segunda-feira, 11 de março de 2013

Inovação Tecnologica: Economistas defendem abolição do sistema de patentes


Carlos Orsi



O sistema de patentes deveria ser abolido, porque sufoca a inovação, e a vantagem de chegar primeiro ao mercado com uma nova tecnologia já é suficiente para garantir ao inventor o retorno de seu investimento.

A afirmação está no artigo de autoria de dois economistas do FED, o banco central dos Estados Unidos, publicado na edição de inverno de 2013 do periódico Journal of Economic Perspectives.

De acordo com Michele Boldrin e David Levine, que também são autores do livro Against Intellectual Monopoly(Contra o Monopólio Intelectual), publicado em 2008 e que põe em questão o valor social não só das patentes, mas também dos direitos de propriedade intelectual como o copyright de músicas e filmes, "não existe evidência empírica de que as patentes sirvam para aumentar a inovação ou a produtividade, a menos que se identifique produtividade com o número de patentes concedidas".

Eles afirmam que não há correlação entre o número de patentes e a produtividade real da economia.

Outro artigo publicado na mesma edição do periódico, de autoria de Petra Moser, da Universidade Stanford, faz uma análise da história da relação entre inovação e leis de patentes e chega a uma conclusão parecida: "No geral, o peso da evidência histórica (...) indica que políticas de patente, que garantem fortes direitos de propriedade intelectual às primeiras gerações de inventores, podem desencorajar a inovação".

Abolição das patentes

"A solução que propomos é abolir as patentes por completo, e identificar outros instrumentos legislativos menos abertos ao lobby e ao rentismo, para estimular a inovação onde houver clara evidência de que a plena liberdade de mercado não a fornece em escala suficiente", escrevem Boldrin e Levine em seu artigo.

O diretor da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, Sérgio Salles-Filho, que também é professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da universidade, embora concorde com a ideia de que as patentes precisam de uma melhor regulação e de que o sistema atual caminha para se tornar um "anacronismo", não acredita que os autores tenham comprovado a tese de que as patentes atrapalham a inovação.

"Existe uma diferença imensa entre dizer que a inovação não acompanha o ritmo dos patenteamentos e provar que as patentes atrapalham a inovação", criticou.

Para dar suporte a seu argumento, os dois autores citam o que chamam de "enigma das patentes": "a despeito do imenso aumento no número de patentes e na força da proteção legal, a economia dos EUA não assistiu nem a uma aceleração dramática da taxa de progresso tecnológico, nem a um aumento significativo dos níveis de investimento em pesquisa e desenvolvimento".

Eles afirmam que o "enigma" é consistente com a ideia de que o poder de monopólio concedido por uma patente é um incentivo menor do que o oferecido pela competição, ou pela vantagem de ser o primeiro a desbravar uma tecnologia.

Os dois autores oferecem alguns dados em apoio à tese, afirmando que, no período de 1983 a 2010, o volume de patentes concedidas nos Estados Unidos dobrou duas vezes, indo de 59 mil para 244 mil, enquanto os gastos com pesquisa e inovação, e os ganhos de produtividade do trabalho, nem de longe acompanharam esse ritmo.

Sufocando a inovação

"A recente explosão de patentes (...) não trouxe nenhuma explosão adicional de inovações úteis ou produtividade", denunciam. "Em indústrias como biotecnologia e software - onde a tecnologia já estava prosperando sem elas - as patentes foram introduzidas sem nenhum impacto positivo na inovação".

A evidência histórica, afirmam, sugere que "um sistema fraco de patentes pode estimular um pouco a inovação, com poucos efeitos colaterais" mas que um sistema forte de defesa da propriedade intelectual "retarda a inovação, com muitos efeitos negativos".

Para Boldrin e Levine, embora um sistema de patentes ofereça, num primeiro momento, o incentivo para inovar, no longo prazo esse mesmo sistema tende a sufocar a inovação: "a existência de um grande número de monopólios criados por patentes concedidas no passado reduz os incentivos para a inovação no presente, já que os inovadores atuais estão sujeitos à constante ação legal e às exigências de licenciamento dos detentores de patentes".

Patentes como armas

Um caso citado no artigo é o da compra da Motorola pelo Google, "primariamente por seu portfólio de patentes, não pelas ideias e inovações contidas nesse portfólio".

"Poucos, se algum, aperfeiçoamentos ou mudanças no sistema operacional Android do Google resultarão da compra ou do estudo dessas patentes", preveem os autores. "O objetivo do Google em obtê-las é meramente defensivo: podem ser usadas contra a Apple e a Microsoft, tirando força de seu ataque legal ao Google".

Eles concluem que "essa análise de aplica a um amplo espectro de patentes: não representam inovação útil, são apenas armas numa corrida armamentista".

Segundo a análise de Boldrin e Levine, o sistema de patentes representa um problema grave para os inventores do futuro. Com tantas licenças a adquirir e a incerteza quanto ao sucesso da nova criação no mercado, cada detentor de patente busca subir o preço de seu componente, o que eleva os custos para os demais detentores de patentes, tornando todo o sistema de licenciamento ineficiente, do ponto de vista econômico.

