terça-feira, 9 de julho de 2013

Folha de S.Paulo: Médico cria jogo que ensina a aplicar insulina em diabéticos


Um médico do SUS quer sair de férias, mas não consegue porque no posto de saúde em que trabalha não há outro colega que saiba tratar de pacientes diabéticos que dependem de insulina.

Ele decide, então, treinar um jovem médico. Poderia ser uma história real, mas é o enredo de um game desenvolvido por um médico paranaense, que está na final de uma competição internacional que começa hoje em São Petersburgo, na Rússia.

Fã de jogos como Battlefield, o endocrinologista Leandro Arthur Dieh, 35, desenvolveu o game como tese de doutorado na Faculdades Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR). A ideia surgiu a partir de sua experiência na rede pública de saúde.

O médico Leandro Arthur Dieh, que 
está desenvolvendo um game para 
ensinar a aplica insulina em diabéticos

"Testemunhei a dificuldade que os médicos não especialistas em diabetes têm em lidar com a insulina. Muitos retardam a indicação porque não sabem manejá-la. E quem sofre é o paciente do SUS."

Estudos mostram que só 24% dos diabéticos no país estão bem controlados. O restante corre o risco de desenvolver complicações como cegueira, insuficiência renal e amputações em razão da glicemia descompensada.

Chamado de InsuOnLine, o jogo ensina a aplicação de insulina em diversos perfis de diabéticos. A complexidade dos casos cresce com o passar dos níveis, até atingir situações como a que o paciente usa várias doses de insulina e sofre de hipoglicemia.

Segundo ele, o jogo começou a ser criado no início de 2011 em parceria com Rodrigo Martins de Souza, sócio de uma empresa de Londrina especializada em jogos.

"Nosso desafio foi desenvolver um game para o ensino, mas que também seja divertido. Há muitos simuladores chatíssimos, que as pessoas só jogam obrigadas."

Embora o público-alvo seja médicos do SUS (as medicações e as orientações são voltadas para o que há disponível na rede pública), Dieh reconhece que os profissionais mais velhos terão mais dificuldade em jogar.

Com o game quase pronto, o próximo passo será testá-lo com um grupo de médicos reais: metade deles vai jogar o game, e a outra metade vai assistir a uma palestra ou aula sobre o tema.

"Vamos comparar o aprendizado dos dois grupos sobre o uso de insulina nas situações mais comuns em um posto de saúde", diz Dieh, também professor da Universidade Estadual de Londrina.

O game venceu a edição brasileira da Imagine Cup 2013 na categoria Cidadania Mundial. Isso o credenciou para disputar na final mundial, na Rússia.
O lançamento comercial do jogo está previsto para 2014, quando o médico concluir a tese de doutorado.

Fonte: COLLUCCI, CLÁUDIA . "Folha de S.Paulo - Equilíbrio e Saúde - Médico cria jogo que ensina a aplicar insulina em diabéticos - 08/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1307522-medico-cria-jogo-que-ensina-a-aplicar-insulina-em-diabeticos.shtml (accessed July 9, 2013).

IDG Now!: Dicas: conheça 12 atalhos de teclado para agilizar a navegação na web



Não importa se você usa o Chrome, Firefox ou Internet Explorer, estas combinações de teclas irão simplificar as coisas e ajudá-lo a ganhar tempo

O mouse pode ser a forma mais intuitiva de interagir com um navegador, mas não é a mais eficiente. Poucas coisas, com exceção talvez de uma conexão mais rápida, podem agilizar tanto a navegação na web quanto alguns bons atalhos de teclado. 

É verdade que os atalhos não irão fazer uma página carregar mais rapidamente, mas uma vez que ela tenha sido carregada, você poderá ir para o topo ou fundo dela instantâneamente, trocar de abas num piscar de olhos e entrar e sair do modo tela cheia numa fração do tempo necessário para pegar o mouse e levar a setinha até um botão.

Estes são alguns dos atalhos de teclado mais úteis, e são Universais. Ou seja, funcionam tanto no Chrome quanto no Firefox e no Internet Explorer. Para simplificar, incluí abaixo apenas o que considero “essencial”. 

Navegação geral

Voltar à página anterior: Backspace
Retornar à página de onde você acabou de sair: Shift+Backspace
Colocar o navegador em Tela Cheia: F11

Navegação na página atual

Descer uma página: Espaço
Voltar uma página: Shift+Espaço
Ir para o fim da página: End
Ir para o topo da página: Home

Mover entre abas

Abrir uma nova aba: Ctrl+T
Fechar a aba atual: Ctrl+W
Mover para a aba à direita: Ctrl+Tab
Mover para a aba à esquerda: Ctrl+Shift+Tab
Mover para uma aba específica: Ctrl+Número (por exemplo, Ctrl+3 para a 3ª aba aberta)

Há muitos outros atalhos em cada navegador, e você pode encontrar listas deles na web. Esta é a do Chrome, esta é do Firefox, esta a do Internet Explorer 10. Memorizá-los pode parecer algo trabalhoso, mas depois você irá se perguntar como conseguiu viver tanto tempo sem eles.

