terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Convergência Digital: Receita libera versão beta do Imposto de Renda 2013



A Receita Federal liberou a versão beta do programa gerador da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2013. Para usar o programa, o contribuinte terá que acessar a página da Receita na internet e procurar a seção Novidades 

(http://www.receita.fazenda.gov.br/Novidades/Informa/VersaoBetaIRPF2013.htm).

De acordo com a Receita, a versão beta do programa está disponível até o dia 28 deste mês e permitirá que os contribuintes conheçam as principais novidades para elaboração da Declaração de Ajuste Anual, Final de Espólio e Saída Definitiva do País, do exercício 2013, ano-calendário 2012.

A versão é chamada de beta porque não é definitiva, e é usada para testar programas de computador em fase de desenvolvimento, podendo sofrer modificações até que o produto se torne definitivo.

Na semana passada, o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, disse à Agência Brasil que, embora o programa não possa ser usado futuramente para transmissão da declaração, o contribuinte terá condições de fazer simulações, se tiver os dados necessários.

Todos os anos o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda, ocorre entre o início de março e o fim de abril. Este ano, o programa definitivo para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda foi liberado no dia 24 de fevereiro na página da Receita Federal na internet antes de aberto o prazo de entrega. No ano que vem, o prazo para o contribuinte enviar seus dados à Receita Federal será entre 1º de março e 30 de a abril.

Olhar Digital: Anatel tenta regular internet



Agência corre em paralelo enquanto votação 
do Marco Civil segue parada na Câmara 

A Agência Nacional de Telecomunicações pode se antecipar à votação do Marco Civil da Internet, emperrada há meses na Câmara dos Deputados, e regular ela mesma a atividade no Brasil.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a Anatel quer definir regras para a neutralidade da rede, considerado um dos pontos mais polêmicos do projeto, cuja votação no Congresso Executivo já foi cancelada três vezes.

A proposta da neutralidade é obrigar os provedores de conexão a garantir o mesmo tratamento a todos os internautas, independente do conteúdo acessado, sem qualquer nível de favorecimento.

O tema consta do novo regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia da Anatel, com votação prevista para meados do ano que vem. "O regulamento não pode ficar esperando a tramitação no Congresso, até porque não vejo divergência de visão da nossa neutralidade e da que foi proposta pelo governo”, diz o conselheiro Marcelo Bechara, relator da matéria, ao Estadão.

Além de regular a internet, o Marco Civil fixa garantias e princípios para a prática digital no Brasil. A forma como o documento foi elaborado desagrada a Anatel, que, segundo Bechara, acaba sendo “colocada em segundo plano” à medida que ela também participa da concepção do conceito de neutralidade.

O que mais incomoda é o primeiro parágrafo do artigo 9º do texto do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que dá à Presidência o poder de regulamentar as exceções da neutralidade. "Parece que quer se regular a função do órgão regulador. Detalhamentos técnicos devem ser tratados pelo órgão regulador. Qualquer coisa que limite isso pode promover o engessamento de algo dinâmico como a internet", critica Bechara.

O último adiamento da votação do Marco Civil aconteceu em 19 de setembro.

Convergência Digital: Em 2014, mundo terá mais celulares do que pessoas



A União Internacional de Telecomunicações divulgou um retrato do setor de TICs no planeta, calculando que há mais de 100 países com penetração da telefonia móvel superior a 100% – e em sete a densidade já ultrapassa os 200%. Nas contas da UIT, as receitas desse setor superam US$ 1,5 trilhão por ano, ou 2,4% do PIB mundial.

Há mais de 6 bilhões de assinaturas de celular no mundo, mais da metade deles na região Ásia-Pacífico. A China é o primeiro país a somar mais de 1 bilhão de clientes da telefonia. A Índia deve chegar lá em breve.

Das 6 bilhões de assinaturas móveis, 70% são pré-pagas, percentual que chega, em média, a 87% em países em desenvolvimento. No ritmo atual, haverá mais celulares do que pessoas no planeta em 2014.

Segundo a UIT, 2,3 bilhões de pessoas estão online – sendo registrado um crescimento de 100% em cinco anos. Mas dois terços da população mundial, ou três quartos nos países em desenvolvimento, não usam a Internet.

Há 1,1 bilhão de conexões móveis – o dobro das conexões fixas. A banda larga mantém, há quatro anos, um crescimento anual de 41%. Conexões fixas existem em cerca de 2/3 das residências no mundo – ou cerca de 600 milhões.

Outras constatações da fotografia das TICs:

- Um quarto dos internautas está na China

- 127 de 144 países em desenvolvimento contam com algum plano nacional de banda larga

- Em média, o preço relativo dos serviços de telecomunicações caiu 30% entre 2008 e 2011

- Na África subsaariana, a penetração superou os 50% - enquanto a telefonia fixa é de 1%

- Mais de 90% da população mundial é coberta com 2G. Os serviços 3G já foram lançados em 160 países

SECOM-BA : Embasa lança central de serviços na internet com 23 opções de atendimento


Nesta segunda-feira (10), a Embasa lançou a Central de Serviços Web, um novo canal de atendimento com área exclusiva no site, que disponibiliza 23 serviços on-line, além de todas as informações necessárias para realizar solicitações nos canais de atendimento da empresa. Agora, o cliente da Embasa pode obter orientações e fazer solicitações sem ter que se dirigir, necessariamente, aos pontos de atendimento presencial.

