segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fator Brasil: Mercado brasileiro de serviços de TI movimentou US$ 26,8 bilhões em 2012

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Crescimento do setor no ano passado foi de 8,4% em relação a 2011; entre os mercados verticais, o destaque foi o setor de serviços, com praticamente a mesma participação do Governo.

A IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos nos mercados de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, acaba de concluir seu relatório executivo sobre o mercado de serviços de TI no Brasil em 2012. Os dados consolidados do ano revelam um crescimento de 8,4% em relação a 2011, com uma receita total de R$ 26,8 bilhões. O segmento de serviços já corresponde a 26% do mercado de TI, posicionando o Brasil como o mercado mais maduro entre os países emergentes – na Índia, os serviços são 22% do mercado de TI, na Rússia, 19% e na China, 10%.

“Historicamente, o mercado de serviços de TI apresenta índices anuais de crescimento que correspondem ao dobro ou triplo da variação do PIB no mesmo período. Em 2012 esse mercado descolou positivamente, crescendo nove vezes mais do que o PIB”, destaca Anderson Figueiredo, gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil. Segundo ele, o bom desempenho da linha de negócios de Outsourcing, cujo market share chegou a 37,3%, com crescimento de 12,2% em relação a 2011, é outro indicador importante da maturidade do mercado brasileiro.

Os segmentos de Integração e Desenvolvimento, com 27,1%, e Implementação e Suporte, com 22%, também continuam muito representativos, mas apresentaram crescimento menor – 7,3% e 4,5%, respectivamente. Já o segmento de Consultoria, com 10,9% de participação de mercado, também cresceu acima da média geral – 9,3%.

Entre os mercados verticais, quem mais comprou serviços foram os setores de Finanças (28,7% do total), Manufatura (19,3%), Telecom (16,3%), Governo (8,1%) e Serviços (7,9%). Este último cresceu 13,4% em 2012, atingindo praticamente o mesmo patamar do Governo. O setor de Comércio ainda tem uma participação menor no mercado, mas apresentou o maior crescimento em 2012 (16,9%).

Embora as grandes empresas respondam por 64,1% do mercado, as pequenas e médias vêm comprando mais e apresentaram as taxas de crescimento mais altas em 2012 – 9,6% as pequenas, e 9,4%% as médias.

“Os setores de serviço e comércio concentram as pequenas e médias empresas, e assim os dados que indicam as maiores taxas de crescimento em relação a mercados verticais e porte das empresas que compram serviços são convergentes”, analisa Figueiredo. “O mesmo movimento de mudança de classe social entre as pessoas físicas está acontecendo entre as empresas, e assim as microempresas viram pequenas empresas e passam a consumir serviços”, conclui.

O estudo IDC Brazil IT Services Tracker é realizado com base em metodologias de pesquisa usadas mundialmente pela companhia e informações levantadas junto a diversas fontes, entre elas executivos de aproximadamente 80 das maiores empresas prestadoras de serviços de TI no país, que respondem por mais de 75% da receita total deste mercado. [twitter.com/idcbrasil].

Perfil- A IDC é a principal provedora global de inteligência de mercado, serviços de consultoria e eventos para as indústrias de tecnologia da Informação e telecomunicações. A companhia apoia profissionais de TI, executivos de negócios e investidores na tomada de decisões relativas a compras de tecnologia e estratégias empresariais. Mais de mil analistas de mercado proveem conhecimentos e experiência locais, regionais e globais em tecnologia, oportunidades e tendências em mais de 110 países em todo o mundo. Há mais de 45 anos a IDC fornece informações estratégicas para ajudar os clientes a alcançarem seus objetivos de negócios. A IDC é subsidiária da IDG, companhia líder em mídia, pesquisa e eventos na área de tecnologia. | www.idcbrasil.com.br.


Fonte:"Portal Fator Brasil." Portal Fator Brasil. http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=237845 (accessed June 17, 2013).

Folha de S.Paulo: Rede está virando uma ferramenta de vigilância



O escândalo do acesso a dados de usuários por parte do governo do EUA reforça uma constatação cada vez mais evidente: a internet (e outras redes) estão se convertendo em sistemas massivos de vigilância.

Os EUA enfrentam agora uma situação paradoxal. A ex-secretária de Estado Hillary Clinton rodou o mundo disseminando a ideia de uma paz americana para a rede. Ela enfatizou seu papel para a democracia, citando as revoluções árabes.

Enquanto o discurso acontecia, nos bastidores, os EUA punham em prática seu sistema secreto de vigilância, de fazer inveja às posturas da China. Fica a impressão que os EUA foram libertários no discurso e liberticidas na prática.

Para que a internet não se transforme em máquina universal de vigilância, o único antídoto é a lei. Somente ela pode impor limites ao uso desenfreado. Nem a política, fatores econômicos ou a própria tecnologia são capazes de prevenir o crescimento do "panopticon" digital.

