terça-feira, 5 de junho de 2012

CIO: Cert.br libera nova versão da Cartilha de Segurança para Internet


Com temas como redes sociais e celulares, o documento apresenta os riscos e os cuidados necessários no uso da internet; conteúdo pode ser visto na íntegra
Karen Carneti


O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) lançou a nova versão da Cartilha de Segurança para Internet, a 4.0. A anterior era de 2006.

A cartilha, feita em HTML5, agora contém ilustrações e inovações técnicas importantes, e é licenciada no Creative Commons (CC BY-NC-ND 3.0). Em breve também será possível acessá-la pelo formato de livro eletrônico (ePub), diz o Cert.

Com temas como redes sociais e celulares, o documento apresenta no primeiro capítulo uma introdução sobre os riscos e os cuidados necessários no uso da internet. Do segundo ao sexto capítulos, o tema é aprofundado, e nos seguintes são abordados os cuidados a serem tomados e mecanismos de segurança.

A partir desta versão serão liberados periodicamente fascículos especializados. Os dois primeiros - que estarão disponíveis no segundo semestre - serão sobre “redes sociais” e “senhas”. Slides sobre esses temas também estarão disponíveis para download, com a finalidade de auxiliar professores a disseminar o conteúdo em sala de aula.

A íntegra da Cartilha de Segurança para Internet está disponível em cartilha.cert.br.

G1: Vírus 'Flame' tinha assinatura digital da Microsoft, alerta empresa


Software do Windows tinha falha que permitia assinaturas.
Cooperação entre empresas desativou servidores de controle.

A Microsoft lançou uma atualização para o Windows para não reconhecer códigos autenticados com um certificado usado pela empresa no Serviço de Licenciamento do Servidor de Terminal ("Terminal Server Licensing Service"). De acordo com Mike Reavey, diretor do time de segurança da Microsoft, a praga digital Flame, descoberta na semana passada, usou um recurso do software para se passar por um programa autorizado da Microsoft.

Novas informações sobre o Flame também foram publicadas pela fabricante de antivírus Kaspersky Lab. Com o auxílio da GoDaddy e do OpenDNS, os especialistas da Kaspersky conseguiram redirecionar os endereços de controle usados pela praga digital. As informações indicam que, além do Oriente Médio, o Flame também tinha vítimas na Europa, na Ásia e na América do Norte.


Certificado digital autentica o Microsoft
Office Word 

Certificado válido

O Windows usa certificados digitais para comprovar a origem de softwares. Componentes do sistema são assinados por um certificado da Microsoft, ao qual apenas a empresa tem acesso. Outras empresas também têm certificados próprios, mas eles precisam ser validados para garantir a identidade. Pragas digitais normalmente não possuem qualquer certificado.

No entanto, a Microsoft revelou que o uso de um "algoritmo criptográfico mais antigo" no Serviço de Licenciamento do Servidor de Terminal, que também usa certificados para autorizar acesso aos serviços de Desktop Remoto, permitiu a assinatura de códigos (programas). A atualização da empresa não permite mais que o certificado do Servidor de Terminal seja válido em softwares.

A informação inicial era de que o Flame não usava nenhum certificado válido, diferente dos vírus Stuxnet e Duqu, que faziam uso de certificados roubados de fabricantes de hardware.

Novas vítimas do Flame

A Kaspersky Lab começou a coletar informações que os computadores infectados pelo Flame estão enviando aos seus servidores de controle. Com a colaboração de empresas registradoras, os endereços foram desativados e, agora, redirecionados para obter novas informações sobre a praga.

De acordo com a fabricante antivírus, "são mais de 80" endereços de comando e controle (C&C). Os mais antigos foram registrados em 2008. Todos os registros foram feitos usando identidades falsas.

A empresa antivírus também informou que o vírus "parece ter um grande interesse" por arquivos AutoCAD, gerados em projetos de engenharia, e documentos do Office e PDF. A companhia afirmou ainda que aparentemente o Windows 7 de 64 bits não é afetado pelo Flame.

TI INSIDE Online: Países da AL vão debater uso de dados digitais em formato aberto


Com o objetivo é debater como os parlamentos podem aperfeiçoar o uso da linguagem XML – linguagem de marcação html que define regras para descrição de documentos na internet –, a Câmara dos Deputados promove na quarta-feira, 6, o encontro internacional "Parlamentos Conectados: Introdução ao XML Legislativo", em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização das Nações Unidas.
Criada pelo consórcio World Wide Web Consortium (W3C), a linguagem é um padrão aberto, sem detenção de direitos, que permite a ampliação do acesso da sociedade às informações no formato de dados abertos. Os debates envolverão temas como transparência e gestão da informação, considerados prioritários na pauta dos órgãos de governo que querem se comprometer com a divulgação abrangente e irrestrita de suas atividades.
O encontro terá a presença dos diretores de tecnologia da informação e comunicações dos parlamentos de 17 países (México, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Nicarágua, Paraguai, República Dominicana, Trindade e Tobago e Uruguai), além de especialistas do BID e das Nações Unidas.
A Câmara dos Deputados promove o encontro no âmbito da Rede de Intercâmbio dos Parlamentos da América Latina e Caribe (Ripalc), da qual é integrante desde 2011. No biênio 2011/2012, a entidade tem como secretário-executivo o diretor do Centro de Documentação e Informação, Adolfo Furtado. Com informações da Agência Câmara. 

