sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

IDG Now! - Computação Corporativa - Quatro dicas para reforçar a segurança da rede da empresa



IDG Now!: - Computação Corporativa - Quatro dicas para reforçar a segurança da rede da empresa

Segundo especialistas, medidas simples ajudam a proteger a empresa contra intrusões.

Cresce o número de ataques distribuídos por negação de serviços (DDoS – Distributed Denial-of-Service) e as empresas devem ficar atentas para evitar que seus serviços fiquem fora do ar. Segundo os especialistas em segurança da informação, medidas básicas ajudam a manter a rede corporativa protegida.

A McAfee lista passos simples que auxiliam clientes corporativos a serem mais proativos na prevenção contra ataques DDoS em suas redes.

Esses ataques costumam adotar uma combinação de técnicas bem conhecidas, tais como SYN e ICMP flooding, ao uso de ferramentas como LOIC e SlowLoris e algumas variantes de ponta.

A solução adequada para agir contra esses ataques, segundo recomendação da McAfee, é o sistema de prevenção de intrusão (IPS – Intrusion Prevention Systems).

Veja a seguir quatro dicas para manter um bom ambiente de IPS:

1- Preocupar-se com o tuning (otimização para aprimorar desempenho) e a configuração. Uma solução IPS mal configurada poderá gerar a falsa sensação de segurança, que muitas vezes é pior que a ausência da solução.

2- Conhecer a rede. Criar perfis de comportamento em que será fácil identificar qualquer anomalia, assim um possível ataque será facilmente detectado.

3- Manter a solução IPS atualizada, pois o mercado de segurança está em constante evolução e perder as atualizações do fabricante de IPS pode trazer resultados catastróficos.

4- Monitorar os eventos de ameaças e ataques regularmente.

“Estas ações são importantes para impedir tais ataques, permitindo manter uma segurança excelente ao ter à disposição o processo correto, as pessoas e as tecnologias certas”, informa a empresa.

Information Week: 10 obstáculos para redes sociais corporativas

Information Week: 10 obstáculos para redes sociais corporativas

Por que nem todas as empresas deveriam unir-se à visão de um time ágil, transparente, centrado em pessoas e colaborativo? Conheça as nossas razões
 Eu gosto de relatar histórias de sucesso de empresas 2.0 e fiz muito isso ao longo do ano passado. Esse tipo de texto é mais sedutor por ser mais fácil de conseguir que histórias de fracasso com redes sociais corporativas. Os provedores oferecem casos de êxito a todo instante, na verdade, sempre que conseguem que um cliente sirva e se apresente como referência.

Acredito que na existência de diversas histórias de sucesso com redes sociais, mas também está claro de que elas não são tão comuns ou tão simples como você pode imaginar. Como parte de uma pesquisa que fiz para a gravação de um webcast, voltei minha atenção para os obstáculos existentes nesse tipo de projeto.

Boa parte do material abaixo vem da leitura de previsões para social business para 2012 escritas por Dion Hinchcliffe, vice-presidente executivo de estratégia no Dachis Group. Uma das previsões é que intranets sociais, ou redes sociais corporativas, continuarão lutando para ampliar a adoção.

“Todos aqueles que tentam converter suas intranets em algo mais social tem tido um trabalho muito longo e complexo”, escreveu Hinchcliffe. “Para ser mais claro, isso não acontece porque intranets sociais sejam inúteis, mas ao coordenar o departamento de TI, a comunicação corporativa, RH e, com frequência, provedores competindo pelo projeto mostra que muitas empresas não evoluíram como deveriam.

A noção de uma revolução 2.0 nos negócios em torno de softwares sociais remete a 2006 e à definição de Andrew McAfee sobre como as tecnologias de web 2.0 mudariam os negócios. As conferências sobre Enterprise 2.0 realizadas pela UBM (editora que publica a InformationWeek EUA) são desenvolvidas dentro de uma noção de que a verdade está para quem quiser ver. Dado o sucesso do Facebook e de outras experiências sociais, por que nem todas as empresas deveriam unir-se à visão de um time ágil, transparente, centrado em pessoas e colaborativo?

Aqui estão algumas razões:

1 – Cultura de comando e controle: quem disse que todas as organizações querem ser transparentes e flexíveis e fazer convites de participação em toda a esquina? E se o CEO avaliar que rede social corporativa é dar aos funcionários uma ferramenta na qual eles podem jogar contra o líder? Para que vender a ilusão de organização democrática se esta não é a forma que você quer levar sua companhia?

Muitas organizações moderadamente conservadoras pensarão duas vezes – talvez até três – quando avaliarem se uma rede social interna faz sentido para a cultura corporativa em vigor.

2 – Conotação Facebook: a frase “o Facebook dentro de sua empresa” soa como mágica para muita gente. Quanto escrevi sobre uma implantação do Socialcast, do SAS Institute, no início deste ano, esta era a frase que o pessoal da comunicação corporativa usavam para promover o projeto. Eles ouviam “Facebook” e pensavam: este sistema de colaboração se espalhará como uma campanha viral pela companhia. E não é esta maravilha.

O Facebook tem, entretanto, outras conotações. Se a equipe de gerentes ao ouvir Facebook pensar em “frivolidade e pessoas usando para compartilhar piadas e fotos de bebês”, então, o apelo comparativo trará mais dificuldade para que os líderes comprem o conceito internamente.

3 – Profusão de ferramentas: a explosão de ferramentas sociais é uma fonte de grande inovação, mas também causa muita confusão. Organizações podem facilmente ficar confusas diante de diversas redes sociais corporativas usadas por diferentes times ou departamentos, ou pelas diferenciadas propostas de cada uma delas. São diversas aplicações sociais apresentadas para gerenciamento de projeto ou reconhecimento de funcionário, cada uma vindo com seu próprio perfil de usuário, atividades e noções de como as conexões são formadas.

Um ambiente social fragmentado pode ser pior do que não ter nenhum.

4 – Integração: em TI corporativa a integração é o objetivo universal que nunca atinge um nível de perfeição. Embora a perfeição não seja algo possível, para cada aplicação há um estado de “bom o bastante” quando o assunto é integração e que torna o sistema adequado ao uso. Nesta toada, uma das maiores preocupações para o sucesso das redes sociais corporativas deve ser a integração com sistemas relevantas como diretórios corporativos e sistemas de gestão de conteúdo.

Os fornecedores podem entregar todas as interfaces de programação de aplicativos imagináveis, mas atingir a integração necessária ainda pede grande esforço da TI. Se uma rede social corporativa é lançada com significante integração de aplicativos, os empregados vão aderir naturalmente.

5 – SharePoint: a plataforma de colaboração da Microsoft foi um dos produtos que recebeu grandes críticas por parte do lamento de Hincliffe quando ele aborda “a competição dos provedores” dentro das empresas como fator da baixa adoção de social software. “O SharePoint tem sido lento no movimento para se integrar com mais ferramentas sociais especialmente para grande empresas”, escreveu o especialista.

Ainda que o SharePoint seja uma plataforma de colaboração e gestão de documentos, tem reputação de plataforma social incompleta. A Microsoft provê alguns elementos sociais básicos para perfis, feeds, mas criar um ambiente social completo a partir da solução requer personalização pesada ou adicionar produtos como NewsGator Social Sites.

