quarta-feira, 23 de julho de 2014

G1:Google dará US$ 1 milhão para quem melhorar transmissão de energia


'Little Box Challenge' é parceria do Google e entidade internacional IEEE. Objetivo é criar inversores de energia menores e mais baratos.

O Google abriu nesta terça-feira (22) um concurso que premiará com US$ 1 milhão quem criar uma forma de reduzir um tipo de aparelho usado na transmissão de energia elétrica. Chamado de “Little Box Challenge”, o desafio é feito em parceria com o Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE, na sigla em inglês).

O dinheiro será pago à pessoa ou ao grupo que desenvolver um método de reduzir o tamanho de inversores e torná-los mais baratos. “Nós queremos encolher seu tamanho para o de um pequeno laptop, aproximadamente um décimo de seu tamanho atual”, informou no blog da companhia Eric Raymond, do time Google Gren, voltado às ações sustentáveis dentro da empresa.

Um inversor é, nas palavras de Raymond, “um dispositivo do tamanho de um cooler de pique-nique usado para converter a energia solar, de veículos elétricos e do vento (corrente direta) em algo que você possa usar em casa (corrente alternada)”.

Os novos inversores podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia, já que a empresa mantém um projeto de energia eólica (a partir do vento).

“Um inversor menor poderia ajudar a criar pequenas redes de transmissão de baixo custo em remotas partes do mundo. Ou permitir manter as luzes durante um blecaute via bateria de carros elétricos”, escreve Raymond.

A propostas podem ser enviadas até 30 de setembro (Veja aqui). Os 18 finalistas notificados deverão levar seus protótipos de inversores a uma fábrica nos Estados Unidos em outubro de 2015. O resultado do concurso será anunciado em janeiro de 2016.

Giz Modo: Vendas de case de iPhone com câmera térmica começam amanhã

Andrew Liszewski

Em janeiro, nós nos deparamos com um dos acessórios mais legais para iPhone dos últimos anos. A FLIR pegou sua tecnologia de imagens térmicas, que ela normalmente fornece para polícias e órgãos militares, e a colocou num case para iPhone 5/5S, chamado FLIR ONE. A partir de amanhã, ele estará finalmente disponível para pré-venda. O preço começa em US$350.

O case é composto por várias partes. A unidade de imagem térmica pode ser rapidamente conectada ou removida, conforme necessário, já que ela adiciona um pouco de espessura ao iPhone 5/5S, pois vem com sua própria bateria recarregável e um par de câmeras que ajudam a criar imagens térmicas reconhecíveis.

A FLIR ONE tem vários usos práticos, como testar eletrônicos para verificar superaquecimento, ou procurar vazamentos no sistema de isolamento térmico da sua casa. Mas também é um belo brinquedo divertido, perfeito para dar uma olhada em coisas à noite ou medir a raiva da sua esposa por você ter gastado US$350 numa câmera térmica.



A Microsoft divulgou nesta terça-feira (22) que registrou no segundo trimestre receita 17% maior, superior às expectativas de Wall Street. Por outro lado, o lucro da empresa caiu 7%, devido em parte à incorporação do negócio de aparelhos móveis da Nokia.

As ações da maior companhia de software do mundo, que atingiram a máxima em 14 anos esta semana, operavam estáveis no pós-pregão nos Estados Unidos.

"Os resultados são bons o suficiente para Wall Street e é mais um passo na direção certa", disse o analista Daniel Ives, da FBR Capital Markets. "A Nokia foi um pouco pior do que o mercado esperava, mas não é surpreendente dado os principais desafios de crescimento que o negócio enfrenta."

A receita no último trimestre cresceu 17%, para US$ 23,38 bilhões, acima da estimativa de analistas de US$ 23 bilhões, principalmente por causa das vendas adicionais da Nokia.

Comprada pela Microsoft neste ano em uma tentativa de brigar com Apple e Samsung pelo mercado de smartphones, A Nokia adicionou quase US$ 2 bilhões à receita trimestral da Microsoft, mas teve um prejuízo operacional de US$ 692 milhões.

Os celulares Lumia da Nokia não têm atingido o sucesso que a Microsoft esperava, conseguindo 4% do mercado global. As vendas do Lumia chegaram a 5,8 milhões de unidades nas nove semanas em que a Nokia fez parte da Microsoft. No segundo trimestre, a Apple vendeu 35,2 milhões de iPhones.

A Microsoft está no processo de redução drástica da operação da Nokia, fechando algumas fábricas e demitindo quase metade dos 25 mil empregados, à medida em que busca controlar custos e voltar a se concentrar em computação na nuvem sob um plano lançado pelo novo presidente-executivo do grupo, Satya Nadella, na semana passada.