Todos os serviços que dispensem apresentação de documentos podem ser solicitados através do site, a exemplo de ampliação de ramal, certidão negativa de débito, abastecimento por carro-pipa, denúncia de vazamentos e irregularidades, manutenção de esgoto, instalação de hidrômetro, alteração de vencimento de conta, dentre outros.

Segundo o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, esta é mais uma facilidade oferecida ao usuário. “A ação vem modernizar o atendimento ao cliente, trazendo-lhe mais facilidade e comodidade. A ideia não é acabar com as lojas, mas facilitar a vida de quem prefere obter serviços via web, sem sair de casa. Nos pontos de atendimento da empresa, o usuário só terá de comparecer se o serviço solicitado exigir a apresentação de documentação”.

TI INSIDE: Abrint divulga análise sobre proposta que dá aos governos o controle da Internet




A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) preparou um documento com o objetivo de contribuir na tomada de decisão da delegação brasileira sobre uma proposta apresentada pela Rússia na Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais (WCIT-12) que acontece esta semana em Dubai, e que coloca a Internet sob o controle dos governos. Segundo a associação, a proposta dos russos coloca em risco a liberdade de expressão e cria uma "coleção de intranets" na medida em que cada país fica livre para criar sua política de governança. "Um péssimo negócio financeiro para todos, cuja única vantagem clara é o controle das informações e, consequentemente, da sociedade, na contra mão do que a Internet possibilitou neste planeta nos últimos 20 anos", diz o documento.

Em entrevista a este noticiário, o presidente da associação, Basílio Perez, que integra a delegação brasileira, afirma que a proposta da Rússia será discutida essa semana e lembra que os árabes apresentaram uma "proposta conciliatória". O problema é que os países árabes pertencem a um grupo que deseja justamente que os governos tenham controle sobre a Internet.

Um observador experiente em conferências internacionais da UIT que preferiu não ser identificado afirma que a proposta "não tem a menor chance de vingar", porque propõe uma mudança radical no regime de governança atual da Internet. A proposta, segundo ele, embora não tenha chance de vingar agora, marca o início dos debates sobre o assunto que terá o seu ápice na conferência de Plenipotenciários, que acontece em 2014 em Busan, na Coreia. Segundo este observador, a intenção dos russos é usar a proposta como moeda de troca para conseguir a aprovação de outras sugestões. "Pode ser que isso não aconteça às claras", diz ele.

Surpresa

Dez dias após o prazo final para a apresentação das propostas que estão sendo discutidas na Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, a Rússia surpreendeu os 193 países-membros da UIT com a sua proposta número 27, que traz a Internet para dentro dos domínios de regulação do órgão. Até então, outras nações como a China, países africanos e asiáticos também tinham propostas de regular a Internet, especialmente no que se refere à segurança, mas não com a abrangência apresentada pelos russos.

A proposta russa teve uma primeira versão, mas quatro dias depois foi substituída por outro texto mais suave. A proposta cria um capítulo inteiro dedicado à Internet e os artigos mais polêmicos são aqueles que transferem para os domínios dos Estados-membros funções que hoje são exercidas por instituições sem fins lucrativos como o ICANN (Corporação para Atribuição de Nomes e Números na Internet, da sigla em inglês), por exemplo, órgão responsável pela distribuição dos endereços eletrônicos no mundo.

Basicamente, a proposta dá aos Estados-membros "direitos iguais" para gerenciar, operar e desenvolver as facilidades de telecomunicações e sistemas de informação vitais para assegurar a integridade, confiabilidade e segurança da Internet. Não está explícito, mas os "direitos iguais" se referem às tarefas hoje exercidas por organismos internacionais como o ICANN.

A suavização do texto fica clara na comparação de outro artigo. A versão original dizia que os Estados-membros têm o "direito soberano" de regular as atividades das operadoras que fornecem acesso à Internet dentro do seu território. A versão atual parece se lembrar de que a maior parte do mundo vive em um regime democrático: "A governança da Internet será efetivada através do desenvolvimento e da aplicação pelos governos, setor privado e sociedade civil de princípios normas e procedimentos que moldem a evolução e o uso da Internet".

Na seção de definições, os russos deixam claro que, para eles, cada país deve definir as regras da Internet dentro das suas fronteiras. Foi proposta a definição do que seria o "segmento de Internet nacional". Mais para frente se entende o porquê de criar uma Internet nacional. "Os Estados-membros têm o direito soberano de estabelecer e implementar políticas públicas, incluindo política internacional, em relação à governança da Internet, e regular o segmento nacional de Internet, assim como as atividades dentro dos seus territórios..." 

Convergência Digital: Governança da Internet: Quem vai ditar as regras do jogo?



Esparsos relatos da Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais – a reunião que a União Internacional da Telecomunicações organizou e segue até o fim desta semana em Dubai – sugerem a possibilidade de que o encontro termine sem grandes resultados. Há uma espécie de compromisso para que as decisões sejam tomadas por consenso, mas o consenso anda em falta no evento.

Na prática, os temas mais polêmicos ficaram para esta segunda semana de reuniões. Um dos principais é a proposta da associação das operadoras europeias – subscrita parcialmente pela República dos Camarões – que flexibiliza sobremaneira o conceito de neutralidade de rede e abre campo para a criação de taxas extras nas conexões, com acordos de privilégio de tráfego.