6 – Competição das redes sociais gratuitas: os funcionários vão inevitavelmente comparar a experiência de uma rede social corporativa com a de um site como o Facebook. E isso pode ser um problema se o ambiente corporativo não oferecer uma interface à altura da expectativa do usuário, levando a uma frustração e fazendo com que a ferramenta perca sua importância.

Também pode afetar essa experiência o excesso de burocracia associada ao ambiente social corporativo. Alguns projetos podem encontrar um caminho fácil para colaborar via grupos no Facebook ou por produtos classificados como freemium como Yammer ou Teambox.

Seria isto algo ruim? Pode ser se informações críticas são compartilhadas em uma ferramenta que não atende aos requerimentos de segurança corporativa. Um grupo no Facebook poderia ser uma solução para organizar eventos, mas não abordar uma fusão, por exemplo. No caso de soluções freemium, como Yammer, a organização que tiver uma mente mais aberta deveria ao menos considerar a solução para pavimentar o caminho ao oficializar algo que já funciona e estabelecer um controle corporativo.

7 – Problemas com compliance: indústrias reguladas como a de serviços financeiros e saúde devem dispensar atenção especial na avaliação se a rede social corporativa atende a todos os requerimentos e regras que regem o setor como arquivamento de dados. Além disso, eles tendem a enxergar mais riscos que benefícios em tecnologias que facilitam o compartilhamento de informações, já que elas têm a responsabilidade de manter sob controle algumas categorias de dados.

8 – Processos de negócio e fluxos de trabalho: teoricamente, o software social deveria tornar os processos de negócio mais eficientes. Quando você lê alguns posts de pessoas que trabalham em problemas similares aos seus, você pode combinar forças. Quando tem uma questão, pode perguntar para toda a empresa e obter a resposta mais rapidamente. Para um efeito maior, a experiência social deve ser embarcada nos processos de negócio que você deseja acelerar. De outra forma, você pode inibir a adoção.

9 – Opcional x mandatório: com poucas exceções, como no caso da Atos, empresa de serviços de TI francesa, que baniu o e-mail em favor da colaboração social, organizações que adotam software social interno promovem seu uso, mas não o tornam mandatório. Ditar uma solução pode ser o caminho mais fácil. Ao menos parece ser.

Mas a adoção voluntária é provavelmente a abordagem mais rica. Se um software social é realmente tão maravilhoso, os empregados vão aderir naturalmente, assim como fazem com coisas que tornam a vida mais fácil. Se a adoção não acontece, talvez, a rede social interna precisa de mudanças para acomodar o comportamento das pessoas.

10 – Colaboração e gestão do conhecimento: todos já escutamos essas promessas antes? A visão de uma rede social corporativa pode realmente levantar a ideia de que trará diversos benefícios que, supostamente, poderiam ser entregues com as primeiras gerações de soluções de colaboração, workflow e gestão de conhecimento. Mas tudo mudou. Para um software social ter sucesso, ele precisa de um trabalho melhor e não apenas surfar na onda da moda.

Information Week: Open source e outras soluções de tecnologia para pequenas empresas



Information Week: Open source e outras soluções de tecnologia para pequenas empresas

PMEs devem permanecer ágeis e criativas para aproveitarem as últimas tecnologias e evitar falhas de TI
 
Até onde eu sei, não há uma definição universal do que constitui um negócio de pequeno e médio porte, mas uma boa regra é as empresas que têm menos de 1.000 empregados ou faturamento abaixo de US$ 500 milhões. Note que esse valor está muito longe mesmo das menores empresas dos Estados Unidos listadas entre as 500 mais ricas, com uma receita bem acima de US$ 4 bilhões.

As PMEs são diferentes das grandes empresas, em muitos aspectos, mas aqui está uma maneira de olhar para elas: pequenas e médias empresas não têm apenas menores orçamentos de TI, elas também são menos capazes de suportar grandes falhas de projetos de tecnologia. Considerando que uma grande empresa pode – e, lamentavelmente, muitas vezes faz – disperdiça milhões de dólares em iniciativas falhas de TI, uma PME pode cambalear e, possivelmente, falir se um projeto crítico de TI dar errado.

Isso não quer dizer que as empresas menores estão em atraso na aplicação da tecnologia. Muito pelo contrário: PMEs são bastante inovadoras no uso da tecnologia para atingir seus objetivos. Em um estudo recente sobre o mercado de software para as pequenas e médias empresas, o analista da Forrester Research e principal autor Tim Harmon observa três razões para isso:

1. “Millennialization” das PMEs: trabalhadores de TI pertencem à uma geração mais nova e mais experiente no uso de tecnologia (especialmente das mais recentes);

2. “Enterprization” das PMEs: gerentes experientes e os profissionais da informação têm aprendido lições em outros lugares ao longo dos anos e trazem uma necessária maturidade;

3. A disponibilidade de hardware de baixo custo, mas de alto desempenho, e novos modelos de entrega de software, inclui open source e software como um serviço.

Pequenas empresas estão focando seus orçamentos limitados de TI na melhoria da gestão de conteúdo, aplicação de inteligência de negócios e melhor (e mais barato) comunicação e conferências. Tudo isso converge essencialmente sobre a inteligência do cliente, incluindo experiência do cliente, análise e comunicação.

Forrester revelou que a Administração de Pequenas Empresas (SBA, da sigla em ingês) também é defendida: um foco em e-commerce, que a SBA chama de “um nivelador de negócio significativos” (uma frase banal que surgiu anos atrás, mas no mínimo verdadeira hoje ).

À medida que embarcamos em ano muito agitado (e eu não estou falando de eleições presidenciais dos EUA), não há dúvida de que as opções de tecnologia disponível para pequenas e médias empresas não têm precedentes em sua profundidade e amplitude.

Para começar, os fornecedores de TI Big Four descobriram as alegrias de vender para empresas de pequeno porte. Eles estão percebendo, como o astuto humorista britânico PG Wodehouse escreveu décadas atrás, que “cada pouco acrescentado ao que você tem faz apenas com que você tenha um pouco a mais “- e que “esses poucos a mais “podem acrescentar agradávelmente suas receitas. É por isso que a Oracle oferece “classe empresarial, soluções flexíveis e acessíveis” para empresas de médio porte. A SAP afirma que “88 mil clientes não podem estar errados,” A IBM tem soluções tentadoras para pequenas empresas em crescimento e a Microsoft tem um servidor para PMEs: o Windows Small Business Server.

Mas, e se depois de passar incontáveis horas com sofisticadas equipes de vendas desses grandes fornecedores, você começa a suspeitar que o sinal “Nós amamos Pequenas Empresas” é realmente plantado no extremo de um iceberg de complexidade e custo. E se desembarque no iceberg te fazer sentir como um encontro no Titanic? Não é melhor com um fornecedor menor, mais ágil e maleável?

Há um grupo bastante considerável de defensores da democracia tecnológica que tem duas palavras de sabedoria para você: open source. Soa como abre-te sésamo e, se bem gerenciada, essa não é uma metáfora ruim. Empresas de pequeno a grande porte alavancam com sucesso as soluções open source. É definitivamente uma opção para as PMEs.