Fonte: Spector, Lincoln . "Dicas: conheça 12 atalhos de teclado para agilizar a navegação na web - IDG Now!." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/07/08/dicas-conheca-12-atalhos-de-teclado-para-agilizar-a-navegacao-na-web/ (accessed July 9, 2013).

Folha de S.Paulo: Infográfico do MIT exibe histórico de interações do seu e-mail - 08/07/2013


O laboratório de mídia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) anunciou, na semana passada, um infográfico interativo que permite visualizar um histórico da sua conta de e-mail.

Para quem não tem conta no Gmail, a Immersion 
oferece uma demonstração de como funciona.
Chamada Immersion, a ferramenta analisa os metadados do seu Gmail e constrói uma rede formada pelas pessoas com as quais você interage, enfatizando os contatos para quem você mais envia mensagens e como eles estão interligados.

Com quase 20 anos, "a internet não é mais apenas uma tecnologia do presente, mas também um arquivo do nosso passado", afirma a equipe do projeto. "O e-mail é ainda mais antigo e contém uma descrição detalhada de nosso histórico pessoal e profissional."

No site da ferramenta, é possível fazer log-in com sua conta do Gmail. A Immersion usa os dados de remetente, destinatário e cópia - além da data de envio de seus e-mails - e, segundo os criadores, não acessa o assunto ou o corpo de suas mensagens. Depois de utilizá-la, você tem a opção de salvar ou deletar as informações.

COMO FUNCIONA

Colaboradores - pessoas para as quais você mandou mais de três e-mails - são representados por círculos: quanto maiores, mais mensagens foram trocadas.Linhas revelam conexões entre eles. Cores também ajudam a distinguir membros da família de colegas de trabalho, por exemplo.

À direita, a Immersion exibe o número de e-mails enviados e recebidos ao longo do tempo, lista os seus dez maiores colaboradores e mostra informações mais detalhadas sobre todas as pessoas de sua rede.

O infográfico muda conforme o período de tempo selecionado, refletindo assim a transformação de seus hábitos de e-mail ocasionada pela introdução de novas pessoas em sua vida.

Fonte: "Folha de S.Paulo - Tec - Infográfico do MIT exibe histórico de interações do seu e-mail - 08/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/07/1308232-infografico-interativo-do-mit-exibe-historico-de-interacoes-do-seu-e-mail.shtml (accessed July 9, 2013).

COMPUTERWORLD: Profissionais de TI são campeões em novos postos de trabalho



O mercado de trabalho para estudantes em cursos superiores ligados a Ciência da Computação e Tecnologia da Informação está efervescente no Brasil. Segundo o relatório RADAR - Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, publicado no último dia 03/07 pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), de cada 100 novos postos de trabalho para profissionais de nivel superior abertos entre 2009 e 2012 no Brasil, 16 foram para profissionais de TI, o que equivale a 49 mil empregos formais.

O RADAR publicou cinco estudos feitos pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea, que mapeiam as ocupações de nível técnico e superior que mais geraram empregos e tiveram os maiores ganhos salariais entre os anos de 2009 e 2012 em todo o país. O estudo foi produzido pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A. Meyer M. Nascimento, e pelo bolsista Lucas Rocha Soares de Assis.

No ranking elaborado pelo Ipea a área de Tecnologia da Informação foi a que mais gerou vagas formais de trabalho entre 2009 e 2012 (49 mil). Em seguida, aparecem Enfermagem (27 mil) e Relações Públicas (20 mil). O trabalho se apoiou nos dados mensais fornecidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As profissões consideradas na pesquisa foram extraídas das famílias ocupacionais da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

No período analisado, foi gerado no Brasil um total de 304.317 postos de trabalho para profissionais de nível superior, equivalentes a tempo integral (44 horas semanais) para as famílias ocupacionais do grande grupo de profissionais das ciências e das artes. Ao menos dezesseis a cada cem desses postos de trabalho gerados empregaram analistas de tecnologia da informação, profissão de nível superior para a qual se observou a maior expansão em termos de geração líquida de postos de trabalho no período – depois de feitas as devidas correções para equalizar as diferentes durações de jornadas semanais contratadas.

Em termos salariais, os profissionais de tecnologia de nível técnico (médio) tiveram variação salarial positiva de 11% no período compreendido entre 2009 e 2012. E no nível superior, pesquisadores nas áreas de engenharia e tecnologia tiveram variação de 46,2% positiva em seus salários no mesmo período. Nota irônica fica por conta dos professores de matemática, estatística e informática do ensino superior que tiveram variação de -1,8% em seus salários no período.

Fonte: BASSI, SILVIA . "Profissionais de TI são campeões em novos postos de trabalho - COMPUTERWORLD." Portal sobre tecnologia da informação e telecomunicações - COMPUTERWORLD. http://computerworld.uol.com.br/carreira/2013/07/07/profissionais-de-ti-sao-campeoes-em-novos-postos-de-trabalho/ (accessed July 9, 2013).

G1: Ativista da web cria lista de serviços para fugir do monitoramento dos EUA



Um grupo de ativistas criou uma lista de ferramentas alternativas aos de empresas de internet como Facebook e Google, para fugir da espionagem on-line do governo dos Estados Unidos. Neste domingo, reportagem de “O Globo” mostrou que o Brasil está na lista de países monitorados pelos programas da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) (Veja site aqui).