INFO: BB muda a maneira de certificar as transações na web


Por Rafael Ferrer, de INFO Online


São Paulo – O Banco do Brasil alterou a maneira de o usuário certificar as suas transações financeiras por meio do serviço de autoatendimento pela internet.

A senha numérica deu lugar a um código que deve ser fotografado pelo smartphone do cliente. Agora, somente após um aparelho móvel ler a imagem no formato QR Code é que o banco liberará as transações feitas pela web.

Os usuários do serviço grátis chamado BB Code serão dispensados do cadastro prévio de cada computador ou envio de SMS antes de fazer uma transferência bancária.

Além disso, o Banco do Brasil afirma que os clientes poderão aumentar até três vezes o limite atual para cada transação. Até o momento, somente o correntista pessoa física pode usar o BB Code.

O cliente deve baixar ou atualizar o aplicativo BB por meio das lojas virtuais Google Play (Android), App Store (iOS) ou BlackBerry App World antes de usar este novo serviço da instituição financeira.

Olhar Digital: Google conclui compra do Meebo para integrar serviço ao Google+



Valores do investimento não foram revelados,
 mas rumores apontam uma negociação por volta
 dos US$ 100 milhões 

O Meebo, popular serviço de mensagens instantâneas, anunciou nesta segunda-feira (04/06) que foi comprado pelo Google. Em um post no blog oficial, a empresa revelou o acordo, mas não citou valores. No mês passado, o site All Things D especulou que a negociação ficou estimada em US$ 100 milhões.

"Estamos felizes em anunciar que a Meebo entrou em um acordo e foi adquirida pelo Google. Por mais de sete anos temos ajudado editores a criar um relacionamento mais profundo com seus usuários e tornar seus sites mais socialmente engajados. Junto com o Google, vamos elaborar melhores maneiras para ajudar os usuários e proprietários de páginas da web", diz a mensagem no blog.

O Meebo foi criado em 2005 e dedicou seu trabalho para diferentes clientes e produtos. O principal deles é um serviço que une, em uma interface da web e através de uma única conta, os principais comunicadores de chat on-line, como o Windows Live Messenger, da Microsoft, Yahoo Messenger, Gtalk, do Googlee até o velho ICQ. A empresa também possui aplicativos para smartphones e tablets. Desde a sua criação, o Meebo teve pouco retorno financeiro - cerca de US$ 60 milhões, incluindo US$ 25 milhões adquiridos em 2010. 

INFO:Rede de celulares do Irã usou tecnologia dos EUA



Washington - Uma rede iraniana de telefonia celular que tem tido rápido crescimento conseguiu obter sofisticados equipamentos para computadores de fabricação norte-americana, apesar de sanções proibirem a venda de tecnologia dos Estados Unidos ao Irã, mostram entrevistas e documentos.

A MTN Irancell, uma joint venture entre o sul-africano MTN Group e um consórcio controlado pelo governo iraniano, obteve equipamentos originalmente da Sun, HP e Cisco, mostram os documentos e entrevistas. A MTN tem participação de 49 por cento na joint venture mas forneceu o financiamento inicial.

A aquisição -realizada por meio de uma rede de empresas do setor tecnológico com operações no Irã e no Oriente Médio- oferece mais evidências das limitações das sanções econômicas dos Estados Unidos.

As sanções têm o objetivo de reprimir o programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter intenções pacíficas. Nenhuma empresa dos Estados Unidos tem permissão para vender bens ou serviços ao Irã, a menos que obtenha uma autorização especial, como por exemplo caso a transação tenha como fim auxílio humanitário.

Mas as forças dos EUA focaram em conter bancos iranianos, terorrismo, a indústria de petróleo iraniana, e indivíduos e empresas que as capitais ocidentais acreditam estarem envolvidos no programa de desenvolvimento nuclear de Teerã.

A Reuters noticiou em março e abril que a ZTE, uma fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações, vendeu ou concordou em entregar milhões de dólares em hardware e software norte-americano ao Irã desde 2010 apesar de uma proibição de longa data sobre a exportação de produtos tecnológicos para o Irã a partir dos Estados Unidos.

Os compradores foram a maior operadora de telecomunicações do país, a Telecommunication Co of Iran, e uma unidade do consórcio que a controla. O Departamento de Comércio dos EUA está investigando a questão.

Gizmodo: Ministro Paulo Bernardo promete menos impostos para smartphones



35% de isenção impostos significam smartphones mais baratos? 

Pegue a pipoca porque parece que teremos outra novela, quase um spin-off daquela dos tablets mais baratos no Brasil. De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em breve os smartphones terão um corte generoso em impostos. Quanto? Até 35%. 