Pequenos fornecedores de tecnologia têm essencialmente ps mesmos problemas que você. Ao entrar em uma parceria de partilha de risco para análise de clientes analíticos, por exemplo, a sua empresa serve como cobaia para o fornecedor. Você fornece os dados brutos e recursos internos e o vendedor oferece o software e consultoria. Juntos, vocês constroem algo que acrescenta um valor significativo para o seu negócio a um custo muito menor do que as alternativas de grandes fornecedores. O seu parceiro fornecedor, por sua vez, recebe um estudo de caso e implementação de referência (assim como o aprendizado) para mostrar a outros clientes e prospects.

O panorama da tecnologia está explodindo – nós nem sequer falamos sobre SaaS, nuvens e virtualização. PMEs têm uma infinidade de opções acessíveis e uma vantagem: podem tomar decisões e inovar sem o emaranhado burocrático que amarra seus concorrentes maiores. Mas para isso, você precisa ser ágil e criativo. Para se adaptar a partir de uma canção de ninar bem conhecida:

Jack seja ágil, Jack seja rápido, Jack salte sobre o software shtick.
Aqui está um 2012 de sucesso.

Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras: Internet para carros pode virar norma


Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras: Internet para carros pode virar norma

 
Consultoria internacional divulgou que, até 2026, 25% dos veículos brasileiros contarão com tecnologia

Uma novidade para aqueles que gostariam de unir o prazer ao dirigir e a interatividade da internet acaba de surgir. Segundo a consultoria internacional KPMG, a conexão via Wi-Fi e 3G nos carros deve virar norma nos próximos 5 anos. A fonte diz que os chamados “serviços de mobilidade urbana” também devem alcançar os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

E o Brasil está cotado para liderar o mercado para o segmento. Conforme uma pesquisa feita pela própria KPMG, 25% dos brasileiros deverão utilizar algum tipo de serviço móvel integrados em seus veículos até 2026.

O presidente mundial da KPMG, John Lench, também deu sua opinião sobre a conexão nos carros. Ele frisou a união entre a Toyota e a Intel e disse que “o crescimento de dispositivos para carros cresce tanto quanto o desenvolvimento de tablets e smartphones”, à BBC inglesa.

Enquanto 2016 não chega, a Chevrolet do Brasil já se adiantou com relação a essa tecnologia. Caso você não se lembre, a marca lançou em 2011 uma versão limitada do Agile chamada Wi-Fi. O modelo teve 1.000 unidades comercializadas, equipadas com um sistema de internet móvel para aparelhos como notebooks e smartphones. A Audi também oferece a mesma opção para o luxuoso A7, que conta com conexões com o Google e Google Earth.

INFO Online: - Internet - Notícias - ICANN ampliará número de domínios na internet apesar de críticas



Washington - A ICANN, uma organização independente responsável pela organização da Internet, planeja levar adiante seus planos para expandir o número de endereços de Internet possíveis, apesar de críticas setoriais e de preocupações de algumas organizações policiais.

A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, que decide quem administra os domínios com os sufixos .com, .net e outros que ficam na porção final de um endereço online, planeja começar a aceitar na semana que vem inscrições para um número muito maior de opções de domínios online.

Isso enfureceu e preocupou muitas empresas, que já dedicam esforços a vasculhar a Web em busca de violações de marcas e ocasionalmente adquirem endereços de Web que não planejam usar a fim de impedir que caiam sob o controle de aproveitadores.

Em carta divulgada na terça-feira, Lawrence Strickling, diretor da Administração de Telecomunicações e Informações, no Departamento de Comércio norte-americano, instou a ICANN a tomar medidas que minimizem a necessidade desse tipo desses registros defensivo por parte das empresas.

"Em reuniões que conduzimos com o setor nas últimas semanas, descobrimos que existe forte preocupação quanto aos detalhes específicos de um programa que pode resultar em consequências imprevistas e inesperadas, as quais podem ameaçar seu sucesso", escreveu Strickling em sua carta.

A ICANN informou na quarta-feira que estudaria as recomendações de Strickling. "Apreciamos as recomendações e sugestões do secretário assistente Strickling", disse Steve Crocker, presidente do conselho da ICANN, em comunicado distribuído via e-mail.

Os novos domínios custariam US$ 185 mil cada, e as inscrições serão aceitas a partir de 12 de janeiro, ainda que não se saiba quando os primeiros domínios registrados sob o novo regime entrarão em operação.

"É claro que vamos agir devagar", disse uma fonte próxima à ICANN. Mas, ainda assim, a organização não planeja adiar o lançamento dos novos domínios, cujo objetivo é permitir mais inovações em endereços de site e abrir espaço para os alfabetos não latinos. A organização promete um rápido processo para lidar com violações a marcas registradas sob o novo sistema.

Olhar Digital: Broadcomm anuncia chips "wi-fi 5G" com capacidade de até 1.3 Gbps



Olhar Digital: Broadcomm anuncia chips "wi-fi 5G" com capacidade de até 1.3 Gbps:

Novidade deve ser exibida pela primeira vez na CES, prometendo sincronização quase instantânea e mais capacidade em streaming

   

A Broadcomm anunciou, através de press release, sua principal atração na CES 2012, que acontecerá entre os dias 10 e 13 de janeiro, em Las Vegas, nos EUA. O comunicado à imprensa fala de uma série nova de chips wi-fi, que, segundo a empresa garante até 1.3Gbps de conexão. O release ainda diz que diversas empresas já sinalizam apoio à Broadcomm, como Comcast, Netgear e Lenovo.Os novos chips aprimoram a experiência de usuário, permitindo, por exemplo, streaming de vídeo em HD em mais dispositivos ao mesmo tempo, além de ter uma cobertura mais ampla, se conectando a dispositivos autorizados que estejam mais distantes. Apelidado "5G Wi-fi", a Broadcomm diz que o padrão utilizado para conexão é o "802.11 ac", que a empresa chama de "um passo evolucionário nos atuais padrões 802.11 a/b/n". Nossa equipe estará na CES 2012 para atestar a capacidade dos novos chips. Para saber mais, veja o release oficial (em inglês).

Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras:Obras terão de conter duto para fibra óptica



Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras:Obras terão de conter duto para fibra óptica



 
Regra em fase de formatação atingirá todo projeto de infraestrutura feito pelo governo federal ou financiado por ele

Setor elétrico já opera dessa forma, mas áreas como transporte e saneamento ainda não adotam essa conduta

Toda obra de infraestrutura feita pelo governo federal ou financiada por ele terá de conter dutos para fibras ópticas. Estradas, dutos de água e esgoto, linhas de transmissão e distribuição de energia deverão seguir a regra.

O Executivo está formatando um decreto com a norma e espera publicá-lo ainda no primeiro semestre. O texto deverá conter regras de governança dessas estruturas.

Os projetos deverão contemplar dutos com espaço para vários cabos e, consequentemente, várias prestadoras de telecomunicações.

Algumas obras no país já seguem essa conduta, principalmente no setor elétrico. Nas linhas de transmissão de energia, os cabos de fibra óptica são alojados nos cabos de proteção.

No entanto, setores como transportes e saneamento ainda não despertaram para o investimento em infraestrutura de fibras, e todo incremento sempre é feito por meio de reformas, novas escavações e mais investimento. O governo quer adotar a política do "dig once" (do inglês, "cave uma vez").

Segundo o Ministério das Comunicações, cada quilômetro de fibra óptica instalada custa cerca de R$ 10 mil, valor que considera elevado.

Por isso, uma política paralela está sendo pensada para obras já concluídas sem os dutos. O governo vai negociar com todos os setores da infraestrutura para baixar preços.