Por essa razão, as constituições democráticas estão sendo postas à prova. O que significam a proteção à privacidade, as liberdades civis e o devido processo legal quando aplicados à internet? A justificativa de Obama foi que, nos EUA, todo o sistema foi aprovado antes pelo Congresso e que mudanças deveriam receber o mesmo aval.

Já no Brasil permanece um grande vácuo legislativo. O Marco Civil da Internet, projeto que visa a proteger os direitos dos usuários com relação ao tema, permanece parado na Câmara.

Enquanto isso, o vazio é preenchido pela Anatel. Em agosto de 2012, a agência outorgou-se poderes para acessar diretamente os registros das chamadas telefônicas de todos os usuários no país.

Em maio de 2013, por meio de resolução, obrigou os grandes provedores de internet a guardarem todos os registros de conexão dos usuários por um ano. A justificativa é, respectivamente, fiscalizar a qualidade dos serviços e coibir crimes.

Mas pode a Anatel regulamentar questões tão complexas por meio de resolução? Não seria esta uma competência privativa da lei? São questões que, tais como muitos aspectos do escândalo nos EUA, permanecem sem resposta em nosso país.

Fonte: LEMOS, RONALDO . "Folha de S.Paulo - Tec - Análise: Rede está virando uma ferramenta de vigilância - 17/06/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1295456-analise-rede-esta-virando-uma-ferramenta-de-vigilancia.shtml (accessed June 17, 2013).

Folha de S.Paulo: Temores quanto à privacidade abalam setor de tecnologia e dados


Os sonhadores, cérebros e esquisitões que construíram a internet tinham a esperança de que ela se tornasse uma ferramenta de libertação e conhecimento. Na semana passada, emergiu uma visão muito mais sombria, com novas revelações sobre a forma pela qual o governo dos Estados Unidos vem usando a rede como instrumento de vigilância e rastreamento.

No Vale do Silício, lugar que não está acostumado a duvidar do brilhante futuro que está sendo perpetuamente criado por suas companhias, a sensação era de palpável desgosto.

"A maioria das pessoas que desenvolveram a rede se incomoda pelos abusos que ela está sendo usada para cometer", disse Les Earnest, professor aposentado de ciência da computação na Universidade Stanford e criador de um conceito que se assemelhava ao Facebook e foi implementado nove anos antes de o criador da rede social nascer.

"Desde o começo, nos preocupávamos com a possibilidade de que os governos tomassem o controle. Bem, o nosso governo enfim encontrou um modo de fazê-lo".


O mundo da tecnologia sempre se esforçou para manter Washington afastada. Regulamentação governamental sufocaria a inovação, os empreendedores costumavam repetir regularmente. Para eles, os burocratas precisavam se manter longe de coisas que não compreendiam, o que significava tudo que se faz no Vale do Silício.

Assim, a primeira coisa intrigante para alguns observadores, agora, é o fato de que companhias importantes - entre as quais Microsoft, Google, Yahoo, Apple e Facebook - aparentemente facilitaram o acesso da Agência Nacional de Segurança (NSA) aos seus dados. Só o Twitter parece ter recusado.

As companhias negam ter colaborado diretamente com o governo no projeto, chamado Prism. Mas não parecem ansiosas por falar sobre como exatamente elas colaboraram indiretamente, e sobre que limites estariam dispostas a impor a essa colaboração.

Os empreendedores do Vale do Silício estão insistindo publicamente em mais transparência.

"O sucesso de qualquer companhia do Vale do Silício que atenda diretamente o consumidor se baseia não apenas no valor dos produtos que ela ofereça aos usuários mas também no nível de confiança que seja capaz de estabelecer", diz Adriano Farano, co-fundador da Watchup, produtora de um app para o iPad que personaliza vídeos jornalísticos. "O que está em jogo aqui é a credibilidade de todo um ecossistema".

Trata-se de um ecossistema que depende de dados pessoais. O Prism, que recolhe e-mails, vídeos, mensagens de voz e dados armazenados, entre outras formas de informação transmitidas via internet, foi exposto em um momento no qual a possibilidade de privacidade on-line de fato parece estar em dúvida.

Novas tecnologias como o Google Glass avançam incansavelmente por territórios que até recentemente eram inatingíveis. De grandes empresas a novas companhias, o setor de tecnologia fervilha com planos para recolher os dados mais íntimos de seus usuários e usá-los para vender coisas.

"Estamos pressionando o governo a nos proteger, mas também colocamos mais e mais informações sobre nós mesmos em lugares que permitem que outras pessoas as vejam", diz Christopher Clifton, cientista da computação da Universidade Purdue que pesquisou extensamente sobre métodos de coleta de dados que preservam a privacidade. "O fato de que parte desses dados serão de fato estudados pode ser perturbador, mas não deveria surpreender".

Edward Snowden, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA) que revelou no domingo ter sido o responsável pelo vazamento de documentos sobre a vigilância do governo ao jornal britânico "Guardian", está entre os mais incomodados quanto a isso. Em entrevista ao jornal, ele classificou a internet como "as mais importante invenção na história humana". Mas acrescentou acreditar que seu valor estivesse sendo destruído pela vigilância incessante.

