terça-feira, 13 de maio de 2014

CIO: Cinco hábitos prejudiciais à carreira em TI

Dave Willmer *

A evolução profissional levou à criação de um comportamento padrão que nem sempre deve ser seguido por quem busca o sucesso

Ao longo do tempo, os profissionais que atuam na área de tecnologia da informação passaram a conviver com algumas regras extraoficiais e que, com o tempo, viraram um senso comum no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos.

A adesão cega a esse comportamento padrão de TI pode ser bastante prejudicial para os profissionais. A seguir, acompanhe sete mitos a respeito da carreira em tecnologia, que precisam ser quebrados pelo bem do setor:

1 – Trabalhar longas horas é sinônimo de sucesso
Trabalho duro representa um pré-requisito para a maioria das posições de TI, mas isso não é medido em horas no escritório. Uma agenda muito ocupada e extensa pode acabar afetando a produtividade, por conta da exaustão do profissional. Além disso, trabalhar até muito tarde todos os dias pode passar a impressão de que o profissional falha ao gerenciar seu próprio tempo.

Se as horas diárias de trabalho não são suficientes para cumprir com todas as atividades, o profissional precisa conversar com seu supervisor para estudar prioridades de projetos, delegar tarefas ou solicitar mais recursos para a companhia.

2 – Escolher uma especialidade e ser muito bom nela
O departamento de TI sempre precisará de especialistas em certas tecnologias, mas ser bem-sucedido no cenário atual requer a habilidade de expandir o escopo de atuação de acordo com as necessidades da empresa.

Com isso, o profissional não pode desperdiçar oportunidades de treinamento ou projetos que ajudem a ampliar suas competências. Ao demonstrar o comprometimento com a busca de novas habilidades, o profissional ganha mais chances de crescer na companhia.

3 – Agarrar qualquer nova responsabilidade
A atitude do profissional que diz saber fazer de tudo não vai ajudar em nada se ele se responsabilizar por algum trabalho que não pode fazer. Quando alguém se voluntaria para projetos que se estão além das suas habilidades podem criar dores de cabeça para todo o departamento.

Em cada caso, o profissional deve ser perguntar se tem o que é necessário para executar o projeto. Em algumas situações, faz mais sentido ter um papel coadjuvante e aproveitar para ganhar aprendizado.

É interessante ponderar também se haverá tempo de devotar tempo às tarefas profissionais que dão mais prazer. Aceitar um papel com mais responsabilidade só pelo salário ou pelo prestígio pode minar a satisfação e acelerar a morte da carreira.

4 – Obter o maior número possível de certificações. Quanto mais, melhor
O mercado é altamente competitivo, razão pela qual alguns profissionais são tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Mas essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.

A escolha pelos treinamentos e certificações deve estar de acordo com as atividades de trabalho atuais e aquelas vislumbradas no futuro pelo profissional.

5 – Ter medo de ser indiscreto
O profissional de TI padrão tem medo de ser percebido na organização como fofoqueiro ou de ser desagradável ao tentar a socialização. No entanto, gastar um pouco de tempo todos os dias para manter conexões pessoais com pessoas de toda a companhia é essencial para a saúde da carreira.

A reputação do profissional de TI é construída com diversas esferas da organização. Assim, quem atua no setor não deve estar preocupado apenas em agradar o superior, mas deve também manter um bom relacionamento com os profissionais de outras áreas de negócio.

O profissional que ajuda seus pares sempre que possível, sem se desgastar demais, está em vantagem, pois ele tem aliados para os próprios projetos em momento difíceis, de prazos apertados. E o chefe gosta mais de prazos cumpridos do que de reverências.

Além disso, as relações informais tornam o networking (rede de relacionamento) mais forte e pode abrir novas oportunidades de emprego.

Uma definição resume as dicas: a melhor forma de mostrar à empresa que tem valor é proporcionar resultado. O profissional deve focar nos maiores benefícios que pode trazer ao empregador, sem se preocupar se as pessoas estão enxergando o quão duro você trabalho e o que você alcança. A forma mais interessante de manter a evolução na carreira é deixar um rastro de sucesso consistente.

G1: Twitter libera função 'mudo' para 'silenciar' usuários inconvenientes




Usuários não virão postagens de contas 'silenciadas' no microblog.

Novidade será liberada aos poucos nas próximas semanas.

O Twitter lançou nesta segunda-feira (12) uma ferramenta para que os usuários possam “silenciar” as postagens de seguidores inconvenientes. Isso faz com as mensagens tuitadas por eles deixem de aparecer sem que haja a necessidade de bloqueá-los.