Mas o que mais chamou a atenção desde o fim da semana passada é uma proposta da Rússia que tem o potencial de afetar o sistema de governança da Internet. Pelo texto – que chegou a ser revisado, mas mantém o mesmo espírito original – governos nacionais têm direito de adotar políticas públicas inclusive em aspectos internacionais da rede.

A delegação brasileira tentou aprofundar um pouco a discussão dessa proposta em uma reunião no sábado. Inclusive foi apresentado um documento no qual a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações faz uma avaliação cirúrgica da proposta.

Os russos defendem o “direito soberano de estabelecer e implementar políticas públicas, inclusive a política internacional em questões de governança de Internet”. Para a Abrint, seria um péssimo negócio. “Essa abordagem na prática garante a criação de tantas Internets quantos estados existirem, pois já que todos podem criar suas politicas internacionais de governança, ela efetivamente será perfeita para cada um deles atendendo claramente as intenções de cada governo”, diz a análise.

Ou ainda: “Isso implicará no gradativo isolamento e na transformação da Internet em uma coleção de Intranets. Um péssimo negócio financeiro para todos, cuja única vantagem clara é o controle das informações e consequentemente da sociedade, na contramão do que a Internet possibilitou neste planeta nos últimos 20 anos.”

Com base nessa proposta apareceu, na sexta-feira, 07, um texto sugerido pelos Emirados Árabes Unidos – os anfitriões da conferência – e subscrito pela Rússia, China, Arábia Saudita, Argélia, Sudão e Egito. Interpretada como uma versão piorada da proposta russa, o texto causou celeuma ao longo do fim de semana mas por conta das resistências acabou sendo retirado nessa segunda-feira, 10.

Há quem cheire aí o bode na sala – afinal, depois dela até a proposta original da Rússia parece menos ruim. Existe a possibilidade de que a proposta russa seja avaliada pelo “plenário” da conferência nesta terça-feira, 11/12. Mas o que se viu na semana passada é que diante das muitas divergências, a UIT decidiu dividir as discussões em vários comitês.

Uma das discussões paralelas é sobre o uso do termo “Recognized Operating Agency” (ROA) ou “Operating Agency” (OA) – cuja tradução no contexto seria de operadoras reconhecidas ou simplesmente operadoras. Parece uma questão menor, mas não é. Enquanto no primeiro caso os termos do Regulamento Internacional de Telecomunicações seriam aplicáveis a aquelas operadoras licenciadas (com outorgas, por exemplo), no segundo, apenas OA, o céu é o limite – grosso modo, qualquer cafeteria que disponibilize Wi-Fi estaria incluído.

Longe de ser tratada como uma discussão menor – está a cargo de um grupo de trabalho de alto nível que responde diretamente ao presidente da Conferência – é até compreensível que a UIT trate do tema. Afinal, o grande tópico do encontro em Dubai é a luta dessa organização internacional em se manter relevante no cenário no qual as telecomunicações estão migrando para o universo IP.

Alguns países, como os Estados Unidos e o Canadá, parecem mais inclinados ao conceito de ROA. Outros, como a Rússia, preferem OA – como pode ser conferido na controversa proposta já mencionada. O Brasil parece até aqui ter uma posição intermediária. Defende o uso de operadoras reconhecidas em algumas partes do texto do Regulamento Internacional, mas aceita que o termo mais abrangente, OA, apareça em alguns trechos.

Folha de S.Paulo: Escola rural antitecnologia enfrenta dilema com chegada de sinal de celular



Em um lugar no campus onde os prédios de madeira da Mountain School podem parecer mais distantes do que as montanhas do oeste de New Hampshire, às vezes se encontra um único traço, às vezes dois, de sinal do celular.

O lugar, entre a horta de batatas e uma lhama chamada Nigel, é uma espécie de segredo conhecido por todos na escola, neste recanto remoto de Vermont. "Aqui estamos na periferia da civilização", disse o professor Doug Austin. Mas isso está prestes a mudar.

A escola oferece aos alunos do terceiro ano um semestre para mergulhar na natureza. Os estudantes fazem viagens de acampamento individual em uma montanha próxima durante um ou dois dias, para refletir, e praticam técnicas de orientação sem equipamento GPS. Eles cuidam de animais e cortam lenha. No processo, muitos dizem que perdem hábitos como verificar constantemente suas páginas no Facebook.

Crianças caminham à beira de uma estrada de terra na Mountain School; instituição não tem rede de celular.

Enquanto a maior parte dos Estados Unidos já possui internet em alta velocidade, Vershire, com 730 habitantes, ficou atrasada.

Mas, em breve, os técnicos vão começar a estender cabos de fibra óptica para levar uma conexão de banda larga à cidade, e a cobertura por telefone celular deverá chegar logo depois.

Isso representa um desafio para a Mountain School: como regular o uso de smartphones e outros equipamentos que são constantes distrações para os adolescentes, que estão aqui para se envolver com o ambiente rural e uns com os outros.

A escola pediu que os estudantes e ex-alunos desenvolvam uma política que irá determinar se os telefones serão proibidos, limitados ou se a decisão caberá aos estudantes.