"Não me vejo como herói", ele afirmou ao jornal, "porque o que estou fazendo é motivado pelo autointeresse. Não quero viver em um mundo no qual não existe privacidade, e com isso espaço algum para a exploração intelectual e a curiosidade".

O presidente Barack Obama, tentando atenuar os protestos, diz que os alvos do programa Prism são cidadãos estrangeiros, e que vale a pena ceder um pouco de privacidade em troca de mais segurança.

"Creio que essa declaração seja perigosa", diz Bob Taylor, cientista da computação que desempenhou papel importante, nos anos 60, em formular o que no futuro seria a internet. "O governo deveria ter nos informado do que estava fazendo. E isso sugere um problema mais fundamental: o de que não temos controle sobre o nosso governo".

Para alguns luminares da tecnologia cujos sentimentos por Washington nada têm de calorosos, as revelações sobre o Prism tiveram impacto especial. Foram recebidas como um golpe pessoal.

Bob Metcalfe, aclamado inventor do método padronizado de conectar computadores em um mesmo local, escreveu no Twitter que estava menos preocupado com as ações da NSA do que "com a forma pela qual o regime Obama usará seus dados para reprimir a oposição política, ou seja, eu".

PROBLEMA ANTIGO

Mas se o Vale do Silício está alarmado sobre as maneiras pelas quais dados pessoais agora percorrem todas as vielas da internet e o possível abuso desses dados, é importante destacar que o problema estava por surgir já há muito tempo.

As grandes fabricantes de computadores sempre venderam sistemas ao governo, e empresas iniciantes de toda espécie traficam com informações pessoais, mas as companhias sempre tentaram evitar regras governamentais que restringissem sua visão -e seus lucros. E também se provaram competentes em seus esforços de lobby.

Ameaças de autoridades regulatórias como Christina Varney, a especialista em internet da Comissão Federal de Comércio (FTC) que desejava fiscalizar mais o uso de dados pessoais on-line, resultaram na formação da Online Privacy Alliance, em 1998. Essa organização setorial recebe o crédito por conduzir o debate a um terreno favorável ao setor.

A principal porta-voz do grupo, hoje, é Varney, que passou pela porta giratória de Washington e emergiu como defensora das empresas.
Em 1999, Scott McNealy, presidente-executivo da Sun Microsystems, resumiu a atitude do Vale do Silício quanto aos dados pessoais com uma declaração que serve como definição para o boom da internet: "Você tem privacidade zero. Pare de se incomodar com isso", ele disse.

McNealy não retira o comentário, ou não todo ele, mas como Metcalfe, hoje se preocupa mais do que no passado sobre possíveis abusos por parte do governo. "Você deve ter medo por a ATé T dispor dos seus dados? O Google?", ele questiona. "São entidades privadas. A AT&T não tem porque ou podem me prejudicar. Jerry Brown e Barack Obama podem". McNealy é crítico severo do governo estadual da Califórnia e de Brown, o governador, e diz que suas declarações de impostos passam pela malha fina todos os anos.

Mas argumentar que os fabricantes de computadores têm alguma responsabilidade pela criação do Estado de vigilância, ele diz, "é como culpar os fabricantes de armas pela violência ou uma montadora de automóveis pelos motoristas embriagados". O problema real, ele diz, é "os avanços no alcance do governo. Acho ótimo que eles estejam tentando identificar o próximo terrorista. Mas logo começo a imaginar se isso significa que vão me bisbilhotar ou me prender".

A Microsoft recentemente vem se definindo como defensora da privacidade --ao menos no que tange ao Google. Ray Ozzie, que comandava a divisão de software da empresa, foi um dos líderes do setor a soar o alarme na semana passada.

"Espero que as pessoas acordem, realmente acordem, para o que está acontecendo na sociedade, da perspectiva do Grande Irmão e da perspectiva do pequeno irmão", disse Ozzie durante uma conferência em Nantucket, de acordo com o jornal "Boston Globe". Mas ele não mencionou o possível papel da Microsoft no Prism.

Aaron Levie, fundador do Box.com, um popular sistema de compartilhamento de arquivos, inicialmente brincou no Twitter que o Prism estava simplesmente reunindo em um mesmo banco de dados todos os dados do Gmail, Google, Facebook e Skype. "A NSA chegou antes que cerca de 30 startups com essa ideia", ele escreveu.

A declaração é engraçada porque é verdade, mas também porque os interesses do governo e os do Vale do Silício não estão necessariamente em conflito nesse caso.

"A questão mais importante é a da transparência e da falta de visibilidade sobre como nossos dados estão sendo usados", disse Levie. "O governo e o setor de tecnologia claramente precisam se unir e criar modelo melhor para isso".