Como exemplo de que as vantagens de ser o primeiro a oferecer uma nova tecnologia ao mercado superam as de ter uma patente, os autores citam o caso do iPhone. "A Apple obteve lucros enormes nesse mercado antes de enfrentar qualquer competição substantiva", lembram. "O primeiro iPhone foi lançado em junho de 2007. O primeiro concorrente sério, o HTC Dram, com Android, saiu em outubro de 2008. Nesse intervalo, mais de 5 milhões de iPhones já tinham sido vendidos (...) No mercado de tablets, o iPad não tinha concorrente sério até o fim de 2012, a despeito de ter sido lançado em abril de 2010".

Indústria farmacêutica

Boldrin e Levine reconhecem o que chamam de "argumento padrão" da indústria farmacêutica: "sem patentes, sem drogas". No ano passado, publicações como a revista Nature e o jornal Financial Times chegaram a produzir reportagens sobre o "abismo de patentes" que estaria ameaçando a indústria farmacêutica, com o vencimento do monopólio sobre diversas drogas altamente rentáveis, abrindo caminho para a concorrência dos genéricos.

O "argumento padrão" tem como base o alto custo de pesquisa e desenvolvimento de uma nova droga, incluindo, principalmente, a fase de testes em seres humanos. Os autores do artigo citam dados de que o preço total de pôr um novo medicamento no mercado "aproxima-se rapidamente da marca de US$ 1 bilhão".

Boldrin e Levine sugerem que o monopólio garantido pela patente seja substituído por um outro tipo de incentivo, seja o financiamento público dos testes de Fase 3, realizados para demonstrar a eficácia de uma nova droga, ou pela autorização da venda de medicamentos, a preço de custo, depois de eles terem sido provados seguros, mas antes de serem provados eficazes.

"As empresas farmacêuticas poderiam vender novas drogas a 'preço econômico' até que a eficácia fosse comprovada, e poderiam passar a cobrar preços de mercado depois disso", explicam.

Também argumentam que o temor de que os genéricos sufocariam de imediato a lucratividade de novas drogas, caso as patentes sejam abolidas, pode ser infundado, já que as versões genéricas chegam ao mercado imediatamente após o fim da proteção patentária.

"Isso ignora o fato de que [no sistema atual] os fabricantes de genéricos têm mais de uma década para fazer a engenharia reversa do produto, estudar o mercado e montar linhas de produção", dizem os autores, citando um estudo que sugere que pelo menos quatro anos são necessários para que uma cópia de um medicamento chegue ao mercado, após a introdução do original.

"A vantagem do pioneirismo no mercado farmacêutico é maior do que se imagina", concluem.

Pressão política

Pressão política é um dos fatores que fazem com que sistemas de patentes tornem-se contraproducentes ao longo do tempo, diz o artigo. "As pressões político-econômicas tendem a beneficiar os detentores de patentes que estão em boa posição para fazer lobby (...) Isso explica por que a exigência política por proteção mais forte às patentes vem de indústrias e empresas velhas e estagnadas, não de novas e inovadoras".

Entre as sugestões apresentadas no final do artigo, está a de reduzir o tempo de validade das patentes paulatinamente; caso a redução prejudique a inovação, o processo pode ser revertido. Também se propõe que "pare a maré crescente" de itens considerados patenteáveis, e que a legislação antitruste passe a limitar as patentes de setores onde elas estejam atrapalhando a inovação.

Folha de S.Paulo: Rede sociais vão hospedar ainda mais intimidades


Daqui a 30 anos, vestiremos aparelhos capazes de gravar foto e vídeo ininterruptamente. Objetos do dia a dia estarão conectados à internet, poderão conversar entre si e estarão aptos a publicar informação por conta própria.

Onde esse conteúdo todo vai parar?


Nas redes sociais, é claro.

"O que nós chamamos hoje de rede social será a fundação de uma nova era da humanidade. À medida que ficamos mais amplamente conectados, quase tudo o que fazemos será informado ou conduzido por meio de nossas conexões com os outros", diz o futurólogo Ross Dawson.

"Muitas pessoas vão vestir dispositivos que capturam grande parte de suas vidas, desde a gravação constante de vídeo e áudio até a comida consumida e as emoções experimentadas."

Marshal Kirkpatrick, empresário e ex-editor do site "ReadWriteWeb", fantasia uma caixa de cereal inteligente, que, ao detectar que o produto acabou, executa um pedido de compra de uma caixa nova automaticamente e, depois do 50º reabastecimento, por exemplo, dá ao consumidor uma "medalha de superfã" em um de seus perfis de mídia social.

No extremo oposto da tendência de compartilhar a própria vida constantemente e de forma perpétua, estão aplicativos como o Snapchat, que permitem enviar a amigos conteúdo como mensagens de texto, fotos e vídeos que se autodestroem depois de alguns poucos segundos, definidos pelo emissor.

"Comunicação não arquivada é a nossa forma mais primal de comunicação", afirmou ao "BusinessWeek" Nico Sell, cofundadora do Wickr, aplicativo de comunicação privada semelhante ao Snapchat com recursos mais avançados de criptografia.

