terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A TARDE: 10 mi de eleitores passarão pelo recadastramento biométrico



Mais de 300 municípios de 14 estados e do Distrito Federal, incluindo nove capitais, iniciam este ano o recadastramento biométrico de quase 10 milhões de eleitores, que votarão por esse sistema nas eleições de 2014. Além de Brasília, eleitores de oito capitais vão se recadastrar em 2013 pelo sistema biométrico: Boa Vista, Rio Branco, Macapá, Palmas, Teresina, São Luís, João Pessoa e Recife.

A primeira experiência do Brasil com o voto pelo sistema biométrico foi nas eleições municipais de 2008. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, mais de 40,7 mil eleitores dos municípios de Colorado do Oeste, em Rondônia, Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul, e São João Batista, em Santa Catarina, experimentaram a novidade e, desde então, o recadastramento dos eleitores tem sido feito gradativamente.

Considerada uma tecnologia mais segura, a biometria tem como objetivo habilitar os eleitores brasileiros para serem identificados por meio de suas impressões digitais nos pleitos oficiais organizados pela Justiça Eleitoral.

Até as eleições do ano passado, mais de 7,7 milhões de eleitores de 299 municípios do país já tinham usado a nova tecnologia. Apenas dois estados - Sergipe e Alagoas - já tiveram 100% do eleitorado recadastrado. De acordo com o TSE, no ano que vem, a medida, deve alcançar mais 18 milhões de eleitores de municípios de 25 estados e do Distrito Federal. Só o estado do Amazonas ainda não aparece na lista do TSE. A novidade torna praticamente inviável a tentativa de fraude na identificação do cidadão, uma vez que cada pessoa tem impressões digitais únicas.

A expectativa da Justiça Eleitoral é que, até 2018, o sistema esteja implantado em 100% dos municípios brasileiros.

Convergência Digital: Governo vai desenvolver criptografia própria



O governo federal vai unificar os procedimentos de uso de sistemas de criptografia para garantir a segurança de suas informações. Nesse sentido, uma portaria publicada na semana passada define padrões e dá prazo para que os diferentes órgãos da administração se adequem ao uso dos recursos criptográficos como definido.

O objetivo parece claramente atacar um dilema identificado pela área de segurança institucional – o uso indiscriminado de soluções de criptografia desconhecidas pelos diferentes órgãos da administração pública. Daí o tratamento unificado.

A norma define que “toda a informação classificada, em qualquer grau de sigilo, produzida, armazenada ou transmitida, em parte ou totalmente, por qualquer meio eletrônico, deverá ser protegida com recurso criptográfico baseado em algoritmo de Estado”.

Esta é provavelmente a maior diferença de tratamento. Ou seja, “a cifração e decifração de informações classificadas, em qualquer grau de sigilo, utilizará exclusivamente recurso criptográfico baseado em algoritmo de Estado”.

“O recurso criptográfico baseado em algoritmo de Estado deverá ser de desenvolvimento próprio ou por órgãos e entidades da administração pública federal, direta ou indireta, mediante acordo ou termo de cooperação, vedada a participação e contratação de empresas e profissionais”.

Os parâmetros de segurança definidos na norma deverão ser adotados pelos diferentes órgãos e entidades no prazo de um ano, contado a partir da publicação das novas regras – no caso, em 19/2.




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Convergência Digital: Violação de dados: gestores de TI confessam erro na estratégia



Um em cada três profissionais chefes de segurança de dados afirma que os investimentos na área estão sendo destinados para a implantação de tecnologias erradas, mas 95% deles continuam a investir e a empregar as mesmas estratégias, revela pesquisa da SafeNet, realizada com 230 profissionais de segurança nos Estados Unidos.

A pesquisa mostra que, apesar de investimentos contínuos em tecnologias de rede de perímetro, os entrevistados não estão confiantes de que estão empregando as tecnologias certas para garantir os seus dados de alto valor. Apesar de 75% dos entrevistados acreditar que as defesas de perímetro de rede são eficazes, 31% reconhecem que as suas defesas de perímetro de rede foram violadas no passado.

De acordo com os analistas da SafeNet, o mais preocupante é que 20% dos dirigentes de segurança entrevistados afirmaram não estarem ainda 100% certos se os dados tinham ou não sido violados, o que indica que as empresas podem não ter as tecnologias certas para detectar se uma violação de segurança interna ou externa ocorreu.

Tiro no pé

A pesquisa mostra que 95% dos entrevistados afirmam que mantiveram ou aumentaram os investimentos em rede de perímetro de segurança no ultimo ano, no entanto, mais de metade (55%) considera que a sua empresa não está gastando o suficiente em Segurança. E 35% por cento deles acreditam que a sua empresa está investindo em tecnologias de segurança erradas. Como resultado, 59% por cento afirmam que seus dados não estão seguros.

Quando o assunto são as recentes ondas de violações, mais de metade (52%) afirmam que, de fato, essas violações os levaram a ajustar as suas estratégias de segurança de dados. No entanto, quando indagados se acreditam que uma violação de segurança pode acontecer, 66% têm certeza de que suas organizações vão sofrer uma violação de dados dentro dos próximos três anos.

“Os resultados da pesquisa levantam inúmeras questões sobre se as empresas têm os recursos de proteção de dados eficazes e necessários para gravar trilhas de auditoria precisas, fazer cumprir e manter o controle dos seus dados, estejam esses no cliente ou em nuvem ou num ambiente virtual. Apesar de ser um retrato da segurança de dados nos Estados Unidos, aqui no Brasil a situação não é diferente, e acredito que se aplicarmos esta mesma pesquisa aqui, os dados podem se revelar ainda piores”, diz Anselmo Cimatti, country manager da SafeNet no Brasil.