A declaração de Bernardo foi dada durante um evento da Oi sobre os preparativos tecnológicos para a Rio+20. Justificando a massificação da Internet móvel e o aumento expressivo no consumo de smartphone no último ano (+340% em 2011), ele acredita que com preços mais em conta as pessoas comprarão ainda mais aparelhos do tipo: 

“É fundamental exonerar os smartphones. A internet móvel está aumentando muito. Por exemplo, de janeiro do ano passado a abril desse ano, o consumo aumentou em quase 150%. Apenas em 2011, o uso aumentou 340%. Se baratearmos esses aparelhos, originando preços mais acessíveis a uma grande parte da população, o aumento será ainda mais expressivo. Por isso vamos continuar com o esforço a fim de desonerar alguns tributos.” 

Apesar da empolgação do ministro, ele mesmo reconhece que há muitos desafios no caminho da desoneração, em especial o envolvimento de duas esferas na cobrança, estadual e federal. O principal vilão do mítico iPhone/Galaxy S barato é, segundo Bernardo, o ICMS, imposto estadual que incide sobre a circulação de bens e serviços. 

Para driblar esses entraves, ele espera ter a colaboração dos envolvidos. No momento a ministra–chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, está recebendo relatórios dos ministérios a serem discutidos com a presidente Dilma. Esse, que trata da desoneração de impostos sobre smartphones, é “um dos tópicos mais importantes,” de acordo com Bernardo. 

Estamos na torcida, claro. E esperamos que o fim dessa novela seja diferente da dos tablets — ou alguém aí já conseguiu comprar tablet com mais de 30% de desconto?

PC WORLD :Aprenda a diagnosticar e resolver problemas no navegador




Acelere a conexão, resolva conflitos entre extensões, abra arquivos PDF mais facilmente e descubra problemas de rede com estas cinco dicas e extensões.

Esteja você em casa, no trabalho ou na escola, são boas as chances de que você passe boa parte do seu tempo em frente ao PC olhando para um navegador. Por isso há poucas coisas mais irritantes do que quando ele para de se comportar como deveria. Mas não se desespere: esta nossa coletânea de segredinhos e extensões irá tornar seu navegador mais seguro e eficiente do que nunca, e até ajudá-lo a descobrir o que está errado quando as coisas não funcionam como esperado.

A não ser quando indicado, nossas dicas funcionam em todos os quatro principais navegadores do mercado: Chrome, Firefox, Internet Explorer e Safari.

1) Ajuste seu plug-in para PDFs: arquivos PDF podem atrapalhar muito o desempenho do navegador. Manter o Adobe Acrobat Reader atualizado, por si só, já é um incômodo, mas ele pode fazer PCs mais lentos “patinarem” por até 30 segundos a cada vez que você clica num link para um arquivo PDF. Experimente usar o Foxit Reader em vez do Acrobat Reader, já que ele é mais leve que o produto da Adobe. Só tenha cuidado para não instalar nenhuma das “barras de ferramentas” que vem junto com ele.

Depois que o Foxit Reader estiver instalado clique em Tools, Preferences, File Associations e desmarque a opção Display PDF in Browser. Assim, da próxima vez que você clicar em um link para um arquivo PDF o navegador irá baixá-lo e então abrí-lo no Foxit, em vez de mostrá-lo em uma aba. Com isso, o navegador não vai ficar lento enquanto o documento abre.

2) Tenha múltiplos navegadores sempre à mão, especialmente para uso com o Flash: Flash pode ser uma tecnologia temperamental, especialmente quando é necessário lidar com aplicativos que fazem uso intenso do processador, como o streaming de vídeo. Se seu navegador “cai” constantemente sempre que acessa um certo site ou serviço, tente acessar com um navegador diferente. Em meu PC, por exemplo, o Hulu (um serviço de streaming de vídeo similar ao Netflix) derruba os drivers de minha placa de vídeo sempre que tento acessá-lo com o Chrome, mas funciona perfeitamente com o Firefox.

3) Conheça os modos de diagnóstico: A maioria das extensões e complementos para navegadores são leves, mas se você exagerar na quantidade delas, pode acabar descobrindo que algumas não se dão bem juntas, fazendo com que o navegador se feche sozinho ou consuma uma quantidade excessiva de memória, prejudicando o desempenho do PC como um todo. Por sorte, a maioria dos navegadores tem alguns modos de diagnóstico ocultos que podem ajudar.

Primeiro, você precisa colocar seu navegador no modo seguro, onde ele não irá carregar nenhuma extensão. Clique no botão Iniciar e digite o comando a seguir no campo de pesquisa no rodapé do menu, dependendo do seu navegador:

Se você usa o Chrome: chrome.exe --incognito

Se você usa o Internet Explorer: iexplore -extoff

Se você usa o Firefox: Clique no menu Ajuda e escolha Reiniciar com extensões desativadas. 

Depois que estiver em modo de segurança, navegue por alguns minutos e veja se o navegador ainda fecha sozinho ou se o desempenho melhorou. Se estiver estável, isso significa que alguma das extensões que você desabilitou é a culpada. Nesse caso, reabilite as extensões uma a uma, reiniciando o navegador após cada uma delas, até encontrar qual está causando o problema.

Além do modo de segurança, o Chrome também tem um modo de diagnóstico integrado. Para acessá-lo clique em Iniciar e digite chrome.exe --diagnostics no campo de pesquisa.

