quarta-feira, 7 de novembro de 2012

INFO: Câmara pode votar hoje Marco Civil da internet


Brasília – O Plenário da Câmara pode votar hoje (7) três projetos de lei que regulamentam o uso da internet no Brasil. Dois deles tratam da punição de crimes cibernéticos (PL 84/99 e PL 2793/11) e o outro é a proposta de marco civil da internet (PL 2126/11, apensado ao PL 5403/01).

Apresentado pelo governo, o Marco Civil é uma espécie de Constituição da internet, com princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil, direitos dos usuários e obrigações dos provedores do serviço.

“Existe um entendimento entre governo e a oposição no sentido de votar em conjunto, para ir à sanção da presidente da República, as três propostas”, explica o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Segundo Eduardo Azeredo, o acordo não previa inicialmente a votação do marco civil da internet diretamente no Plenário, e sim primeiramente na comissão especial que analisa a proposta. “Mas vamos buscar um entendimento, porque finalmente se chegou à compreensão de que é necessária uma legislação específica sobre crimes cibernéticos”, disse Azeredo, que relatou o PL 84/99 no Senado e na Comissão de Ciência e Tecnologia.

Segundo o deputado, os dois projetos (PL 84/99 e PL 2126/11) que tratam de crimes na internet são complementares.

Crimes cibernéticos

Em tramitação há treze anos no Congresso, o PL 84/99 inclui novos crimes no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), como o de usar dados de cartões de crédito ou débito obtidos de forma indevida ou sem autorização. O texto equipara essa prática ao crime de falsificação de documento particular, sujeito à reclusão de um a cinco anos e multa. Outra novidade é a previsão de que mensagens com conteúdo racista sejam retiradas do ar imediatamente, como já ocorre atualmente em outros meios de comunicação, seja radiofônico, televisivo ou impresso.

O PL 2793/11, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), também inclui novos tipos penais, como ter acesso a e-mails e informações sigilosas, com pena prevista três meses a dois anos de prisão, além de multa.

A pena será a mesma para quem vender ou divulgar gratuitamente esse material. Já aprovado pela Câmara e modificado no Senado, o projeto pode ajudar a resolver situações como a violação do computador da atriz Carolina Dieckman que resultou na divulgação de suas fotos pessoais na internet. “Da parte da oposição, assim como votamos o projeto no Senado na semana passada, devemos colaborar com a votação na Câmara”, disse Azeredo.

Marco civil 

O relator do marco civil, deputado Alessandro Molon, afirmou que manterá basicamente o mesmo substitutivo apresentado na comissão especial, com alguns ajustes de redação, “para atender as demandas dos mais diversos segmentos da sociedade, inclusive do governo”.

Um dos pontos a ser ajustado deverá ser o artigo que trata da neutralidade de rede. Esse princípio, contido no marco civil, estabelece que todo pacote de dados que trafega na internet deverá ser tratado de maneira isonômica, sem discriminação quanto ao conteúdo, origem, destino, terminal ou aplicativo.

“O texto exato desse dispositivo ainda está sendo estudado, mas não haverá nenhum retrocesso na proteção da neutralidade de rede, que considero o coração do projeto”, disse Molon. Conforme explicou o relator, se não houver neutralidade da rede, o conteúdo que vai chegar mais rapidamente ao usuário será aquele da empresa que eventualmente tenha celebrado acordo comercial com o provedor de conexão.

O deputado Eduardo Azeredo afirmou que, para a proposta ter apoio da oposição, a redação do artigo que trata da neutralidade de rede terá que ser modificada. “Todos defendem a neutralidade da rede, mas a redação não pode inviabilizar a Lei de Concorrência”, destacou Azeredo.

De acordo com o substitutivo de Molon, o princípio deverá ser regulamentado por decreto, ouvido o Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br) – órgão que inclui representantes do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade científica e tecnológica. No texto original, do governo, não há menção ao CGI.

MacWorld: 290 mil aplicativos Android são de "alto risco", diz pesquisa



Quase 75% dos mais de 400 mil aplicativos para Android examinados na loja online Google Play representam riscos de segurança para usuários do sistema operacional, de acordo com uma nova pesquisa.

A fornecedora de segurança Bit9 categorizou esses apps como "questionável" ou "suspeito", porque eles poderiam conseguir acesso a informações pessoais para coletar dados de GPS, chamadas ou números de telefone e muito mais depois que o usuário concediam "autorização" para o app. "Você tem que dizer 'sim', caso contrário a aplicação não funciona", destacou o CTO da Bit9, Harry Sverdlove.

Jogos, entretenimento e aplicativos de papel de parede, em especial, parecem querer coletar esses dados, mesmo que suas funções tenham pouco uso direto para eles.

A Bit9 enfatizou que isso não significa necessariamente que estes aplicativos são malwares, por si só, mas podem causar danos se comprometidos, porque os usuários deram permissão para tanto.

Sabe-se que existe 600 mil aplicativos no Google Play e, segundo Sverdlove, a Bit9 agora esta a compilar um banco de dados de "reputação" de aplicativos Android. A empresa também vai fazer o mesmo processo com outras lojas de aplicativos, incluindo os da Apple e da Amazon, a fim de criar produtos de segurança móvel que podem proteger os usuários com base no risco de pontuação de apps.

Abordagens baseadas na reputação tornaram-se comumente usadas em toda a indústria de segurança para proteger os usuários da Web, por exemplo, contra sites infectados por malware - e agora há interesse em aplicar procedimentos semelhantes para analisar o risco associado a aplicativos móveis.
A Bit9 categorizou esses aplicativos como "questionável" e "suspeito" do Google Play da seguinte forma: 
42% acessa dados de localização GPS, e estes incluem apps de papeis de parede, jogos e utilitários; 
31% acessa chamadas ou números de telefone; 
26% acessa dados pessoais, como contatos e e-mails; 
9% cobram por permissões de uso. 