A Microsoft divulgou para o trimestre de abril a junho lucro de US$ 4,61 bilhões (equivalente a US$ 0,55 por ação), abaixo dos US$ 4,96 bilhões (US$ 0,59 por ação) no mesmo trimestre do ano anterior.

Wall Street esperava lucro por ação de US$ 0,60, em média, apesar de não ter ficado claro como analistas calcularam o desempenho e o custo da integração da operação da Nokia, que tornou-se parte da Microsoft em abril.

Folha de S.Paulo:Facebook fecha compra de empresa de realidade virtual por US$ 2 bilhões


O Facebook adquiriu a empresa de realidade virtual Oculus por US$ 2 bilhões, uma transação que tinha sido anunciada em março e que foi confirmada nesta segunda-feira (21) pelas duas companhias.

"Um futuro esperançador nos espera, construiremos a nova plataforma de computação e voltaremos a imaginar a forma como as pessoas se comunicam", afirmaram as empresas em comunicado conjunto.

A Oculus manterá seus escritórios nas áreas de Irvine e Los Angeles, ambas na Califórnia, e conservará certo grau de independência em suas operações em relação ao Facebook.
Jeff Chiu-19.mar.2014/AP 

Homem testa Oculus Rift na GDC (Game Developer Conference) em 2014

A empresa é uma referência no florescente setor da realidade virtual graças a seu capacete Oculus Rift, cujo uso principal são os jogos, embora suas aplicações estejam além do entretenimento.

Com uma forma que lembra os óculos de esquiador, o Oculus Rift isola completamente o portador de seu entorno e o introduz em uma realidade virtual tridimensional e envolvente (os óculos permitem a mudança constante de ângulo).

O Facebook deve expandir a tecnologia da Oculus a setores como o da comunicação e o educativo, além dos videogames.

A operação levantou algumas críticas por parte do setor dos videogames, onde a Oculus está muito bem conceituada, já que acredita-se que sua aquisição por parte da maior rede social do mundo é contrária à natureza da empresa.

Uol: Saiba como bloquear uma pessoa que não é sua amiga no Facebook


O leitor Juliano entrou em contato com o UOL Tecnologia, pois precisa de ajuda com o Facebook. Ele gostaria de saber se é possível bloquear uma pessoa que não faz parte de sua lista de amigos.
Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, envie um e-mail para uoltecnologia@uol.com.br, que ela pode ser respondida.
Sim, dá para realizar o procedimento. Essa ação fará com que o usuário não consiga ver o que você posta na linha do tempo, não possa marcá-lo, convidá-lo para eventos ou jogos, adicioná-lo à rede e conversar no bate-papo.
Para isso, vá até o perfil da pessoa que você quer bloquear na rede social.
Clique no ícone com três bolinhas (as "reticências" do canto superior direito da tela) e depois selecione a opção "Denunciar/Bloquear...", que aparece na tela

Marque a primeira opção, "Bloquear", e depois clique em Confirmar, para concluir a escolha. Desta forma, a pessoa não terá mais acesso à sua página na rede social.

terça-feira, 22 de julho de 2014

IDG Now!:Arcon Labs registra aumento de 57% em ataques virtuais durante a Copa



O maior crescimento no período foi de ataques automatizados (hack tools e bootnets), seguido de invasões via web, malware e ataques DDoS

Durante a Copa do Mundo 2014, o Arcon Labs registrou um aumento de 57% nos ataques relacionados à segurança da informação dentro dos ambientes monitorados pela companhia. O crescimento maior foi dos ataques automatizados (hack tools e/ou botnets), que chegou a 681% no período. Na sequência estão os ataques web, com crescimento de 216%; os malwares, com 26% e os ataques DDoS, que registraram aumento de 11% no período.

Os números registrados no período da Copa foram atípicos. Fora do mundial, os ataques automatizados e ataques web, que ocorrem de forma constante, podem variar entre 10% a 20%, em sua maioria por conta de ações específicas em uma rede alvo.

De acordo com os especialistas do Arcon Labs, os ataques automatizados são mais fáceis de serem realizados, pois as ferramentas para efetivá-los não exigem grande nível de expertise, ou seja, não é preciso muito esforço para conseguir, por exemplo, alterar o conteúdo de uma página ou derrubar um serviço.

O Arcon Labs é uma área da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança que possui uma equipe de inteligência para análise de tendências e ameaças, e promove estudos, recomendações, normas e padrões técnicos com a finalidade de manter o alto padrão de segurança dos clientes da companhia e da prestação de serviços. Atuando no mercado nacional desde 1995, a Arcon é uma empresa especializada em serviços gerenciados de segurança (MSS – Managed Security Services).