Serviços na web alternativos
Navegadores
ServiçosAlternativas
Apple Safari,
Google Chrome e Microsoft Internet Explorer
Tor Browser Bundle, GNUzilla IceCat, Mozilla Firefox e Orbot
Buscador na internet
ServiçosAlternativas
Google Search, Microsoft Bing e Yahoo! SearchDuckDuckGo, Seeks Project, Startpage e YaCy
Mapas
ServiçosAlternativas
Apple Maps, Google Maps e Microsoft Bing MapsOpen StreetMap
Rede social
ServiçosAlternativas
Google+, Facebook, LinkedIn e Twitterpump.io, buddycloud, Diaspora*, GNU Social, Lorea, Movim, RetroShare e Salut à Toi
Bate-papo
ServiçosAlternativas
AOL Instant Messenger, Google Talk, OS X Messages, WhatsApp e Yahho! MessengerPidgin, Off-the-Record Messaging, Adium, Gibberbot, Surespot, TextSecure, Xabber e ChatSecure
Fonte: https://prism-break.org/#pt



"Eu realmente acredito que o mundo está passando por uma fase de monitoramento. É apenas natural para aqueles que detêm o poder querem tanto informação quanto possível sobre as pessoas que governam. E o atual estado da internet faz com que seja incrivelmente fácil que eles façam isso", disse o ativista Peng Zhong, criador da lista, ao G1. Mas ele não fez tudo sozinho. Veja ao lado algumas opções da lista.

A listagem criada pelos ativistas pela privacidade na internet elencam alternativas aos serviços das companhias envolvidas com o Prism (Apple, Facebook, Google,Microsoft, YouTube, Skype, AOL, Yahoo! e PalTalk), além de outros igualmente caracterizados por terem tecnologia proprietária, ou seja desenvolvida por uma companhia.

Entre as ferramentas estão bate-papos, navegadores, mapas na web, conferências por vídeo e voz, redes sociais e serviços de armazenamento de dados. “Privacidade pessoal é a liberdade conduzir a sua vida sem ser monitorado por uma autoridade central", diz Zhong.

Na lista, há ferramentas com tecnologia proprietária, como o DuckDuckGo ou o Startpage. No entanto, elas permitem navegação anônima.

Algumas dessas ferramentas são amplamente utilizadas não só por coletivos conhecidos como os Anonymous como também por "hackitivistas" (hackers ativistas) de todo o mundo. O navegador TOR, por exemplo, dá acesso à chamada Deep Web.

O GitHub, aliás, plataforma escolhida para abrigar a lista é utilizada para o desenvolvimento de projetos de grupos que querem manter projetos na web a salvo de monitoramento.

“Eu publiquei a versão inicial dessa lista em 10 de junho, com algumas opções aos softwares proprietários. Colaboradores me ajudaram a traduzir o site para várias línguas diferentes e a aumentar a seleção de programas”, explicou. Foi com essa contribuição de brasileiros que a versão em inglês foi vertida para o português.

O criador da listagem adverte, no entanto, que esses programas não deixarão os dados na web totalmente a salvo. "Usar esses programas livres não irá garantir 100% que você esteja completamente além do monitoramento da NSA, mas eles certamente fazem muito, muito mais do que se você não fizesse nada."

Conta para isso, informação contida na reportagem de "O Globo" sobre a existência de outros programas da NSA conseguem capturar dados trafegados fora do alcance dos serviços dessas empresas.

"Para proteger sua informação do governo, você precisa criptografar suas comunicações e parar de usar e-mail e outros serviços na nuvem", sugere Zhong.

Fonte: Gomes, Helton Simões . "G1 - Ativista da web cria lista de serviços para fugir do monitoramento dos EUA - notícias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/07/ativista-da-web-cria-lista-de-servicos-para-fugir-do-monitoramento-dos-eua.html (accessed July 9, 2013).

Gizmodo: Como se livrar do bloatware no seu PC e smartphone


Seu novo laptop ou smartphone veio pré-instalado com versões trial de programas que você nunca vai usar. Então por que eles deveriam continuar ocupando um espaço precioso no seu disco rígido? Veja como eliminar esse peso morto do seu sistema operacional.

O bloatware acompanha seu dispositivo para beneficiar a fabricante, não você. Estes programas, muitas vezes uma versão de teste, são essencialmente anúncios pagos pelos desenvolvedores de software para levar você a comprar o programa completo.

No entanto, eles ocupam um espaço melhor preenchido por seus programas favoritos, reduzem o desempenho do sistema, e geralmente tiram a diversão de se usar um gadget novo. Felizmente, há diversas soluções simples para removê-los.
PC


O Windows 8 já vem com proteção antivírus, mas se você quiser uma alternativa melhor – ou se você usa Windows 7 – não precisa pagar pelo Norton ou McAfee que acompanham o PC. Há duas opções. Um, você pode desinstalá-los individualmente a partir do Painel de Controle:
no Windows 7: clique no menu Iniciar -> Painel de Controle -> Desinstalar um programa.
no Windows 8: abra a tela Iniciar, digite “painel”, clique no Painel de Controle e depois em Desinstalar um programa.