"É natural voltar a coisas como nos comunicar com amigos e familiares sem ter que pensar sobre o fato de a internet ser eterna. Informação efêmera é o futuro."

Especialistas são praticamente unânimes ao prever que as principais redes sociais de hoje, como o Facebook e o Twitter, não continuarão na liderança daqui a 30 anos.

"A história nos ensinou que muitos dos pioneiros deixam de inovar e que alguém sempre aparece com uma ideia melhor, substituindo-os ou deslocando-os para um status menos relevante", diz o futurólogo Jim Carroll. "A maioria das redes sociais de hoje vai desaparecer ou ser incorporada por outras empresas."

Portal Fator Brasil: Cinco maneiras de lidar com Big Data e aumentar a lealdade dos clientes



Com o aumento do volume de dados, o fácil acesso a informações via redes sociais, a evolução das soluções de BI e Analytics e o fortalecimento de novas tecnologias como Hadoop, uma coisa é certa: o Big Data está aqui para ficar. Portanto, profissionais de marketing e fidelização de clientes precisam estar preparados para tirar vantagem deste fenômeno e aprofundar o entendimento sobre os clientes.

Especialistas em fidelização de consumidores são muitas vezes os maiores conhecedores de análises de dados nas empresas. Assim, a discussão sobre Big Data pode parecer notícia velha para eles, mas não deveria. Na verdade, os métodos atuais de análise e cálculos que já se popularizaram em programas de fidelização é que já se tornaram notícia velha. Acompanhar a rápida evolução do Big Data e as novas formas de cruzamento de informação ou formas mais complexas de análise de dados com um custo razoável é o verdadeiro ponto crítico.

É comum nos depararmos com ceticismo nas empresas com relação ao Big Data, mas isso acontece, porque a maioria delas associa o trabalho de inovação com projetos realizados por grandes companhias como Google e Facebook que, sejamos honestos, contam com uma quantidade de programadores e engenheiros dedicados a pensar “fora da caixa” sobre o futuro do negócio. A realidade é que ninguém mais tem esse tipo de recurso. O lado positivo dessa história é que as soluções de Big Data estão amadurecendo rapidamente para suportar, de forma eficiente, organizações com orçamentos bem mais modestos.

O que veremos nos próximos anos, portanto, será como as empresas estão incorporando o Big Data em seu dia-a-dia. Abaixo, listamos algumas ideias que vão melhorar a compressão e a maturidade das organizações nessa área -- “cinco maneiras de lidar com o Big Data e manter a lealdade à sua marca”.

Definir Big datas para sua organização -Uma boa definição de Big Data é quando os dados que uma empresa deseja trabalhar atingiram um volume ou complexidade que tiram as organizações de sua zona de conforto. Uma ótima forma de ilustrar a aplicação disso na área de fidelização é a indústria de telecomunicações, onde as operadoras de telefonia móvel começaram a tentar descobrir quais clientes tinham potencial para cancelarem os seus contratos. Elas passaram a olhar para indicadores bastante simples e de fácil acesso para identificar os nomes e os números de assinatura dos clientes que estavam diminuindo gradativamente a utilização dos serviços. Essa medida de propensão de cancelamento não foi transformada em um índice de desempenho propriamente dito. Hoje, os líderes de mercado utilizam os dados para encontrar multiplicadores entre seus clientes, que possam influenciar amigos próximos ou potenciais novos clientes a migrarem para a empresa ou adquirirem novos produtos ou serviços. Este tipo de análise envolve um olhar menos atento no volume de chamadas e muito mais em quem está chamando quem, o que exige um processamento muito mais complexo dos mesmos dados. Para fazer isso, as operadoras de telecomunicações precisam de soluções mais sofisticadas de inteligência analítica, além de analistas e cientistas de dados.

Sentir uma oportunidade - Sensores de dados de todos os tipos tiveram uma queda drástica de preço, o que representa uma mina de ouro de dados úteis. Por exemplo, uma seguradora criou uma campanha de fidelização utilizando mineração de dados visando aumentar as vendas. Ela ofereceu aos motoristas a oportunidade de colocar um dispositivo em seus carros em troca de preços diferenciados. O sensor detecta a velocidade ou travagens bruscas, por exemplo, e cruza as informações com o perfil do condutor informado no início da apólice. Isso apresentou uma oportunidade de encontrar bons motoristas e dar-lhes um desconto ainda maior, sem restringir-se apenas às análises de registros históricos, mas envolveu também peneirar mais os dados, que são de uma magnitude superior ao que a empresa está acostumada a tratar.

Experiencia com mais fontes de dados -Usar apenas os resultados de um programa de fidelidade junto com alguns dados demográficos básicos já não é o suficiente. Por exemplo, varejistas podem tentar incorporar dados meteorológicos para tentar obter sortimentos mais precisos em suas lojas, reduzindo descontos e/ou aumentando a frequência de entrega de mercadoria. Outro exemplo, supermercados podem começar a cruzar o tamanho médio dos carros de seus clientes para tentar determinar a influência disso na frequência de viagem ou a probabilidade do cliente fazer compras de grandes quantidades.