Com SOCs redundantes localizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Miami, e equipe de profissionais de segurança certificados e altamente capacitados, aArcon processa 1 bilhão de eventos por dia, protege mais de 600.000 ativos nos 5 continentes e possui inteligência única na América Latina com 850 regras de correlação de eventos.


Folha de São Paulo: Repressão de Pequim muda a cena das mídias sociais

Ian Johnson

Nos últimos anos, as mídias sociais na China têm sido dominadas pelo Sina Weibo, um serviço de microblogs como o Twitter. Ele criou uma esfera online de debate público desenfreado, incubando mudanças sociais e às vezes até acuando políticos em um país no qual os veículos da mídia tradicional são rigidamente cerceados.

Nos últimos meses, porém, o Weibo foi eclipsado pelo WeChat, a versão chinesa do Facebook, que permite a troca de mensagens em tempo real em círculos restritos de seguidores.

A transformação do caráter público da comunicação em semiprivado, acelerada pela repressão do governo ao Weibo, mudou o panorama das mídias sociais para os 600 milhões de usuários da internet no país, refreando o que era o fórum público mais aberto na China moderna.

"Essa é um nova fase para as mídias sociais na China", opinou Hu Yong, professor na Universidade de Pequim. "É o declínio do primeiro fórum em grande escala para informações e a ascensão de algo com foco mais estreito."

O WeChat transformou os serviços de mídias sociais na China


O WeChat tem vantagens e defensores. É, por exemplo, menos censurado que o Weibo, e alguns usuários dizem que se expressam mais à vontade, pois sabem que suas conversas são privadas.

Em maio, o governo anunciou que iria monitorar mais o WeChat. Alegando que os serviços de mensagens instantâneas estavam sendo usados para disseminar "violência, terrorismo e pornografia", a agência encarregada de policiar a internet declarou que iria "lutar firmemente contra a infiltração de forças hostis no país e no exterior".

Em seu auge, o Weibo prometia muito mais. Ele ganhou notoriedade em 2011, depois que 40 pessoas morreram no acidente de um trem de alta velocidade. Usuários do Weibo detalharam a confusão e as falhas do governo que levaram ao acidente. Esse foi um momento crucial do início da era da internet na China, pois mostrou como esse meio podia desafiar até um governo autoritário.

O Weibo ainda é importante. É mais fácil encontrar notícias e comentários palpitantes nele do que no universo rigidamente controlado da mídia estatal. O Weibo relatou em março que tinha 66 milhões de usuários diários, uma alta de 37% em relação a 2013.

No entanto, números do governo mostram que o volume total de usuários de microblogs, incluindo os que usam o Weibo, caiu 9% no ano passado, com muitos migrando para o WeChat.

"Ainda é possível encontrar novidades e notícias quentes no Weibo, mas os comentários estão menos interessantes e profundos", disse He Weifang, conhecido advogado e ex-blogueiro do Weibo que chegou a ter mais de 1 milhão de seguidores.

Um motivo disso é a repressão do governo às chamadas contas e comentaristas de destaque, que chegavam a ter milhões de seguidores. Centenas deles foram detidos e deixaram de postar.

Muitos também se cansaram da lista estonteante de termos proibidos e do jogo de gato e rato para escapar dos censores.

O WeChat tirou partido da frustração. A empresa que o controla, a Tencent, afirma ter 355 milhões de usuários ativos mensais. A companhia não revela o número de usuários diários, o que dificulta uma comparação direta com o Weibo.

Ativistas dizem que o WeChat lhes permite aprofundar-se em assuntos com pessoas de mentalidade parecida. O veterano ambientalista Li Bo usa o WeChat há mais de dois anos para fortalecer a oposição a projetos de infraestrutura danosos, como o plano de represar o rio Nu. Li participa de um grupo no WeChat chamado Defesa de Políticas Ambientais que tem mais de 300 membros, incluindo, diz, funcionários do governo com mentalidade aberta.
Sim Chi Yin - 28.fev.2014/The New York Times 

Li Bo usa o WeChat para favorecer a oposição na China
Embora participem raramente, funcionários públicos acompanham o tráfego de informações e ocasionalmente convidam membros do grupo para encontros em seus escritórios, a fim de conversar sobre políticas públicas.
O WeChat tem restrições autoimpostas que o impedem de ter a mesma esfera pública do Weibo. Ele permite a criação de contas públicas que qualquer um pode seguir, mas o limite é de uma postagem por dia. Além disso, não é possível acessar contas públicas em telefones celulares, o que dificulta, por exemplo, postar na blogosfera uma foto recriminadora de um funcionário público.