Em seu relatório, a Bit9 descreveu sua metodologia como rastrear o Google Play em busca de informações detalhadas sobre os 412 mil aplicativos móveis, incluindo desenvolvedor, popularidade, avaliação do usuário, categoria, número de downloads, permissões solicitadas e preço.

Dos 412 222 apps Android avaliados, a empresa afirma que mais de 290 mil deles acessam pelo menos uma informação de alto risco, 86 mil acessam cinco ou mais e 8 mil aplicações acessam 10 ou mais permissões "sinalizadas como potencialmente perigosas."

A Bit9 definiu o nível de risco de acordo com graus relativos a invasão de privacidade e o conjunto de características do aplicativo - talvez a capacidade de limpar os dispositivos ou modificar configurações de sistemas.

O estudo também incluiu uma pesquisa com 138 profissionais de TI responsáveis ​​por segurança móvel para mais de 400 mil usuários em suas organizações. Constatou-se que:
78% acham que os fabricantes de celulares não focam o suficiente em segurança, mas 71% permitem que o funcionário leve seu próprio dispositivo para acessar a rede da organização; 
Apenas 24% implementam alguma forma de monitoramento de app ou controlam a concessão de visibilidade em dispositivos dos funcionários; 
84% acham que o iOS é "mais seguro" que o Android e 93% dos entrevistados permitem que dispositivos iOS acessem sua rede. Apenas 77% permitem o uso de dispositivos Android e, surpreendentemente, 13% dizem permitir Android rooted (com privilégios de dono do sistema) ou iPhones desbloqueados (jailbreak) em suas redes; 
96% dos que permitem o uso de dispositivos pessoais também permitem que os funcionários acessem e-mails utilizando o dispositivo, enquanto 85% permitem apenas o acesso a dados de calendário da empresa. 

Folha de S.Paulo: Microsoft poderá cobrar por vídeos identificando número de espectadores


Uma patente da Microsoft, emitida nos EUA na última quinta (1º), descreve uma técnica de distribuição e cobrança de conteúdo audiovisual baseando-se no número de pessoas que se encontram à frente de uma tela.

O método poderia cobrar uma taxa extra ou penalizar clientes que aluguem conteúdo - como seriados - para visualização individual e o "empreste" a outra pessoa, diz o registro.

Pessoas usam o Microsoft Kinect, dispositivo que pode 
passar a ser usado para cobrança de conteúdo de vídeo.

É provável que, caso a empresa venha a utilizar a tecnologia de "detecção de consumidor", empregue o Kinect, um acessório do videogame Xbox que é equipado com câmeras e que detecta movimentos e expressões para acionar jogos.

Por meio da plataforma Xbox Live, a Microsoft distribui filmes, música e seriados --serviço não disponível no Brasil.

Solicitada em abril do ano passado por meio do USPTO (órgão americano responsável por propriedade intelectual no país), a patente foi inicialmente divulgada pelo site "GeekWire".

Em um outro registro na entidade, datado de setembro do ano passado, a Microsoft mostra planos de usar o Kinect para deduzir a idade das pessoas à frente do dispositivo.

G1: Google confirma verificação de aplicativos maliciosos no Android 4.2



O Google confirmou, em uma entrevista ao site Computerworld, que a nova versão do Android, a 4.2, traz uma função para verificar a presença de códigos maliciosos nos aplicativos instalados no celular – um "antivírus" para o sistema. Outra novidade é a notificação que o usuário recebe caso algum app tente enviar mensagens de texto (SMS) para números "premium", aqueles que automaticamente cobram um determinado valor além do custo da mensagem na conta do cliente.

O recurso de verificação de aplicativos foi confirmado por Hiroshi Lockheimer, vice-presidente de engenharia do Android no Google. O recurso é ativado assim que o usuário tenta instalar um aplicativo fora da loja "Google Play" e pede a permissão do usuário para verificar os aplicativos instalados "pela presença de comportamento prejudicial".

Já havia boatos de que o Google estava preparando a função de segurança. Os rumores surgiram depois que um novo arquivo de instalação do Google Play trouxe internamente diversas linhas de texto relacionadas ao recurso.

O Google anunciou em fevereiro que utiliza um filtro na loja Google Play para remover aplicativos indesejados. No entanto, diferente do iPhone e do Windows Phone, o Android permite que aplicativos fora de qualquer "loja" sejam instalados. Esse comportamento, chamado de "sideloading", dá mais liberdade ao usuário, mas também permite que vírus sejam disseminados, normalmente disfarçados de outros aplicativos.

A tela em que o internauta autoriza as permissões requisitadas pelo app também foi modificada, permitindo uma visualização mais simples do que será acessado pelos aplicativos.

A notificação de SMS "premium", por sua vez, tem como objetivo dificultar a ação de códigos maliciosos que enviam silenciosamente esse tipo de mensagem, aumentando a conta do dono do telefone e permitindo que criminosos faturem. Os números de SMS "premium" são reservados por empresas que oferecem algum "serviço" aos usuários, mas criminosos têm registrado esses números para oferecer serviços pouco úteis e criar pragas digitais que interagem com esses números, tornando a atividade lucrativa.

IDG Now: Excessivo detalhamento do Código de Defesa do Consumidor para tratar e-commerce preocupa



A garantia de privacidade e segurança das transações feitas pela internet, o direito à informação sobre o período de validade da oferta e o prazo de entrega do produto são alguns pontos específicos do e-commerce que o projeto de lei 281/2012, do Senado, propõe incluir no Código de Defesa do Consumidor, em revisão. Outra questão é a regulamentação do spam.

A atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC) incluindo os princípios gerais da relação entre fornecedor e consumidor em transações feitas pela internet foi tema de audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (6/11), no Senado.

Os participantes concordaram com a atualização, mas divergiram sobre o grau de detalhamento no tratamento do e-commerce por parte do CDC.