Com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por exemplo, o governo vai negociar o barateamento do uso da faixa de guarda das pistas (depois do acostamento).

ELÉTRICAS

Algo semelhante foi feito com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a pedido da Anatel (agência de telecomunicações), ao estabelecer um preço de referência de aproximadamente R$ 2 para o aluguel de postes para acomodação de cabos de fibra óptica. As elétricas chegavam a cobrar até R$ 19 pelo aluguel de cada unidade.

Sobre os cabos de fibra óptica já existentes há uma regulamentação prevendo o compartilhamento entre as teles. No entanto, a Anatel quer estimular a conduta com o PGMC (Plano Geral de Metas de Competitividade), que está em consulta pública e deve entrar em vigor em meados do ano.

Segundo o plano, toda tele com poder de mercado significativo será obrigada a compartilhar sua rede, uma espécie de aluguel da estrutura.

INFO Online - Notícias - Sindicato quer redução do ISS no setor de TI - TI



INFO Online:- Notícias - TI - Sindicato quer redução do ISS no setor de TI



Rio de Janeiro - O Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (antigo Seprorj, hoje conhecido como TI Rio) quer intensificar em 2012 a luta pela redução do Imposto sobre Serviços (ISS).

"Isso é estratégico para que o Rio de Janeiro volte a ter um mínimo de competitividade”, disse o presidente do sindicato, Benito Paret. O setor de tecnologia da informação (TI) reivindica a equiparação do percentual de ISS cobrado na capital fluminense, que é 5%, à média de 2% praticada em várias capitais do país, entre elas Belo Horizonte, Salvador, Recife, Florianópolis e Porto Alegre.

Benito Paret acredita que a redução da alíquota do ISS permitirá ao Rio recuperar o crescimento da atividade econômica, trazendo geração de empregos e atração de mais empresas para o município. “A prefeitura carioca comete um erro ao não perceber a importância da tecnologia da informação para a cidade”. Ele considera a transversalidade da TI estratégica. “Hoje em dia, essa tecnologia está presente em tudo”.

No que se refere à velocidade com que as legislações tributárias mudam no país, Paret disse que o esforço do sindicato será no sentido de acompanhar de perto a questão e discutir as alterações antes que elas possam ocorrer.

Para ele, as alterações que constam nas leis afetam as empresas que desenvolvem softwares e são responsáveis perante os clientes pelos problemas de adaptação dos programas à questão tributária. “Isso pode criar sérias dificuldades, multas. E há uma corresponsabilidade entre o usuário, o desenvolvedor do software e até um escritório de contabilidade. O fisco altera muito”, disse.

Sobre a mudança na sigla do sindicato, o presidente esclareceu que a sigla anterior se referia às empresas de processamento de dados. “Hoje, essa expressão não é mais predominante”.

O sindicato representa desde desenvolvedores, comercializadores e implantadores de software até a questão da segurança da informação, das redes sociais, do comércio eletrônico, da automação comercial. A maioria das empresas do setor é de micro e pequeno porte. “A marca TI Rio tem um sentido mais amplo daquilo que nós representamos hoje”.

INFO Online: Notícias - Mercado - Governo quer reduzir imposto do smartphone em 25%

INFO Online: Notícias - Mercado - Governo quer reduzir imposto do smartphone em 25%




São Paulo - O Ministério das Comunicações estuda um projeto para reduzir o preço dos smartphones (como Android e iPhone) em 25%. A iniciativa visa, basicamente, popularizar esse tipo de celular no Brasil e, também, aumentar o uso da internet.

A desoneração de 25% seria dada por meio de benefícios fiscais da Lei do Bem, que reduz o valor do IPI e zera a tributação do PIS/Cofins. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a redução, se aprovada, será oferecida para empresas que fabricam smartphones em fábricas montadas no país.

Os aparelhos importados, contudo, não terão direito ao beneficio caso ele seja aprovado.
 
O governo elabora o projeto baseado em pesquisas internas. Segundo informações do Ministério dasComunicações, o smartphone é um dos grandes desejos da classe C e, por causa disso, poderia se popularizar rapidamente com a queda no preço.

O Ministro, Paulo Bernardo acredita que a desoneração poderia aumentar consideravelmente o número de smartphones do país – hoje, dos 236 milhões de celulares, 36 milhões são smartphones. Ele usa como exemplo o mercado de computadores que, com uma politica de desoneração, cresceu no Brasil.

A queda no preço no smartphone poderia ajudar também as operadoras. Com uma base maior de celulares com acesso à web, as operadoras poderiam investir mais em redes de dados e ampliar a oferta para outras regiões do país.

INFO Online:Notícias - Internet: ICANN ampliará número de domínios na internet apesar de críticas





 Washington - A ICANN, uma organização independente responsável pela organização da Internet, planeja levar adiante seus planos para expandir o número de endereços de Internet possíveis, apesar de críticas setoriais e de preocupações de algumas organizações policiais.

A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, que decide quem administra os domínios com os sufixos .com, .net e outros que ficam na porção final de um endereço online, planeja começar a aceitar na semana que vem inscrições para um número muito maior de opções de domínios online.

Isso enfureceu e preocupou muitas empresas, que já dedicam esforços a vasculhar a Web em busca de violações de marcas e ocasionalmente adquirem endereços de Web que não planejam usar a fim de impedir que caiam sob o controle de aproveitadores.

Em carta divulgada na terça-feira, Lawrence Strickling, diretor da Administração de Telecomunicações e Informações, no Departamento de Comércio norte-americano, instou a ICANN a tomar medidas que minimizem a necessidade desse tipo desses registros defensivo por parte das empresas.

"Em reuniões que conduzimos com o setor nas últimas semanas, descobrimos que existe forte preocupação quanto aos detalhes específicos de um programa que pode resultar em consequências imprevistas e inesperadas, as quais podem ameaçar seu sucesso", escreveu Strickling em sua carta.

A ICANN informou na quarta-feira que estudaria as recomendações de Strickling. "Apreciamos as recomendações e sugestões do secretário assistente Strickling", disse Steve Crocker, presidente do conselho da ICANN, em comunicado distribuído via e-mail.

Os novos domínios custariam US$ 185 mil cada, e as inscrições serão aceitas a partir de 12 de janeiro, ainda que não se saiba quando os primeiros domínios registrados sob o novo regime entrarão em operação.

"É claro que vamos agir devagar", disse uma fonte próxima à ICANN. Mas, ainda assim, a organização não planeja adiar o lançamento dos novos domínios, cujo objetivo é permitir mais inovações em endereços de site e abrir espaço para os alfabetos não latinos. A organização promete um rápido processo para lidar com violações a marcas registradas sob o novo sistema.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras


Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras: MP vai regular direito a uso de redes das teles

O governo prepara uma medida provisória para regular o acesso de operadoras de telecomunicações e investidores à infraestrutura como rodovias, dutos, canaletas e postes que são utilizados para suportar a instalação de redes de comunicação pelo país. O texto pretende pôr fim às dificuldades que muitas empresas têm enfrentado para iniciar ou mesmo ampliar suas operações no setor.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, disse ao Valor que a situação atual inibe novos investimentos. "Vamos garantir o direito de passagem. Haverá obrigatoriedade de compartilhamento dessas estruturas", afirmou.