Muitos alunos, ex-alunos e professores pediram ao diretor Alden Smith para decretar uma proibição. "Mas eu tendo a pensar que os adolescentes, especialmente os que vêm para cá, quando forem orientados, saberão aproveitar a ocasião e exercer uma responsabilidade real", disse.

Para fazer ligações de celular do campus, os alunos se revezam usando cartões pré-pagos em cabines telefônicas nos dormitórios. O serviço de internet só é disponível no edifício acadêmico.

"Aqui, se você passa muito tempo no computador, as pessoas acham que você é fraco", disse Calais Larson, 17, da Phillips Exeter Academy, de Nova York. Ele acredita que os celulares não devem ser usados no campus.

Os estudantes não se isolaram totalmente do mundo exterior. Recentemente, Julia Christensen, 16, de Seattle, pretendia acordar antes das 7h para baixar o novo álbum de Taylor Swift antes da hora do rush matinal na internet. Mas foi uma exceção.

A escola diz que os alunos concordaram com um esboço de política de celular: os estudantes vão entregar seus telefones para os professores quando chegarem e os receberão na saída do campus. Eles também poderão escolher ficar com os aparelhos durante um mês por semestre.

Os professores dizem que seu objetivo é fazer os estudantes pensarem cuidadosamente sobre o uso da tecnologia.

"A ideia não é voltar a uma época em que as coisas eram melhores", disse Smith, "mas que a riqueza de cada dia seja definida pela comida que você ingere, pelos amigos que o cercam e pelo trabalho que você faz".

IDG Now!: E-Life lança software para monitorar redes sociais com foco em PMEs




Voltado para pequenas e médias empresas, 'Buzzmonitor' promete ir além da medição de Likes retuítes, diz empresa

A E.life – empresa de inteligência de mercado e gestão do relacionamento nas redes sociais – anunciou uma nova ferramenta para o monitoramento da presença das marcas nas redes sociais. Chamado 'Buzzmonitor', o software promete ir além da medição de "Likes" e retuítes, principais métricas utilizadas atualmente. "É um programa focado em indicadores de negócios", afirma Alessandro Barbosa Lima, CEO.

De acordo com ele, o Buzzmonitor permitirá possibilita criar campanhas promocionais e ações de relacionamento pontuais e direcionadas ao público-alvo, com base em informações extraídas sobre os consumidores a partir destes canais. "O software também permite analisar todo o conteúdo gerado por estas mídias, transformá-los em dados estratégicos e interagir com consumidores em tempo real", explica Lima.

Como exemplo de indicador mensurável, que foge do monitoramento tradicional, ele aponta o índice de filas em bancos. "É um passo além dos shares e likes e ir para indicadores de negócios", diz.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Deloitte, 51% das PMEs investem em soluções de CRM e mídias sociais para aumentar o volume de vendas. Para 2013, esse índice irá subir para 65%.

Social Business“Para as grandes empresas, já trabalhamos com a análise de aproximadamente 54 milhões de posts por mês”, diz . “Agora, queremos levar o ‘social business’ para todos, compartilhar também com as empresas de médio porte o nosso know-how”, defende. Para ele, atualmente os quatro P do Marketing (produto, preço, praça e promoção) podem ser monitorados nas redes. "As informações sobre esses fatores-chaves podem ser minerados", diz o executivo. 

Para o executivo, a mineração em grandes quantidades de informação (Big Data) é uma das tendências para 2013. "Uma marca como iPhone pode trazer mais de 1 milhão de publicações mensais, só no Twitter de usuários brasileiros", diz. "Hoje não temos servidores, largura de banda, banco de dados e algoritmos que suportem isso", aponta.

Lima afirma que o Buzzmonitor permite a produção de relatórios periódicos sobre a imagem de uma empresa com base na varredura do volume de posts e na natureza de publicações de consumidores em blogs, fotoblogs, wikis, sites pessoais, fóruns e em redes como o Orkut, Twitter, Facebook, MySpace e LinkedIN.

O software custa a partir de 790 reais mensais. O valor inclui o monitoramento de até 6 mil posts mensais e a possibilidade de configurar termos para busca e usuários ilimitados.

O banco de dados do Buzzmonitor agrega dados coletados nas mídias sociais no Brasil, Alemanha, Espanha, México e Portugal, países onde o grupo E.life está presente.

Adrenaline: Dorkbot e trojan SMS lideram ataques à segurança na América Latina em novembro




O laboratório da ESET América Latina acaba de divulgar um relatório com as principais ameaças à segurança da informação na região, durante o mês de novembro. Segundo os pesquisadores, o destaque no período foi a propagação do código malicioso Dorkbot e o primeiro trojan SMS que inscreve as vítimas em serviços de SMS (mensagens curtas de texto pelo celular) pagos.

No caso do Dorkbot, durante o mês de novembro, os pesquisadores da ESET identificaram uma nova campanha de propagação dessa ameaça por meio do e-mail. Na ação, os cibercriminosos enviam uma mensagem falsa, em nome de uma operadora de telefonia celular, informando que o usuário ganhou um iPhone4. Na sequência, o e-mail solicita que o ganhador acesse um site para resgatar o prêmio. No entanto, quando ele entra no endereço online recebe a solicitação para baixar um teste de software que, na verdade, é um arquivo executável que contém a ameaça.