Os investimentos em tecnologias de rede de perímetro continuam crescendo, mas também cresce a epidemia de violação de dados. Os profissionais de segurança da pesquisa acreditam que a sua organização irá experimentar com certeza uma quebra na segurança dos dados e, mesmo assim, permanecem incertos sobre a melhor maneira de evitá-la. E quando perguntado se estão confiantes na capacidade da Indústria para detectar ou prevenir violações de segurança, apenas 19% confiam, 49% não estão convencidos que a indústria pode frustrar as ameaças atuais, e 33% são ainda menos confiantes em sua capacidade de fazê-lo. 

CORREIO: Nova audiência discute Lei da TV Paga no STF



A nova Lei da TV Paga voltou a ser alvo de discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta tarde (25). Repetindo o cenário da última segunda-feira (18), 14 expositores se dividiram entre a defesa integral da lei e críticas a questões pontuais. O assunto será julgado pelo STF em três ações de inconstitucionalidade sob relatoria do ministro Luiz Fux, que convocou as audiências.

Aprovada em 2011, a Lei da TV Paga é questionada pelo Democratas, pela Associação NeoTV (que representa pequenos e médios prestadores de TV por assinatura) e pela Associação Brasileira de Radiodifusão (Abra). As principais críticas são relativas às cotas de reserva para produção nacional e à proibição da propriedade cruzada – com a nova lei, empresas de telecomunicação não podem ter canais e nem produzir conteúdo, para evitar concentração no setor.

Para o autor da lei, deputado federal licenciado Paulo Bornhausen (PSD-SC), o projeto acabou deformado após quatro anos de tramitação no Congresso Nacional. Inicialmente, o texto previa apenas a abertura do mercado de TV a cabo para concessionárias de telefonia fixa, item que foi mantido .“Nem tudo que é feito no Parlamento é ouro puro. Nem tudo que votamos, em grande contingência de pessoas, conseguimos extrair o melhor”, disse.

Além das cotas e do fim da propriedade cruzada, outros pontos sensíveis são a reserva para canais locais, a alteração em regras sobre propriedade intelectual (que afeta coproduções com empresas internacionais), o fim das licitações para ingresso no mercado e a permissão do carregamento gratuito de canais da televisão aberta, o chamado must carry. 

Entre os interessados na revisão do projeto, estão pequenas e médias empresas que haviam adquirido outorga com grande investimento, as grandes produtoras internacionais, as distribuidoras de conteúdo de televisão por assinatura e os canais de televisão aberta. “Queremos sobreviver”, resumiu Frederico Nogueira, do canal Bandeirantes.

Do outro lado, representantes do governo, cineastas, produtores independentes de conteúdo audiovisual e pesquisadores defenderam o novo modelo adotado pelo Brasil, alegando que ele é moderno e adequado aos padrões internacionais. “O Brasil investiu bilhões em infraestrutura e treinamento profissional e precisa da produção. Não pode instalar banda larga de bilhões [de reais] e ficar esperando conteúdo de outros países, para não ser uma colônia cultural”, disse o cineasta Luiz Carlos Barreto, produtor de filmes como Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Quatrilho.

O ministro Luiz Fux disse que as discussões sobre produção e mercado ajudarão a formar um ponto de vista jurídico sobre o assunto. Ele informou que ainda não há previsão de quando os processos serão julgados, mas que isso pode ocorrer no segundo semestre deste ano.

A TARDE: Fifa licencia 3º sistema de tecnologia na linha do gol



A Fifa anunciou nesta segunda-feira que a Cairos Technologies AG se tornou a terceira empresa a ter licenciado o sistema tecnológico de detecção de que a bola ultrapassou a linha do gol. Assim, ele é mais um a entrar na disputa para ser utilizado na Copa das Confederações neste ano e também na Copa do Mundo de 2014, ambos no Brasil.

O Cairos, um sistema alemão que utiliza a tecnologia de campo magnético, se junta ao Hawk-Eye e ao GoalRef como projetos oficialmente aprovados. "A Cairos Technologies AG, controladora da Impire AG, se tornou nesta segunda-feira a terceira fornecedora da Tecnologia da Linha do Gol a ser licenciada pela Fifa, após atender todos os requisitos dos testes", anunciou a Fifa.

As avaliações foram feitas entre os dias 18 e 20 de dezembro de 2012, primeiramente no Estádio Wildpark, do Karlsruhe, e posteriormente no centro de treinamento do Mutschelbach, clubes das divisões inferiores da Alemanha. Já o Hawk-Eye e o GoalRef foram instalados em dois estádios no Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, em dezembro, mas não foram necessários para definir lances duvidosos durante o torneio.

Na semana passada, a Fifa convidou as empresar interessadas a concorrer no processo de escolha do sistema que será utilizado nas Copas das Confederações e do Mundo. Um quarto sistema também completou os testes e pode participar da disputa, mas ainda não teve a identidade revelada. A entidade disse que pretende escolher o vencedor em abril.

INFO: Quadrilha de ciberataques chinesa se revela complexa



A revelação de identidades e "modus operandi" dos membros da suposta unidade de "hackers" mais secreta do exército chinês foi detalhada ao extremo, e os especialistas consideram que a China não tem intenção de esconder seu papel em uma guerra cibernética global e muito mais complexa.

O hacker "UglyGorilla" assina seus virus e usa o mesmo ´nickname´ em um perfil do site militar "chinamil.com.cr", assim como o pseudônimo "DOTA" cria frequentemente senhas relacionadas com Harry Potter e usa seu próprio celular para acessar a internet. Um engenheiro da Dell conseguiu fotos de um dos maiores "hackers" chineses, Zhang Changhe, através de redes sociais.

O relatório disponibilizado nesta semana pela empresa de consultoria Mandiant e publicado pelo jornal "The New York Times" após os ataques que este último sofreu recentemente foram procedentes da China, revela alguns destes detalhes, que eram inéditos.