Na avaliação do representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Guilherme Rosa Varella, o CDC é uma lei eficaz por adotar princípios gerais. Mas, em sua opinião, para manter a eficácia, o novo código deve manter tal linha e acrescentar dispositivos que protejam de fato o consumidor, até no que se refere ao envio de ofertas e propagandas por e-mail. Varella defende que o CDC explicite que o envio desse tipo de publicidade seja feito apenas para os consumidores que optem por isso. Hoje, acontece o contrário – o consumidor recebe a publicidade sem ter solicitado e precisa recusar para não receber mais.

Já vice-presidente de Estratégia da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Leonardo Augusto Palhares, considera um “desafio” melhorar o texto em vigor. Na opinião dele o CDC não deve focar situações pontuais do relacionamento fornecedor-consumidor, mas se manter como norma de princípios gerais. Deve abordar os princípios de proteção do consumidor e não tanto como fazer isso.

Segundo à Agência Senado, o excessivo detalhamento do código também preocupou o representante do Procon-SP, Renan Bueno Ferraciolli, para quem o tratamento minucioso pode gerar risco de o texto ficar obsoleto precocemente.

Integrante da comissão de juristas que elaborou o anteprojeto de atualização do CDC, Roberto Augusto Pfeiffer disse não ter dúvida da necessidade de atualização do código para tratar do comércio eletrônico, que já faturou R$ 20 bilhões no primeiro semestre de 2012, 20% superior ao do mesmo período em 2011.

Na opinião do jurista, o e-commerce está se tornando o principal meio de comércio, o que exige aprimoramento da legislação. Até porque, o crescimento dos negócios pela internet também gerou um aumento das reclamações, ressaltou. Os órgãos de proteção ao consumidor receberam em média 86% a mais de queixas e, no caso de sites de compras coletivas, esse índice teve aumento de 400%.

Hoje as lojas virtuais já são regidas pela mesma legislação de comércio aplicada às lojas físicas no que diz respeito ao Código de Defesa do Consumidor. Então porque muitos advogados defendem a atualização do CDC com a inclusão de cláusulas específicas de e-commerce? Para evitar que a norma em vigor continue a ser aplicada em situações onde existe uma lacuna legal de forma análoga a situações onde existe a regulamentação.

Entre as situações específicas não cobertas pela regulamentação atual estão a garantia de segurança nas transações, a preservação do sigilo das informações dos e-consumidores, o exercício do “direito de arrependimento” em operações fora do estabelecimento do fornecedor, e o dever do lojista informar com clareza as condições contratuais na aquisição de bens e serviços pela internet.

Olhar Digital: Chrome recebe atualização com opção antirrastreamento



O Google disponibilizou nesta terça-feira, 6, a nova versão estável do seu navegador, o Chrome. O browser, que chega à edição 23, terá como principal novidade o suporte ao recurso Do Not Track, que dá ao internauta a opção de não ser rastreado enquanto navega pela rede.

O recurso já estava presente na versão para desenvolvedores do navegador do Google, desde setembro, mas só foi liberado para o público geral nesta terça-feira. Utilizando este sistema, o usuário envia um 'pedido' aos sites para que não utilizem seus dados.

O DNT já havia sido adotado no Internet Explorer, Mozilla Firefox, Opera e Safari. No Chrome, o sistema vem desabilitado e cabe ao usuário ativá-lo.

Apesar de incluir a novidade no navegador, o Google procura uma forma alternativa ao DNT para garantir a privacidade do usuário. Em post em seu blog oficial, a empresa afirma que "a eficácia dos pedidos dependem de como os sites e serviços respondem a ele."

Além disso, segundo o post, a versão de Windows ganhou aceleração via GPU para decodificação de vídeos, o que deve aliviar o processador e, consquentemente, economizar bateria dos notebooks. O Google afirma que, em seus testes, a bateria chegou a durar até 25% a mais com esta opção ligada. 

UOL Notícias: Câmara pode votar nesta quarta propostas que regulamentam uso da internet no Brasil


Deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) informou que 
governo e oposição farão esforço conjunto para aprovar
 projetos sobre internet no Brasil. 

O Plenário da Câmara poderá votar nesta quarta-feira (7), às 9h, três projetos de lei que regulamentam o uso da internet no Brasil. Dois deles tratam da punição de crimes cibernéticos (PL 84/99 e PL 2793/11) e o outro é a proposta de marco civil da internet (PL 2126/11, apensado ao PL 5403/01). Apresentado pelo governo, o marco civil é uma espécie de Constituição da internet, com princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil, direitos dos usuários e obrigações dos provedores do serviço.

“Existe um entendimento entre governo e a oposição no sentido de votar em conjunto, para ir à sanção da presidente da República, as três propostas”, explica o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). “O presidente Marco Maia deve colocar em votação amanhã os três projetos sobre internet”, confirmou o relator da proposta de marco civil, deputado Alessandro Molon (PT-RJ). “É desejo de o presidente Marco Maia deixar como legado a aprovação da primeira lei geral brasileira sobre internet, o marco civil, que dará segurança jurídica para essa área no Brasil”, completou.

Segundo Eduardo Azeredo, o acordo não previa inicialmente a votação do marco civil da internet diretamente no Plenário, e sim primeiramente na comissão especial que analisa a proposta. “Mas vamos buscar um entendimento, porque finalmente se chegou à compreensão de que é necessária uma legislação específica sobre crimes cibernéticos”, disse Azeredo, que relatou o PL 84/99 no Senado e na Comissão de Ciência e Tecnologia. Segundo o deputado, os dois projetos (PL 84/99 e PL 2126/11) que tratam de crimes na internet são complementares.
Crimes cibernéticos

Em tramitação há treze anos no Congresso, o PL 84/99 inclui novos crimes no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), como o de usar dados de cartões de crédito ou débito obtidos de forma indevida ou sem autorização. O texto equipara essa prática ao crime de falsificação de documento particular, sujeito à reclusão de um a cinco anos e multa. Outra novidade é a previsão de que mensagens com conteúdo racista sejam retiradas do ar imediatamente, como já ocorre atualmente em outros meios de comunicação, seja radiofônico, televisivo ou impresso.