Enquanto isso, alguns líderes da tecnologia optam por manter a discrição. Gordon Eubanks, empreendedor com 30 anos de experiência no Vale do Silício, compreende os dois lados do argumento quanto à privacidade e segurança. Até que a discussão se resolva, diz, "eu pretendo tomar cuidado com as informações que revelo. Não digo nada on-line sobre onde moro, minha família, meus bichos de estimação. Sou cauteloso até quanto ao que eu 'curto'".

Fonte: STREITFELD, DAVID . "Folha de S.Paulo - Tec - Temores quanto à privacidade abalam setor de tecnologia e dados - 17/06/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1295094-temores-quanto-a-privacidade-abalam-setor-de-tecnologia-e-dados.shtml (accessed June 17, 2013).

UOL: Google planeja acabar com pornografia infantil na web



O Google decidiu dar fim à exploração infantil e está investindo US$ 5 milhões na criação de um banco de dados para acabar com imagens de pornografia veiculadas na internet. O valor será dividido entre a organização norte-americana NCMEC e mais algumas de outros países. 

Fotos e vídeos de pornografia infantil na Web têm se multiplicado a um ritmo alarmante nos últimos anos: em 2011, o Centro norte-americano para Crianças Desaparecidas e Exploradas afirmou ter recebido 17,3 milhões de imagens e vídeos de suspeita de abuso infantil.

O Google anunciou que pretende ajudar a conter essa proliferação, tentando ainda erradicar completamente a pornografia infantil na Internet: "por trás dessas imagens existem crianças reais e vulneráveis que são vítimas sexuais", afirmou Jacquelline Fuller, porta-voz do Google. 

O plano da gigante é construir um banco de dados de imagens que poderá ser compartilhado com outras empresas de tecnologia, o governo e instituições de caridade ao redor do mundo. O espaço permitirá que esses grupos troquem informações, colaborem e removam as imagens da web.

Google tem trabalhado contra a pornografia infantil desde 2006, quando se juntou com outras empresas de tecnologia em uma ação que analisava a forma como a tecnologia poderia ser usada para acabar com a exploração infantil. Ele também doou milhões para organizações sem fins lucrativos que trabalham para a causa.

Fonte: Troyack, Leandra . "Google planeja acabar com pornografia infantil na web / Notícias e Novidades." Código Fonte - O melhor conteúdo para programadores. http://codigofonte.uol.com.br/noticia/google-planeja-acabar-com-pornografia-infantil-na-web (accessed June 17, 2013).

COMPUTERWORLD: Atendimento personalizado é desejo de cliente de bancos, diz estudo


Os clientes brasileiros gostariam que seus bancos oferecessem uma experiência mais personalizada, a fim de simplificar a gestão de finanças em múltiplos canais, incluindo Internet, telefones celulares e fixos, videoconferências e agências bancárias. As informações são do estudo global Customer Experience Report, realizado pela Cisco e divulgado durante o Ciab Febraban 2013.

O relatório foi realizado no começo de 2013 e inclui respostas de 1.514 consumidores e 405 profissionais bancários, em 10 países: Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Japão, Reino Unido, Rússia.

Os clientes bancários disseram estar dispostos a fornecer mais detalhes sobre seus hábitos financeiros e utilizar os bancos como assessores mais ativos, caso tivessem em troca maior proteção contra roubo de identidade (83% no mundo, sendo que no Brasil este percentual chega a 92%), maior economia (para 80% no mundo e 91% no Brasil), serviços personalizados (78% no mundo e 92% no Brasil) e maior simplicidade (56% no mundo e 77% no Brasil) na gestão de suas finanças.

"A guerra pelo consumidor financeiro começou. Os bancos de varejo que forem bem-sucedidos no fornecimento de uma experiência perfeita de cliente em todos os canais – agência, celular, internet, call centers - serão os vencedores no futuro", diz o vice-presidente de prática global de serviços financeiros da Cisco, Jorgen Ericsson.

Segurança

Dos entrevistados brasileiros, 78% prefeririam fornecer a seus bancos suas digitais ou outras informações biométricas para autenticar transações financeiras para proteção contra perigos. Globalmente, 61% dos consumidores prefeririam compartilhar dados biométricos, sendo os consumidores japoneses e os chineses os menos e mais propensos, com 33% e 94%, respectivamente.

Com relação à proteção, 92% dos entrevistados gostariam que bancos oferecessem mais segurança contra roubo de identidade, 91% desejariam receber aconselhamento sobre como aumentar suas economias, 93% requisitaram mais educação financeira, e 70% gostariam de ter uma avaliação de sua situação financeira em comparação a outros clientes.

Gestão financeira


Dos consumidores brasileiros, 77% forneceriam informações pessoais adicionais para que a gestão de suas finanças fosse mais simplificada. No entanto, 70% dos consumidores brasileiros gostariam que seu banco não compartilhasse suas informações pessoais fora da instituição - mesmo que isso significasse melhor qualidade dos serviços em outras áreas.