Os engenheiros da Mandiant, de forma parecida à usada pelos engenheiros da Symantec, conseguiram vídeos sobre como operam os supostos membros da secreta e militar "Unidade 61398", entrincheirada em um discreto edifício de Xangai.

Conforme explicou nesta terça-feira o especialista israelense em cibersegurança Yael Shahar ao "National Journal", os chineses não escondem seus ataques pela importância cultural de "dar as caras". "É uma projeção de seu poder, eles não fazem esforços para se esconder", afirmou.

Em entrevista à Agência Efe, Mark Risher, cofundador da companhia de segurança Impermium, disse que a China "está brandindo suas espadas" para mostrar seu poder na cada vez mais ativa "ciberguerra" que acontece em nível global.

Segundo relatório de 2012 da Symantec e da McAfee, o país que mais ataques de ´malware´ ou vírus realiza no mundo são os Estados Unidos, seguido pela China, e os dois gigantes são também os que estão à frente da lista de vítimas.

O governo chinês nega qualquer envolvimento em ataques que podem ser feitos de qualquer parte do mundo através da internet, enquanto que os EUA deram passos para fortalecer sua indústria de vanguarda dando a entender sutilmente que a China consente com violações de sua segurança nacional e empresas.

Na opinião de Jeffrey Carr, fundador da empresa de cibersegurança Taia Global e autor do livro "Inside Cyber Warfare", "está claro que tem origem na China um grande número de ataques porque não há leis nem uma cultura de proteção da propriedade intelectual, mas os chineses não são os únicos".

"O relatório da Mandiant cria um precedente perigoso. Apesar de a China ser claramente um suspeito, não se pode acusar sem provas definitivas o Exército Popular Chinês, isso nos faz correr o risco de uma escalada", disse Carr, que lembra que Rússia, Israel ou França são países também muito ativos em ciberespionagem tanto industrial como governamental.

"Temos mais de 30 países desenvolvidos e emergentes aumentando a cada dia as suas unidades militares de ciberespionagem, todas as grandes agências de inteligência estão envolvidas", disse Carr.

Para o especialista do site ArsTechnica, Dan Goodin, o relatório da Mandiant serviu para detalhar como a China obteve terabytes de informação sensível de mais de 140 organizações americanas nos últimos sete anos.

Goodin considera que a China é a principal beneficiada desta "ciberguerra", já que está conseguindo "dados de grande valor" das indústrias de ponta dos Estados Unidos, como as das áreas aeroespacial e farmacêutica. "A informação intangível é nossa principal matéria-prima", afirmou.

Como detalha o relatório completo da Mandiant, já em 2004 um curioso internauta chinês chamado "UglyGorilla" perguntava a Zhang Zhaozhong, um oficial militar da reserva e considerado um dos cérebros das "ciberunidades" de ataque chinês, sobre suas inquietações sobre o futuro do país.

Em um premonitório tom, o hacker lhe questionou: "A China tem um ciberexército como o dos EUA?". Pelo menos agora, tudo indica que sim.

Olhar Digital: Google negocia criação de 'rádio' online



O Google negocia com grandes gravadoras para lançar um serviço de streaming musical que competirá diretamente com produtos como Spotify e Deezer, e, indiretamente, porá na mira empresas como Amazon e Apple.

Segundo o Financial Times, que noticia o assunto, a iniciativa faz parte do esforço da companhia em ganhar dinheiro com outra coisa que não seja publicidade, já que 95% das receitas do Google vêm disso.

Em novembro de 2011, a gigante de buscas lançou nos Estados Unidos uma loja para download de músicas que mais tarde foi levada a mais cinco países europeus. O que já dá base para o novo produto.

Espera-se que o funcionamento seja semelhante ao dos serviços presentes no mercado, com dois tipos principais de assinatura: um pago, porém, livre de propagandas e outro gratuito, mas com anúncios.

Não há informações sobre quando a novidade será colocada em funcionamento, mas sua criação seria uma virada de jogo quanto ao relacionamento do Google com empresas que criam conteúdo. Gravadoras costumam ver buscadores como uma porta direta para a pirataria. 

CORREIO: Oi pretende recorrer de nova multa da Anatel



Após ter sido, novamente, multada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nesta segunda-feira (25), a Oi informou que está analisando a medida anunciada pelo órgão e que recorrerá judicialmente da decisão. Esta é quinta multa imposta pela Anatel à operadora desde o dia 15 de fevereiro. 

“A companhia ressalta que considera necessário, no caso de multas regulatórias, observar a razoabilidade e a proporcionalidade das multas, em especial nos casos em que a falha pontual já tiver sido reparada e a um custo inúmeras vezes inferior ao valor da punição aplicada”, afirmou a companhia ao Broadcast por meio de sua assessoria de comunicação corporativa. 

A Anatel multou a operadora Oi nesta segunda-feira por infrações ao Plano Geral de Metas para Universalização (PGMU). O Grupo Oi vem sendo multado, quase que diariamente, pela Anatel desde o último dia 15. 