Aí você terá que navegar pela lista de programas instalados, e desinstalá-los um a um. No entanto, como a maioria dos PCs novos vêm com muito bloatware (cerca de uma dúzia), removê-los individualmente pode demorar.


Há uma segunda opção, no entanto: o CCleaner. Este programa de desinstalação em massa foi feito para remover porcarias do seu computador com o mínimo de esforço. Basta instalá-lo e executá-lo.

Escolha os programas que você quer remover, e deixe o CCleaner fazer seu trabalho. Você deve se livrar de todos os programas demo e trial, mas também fique de olho para programas de mídia, suítes de antivírus, e qualquer outro que você não precise. Depois, reinicie o PC e pronto. (O CCleaner tem um módulo para limpar o registro; não o utilize – saiba os motivos aqui.)
Android

Smartphones com Android geralmente vêm com bloatware – apps de operadoras, jogos em versão trial, até antivírus. Esses programas basicamente só ocupam espaço, e ainda exigem acesso completo ao sistema (por razões totalmente nobres, tenho certeza). Mas eles podem ser removidos com um pouco de trabalho.

Se você quiser apenas esconder os apps inúteis, basta usar um novo launcher: há ótimas opções como Nova Launcher, Go Launcher EX e Holo Launcher. Depois, na tela com todos os apps, basta escolher a opção para ocultar alguns deles – em geral, disponível através do botão Menu. O TouchWiz da Samsung também permite ocultar apps: toque em Apps, abra o menu e escolha a opção “Ocultar aplicativos”.


Caso você use o Android 4.x, também pode desativar os apps inúteis, para evitar que eles rodem no seu aparelho. Abra o app Configurações, toque em Gerenciador de aplicações, e deslize até a aba Todos. Então navegue pela lista de apps, selecione o bloatware e toque no botão Desativar.

Talvez você queira algo mais agressivo. No entanto, como a maioria dos programas pré-instalados no Android não pode ser removida, você precisará tomar medidas mais drásticas.

Talvez o método mais fácil, que basicamente requer “copiar e colar”, é este script de remoção de bloatware (.zip). Criado pelo usuário Broadways do XDA Developers, ele deleta programas sem exigir que você faça root no seu aparelho. No entanto, ele exige cautela: excluir o app errado pode inutilizar seu aparelho.

Para usá-lo, faça o seguinte: baixe o script, abra o arquivo META-INF\com\google\android\updater-script em um editor de texto, e escolha quais programas deletar. Depois salve o arquivo no seu smartphone ou tablet, reinicie-o em modo de recuperação e rode o arquivo. O bloatware será removido. As instruções completas estão aqui.

Outra alternativa é fazer root no seu dispositivo Android. No entanto, como o procedimento varia de um aparelho para outro, é preciso pesquisar um pouco. Você pode começar no Google e encontrar guias em português; ou ir direto ao XDA Developers e procurar pelo seu smartphone ou tablet. Você encontrará vários fóruns; geralmente é no “Android Development” onde se encontram as opções de root. Depois, basta instalar apps como Uninstall Master ou Root Uninstaller e remover os apps que você quiser.


Por fim, você pode instalar uma ROM personalizada. No entanto, este método exige um pouco de conhecimento técnico e não é para todo mundo, nem está disponível para todo smartphone ou tablet. Caso você decida seguir por esse caminho, o CyanogenMod é a ROM personalizada mais popular para tanto.

O processo de instalação é específico para cada smartphone, e o wiki do CyanogenMod é uma valiosa fonte de informações para tanto. Por isso, não deixe de lê-lo algumas vezes antes de começar a hackear seu computador de bolso.

O bloatware é incômodo, mas você não precisa aturar isso. E removê-lo para sempre pode até ser divertido.

Fonte: TARANTOLA , ANDREW . "Como se livrar do bloatware no seu PC e smartphone." Gizmodo Brasil | Tech Lovers. http://gizmodo.uol.com.br/remover-bloatware/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+gizmodobr+%28Gizmodo+Brasil%29 (accessed July 9, 2013).

Gizmodo: Quem criou o Clippy? A história por trás de 4 elementos de interface


É da natureza humana detestar coisas que nos lembrem de como costumávamos ser bobos. Como adolescentes que não aguentam suas fotos de bebês, preferimos ignorar provas das nossas humildes origens. O mesmo fale para artefatos da história da computação e não é preciso ir longe para ver como isso é real — as reações a relíquias do passado, como a Comic Sans e o Clippy, estão aí para provar.

Apesar disso, esses mesmos antigos artefatos são as coisas que nos ensinaram como interagir com computadores. Você talvez deteste o Clippy ou não suporte o ícone de imagem quebrada pela sua representação bruta da realidade, mas o simpático Clippy foi um válido precursor dos atuais e sofisticados assistentes pessoais digitais, e o ícone de imagem quebrada ainda é um pedaço importante do vocabulário léxico da Internet. Odeie-os o quanto quiser, isso não os tornará menos importantes.

Curioso a respeito de quem desenhou essas metáforas visuais primitivas, nós escavamos a Internet para encontrar respostas. E calhou que mesmo as coisas mais simples do saber em interfaces gráficas ter algo a nos ensinar.