Hadoop e computação distribuida não é uma moda passageira-Comprar um computador de grande processamento é coisa do passado. Arquitetura distribuída usando software de código aberto, como o Hadoop, é a chave para trabalhar com Big Data de forma rápida e econômica. A arquitetura distribuída permite resolver problemas com a abordagem de dividir e conquistar. Uma das marcas de varejo mais famosas dos EUA está usando o Hadoop, pois ajuda o negócio do varejista com seus dados, que crescem exponencialmente. Daqui para frente, mantenha seus olhos na computação em cluster. Ela está mostrando bastante potencial para combinar proteção de investimento com capacidade de processamento.

Não se prender à desilusão - O ano de 2012 foi de experimentação para o Big Data em um grande número de empresas. E, sim, alguns projetos não saíram exatamente como planejados. Na era pré-Big Data houve um varejista que passou a maior parte de seu tempo tentando organizar seus dados para enviar as promoções de vendas, ofertas na web e catálogos. Com tecnologias como ‘high-perfromance analytics’, o varejista está personalizando ofertas como jamais havia feito; selecionando locais de novas lojas e estimando as vendas destes pontos de venda, escolhendo produtos com maior lucratividade e promoções que impulsionem as vendas. Em um cenário econômico que tem sido difícil para fidelização de marca, esta empresa está conseguindo sucesso. E você, já tem o seu plano para Big Data?

O SAS é o líder de mercado em soluções de inteligência analítica e serviços e o maior fornecedor independente no mercado de Business Intelligence. Com aplicações de negócios inovadoras, suportadas por uma plataforma de inteligência corporativa, o SAS ajuda clientes, em mais de 55 mil locais, a melhorar seu desempenho e oferecer valor por meio de decisões mais precisas e rápidas. Desde 1976, o SAS oferece THE POWER TO KNOW® (O Poder do Conhecimento) aos seus clientes. www.sas.com/br.

Instalada no Brasil desde 1996, a empresa conta hoje com 180 clientes e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Com 150 colaboradores, o SAS atua em setores como finanças, telecomunicações, varejo, energia, governo, manufatura e educação.

IDG Now!: Depois de concurso hacker, Mozilla e Google corrigem browsers


Apenas um dia depois de pesquisadores hackearem o Chrome e o Firefox no concurso Pwn2Own, o Google e a Mozilla corrigiram seus navegadores.


A atualização para o Chrome 25 veio em cerca de 24 horas depois que dois pesquisadores da empresa de segurança inglesa MWR InfoSecurity exploraram múltiplos bugs no browser e no Windows 7.

Em troca pelo código de ataque e pelas vulnerabilidades, Nils - um alemão que atende apenas pelo primeiro nome - e Jon Butler ganharam 100 mil dólares, dado pelo organizador do Pwn2Own HP TippingPoint e seu programa de recompensas pela descoberta de bugs.

A rápida atualização quase bateram o recorde de velocidade do ano passado, quando as várias vulnerabilidades do Chrome foram corrigidas em menos de 24 horas depois de investigadores as revelarem em um concurso patrocinado pela empresa.

Firefox

A Mozilla também corrigiu o seu navegador na quinta-feira, fechando um "buraco" identificado pela equipe de pesquisadores da empresa francesa Vupen. A descoberta resultou em um prêmio de 60 mil dólares em dinheiro, um notebook e outros benefícios.

"Recebemos os detalhes técnicos na quarta-feira e em menos de 24 horas diagnosticamos o problema, desenvolvemos um patch, validamos a correção e os resultados e implantamos a atualização aos usuários", disse o diretor de garantia de segurança da Mozilla, Michael Coates,no blog da empresa.

A Mozilla estava esperando corrigir o Firefox, e tinha se preparado para o que a empresa chama de "chemspill", ou atualização de emergência, antes de o Pwn2Own começar.

O Firefox 19.0.2, como o Chrome 25, já foi liberado para os usuários - a maioria deles recebeu a atualização automaticamente por meio do mecanismo de updates do navegador.

Internet Explorer

O outro browser hackeado na quarta-feira durante o concurso foi o Internet Explorer 10 (IE10), que ainda não foi corrigido. É possível, mas muito improvável dada as práticas da Microsoft, que uma correção seja incluída na Patch Tuesday agendada para 12 de março.

No Twitter, o chefe de pesquisa e CEO da Vupen, Chaouki Bekrar, disse que o exploit que sua equipe implantou funcionava contra o IE10 no desktop "clássico" do Windows 8 e também no navegador para a interface "Modern".

Na quinta-feira, o Pwn2Own continuou com a equipe da Vupen explorando com sucesso o plug-in do Flash. George Hotz, hacker de 23 anos mais conhecido pelo jailbreak do iPhone e Playstation 3, derrubou também o Adobe Reader. Vupen e Hotz receberam 70 mil dólares cada um pelas vulnerabilidades da Adobe e hacks.

O Java também foi hackeado na quarta por Ben Murphy, registrando quatro exploits no total. O pesquisador, assim como os outros que crackearam o software, recebeu 20 mil dólares.