O principal motivo destacado nos despachos da agência é o descumprimento de metas de qualidade na prestação dos serviços, especialmente na telefonia fixa. Até agora, a companhia foi punida em cerca de R$ 40 milhões em multas

Bahia Press: Bahia sedia encontro brasileiro sobre violação de direitos na mídia



A Bahia sediará, de 25 a 26 de fevereiro, na Escola Superior da Defensoria Pública , o Encontro Brasileiro dos Defensores Públicos, para discutir o tema “A Violação pela Mídia dos Direitos das Pessoas Privadas de Liberdade”. O evento, proposto e organizado pela Defensoria Pública da Bahia, pretende estabelecer e uniformizar procedimentos, no sentido de coibir práticas frequentes na mídia nacional de desrespeito aos direitos de pessoas privadas de liberdade. Além dos chamados programas “policialescos”, presentes na grade de programação de diversas emissoras, outros veículos de comunicação serão objeto de debate.De acordo com o defensor Alan Roque, subcoordenador da Especializada Criminal e um dos participantes da comissão organizadora, a iniciativa visa apresentar questões importantes para a realização de um amplo debate, não só envolvendo defensores públicos de todo o Brasil, mas também os segmentos organizados da sociedade civil. “Não é porque alguém está privado de liberdade que eles devem ser tratados de forma indigna e desrespeitosa”, afirmou. Para a defensora Fabiana Miranda, subcoordenadora da Especializada de Direitos Humanos e também membro da comissão, a questão envolve uma clara violação dos diretos fundamentais da pessoa humana. “Temos as mais diversas situações de constante processo de violação dos direitos dessas pessoas”.Segundo a organização do Encontro, para o primeiro dia estão previstas palestras e trocas de experiências entre defensores públicos e convidados. No segundo dia, vão acontecer mesas-redondas e debates com a participação de representantes de instituições públicas, entidades sociais e ONGs. A expectativa dos organizadores é que, a partir da realização do evento, as questões ligadas ao tema possam ganhar uma outra dimensão no diálogo com a sociedade civil.A Carta de Salvador, a ser elaborada pelos participantes do Encontro, apontará ações efetivas de enfrentamento da atual situação.

Local: Esdep – Rua Pedro Lessa, 123, Canela.

Horário: 9h às 18h

Contato: Ascom (71) 3116-3480

IDG Now!: Imagination Technologies promete investir na arquitetura MIPS



Empresa irá usar o nome MIPS em sua nova linha de processadores, mas continuará o desenvolvimento de GPUs PowerVR compatíveis com múltiplas arquiteturas.

A Imagination Technologies está prosseguindo com o desenvolvimento da arquitetura de processadores MIPS, tentando desfazer rumores sobre o futuro da tecnologia depois que adquiriu a MIPS Technologies por um preço muito baixo no final do ano passado. A empresa é amplamente conhecida pelas GPUs PowerVR usadas em processadores como o A5 e A6, da Apple, e nos chips para tablets da Intel. Os ativos adquiridos da MIPS Technologies serão a base para o desenvolvimento de futuras CPUs, disse Tony King-Smith, vice-presidente executivo de marketing da Imagination.

“Estamos chamado todas as nossas famílias de processadores de MIPS”, disse ele. 

A Imagination adquiriu a MIPS por US$ 60 milhões em novembro do ano passado no que foi considerado uma manobra astuta, levando junto 82 patentes e 160 funcionários. Separadamente a MIPS vendeu 498 patentes para um consórcio de fabricantes de processadores que inclui a rival ARM por US$ 250 milhões. A MIPS estava à venda por meses, mas não havia compradores até a Imagination se interessar.

Com a aquisição a Imagination Technologies, que é conhecida por sua tecnologia em processamento de imagens, inesperadamente se torna a terceira maior fornecedora de arquiteturas de processamento para smartphones, tablets e sistemas embarcados, atrás da ARM e fabricantes com produtos baseados na arquitetura x86 como a Intel e AMD. Processadores MIPS são usados em alguns tablets Android de baixíssimo custo, alguns deles à venda por menos de US$ 100 em países em desenvolvimento, mas tem uma grande presença no mercado de computação embarcada.

A aquisição aconteceu por causa de propriedade intelectual valiosa da MIPS e de seus funcionários, disse King-Smith. A Imagination agora tem uma grande equipe de engenheiros trabalhando tanto em CPUs quanto em processadores gráficos. Mas gráficos continuam sendo um dos principais negócios da empresa, na qual tanto a Apple quanto a Intel tem uma participação.

CPUs futuras da MIPS como os processadores Aptiv serão parte das ofertas da Imagination, disse King-Smith. A Imagination já oferece um processador para aplicações chamado Meta, cujo destino será anunciado no futuro, disse King-Smith. Os processadores Aptiv serão usados em smartphones, tablets e sistemas embarcados. Entretanto, executivos da Imagination não comentaram quando aparelhos equipados com os novos chips chegarão ao mercado. “Não ficaremos parados”, disse King-Smith.

A Imagination projeta CPUs e GPUs e licencia os designs, assim como a ARM. A empresa está mostrando equipamentos de rede e telecomunicações baseados em processadores MIPS atuais durante o Mobile World Congress em Barcelona, Espanha, nesta semana. A empresa também irá demonstrar sua próxima geração de GPUs, batizada de PowerVR 6, com um foco específico em dispositivos móveis.

Os processadores MIPS atuais tem múltiplos pontos fortes, incluindo bom suporte a multithreading e uma arquitetura de 64 Bits, segundo King-Smith. Analistas também avaliaram positivamente os componentes, destacando o baixo consumo de energia. O desenvolvimento de uma versão do sistema operacional Android, da Google, para os processadores Aptiv continua, disse o executivo.

A empresa não comentou se o sistema operacional Windows RT será compatível com os processadores MIPS no futuro. Entretanto, o diálogo entre a Imagination e a Microsoft continua, disse David Harold, um porta-voz da Imagination. A empresa há muito trabalha em conjunto com a Microsoft no suporte à tecnologia DirectX em suas GPUs PowerVR.

Apesar da aquisição da MIPS, a Imagination diz que sua GPU PowerVR continuará compatível com uma ampla variedade de arquiteturas, incluindo a ARM, MIPS, x86 e PowerPC. O suporte a múltiplas plataformas tem sido a chave do sucesso da PowerVR, disse King-Smith.

