servidores."

"Nós trabalhamos para resolver o problema e garantir que não vai acontecer de novo."

O WhatsApp saiu do ar por mais de três horas no sábado, dias depois do Facebook comprá-lo por US$ 16 bilhões.

A companhia de cinco anos de idade tem atualmente cerca de 450 milhões de usuários no mundo inteiro e é o principal aplicativo de mensagem do mundo.

Folha de S.Paulo: Nokia lança linha de celulares com Android

BRUNO ROMANI

No primeiro dia de MWC, um dos eventos mais importantes para a indústria móvel, a Nokia pulou a cerca. Depois de ter abandonado o Symbian pelo Windows Phone e de ter caído nas mãos da Microsoft, a gigante finlandesa anunciou uma linha de telefones com Android como sistema operacional.

Stephen Elop, executivo-chefe da Nokia, começou a apresentação exaltando as qualidades do Windows Phone e citou o crescimento da plataforma em mercados como Reino Unido, Itália, Bélgica, Nigéria, Tailândia e Vietnã. Mas logo ficou claro a razão para a guinada de estratégia.

A Nokia pretende se beneficiar dos gigantesco catálogo de apps do Android, patamar que o Windows Phone sofre para atingir. Os três aparelhos, Nokia X, Nokia X+ e Nokia X Plus, rodam uma versão bastante alterada da plataforma do Google, algo parecido com o que a Amazon faz com o Kindle Fire.


Celulares da linha X, da Nokia, com sistema 
operacional Android

O nome da gigante das buscas, aliás, só foi citado na apresentação quando Elop quis deixar claro que os usuários não terão acesso direto aos serviços do Google, como a loja de apps Play Store. Os aplicativos serão oferecidos por uma loja da Nokia ou poderão ser baixadas em lojas independentes.

Segundo o chefe da Nokia, a empresa identificou que o segmento de aparelhos na faixa dos € 100 cresceu quatro vezes mais que o resto do mercado, e que a linha X pode representar uma grande oportunidade –principalmente em mercados emergentes.

Durante toda a apresentação, os serviços da Microsoft, principalmente na forma do serviço em nuvem One Drive, foram citados como atrativo para a linha X. A Nokia confia também na interface que criou para o Android, bastante inpirada no Windows Phone.

Mas não adiantou fazer tanto agrado. Nenhuma novidade sobre o sistema da Microsoft foi anunciado -com exceção do kit de desenvolvedores para o app de câmera.

O Nokia X e o X+ terão tela de 4 polegadas (resolução WQVGA), enquanto o XL terá tela de 5 polegadas. Os dois menores têm câmera de 3 Mpixels e o maior ficará com 5 Mpixels. O processador será um Snapdragon da Qualcomm de dois núcleos. As especificações lembram as do Lumia 520, aparelho de baixo custo que representa o maior sucesso da plataforma Windows Phone até hoje.

A linha X poderá canibalizar os aparelhos mais baratos da linha Lumia, mas a empresa deixou claro que pretende continuar levando os aparelhos com Windows Phone no topo de seus produtos. Eventuais reduções de preços acontecerão em conjunto, com a linha X sempre sendo mais barata. O que pode levar a uma competição no futuro entre a linha X com os aparelhos com Asha.

O Nokia X foi lançado por € 89, o X+ por € 99 e o XL por € 109.

BRASIL

A linha X chegará ao Brasil no segundo trimestre com apenas dois aparelhos: o X e o XL. os preços não são conhecidos, mas seguirão a mesma estratégia global: entre as linhas Asha e Lumia.

O Lumia mais barato no Brasil, o 520, custa R$ 499 e o Asha, o 501, mais caro sai por R$299. Então, é possível que a linha X ocupe a faixa entre R$300 e R$400.

O jornalista Bruno Romani viajou a convite da Nokia

Folha de S.Paulo: Jovens chineses são internados em clínicas para deixarem vício em internet


MARCELO NINIO

Aos 14 anos, Zhang vive sob disciplina militar. Acorda às 6h e logo está enfileirada com outros 74 jovens para marchar durante 30 minutos. Os termômetros marcam zero grau.