Também durante novembro, o relatório da ESET aponta que outra importante ameaça à segurança na América Latina foi o Boxer, primeiro Trojan (Cavalo de Troia) SMS que afeta usuários da região, com casos inclusive no Brasil. A ameaça se propaga por meio de aplicativos infectados para o sistema operacional Android. A partir do momento em que o app é baixado no smartphone, o código malicioso inscreve a vítima, automaticamente, em serviços pagos de SMS.

O Boxer já afetou 63 países, entre os quais o Brasil e outros oito da América Latina: Argentina, Chile, Peru, Panamá, Nicarágua, Honduras, Guatemala e México. 

“Esse relatório serve como alerta para os usuários. Os cibercriminosos utilizam técnicas cada vez mais sofisticadas para enganar as pessoas. Tanto o Dorkbot quanto o Boxer são exemplos dessa sofisticação”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil. “É importante que os internautas estejam atentos para evitar esse tipo de ataque. O que depende de uma postura adequada, somada ao uso de ferramentas de segurança”, acrescenta.

G1: Regulador investiga privacidade infantil em mercado de aplicativos



Reguladores norte-americanos estão investigando várias companhias no mercado de aplicativos para dispositivos móveis em busca de possíveis violações de regras que protegem a privacidade de crianças ou exigem divulgações precisas sobre coleção de dados, disse a Federal Trade Commission (FTC) nesta segunda-feira (10).

A FTC fez um levantamento de centenas de aplicativos para dispositivos móveis voltados para crianças e descobriu que muitos não fornecem informações aos pais sobre quais dados são coletados.

Muitos também compartilham informações como o número de identificação do aparelho, a localização e o telefone sem informar os pais, disse a FTC.

A FTC supervisiona o Children's Online Privacy Protection Act, que exige que companhias tomem medidas para divulgar políticas de privacidade a pais ao distribuir aplicativos voltados para crianças.

TI INSIDE : Após ataque hacker, Gmail apresenta instabilidade





O Gmail, serviço de e-mail do Google, apresentou instabilidade ao longo desta segunda-feira, 10, embora o Dashboard, ferrramenta da empresa que registra falhas em seus produtos, somente tenha confirmado a existência de intermitências cerca de meia hora após o ocorrido. A primeira instabilidade ocorreu por volta das 15 horas (horário de Brasília).
Com cerca de 430 milhões de usuários em todo o mundo, o serviço recebeu diversas queixas em redes sociais como Twitter e Facebook e, pouco tempo depois, o grupo hacker Anonymous reivindicou a autoria de um ataque feito aos servidores da companhia.
Ao tentar acessar a página inicial da conta, a tela exibia uma mensagem de erro 502, que comunicava a existência de um “erro temporário no servidor”. Conforme anunciado na sexta-feira, 7, o Gmail passou a ser cobrado das empresas a partir deste mês, juntamente com outros softwares baseados na nuvem, que compõem o pacote Google Apps. O uso gratuito das ferramentas será possível apenas aos usuários finais.

Por meio de seu perfil oficial do Twitter, o Anonymous, conhecido na internet por atacar sites de órgãos governa mentais e grandes empresas, assumiu a autoria. “O Google evitou o pagamento de US$ 2 milhões em impostos ao transferir US$ 9,8 bilhões de sua receita para uma empresa nas Bermudas”, argumentam os hackers, por meio de mensagem publicada no microblog.
Aparentemente, segundo relatos de internautas, o e-mail continuou por todo o tempo a operar normalmente em dispositivos móveis com Android e iOS, sistemas operacionais do Google e da Apple, respectivamente. O Google Drive, serviço de armazenamento e sincronização de arquivos, também foi interrompido por volta das 15h40, mas voltou ao normal em seguida de acordo com o Dashboard.








TI INSIDE: Android, o preferido de usuários... e malwares



Tacada certeira do Google, o sistema operacional para dispositivos móveis Android registra crescimento espantoso. Pesquisa da IDC divulgada no fim de outubro mostra que o crescimento acumulado no último ano é de 91,5%, sendo que apenas no último trimestre passou a corresponder a 75% dos dispositivos vendidos no mundo, contra 68% no segundo trimestre.

Plataforma versátil, aberta, poderosa, prática para desenvolvedores, o Android facilitou aos fabricantes de hardware a criação de tablets e smartphones. Interface fácil e intuitiva conquistou uma legião de usuários: muitos que diziam buscar a praticidade do iOS, porém com mais liberdade, encontraram a resposta no Android.

O resultado foi uma explosão no número de aplicativos desenvolvidos para Android. Em 2011, o Android Market — renomeado para Google Play — comemorou 10 bilhões de downloads de aplicativos. Isso sem contar as lojas Android alternativas. Segundo a IDC, o mercado mundial neste ano deve terminar com o Android dominando mais de 60% do mercado, com possibilidade de queda ligeira nos próximos anos por influência do Windows Phone. E no que isso resultou? Aumento do número de usuários, aumento do número de ataques.

No fim de 2010 e início de 2011, os primeiros ataques Zeus-in-the-Mobile (ZitMo) foram detectados. Em meados de 2011, chegou o SpyEye. Ambos com foco especial em desviar senhas enviadas via SMS para o aparelho do fraudador. Dia 12 de Outubro, feriado nacional no Brasil. Enquanto o povo brasileiro curte seu merecido descanso, o iC3, Internet Crime Complaint Center, uma unidade do FBI, publica no seu site um alerta sobre novos malwares que tem como alvo dispositivos móveis com sistema Android. Em particular, destacam-se o Loofzon, que captura informações do aparelho, e o FinFisher, um spyware que, uma vez instalado, permite controle remoto do smartphone do usuário.