O Safari precisa de nenhum truque para entrar em modo de segurança. Vá em Editar / Preferências / Extensões e coloque a chave em Off.

4) Acelere sua conexão à Internet usando um servidor DNS alternativo. O servidor DNS (Domain Name System) de seu provedor de internet traduz as URLs que você digita (como www.pcworld.com.br) em um endereço IP numérico, que aponta para a máquina responsável por atender ao site. Mas o servidor DNS de seu provedor pode não ser o mais rápido da região, e a demora na “tradução” pode ocasionar lentidão no acesso aos sites.

DNS Benchmark ajuda a descobrir quais 
os servidores DNS mais rápidos para você

Para descobrir qual o servidor DNS mais rápido para você, instale um utilitário como o DNSBenchmark. Rode-o, clique no botão Run benchmark na aba Nameservers e ele irá analisar os vários servidores disponíveis, determinar o mais rápido e apresentar os resultados, junto com considerações gerais em linguagem clara e acessível, na aba Conclusions. Daí basta incluir o endereço IP do servidor sugerido na configuração de seu roteador (consulte o manual para saber como)

5) Mantenha um kit de ferramentas à mão (só para o Chrome): Diagnosticar problemas com o navegador pode ser algo complicado, pois há muitos elementos a analisar. Dependendo do problema que está acontecendo você pode ter de diagnosticar o navegador, o PC onde ele está instalado, a rede local, a conexão à internet e até mesmo o site que está tentando acessar. Instale a extensão IP Address and Domain Information para o Chrome, e você terá uma variedade de relatórios sobre qualquer endereço IP ou domínio, incluindo informações sobre localização, hospedagem, se está em uma lista de spam e mais.

Adicione a extensão Network and Internet Tools e você terá um outro menu que permite o uso de ferramentas como Whois, Traceroute, Ping, consultas ao servidor DNS e ferramentas comuns de diagnóstico de rede. Por fim, instale a User Agent Switcher e você poderá mascarar seu navegador, fazendo-o se passar por outro. Perfeito para driblar sites que insistem que você deve usar um navegador ou versão específicos.

Olhar Digital: Aplicativo faz agendamento de táxi de forma mais rápida e segura




Safer Taxi permite que usuários encontrem taxistas 
independentes na cidade e saibam com antecedência
 todas as informações do motorista 

Estudantes da Harvard desenvolveram um aplicativo que promete trazer mais segurança nas corridas de táxi. O app, chamado de Safer Taxi, chegou à capital paulistana no fim de maio e permite que usuários contatem taxistas independentes na cidade de uma forma mais segura e garantida.

O serviço funciona da seguinte forma: você acessa o aplicativo ou o site móvel e faz seu agendamento inserindo endereço e horário da origem e destino. A partir daí, o aplicativo encontra o taxi mais próximo do cliente e envia todos os dados do carro e condutor que irá fazer a corrida, assim como funciona em uma cooperativa.

A diferença, no entanto, é que no momento da reserva é possível escolher o perfil do condutor do veículo, o modelo de carro da frota que mais agrada, além de analisar a avaliação dos clientes sobre aquele profissional e o serviço prestado.

O app já funciona em Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile) há cerca de três anos, e por lá existe até Wi-Fi dentro dos carros para que os clientes se mantenham conectado o tempo todo e saibam o exato preço da corrida. Já aqui no Brasil, segundo o diretor de operações da companhia, André Pflug, eles fizeram uma parceria com a FIP – fabricante de taxímetros – que vai permitir que o app converse via Bluetooth com o taxímetro. Dessa forma, no final da corrida, tanto o cliente quanto o taxista recebem o preço exato da corrida, o que evitaria fraudes, especialmente no serviço prestado às empresas.

“É comum que corridas com boletos empresariais venham com valores mais altos porque não há fiscalização. Com o nosso serviço isso não acontece. Na Argentina, um banco teve uma redução de 50% nos gastos com taxi depois que passaram a usar o nosso sistema”, explica André.

Além dos usuários finais, a ideia é que empresas brasileiras também adotem o Safer Taxi. Neste modelo de negócio, a companhia teria uma espécie de conta corrente com o serviço, pagando pelo serviço no final do mês e indicando quais funcionários estão autorizados a fazer corridas, além de horários e rotas adequadas. Como trata-se de um serviço digital, tudo fica registrado e não tem como haver trapaças em nenhuma das partes, seja do motorista como do funcionário.

Até o momento, São Paulo já conta com 500 taxistas cadastrados no sistema – com projeção para 1500 até agosto -, que pagam ao Safer Taxi 11,5% do valor total de suas corridas. De acordo com o diretor de operações, a porcentagem é bem menor do que as praticadas pelas cooperativas, que chegam a faturar até 22% em cima dos motoristas.

“Não nos vejo como concorrente das cooperativas, mas como uma nova opção aos usuários e taxistas, que estão infelizes com o modelo de negócio das empresas”, comenta André. O executivo ainda lembra que hoje um motorista independente faz, em média, nove corridas por dia, mas com o serviço a projeção é que este número aumente em até 50%. Além disso, os clientes também se beneficiariam por pagar menos nas corridas e diminuir o tempo de espera de um carro em até cinco vezes.