O total de prêmios distribuídos durante os dois dias de Pwn2Own totalizou 480 mil dólares, um recorde para o concurso, que está em sua oitava edição. A equipe da Vupen levou para casa 250 mil pelos exploits do IE10, Firefox, Flash e Java.

Adrenaline: Paciente recebe implante feito com impressora 3D em 75% do crânio



Um homem americano, que não teve o nome divulgado, teve 75% do crânio substituído por um implante feito em uma impressora 3D. O material foi produzido pela Oxford Performance Materials, que recebeu aprovação de agências reguladoras do país, e foi colocado no paciente em uma cirurgia no início desta semana.

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Segundo o site News.com.au, o homem teve a cabeça escaneada por um scanner 3D para que a criação da prótese fosse possível. A Oxford Performance Materials afirma que, desde a liberação das agências reguladoras no dia 18 de fevereiro, é capaz de fornecer a tecnologia para “imprimir” implantes para substituir ossos danificados por doenças ou traumatismos.

O implante é feito em polieteretercetona (ou PEEK), e ainda possui uma textura especial com furos feitos para estimular o crescimento natural das células e dos ossos do paciente. A companhia responsável diz conseguir fabricar um implante em duas semanas e ajudar até 500 pacientes mensalmente.

Pelo visto, impressoras 3D estão criando uma nova tendência na medicina. No mês passado, por exemplo, cientistas conseguiramcriar uma orelha praticamente igual à humana com essa tecnologia, usando como matéria-prima colágeno extraído de ratos e células de cartilagem de orelhas de vaca.

Folha de S.Paulo: PC vai dividir espaço com outros tipos de dispositivo



O computador pessoal em seus formatos mais tradicionais - desktop e laptop - dificilmente deixará de existir. Ele apenas dividirá espaço com um número cada vez maior de dispositivos.

"A mobilidade e a facilidade para acessar informações a qualquer hora e de qualquer local têm impulsionado a demanda por tablets e smartphones", diz Ronaldo Miranda, gerente-geral da AMD Brasil. "Mas não acho que o PC morrerá. Ele evoluirá e continuará a ter utilidade."

"Para algumas funções, como digitação, ele é ainda imbatível", diz Paulo Iudicibus, diretor de novas tecnologias e inovação da Microsoft.

"Não enxergamos canibalização, mas sim multiplicação de equipamentos", afirma Carlos Rabello, gerente de produto da Dell. Os usuários não estariam substituindo o PC pelo tablet ou pelo smartphone, mas sim adquirindo estes sem eliminar aquele. A oferta cada vez maior de alternativas ao PC permitirá aos usuários escolher o melhor equipamento para cada necessidade ou circunstância, diz Rabello.

A ARM, que desenvolve os chips que equipam a grande maioria dos aparelhos móveis no mundo, vê um cenário mais favorável para ela.

"Os consumidores rapidamente adotaram a ideia de que tablets e smartphones podem ser usados como o principal dispositivo de computação", diz Antonio Viana, vice-presidente-executivo da empresa. "Hoje realmente vivemos em um mundo pós-PC."

Marcel Campos, diretor de produtos da Asus Brasil, acredita que a migração do PC para outros aparelhos pode até ocorrer, mas hoje é limitada pela interface e pelo software destes. Para ele, ainda há muito a evoluir em diversas áreas - como realidade aumentada e reconhecimento de fala e de gestos. "Antes de abandonarmos por completo o PC como o conhecemos, o que talvez ocorra daqui a 15 ou 30 anos."

"Se eu tenho um trabalho maior para fazer", conta Steve Furber, professor da Universidade de Manchester, "pego meu laptop, porque gosto do teclado completo e da tela maior para isso". Falta uma ferramenta melhor para inserir dados em dispositivos móveis, diz Furber, um dos criadores do processador ARM. "Talvez, quando um sistema de voz que funcione seja realidade, o problema desapareça e eu faça esse trabalho no meu iPad."

Olhar Digital: Peça de teatro permite à plateia interação pelo smartphone

Peça de teatro permite à plateia interação pelo smartphone

Personagens são parte de um jogo virtual controlado pelo público



O celular, que muitas vezes causa distração em uma peça de teatro, pode ser utilizado para a plateia interagir diretamente com o elenco. Essa é a proposta de INCUBADORA – Versão Final, em cartaz desde o último dia 2 em São Paulo.

Durante a apresentação, os espectadores podem instalar um aplicativo exclusivo e usufruirem da rede Wi-Fi local para controlar o comportamento das personagens como se eles estivessem dentro de algo como The Sims.

São três personagens: um representa a religião, outro a ciência e o último a arte. Todos eles fazem parte de um jogo de simulação virtual em que o público escolhe sua “Faixa de Plenitude”. "Coletivamente, o público descobrirá que tipo de sociedade é possível construir de acordo com as regras do jogo", diz o site do projeto.