O PL 2793/11, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), também inclui novos tipos penais, como ter acesso a e-mails e informações sigilosas, com pena prevista três meses a dois anos de prisão, além de multa. A pena será a mesma para quem vender ou divulgar gratuitamente esse material. Já aprovado pela Câmara e modificado no Senado, o projeto pode ajudar a resolver situações como a violação do computador da atriz Carolina Dieckman que resultou na divulgação de suas fotos pessoais na internet. “Da parte da oposição, assim como votamos o projeto no Senado na semana passada, devemos colaborar com a votação na Câmara”, disse Azeredo.

Marco civil

O relator do marco civil, deputado Alessandro Molon, afirmou que manterá basicamente o mesmo substitutivo apresentado na comissão especial, com alguns ajustes de redação, “para atender as demandas dos mais diversos segmentos da sociedade, inclusive do governo”.

Relator do projeto do Marco Civil, Alessandro Molon 

Um dos pontos a ser ajustado deverá ser o artigo que trata da neutralidade de rede. Esse princípio, contido no marco civil, estabelece que todo pacote de dados que trafega na internet deverá ser tratado de maneira isonômica, sem discriminação quanto ao conteúdo, origem, destino, terminal ou aplicativo. “O texto exato desse dispositivo ainda está sendo estudado, mas não haverá nenhum retrocesso na proteção da neutralidade de rede, que considero o coração do projeto”, disse Molon. Conforme explicou o relator, se não houver neutralidade da rede, o conteúdo que vai chegar mais rapidamente ao usuário será aquele da empresa que eventualmente tenha celebrado acordo comercial com o provedor de conexão.

O deputado Eduardo Azeredo afirmou que, para a proposta ter apoio da oposição, a redação do artigo que trata da neutralidade de rede terá que ser modificada. “Todos defendem a neutralidade da rede, mas a redação não pode inviabilizar a Lei de Concorrência”, destacou Azeredo.

De acordo com o substitutivo de Molon, o princípio deverá ser regulamentado por decreto, ouvido o Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br) – órgão que inclui representantes do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade científica e tecnológica. No texto original, do governo, não há menção ao CGI.

Inovação: Criado um laser do tamanho de um vírus


Em cima, os nanolasers, individualmente do tamanho 
de um vírus. Embaixo, as estruturas em formato de laço, 
que funcionam como antenas para a luz de bombeamento. 

Nanolaser

Pesquisadores norte-americanos descobriram uma maneira de fabricar lasers individuais do tamanho de uma partícula de vírus.

O melhor de tudo é que os componentes funcionam a temperatura ambiente.

Isso abre caminho para que esses nanolasers sejam integrados em circuitos fotônicos à base de silício, circuitos ópticos e biossensores.

A miniaturização dos componentes eletrônicos e fotônicos é fundamental para a fabricação de computadores mais rápidos e sistemas de armazenamento de dados de maior densidade.

E o laser, um elemento-chave para a transmissão de informações não poderia ser exceção.

"Fontes de luz coerente em escala nanométrica são importantes não só para explorar fenômenos em pequenas dimensões, mas também para a viabilização de componentes ópticos com dimensões que possam superar o limite de difração da luz," disse Teri Odom, da Universidade Northwestern, coordenadora da pesquisa.

Nanolaser plasmônico

A inovação foi possível graças a um trabalho anterior da equipe, que revelou como construir dímeros de nanopartículas em um formato em laço, similar ao nó de uma gravata.

Agora eles usaram esses dímeros como cavidade onde a luz fica refletindo continuamente até gerar o laser.

Essas nanoestruturas metálicas permitem a emissão controlada dos plásmons de superfície - oscilações coletivas de elétrons.

Quando se trata de confinar a luz, os plásmons não possuem limites fundamentais em termos de dimensão, o que significa que os lasers plasmônicos podem superar o índice de difração da luz.

O resultado é um nanolaser ainda menor do que o menor laser semicondutor do mundo, apresentado por uma equipe internacional de físicos há alguns meses.

Múltiplos canais

Segundo os pesquisadores, a utilização da geometria em laço tem duas vantagens significativas sobre experimentos anteriores com lasers plasmônicos.

A primeira é que a estrutura é bem definida e bem formada, gerando um efeito antena que cria um ponto de concentração electromagnética em um volume muito preciso, de dimensões nanoscópicas.

A segunda é que a estrutura individual apresenta "perdas" metálicas mínimas devido à sua geometria discreta.

"Nós também descobrimos, de forma surpreendente, que, quando dispostos em uma matriz, os ressonadores 3-D em formato de laço podem emitir luz em ângulos específicos de acordo com os parâmetros da rede", disse Odom.

Isso abre a possibilidade de que os nanolasers sejam integrados de forma muito densa, operando de forma controlada em múltiplos canais.

Folha de S.Paulo Mercado: Ataques cibernéticos causam perdas de US$ 2,1 bilhões a empresas



Os crescentes ataques de cibercriminosos a empresas de diferentes países provocaram perdas de US$ 2,1 bilhões nos últimos dezoito meses.

Os dados são de um relatório da RSA, divisão de segurança da multinacional de tecnologia EMC, que mostra o avanço do número de ataques de phishing - quando os criminosos tentam descobrir informações confidenciais de consumidores e clientes na web.

Segundo a pesquisa, o número de ataques desse tipo cresceu 19% no primeiro semestre deste ano em relação ao último semestre de 2011.

De janeiro a setembro deste ano, foram contabilizados 594,7 mil iniciativas de phishing.

O Brasil responde por 4% do total de empresas atacadas em setembro, atrás somente de Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, com 29%, 10% e 5% do volume de marcas atingidas pelas fraudes.

Um dos principais motivos para o aumento do volume de ataques é a adoção das redes sociais, diz o diretor da divisão técnica da RSA para a América Latina e Caribe, Marcos Nehme.