Toda obra que envolva o uso de recursos públicos, como redes de transmissão de energia, rodovias e trilhos, será aberta ao compartilhamento. Hoje, se a empresa detém a infraestrutura, pode não abrir espaço para um concorrente. Com a mudança, será obrigada a negociar. Cada tipo de infraestrutura terá um custo médio para compartilhamento. Na área de energia, a Aneel informará o valor de referência a ser cobrado. Esse tipo de negociação já acontece hoje, mas não há regras claras, o que inibe o investidor. "Vamos dar mais transparência ao relacionamento entre os que detêm a estrutura e os que querem ter acesso a ela", disse Rezende.

O uso compartilhado no setor de telecomunicações também passa pelo acesso múltiplo a grandes redes de transmissão de dados. O novo modelo, que rompe a exclusividade de operadoras a redes como as de fibra óptica, vem sendo amadurecido pela Anatel e faz parte do plano geral de metas de competição, que será regulamentado ainda no primeiro semestre.

Segundo o presidente da Anatel, que assumiu o posto em novembro, os desafios futuros das telecomunicações vão exigir revisão profunda no marco regulatório, necessidade que passa por temas sensíveis como o rumo que será dado aos bens reversíveis das concessões de telefonia e a possível criação de um tipo de Operador Nacional de Rede de Telecomunicações para cuidar da gestão das grandes malhas de comunicação, nos moldes do que ocorre hoje com o setor elétrico, monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Anatel quer resolver este ano o que é bem reversível

A agenda do novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, vai passar por temas espinhosos, como a questão dos bens reversíveis das concessões de telefonia, um assunto do qual o governo tem se esquivado, mas que passou a exigir ações concretas, sob risco de se transformar em verdadeira bomba-relógio para o setor no futuro.

Rezende, que foi chefe de gabinete do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão durante o comando de Paulo Bernardo - atual ministro das Comunicações, que o conhecia do Paraná -, se diz pronto para entrar no debate.

Os bens reversíveis são o patrimônio que a União passou para as mãos das operadoras de telefonia em 1998, quando privatizou o setor. O que foi concedido, na ocasião, são os serviços de voz por telefonia fixa. Ocorre que, com a queda constante desse serviço frente ao avanço do celular e da comunicação via internet, teme-se que em 2025, quando vencem as concessões, não haja muito o que devolver para a União.

"Vamos disciplinar, definitivamente, o que é bem reversível, por meio de um regulamento que está em fase de conclusão", diz Rezende, que chegou ao posto referendado pela indicação de Bernardo.

Economista, com 48 anos de idade, diz que será preciso fazer uma série de mudanças no marco regulatório do setor e defende uma atuação mais livre das operadoras junto ao consumidor. Para Rezende, que já foi membro do conselho de administração da Transpetro e presidente da operadora Sercomtel, no Paraná, o setor funcionaria melhor se contasse com um Operador Nacional de Rede de Telecomunicações, da mesma forma como acontece no setor elétrico, que é monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Sobre a realização dos leilões de faixas de frequência para este ano, o presidente da Anatel afirma que a oferta da faixa 2,5GHz (quarta geração da telefonia celular, destinada aos grandes centros urbanos), será realizada no mesmo dia em que for feita a venda da faixa de 450 MHz, voltada para o atendimento à zona rural. "Sabemos que a faixa de 450 MHz é custosa para quem for investir, mas tudo depende das condições que forem colocadas. Se não aparecer nenhum interessado, será oferecida com o leilão do 2,5GHz", explica.

A pauta de Rezende também envolve medidas para destravar o acesso aos serviços de operador móvel virtual. No ano passado, a Anatel liberou a criação dessas operadoras virtuais, em que empresas de qualquer área podem contratar a rede das teles para oferecer serviços. Projetava-se uma forte demanda de companhias, como bancos e redes de varejo, mas a verdade é que até agora apenas cinco empresas demonstraram interesse por conta de fatores como a duplicidade de cobrança de impostos entre operadora e empresa, o que aumenta o valor cobrado do consumidor final.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: Quando o serviço de banda larga prestado no Brasil deixará de ser caro e de baixa qualidade?

João Batista de Rezende: A qualidade requer investimentos, que serão feitos. Acredito que os maiores interessados nisso são as operadoras, que estão preocupadas em não perder o cliente para o concorrente. Nós conseguimos aprovar no ano passado o regulamento de qualidade para os serviços de internet. Esse texto estabeleceu a base mínima para o serviço que deve ser oferecido. Neste ano será feita uma pesquisa por amostragem em cada Estado. Haverá uma empresa independente, que será contratada para fazer essa medição de qualidade de serviço nas empresas. Será um trabalho constante, com índices de qualidade divulgados mensalmente. Daqui a seis meses, teremos um ranking das melhores prestadoras de serviços de banda larga. A Anatel vai supervisionar tudo isso de perto e, no fim de 2012, dará início aos processos de multa. Vamos passar por uma etapa de amadurecimento do setor como um todo.

Valor: No ano passado, a Anatel liberou a criação de operadoras virtuais, para que empresas de qualquer área possam contratar a rede das teles para oferecer serviços. Havia grande expectativa sobre esse serviço. Por que ele não foi para frente?

Rezende: Temos hoje cinco empresas com pedidos de operador de rede virtual móvel já aprovados pelo conselho. Será um crescimento paulatino. A falta de interesse até agora é resultado, basicamente, do imbróglio tributário que envolve a oferta do serviço. Hoje há duas formas de ser operador virtual: o aluguel da infraestrutura da tele ou o contrato para compra de minutos. No primeiro caso, o serviço exige um certo conhecimento técnico do operador virtual, já que ele assume a gestão daquele serviço, um conhecimento que muitas empresas não têm. No caso dos minutos, o acesso ao serviço é direto, mas há o problema de dupla tributação. A tele e a operadora virtual têm que pagar ICMS, PIS e Cofins, o que encarece o serviço para o consumidor. Esse assunto está em análise pelo Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária]. Vamos encontrar uma saída para essa questão.

Valor: O preço dos serviços de telefonia deve cair?

Rezende: A tendência é de queda. Veja que conseguimos aprovar novos critérios para baixar o valor da tarifa de ligações feitas de telefone fixo para o celular. Esse tipo de ligação tinha um custo muito alto. Até 2013, vamos reduzir o custo do minuto dessas ligações para R$ 0,31, o que significa uma queda real de 25% para o consumidor. Hoje, esse custo é de R$ 0,41. Essa redução, que será gradual, representa um impacto de R$ 5 bilhões por ano na receita das operadoras, mas eu acredito que esse valor não será perdido pelo setor. A tendência é que o consumidor contrate outros pacotes de serviços e que haja uma compensação. Esse dinheiro não vai sair do mercado das teles.

Valor: O que deve ser feito para aumentar a competição entre as operadoras?

Rezende: Nós estamos razoavelmente bem consolidados com a oferta de serviços no varejo, embora precise aumentar ainda mais. Nosso problema hoje é o atacado, que trata da questão do compartilhamento de infraestrutura. Esse assunto é vital para o país, por isso o governo está elaborando uma medida provisória, que deve sair neste ano, para obrigar o compartilhamento de estruturas como dutos, postes e canaletas. Vamos garantir o direito de passagem. Haverá obrigatoriedade de compartilhamento dessas estruturas.