Um mês antes, em setembro, após pesquisa ter demonstrado um crescimento de 185% no número de malwares para dispositivos móveis no último ano, o U.S. Government Accountability Office lançou um relatório com recomendações para controle e proteção de dispositivos móveis.

Em 2012, surgiram FakeTokens nas próprias stores. Com aparência de aplicativos publicados como se fossem tokens de senhas dinâmicas de alguns bancos, na verdade geravam senhas aleatórias, enquanto roubavam informações dos usuários. Ainda neste ano, spywares que implementam acesso remoto ao smartphone, chamados RAT (Remote Access Tool) começaram a surgir. E, sem dúvida, a maior parte destes malwares é direcionada ao Android, além de, muitas vezes, serem distribuídos através da própria Google Play!

Veja o porquê fazendo um teste em duas etapas. Primeiramente, desenvolva um aplicativo para iOS, BlackBerry e Android. Agora, submeta-o, no mesmo dia, às três stores, e você verá a diferença. A Apple e a RIM fazem análise detalhada do aplicativo, aplicam testes e às vezes são até rigorosas demais; a aprovação leva em média 15 a 30 dias. No Google Play, já no dia seguinte seu aplicativo estará disponível para download!

E por que a Google não faz este controle rigoroso, como a Apple e a RIM? O motivo parece simples. O interesse da Google é disseminar o Android e seus aplicativos. Criar cultura, comunidade. E como em qualquer comunidade, existem os bons e maus elementos. E a Google não demonstra ter interesse em controlar os usuários, até pelo volume de aplicativos submetidos, e o custo que isso geraria. Isso está explícito na cláusula 9.2 do Termo de Serviços do Google Play, aonde é dito: “(...) QUALQUER PRODUTO TRANSFERIDO POR DOWNLOAD (...) FICA A CRITÉRIO E RISCO DO USUÁRIO, QUE É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR QUALQUER DANO AO SEU COMPUTADOR, APARELHO CELULAR OU OUTRO APARELHO, OU PELA PERDA DE DADOS QUE RESULTAR DE TAL USO.”

Ou seja, o risco é do usuário. O texto acena claramente com outra certeza: a de que não deve haver tão cedo um controle rígido de aplicativos desenvolvidos para Android.

Em decorrência, a tendência é de crescimento do número de malwares especificamente para esta plataforma; exigindo que orientemos cada vez mais os usuários sobre os cuidados a serem tomados, e para que olhem o smartphone Android como um pequeno PC, vulnerável, que navega em uma selva cheia de malwares. 

COMPUTERWORLD: Uso de eletrônico em pouso e decolagem de voos pode ser liberado nos EUA




Comissão Federal de Comunicações enviou carta à Administração de Aviação Federal pedindo mudanças nas regras

Passageiros de aviões não são os únicos afetados pelas restrições sobre o uso de dispositivos eletrônicos portáteis durante a decolagem e a aterrissagem.

Julius Genachowski, presidente da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, escreveu uma carta pedindo à Administração de Aviação Federal (órgão que controla o setor no país) para alterar suas regras. A FAA (sigla em inglês) está revendo sua política de longa data contra o uso de eletrônicos durante a decolagem e a aterrissagem, e Genachowski disse apoiar esse processo.

"Esta revisão vem em um momento de inovação tremenda, já que os dispositivos móveis estão cada vez mais entrelaçados com nossas vidas diárias", escreveu Genachowski, segundo o The New York Times."Eles capacitam as pessoas a ficarem informadas e se conectar com amigos e família, e permitem que grandes e pequenas empresas sejam mais produtivas e eficientes, ajudando a impulsionar o crescimento econômico e aumentar a competitividade nos EUA".

A FAA anteriormente já havia estudado a possível interferência eletromagnética causada por eletrônicos portáteis em 2006. Embora o estudo não tenha encontrado nenhuma evidência de perigo durante a decolagem e pouso, a agência errou sobre a cautela, dizendo que também não conseguiu encontrar provas suficientes para mudar sua política. (É importante notar, porém, que os pilotos da American Airlines estão autorizados a usar iPads em vez de manuais impressos de voo.)

Segundo as regras atuais, as companhias aéreas podem permitir que determinados dispositivos eletrônicos sejam utilizados em todos os momentos, mas apenas se puderem provar que não há perigo. Para isso, devem enviar cada dispositivo para o ar sem passageiros a bordo. É um processo caro, mesmo para um só aparelho, ainda mais levando em conta as centenas de tablets, laptops e e-readers que chegam ao mercado a cada ano.

Em agosto, a FAA anunciou que está revendo suas políticas para todos os eletrônicos portáteis, exceto celulares. O plano é formar um grupo de trabalho com partes do governo e da indústria, e, finalmente, definir novas regras sobre o uso de aparelhos aprovados durante todas as fases do voo.

Isso soa como uma grande notícia para os viajantes, mas este é o governo, então não espere uma mudança rápida na política. A FAA não forneceu quaisquer atualizações sobre seus planos nos últimos três meses, apesar das expectativas de que estabeleceria formalmente um grupo de trabalho no meio desse ano. Uma vez que o grupo é formado, ele ainda leva seis meses para passar por cima das regras, e provavelmente ainda mais tempo para implementar as alterações.