Até o toque de recolher, rigorosamente às 21h, o dia é consumido em uma sequência intensa de atividades, como sessões de reeducação e exercícios físicos.

Zhang é a caçula de um grupo de jovens que passa meses isolado do mundo, numa clínica militar na periferia de Pequim. Vivem atrás de grades, mas não fizeram nada ilegal. O que os une é o diagnóstico em comum: são "viciados em internet".

O mais velho tem 30 anos. Todos foram levados à força pelos pais, que já não sabiam o que fazer para lidar com filhos que se desligaram da realidade para viver diante da tela do computador.

Nove em cada dez são viciados em jogos eletrônicos. Alguns foram drogados e levados inconscientes ao centro de reabilitação.
Weiwei Ji/Folhapress 

Xu Yanzhang, 18, está em sua terceira internação 
no Centro para Tratamento de Viciados em Internet

Outros, como Zhang, foram enganados pelos pais, que disseram a ela que iriam viajar. Quando a menina percebeu, esperneou e resistiu à internação, mas foi imobilizada por funcionários do centro e teve que ficar.

Cinco meses depois, ela já aceita melhor a situação. Lembra que passava até seis horas por dia jogando na internet e afirma que o tratamento ajuda a "controlar suas emoções".

"Mas continuo não gostando deste lugar. É muito deprimente e as aulas são pura lavagem cerebral. Isso aqui é como uma prisão", diz.

Em 2008, a China foi o primeiro país a considerar o vício em internet um distúrbio mental, conhecido como IAD (distúrbio de adição à internet, na sigla em inglês).

A classificação ainda é tema de debate. Em seu mais recente manual, a Associação Americana de Psiquiatria evitou incluir o problema na sua lista de distúrbios.

A China não precisou de mais teoria para passar à prática. Em 2009 já havia no país cerca de 300 campos de reabilitação dedicados ao vício em internet. Hoje eles estão em torno de 400.

A Folha visitou a primeira clínica surgida nessa onda, instalada no Hospital Geral da Região Militar de Pequim. Seu criador, o psiquiatra Tao Ran, gaba-se de ser um pioneiro no estudo da dependência em internet.

No seu escritório, grandes fotos das aparições na TV e de encontros com celebridades mostram uma queda do doutor pela autopromoção.

Ele não hesita em comparar a internet a drogas pesadas, como heroína, quando fala dos danos causados pelo vício ao cérebro. Tao cita uma pesquisa em que foram escaneados os cérebros de 160 viciados em internet.

Segundo o psiquiatra, o resultado mostrou que a maior mudança ocorre nos lobos frontal e parietal. Essas áreas são o "centro do corpo humano", diz Tao, por serem responsáveis por decisões, planejamento e lógica.

"O metabolismo de glicose e oxigênio caiu entre 8% e 13%, o que significa que esses jovens passaram a ter 'cérebros de jogos'. Muitas partes de seus cérebros ficaram disfuncionais", explica.

A proliferação de métodos extremos em alguns desses centros teve um desfecho trágico em 2009. Um menino de 15 anos foi espancado até a morte num campo da Província de Guangxi, sul da China.

Na clínica do Dr. Tao, a linha-dura é visível. Os tutores vestem fardas e repreendem os internos com rispidez.

Tao garante que não há força bruta em seu tratamento, baseado em atividades físicas, pílulas antidepressivas e "aulas" –aquelas que a menina Zhang chamou de "lavagem cerebral".

O objetivo, diz o psiquiatra, é "trocar a memória" dos internos, para neutralizar a sensação de recompensa do vício. O índice de sucesso é de 70%, afirma Tao.

O psiquiatra se irrita com as críticas publicadas na imprensa americana que acusaram o método chinês de reabilitação de ser contra os direitos humanos.

"Esses meninos chegam como zumbis, não estudam, não interagem com os outros. Não tratá-los é que seria contra os direitos humanos".