O objetivo imediato da Imagination é garantir aos seus clientes que novos processadores MIPS estão em desenvolvimento. A empresa tem uma pequena presença no mercado de mobilidade, e vem perdendo participação para a Intel e ARM no mercado de sistemas embarcados, onde tradicionalmente é forte. Produtos da MIPS também são populares em TVs, set-top boxes e equipamento de rede, entre outros.

Segundo Jim McGregor, principal analista da Tirias Research, será interessante ver como a Imagination se sai com sua estratégia para CPUs e GPUs. “Há benefícios significativos em desenvolver a CPU e a GPU juntos, como vem fazendo a ARM (com sua GPU Mali-400), mas a Imagination não vê as coisas por este ângulo. Eles acreditam que CPUs e GPUs tem de ser desenvolvidos separadamente”, disse o analista.

Isto irá fazer com que tanto a CPU quanto a GPU sejam mais “portáveis” e compatíveis com outros produtos, o que é positivo para a Imagination já que a maioria da renda da empresa está atrelada ao uso de suas GPUs na arquitetura ARM. Por exemplo, a Apple combina processadores ARM com GPUs PowerVR em seus chips A4, A5 e A6 para dispositivos portáteis. A Sony fez a mesma coisa com o processador do PlayStation Vita.

A Imagination pode estar procurando uma forma de converter alguns dos consumidores de suas CPUs para a arquitetura MIPS, disse McGregor. “Embora eu ache que isso seja possível, já que cada fabricante de chips sempre procura uma forma de se diferenciar, não será fácil ou rápido converter clientes que já adotaram o que se tornou o mais rico ecossistema de processadores, o ARM.”, disse McGregor.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Especialistas em TI se reúnem em Belém



Acontece em Belém a 121ª Reunião Ordinária dos Conselhos de Associadas (Roca) da Abep - Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação. Durante a 121ª Roca, promovida pela Abep, serão discutidas melhores práticas no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na administração pública para aperfeiçoar a gestão dos governos.

No evento as afiliadas da ABEP de cada Estado e representantes de empresas de TI de todo país estarão reunidos para discutir assuntos diversos e relevantes para o setor como o projeto para a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, que prevê sistemas de integração e centro de controle em no mínimo nove Estados.  O encontro também tratará de temas internos, entre eles, a eleição dos novos membros da diretoria da Abep para o mandato 2013-2014 e aprovação do orçamento executivo.

“O objetivo da Roca é promover a colaboração entre as entidades associadas com a troca de experiências, apresentação de cases e de projetos de sucesso das entidades de TI, que possam servir de exemplo e ser reaplicados em unidades da federação, além de enriquecer a discussão das políticas públicas sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) governamentais”,esclarece Carlson Aquistapasse, presidente da Abep.

O evento acontecerá no Hotel Hilton Belém, no Pará, e contará com mais de 50 participantes. Para mais informações e acesso a programação completa do fórum acesse o site da Abep www.abep.sp.gov.br


DIRIGENTES DA ABEP 

Gestão 22/02/2013 a 22/02/2014

. Presidente: 

  Paulo Cesar Coelho Ferreira (Proderj/RJ) 



. Vice-Presidente Executivo: 

  Victor Murad Filho (Prodest/ES) 
. Vice-Presidente de Tecnologia: 
  Theo Carlos Flexa Ribeiro Pires (Prodepa/PA) 

. Vice-Presidente de Gestão: 
  George Henriques de Souza (Codata/PB) 

. Secretário Executivo: 
  René Lapyda (Prodesp/SP) 

. Presidente do Conselho de Associadas: 
  Carlson Janes Aquistapasse (Procergs/RS)

. Vice-Presidente do Conselho de Associadas: 

  Jacson Carvalho Leite (Celepar/PR) 



CONSELHO FISCAL  

Membros Efetivos:

Ezio Prata Faro (Emgetis/SE) 

Renata M. Canuto Dumont Galdino (Sutic/Seplan/DF) 

Gerlane Baccarin (CTI/RR) 

Membros Suplentes:
Tiago Monteiro de Paiva (Prodam/AM) 
Thiago Siqueira Gomes (ATI/PI) 
Maria Anunciada de Oliveira Guimarães (Itec/AL)

CORREIO: Receita libera programa gerador do Imposto de Renda 2013



A Receita Federal liberou nesta segunda-feira (25) às 8h o programa gerador da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2013. Para fazer o download, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal na internet, no endereço www.receita.fazenda.gov.br. Os contribuintes que entregarem a declaração no início do prazo, sem erros, e tiverem direito a restituição terão a chance de receber o dinheiro nos primeiros lotes.

O mesmo ocorre com as pessoas com idade superior a 60 anos, que terão prioridade em receber a restituição, em observância ao Estatuto do Idoso. O prazo para a entrega vai de 1º de março a 30 de abril. A declaração poderá ser feita pela internet ou em disquete a ser entregue nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.

Estão obrigados a declarar os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 24.556,65 em 2012. O valor foi corrigido em 4,5% em relação ao ano anterior. A obrigação de declarar alcança também aqueles que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

A apresentação da declaração é obrigatória ainda para quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com atividade rural superior a R$ 122.783,25. Quem tinha, até 31 de dezembro de 2012, posse de bens ou propriedade, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil, também está obrigado a declarar.

O valor limite para a dedução com instrução será R$ 3.091,35. Por dependente, o contribuinte poderá abater R$ 1.974,72. No caso das deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos, o valor do abatimento pode chegar a R$ 985,96. Não há limite para os gastos com despesas médicas.

A expectativa da Receita Federal é receber 26 milhões de declarações. Em 2012, um total de 25.244.122 contribuintes enviou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física.

A Receita publicou um passo a passo na internet que mostra os procedimentos para a entrega da declaração.