INFO: Votação do Facebook termina sem quórum


 

São Paulo - Terminou ontem, às 18h de Brasília, a votação para definir as futuras políticas do Facebook em relação ao compartilhamento de dados dos usuários e políticas de privacidade. 

No total, pouco mais de 660 mil pessoas (cerca de 0,66% do total de usuários) participaram da pesquisa iniciada no último dia 3. Destes, 88% se manifestaram contra as mudanças propostas pela empresa.

Porém, para ser validada, era preciso que 30% dos usuários, ou seja, cerca de 300 milhões de pessoas, tivessem participado. 

Com o resultado, o Facebook fica livre para alterar as políticas de privacidade do serviço sem consultar os usuários. Entre as medidas iniciais que a empresa deve adotar estão o cruzamento de dados das contas no Facebook e no Instagram de um mesmo usuário e o fim do sistema de votos.

As mudanças foram propostas pelas duas divisões jurídicas globais da empresa, estabelecidas nos Estados Unidos e na Irlanda. Elas também visam legitimar o repasse de informações de usuários para empresas terceiras.

“Essa provisão é padrão no setor e promove o uso eficiente e efetivo dos serviços fornecidos pelo Facebook e suas afiliadas”, diz o comunicado da empresa em relação ao compartilhamento de dados dos usuários com outras empresas.

Como funcionava a “democracia” do Facebook?

Até então, mudanças no serviço (como novas regras de privacidade, por exemplo) costumam ser avaliadas pelos usuários por meio de votação.

De acordo com o antigo modelo, as mudanças ficam abertas para discussão por sete dias. Caso a conversa recebesse mais de 7 000 comentários, o Facebook abria uma votação para consultar os clientes sobre a novidade.

Para que uma votação tivesse valor, era preciso que, pelo menos, 30% dos usuários participem da consulta – isso nunca aconteceu.

Consulta realizada em junho passado sobre os direitos e deveres dos usuários do serviço atraiu 342 mil usuários - apenas 0,038% da população da rede social naquele momento. O Facebook, por sua vez, divulgava de forma tímida as votações.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

IDGNow!:Hoje é o Dia D para o futuro da Internet:



Ironia das ironias, o mundo comemora nesse 10 de dezembro o Dia Internacional dos Direitos Humanos sob o tema “ampliação do direito de participar na vida pública”. Pessoas de todo o mundo serão convidadas a reafirmar o direito de expressar a sua opinião e tomar parte no discurso público e processos decisórios.

Pois justamente hoje, em Dubai, na Conferência Mundial de Telecomunicações (WCIT) promovida pela UIT (União Internacional de Telecomunicações),delegados de centenas de países começam a decidir sobre pontos cruciais para a manutenção da internet livre. Livre das amarras políticas e econômicas que podem colocar em risco algumas liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade de informação.

Em algumas partes do mundo, como o Brasil, os governos, em suas diferentes esferas, começaram a prestar atenção a formas de promover o reforço da participação dos cidadãos nos assuntos públicos, através do uso de novas ferramentas de participação online e práticas como eVoting, iniciativas governamentais de dados abertos, e serviços de administração online (e-gov). É importante que os governos façam uso das oportunidades oferecidas pela Internet e as TICs para incentivar os cidadãos a participarem do debate político, oferecerem suas ideias e, eventualmente, contribuírem para políticas mais legítimas e sustentáveis. Transparência das ações e decisões governamentais é fundamental para garantir a devida responsabilização perante os cidadãos.

Já em outras partes do mundo, como na Síria, os governos vêm o debate político na internet como uma ameça e gostariam de ampliar seus poderes sobre a regulação do uso da rede. Não basta já terem o poder de retirá-la do ar a qualquer momento, sem aviso prévio. Rússia, Estados Árabes, China e outros países membros (aí incluídos alguns africanos) desejam regular a internet em seu território, inclusive as atividades de serviço de acesso, em nome da segurança nacional. E não há dúvidas de que os mesmos governos que pretendem manter um controle rígido sobre a internet dentro de suas próprias fronteiras gostaria de ver a mesma filosofia implantada no nível internacional.

As discussões nesse sentido começaram a esquentar em Dubai na última sexta-feira. Mas profundas divergências entre os Estados-Membros tornaram praticamente impossível uma solução de compromisso na reunião plenária. Questões relacionadas com a ITR (Regulamentação Internacional de Telecomunicações), incluindo referências explícitas à Internet, como a possibilidade de passar a ser tratada como um serviço de telecomunicação sobre o julgo da UIT, também continuam pendentes por falta de consenso. Grupos de trabalho e reuniões ad hoc foram realizados ao longo de todo fim de semana para discutir temas relacionados ao roteamento, segurança cibernética, taxas para tráfego (como a Taxa Google), acordos de interconexão, etc.

Um breve resumo do que se discutiu no fim de semana, segundo a Internet Society (ISOC):

1 – Segurança: divergências de opiniões sobre se segurança, robustez. Resiliência é tema apropriado para a ITR?

2 – Roteamento: inclusão no texto do direito de que os países saibam como o seu tráfego está sendo encaminhado.