Os tuiteiros poderão colocar seguidores no “mudo” tanto via aplicativo, para Android e iOS, quanto na versão web do microblog.

“Da mesma forma que você pode ativar as notificações para que nunca perca um tuíte de seus usuários favoritos, você pode agora silenciar usuários a quem você gostaria de ouvir menos”, informou o Twitter.
saiba mais

Quando a função “mudo” é ativada para um usuário, não só as mensagens publicadas por eles deixam de aparecer na linha do tempo, mas também as postagens replicadas. Os SMS de notificação sobre a atividade da conta silenciada também deixam de ser enviados.

A ação é invisível para o usuário que teve as postagens bloqueadas. Por isso, ele continuará a receber as mensagens de quem o bloqueou.

A novidade começa a ser liberada nas próximas semanas. Para silenciar uma conta no Twitter, o usuário terá de clicar no ícone “mais”, presente nos tuítes, e acionar o comado “mudo”.


CIO: Quatro mitos das métricas em TI

Bob Lewis

Medir os resultados de maneira correta depende do entendimento claro do que a companhia quer realizar
Era um help desk excelente. Então, seu CIO, querendo resultados mensuráveis, estabeleceu que a métrica de incidentes resolvidos por semana era adequada para a avaliação de desempenho. A empresa em questão tinha três unidades de help desk: uma para cada local importante. O resultado de uma delas foi muito pior que a das outras duas, e foi castigada por isso.

O que ele estava fazendo de errado? Ser eficiente demais. Seus gestores tinham estabelecido um programa de autosuficiência dos usuários que reduziu muito o número de chamados. Os analistas consumiram bastante tempo educando os funcionários a serem mais independentes e sofisticados no uso da tecnologia. O resultado foi menos incidentes para resolver, juntamente com níveis mais elevados de eficácia dos funcionários.

Moral da história: seu resultado nitidamente superior, resultou em métricas de desempenho pobres.

"Você não pode gerenciar o que não pode medir", afirma o lendário guru da administração Peter Drucker. Ele está certo, mas não o suficiente. O fato é que é muito mais fácil obter métricas erradas do que certas, e o dano causado a partir das métricas erradas geralmente excede o benefício potencial das métricas certas.

A métrica certa depende do entendimento claro do que a companhia quer realizar. Imagine que em vez de trabalhar em TI você seja um policial rodoviário. Se seu objetivo é pegar quem anda acima da velocidade máxima permitida, sua métrica será o maior número de multas emitidas por agente por hora. Se, por outro lado, seu objetivo for minimizar a quantidade de excesso de velocidade nas estradas, você vai garantir que cada carro da polícia esteja altamente visível, e a métrica passará a ser o menor quantidade de multas emitidas.

Uma razão aparentemente inteligente nem sempre é realmente inteligente
Qualquer objetivo que não possa ser transformado claramente em um número permite a manipulação para que os interessados o considerem atingido ou não. Talvez sua organização não tenha definido as métricas necessárias para avaliar um objetivo. Muitas vezes, elas e os instrumentos para chegar a elas, são especificados antes da definição do objetivo. E talez aí esteja o "x" da questão.

A SMART é uma técnica de definição de metas muito popular. Ela representa (com algumas variações) os objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e e em tempo (ou com prazo).

Quem poderia argumentar contra uma técnica de formulação de objetivos como essa? A resposta: quem prefere a prevenção para a solução de problemas, ainda que, com poucas exceções, as ações preventivas sejam mais difíceis de medir.

A prevenção bem-sucedida é indistinguível na ausência de risco. Qualquer um que tenha trabalhado em projetos Y2K, sabe bem. Muitos foram acusados de desperdiçar dinheiro da empresa em um falso problema diante da não ocorrência do caos anunciado para o dia 1º de janeiro de 2000.

Será que eles definiram claramente o método ou sistema de medição que seria usado para monitorar o seu objetivo: evitar a parada dos sistemas com a troca da data?

Há, ao que parece, quatro maneiras diferentes de realizar métricas erradas. Você pode:

1 - Medir as coisas certas de forma ruim

2 - Medir as coisas erradas, bem ou mal

3 - Negligência a medição de algo importante

4 - Estender as métricas a funcionários individuais

O primeiro problema é o mais fácil de evitar. Depois de saber o que você precisa medir - quais são seus objetivos - as falhas mais comuns são fáceis de detectar e corrigir. Um exemplo comum é não dar pesos diferentes para atividades diferentes. Nosso exemplo de help desk teria falhado este teste, mesmo que a taxa de resolução fosse a medida certa: todas as chamadas para o help desk foram contadas de forma igual, mesmo que resultassem em quantidades dramaticamente diferentes de tempo para resolução dos problemas.