No Brasil, 85% dos consumidores expressaram o desejo por sistemas automatizados de assessoria ou recomendações financeiras, enquanto 87% indicaram que se sentiriam confortáveis em receber recomendações sensíveis à localização em seus dispositivos móveis.

Até mesmo hipotecas e empréstimos poderiam ser gerenciados virtualmente. Mais de dois terços dos consumidores brasileiros (86%) se sentiriam totalmente confortáveis ao fecharem um empréstimo ou hipoteca através de recursos tecnológicos, como vídeo, para se comunicar com seu banco.

Atualmente 52% dos consumidores brasileiros acham que seus bancos possuem informações suficientes para oferecer serviços pessoais, enquanto 90% dos bancários creem ter informações pessoais suficientes sobre seus clientes.

“O relatório revela que os consumidores desejam mais serviços personalizados que os ajudem a gerenciar suas finanças e estão dispostos a fornecer mais informações pessoais aos bancos em troca de serviços aprimorados. Os bancos que aproveitarem essa oportunidade para melhorar a centricidade no cliente para fornecer serviços mais personalizados capturarão não apenas a carteira do cliente, mas também fortalecerão junto a seus clientes a confiança e a lealdade à marca", diz o gerente de marketing de serviços financeiros da Cisco, Al Slamecka.

Métodos de comunicação

De acordo com o relatório da Cisco, a presença física ainda é importante para alguns consumidores, mas não essencial. A maioria (71% no mundo e 79% no Brasil) indicou sentir-se confortável com o crescente uso de comunicações virtuais, além das conversas financeiras feitas pessoalmente.

Cerca de 40% dos consumidores brasileiros prefeririam uma conversa por smartphone a uma conversa por vídeo com os profissionais bancários, enquanto a maioria (61%) preferiria fazê-lo por meio de um laptop ou desktop.

Dos entrevistados nacionais, 76% abririam uma conta com um banco totalmente virtual, caso oferecesse serviços melhores e mais seguros - enquanto que 60% dos consumidores globais abririam contas em bancos virtuais.

Fonte: "Atendimento personalizado é desejo de cliente de bancos, diz estudo - COMPUTERWORLD." Portal sobre tecnologia da informação e telecomunicações - COMPUTERWORLD. http://computerworld.uol.com.br/negocios/2013/06/14/atendimento-personalizado-e-desejo-de-cliente-de-bancos-diz-estudo/ (accessed June 17, 2013).

G1: Hackers invadem site da Gaviões da Fiel para apoiar manifestações


Hackers invadem site da Gaviões da Fiel para
apoiar manifestações.
Hackers invadiram o site da Gaviões da Fiel por volta das 19h deste sábado (15) para colocar uma mensagem de apoio às manifestações contra o aumento da passagem. Assinada pelo grupo “Anonymous Brasil”, a mensagem diz que a “luta da população contra o aumento das passagens de um transporte que se diz público está cada vez maior e mais forte”.

Junto da mensagem, o grupo publicou um vídeo do YouTube com imagens das manifestações e com o título “Vem pra rua”. Como trilha sonora, o grupo usou a música “Vem Pra Rua”, do Rappa. O “Anonymous Brasil” e o grupo “AntiSecBrTeam” reivindicam a autoria do ataque em suas contas no Twitter.

“Mas a única resposta do governo é uma repressão policial mais truculenta e arbitrária a cada ato. As últimas manifestações completamente pacífica foram recebida a bombas e balas de borracha. Ficou claro que a violência parte sempre da polícia”, continuou a mensagem. “Eles querem nos calar, nos separar, nos enfraquecer. Mas nós não deixaremos! Ninguém vai nos deter em nosso direito de nos manifestar até a tarifa baixar”, concluiu.

Fonte: "G1 - Hackers invadem site da Gaviões da Fiel para apoiar manifestações - noti­cias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de noti­cias da Globo . http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/06/hackers-invadem-site-da-gavioes-da-fiel-para-apoiar-manifestacoes.html (accessed June 17, 2013).

COMPUTERWORLD: HP e Google vão entregar solução para PME entrar na nuvem


A HP apresentou a primeira fase do HP SMB IT in a Box – uma solução de tecnologia “one-stop-shop” para clientes de pequenas e médias empresas (PMEs). O anúncio marca a entrada da companhia no programa do Google para parceiros.

A solução anunciada utiliza hardware da HP, incluindo PCs e impressoras, com Google Apps for Business, ferramentas de colaboração e comunicação na nuvem. Mais de cinco milhões de empresas atualmente usam Google Apps for Business, que inclui Gmail, IM, Calendar, Drive, Docs e muito mais. 

Com o software de gerenciamento da HP e pré-configuração mínima, o HP SMB IT in a Box simplifica o ambiente de TI dos clientes, reduz seus custos operacionais e requisitos de infraestrutura enquanto aprimora os fluxos de trabalho e a produtividade.

Essa iniciativa representa a mais recente colaboração da HP com a Google. A HP já oferece diversos produtos com base nos sistemas operacionais Android e Chrome da Google, incluindo o SlateBook x2, Slate e o Chromebook. 