Ele conta que 90% dos internos são viciados em jogos on-line. Os mais populares são o Dota e o World of Warcraft (WOW). Pode ser grego para não iniciados, mas são nomes que ocupavam boa parte das vidas dos internos.

Xu Yanzhang, 18, está em sua terceira passagem pela clínica. Tímido, conta que jogava no mínimo quatro horas por dia. Mas não se considera um viciado. Por ele, estaria na escola, se preparando para o "gaokao", o vestibular chinês.

"Esse tratamento é um desperdício de tempo e dinheiro", diz ele, de cabeça baixa.

A conta é salgada. Cada interno custa aos pais 9.300 iuanes (R$ 3.592) por mês, o triplo do que ganha a maioria das famílias chinesas.

Tao diz não achar caro pelo serviço prestado e encerra o assunto sem rodeios: "Não somos uma instituição de caridade".

INFO: Wikipedia pode virar livro de 1 milhão de páginas; veja como



Um milhão, cento e noventa e três mil e catorze páginas, capa dura e texto em preto e branco. Poderá ser assim a versão impressa da maior enciclopédia digital do mundo, a Wikipedia. Delírio?

É esse o objetivo de uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo. A ação busca angariar US$ 50 mil ( cerca de R$ 120 mil ) para imprimir os quatro milhões de artigos do site. 

Por trás da campanha está a PediaPress, um parceiro oficial da Wikimedia Foundation. "Achamos que a melhor maneira de compreender a dimensão real da Wikipedia é transformando-a em um meio físico, ou seja, em livro", diz a equipe na página de campanha.

O período para doação vai até o dia 11 de abril. É tempo a beça, e a contar pelo que já foi angariado desde o início da campanha, no dia 11 de fevereiro, as chances são grandes do projeto se concretizar. Até a manhã deste domingo (23), a ação já contava com US$10 mil.

O plano inicial é imprimir os livros na escala de cinza, embora a equipe não descarte a impressão em cores, caso superem o valor mínimo pedido.

Se for adiante, o grande livro da Wikipedia, que será todo em inglês, fará seu "debut" mundial na conferência Wikimania, que acontece em Londres no mês de agosto.

Depois, seguirá para exposições ao redor do mundo, e no final será doado para uma "grande biblioteca pública", segundo a equipe.

Vai ter que ser uma biblioteca muito grande mesmo - na prática, ela deverá acomodar mil volumes com 1,2 mil páginas cada. Haja prateleira.


Folha de S.Paulo: Queda do WhatsApp derruba também app concorrente


ROBERTO DIAS

O bug com o WhatsApp no sábado (22) provocou a queda também de um concorrente: o Telegram, que reúne funções bastante parecidas ao do mais conhecido aplicativo de mensagens.

"Quatro milhões de usuários entraram no Telegram nas últimas 18 horas. Estamos fazendo nosso melhor, mas o serviço está instável por causa da alta demanda", escreveram os administradores do aplicativo em sua conta de Twitter, na tarde deste domingo. "Era difícil prever isso", justificaram.

No sábado, com o Whatsapp fora do ar por algumas horas, o Telegram disse que chegou a receber 100 novos usuários por segundo. "Isso é loucura", publicaram os responsáveis pelo app em sua conta no Twitter.

Comprado pelo Facebook na última quarta-feira por US$ 16 bilhões, o WhatsApp tem cerca de 450 milhões de usuário mensais.

Em um e-mail enviado ao site de tecnologia "The Verve", o fundador do aplicativo, Jan Koum, pediu desculpas.

"Foi a maior e mais longa falha em anos e afetou todos os usuários", explicou na mensagem. Segundo ele, o problema foi causado por uma falha na rede de servidores.

Koum disse ainda ter tomado medidas para evitar novos problemas e garantir que o episódio não se repita.

O Telegram foi lançado em agosto passado por dois irmãos russos, Nikolai e Pavel Durov, e está baseado em Berlim. Diz ser um aplicativo mais rápido e mais seguro do que o WhatsApp.