O segundo problema é mais difícil de detectar. Foi o pecado cometido no caso do help desk. A taxa de resolução não era o elemento mais importante para medir. O tempo de trabalho do usuário gasto para resolver dificuldades técnicas é o que importa.

As empresas devem querer também que seus funcionários aproveitem ao máximo as ferramentas disponíveis para eles. É um outro objetivo muito importante e de difícil mensuração. O gerente de help desk reconhecia essa importância e instituiu programas nessa direção.

E aí chegamos na quarta e mais polêmica falácia métricas - ampliar as métricas para funcionários individuais. Por mais tentadora que seja, é quase sempre uma proposta perdedora, porque os empregados quase sempre descobrirão as formas como as métricas são aplicadas.

Métricas não importam se não forem associadas a maneiras de saber se a organização está ou não alcançando os objetivos mais importantes. Caso contrário, seus administradores estarão voando sem instrumentos. O desafio é medir direito, porque há coisas piores do que voar sem instrumentos. Entre elas, voar com base em instrumentos que permitem leituras falsas.

Olhar Digital: Facebook transforma usuários em números para facilitar identificação


O Facebook começou a testar um novo jeito de encontrar pessoas dentro da rede social, atribuindo números a cada usuário. O recurso foi visto pelo The Next Web e parece que está disponível a pouca gente.
Seria uma forma de substituir os números de telefone, que nem todo mundo compartilha pelo Facebook por temer problemas com privacidade.

O código concedido pela rede social tem oito dígitos e cada pessoa teria seu próprio número - o que não ocorre com os nomes, muitas vezes usado por vários internautas.

Se a novidade entrar em operação plena, ao invés de passar o número de telefone a quem acabou de conhecer, o usuário poderá informar o "número do Facebook" e ser adicionado na rede social. Mais ou menos o que acontecia na época em que o ICQ era o principal comunicador instantâneo da internet.

G1: Apple busca elevar vendas online ao cortar prazo para restituição




Empresa reduziu pela metade tempo para restituir clientes.

A Apple cortou pela metade o tempo que leva para restituir clientes da loja online que devolvem iPhones e outros aparelhos, um pequeno mas crucial passo para tentar conseguir que mais pessoas comprem diretamente pelo seu website.

O movimento representa uma grande despesa inicial por parte da Apple, mas poderá compensar no longo prazo se a empresa conseguir atrair clientes online de varejistas como a Amazon.com e Best Buy, dizem especialistas do setor.

De acordo com a empresa de pesquisa de varejo e de inteligência StellaService, os clientes que compram um produto da loja online da Apple podem obter um reembolso em menos de uma semana, ante 10 dias anteriormente.

A Apple está processando reembolsos a um ritmo mais rápido porque a empresa agora usa um serviço acelerado, FedEx 2Day, para permitir que os clientes retornem itens com etiquetas pré-pagas para o estoque em três dias.


Folha de S.Paulo:Executivo do Twitter vem ao Brasil ensinar melhores táticas para políticos

ALEXANDRE ARAGÃO

À frente do escritório do Twitter em Washington (EUA), Adam Sharp chefia uma equipe de 13 pessoas que tem como objetivo principal fazer com que políticos e ONGs aprendam a usar a ferramenta de maneira mais eficiente. Desde que assumiu o cargo, em novembro de 2010, ele visitou 11 países a fim de cumprir a mesma meta –nesta semana, veio ao Brasil.

Adam Sharp, executivo responsável pelo relacionamento
 do Twitter com o governo dos EUA
Durante três dias, Sharp falará a senadores, deputados e ao ministro Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social, para mostrar melhores práticas a serem usadas durante as campanhas. Ele recebeu a Folha para uma entrevista no escritório do Twitter em São Paulo.

Folha - Como candidatos que concorrem a cargos minoritários, que não são tão conhecidos quanto candidatos à Presidência, podem construir público no Twitter?