Convergência Digital: Governo aumenta índice de nacionalização para PCs, tablets e servidores



Os computadores de mesa, servidores e tablets tiveram Processos Produtivos Básicos alterados – além da criação de um novo PPB, específico para memórias SSD. Nos próximos dias também deverá ser alterado o PPB dos notebooks.

A lógica para todos é a mesma: unificação das exigências de fabricação nacional. Nessa estratégia, os ganhos de fabricação nacional são mais sensíveis nos componentes placa-mãe, gabinete, fonte e memória HD. No caso dos notebooks, cuja nova PPB ainda está por ser publicada, deverá haver aumentos em percentuais de nacionalização de fonte, memória e bateria.

“Aproveitamos para ampliar esses percentuais. Foi uma boa negociação com os fabricantes e fornecedores, até porque, em breve, teremos também isenção de PIS e Cofins”, afirma o coordenador de microeletrônica do Ministério de Ciência e Tecnologia, Henrique Miguel. A desoneração de PIS e Cofins, no entanto, ainda depende de regulamentação – a medida faz parte da Lei 12.715/2012, mas sua aplicação prática ainda depende de um Decreto presidencial. A questão estacionou no governo, no entanto, especialmente pelo alcance dessa medida também aos smartphones.

As memórias SSD (do inglês Solid State Drive) ganharam um PPB específico diante do crescimento desse componente – com o crescente movimento de arquivos guardados na nuvem, esses dispositivos se tornam cada vez mais comuns nos novos equipamentos portáteis, notadamente nos ultrabooks. Na sexta-feira, 22/2, saíram três novos PPBs que seguem a mesma linha, voltados para desktops, computadores tudo-em-um (como iMacs) e tablets.

Ato contínuo, todos ganharam novas datas com novos percentuais de nacionalização – até então, a maioria dos casos previa índices até 2014 ou 2015, agora com novos degraus de cumprimento, em alguns casos até 2017. Em troca, o governo cedeu especialmente em dois pontos pedidos pelos fabricantes: foram reduzidos percentuais relativos à nacionalização de placas de comunicação sem fio, além de modificado o sistema de compensação no caso de metas não atingidas.

Em essência, os PPBs previam que os percentuais não cumpridos em determinado ano, deveriam ser compensados no ano seguinte, sendo que o ajusto máximo seria de 5%. Com a mudança, o mecanismo de compensação permanece, mas ampliado a até 10% do que deveria ter sido cumprido.

IDG Now!: Empresas devem repensar estratégias de combate a ataques DDoS, diz Gartner



Um quarto dos ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) em 2013 será baseado em aplicativos, de acordo com a Gartner. Crackers enviarão comandos direcionados a aplicações para atingir a unidade de processamento central (CPU) e a memória - tornando a aplicação indisponível.

A empresa de análises tem estudado novos métodos de ataques usados por cibercriminosos para atingir serviços financeiros e setores de e-commerce, e prevê que eles serão amplamente disseminados durante esse ano.

O analista da Gartner, Avivah Litan, disse: "no ano passado vimos um novo nível de sofisticação em ataques organizados contra empresas em todo o mundo, e eles vão crescer em termos de sofisticação e eficácia em 2013."

Ele acrescentou que "uma nova classe de ataques DDoS e de manobras de engenharia social foram lançadas contra bancos norte-americanos no segundo semestre de 2012, e isso vai continuar neste ano, a medida que atividades criminosas organizadas se aproveitam das fraquezas de pessoas, processos e sistemas."

Tendências criminosas

A Gartner identificou algumas das principais tendências criminosas de 2013 e as potenciais garantias e soluções para empresas sob risco de ataque. Essas tendências serão apresentadas em uma conferência em Londres no próximo mês.

A companhia afirma, por exemplo, que ataques DDoS a banda larga estão se tornando regra e continuarão "a causar estragos" em organizações despreparadas, em 2013.

A Gartner disse que ataques DDoS lançados contra bancos dos EUA no ano passado, por vezes adicionaram até 70 Gbps de tráfego "lixo" nas redes dessas empresas.

Até a recente onda de ataques, a maioria dos DDoS em nível de rede comsumia apenas 5 Gbps de largura de banda, disse a Gartner - mas os níveis mais recentes tornaram impossível para os clientes dos bancos e outros acessar seus sites.

"Para combater este risco, as organizações precisam rever suas configurações de rede e rearquitetá-las para minimizar o dano que pode ser causado", disse Litan. "As empresas que têm uma presença crítica na web e não podem pagar pelas interrupções relativamente prolongadas no serviço online devem empregar uma abordagem em camadas que combine múltiplas defesas do DOS."

Além disso, a Gartner disse que um centro de atendimento ao cliente e software de prevenção da fraude devem ser implantados para ajudar a pegar os fraudadores que cometem crimes por meio de engenharia social, ou usam identidades roubadas. A empresa diz que os clientes também devem ser educados sobre as melhores práticas de segurança para ajudá-los.

Folha de S.Paulo: Brasileiro recebe prêmio por criar site que mostra rotas antienchente



Um site brasileiro que mapeia pontos de alagamento, indica rotas seguras e mostra opções de abrigo em uma tempestade venceu, neste mês, o concurso internacional Google Places API Developer Challenge, promovido pelo gigante das buscas.

O aplicativo Enchentes.org é criação do engenheiro de automação catarinense Jonathan Kraemer, 27, e propõe ajudar moradores de Blumenau (SC), cidade a 157 km de Florianópolis.

O desafio, lançado no fim de 2012, pedia que os inscritos criassem aplicativos usando o Google Maps, a ferramenta de mapas do Google, integrado a dados públicos.

Para o concurso, o engenheiro gastou 120 horas de trabalho e R$ 350 para registro do domínio e hospedagem do site.