A partir de agosto, o Safer Taxi deve estar disponível também nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Para quem quiser fazer um teste, o aplicativo pode ser encontrado para Android, BlackBerry e Symbian. Já a versão para iOS está aguardando aprovação da Apple. 

PC WORLD: Proposta da Apple para novo formato de SIM Card se torna um padrão


Chamado de nano-SIM, proposta da empresa de Cupertino venceu as das rivais Nokia, RIM e Motorola. Novos cartõs serão 40% menores do que os atuais.
Macworld / Reino Unido


A Apple venceu a batalha pelo padrão de um SIM card menor do que os atuais. Com a novidade, sobraria mais espaço interno para outros componentes em designs futuros de celulares.

O comitê Smart Card Platform Technical do instituto europeu de telecomunicações (ETSI) aprovou o padrão chamado de nano-SIM na sexta-feira, 1/6. A especificação feita pela Apple derrotou uma proposta rival da Nokia, RIM (Reserach In Motion) e Motorola (agora da Google).

Com 12,3mm por 8,8mm por 0,67mm, o novo padrão SIM – que é oficialmente conhecido como o quarto formato (4FF) – será 40% menor do que os micro SIM atuais. Ele pode ser instalado e distribuído de uma maneira que seja compatível com os designs de SIM cards atuais. O novo design oferecerá a mesma funcionalidade dos chips disponíveis atualmente no mercado, informa o ETSI.

O instituto europeu de telecomunicações não está publicando mais detalhes sobre a votação ou a especificação vencedora, apenas dizendo que a decisão foi tomada, de acordo com um porta-voz da organização de padrões. A especificação da proposta vencedora foi identificada pela fabricante de chips Giesecke & Devrient, que tinha um representante no comitê do ETSI.

Antes da decisão desta sexta em uma reunião no Japão, os membros do ETSI haviam falhado em chegar a um acordo sobre o padrão em outro encontro feito em março.

PC WORLD: Aprenda a diagnosticar e resolver problemas no navegador

Aprenda a diagnosticar e resolver problemas no navegador

Acelere a conexão, resolva conflitos entre extensões, abra arquivos PDF mais facilmente e descubra problemas de rede com estas cinco dicas e extensões.

Patrick Miller, PCWorld EUA

 

Esteja você em casa, no trabalho ou na escola, são boas as chances de que você passe boa parte do seu tempo em frente ao PC olhando para um navegador. Por isso há poucas coisas mais irritantes do que quando ele para de se comportar como deveria. Mas não se desespere: esta nossa coletânea de segredinhos e extensões irá tornar seu navegador mais seguro e eficiente do que nunca, e até ajudá-lo a descobrir o que está errado quando as coisas não funcionam como esperado.

A não ser quando indicado, nossas dicas funcionam em todos os quatro principais navegadores do mercado: Chrome, Firefox, Internet Explorer e Safari.

1) Ajuste seu plug-in para PDFs: arquivos PDF podem atrapalhar muito o desempenho do navegador. Manter o Adobe Acrobat Reader atualizado, por si só, já é um incômodo, mas ele pode fazer PCs mais lentos “patinarem” por até 30 segundos a cada vez que você clica num link para um arquivo PDF. Experimente usar o Foxit Reader em vez do Acrobat Reader, já que ele é mais leve que o produto da Adobe. Só tenha cuidado para não instalar nenhuma das “barras de ferramentas” que vem junto com ele.

Depois que o Foxit Reader estiver instalado clique em Tools, Preferences, File Associations e desmarque a opção Display PDF in Browser. Assim, da próxima vez que você clicar em um link para um arquivo PDF o navegador irá baixá-lo e então abrí-lo no Foxit, em vez de mostrá-lo em uma aba. Com isso, o navegador não vai ficar lento enquanto o documento abre.

2) Tenha múltiplos navegadores sempre à mão, especialmente para uso com o Flash: Flash pode ser uma tecnologia temperamental, especialmente quando é necessário lidar com aplicativos que fazem uso intenso do processador, como o streaming de vídeo. Se seu navegador “cai” constantemente sempre que acessa um certo site ou serviço, tente acessar com um navegador diferente. Em meu PC, por exemplo, o Hulu (um serviço de streaming de vídeo similar ao Netflix) derruba os drivers de minha placa de vídeo sempre que tento acessá-lo com o Chrome, mas funciona perfeitamente com o Firefox.

3) Conheça os modos de diagnóstico: A maioria das extensões e complementos para navegadores são leves, mas se você exagerar na quantidade delas, pode acabar descobrindo que algumas não se dão bem juntas, fazendo com que o navegador se feche sozinho ou consuma uma quantidade excessiva de memória, prejudicando o desempenho do PC como um todo. Por sorte, a maioria dos navegadores tem alguns modos de diagnóstico ocultos que podem ajudar.