"Os criminosos veem a mídia social como uma maneira fácil de obter informações pessoais, sem que as pessoas percebam que é uma ação criminosa", explica.

"O fator confiança, muito presente nas redes sociais, é algo fundamental no ataque de phishing."

BRASIL EM DESTAQUE

De acordo com um estudo da Microsoft, citado no relatório da RSA, em 2010, o phishing realizado por meio das redes sociais correspondia a 8,3% do total de ataques.

No final do ano passado, essa participação subiu para 84,5%.

Segundo Nehme, a pesquisa também mostra como o Brasil tem se tornado cada vez mais um alvo para os criminosos.

Hoje o quarto país mais "atacado", há um ano o Brasil sequer aparecia na lista, diz o especialista.

"O Brasil está crescendo e se torna mais exposto. A tendência é que isso aumente ainda mais, com eventos como Olimpíada e Copa do Mundo, que põem o país em evidência."

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bahia press: Instituições municipais usam sistema internacional



As escolas da rede municipal também passarão a utilizar a ferramenta digital de interação social. A plataforma escolhida é a Edmodo. Desenvolvida nos Estados Unidos, a ferramenta conta com mais de 13 milhões de usuários espalhados pelo mundo. As escolas municipais estão utilizando gradualmente a rede social, após a implantação do projeto denominado Tecnologias Móveis na Escola. A ação distribuiu 400 tablets a 13 escolas municipais, classes hospitalares e domiciliares. Escolas como Municipal Milton Santos, localizada em Valéria, já utilizam a rede social nos trabalhos com os alunos.

De acordo com a coordenação do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secult, Ezileide Santana, a principal vantagem da Edmodo é a facilidade da comunicação entre professores e alunos envolvidos nos processo de inclusão digital.

“Dentre outros objetivos, o que pretendemos com a realização de um trabalho deste porte é desenvolver a cultura de uso das tecnologias no contexto pedagógico, pois acreditamos que as tecnologias devem ser incluídas no planejamento diário das aulas e atividades escolares”, ressalta.

Distribuição – A Escola Municipal Osvaldo Cruz, no Rio Vermelho, foi um dos centros que receberam os aparelhos. A professora Laíse Ruama aprova a utilização da rede social em classe. “Além de dar acesso de uma linguagem multimídia aos alunos, possibilita também um intercambio interessante entre os colégios municipais, que podem divulgar seus trabalhos em comunidade com mais facilidade”, acrescenta a professora. Informações do Jornal A TARDE.

Prodeb: Coral da Prodeb participa do Festcoros



O Coral da Prodeb vai participar da 3ª edição do Festcoros Bahia, encontro musical de corais não competitivo de abrangência nacional. A proposta é promover o intercâmbio cultural e a troca do conhecimento técnico, fortalecendo laços entre participantes e o grande público. O festival, que este ano acontece na Reitoria da Universidade Federal da Bahia nas noites dos dias 08, 09 e 10, apartir das 19:00h, também acontecerá em paralelo as apresentações em pontos turísticos da cidade de Salvador, nas manhãs dos dias 09 e 10. 


INFO: Furacão Sandy eleva número de mensagens spam



São Paulo – O Furacão Sandy provocou diversos danos, mas um grupo de pessoas se mostrou agradecido com a tempestade: os cibercriminosos, que estão se aproveitando do desastre natural para disseminar o envio de mensagens spam.

Segundo a Symantec, foram identificadas diversas mensagens com títulos que traziam as palavras “furacão”, “sandy” e “tempestade sandy”. Em todas as ocasiões os criminosos aproveitavam para pedir doações aos afetados pela tempestade.

Nenhum dos golpes traz mensagens muito relevantes e em sua maioria usam o nome “Sandy” para enganar os usuários e leva-los a clicar em um link para que enviassem suas doações.

A Symantec afirma que a tendência agora é diversificar os golpes relacionados à tempestade Sandy. De acordo com a empresa, nos próximos dias é provável que apareçam novos golpes como falsas notícias, fotos, solicitações para doações, scams, campanhas phishing e links maliciosos para vídeos.

A empresa aconselha os usuários a nunca clicar diretamente em um link enviado por e-mail e sempre digitá-lo diretamente na barra de endereços do navegador. Além disso, se estiver interessado em ajudar com doações, entre em contato com os canais legítimos para tais ações.

Ainda segundo a Symantec, entre agosto e setembro deste ano, as mensagens spam representaram 75% de todos os e-mails no mundo.

Exemplo de uma das mensagens spam pedindo 
doações para vítimas do Sandy.

Bonde: Microsoft investirá R$ 200 mil em centro de tecnologia


Após um ano de negociações, empresa americana 
anuncia nesta terça-feira investimento em seu primeiro 
centro de tecnologia avançada no País.

A Microsoft anuncia nesta terça-feira (6) seu primeiro centro de tecnologia avançada no Brasil. O empreendimento ficará em um edifício histórico do Rio de Janeiro (RJ), na zona portuária, que depois de intensa reforma passou a ser chamada de "Porto Maravilha". Destinado à criação e desenvolvimento de novos produtos, o centro será o quarto da Microsoft no mundo: a companhia tem complexos semelhantes na Alemanha, em Israel e no Egito. 

Com apoio do governo federal e da prefeitura carioca, o centro de tecnologia avançada da Microsoft deve consumir cerca de R$ 200 milhões ao longo de quatro anos. Os recursos são todos da companhia americana. O investimento é muito superior aos R$ 10 milhões aplicados pela Microsoft no início do ano, quando iniciou seu centro de pesquisa e tecnologia em São Paulo. 

O anúncio será feito em duas partes: amanhã em Brasília, pela manhã, no auditório do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a presença dos ministros Marco Antônio Raupp (MCTI) e Aloizio Mercadante (Educação), e no Rio, na quinta-feira, na futura sede do empreendimento, ao lado do prefeito Eduardo Paes. 