Adam Sharp - Em primeiro lugar, eu não daria tanta importância apenas à quantidade de seguidores, porque o candidato pode estar se relacionando com as pessoas certas. Frequentemente falamos sobre o Twitter como uma retorno à "política do varejo". A qualquer país que vou, percebo que a melhor maneira de uma figura política para ganhar um voto é a mesma em todos os lugares: é olhar no olho, cumprimentar e pedir o voto. Mesmo para cargos minoritários, são necessárias pessoas demais para que você se eleja. Por isso que nos últimos 100 anos os candidatos começaram a falar mais na televisão, no rádio e nos jornais. Os políticos se tornaram muito bons em passar suas mensagens, mas perderam a interação com os eleitores. É nisso que eu acredito que o Twitter traz de volta a noção de "política de varejo", mas em escala.

O sr. acredita que o Twitter pode ser melhor usado por políticos em países em que há divisão por distritos, como no Reino Unido, em que há uma ligação territorial bem definida entre representados e representantes?

Eu não diria que um arranjo é melhor que o outro, são apenas diferentes e requerem estratégias diferentes. Quando você possui um arranjo em que o representante é responsável por uma área definida, como um prefeito, então você tem uma comunidade constituída com quem ele quer se conectar. Isso ajuda a perceber de que problemas estão falando e qual em qual momento querem compartilhar. Há políticos nos EUA que dizem, por exemplo, que não respondem a tuítes de pessoas que não são de seus Estados.

Há outra estratégia, entretanto, quando o representante não é amarrado a um território, como alguém que representa todo o país mas não é, necessariamente, o presidente da República. Nesse caso, se torna um pouco mais desafiador porque você não tem uma comunidade geograficamente definida, mas, no lugar, tem uma comunidade construída ao redor de ideias.

É o caso, por exemplo, de ministros de Estado?

Exatamente. Eles são ativos em um tema em particular e estão construindo uma comunidade ao redor de um tópico ou área de interesse. O Twitter tem um uso mais poderoso nesse caso, porque quando há uma área delimitada, o candidato sabe quem es´ta tentando atingir. Provavelmente, o candidato já tem maneiras de atingir essas pessoas. Poderia demorar algum tempo, mas se o candidato precisasse colocar um panfleto na porta de cada pessoa na cidade, seria possível. Mas, se o candidato está tentando estabelecer uma conversa com todos que estão interessados em educação, em todo o país, é muito mais difícil de definir.

De volta à questão principal, eu não acho que uma candidatura estar ligada a uma área territorial ou não faz com que ela seja melhor, pior, mais fácil ou mais difícil. Mas, cada uma dessas candidaturas tem seus desafios e a campanha tende a fazer usos diferentes do Twitter.

No ano passado, Katie Harbath, diretora de políticas públicas do Facebook, veio ao Brasil para falar com congressistas e especulou-se que a visita fazia parte de uma estratégia de lobby a favor de alguns pontos do Marco Civil da Internet. O sr. acredita que o Twitter escolheu um momento mais propício para a sua visita, após a aprovação do Marco Civil e antes das eleições?

Como mencionei, eu não sou lobista do Twitter. O propósito da viagem é ajudar candidatos a fazer um uso inteligente da plataforma. Agora, com o ano da eleição, as coisas começam a esquentar, é um bom momento para ter a conversa. Por exemplo: no ano passado, estive pela primeira vez na Alemanha e na Austrália e as visitas foram entre cinco e seis meses antes das eleições. O mesmo ocorreu na minha primeira viagem ao Japão. Acredito que essa janela, de cinco ou seis meses antes das eleições, sempre é um ponto em que há excitação o suficiente tanto entre candidatos como na mídia para começar a pensar nessas questões. É por isso que estou aqui agora.

A foto de um político mais retuitada de todos os tempos é uma em que aparecem Barack Obama e sua esposa, Michelle...

Sim, e era o tuíte mais retuitado de todos os tempos até o Oscar deste ano [risos]. Nós temos uma pequena rivalidade entre nossas equipes. A minha teve o tuíte mais retuitado por um ano e meio, agora quem detém o título é o pessoal responsável por televisão. Mas nós vamos nos vingar [risos].

A campanha em 2016 vem aí...

Pois é [risos].

Mas, voltando à foto de Obama. Ela foi tuitada por Laura Olin, uma cientista política que fazia parte da campanha de Obama. Como as campanhas deveriam balancear o que os próprios candidatos escrevem e o que os membros da campanha escrevem?

O mais importante em uma conta de Twitter relacionada a um político é autenticidade. Nós fizemos pesquisas e descobrimos que uma das principais formas de prever se alguém vai retuitar um tuíte político é quando pensam que o próprio candidato escreveu.