Valor: Hoje não há regra para esse compartilhamento?

Rezende: Há dificuldades. Se a empresa que detém a infraestrutura não quiser abrir espaço, ela não abre. Nossa ideia é que toda obra que envolva recurso público seja aberta. Isso envolve empresas de energia e rodovias, por exemplo. Quem já estiver na estrutura será obrigado a negociar. Atualmente, essa negociação até acontece, mas não há regras claras, o que inibe o investidor. Vamos dar mais transparência para o relacionamento entre aqueles que detêm a estrutura e aqueles que querem entrar nela.

Valor: E como fica o compartilhamento da rede de telecomunicações?

Rezende: Isso faz parte do plano geral de metas de competição, que será regulamentado neste semestre. Além disso, nós incluímos neste plano a criação de um tipo de câmara setorial, com representantes de cada empresa, para participar dessas discussões. Esse tipo de organização já existe hoje para administrar processos como o da portabilidade numérica. As teles financiam essa entidade, que funciona de forma independente da Anatel.

Valor: Um tema sensível para a agência é a questão dos bens reversíveis das concessões de telefonia. Como ele será tratado?

Rezende: Vamos disciplinar, definitivamente, o que é bem reversível, por meio de um regulamento que está em fase de conclusão. Não podemos fugir de nossa responsabilidade de dar mais transparência para essa questão, mas acho que há um segundo debate importante para fazermos dentro desse assunto.

Valor: Qual?

Rezende: Pessoalmente, acredito que é preciso repensar o marco regulatório das telecomunicações, uma discussão que, obviamente, passa pelo governo e pelo Congresso. Observe que o único serviço público concedido que existe hoje é o de voz por telefonia fixa. É isso que foi dado às operadoras, quando ocorreu a privatização. Os serviços de banda larga e telefonia móvel são autorizações privadas. Acontece que a voz por rede fixa tem sofrido uma forte desvalorização. E sejamos honestos: o cenário das telecomunicações será radicalmente diferente em 2025, quando vencem as concessões. Imagine se uma operadora, por exemplo, decidir migrar toda a sua base de clientes de voz em telefonia fixa para trafegar por meio da internet. O que seria repassado ao Estado quando vencer a concessão, se o que ele concedeu foram redes de telefonia fixa, e não internet? A reversibilidade se tornou um problema para o Estado.

Valor: A internet não poderia ser tratada como um serviço público?

Rezende: Há uma discussão sobre trazer o que é de regime privado para o público. Há pessoas que defendem a ideia de que tudo seja transformado em bem reversível, mas na realidade isso faria o investimento cair, porque o mercado não seria estimulado a colocar dinheiro em algo que teria de entregar depois. Como economista, creio que não é o melhor caminho. É preciso buscar uma alternativa que leve em consideração os insumos para a prestação dos serviços de telecomunicações. Esse é um debate que precisa ser travado dentro do governo. Essas mudanças no marco regulatório devem incluir uma ação mais centralizada na gestão das redes.

Valor: O que isso significa, exatamente?

Rezende: A Anatel tem que controlar menos o varejo e passar a se voltar mais para o atacado. Incrivelmente, o que está acontecendo hoje é que nós estamos voltados para o varejo sem ter uma ação centrada nos insumos, que é a infraestrutura vital das telecomunicações.

Valor: Qual seria, então, esse modelo ideal?

Rezende: Ainda estamos discutindo. Penso que o futuro das telecomunicações passa pela criação de uma entidade que cuide especificamente da gestão das grandes redes das operadoras. Essa instituição teria um papel parecido com o que o ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico] tem no setor elétrico. Seria um tipo de Operador Nacional de Rede de Telecomunicações, que funcionaria paralelamente à Anatel.

Valor: Essa proposta está em análise pelo governo?

Rezende: Por enquanto é uma defesa minha, que levarei ao ministro [das Comunicações] Paulo Bernardo.

Valor: Quais as expectativas do sr. para o leilão da 4ª geração?

Rezende: Vamos cumprir integralmente o decreto presidencial, que prevê a publicação do edital do leilão de 2,5 GHz [gigahertz] até 30 de abril. Votamos o texto neste mês, depois ele segue para consulta pública.

Valor: Quais condições serão impostas aos vencedores do leilão?

Rezende: Nossa preocupação inicial está concentrada em atender bem às 12 cidades-sede da Copa. Depois, serão atendidos os demais municípios. Essa faixa de frequência prevê aumento de capacidade de tráfego de dados, por isso vamos fazer com que as empresas se comprometam a construir redes de grande distância [backbone] para ofertar os serviços. Estamos com uma boa expectativa, o mercado brasileiro é hoje extremamente atrativo e, além disso, o espectro é um bem limitado. Essa é uma das últimas faixas disponíveis.

Valor: E quanto ao leilão da faixa de 450 MHz, que atende à zona rural?

Rezende: Vamos fazer a oferta dessa faixa no mesmo dia do leilão do 2,5 GHz. Sabemos que a faixa de 450 MHz é custosa para quem for investir, por conta da baixa densidade de população em certas regiões do país, mas tudo dependendo das condições que forem colocadas. Pode ser que apareçam interessados. Se não aparecer nenhum, ela será oferecida com o leilão do 2,5GHz.

Valor: Apesar dos problemas previstos de interferência, quando a Anatel vai conseguir licitar a faixa 3,5 GHz? Este ano ainda sai?

Rezende: Estamos trabalhando para isso, mas não vamos misturar com o 2,5 GHz. Publicaremos o edital um pouquinho depois. O 3,5 GHz é uma faixa muito maior, que deve ser usada para Wi-fi, basicamente. Quanto à interferência nas antenas parabólicas, parece que os problemas já estão sendo resolvidos entre a agência, o CPQD e o setor de radiodifusão.

Valor: O que deve ocorrer este ano no setor de TV a cabo, depois da sanção em 2011 da lei que unificou o setor de TV por assinatura no país?

Rezende: O Congresso Nacional finalmente resolveu a situação e a aprovação se deu na direção de tudo aquilo que esperávamos. Temos um regulamento aprovado e que ficará em consulta pública até 5 fevereiro. Achamos que a partir de abril podemos dar as primeiras outorgas de TV a cabo. Agora, não tem limite mínimo de cobertura, que era um problema em cidades maiores. Se uma operadora quisesse fazer uma TV a cabo só na Rocinha, não iria obter a licença porque teria que fazer no Rio de Janeiro inteiro. Agora, levamos em consideração que a TV a cabo é um serviço privado, em que o interessado precisa apresentar apenas um projeto técnico mínimo e pagar R$ 9 mil. Se ele quiser fazer e quebrar a cara é uma decisão privada. Se entrar no negócio, vai ver que não é barato fazer uma empresa de TV a cabo. Além disso, será obrigado a fazer o carregamento dos canais e cumprir todas as outras obrigações que a lei determina.

Valor: Quantas outorgas devem ser concedidas?

Rezende: Temos 600 pedidos de empresas que estavam esperando uma definição. Agora ela saiu. Acreditamos que, se 20% desses realmente pedir a outorga, será uma vitória importante.