Quem criou o ícone de imagem quebrada?

Este é provavelmente um dos ícones da era do Netscape mais duradouros: uma folha de papel mostrando um triângulo magenta, um círculo verde e um círculo azul, congelados no exato momento em que uma orelha se forma no canto superior direito. Mas quem criou o ícone da imagem quebrada, que parece mais velho que a própria Internet?

Um dos melhores tópicos que já vimos no Quora, de 2011, trouxe à luz o designer responsável por esse ícone ubíquo. De acordo com Hagan River (neé Heller), o designer de interface da Netscape das versões .0 até a .4 foi o designer gráfico Marsh Chamberlin. Ele foi responsável, na realidade, por todos os elementos gráficos do Netscape.

“Antes da primeira versão do Netscape, não havia um ícone específico que significasse ‘imagem quebrada’, mas existia um placeholder usado para imagens ausentes no produto,” explicou Rivers. “Marsh, na realidade, produziu ícones para imagens quebradas, imagens ausentes (duas coisas diferentes) e também um ícones para tipos específicos de formatos que poderiam surgir em uma lista de arquivos.”

Embora pareça intuitivo hoje, dedicar um ícone a dizer aos usuários que uma imagem está faltando foi, na verdade, uma sacada em design muito inspirada. Ela definiu um precedente para navegadores desenvolverem suas próprias interfaces, independentemente de qual sistema operacional estivesse rodando. Hoje vemos o legado disso, com empresas como o Google criando diretrizes visuais bastante amplas para todos os seus produtos.

Na real, o Google (ou o Chrome, para ser mais específico) está se afastando do trabalho de Chamberlin, trocando a folha de papel por ícones mais simples e planos. Ainda assim, um pouco triste ver essa mudança.


Quem criou o cursor e a mãozinha do mouse?

O cursor é quase como se fosse as nossas mãos: ele está ali desde o começo e você male má nota a sua presença. Nós apontamos para a coisa que queremos e, então, clicamos. Ainda assim, o cursor tem uma mãe, foi criado por Susan Kare, a notável designer gráfica que assinou o primeiro conjunto de ícones da Apple.

Depois que começou a trabalhar na Apple, em 1982, ela embarcou no trabalho de desenhar a maioria dos elementos gráficos que entraram no primeiro Mac OS, incluindo a adorada caretinha da Apple, a pasta de arquivos e o relógio de espera. Talvez a sua contribuição mais duradoura (passível de discussão!) seja a mãozinha com dedos grossos que ainda hoje é usada em vários programas, incluindo os da Adobe.


O mouse (e o ícone do cursor) foi a primeira interface gestual, fato que às vezes esquecemos. Ele nos permite mover nossas mãos e apontar o que queremos selecionar em espaços digitais –e sem uma metáfora visual (uma mão) para explicar a ideia aos primeiros usuários de computador, ele talvez não tivesse sido bem sucedido dessa forma.


Quem criou a Comic Sans?

Por que incluímos a Comic Sans neste grupo? Porque ela foi criada, como tantos outros elementos de interface, para ajudar a humanizar os computadores.

Segundo um fascinante texto publicado no Ars Technica recentemente, a Comic Sans foi, na realidade, produto de um assistente pessoal digital bem primitivo: o Microsoft Bob. O Bob foi uma das primeiras tentativas da Microsoft de criar uma interface de usuário que aplicava um esqueumorfismo básico à área de trabalho — neste caso, uma casa, onde cada cômodo abrigava diferentes ícones de aplicativos:


Um dos personagens da casa era um cachorro chamado Rover que, no começo, falava em Times New Roman. O designer tipográfico Vincent Connare, da Microsoft, ficou estarrecido com um cachorro que falava usando uma fonte serifada, então ele decidiu criar uma nova fonte com um jeitão de histórias em quadrinhos.

É quase triste que a Comic Sans inspire tanta pretensão e ódio atualmente. Por que, na realidade, ela foi uma primeira e importante tentativa de tornar tipos digitais mais acessíveis a novos usuários — e, de certa forma, ela foi incrivelmente bem sucedida. Ela pode ser cafona hoje, mas tem uma importante função no universo da interação humana. “Se você a ama, você não sabe muito sobre tipografia”, Connare disse ao Wall Street Journal em uma entrevista. “Se você a odeia, você também não sabe muito sobre tipografia, e devia procurar outro hobby.”

Quem criou o Clippy?

Você se lembra do Clippy, o assistente pessoal em formato de clip de papel que aborreceu os usuários do Word de 1998 a 2004, certo? Ou pelo menos lembra do seu movimento característico: bater na tela do computador para chamar sua atenção, ou aparecer com dicas contextuais começando com “Querido ___”.

O Clippy foi criado por Kevan J. Atteberry, um designer de logos cujo elegante site é cheio de personagens parecidos. “Woohoo!”, diz o sarcástico Atteberry. “Créditos por ter criado provavelmente um dos personagens mais irritantes da história! Na verdade, as pessoas ou amam ou detestam ele. Acho que apenas por elas notá-lo já é alguma coisa… certo?”