Um bom exemplo é o do senador americano Chuck Grassley. Primeiro, vou contar um pouco sobre Grassley. Ele tem 80 e poucos anos e é um republicano conservador de Iowa. Um dia, ele tuitou: "Fred e eu atropelamos um cervo na rodovia 136. Assumimos que o cervo morreu". [Risos.] Todos têm a mesma reação. Foi um sucesso, o "Huffington Post" fez uma reportagem sobre isso, foi usado na CNN. Tenho um amigo que, por um mês, assinou todos os e-mails com "assumimos que o cervo morreu". Mas, apenas ao tuitar essa experiência cotidiana, dirigindo de volta da fazenda, ele falou sobre algo que era um problema local. E as pessoas começaram a responder a ele dizendo que a população de veados havia aumentado desde que a temporada de caça fora diminuída. E dizendo que a rodovia era pouco iluminada.

Então o senador começou a responder a essas pessoas, pelo Twitter, e então fez projetos de lei para aumentar a temporada de caça e para que a iluminação da rodovia fosse melhorada. O que é incrível é que seus tuítes seguintes não eram relacionados a esse assunto, nem eram engraçados e nem fizeram tanto sucesso. Mesmo assim, ao dialogar com a comunidade, os tuítes novos estavam tendo tantas respostas quanto o tuíte original. Às vezes ele escreve errado, ou tuíta piadas, mas as pessoas sabem que é ele mesmo. E então as pessoas prestam atenção, aquele minuto adicional.

Mas quando a vida real se impõe, e às vezes o candidato não pode tuitar ele mesmo. Diferentes campanhas e candidatos encontram o melhor equilíbrio para isso. Mas acho que a resposta é sempre encontrar esse tom de autenticidade. Naquele tuíte do Obama, por exemplo, provavelmente não há nada mais autêntico do que a emoção genuína daquela foto. O fato de ter sido postada por um membro da campanha não era importante. Outro ponto importante era que a campanha foi bastante transparente sobre o que era escrito pelo presidente e o que era escrito por seus assessores. Então, nunca havia a sensação de que os seguidores estavam sendo enganados.

O pai do sr., Roger Sharp, foi um importante jornalista político de televisão entre os anos 1950 e 80. O sr. acredita que, naquela época, era mais fácil para um candidato emplacar seu discurso utilizando apenas a televisão?

Acho que quando olhamos para o período entre os anos 1960 e 80 foi provavelmente o auge do mecanismo de "broadcast only", em que os candidatos privilegiavam rádio e televisão. Na virada do século [19 para o 20], ainda havia espaços em que as pessoas podiam interagir. Um presidente dos EUA -acho que foi William Henry Harrison [presidente dos EUA em 1841]- que tocou toda a sua campanha sem nunca sair de casa. Ele sentou na varanda e disse: "Qualquer um que quiser falar comigo, pode vir até aqui". [Risos.] Isso se provou não ser viável por muito mais tempo. Nos anos 1970 e 80 passamos pelo pico da televisão ditando as campanhas, com entrevistas no rádio etc. Mas, com esses mecanismos, os candidatos perdem muito do feedback dos eleitores. Então, era mais fácil distribuir a mensagem, mas era mais difícil saber o que estavam achando dela. Candidatar-se ainda é mais fácil quando há um diálogo com os eleitores.

Na edição mais recente da revista "Politico" há uma enquete entre repórteres que cobrem a Casa Branca. Um dos entrevistados, Mark Smith, da Associated Press, respondeu que a melhor forma de conseguir informação da Casa Branca é "tuitar algo com o qual eles não concordam". O sr. acredita que políticos tendem a ser mais sinceros no Twitter?

Vou usar um exemplo da comédia e então retorno à política. Quando o apresentador Conan O'Brien foi indicado para o Tonight Show, ele ficou poucos meses, a audiência era ruim e logo voltaram para o Jay Leno. Depois disso, o contrato dele o proibia de ter um programa de televisão, atuar em filmes, ter um canal no YouTube e de escrever um livro, mas não o proibia de tuitar. Ele entrou no Twitter e, meses depois, disse que o Twitter tinha o transformado num comediante melhor. Porque com a restrição de tamanho, ele tinha que escrever e reescrever uma piada até ficar perfeito.

De volta à política. Durante um debate, ou em um discurso, é necessário tirar todo o excesso de fala apenas para chegar à essência da mensagem política. O Twitter força as pessoas a serem diretas e, assim, terem mais clareza de discurso. Ari Fleischer, que foi secretário de comunicação durante o primeiro mandato de George W. Bush, diz que a melhor maneira de escrever um discurso é tuitar as melhores frases e ver como as pessoas reagem. Elas retuítam? Porque se não funciona no Twitter, não vai funcionar no discurso. Mas se é uma frase que tem muita interação no Twitter, você coloca no discurso.