As negociações entre a Microsoft e o governo de Dilma Rousseff acontecem há mais de um ano. A empresa entende que o Brasil já dispõe de recursos humanos especializados, e que novos produtos com o perfil de consumo do País e dos vizinhos latino-americanos devem ser desenvolvidos em território nacional. 

Do lado do governo, a visão é que o consumo das famílias começa a mudar de padrão, tomando um perfil mais sofisticado, como a demanda por smartphones, televisores mais capacitados e outros produtos.

A Microsoft deve trazer também no mesmo pacote o centro de pesquisa da Intel, sua fornecedora de softwares. Com este complexo de tecnologia e pesquisa, a gigante americana vai se unir a IBM e General Eletric (GE), que também contam com centros de P&D no Brasil.

"Trata-se da tropicalização da pesquisa tecnológica avançada", afirma Luis Antonio Elias, secretário executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Um dos principais articuladores da política de atração de centros de pesquisas de multinacionais, Elias avalia que o empreendimento da Microsoft vai impulsionar a chegada ao Brasil de mais três centros de tecnologia avançada de multinacionais até 2014. Essa é a previsão oficial do programa TI Maior, lançado pelo ministro Marco Antonio Raupp no fim de agosto.

Uma das prioridades do governo Dilma Rousseff é aumentar a competitividade da economia. Para a equipe econômica do governo, aumentar a inovação na indústria e, em especial, ampliar a capacidade produtiva do parque tecnológico do País, é crucial para atingir o objetivo traçado pela presidente Dilma.

Hoje, Elias participa do lançamento da "Sala de Inovação", na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Idealizada no âmbito do programa industrial Brasil Maior, lançado por Dilma no ano passado, a sala de inovação conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A ideia do governo federal é, junto dos empresários, criar um espaço para que as companhias absorvam ideias já testadas de investimento em pesquisa e inovação.

Jornal do Brasil: Hackers dizem que roubaram 28 mil senhas do PayPal, mas empresa nega



O grupo hacker Anonymous divulgou 28 mil senhas que, segundo o coletivo, são de clientes do serviço de pagamentos PayPall. O anúncio da invasão foi feito pelo Twitter, pela conta @AnonymousPress. Segundo o Huffington Post, a ação comemora o Guy Fawkes Day, rebelde que em 1605 tentou explodir o rei da Inglaterra e o parlamento.

Além do PayPal, a empesa de segurança Symantec também teria sido vítima de hackers, e estaria investigando supostos ataques. O site da NBC, diz o Huffington Post, foi modificado para exibir a frase "Lembrando o cinco de novembro...".

Na véspera desses ataques, o grupo de hackers advertiu os usuários de Facebook - que hoje são mais de 1 bilhão - que guardassem seus dados pessoais já que esse seria "o último final de semana" da popular rede social. Por meio de um comunicado, o Anonymous indicou que em 5 de novembro as páginas do Facebook e da Zynga, empresa por trás de jogos sociais como FarmVille, seriam bloqueadas. O Facebook, porque "está vendendo nossas informações ao governo". A Zynga, em represália pelas recentes demissões em massa e eventual fechamento de escritórios no Japão e Reino Unido.

"Lembra, lembra, o 5 de novembro, o complô da pólvora e a confabulação. Não existe motivo para esquecer a pólvora e a traição". A frase, imortalizada por Alan Moore na história V de vingança, que serviu de inspiração para o Anonymous e suas máscaras de Guy Fawkes, já é um clássico a cada 5 de novembro.

Tecnologia: Dotcom quer oferecer internet grátis e pagar com dinheiro de processos



O fundador do Megaupload, Kim Schmitz - mais conhecido como Dotcom -, apresentou um plano no qual propõe fornecer internet grátis a lares da Nova Zelândia, país onde mora atualmente, com o dinheiro que ganhar em processos contra o governo dos Estados Unidos e estúdios de Hollywood. Foi o que divulgou o jornal britânico The Guardian, citando informações do New Zealand Herald.

Para Dotcom, o plano seria a chave para um futuro próspero na Nova Zelândia. "Você tem energia limpa e barata aqui; a energia está se tornando o maior fator de custo para os data centers ao redor do mundo. Com seu próprio cabo, energia barata e conectividade, a Nova Zelândia poderia atrair negócios internacionais de internet. Infelizmente, o atual governo quer investir em mais estradas asfaltadas. Daqui a 10 ou 15 anos a maioria das pessoas irá trabalhar e fazer compras de casa. você não vai precisar de asfalto, você vai precisar de fibra!", declarou o fundador do Megaupload.

Apesar de improvável, a ideia de Dotcom já recebeu apoio. "Se alguém pode montar um negócio como este seria Kim Dotcom", disse Paul Brislen, da Associação de Usuários de Telecomunicações da Nova Zelândia. Já Clare Curran, do parlamento neozelandês, concorda com a instalação de um segundo cabo no país e diz que este ponto da proposta de Kim faz sentido.

Enquanto aguarda a audiência que decidirá sobre sua extradição para os Estados Unidos, marcada para março de 2013, Dotcom se ocupa com uma série de projetos, como o planejamento de um sucessor para o Megaupload, serviço fechado pelo governo dos EUA em janeiro deste ano. A intenção é lançar um novo serviço que contorne as leis norte-americanas sob as quais Dotcom está sendo processado.

No início deste ano, Dotcom foi detido em janeiro em Auckland, durante uma operação internacional contra a pirataria realizada pelos Estados Unidos e que forçou o encerramento das atividades de seu negócio. Além de ser encarado como justiceiro da internet, Dotcom deve virar personagem de um documentário e está lançando seu primeiro álbum de música.

G1: Entidades culturais pedem revisão de projeto de Marco Civil da internet


Seminário no Rio discutiu projeto de lei em tramitação na Câmara.
Segundo entidades, projeto não respeita direitos autorais.

Representantes de classes artísticas e entidades culturais decidiram, nesta segunda-feira (5), encaminhar um documento ao deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto de lei 2126/2011, conhecido como Marco Civil da internet, pedindo alterações no texto. A decisão foi tomada durante debate na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio.