A peça estará em apresentação até o próximo dia 21 de abril às 19 horas dos sábados e domingos na Caçamba Cultural, na Aclimação. O preço é R$ 30.

sexta-feira, 8 de março de 2013

TI INSIDE: Anatel testará leilão eletrônico para faixas de frequência



A Anatel está propondo uma inovação na forma como são licitadas faixas de espectro para serviços de telecomunicações. A agência quer testar o uso de pregão eletrônico para esse tipo de leilão. Na reunião desta quinta, 7, o Conselho Diretor aprovou, para consulta pública, uma proposta de licitação nas faixas de 300 MHz, 400 MHz, 800 MHz para SME (Serviço Móvel Especializado, que é de interesse coletivo) e SLMP (Serviço Limitado Móvel Privativo, que é de interesse restrito) que trará, justamente, essa nova metodologia de apuração. Segundo o relator Marcelo Bechara, as faixas já estão regulamentadas e destinadas. "Há a novidade de que será uma licitação para um serviço de interesse restrito e que vai utilizar o pregão eletrônico". Segundo Bechara, essa licitação deve ser gigantesca, de mais de 15 mil lotes. "Pela primeira vez estamos propondo um procedimento eletrônico para chamar interessados, receber lances e apurar preços. Já fazemos pregão eletrônico em outras áreas e pode ser aplicado aqui. O que se quer é mais rapidez para agilizar o processo", diz o relator. Outra vantagem é evitar a etapa do chamamento público.

"Será um ganho extraordinário que poderá ser instrumento para outras licitações. É a única forma de licitar milhares de lotes, já que são vários blocos em várias faixas e em vários municípios", diz Bechara, defendendo a proposta técnica. Caso a experiência seja exitosa, a Anatel pretende atender ao pedido contínuo de lotes de frequência, desburocratizando o processo de liberação de espectro. 

COMPUTERWORLD: Paulo Abi-Ackel é eleito presidente da comissão de TI na Câmara

Paulo Abi-Ackel é eleito presidente da comissão de TI na Câmara

Deputado promete realizar debates e promover a convergência em prol do setor de tecnologia da informação e comunicações.


O deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) foi eleito por unanimidade, para a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática na Câmara dos Deputados. Ele destacou que a intenção é realizar debates acima das divergências políticas e promover a convergência em prol do setor.

“A partir de agora, somos do partido da ciência e tecnologia”, prometeu Abi-Ackel, que tem 49 anos. Ele é advogado e já foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Nasceu em Belo Horizonte (MG). Está no segundo mandato. Foi líder da minoria na Câmara.

Para 1º vice-presidente da comissão, foi eleito o deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS). O 2º vice será o deputado Jorge Bittar (PT-RJ). O cargo de 3º vice-presidente ainda será preenchido em eleição na próxima reunião da comissão.

*Com informações da Agência Câmara

Olhar Digital: Cibercriminosos usam morte do cantor Chorão para espalhar vírus


Link falso com suposto bilhete de suicídio é um malware que está se espalhando rápido pelo Facebook


Caso você receba um link de um vídeo feito pelo cantor Chorão antes de sua morte em seu Facebook, saiba que é um vírus e não clique. Passou a circular nesta quinta-feira, 7, um novo link malicioso na rede social, aproveitando o gancho da morte do cantor.

O link supostamente levaria a um vídeo de despedida do artista, que teria sido gravado pouco antes da sua morte. Segundo o link, a polícia teria passado a levar em consideração a hipótese de suicídio após assistir às imagens. É tudo mentira, porém.

O golpe é antigo. Sempre que pessoas famosas morrem ou outros grandes eventos, trágicos ou não, acontecem, surgem os links maliciosos que tentam chamar a atenção nas redes sociais. Recentemente, por exemplo, após a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, cibercriminosos também se aproveitaram da situação para atingir mais vítimas.



A recomendação é sempre para não clicar em links que pareçam suspeitos ou de fontes não-confiáveis.

Vale lembrar que nenhum link que circula no Facebook conseguirá mudar a cor da rede social. Eles também são links maliciosos que infectarão seu computador.

TI INSIDE: Redução nas ligações de telefone fixo para móvel começa a valer em abril



As ligações de telefones fixos para celulares ficarão mais baratas a partir do próximo dia 6 de abril, quando entrarão em vigor as novas tarifas dos planos básicos das concessionárias de telefonia fixa para terminais do Serviço Móvel Especializado (SME) e Serviço Móvel Pessoal (SMP). As informações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 7, e foram deliberadas na última reunião do Conselho Diretor da Anatel.

O desconto vale tanto para ligações locais, quanto para longa distância.

Em 2013, as concessionárias Oi S/A (Brasil Telecom), Telefônica, CTBC Telecom, Sercomtel e Embratel terão redução de 8,77% no valor das tarifas. A Telemar Norte Leste S/A, também Oi, terá redução de 18,60%.

Segundo a agência, em 2012 as concessionárias Oi S/A (Brasil Telecom), Telefônica, CTBC Telecom, Sercomtel e Embratel tiveram redução de 10,78% no valor das tarifas; enquanto a Telemar Norte Leste S/A não teve redução em suas tarifas, em função de determinações judiciais. 

SECOM - BA: Governo da Bahia investe R$ 51,6 milhões em pesquisas científicas




Por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e em parceria com a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), o governo estadual está investindo R$ 51,6 milhões para financiar estudos que busquem soluções inovadoras em diversas áreas.