O HP SMB IT in a Box combina produtos como PCs e impressoras da fabricante com solução de gerenciamento, administração e suporte ao cliente da empresa com as ferramentas de colaboração e a segurança do Google Apps. 

A solução continuará a se expandir para englobar todas as tecnologias que as PMEs precisam para vencer no mercado. Eventualmente, a solução incluirá plataformas integradas para revendedores, administradores de TI e usuários finais, permitindo fácil acesso a toda a solução, incluindo Google Apps for Business. 

Espera-se que a oferta inicial esteja disponível para determinados revendedores nos Estados Unidos em julho, seguida por uma maior disponibilidade em todo o mundo até o final do ano.

Fonte: "HP e Google vão entregar solução para PME entrar na nuvem - COMPUTERWORLD." Portal sobre tecnologia da informação e telecomunicações - COMPUTERWORLD. http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2013/06/14/hp-e-google-vao-entregar-solucao-para-pme-entrar-na-nuvem/ (accessed June 17, 2013).

IDG Now!: Scopus lança aplicativo que funciona como token na nuvem

Scopus lança aplicativo que funciona como token na nuvem 



A empresa de segurança Scopus Tecnologia anunciou na quinta-feira (13) o lançamento do aplicativo Token@Cloud, um gerador de senhas aleatórias e temporais para dispositivos móveis, que pode ser usado em diversos ambientes para acesso seguro a serviços de empresas distintas.O lançamento oficial ocorreu durante a CIAB Febraban 2013, em São Paulo.

A solução é uma evolução do mobile token desenvolvido pela Scopus que já está disponível desde 2010 para os clientes do Bradesco. “A principal vantagem é que o mesmo aplicativo pode ser usado em vários ambientes e empresas, tanto para dar segurança às operações financeiras como para autenticar transações de compra pela Internet, por exemplo”, afirmou Cristina Pinna, superintendente executiva da empresa.

Outra vantagem da solução, segundo a empresa, está na possibilidade de incluir na senha informações mais sofisticadas, como a identificação do usuário - o que elimina a necessidade do tradicional mecanismo de autenticação baseado em usuário e senha. Isso porque a senha é alfanumérica, oferecendo uma frase de passe (passphrase) que deve ser utilizada pelo usuário no momento da autenticação.

Outras informações importantes podem ser usadas na formação das senhas - por exemplo, dados da transação de compra em um site de comércio eletrônico - para aumentar o nível de segurança.

O Token@Cloud estará disponível para dispositivos móveis Android e JavaME. As versões do aplicativo para iPhone e Windows Phone estão em desenvolvimento e devem estar disponíveis no segundo semestre deste ano.

Fonte: "Scopus lança aplicativo que funciona como token na nuvem - IDG Now!." IDG Now! - Noti­cias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/mobilidade/2013/06/13/scopus-lanca-aplicativo-que-funciona-como-token-na-nuvem/ (accessed June 17, 2013).

Olhar Digital: Empresa cria computador menor que uma moeda



Os celulares de hoje em dia carregam muito mais poder de processamento que muitos computadores várias vezes maiores. Mas os computadores também estão reduzindo de tamanho, como mostra um novo projeto de uma empresa chamada Variscite, que desenvolveu uma máquina menor que uma moeda.

O dispositivo, que lembra bastante o Raspberry Pi, tenta ser ainda menor. Seu nome é DART-4460, e conta com um processador ARM Cortex-A9 e mede apenas 52 mm x 17 mm x 4,7 mm. 

Com um tamanho desses, obviamente ele não é um PC dos mais potentes, mas ainda é eficiente. O processador é dual-core, com clock de 1,5 GHz, com 1 GB de memória RAM e placa gráfica PowerVR SGX 540. O dispositivo roda o Android 4.1 (Jelly Bean), mas pode rodar outros sistemas baseados em Linux.

São 8 GB de armazenamento interno e o DART-4460 ainda conta com Wi-Fi, Bluetooth 4.0, saída HDMI, slot para cartão SD e USB. Ele é voltado principalmente para desenvolvedores.

Fonte: "Olhar Digital: Empresa cria computador menor que uma moeda." Olhar Digital - Tecnologia para você!. http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/empresa-cria-computador-menor-que-uma-moeda (accessed June 17, 2013).

G1: Microsoft e Facebook revelam dados sobre alcance da espionagem oficial


Imprensa vazou dados da vigilância governamental dos EUA e gerou crise.
Governo Obama acessou contas de poucos usuários, segundo empresas.


A Microsoft se somou ao Facebook ao revelar detalhes sobre os pedidos de informação privada feitos pelo governo dos EUA. Em seu caso, eles afetaram entre 31 mil e 32 mil contas de usuários, o que a empresa considera uma "pequena fração" de sua clientela total.

O vice-presidente e subconselheiro legal da Microsoft, John Frank, fez a revelação no blog oficial da companhia, citado neste sábado (15) pela imprensa americana.