Primeiro, você precisa colocar seu navegador no modo seguro, onde ele não irá carregar nenhuma extensão. Clique no botão Iniciar e digite o comando a seguir no campo de pesquisa no rodapé do menu, dependendo do seu navegador:

Se você usa o Chrome: chrome.exe --incognito

Se você usa o Internet Explorer: iexplore -extoff

Se você usa o Firefox: Clique no menu Ajuda e escolha Reiniciar com extensões desativadas. 

Depois que estiver em modo de segurança, navegue por alguns minutos e veja se o navegador ainda fecha sozinho ou se o desempenho melhorou. Se estiver estável, isso significa que alguma das extensões que você desabilitou é a culpada. Nesse caso, reabilite as extensões uma a uma, reiniciando o navegador após cada uma delas, até encontrar qual está causando o problema.

Além do modo de segurança, o Chrome também tem um modo de diagnóstico integrado. Para acessá-lo clique em Iniciar e digite chrome.exe --diagnostics no campo de pesquisa.

O Safari precisa de nenhum truque para entrar em modo de segurança. Vá em Editar / Preferências / Extensões e coloque a chave em Off.

4) Acelere sua conexão à Internet usando um servidor DNS alternativo. O servidor DNS (Domain Name System) de seu provedor de internet traduz as URLs que você digita (como www.pcworld.com.br) em um endereço IP numérico, que aponta para a máquina responsável por atender ao site. Mas o servidor DNS de seu provedor pode não ser o mais rápido da região, e a demora na “tradução” pode ocasionar lentidão no acesso aos sites.

DNS Benchmark ajuda a descobrir quais
 os servidores DNS mais rápidos para você

Para descobrir qual o servidor DNS mais rápido para você, instale um utilitário como o DNSBenchmark. Rode-o, clique no botão Run benchmark na aba Nameservers e ele irá analisar os vários servidores disponíveis, determinar o mais rápido e apresentar os resultados, junto com considerações gerais em linguagem clara e acessível, na aba Conclusions. Daí basta incluir o endereço IP do servidor sugerido na configuração de seu roteador (consulte o manual para saber como)

5) Mantenha um kit de ferramentas à mão (só para o Chrome): Diagnosticar problemas com o navegador pode ser algo complicado, pois há muitos elementos a analisar. Dependendo do problema que está acontecendo você pode ter de diagnosticar o navegador, o PC onde ele está instalado, a rede local, a conexão à internet e até mesmo o site que está tentando acessar. Instale a extensão IP Address and Domain Information para o Chrome, e você terá uma variedade de relatórios sobre qualquer endereço IP ou domínio, incluindo informações sobre localização, hospedagem, se está em uma lista de spam e mais.

Adicione a extensão Network and Internet Tools e você terá um outro menu que permite o uso de ferramentas como Whois, Traceroute, Ping, consultas ao servidor DNS e ferramentas comuns de diagnóstico de rede. Por fim, instale a User Agent Switcher e você poderá mascarar seu navegador, fazendo-o se passar por outro. Perfeito para driblar sites que insistem que você deve usar um navegador ou versão específicos.

PC WORLD: Facebook estuda meio para que crianças tenham perfil sob supervisão dos pais




Site está estudando permitir entrada de menores de 13 anos, o que é atualmente proibido pela legislação dos EUA. Responsáveis teriam controle sobre perfil do adolescente

O Facebook está desenvolvendo uma tecnologia que poderia permitir que usuários menores de 13 anos de idade criassem um perfil e acessassem a rede social, tudo com aval e supervisão de seus responsáveis. As informações são do Wall Street Journal

O site estaria testando alguns métodos, entre eles uma maneira de conectar a conta do adolescente ao perfil de seus pais, para que os responsáveis possam acompanhar e decidir se o menor pode ou não adicionar certas pessoas, quais aplicativos poderia utilizar e com quem as crianças falaram ultimamente. O jornal cita que as informações foram obtidas com executivos do Facebook. 

Atualmente, o Facebook proíbe que menores de 13 anos criem um perfil e acessem o site, principalmente por causa de implicações legais que esses menores poderiam trazer, já que seria necessário que os responsáveis de cada adolescente emitissem uma autorização para que o site pudesse coletar legalmente informações sobre os donos dos perfis. 

“Estamos em diálogo constante com nossos acionistas, reguladores e com os responsáveis em formular políticas de privacidade a respeito de como poderemos ajudar da melhor forma possível os pais, para que possam manter seus filhos em um ambiente online seguro” respondeu o Facebook ao jornal. Até o próprio criador da rede social, Mark Zuckerberg, já citou planos para aceitar os baixinhos em seu site, e que essa “seria uma batalha que teriam de enfrentar em algum dia”. 

O Facebook não deu detalhes a respeito de quando essa tecnologia de verificação seria liberada para todos os usuários, contudo é preciso lembrar que o site, assim como muitas outras empresas, costuma testar e desenvolver tecnologias que, muitas vezes, não saem do papel. Um dos problemas dessa autenticação seria evitar que as crianças burlassem o controle dos responsáveis, o que já é comum na rede. Uma pesquisa da Microsoft Resarch citada pelo WSJ revela que apenas 36% dos pais sabiam que seus filhos tinham um perfil no Facebook antes de completarem 13 anos.