Certo. Vale notar que Atteberry foi contratado apenas para fazer a arte — se a culpa tem que ficar com alguém, teria que ser com os designers de interação da Microsoft por trás do projeto de Assistente para o Office. O fim veio em 2004, quando a Microsoft acabou com o Clippy em uma série de anúncios que mostrava usuários do Word matando o coitado — tudo isso para comemorar o fim daquela era de design de interface.

Deixando de lado o tanto que o Clippy deve ter irritado você, porém, ele pavimentou o caminho para assistentes digitais menos desagradáveis. Embora o Assistente do Office tenha sido descontinuado (para a alegria de muitos!) em 2007, ele serviu como um belo exemplo do quão intrusivo um assistente digital poderia ser. De alguma forma, o Clippy é o antepassado desajeitado da Siri e outros equivalentes modernos.

Fonte: CAMPBELL-DOLLAGHAN, KELSEY . "Quem criou o Clippy? A história por trás de 4 elementos de interface." Gizmodo Brasil | Tech Lovers. http://gizmodo.uol.com.br/clippy-historia-elementos-interface/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+gizmodobr+%28Gizmodo+Brasil%29 (accessed July 9, 2013).

Olhar Digital: Saiba como calcular os custos da virtualização



É unanime entre analistas de TI de que a virtualização proporciona cortes de custos se comparada à computação tradicional. A virtualização de servidores, em particular, gera um retorno muito rápido de economia. Mas, segundo a IDC, o grande problema é a falta de conhecimento dos gerentes de TI, que não sabem como apresentar resultados de projetos de virtualização. 

Para ajudá-los nesta tarefa, a CIO elaborou quatro abordagens básicas de mensuração, recomendadas pela indústria e por analistas. Confira abaixo como calcular os custos da virtualização. 

Custo baseado em atividade Este método se baseia em consumo, no qual o custo total de TI é dividido de acordo com o volume de transações, número de servidores, número de usuários e outros padrões de medida. Esse método funciona se a análise e o monitoramento forem claros mesmo em um ambiente virtualizado e se houver uma forma de contabilizar capacidade ociosa.

Níveis de preços

Filiais da empresa que não precisam de um grande volume de armazenagem, largura de banda ou suportes adicionais podem pagar uma taxa mais baixa que as unidades de negócios que demandem mais serviços. Aqueles que lidam com o próprio suporte merecem descontos e tratamento diferenciado.

Custos de serviço contra custos de infraestrutura

Uma forma de contabilizar capacidade ociosa é separar custos base, como largura de banda, espaços no data center, acesso à rede ou outros serviços que a unidade de negócios utilize. O custo base para a unidade de negócios permaneceria relativamente estável, enquanto os custos dos serviços variariam de acordo com o consumo.

Medidas

Atribuir medidas diretas ou indiretas é uma forma de dividir custos de acordo com um cálculo externo das demandas de uma unidade de negócios. Isso pode envolver calcular o custo do departamento de acordo com um percentual do orçamento operacional total da companhia, por exemplo.

Fonte: "Olhar Digital: Saiba como calcular os custos da virtualização." Olhar Digital - Tecnologia para você!. http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/saiba-como-calcular-os-custos-da-virtualizacao (accessed July 9, 2013).

Olhar Digital: Conheça 4 ferramentas que dificultam o rastreamento na internet

Olhar Digital: Conheça 4 ferramentas que dificultam o rastreamento na internet


Em janeiro deste ano, 2,3 bilhões de telefonemas e e-mails enviados por brasileiros foram espionados pelo governo norte-americano. Esta é a denúncia mais recente de Edward Snowden, o ex-funcionário da CIA que vazou o esquema de monitoramento dos Estados Unidos.

Segundo documentos da Agência Nacional de Segurança, aos quais teve acesso o jornal O Globo, o Brasil era alvo prioritário da espionagem ao lado de China, Rússia, Irã e Paquistão. Empresas instaladas em território nacional e pessoas em trânsito por aqui também teriam sido vigiadas.

O suposto monitoramento irritou o governo brasileiro, que promete cobrar explicações à Casa Branca. "Agora a história mudou de patamar", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao Estadão. Caso os americanos não forneçam as informações necessárias, a Polícia Federal poderá ser acionada.

Diante da polêmica, listamos quatro alternativas para minimizar a vigilância na internet e garantir mais privacidade. Confira abaixo um combinado de dicas pensadas pelo Olhar Digital e por Rainey Reitman, diretora de ativismo da Electronic Frontier Foundation (EFF).

TOR: Nós já falamos bastante sobre o TOR, o The Onion Router, em nosso especial sobre a Deep Web. Trata-se de uma ferramenta poderosa de navegação anônima, que torna o usuário virtualmente irrastreável. Entretanto, ele é muito lento e requer voluntários para servir como 'nós' do sistema.

Para funcionar, o TOR precisa de usuários funcionando como nós do meio do caminho dos dados, que é relativamente seguro por transmitir apenas informações encriptadas. Entretanto, também é necessário o nó final, que transmite a resposta da solicitação do usuário, que pode ser rastreado e ligado a possíveis ações ilegais que possam vir a acontecer utilizando este anonimato, então há um risco.