Ao todo, são 14 editais que tratam de temas diversos, como a lavoura cacaueira, a segurança pública e doenças que são negligenciadas pelos sistemas de saúde e pela indústria farmacêutica. Os editais foram lançados nesta quinta-feira (7), durante a abertura do encontro do Conselho de Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado no Hotel Othon Palace, em Salvador. Além desses temas, há editais abertos à inovação em geral e à produção de novas tecnologias, esse último em parceria com empresas.

“Hoje, lançamos 14 e a previsão é que até o fim do ano sejam 30, sempre com a política de lançar editais temáticos voltados para a resolução de problemas específicos e a partir de demandas específicas. No ano passado, por exemplo, o foco foi o semiárido. Este ano, temos o cacau e as doenças negligenciadas. Isso tudo em paralelo àqueles regulares que lançamos anualmente. Devem ser, ao todo, cerca de R$ 80 milhões em editais durante este ano”, explicou o diretor-geral da Fapesb, Roberto Paulo Lopes.

Participaram do lançamento dos editais e da abertura do encontro do Confap o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, o secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, o secretário de Cultura, Albino Rubim, e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Capes e das fundações de amparo às pesquisas (Fapes) de diversos estados.

De acordo com Câmera, os editais fazem parte do esforço do governo baiano em promover a pesquisa em inovação, “elemento fundamental para o desenvolvimento”. Ele destacou ainda a inauguração do Parque Tecnológico e a construção de sua segunda fase. “É um espaço voltado para a pesquisa e parceria com as empresas, uma estrutura que o estado precisava para avançar nesta área”.

G1: Empresas demoram 210 dias para notar invasões de hackers

Empresas demoram 210 dias para notar invasões de hackers




Tempo para detecção em 2012 foi 35 dias superior à media de 2011.
5% das companhias hackeadas levaram três anos para perceber ataque.


As empresas alvo do ataque de hackers em 2012 demoraram, em média, 210 dias para detectar as invasões, segundo o Relatório Global de Segurança elaborado pela empresa de segurança Trustwave.

O tempo para detecção é 35 dias superior à média registrada em 2011, de acordo com o documento.

A empresa elaborou o levantamento baseada em informações como 450 investigações de violações, 2.500 testes de invasão, e análise de mais de nove milhões de ataques a aplicativos web e de cinco milhões de sites maliciosos.

Segundo a Trustwave, a maioria das companhias (64%) analisadas demorou mais de 90 dias para detectar violações a seus sistemas. A pior situação foi a de um conjunto de 5% de empresas que levou mais de três para fazer o diagnóstico.

O número de malware voltados para smartphones e tablets cresceu 400% em 2012. Os direcionados ao Android chegaram a 200 mil, frente a 50 mil realizados em 2011.

Os ataques procederam de 29 países diferentes, a maioria (34,4%) da Romênia. Por outro lado, o maior alvo foram os EUA, vítima de 73% dos ataques. O Brasil foi o quinto maior alvo dos hackers, na mira de 1,2% das violações.

O relatório destaca ainda o esforço do Brasil como um dos países que criaram uma legislação específica para tipificar crimes eletrônicos.

Código Fonte: 36% do tempo gasto online pelo brasileiro é empregado em redes sociais


Brasileiros passam muito tempo em redes sociais

Um relatório da comScore chamado “Brazil Digital Future in Focus” aponta que cerca de 36% do tempo que o brasileiro passa na internet é gasto utilizando redes sociais.

A rede mais acessada pelos brasileiros é o Facebook, com 44 milhões de visitantes únicos em dezembro do ano passado. O número representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2011.

O brasileiro gastou cerca de 27 horas na internet, e a visualização de páginas da web em dispositivos móveis representa 6% do total, de acordo com o relatório.

Em 2012 foram assistidos 18% a mais de vídeos que em 2011. YouTube e VEVO foram as principais plataformas utilizadas. Já as visualizações de vídeos através do Facebook tiveram um aumento massivo de 400%.

O e-commerce teve um aumento de 9% nas visualizações de páginas. O Mercado Livre é o site mais acessado do setor, com 14 milhões de visitantes.

Quanto aos resultados da publicidade online, os anúncios tiveram 789 bilhõies de impressões. Desse total, 45% vieram apenas das redes sociais.

COMPUTERWORLD: Empresas precisam de profissionais de segurança com novas habilidades


Talentos não estão preparados para a lidar com as brechas existentes na Internet das coisas, na grande diversidade e no gigantesco volume dos dados trafegados pelas redes, afirma a RSA

O próximo "apagão" de mão de obra em TI - se é que já não está acontecendo - estará em segurança da informação.

"Continuamos a ver uma revolução na gestão da informação, a necessidade de segurança adicional não apenas em sistemas tradicionais de informação", disse Eddie Schwartz, diretor de segurança da RSA.

"Tradicionalmente, chefes de segurança tinham que se preocupar somente com a segurança da informação em redes clássicas - sejam elas mainframe ou documentos ou e-mail", disse Schwartz. "Mas agora, temos que pensar também em uma rede que inclui torradeiras e automóveis e dispositivos médicos e outros aparelhos inteligentes."