O projeto de lei estabelece direitos e responsabilidades de usuários, provedores e poder público no uso da internet. Foi aprovado no Senado em 2011 e, desde então, está em discussão em comissões na Câmara. É possível que nesta semana, Molon leve o projeto para discussão em plenário.

Segundo os participantes do seminário na ABL, o documento não respeita os direitos autorais. A principal crítica é à mudança no conceito de infração de direito autoral. Atualmente, há um entendimento de que o provedor deve retirar um conteúdo do ar quando receber a primeira notificação, sem a necessidade de que um processo tramite na Justiça. No entanto, caso o projeto do Marco Civil da internet seja aprovado e vire lei, os provedores de conteúdo só serão responsabilizados pela não retirada de um conteúdo se a vítima tiver obtido uma ordem judicial para a remoção do mesmo. Esse processo, segundo as classes culturais, pode levar meses.

Para a escritora e presidente da academia, Ana Maria Machado, é fundamental que a questão seja incluída nas premissas do projeto e que o atual mecanismo de notificação para a retirada de conteúdos indevidos do ar seja mantido. "A posição da ABL é o princípio de que no Brasil não tem escravidão e que todo o trabalho deve ser remunerado, inclusive o trabalho intelectual. O trabalho de quem produz os conteúdos culturais que estão na internet tem que ser pago", afirmou a presidente da academia.

Mesmo com o acesso gratuito, as empresas que hospedam conteúdos lucram com a publicidade e, segundo a presidente da ABL, os autores, trabalhadores intelectuais que criam o produto, precisam ter sua remuneração assegurada. "A legislação deve proteger a parte fraca e deve insistir em todos os seus níveis pela caracterização das responsabilidades dos poderosos hospedeiros", diz a presidente da ABL.

O advogado da União Brasileira de Compositores, Sydney Limeira Sanches, que redigirá o documento que será enviado ao deputado relator do projeto, afirma que o documento será simples e objetivo, restringindo-se às reclamações das entidades e autores presentes ao debate desta segunda-feira.

"Queremos que o regime encontrado hoje pela indústria criativa, para a preservação dos direitos autorais, seja mantido. A notificação e a consequente retirada do conteúdo vêm funcionando. Da forma como está escrito o artigo 15 do projeto de lei, esse regime cordato, que a indústria conseguiu construir com o mercado da internet, se perde totalmente", destacou o advogado, ressaltando que as consequências e a onerosidade das demandas judiciais vão inviabilizar a administração dos direitos intelectuais.

Segundo a diretora executiva da União Brasileira de Compositores, Marisa Gandelman, quando a lei foi criada optou-se por não tratar de direitos específicos, como o direito do consumidor, direito de imagem e direitos autorias e, em função disso, tirou a responsabilidade do provedor de conteúdo.

"Só será responsabilizado o provedor de conteúdo na hipótese de descumprimento de ordem judicial. Só que para existir uma ordem judicial tem que haver um processo. É necessário ir à Justiça pedir ajuda para resguardar seu direito. Hoje isso acontece de forma natural, amena e eficiente, que é o entendimento entre as partes. Essa sistemática de notificação funciona em diversas partes do mundo. O grande problema e que o tempo de um processo judicial não combina com a velocidade da internet", garante.

Também participaram do debate o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, Roberto Feith, diretor da editora Objetiva, o compositor Fernando Brant, o escritor João Ubaldo Ribeiro, o poeta Antônio Cícero e o escritor Alberto Mussa.

Olhar Digital: Rússia começa a restringir sites com conteúdos considerados ilegais



Uma agência responsável pelo bloqueio de sites considerados ilegais e ofensivos começou a trabalhar na Rússia nesta segunda-feira, 5.

Segundo o site GigaOm, a nova legislação foi promulgada pelo presidente Vladimir Putin e publicada no Diário Oficial em julho deste ano, exigindo que sites com informações consideradas danosas – pedofilia, drogas e suicídio – sejam fechados pelos seus proprietários ou pelos próprios provedores.

A lei diz que se o site não for tirado do ar pelo seu dono depois de 24 horas do recebimento do aviso, o governo fica autorizado a barrar o seu acesso para os 145 milhões de habitantes do país.

De acordo com o órgão responsável, nas primeiras 24 horas de existência, eles registraram mais de 5 mil reclamações sobre conteúdos ofensivos, sendo que 96% destes pedidos foram rejeitados após consideração.

"Das queixas iniciais, dez sites foram mantidos na lista negra por conter pornografia infantil, 40 denúncias foram passadas para as autoridades de controle de drogas e 23 para o órgão protetor dos consumidores", dizia a mensagem publicada no site da agência.

Apesar do alto índice de denúncias, a organização não-governamental internacional Reporters Sans Frontiers, cujo objetivo declarado é defender a liberdade de imprensa no mundo, se opõe à legislação e outras leis russas relacionadas à internet.

"O processo de bloqueio de acesso é extremamente sombrio. Nenhuma decisão judicial é necessária. Um grupo de 'especialistas' anônimos, de competência desconhecida e credenciais não confirmadas são os responsáveis pelas restrições", afirmou o grupo.

"Em setembro do ano passado, por exemplo, o YouTube foi totalmente bloqueado por várias horas em algumas regiões por provedoras de internet que foram ordenadas a bloquear um filme anti-islã, chamado 'The Innocence os Muslims'", lembrou a organização.

Além deles, em julho deste ano a Wikipédia do país decidiu sair do ar por um dia em protesto contra a nova lei. A enciclopédia digital faz parte de um grupo sem fins lucrativos e todo o conhecimento produzido pelos seus colaboradores é disponibilizado através da licença livre Creative Commons.

O governo russo alega que um maior controle sobre a internet é necessário para monitorar excessos como a pornografia infantil ou a disseminação das drogas, em um argumento comum para os defensores de uma web mais centralizada.