Info: Crie mapas de conhecimento com todo o conteúdo da Wikipedia neste app inovador



LearnDiscovery é um aplicativo inovador para iOS que permite que o usuário crie mapas de conhecimento, relacionando diferentes artigos da Wikipedia em língua inglesa. Com isso, espera-se que sejam criados e compartilhados mapas que unam mais conhecimento sobre um determinado assunto, enquanto o saber da enciclopédia virtual é totalmente segmentado.

Os mapas podem ser criados de duas formas. Um artigo origina diversos outros relacionados, e assim por diante, criando uma verdadeira teia de conhecimento. Ou cada artigo relaciona-se apenas com um anterior e outro posterior, originando uma linha única de pensamento.

Ao iniciar um novo mapa, o usuário escolhe um termo para ser o primeiro artigo. Aí, aparecem os principais termos relacionados a ele. Então, o usuário pode clicar em um artigo para surgir mais relacionados a este, e assim por diante, até definir que sua teia está pronta. Caso apareça um artigo que se relacione com outro que já está no mapa, uma linha automaticamente será criada entre eles, relacionando todo o conteúdo que estiver na tela. Parece complicado, mas na prática é bem simples.

Quando terminar o seu mapa, é possível salvar em seu Atlas pessoal, ou compartilhá-lo pelo Facebook ou Twitter. Alguns dos melhores mapas feitos por usuários podem ser acessados no aplicativo. O LearnDiscovery tem versões tanto para iPhone quanto iPad, mas no tablet é mais fácil navegar pela teia de conhecimento.

Olhar Digital: Xbox pode deixar de exigir assinatura paga para acesso à Netflix



A Microsoft pode mudar de ideia em relação à necessidade de uma assinatura Xbox Live Gold para ter acesso a serviços de streaming como a Netflix e outros aplicativos de mídia em seus consoles (Xbox 360 e Xbox One). Segundo o Ars Technica, diversas fontes ligadas à empresa afirmam que o requisito pode cair em breve.

Nada é oficial ainda, e as informações parecem surgir agora pela proximidade da E3, em junho, onde as maiores empresas da área de games devem anunciar suas novidades mais relevantes. É possível que este seja um dos anúncios da Microsoft para a feira.

Existe, no entanto, a possibilidade de que a Microsoft comece a exigir a assinatura para acessar outros serviços. Fica a dúvida, no entanto, se estes “outros serviços” incluem recursos já existentes nas plataformas ou se são referentes apenas aos seriados exclusivos criados pelo Xbox Entertainment Studios.

A publicação cita que a mudança de orientação teria ligação direta com a mudança de comando da divisão do Xbox na empresa desde a saída de Don Mattrick. Hoje a área é dirigida por Phil Spencer, que inclusive já admitiu que houve muitos erros no anúncio do Xbox One, que afastou uma boa parte do público da plataforma. Talvez a exigência de assinatura seja um destes erros.

Nem Sony, nem Nintendo cobram pelo acesso a serviços de terceiros, então caso se confirme, a medida colocaria as três em pé de igualdade neste sentido. Hoje, além dos R$ 16 por mês da Netflix, por exemplo, o usuário é obrigado a pagar R$ 90 por ano para poder ter acesso a ela no Xbox 360 ou no Xbox One.


Info: Nokia Treasure Tag para nunca mais perder a chave de casa



Aproveitando o evento de lançamento na India do Nokia Lumia 630 , o primeiro da linha a ter duplo SIM, a Microsoft/Nokia anunciou a disponibilidade do acessório Treasure Tag, um gadget especial para os esquecidos.

O dispositivo em questão tem suporte a Bluetooth 4.0 e se conecta com o smartphone com Windows Phone pelo NFC. O uso é bem simples, basta instalar o aplicativo, pendurar seu molho de chaves, mochila ou outro acessório na alça do dispositivo e você será avisado toda vez que o smartphone se distanciar. Vale mencionar que o dispositivo e o celular emitem alertas. Se estiver longe, você pode visualizar exatamente a localização de seus pertences.

São duas versões. A maior custa 29,90 dólares e a menor, com metade da espessura custa 16,90 dólares. A vantagem de possuir a Treasure Tag maior é, obviamente, a duração da bateria.