"Nos últimos seis meses de 2012, a Microsoft recebeu entre seis mil e sete mil ordens relacionadas com causas criminais ou de segurança nacional e pedidos de informação que afetaram entre 31 mil e 32 mil contas de clientes", afirmou Frank.

Os pedidos vieram de "entidades governamentais dos EUA em nível local, estadual e federal", disse o responsável da Microsoft, que lembrou que a companhia não pode identificar quantas dessas ordens pertencem ao programa de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA).

"Isso só afeta uma pequena porção da base global de clientes da Microsoft", disse.

O Facebook também divulgou dados sobre as solicitações de informação que recebeu no mesmo período de 2012, e que chegam a entre nove mil e dez mil pedidos que afetaram entre 18 mil e 19 mil contas de usuários da rede social.

As duas grandes empresas fazem parte do grupo de nove companhias identificadas na semana passada pelos jornais "Guardian" e "Washington Post" como parte de um programa de vigilância eletrônica conhecido como Prism.

Esse programa permite supostamente acessar dados diretamente dos servidores de nove das maiores empresas de internet americanas, como Google, Facebook, Microsoft e Apple.

As empresas inicialmente negaram ter conhecimento do Prism, mas reconheceram que ocasionalmente são obrigadas, por lei, a conceder informação ao governo dos EUA.

Elas pediram e obtiveram autorização para divulgar detalhes desses pedidos.

Em seu comunicado, a Microsoft agradeceu a permissão para publicar os dados, mas ressaltou que o que está autorizada a revelar ainda não é o bastante para ajudar a comunidade a entender e debater estes assuntos.

"Com o tempo, confiamos que o governo dará mais passos. A transparência por si só pode não ser suficiente para restaurar a confiança pública, mas é um grande lugar para começar", declarou Frank.

Facebook afirmou que seus dados colocam 
falsas informações 'em perspectiva' 
(Foto: Reuters)

O Facebook afirmou que vai continuar pressionando pela defesa da privacidade de seus usuários e para promover a transparência.

Fonte: "G1 - Microsoft e Facebook revelam dados sobre alcance da espionagem oficial - notí­cias em Mundo." G1 - O portal de notí­cias da Globo . http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/eua-solicitaram-dados-de-apenas-18-mil-usuarios-afirma-facebook.html (accessed June 17, 2013).

COMPUTERWORLD: Empresas brasileiras aumentam em 8,4% gastos com serviços de TI


As empresas brasileiras estão contratando mais serviços de TI. Estudos da IDC revelam que a receita dessa indústria cresceu 8,4% em 2012 em relação a 2011, com uma movimentação de negócios da ordem de R$ 26,8 bilhões. 

O segmento de serviços já corresponde a 26% do faturamento total de TI, posicionando o Brasil como o mercado mais maduro entre os países emergentes – na Índia, os serviços são 22% do mercado de TI, na Rússia, 19% e na China, 10%.

“Historicamente, o mercado de serviços de TI apresenta índices anuais de crescimento que correspondem ao dobro ou triplo da variação do PIB no mesmo período. Em 2012 esse mercado descolou positivamente, crescendo nove vezes mais do que o PIB”, destaca Anderson Figueiredo, gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil. 

Na avaliação de Figueiredo, o bom desempenho da linha de negócios de outsourcing, cujo market share chegou a 37,3%, comincremento de 12,2% em relação a 2011, é outro indicador importante da maturidade do mercado brasileiro.

Serviços mais contratados

Os segmentos de integração e desenvolvimento, com 27,1%, e implementação e suporte, com 22%, continuam muito representativos, mas apresentaram crescimento menor – 7,3% e 4,5%, respectivamente. Já a área de consultoria, com 10,9% de participação de mercado, também aumentou acima da média geral – 9,3%.

Entre os mercados verticais, os que mais compraram serviços foram os setores de finanças (28,7% do total), manufatura (19,3%), telecom (16,3%), governo (8,1%) e serviços (7,9%). Este último cresceu 13,4% em 2012, atingindo praticamente o mesmo patamar do governo. O setor de comércio ainda tem uma participação menor no mercado, mas apresentou o maior avanço em 2012 (16,9%).

Embora as grandes empresas respondam por 64,1% do mercado, as pequenas e médias vêm comprando mais e apresentaram as taxas de crescimento mais altas em 2012 – 9,6% as pequenas, e 9,4%% as médias. 

Fonte: "Empresas brasileiras aumentam em 8,4% gastos com serviços de TI - COMPUTERWORLD." Portal sobre tecnologia da informação e telecomunicações - COMPUTERWORLD. http://computerworld.uol.com.br/negocios/2013/06/14/empresas-brasileiras-aumentam-em-8-4-gastos-com-servicos-de-ti/ (accessed June 17, 2013).