Esta realmente seria uma grande empreitada, pois os usuários já ficam preocupados com as políticas de privacidade do Facebook, que muitos acham complicada de ser compreendida. Isso fez com que as pessoas prestassem mais atenção às normas e opções do site, principalmente na hora de compartilhar conteúdos com seus amigos.

PC WORLD: Projeto do Google permite visitas virtuais a pontos turísticos

Projeto do Google permite visitas virtuais a pontos turísticos 

Com ele, é possível visitar lugares como a cidade de Pompeia, na Itália, Shark Bay na Austrália, e o palácio de Versailles, entre outros

Quer fazer uma viagem à Stonehenge? E que tal Versailles? Enquanto muitos de nós não podem subir em um avião para visitar esses lugares, graças ao novo projeto do Google, "World Wonders Project ", eles estão a apenas um clique de distância.

O projeto permite que você faça um tour virtual por 132 pontos históricos ou turísticos em 18 países. Os locais incluem Stonehenge (Inglaterra), a cidade de Pompéia na Itália, Shark Bay na Austrália, o Parque Nacional de Yosemite e o palácio de Versalhes.É possível escolher um passeio virtual por localização ou tema.

Assim que "chega" em um local, você pode "imergir" nele. É possível "dar uma volta" usando a tecnologia Street View, do Google. Como automóveis não eram permitidos em alguns dos locais do World Wonders, o Google teve que usar câmeras montadas em triciclos para tirar fotos das ruas em alguns locais, a empresa explicou em seu blog.



Com novo projeto, é possível conhecer locais históricos e fazer tours e outros sem sair de casa (clique para aumentar)

Além de poder fazer um passeio ao nível do solo em um site, você pode obter informações sobre o local com um clique. Em alguns sites, você também pode visualizar modelos 3D do local, assistir a vídeos sobre ele e ver fotos, algumas recolhidas a partir de fontes como o Getty Images e o Ourplace.

Uma série de guias de educação para aproximadamente meia dúzia dos locais do projeto também são oferecidos a alunos no projeto. O World Wonders foi criado sob a direção do Instituto Cultural do Google, que, no passado, trouxe algumas jóias para a internet, tais como os Manuscritos do Mar Morto e os arquivos de Nelson Mandela.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Secom: Bahia vai ganhar primeira biofábrica de sisal do Brasil — Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia


A Bahia terá em breve a primeira biofábrica de sisal do Brasil, que vai funcionar em Cruz das Almas, numa parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O projeto de engenharia está em fase de elaboração e as obras devem começar em seis meses. 

Um importante passo para a implantação da biofábrica será a vinda para a Bahia, em julho, de dois especialistas mexicanos para conhecer o local e dar orientações sobre como efetivar, pela primeira vez no Brasil, um sistema de micropropagação por cultura de tecidos de plantas do gênero agave, que inclui a agave-sisalana (sisal), o híbrido 11.648 (planta resistente à podridão-vermelha, principal doença do sisal) e a agave-tequilana, que por ser rica em açúcar (frutose) permite a produção de destilados, como a tequila mexicana, bioetanol, xarope e o fitoterápico inulina.

O pesquisador Neftali Uchoa Alejo e o professor da Universidade Autônoma de Ganajuato, Rafael Ramírez Malagón, vêm à Bahia para conhecer de perto a realidade do estado e ajudar na transferência de tecnologia. Será uma retribuição da visita que técnicos da Secti fizeram ao México em abril deste ano para conhecer as pesquisas realizadas pelas universidades que trabalham com agave e fechar parcerias. 

Na UFRB, a pesquisadora e pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Ana Cristina Fermino, estará liderando o projeto. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, afirmou que já está sendo realizado, em parceria com a UFRB, um estudo com imagens de satélite para fazer um zoneamento agroecológico da região sisaleira e do semiárido baiano. “O objetivo é identificar em que condições de solo e clima poderemos montar os campos experimentais para introduzir as diversas espécies de agave”.

Câmera disse que, enquanto no México a pesquisa é feita em escala de laboratório, na Bahia, a biofábrica vai produzir mudas em quantidade para fornecer aos produtores. “A intenção é produzir um milhão de mudas por ano, quando a unidade estiver em pleno funcionamento”. 

Além de mudas melhoradas para a região sisaleira, a biofábrica produzirá espécies que servirão para produção de bioetanol, bebidas destiladas e produtos farmacêuticos, a exemplo de xampus anticaspa, pomadas para candidíase e outros fitoterápicos. “A tecnologia de micropropagação que será desenvolvida na biofábrica vai permitir a diversificação de espécies e a introdução de plantas melhoradas para a cultura do sisal”, explicou o secretário.

Olhar Digital: MIT pode ganhar filial no Brasil



Reitor da universidade mandou carta para Aloizio 
Mercadante em que diz haver interesse na abertura 
de centro de pesquisa no país 

Aloizio Mercadante (foto) recebeu email de reitor do MIT afirmando interesse na criação de centro de pesquisa no Brasil. 

Mais uma vez, o ministro Aloizio Mercadante – atualmente na pasta da Educação – anunciou que o Massachusetts Institute of Technology (MIT) planeja abrir uma filial do seu centro de pesquisas no Brasil, como parte de um acordo de intercâmbio com o país.