O Enchentes.org contou ainda com o apoio da equipe de tecnologia de informação da Prefeitura de Blumenau, que disponibiliza dados do nível do rio Itajaí-Açú atualizados em tempo real.

Segundo Kraemer, a ideia de fazer algo do tipo surgiu em 2008, quando o rio Itajaí-Açú --que corta Blumenau e outras cidades da região-- transbordou deixando vítimas e rastro de destruição.

"Eu tive a ideia acompanhando a situação pelo site da Defesa Civil e senti necessidade de criar algo mais intuitivo", afirma Kraemer.

Desde o lançamento, Blumenau não passou por um episódio parecido para colocar a ferramenta à prova.

O projeto foca a cidade natal do ganhador, mas já há planos para usar o aplicativo em São Paulo, cidade que sofre com enchentes no verão.

Ele conversa com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência) da capital paulista para formar uma parceria e alimentar o sistema.

O gerente do CGE, Hassan Barakat, diz que o aplicativo pode ser muito útil aos paulistanos e que está elaborando uma "forma fácil" de disponibilizar os dados.

PRÊMIO

O catarinense foi o único brasileiro inscrito entre 51 projetos de 27 países.

A premiação inclui participação no Google I/O, conferência anual da companhia, nos EUA, ajuda de custo de US$ 3.500, um jantar com a equipe de desenvolvedores do Google Maps, um tablet e uma reunião com um executivo da empresa.

INFO: Começa o Mobile World Congress, em Barcelona



O Congresso Mundial da Telefonia Móvel, em Barcelona, abre as portas oficialmente na segunda-feira. Durante cinco dias, os principais fabricantes da indústria de telefonia exibirão seus novos tablets e smartphones.

O evento ganha importância pois, segundo a consultoria Deloitte, neste ano o número de celulares inteligentes comercializados no mundo superará o bilhão de unidades.

LG Lenovo, ZTE e Sony Mobile apresentarão, como de hábito em Barcelona, suas criações de primavera-verão. Espera-se, em especial os anúncios da finlandesa Nokia, que firmou um acordo com a plataforma da Microsoft Windows Phone 8.

Já o grupo sul-coreano Samsung Elecronics apresenta um novo tablet com tela de 8 polegadas para competir com o mini iPad, da Apple. O grupo chinês Huawei, número três do mercado mundial de smartphones, anunciou o lançamento de seu novo celular inteligente, o Ascend P2, apresentado como o mais rápido do mundo e que será comercializado a partir do segundo trimestre de 2013.

A fundação Mozilla anunciou que lançará no segundo semestre os telefones equipados com o sistema Firefox OS, com a ambição de se posicionar no terceiro lugar do mercado, atrás das plataformas iOS, da Apple, e Android, do Google.

Em 2012, a participação de mercado do Android foi de 68,4% e a da Apple, de 19,4%, segundo a empresa Strategy Analytics.

Bahia Notícias: Samsung supera Apple na venda de dispositivos conectados



A Samsung conseguiu superar a Apple no mercado de dispositivos conectados – smartphones, tablets e computadores – em 2012. De acordo com a consultoria IDC, a fabricante sul-coreana vendeu 250 milhões de dispositivos, enquanto a empresa de Steve Jobs teve 218,7 milhões de unidades vendidas. A Samsung ganhou espaço quando começou a ofertar uma maior variedade de aparelhos e com preço mais acessível, por conta do sistema operacional Android. A empresa teve um aumento de 119,3% nas vendas em relação a 2011, enquanto a Apple acumulou apenas 43%.

Folha de S.Paulo: Pandemia cibernética



Já se foi o tempo em que ter um computador infectado por vírus era pouco mais do que um incômodo. E que um bom antivírus resolvia o problema. A computação em nuvem e a internet das coisas tornaram os ataques cibernéticos muito mais graves do que uma eventual perda de documentos. Não está distante o cenário em que automóveis, geladeiras ou termostatos infectados possam colocar a vida de seus usuários em risco.

As pragas digitais são tantas e tão diversificadas que hoje configuram uma categoria de software: o malware, do inglês "malicious software". São ameaças como bots (que controlam computadores remotamente, criando redes de ataque ou distribuição), spyware (que monitoram as atividades de um sistema e enviam as informações coletadas), backdoors (que deixam a máquina desprotegida para a volta do invasor) e outros tantos, agindo isoladamente ou em conjunto e deixando a internet mais perigosa. Basta um ataque a uma rede como o Twitter para transformar os computadores de seus usuários em zumbis que disparam spam.

Malware é negócio de gente grande, que paga bem e demanda talento, normalmente financiado por indústria bélica, redes de crime organizado, tráfico de drogas ou espionagem, que colocam anúncios em fóruns buscando profissionais para "ações ofensivas no ciberespaço". Essas ações envolvem ataques para destruir, camuflar, confundir e desconfigurar torres de controle e centros de distribuição, causando danos maiores e mais precisos do que bombas.

Um bom exemplo dessas ações foi o Stuxnet, que se espalhou pelo mundo infectando mais de 100 mil máquinas até se infiltrar em sistemas de supervisão e controle das centrífugas de usinas nucleares iranianas, danificando-as enquanto mostravam na tela de seus operadores que tudo estava bem.

Identificado em 2010, esse ataque teleguiado foi exposto na rede, inspirando ações criminosas ainda mais potentes. Uma delas é o Duqu, feito para sabotagem e espionagem, identificado em sistemas industriais no mundo todo. No ano passado foi descoberto o Flame, que funciona como um controle remoto configurável. Ele tem cerca de 20 vezes mais linhas de código que o Stuxnet e uma arquitetura modular, que permite a seus operadores desenvolver partes complementares para ataques específicos.