INFO: Fifa cede espaço à tecnologia e cria mais uma polêmica



São Paulo - Um teste para o Brasil, para os estádios e para as seleções. Mas a Copa das Confederações também será um teste para o futuro do futebol. O torneio será o primeiro entre seleções a contar com o uso da tecnologia para determinar se a bola cruzou a linha do gol. Um êxito na aplicação do sistema significará a sua aprovação para a Copa do Mundo de 2014 e, segundo a Fifa e especialistas, também abrirá as portas do esporte para a tecnologia. Mas há quem denuncie a medida como mais uma manobra da entidade para lucrar.

No lugar dos olhos do árbitro, são mais de 500 fotos registradas por segundo em relação à bola e no momento em que cruza a linha do gol. O sistema aprovado pela Fifa é da empresa alemã GoalControl 4D, que desbancou tecnologias inglesas e de outros países para ficar com o contrato milionário.

Apenas para a instalação do sistema, a administração de cada estádio despenderá R$ 520 mil. Durante um dia de partida, a operação do sistema custará cerca de R$ 8 mil. Serão 14 câmeras instaladas para registrar a posição da bola em cada gol. Elas estarão conectadas a um sistema de processamento de imagem que irá registrar cada movimento da bola. Quando ela cruza a linha do gol, uma mensagem instantânea é enviada a um relógio de pulso que ficará com o árbitro.

No Mundial de Clubes, no final de 2012, a Fifa usou um sistema parecido. Mas ele não foi acionado em nenhuma ocasião. Agora o teste será maior, com mais estádios e, desta vez, com seleções nacionais. Se convencer, será usado na Copa de 2014.

Mas nem todos estão convencidos de que esse deve ser o caminho adotado pelo futebol. O presidente da Uefa, o francês Michel Platini, resiste. “Na verdade, o problema não é essa tecnologia, mas o princípio. O que temo é que estamos abrindo as portas do futebol à tecnologia”, disse. “E o que eu quero saber é qual será o limite”.

O argumento é considerado pertinente entre os árbitros: se a tecnologia pode ser usada no gol, por que não para detectar impedimentos, saída pela linha lateral e tantos outros casos? Pierluigi Collina, ex-árbitro e um dos membros do Comitê da Uefa também alerta que o sistema pode não ser perfeito. “Não estou certo de que o sistema seja 100% seguro”, disse. “Meu computador também tem problemas”. Para ele, é mais adequado ter mais um assistente atrás dos gols, como já ocorre em vários torneios.

Segundo Platini, só na implementação desse serviço de registrar um gol, a Europa teria de gastar mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 150 milhões) para equipar seus 280 estádios. O valor pode parecer pouco para os grandes clubes de elite, mas times menores teriam dificuldade em gastar mais 280 mil euros por temporada para garantir um sistema que funcione.

Algumas federações na Europa já indicaram que vão ignorar a Fifa e continuar com suas práticas normais, sem o uso da tecnologia. Uma delas é a federação italiana, que se recusou a entrar no que chama de “aventura”. Mas críticos dentro da Itália apontam que o uso da tecnologia poderia reduzir as chances de manipulação de resultados, um problema que vem afetando o país há anos.

O dilema, para muitos clubes, ocorrerá quando a Liga dos Campeões passar a exigir essa tecnologia ou quando, para se candidatar a receber uma Copa do Mundo, os estádios tenham de se mostrar compatíveis com a tecnologia.

Campeonatos nacionais já começam a se mobilizar para instalar sistemas parecidos. A Premier League, na Inglaterra, já aprovou a implementação da tecnologia a partir de setembro, quando o campeonato será iniciado. Para chegar a essa decisão, todos os 20 clubes da primeira divisão votaram. Os ingleses, ao contrário da Fifa, usaram sua empresa local, a Hawk-Eye, que já presta o mesmo serviço para o críquete e tênis. Serão sete câmeras por gol.

O que começa a preocupar os especialistas é que os sistemas são incompatíveis e, em algum momento, federações terão de tomar decisões para harmonizar o sistema e evitar uma guerra de marcas. A própria Fifa admite que o número de empresas oferecendo os serviços ainda é pequeno, o que abre as chances de um verdadeiro monopólio dessas companhias em relação ao futebol. A entidade está tentando convencer outras empresas a seguir o mesmo caminho e desenvolver a tecnologia. Por enquanto, essas empresas teriam de ser aprovadas por um laboratório suíço credenciado pela Fifa.

Mas fontes na Uefa confirmam que parte do debate não tem relação com a tecnologia ou o desejo de ver o futebol em seu estado bruto e natural, mas sim em saber quem está por trás de empresas que nos últimos anos surgiram apenas para criar esse sistema. Na Inglaterra, a Premier League terá de pagar mais de US$ 400 mil à Fifa apenas pelo direito de usar seu sistema registrado e patentead

Fonte: "Fifa cede espaço à tecnologia e cria mais uma polêmica | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/ti/2013/06/fifa-cede-espaco-a-tecnologia-e-cria-mais-uma-polemica.shtml (accessed June 17, 2013).