TI INSIDE Online - Sindicato quer equiparação de tributos para obter competitividade no setor de TI

TI INSIDE Online - Sindicato quer equiparação de tributos para obter competitividade no setor de TI:

Sindicato quer equiparação de tributos para obter competitividade no setor de TI



O Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (ex-Seprorj, hoje conhecido como TI Rio) quer intensificar a luta pela redução do Imposto sobre Serviços (ISS) neste ano. “Isso é estratégico para que o Rio de Janeiro volte a ter um mínimo de competitividade”, disse o presidente do sindicato, Benito Paret. O setor de tecnologia da informação reivindica a equiparação do percentual de ISS cobrado na capital fluminense, que é 5%, à média de 2% praticada em várias capitais do país, entre elas Belo Horizonte, Salvador, Recife, Florianópolis e Porto Alegre.
Paret acredita que a redução da alíquota do ISS permitirá ao Rio recuperar o crescimento da atividade econômica, trazendo geração de empregos e atração de mais empresas para o município. “A prefeitura carioca comete um erro ao não perceber a importância da tecnologia da informação para a cidade.” Ele considera a transversalidade da TI estratégica. “Hoje em dia, essa tecnologia está presente em tudo.”
No que se refere à velocidade com que as legislações tributárias mudam no país, Paret disse que o esforço do sindicato será no sentido de acompanhar de perto a questão e discutir as alterações antes que elas possam ocorrer. Para ele, as alterações que constam nas leis afetam as empresas que desenvolvem software e são responsáveis perante os clientes pelos problemas de adaptação dos programas à questão tributária. “Isso pode criar sérias dificuldades, multas. E há uma corresponsabilidade entre o usuário, o desenvolvedor do software e até um escritório de contabilidade. O fisco altera muito”, disse.
Sobre a mudança na sigla do sindicato, o presidente esclareceu que a sigla anterior se referia às empresas de processamento de dados. “Hoje, essa expressão não é mais predominante.” O sindicato representa desde desenvolvedores, comercializadores e implantadores de software até a questão da segurança da informação, das redes sociais, do comércio eletrônico, da automação comercial. A maioria das empresas do setor é de micro e pequeno porte. “A marca TI Rio tem um sentido mais amplo daquilo que nós representamos hoje.” Com informações da Agência Brasil.

TI INSIDE Online - IBM compra desenvolvedora de plataforma de testes se aplicações em nuvem



TI INSIDE Online - IBM compra desenvolvedora de plataforma de testes se aplicações em nuvem:

IBM compra desenvolvedora de plataforma de testes se aplicações em nuvem


A IBM realizou a primeira compra do ano. A mais nova integrante da gigante de TI é a Green Hat, desenvolvedora de uma plataforma na nuvem que permite aos desenvolvedores testarem aplicações em ambientes virtualizados. Os termos financeiros da transação não foram revelados.

Em nota, a empresa exaltou a tecnologia da Green Hat, que, segundo ela, reduz custos e aumenta a eficiência por dispensar a criação de um espaço físico para testes de software e aplicações. Segundo a empresa, isso pode representar mais de 50% dos custos de uma operação. A empresa foi fundada em 1996.

A Green Hat será incorporada à divisão de Rational Software da IBM e seu portfólio será integrado às soluções da empresa. Entre os clientes da Green Hat, estão a British Airways, a loja de departamentos H&M, a operadora T-Mobile e os bancos JP Morgan e Goldman Sachs.

INFO Online: Carreira - Notícias - CPM Braxis Capgemini abre 300 vagas em TI




São Paulo - A CPM Braxis Capgemini, empresa de soluções de TI, abriu 260 posições para estudantes universitários e 40 para ensino técnico.

Os estudantes de cursos universitários atuarão nas áreas de applications management services, applications services, marketing & communications, enterprise applications services (ERP), sales, infrastructure technology services e human resources. Para os estudantes técnicos há 40 vagas em Infrastructure Technology Services.

Os universitários devem estar matriculados em cursos das áreas relacionadas à TI, administração, economia, engenharia de produção, pedagogia, psicologia, recursos humanos, publicidade e propaganda, comunicação e marketing. Já os estudantes do ensino técnico devem estar matriculados em cursos das áreas informática, telecomunicações e técnico em redes.

As vagas são para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Conhecimentos em inglês e outros idiomas serão considerados um diferencial. Vale lembar que alguns cargos exigem inglês avançado.

O processo seletivo conta com inscrição online, teste online de raciocínio lógico e inglês, análise de currículos, teste presencial de português e redação e dinâmica de grupo. Para as vagas que exigem inglês avançado haverá também a validação oral do idioma.

A CPM Braxis Capgemini oferece bolsa-auxílio, seguro de vida, vale-refeição e vale-transporte, assistência médica e odontológica. As inscrições são feitas por meio do site da empresa.

INFO Online: TI - Notícias: Investimento em TI vai desacelerar em 2012, diz Gartner



INFO Online: TI - Notícias: Investimento em TI vai desacelerar em 2012, diz Gartner




São Paulo - O investimento global em tecnologia da informação (TI) vai crescer de forma mais lenta que a esperada este ano por causa da fraqueza de economias e das enchentes na Tailândia. Na Europa, o gasto vai recuar, segundo estimativas da empresa de pesquisas de mercado Gartner.

A empresa reduziu sua estimativa para o crescimento global de investimento em TI de 4,6 para 3,7 por cento. Em 2011, o investimento mundial somou 3,7 trilhões de dólares, alta de 6,9 por cento sobre 2010.

"O crescimento econômico global vacilante, a crise da zona do euro e o impacto das enchentes sobre a produção de discos rígidos da Tailândia pesam sobre o cenário de investimento", disse Richard Gordo, vice-presidente de pesquisa da Gartner.

A empresa informou nesta quinta-feira que as enchentes na Tailândia vão cortar a oferta de HDs em 25 por cento ou mais nos próximos seis a nove meses, uma vez que o país é um grande centro produtor do dispositivo e de seus componentes.

"Reconstruir instalações de produção destruídas também vai levar tempo e os efeitos disto continuarão gerando ondas durante 2012 e, muito provavelmente, em 2013", acrescentou.

A Gartner afirmou que, por conta da queda na oferta de discos rígidos e da cautela no gasto com equipamentos, também cortou a estimativa para vendas de PCs.

Olhar Digital: A corrida brasileira pela conectividade na Copa


Olhar Digital: A corrida brasileira pela conectividade na Copa:

Banda Larga no Brasil ainda é a mais cara do mundo e estamos longe de ter um país 100% plugado à rede




Com a expectativa da Copa do Mundo em 2014, está previsto que o Brasil passe por uma série de mudanças em sua infraestrutura. Porém, muito vem sendo discutido sobre o fato de o país não estar pronto para receber um evento de dimensões globais dentro dos prazos estabelecidos, principalmente no que diz respeito aos setores de TI e Telecom.

As chamadas "TICs" (Tecnologia da Informação e Comunicação) fazem parte da segunda etapa do planejamento para a Copa do Mundo de 2014. Toda essa base deveria estar pronta até 2012, pois servirá para as transmissões esportivas e serviços aos turistas e cidadãos brasileiros interessados em acompanhar os jogos.

Porém, faltando menos de três anos para a Copa, o governo brasileiro ainda está definindo critérios para a implementação do Plano Nacional da Banda Larga (PNBL). Este já está atrasado, uma vez que as regiões Nordeste e Sudeste, onde ficam mais da metade das 12 cidades-sede dos jogos, já deveriam ter recebido as conexões desde 2010, conforme o projeto inicial. Ainda em abril de 2011, houve um debate com o objetivo de decidir se a conexão do plano seria de 600 Kbps, o que é insuficiente, ou de 1 Mbps, pelo preço de R$ 35,00.