Os comentários também são deletados após alguns dias, assim apagando registros históricos. O governo monitora essas contas e recentemente deletou algumas que cobriam política e notícias de interesse social.

O WeChat, porém, continua sendo uma ferramenta valiosa para ativistas. Hu Jia, que atua em causas ambientais há 15 anos, disse que o advento das mídias sociais, apesar de suas limitações, produziu uma sociedade mais bem informada.

"O Weibo e o WeChat são dádivas", disse. "A despeito de toda a vigilância, os benefícios obtidos são imensos para as pessoas que tentam organizar a sociedade."

Folha de São Paulo: Facebook lança ferramenta que permite salvar posts para ler mais tarde


O Facebook anunciou nesta segunda-feira (21) a ferramenta "Salvar" para Android, iOS e desktop, recurso que dá aos usuários a possibilidade de salvar postagens para acessá-las quando quiserem.

O botão foi incluído no menu de opções disponível no canto superior direito das publicações que aparecem no feed de notícias ou nas páginas dos usuários.

O conteúdo guardado pode ser acessado na barra de tarefas lateral do site nos PCs ou no botão "Mais" no aplicativo para dispositivos móveis. Os itens salvos são organizados em categorias como Links, Lugares e Música.

Segundo o comunicado, a ferramenta será disponibilizada para todos os usuários ao longo dos próximos dias.
Botão para salvar aparece no menu de opções no canto superior direito das postagens

Folha de São Paulo: Opinião: Indignação na internet é uma maneira de protestar com toques

TEDDY WAYNE

Não são necessários muitos cliques para encontrar indignação na internet. Conecte-se a uma rede social e você verá gente se sentindo ultrajada por celebridades e pessoas comuns. É aí que o jogo começa para valer: tribunais, movimentos sociais, meios de comunicação, corporações e governos atraem todo tipo de indignação.
Como diz uma surrada piada no Twitter: "Do que estamos com raiva hoje?".

Comentários agressivos fazem parte da cultura da internet há muito tempo, como mostram qualquer seção de comentários. Mas nos últimos anos essa raiva tem proliferado nas mídias sociais, onde as pessoas proclamam sua indignação ética.

Um estudo de 2013 da Universidade Beihang, de Pequim, sobre o Weibo, espécie de Twitter chinês, revelou que a raiva é a emoção que se espalha mais facilmente nas redes sociais. A alegria ficou num distante segundo lugar.

Ryan Martin, que estuda a raiva e é professor de psicologia da Universidade de Wisconsin, em Green Bay, disse que a principal diferença é que, enquanto nos inclinamos por compartilhar a felicidade apenas com as pessoas mais próximas, estamos dispostos a aderir à raiva de estranhos.

As pessoas propensas à indignação na internet estão em busca de validação, disse Martin. "Elas querem escutar que os outros a compartilham", disse, "porque sentem que estão legitimados e um pouco menos solitários e isolados em suas crenças".

A indignação na internet normalmente diz mais sobre quem faz o comentário do que sobre a causa, e seu desdobramento pode fazer mais mal do que bem.

Em outro estudo de 2013, Martin percebeu que as pessoas suscetíveis à indignação na internet tendem a ser mais raivosas. "As pessoas que esbravejam on-line de qualquer maneira tendem a se envolver mais em agressões físicas e verbais", disse.

A indignação carrega um sabor diferente da raiva pura; sugere uma afronta ao sistema de valores de alguém.

O indignado pode estar legitimando um mecanismo de defesa reforçado pela própria cultura da ira na internet. Expressar indignação é se proteger das críticas. Mas tais reações podem ofuscar ou diminuir a complexidade de um assunto, mais do que iniciar um debate profundo.

Além disso, comentários indignados às vezes são mais ofensivos do que a má conduta inicial.

As multidões produzem um senso de anonimato e, em meio à tendência de indignação no Twitter, Martin disse que "você pode se sentir anônimo, mesmo se de fato não estiver".

Em última análise, a indignação na internet é uma maneira de protestar com toques e cliques em vez de boicotes e passeatas. É uma atitude nobre se indignar por uma causa e correr o risco de ser preso sem reconhecimento. Menos honroso é participar de um ataque digital como um meio de sustentar o próprio ego.

Talvez o verdadeiro problema, sugeriu Martin, não seja a nossa raiva, e sim a nossa imprudência e o relacionamento dela com os nossos aparelhos facilmente acessíveis. "A internet aumenta os problemas de controle dos impulsos", disse.

"Você fica bravo e pode contar isso ao mundo em instantes antes de ter a chance de se acalmar e analisar as coisas."