Em uma visita da comitiva da presidente Dilma Roussef à universidades de Harvard e ao MIT, em abril, o ministro afirmou categoricamente que o "MIT vai abrir um MIT no Brasil" e horas depois foi repreendido pela própria diretoria da instituição, que disse em nota que devia se tratar de um "mal entendido" e que "a universidade não abre filiais no exterior".

Desta vez, no entanto, Mercadante tem uma prova. Segundo a Agência Brasil, ele teria recebido uma correspondência do novo diretor do MITafirmando que há sim interesse na abertura de um centro de pesquisa por aqui. O reitor Rafael Reif enviou a mensagem para Mercadante e para Marco Raupp, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação.

"Como futuro presidente do MIT, estou muito interessado em novas formas de colaboração com o Brasil, incluindo a instalação de um centro de pesquisa", diz Reif, atual vice-reitor e próximo mandatário da instituição.

Por enquanto, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é a única universidade brasileira a contar com uma parceria formal com o MIT, fruto justamente da viagem da presidente aos Estados Unidos em abril. Ainda não se sabe mais detalhes de como ou onde seria o centro de pesquisas comentado por Reif. 

INFO: Anatel rejeita pedidos de impugnação do leilão 4G



Brasília - O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) rejeitou os pedidos de impugnação de itens do edital do leilão das faixas de frequência para a tecnologia 4G, previsto para o 12 de junho.

Segundo o presidente da agência, João Rezende, todos os conselheiros seguiram o voto do relator, Marcelo Bechara.

De acordo com Bechara, os pedidos de impugnação das operadoras não justificavam alterações no leilão. “Na posição de relator, não identifiquei nenhum argumento de nenhuma das empresas que efetivamente tivesse o condão de modificar esse edital”.

O prazo para a publicação da análise dos conselheiros acaba na próxima terça-feira (5), dia previsto para a entrega dos envelopes com as propostas das empresas que pretendem participar do leilão.

A expectativa de Bechara é que a decisão do conselho sobre as impugnações seja publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (4).

Segundo o edital, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes terão cobertura 4G até 31 de dezembro de 2016.

G1: 'Flame' foi um fracasso para a indústria antivírus, diz especialista


Pesquisador da F-Secure, Mikko Hypponen publicou texto na 'Wired'.
'Antivírus não protegem contra ataques direcionados de governos', diz.
Altieres RohrEspecial para o G1


Chefe de pesquisa da F-Secure,
Mikko Hypponen:
'perdemos em
nosso próprio jogo'

O chefe do time de pesquisa da fabricante de antivírus F-Secure, Mikko Hypponen, publicou um texto com sua opinião sobre a praga digital de espionagem "Flame", afirmando que a incapacidade dos antivírus de detectar o Flame, em circulação há pelo menos dois anos, foi um "fracasso espetacular" para a indústria. O texto do especialista foi publicado em um blog da revista "Wired" nesta sexta-feira (1°).

O especialista diz que pragas digitais como o Flame, que roubou dados de indivíduos e instituições no Irã, o Stuxnet, que destruiu centrífugas de enriquecimento de urânio, e o Duqu, que também roubou informações de empresas na Europa, não podem ser detectadas por antivírus porque elas não agem como outras pragas digitais por terem alvos específicos e terem sido patrocinadas por governos com grandes recursos financeiros.

A F-Secure, assim como várias outras empresas de segurança, ficou sabendo do Flame devido a um e-mail enviado pelo Centro Nacional de Resposta a Incidentes de Segurança do Irã (Maher). Depois de receber os arquivos envolvidos, a empresa descobriu que já os tinha recebido em 2010. Devido às características do código, porém, nenhuma ferramenta de análise da empresa havia levantado suspeita.

"Stuxnet e Duqu usaram componentes assinados digitalmente para parecerem confiáveis. E em vez de protegerem seus códigos com empacotadores personalizados ou técnicas de ofuscação – o que poderia ter gerado suspeitas -, eles se esconderam em plena vista. No caso do Flame, os atacantes usaram SQLite, SSH e bibliotecas de LUA para fazer o código se parecer com um sistema de banco de dados empresarial", escreveu Hypponen.

Para ele, códigos como esses não podem ser detectados por antivírus "por definição". "Antes de lançaram seus códigos, os atacantes testaram eles em todos os antivírus relevantes no mercado para ter certeza que não seriam detectados. Eles têm tempo ilimitado para aperfeiçoar os ataques. Não é uma guerra justa entre atacantes e defensores quando os atacantes têm acesso às nossas armas", explicou.

A única solução para os governos ou empresas que querem se proteger é uma "defesa em camadas", envolvimento ferramentas de detecção de intrusão, listas de aplicativos permitidos e monitoramento de rede, diz o especialista. Ele diz ainda que devem estar acontecendo outros ataques semelhantes que continuam desconhecidos. "Ataques como esses simplesmente funcionam", declara.

"Flame foi um fracasso para a indústria antivírus. Deveríamos ter sido capazes de fazer melhor. Mas não fizemos. Perdemos nosso próprio jogo", finalizou.