Seis meses após essa discussão, a ONU divulgou um estudo que ajuda a entender em qual posição o Brasil realmente se encontra com relação a outros países nesse universo. Um pacote de banda larga móvel de 1Mbps no Brasil custa em média US$ 51,27 por mês (cerca de R$ 92,00) – trata-se da banda larga mais cara do mundo.

Diante desses fatos chocantes, no quesito preço, o Plano pode até parecer vantajoso em um primeiro momento. Contudo, deixando de lado o preço do serviço do governo e partindo para o quesito capacidade, o cenário parece bem desanimador. Enquanto estamos brigando para conseguir 1Mbps, está previsto que o plano dos Estados Unidos deve atingir até 100 Mbps. O coreano, por sua vez, já abrange entre 1 e 2 Gbps. Isso significa que a conexão coreana é até 2.000 vezes mais rápida do que a do PNBL.

Alguns poderiam contestar que, em termos de tecnologia, estes dois países não devem ser comparados com o Brasil por uma questão de desenvolvimento econômico. Todavia, o mesmo estudo aponta que países mais subdesenvolvidos do que o Brasil estão à nossa frente se tratando de banda larga móvel. O Sri Lanka, por exemplo, cobra US$ 4.34 pelo serviço por uma conexão de 7,2 Mbps. A verdade é que países como Quênia, Marrocos, Turquia e Vietnã estão em situações mais privilegiadas do que a nossa, quando o assunto é conexão.

É evidente que o Brasil está muito atrasado na corrida global pela conectividade. Mas, olhando a situação por um prisma mais otimista, podemos pensar que dificilmente o país daria os seus primeiros passos espontaneamente para o PNBL. Apenas um evento de dimensões colossais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas poderão nos trazer algum benefício de infraestrutura em maior escala. O que nos resta é torcer para que algum legado reste à população brasileira após os eventos esportivos. Se a internet popular realmente chegar a todos os municípios nacionais até 2014, como foi prometido, já teremos alguma coisa.

Olhar Digital: Jailbreak do iPhone 4S pode sair em uma semana, diz hacker

"pod2g" diz estar fazendo progresso no destravamento de dispositivos com processador A5




O iPad 2 e o iPhone 4S são, atualmente, os únicos dispositivos que ainda não possuem o jailbreak - o famoso destravamento de aparelho que permite que os produtos da Apple rodem diversos aplicativos instalados gratuitamente e sem o aval da AppStore. Mas essa é uma realidade próxima de mudar.


O hacker "pod2g"
postou em seu Twitter que está fazendo progressos com o processo que pode viabilizar o jailbreak nos lançamentos mais recentes da Apple. O hacker ainda estima uma previsão de lançamento do recurso: uma semana.





A Apple, outrora habituada a processar usuários que recorressem ao jailbreak, já não pode mais acionar ninguém na justiça por isso. A legislação estadunidense - e também a brasileira - entende que não se trata de crime o destravamento do aparelho, com a ressalva de que o usuário não o use para a instalação de software pirata.

Porém, a empresa ainda se mantém contra o jailbreak, invalidando a garantia do aparelho e alegando que, destravado, seu "iTreco" está com acessos abertos para malwares.

Olhar Digital: Gartner anuncia previsões de TI para 2012



Olhar Digital: Gartner anuncia previsões de TI para 2012:

Empresa aponta que o controle dos orçamentos de TI está migrando para outros departamentos




O Gartner, empresa especializada em pesquisas e aconselhamento na área de tecnologia da informação, anunciou suas previsões para empresas e usuários de TI em 2012. Os analistas dizem que as mudanças modificarão a forma de controle dos orçamentos das organizações de TI conforme os custos e as tecnologias estarão mais pulverizadas pelas empresas.

Segundo o Gartner, as Previsões Top para 2012 e para os anos seguintes mudarão a natureza dos negócios. "As tendências apontam o crescimento da computação em nuvem e sinalizam que os usuários vão usar seus próprios aparelhos no ambiente de trabalho", disse Daryl Plummer, vice-presidente executivo do Gartner. "À medida que os usuários passam a ter mais controle dos dispositivos que utilizam, os gerentes de negócios adquirem maior poder para controlar seus próprios orçamentos de TI em relação aos últimos anos. Conforme o mundo tecnológico avança, os CIOs estão descobrindo que devem coordenar suas atividades em um escopo mais amplo do que anteriormente. Embora esta seja uma situação difícil para as áreas de TI, este é o momento deles se adaptarem. Se isso não acontecer, os CIOs perderão espaço nas empresas", afirma.

Os analistas do Gartner anunciam que ao longo de 2012 haverá um aumento no volume de informações disponíveis para as companhias, mas que será um desafio entendê-las. Em razão destas mudanças no controle dos sistemas que as organizações de TI estão enfrentando, a perda da capacidade de garantir a consistência e a eficácia dos dados fará com que sejam necessários muitos funcionários para prevenir que as empresas percam oportunidades ou para que usem informações questionáveis para a tomada de decisões estratégicas. Como não existe nenhum marco regulatório no horizonte próximo, isso deixará que cada companhia decida por si mesma como lidar com a introdução de "Big Data" (grandes volumes de dados).

"Toda organização que quiser crescer em TI no próximo ano deve estabelecer uma coordenação de atividades com áreas de negócio", afirma Plummer. "As companhias devem estabelecer a gestão de relacionamento como uma capacidade chave e treinar suas equipes adequadamente. O motivo é que a falta de controle só poderá ser combatida por meio de atividades coordenadas. A organização de TI do futuro deverá gerenciar aqueles que possuem o dinheiro, os que entregam os serviços, protegem os dados e os consumidores que querem estabelecer seu próprio ritmo para usar seus aplicativos, devices e computadores".

Para acessar o relatório completo, clique aqui. Abaixo, veja algumas das principais previsões do Gartner para 2012:

- Até 2015, os serviços de nuvem de baixo custo vão canalizar até 15% do faturamento dos principais players.

- A bolha de investimentos vai explodir para as redes sociais de consumidores em 2013 e para as companhias de software social empresarial em 2014.

- Até 2016, pelo menos 50% dos usuários de email empresarial vão depender primariamente de um navegador, um tablet ou um cliente móvel, em vez de um cliente desktop.

- Até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações voltadas para smartphones e tablets vão superar os projetos nativos de PCs a uma taxa de quatro para um.

- Até 2016, 40% das empresas farão com que os testes de segurança independentes sejam uma precondição para utilizar qualquer tipo de serviço de nuvem.

- No final de 2016, mais de 50% das companhias da Global 1000 terão armazenados dados confidenciais dos clientes na nuvem pública.

- Até 2015, 35% dos gastos corporativos de TI para a maioria das organizações serão gerenciados fora do orçamento do departamento de TI.

- Até 2016, o impacto financeiro do cybercrime aumentará 10% por ano, em virtude da descoberta de novas vulnerabilidades.

- Até 2015, os preços para 80% dos serviços de nuvem vão incluir uma sobretaxa global de energia.

- Até 2015, mais de 85% das organizações da Fortune 500 não vão conseguir explorar "Big Data" efetivamente para obter vantagem competitiva.