Off-the-record messaging: Trata-se de um protocolo de de bate-papo mais seguro, por conter encriptação na troca de mensagens. A maioria dos grandes mensageiros instantâneos não conta com este recurso e boa parte dos alternativos também não; entretanto, eles contam com a possibilidade de incluir um plug-in para isso. Pidgin, Trillian, Miranda, por exemplo, são softwares que permitem a instalação do plug-in.

HTTPS everywhere: O nome é quase auto-explicativo. É um plug-in desenvolvido pela própria EFF, que faz com que os usuários se conectem a sites utilizando o protocolo HTTPS automaticamente, quando estiver disponível. Desta forma, a comunicação entre usuário e servidor é encriptada, e é mais difícil obter as informações do usuário. Disponível como plug-in para Firefox e Chrome

TOSBack: Outra ferramenta criada pela EFF para monitorar os termos de serviço dos principais sites da internet. Ele guarda os termos antigos e permite a comparação com os novos para saber se houve algum tipo de alteração não divulgada para o público nos termos de serviço

Fonte: 
"Olhar Digital: Conheça 4 ferramentas que dificultam o rastreamento na internet." Olhar Digital - Tecnologia para você!. http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/conheca-4-ferramentas-para-ter-mais-privacidade-na-internet (accessed July 9, 2013).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

SECOM - BA: Software que monitora localização de ônibus é testado no Parque Tecnológico

Software que monitora localização de ônibus é testado no Parque Tecnológico



O B4B, software criado pela empresa baiana NN Solutions, empresa integrante da incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, tem tudo para facilitar a vida dos soteropolitanos que dependem do transporte público. Ele permite ao cidadão identificar quais linhas de ônibus trafegam por um determinado ponto, acesse as informações sobre, escolha qual deseja utilizar e solicite a parada do veículo. 

Em fase de teste no Parque Tecnológico, o software foi instalado no transporte circular que atende ao Tecnocentro. Os funcionários têm acesso a informações como velocidade média, estimativa de chegada e o horário em que o veículo passou por determinado ponto.

Segundo o diretor administrativo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Leandro Teive, a iniciativa tem apresentado bons resultados e permitido novas funcionalidades administrativas.“As novas tecnologias desenvolvidas no Parque Tecnológico também contribuem com a melhoria da gestão, produtividade e controle de custos. O teste do software tem permitido o controle de gestão de informações do veículo, melhor atendimentos aos funcionários e o aperfeiçoamento da dirigibilidade”.

Monitoramento

O sistema que permite esta inovação é o MapBus, como explica Vitor Teixeira, sócio-proprietário da empresa NN Solutions, “Foi desenvolvido um sistema de monitoramento de frota georeferenciado que permite a localização em tempo real dos veículos, por meio da web e do celular ( versão Android)”.

Ele acrescenta que o projeto encontra-se em versão alfa - testes em ambiente controlado, sendo monitorados pela equipe da empresa todos os testes de hardware e software do sistema. A próxima etapa do projeto será a implantação da versão beta, que fará testes em ambiente controlado e aberto ao público, onde ocorrerá a instalação de um piloto e disponibilizado o aplicativo do celular e website para avaliação, comentários e sugestões, e, logo depois, iniciada a produção em larga escala.

“É importante gerar ações que divulguem o desenvolvimento dos produtos e serviços criados no Parque Tecnológico para que possamos apresentar a sociedade o retorno deste centro em pesquisa aplicada, que busca soluções inovadoras destinadas a beneficiar a população”, afirma o secretário Paulo Câmera.

Fonte: "Software que monitora localização de ônibus é testado no Parque Tecnológico — SECOM - BA :: Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia." Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia — SECOM - BA :: Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia. http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2013/07/05/software-que-monitora-localizacao-de-onibus-e-testado-no-parque-tecnologico-da-bahia (accessed July 8, 2013).

INFO: Dilma pede medidas para evitar espionagem no Brasil


 
Paulo Bernardo, ministro das comunicações: Brasil 
vai investigar espionagem feita pelos EUA.

São Paulo - A denúncia publicada no jornal O Globo deste domingo, de que telefonemas e transmissões de dados de empresas e pessoas brasileiras teriam sido alvo de espionagem por parte do governo dos Estados Unidos, foi discutida em reunião pela manhã no Palácio da Alvorada.

"Já vínhamos acompanhando o caso, mas agora a história mudou de patamar", disse ao Estado o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Segundo informou o ministro, a presidente Dilma Rousseff aprovou uma série de providências sugeridas por sua equipe.

No campo político, o ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, informou que interpelaria o governo dos Estados Unidos por meio da embaixada em Washington e em conversa com o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon. Ele participou da reunião por telefone, pois estava em Paraty (RJ).

"Esse é o primeiro passo", disse Bernardo. No encontro, foi discutida com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, a possibilidade de a Polícia Federal entrar nas investigações, caso as informações prestadas pelos EUA não sejam suficientes.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai questionar as empresas de telecomunicações no País para saber se elas têm algum contrato que preveja troca de informações com empresas norte-americanas. Segundo a reportagem do Globo, essa teria sido a via pela qual a Agência Nacional de Segurança (NSA) teria tido acesso a um número grande, mas não estimado, de telefonemas e dados do Brasil.