"Há todos os tipos de dispositivos que se conectam à Internet", disse Schwartz. "A 'Internet das coisas' abrange todos os tipos de dispositivo que não são tradicionalmente computadores, e que colaboram e se conectam à rede de maneiras que jamais imaginamos."

Analistas preveem que até 2020 estes dispositivos podem chegar a dezenas de bilhões. Talvez, até mais de 200 bilhões de objetos.

"Se você parar para pensar, dentro da sua própria casa você tem leitores de DVD e Blue Ray que se conectam à Internet. Você tem TVs em casa que são inteligentes."

Schwartz espera que essa tendência continue com a chegada do Ipv6 e a liberação de mais endereços IP. "Tudo será habilitado à Internet. Você talvez, em algum momento, possa até andar por aí com 30 endereços IP pelo seu corpo."

"No entanto, começa a ficar interessante quando há 'coisas' na Internet que podem impactar nossas vidas de forma negativa, caso adversários as explorem", disse. "Imagine se encontrássemos um mundo onde todos usam óculos habilitados para conectar à Internet. Eles estão contando com isso para receber informações críticas, e essa informação fornecida está corrompida ou incompleta."

As novas habilidades em segurança, portanto, incluem conhecimento de aplicação da lei e capacidade para analisar grandes quantidades de dados e procurar por divergências.

Três maiores problemas

O chefe do departamento de estratégia da RSA, Tom Corn, destaca as três principais tendências problemáticas que afetam as habilidades de segurança necessárias em organizações em rede.

Duas delas - mobilidade e nuvem - estão relacionadas à mudança na infraestrutura, disse Corn. "Estamos sendo confrontados, assegurando coisas que não possuímos, administramos ou controlamos."

Um representante de vendas, por exemplo, se conecta à Salesforce por meio de um dispositivo que não é gerido pela rede. "Isso está mudando o papel do TI e afetando o papel da segurança, porque você está lidando com coisas que você não conhece."

O terceiro maior problema, diz Corn, é a mudança nos modelos de ataque. Há uma diferença em parar um míssil vindo da fronteira, para espionagem. "Isso muda a natureza da investigação. Como faço para correlacionar alertas dos meus firewalls e sistemas de intrusão, que são otimizados para um míssil vindo por cima do muro?"

"O conjunto de habilidades tem menos a ver com operacionalização de firewalls ou relatórios. Você precisa ter conhecimento de investigação 'pesada', e a capacidade de fazer isso em infraestruturas."

As investigações irão se concentrar em uma série de questões que abrangem diferentes tipos de dados (não-estruturados, estruturados e histórico).

"Mostre-me o tráfego suspeito que se parece com um tráfego de comando e controle, mostre-me transações estranhas e, se você o fizer, conte-me sobre os sistemas de processamento dessas transações. Conte-me sobre o tráfego que está entrando e saindo, ele está indo para lugares que normalmente não iria? Ele está enviando padrões de tráfego estranhos?"

"Conte-me sobre as pessoas nesses servidores, sobre as configurações deles. Alguém mexeu nessas configurações recentemente? Conte-me sobre os endpoints que estão conectados a eles. Há algo suspeito nas aplicações que estão rodando fora desses endpoints? Conte-me sobre todos os outros lugares onde posso ver esse comportamento."

"O que acabo de descrever é um projeto de análise de big data", disse.

A natureza das investigações de segurança irá conduzir grandes mudanças em tecnologia e no conjunto total de habilidades, diz Corn. Algumas delas podem ser abordadas em treinamentos internos, outras em serviços de segurança, e no aumento da automatização de funções de ordem superior.

Olhar Digital: Android tem 79% das ameaças para sistemas móveis

Olhar Digital: Android tem 79% das ameaças para sistemas móveis

Sistema operacional do Google é o campeão em número de malwares para smartphones e tablets



O Android 'reina' absoluto no quesito de malwares para sistemas operacionais móveis. O software do Google somou 79% das ameaças encontradas pela F-Secure em 2012, conformerelatório divulgado nesta quinta-feira, 7.

Segundo os dados da empresa, o volume de pragas para o Android vem aumentando ano após ano. O índice foi de 66% no ano anterior e de 11% em 2010.

No segundo lugar como SO com mais ameaças digitais aparece o Symbian, software da Nokia que já foi descontinuado, mas continua recebendo suporte. Foram 19% das ameaças identificadas pela companhia.

O iOS, segundo sistema operacional mais popular do mercado, corresponde a 0,7% dos malwares encontrados pela F-Secure em 2012.

Entre as principais tendências que a empresa reportou em seu relatório está a popularização de aplicativos maliciosos que se instalam no celular da vítima e enviam SMS para números controlados pelos hackers. O dinheiro é debitado da vítima e repassado aos cibercriminosos.

Vale lembrar que o Android é uma plataforma aberta e amplamente difundida em uma infinidade de aparelhos diferentes, o que abre margem um volume muito grande de problemas. O iOS é totalmente fechado e restrito ao iPhone, iPad e iPod Touch, então é natural que seja um ambiente mais controlado.