Boa parte do sucesso de ataques como esses vem da exploração de vulnerabilidades encontradas em sistemas operacionais, chamadas de "zero-days". Por serem fraquezas desconhecidas, essas falhas permitem ao malware passar livremente pelos antivírus e, depois de ativo por alguns dias, destruir-se sem deixar vestígios. Negociadas abertamente, tais rachaduras digitais alcançam valores de centenas de milhares de dólares, o que estimula os profissionais qualificados a pesquisá-las.

Cibercrime é um braço em expansão do crime organizado e precisa ser combatido para garantir a qualidade de vida on-line. Desenvolver malware custa caro, precisa valer o investimento. Sistemas de defesa podem tornar esse tipo de ação mais lenta e dispendiosa, bloquear serviços de redirecionamento de links e processar bancos que aceitem depósitos de origem desconhecida. Por mais complexo que seja o ciberespaço, talento e dinheiro são uma combinação rara, e não é difícil identificá-la entre os principais suspeitos.

IDG Now!: Facebook corrige falha que permitia a crackers invadir contas na rede



O Facebook corrigiu uma vulnerabilidade grave que permitia a crackers conseguir acesso facilmente a dados privados e controlar contas de usuários. O golpe consistia em enganar as vítimas a abrir links feitos especificamente para o ataque, disse um pesquisador de segurança de aplicações na quinta-feira (21/2).

O especialista, Nir Goldshlager, que afirma ter encontrado a falha e reportado ao Facebook, postou uma descrição detalhada em seu blog, e uma demonstração em vídeo de como o golpe funcionava.

A vulnerabilidade poderia permitir a um cracker roubar informações sigilosas conhecidas como tokens de acesso OAuth. A rede social utiliza o protocolo OAuth para dar a aplicações de terceiros acesso às contas dos usuários, depois que eles aprovam os apps. Para cada aplicativo é atribuído um token único de acesso para cada conta.

Goldshlager identificou a vulnerabilidade no site do Facebook para dispositivos móveis e sensíveis ao toque, que originaram de limpeza inadequada em caminhos (paths) de URL. Isso permitiu que ele criasse endereços de sites que poderiam ser usados para roubar o token de acesso para qualquer aplicação que um usuário autorizou instalar em seu perfil.

Perigo no Messenger

Enquanto a maioria dos aplicativos da rede são de terceiros que os usuários precisam aprovar manualmente, há alguns apps embutidos que são pré-autorizados.

Um deles é o Messenger; seu token de acesso não expira, a menos que o usuário altere sua senha. Além disso ele tem permissões extensivas para acessar os dados da conta.

O Facebook Messenger pode ler, enviar, fazer upload e gerenciar mensagens, notificações, fotos, e-mails, vídeos e mais. A vulnerabilidade de manipulação de URL encontrada em m.facebook.com e touch.facebook.com poderia ter sido explorada para roubar um token de acesso do usuário para o Messenger, que teria dado ao cracker acesso total à conta, disse Goldshlager.

A URL de ataque poderia ser diminuída por um encurtador de URL qualquer e enviada a usuários disfarçada de link para um site qualquer. O golpe também funcionou em contas que possuiam autenticação de dois fatores, disse o especialista.

Com o token de acesso e a ID de usuário, o cracker pode coletar informações da conta por meio da Graph API Explorer, uma ferramenta para desenvolvedores disponíveis no site do Facebook, disse Goldshlager na sexta (22), por e-mail.

De acordo com o pesquisador, a Equipe de Segurança da rede social corrigiu a falha. "O Facebook tem uma equipe profissional de segurança e eles corrigem problemas bem rápido", disse.

"Nós aplaudimos o pesquisador de segurança que chamou nossa atenção para esse problema e por reportar o bug de modo responsável pelo nosso Programa White Hat", disse um representante do Facebook na sexta, via e-mail. "Trabalhamos com a equipe para ter certeza de que compreendemos o alcance total da vulnerabilidade, o que nos permitiu corrigi-la sem qualquer evidência de que esse bug foi explorado. Devido à comunicação responsável desta questão, não temos evidência de que os usuários foram afetados pela falha. Nós fornecemos uma recompensa para o pesquisador como forma de agradecimento por sua contribuição ao Facebook Security."

CORREIO: Mozilla lança sistema operacional contra Apple e Google



A Mozilla anunciou neste domingo (24) um sistema operacional para smartphones, chamado de Firefox OS. O objetivo é combater a dominação de Google e Apple nesse mercado - as duas empresas juntas acumulam 90% das vendas. 

Para tarefa de tal envergadura, a Mozilla conseguiu reunir o apoio vários pesos-pesados do setor, incluindo 18 operadoras telefônicas e alguns dos maiores produtores de aparelhos e peças para celulares. 

O Brasil deverá ser um dos primeiros países a receber os novos aparelhos, que chegam ao mercado no meio do ano, segundo anúncio feito na véspera da abertura do Mobile World Congress - a maior feira do mundo no setor, realizada a partir desta segunda-feira em Barcelona. 

Conceitualmente, o sistema novo caminha no sentido bem diferente do trilhado pelo Android (do Google) e pelo iOS (da Apple), que funcionam num modelo de aplicativos baixados a partir de lojas exclusivas. O Firefox está baseado em tecnologia HTML5, uma evolução dos protocolos utilizados na internet usual. 

Com isso, programas e conteúdos para os novos aparelhos podem ser desenvolvidos livremente, sem depender da aprovação de empresa nenhuma para ir ao ar, e estarão integrados aos buscadores usuais (como Google e Yahoo). 

“A internet não deve ser controlada por ninguém, nunca”, disse Gary Kovacs, presidente da Mozilla, empresa controlada por um fundação (sem fins lucrativos) e responsável pelo navegador de internet Firefox . “Esse é um modelo falido e precisa mudar”.