Bernardo acha pouco provável que possa haver esse tipo de acordo. Ele considera mais provável que a suposta espionagem tenha ocorrido no trânsito das informações nos cabos submarinos. "Se você faz uma ligação para o Japão, ela passa pelos Estados Unidos", explicou.

Dilma pediu também para avançar em propostas legislativas para melhorar a segurança de dados no País. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi orientada a pedir ao Congresso que dê prioridade à votação do marco civil da Internet. Além disso, o Ministério da Justiça está concluindo um anteprojeto de lei que melhorará a proteção de dados individuais.

O ministro das Comunicações considera essas duas medidas no campo legislativo importantes, mas de alcance limitado. "A Internet é comandada por uma empresa privada norte-americana sediada na Califórnia", comentou. Assim, nem todas as normas aprovadas aqui teriam validade para serviços na rede. "Isso não está certo."

O governo brasileiro defende a criação de um organismo internacional para regular a rede mundial de computadores. Esse é um dos debates que o Itamaraty pretende levantar nas Nações Unidas.

Fonte: "Dilma pede medidas para evitar espionagem no Brasil | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/07/dilma-aprova-medidas-sobre-espionagem-diz-ministro.shtml (accessed July 8, 2013).

UOL: Marco civil entra em pauta prioritária do Congresso; votação deve sair nas próximas semanas



O marco civil (projeto de lei que é uma espécie de "constituição da internet") entrou para a pauta legislativa prioritária do Congresso. Segundo comunicado do Ministério da Justiça, isso fará com quem sua votação seja realizada nas próximas semanas.

A lista de projetos prioritários foi estabelecida por Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara.

A votação do marco civil na Câmara dos Deputados já foi adiada ao menos por dez vezes, sendo seis delas somente no ano passado. Questionado sobre a demora, o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, atribui os adiamentos a um conflito de interesses entre os políticos.

"O Congresso terá de fazer uma escolha: atenderá às demandas do usuário da internet brasileira e suas necessidades ou às necessidades dos provedores de conexão", disse Molon em entrevista ao UOL Tecnologia em abril deste ano. "Até o momento, não consegui vislumbrar nenhuma possibilidade de conciliação dessas duas visões e dessas duas demandas."

Para o parlamentar, a demora na aprovação do projeto também tem relação com a complexidade da matéria. Por ser um tema técnico, diz o deputado, foi necessário explicar o assunto para pessoas de formações muito distintas. "No marco civil, há definições e conceitos que não são conhecidos por muitos deputados", explica.
Conflito de interesses

Um dos conflitos citados pelo deputado diz respeito à neutralidade da rede. O conceito estabelece que todo o tráfego da internet seja tratado de forma igualitária por quem fornece a conexão ao usuário (ou seja, as operadoras de internet fixa e móvel).

PARA ENTENDER

O que é o marco civil?

Projeto de lei que estabelece "princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil". As determinações do projeto dizem respeito aos usuários de internet, os provedores de conexão, provadores de conteúdo e o governo. 

Quais são dos direitos e garantias estabelecidos pelo marco civil?

Os destaques do projeto são: o direito à privacidade, o sigilo das comunicações (salvo em casos de ordem judicial), direito a não suspensão da conexão, a manutenção da qualidade contratada da conexão e informações claras e completas sobre coleta, uso, tratamento e proteção de dados pessoais 

Para as empresas de telecomunicações, a internet deve ser neutra no que diz respeito a conteúdo, porém elas querem ter o direito de vender serviços "fechados" (como planos de internet mais baratos que limitam o acesso a determinados sites ou redes sociais).

Já para os provedores de internet (como UOL, iG e Terra), a rede deve ser livre. Essas empresas representadas pela Abranet (Associação Brasileira de Internet) também defendem que a oferta de pacotes fechados limita a liberdade de conhecer outros sites e serviços.

A última redação do marco civil tem a neutralidade como princípio. No entanto, estabelece que uma portaria presidencial legisle sobre as exceções de neutralidade. "As restrições à neutralidade precisam ser regulamentadas, pois não seria razoável colocar isso em uma lei", informa o deputado.
Histórico longo

Discutido há pelo menos quatro anos, o marco civil foi um projeto construído de forma colaborativa. "Esse processo demora mais que a forma convencional, no qual um autor senta em uma mesa, escreve e tenta fazer com que o projeto siga em frente", defende Molon.

Ele passou por debates, consultas públicas na internet e até pelo escrutínio de ministérios. Todo esse processo fez com que o projeto fosse alterado várias vezes antes de chegar à Câmara. Mesmo assim, na maioria das vezes em que entrava na pauta, o projeto era removido por haver discordâncias entre os políticos.

Depois de aprovado na Câmara, o projeto deve ir para o Senado e, caso não haja alterações, para a sanção presidencial.

Fonte: "Marco civil entra em pauta prioritária do Congresso; votação deve sair nas próximas semanas - Notícias - Tecnologia." UOL Tecnologia: Notícias sobre internet, eletrônicos e inovações - Tecnologia. http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/07/05/marco-civil-entra-em-pauta-prioritaria-do-congresso-votacao-deve-sair-nas-proximas-semanas.htm (accessed July 8, 2013).