Críticos das emendas, porém, afirmam que sua existência se deve a um plano de Putin, que estaria interessado em controlar com mais facilidade os seus dissidentes políticos. 

Olhar Digital: Europa dá mais espaço às rádios para impulsionar o 4G


Empresas de internet ganharão uma faixa de espectro extra 

A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira, 5, que liberará uma faixa de espectro às estações de rádio para dar mais espaço às empresas de internet, que precisam disso para trabalhar as redes de quarta geração.

Até 2014, uma faixa extra de 120 MHz será destinada ao 4G, de acordo com aReuters. É a data-limite para acomodar o crescimento no uso desses serviços em dispositivos móveis.

Estima-se que haverá, globalmente, crescimento anual de 26% no tráfego de dados móveis até 2015. A Cisco prevê que na Europa a coisa será ainda mais expressiva: a alta deve ser superior a 90% pelos próximos cinco anos. 

Olhar Digital: Redução da pirataria de software geraria 12 mil empregos no Brasil



A Associação Brasileira das Empresas de Software e a The Software Aliance intensificam o combate à pirataria. Segundo a entidade global, a cada 10 programas adquiridos ou baixados pela internet no Brasil, mais de cinco são obtidos ilegalmente.

Os prejuízos ao mercado são significativos. As associações estimam que se a taxa de pirataria caísse 10 pontos percentuais (dos 53% atuais para 43%), 12 mil novos empregos no setor seriam criados. A redução na ilegalidade acrescentaria ainda R$ 8 bilhões à indústria, dos quais 74%, R$5,8 bilhões, ficariam no país.

Como parte dos esforços para mudar o cenário, as duas associações lançam nesta segunda-feira, 5, o Portal de Denúncias de Pirataria de Software. O foco é em empresas e revendas que utilizam ou comercializam programas sem o devido licenciamento.

As denúncias, anônimas, devem ser submetidas por meio deste site. As informações serão apuradas pelas duas associações e, havendo indício de irregularidade, serão tomadas medidas necessárias para que os casos sejam resolvidos rapidamente. “Podemos comunicar os fabricantes de software, as autoridades locais e mover ações judiciais para garantir que a lei de software do Brasil seja respeitada”, garante Frank Caramuru, presidente da BSA no Brasil.

Para ele, as empresas devem manter o controle de seus ativos de software e as revendas devem garantir que estão comercializando apenas produtos originais, pois irregularidades envolvem pena de reclusão de 1 a 4 anos, multa e indenização que pode chegar a 3000 vezes o valor de cada software.

Segundo Gérson Schmitt, presidente da ABES, a iniciativa é importante para promover a concorrência leal e contribuir para o crescimento do Brasil. “Quando reduzimos a pirataria no Brasil, geramos empregos, contribuímos para o desenvolvimento econômico do país e melhoramos a imagem das empresas brasileiras no cenário mundial”, afirma Schmitt. 

Olhar Digital: Conheça os sites afetados pelos protestos do Anonymous

Olhar Digital: Conheça os sites afetados pelos protestos do Anonymous
 
Data marca o dia de Guy Fawkes e celebra o 'ciberativismo'. 
Vários endereços já foram alvo dos protestos 

Esta segunda-feira, 5 de novembro, está sendo movimentada no quesito segurança na internet. Isso porque é a data em que o grupo hacker Anonymousprometeu vários protestos ao redor do mundo. Desta forma, vários sites estão sendo derrubados ou desfigurados, mesmo que nem todos os ataques tenham ligação direta com o grupo.

À medida que os ataques vão acontecendo, o principal perfil no Twitter ligado ao grupo vai divulgando as notícias relacionadas.

Até o momento, o principal ataque foi contra o PayPal, de onde 28 mil senhas foram roubadas pelo grupo. Entretanto, a 'filial' mais ativa do grupo parece ser a australiana, que, por meio de seu perfil no Facebook já divulgou cerca de dez ataques a vários sites de menor expressão.

A data marca o aniversário da Conspiração da Pólvora de Guy Fawkes, na qual, em 1605, católicos armaram uma tentativa frustrada para assassinar o rei protestante Jaime I explodindo uma bomba no Parlamento Britânico. Esta história inspirou Alan Moore e David Lloyd a criarem a graphic-novel "V de Vingança", que, por sua vez, inspirou o grupo hacker.

Conheça alguns dos sites atacados até agora:

PayPal - O grupo alega que conseguiu roubar 28 mil senhas do site, que, no entanto, nega qualquer tipo de brecha de segurança.

CajaPopular.gov.ar - O site deste banco estatal da Argentina foi desfigurado e, até o momento, conta com um vídeo do Anonymous e um longo texto vermelho sobre um fundo preto.

Avukat.uyap.gov.tr e Uyap.gov.tr - Sites da justiça turca foram derrubados e desfigurados pela entidade.

Juntazambi.gob.ec - Site ligado ao governo equatoriano, referente a uma organização chamada "Junta Parroquial de Zambi", hackeado e desfigurado pelo Anonymous.

Ascensionaustralia.com.au, Qla.org.au e Playemiproductionmusic.com.au - Alguns dos sites atingidos pela 'filial' australiana do grupo.

NBC - O site da rede de televisão americana foi hackeado e desfigurado ainda no fim da noite de 4 de novembro. Entretanto, por meio do Twitter, oAnonymous negou ligação com o ataque, atribuído ao hacker 'pyknic'.

GagaDaily.com - Um site criado por fãs da cantora Lady Gaga também foi afetado pelo hacker 'pyknic' e foi restaurado pouco tempo depois.

Symantec - A empresa de segurança digital também teria sido afetada pelos ataques de 5 de novembro. A ação, no entanto, foi ligada a outro grupo hacker, o HTP, que não teria vínculo com o Anonymous.

ImageShack - O site de hospedagem de imagens é um dos serviços que foi atacado pela organização, que afirma já ter o controle dos seus servidores há anos. O ataque também foi liderado pelo HTP.