3 – Taxas: a questão básica é se a ITR deve regular os acordos comerciais entre carries, dentro e fora dos países, incluindo preços. Parte do pressuposto de que as taxas serão instituídas, já que alguns sejam erguer barreiras protecionistas que obriguem as empresas grandes do Internet como o Facebook e o Google a pagarem pelo acesso aos seus mercados nacionais. Os países em questão pretende utilizar as taxas resultantes para construir sua infraestrutura própria internet. O brasil estaria entre eles, segundo informações da imprensa internacional presente em Dubai.

4 – SPAM: a questão maior é como conciliar as preocupações dos países em que o SPAM é uma questão de defesa do consumidor e as preocupações dos países em que as questões de conteúdo não são devidamente enfrentadas na ITR.

Hoje o os grupos ad hoc vão relatar suas propostas para os Grupos de Trabalho, encarregados de levarem suas propostas ao plenário, que se reunirá à noite, durante 3 horas. Os comissários esperam que a maior parte das decisões possam ser tomadas hoje e na reunião plenária de terça-feira à noite, em vez de retornar para as comissões. O destino da “internet aberta” está em jogo.

A UIT tem sido acusada de tomar decisões a portas fechadas. As recomendações sobre “deep packet inspection” (inspenção dos pacotes), primordial para questões como o controle de tráfego entre países, a determinação das taxas (internacionais ou não) e a possibilidade de censura de conteúdo, e que fere o atual princípio de neutralidade da internet, não estão sendo publicadas ou transmitidas via webcast. Não é a toa que na opinião do The Wall Street Journal, a internet está prestes a ser “regida por burocratas” – um processo que compara a “entregar um Stradivarius de um gorila”.

O que todos esses esforços de aumento de controle da rede têm em comum é que eles pretendem minar o controle dos EUA das instituições que atualmente definem como a internet funciona e, ao mesmo tempo, instituírem novos modelos de negócio para a exploração do acesso à Internet.

Ativistas de todo mundo alertam para o fato de que o melhor para o futuro dos negócios na Internet é manter o seu sistema de administração tão aberto quanto possível – e, de alguma forma, o tornar ainda mais descentralizado. A recente reforma da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) , que atraiu sua parcela de controvérsia ultimamente, pode ser um começo. Mas entregar um maior controle da internet para os governos seria definitivamente um passo na direção errada.

“A Internet não é uma rede telefónica estatal”, opina Kevin Werbach, professor da Wharton Business School da Universidade da Pensilvânia, em reportagem publicada pelo The Sydney Morning Herald. “Por que é que apenas os governos devem tomar essas decisões?”

É uma boa pergunta para ser respondida nesse 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

TI INSIDE: Nove estados do Nordeste são conectados ao PNBL



A Telebras interligou na última quinta-feira, 6, nove estados, do Nordeste a Brasília, ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), por meio da ativação de 4,6 mil quilômetros da rede de fibra ótica. A implantação visa atender a necessidade de infraestrutura para a Copa das Confederações, no próximo ano, e a Copa do Mundo, em 2014.

A rede de internet de alta velocidade foi dividida em dois trechos e deve beneficiar 20 milhões de moradores de 51 cidades. O primeiro trecho interligará diretamente Brasília, Palmas (TO), Imperatriz (MA), Teresina (PI), Sobral, Fortaleza e a região metropolitana, no Ceará. O segundo backbone sai de Fortaleza e passa por todo o litoral nordestino, totalizando 21 estados atendidos com a rede de banda larga.

Segundo a empresa estatal, mais de 600 municípios podem ser atendidos por meio dos provedores de acesso à internet. A meta é chegar a 1,5 mil municípios até o fim de 2013. Para o presidente da Telebras, Caio Bonilha, o trecho já está preparado para atender o PNBL com velocidade mínima de 2 Mbps, ao mesmo custo atual para 1 Mbps. O preço de R$ 35, já incluído o ICMS, foi determinado pela presidente Dilma Rousseff para meados de 2013. 

UOL: Encontro ''obscuro'' de governos discute políticas de controle da internet; leia crítica



Hamadoun Toure, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, fala à imprensa durante a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, que ocorre até 14 de dezembro em Dubai. 

Um coro de grupos de direitos humanos, diplomatas, empresas e tecnólogos conseguiu algo notável. Eles estão fazendo com que a mídia dê atenção à conferência internacional mais tediosa da qual você nunca ouviu falar: um encontro obscuro de governos chamado Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, ou WCIT (na sigla em inglês).

As empresas e os ativistas estão preocupados com a perspectiva de Estados autoritários usarem os processos opacos da diplomacia para obter maior controle sobre a Internet. Os governos, atualmente reunidos em Dubai, atualizarão um tratado global de telecomunicações sob os auspícios de uma agência da ONU, a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Mas em um mundo onde a maioria dos governos perdeu seu monopólio sobre as comunicações internacionais, estruturas de cima para baixo não são fóruns adequados para tomada de decisões difíceis sobre políticas para internet.

Descentralizada por projeto, a internet é uma rede de redes, grande parte delas construídas e operadas pelo setor privado. À medida que cresce a importância social, econômica e política da internet, também crescem os esforços dos governos para controlá-la. Alguns governos pedem que o tratado de telecomunicações, atualizado pela última vez em 1988, seja expandido para apoiar esses esforços.

Do meu ponto de vista como um defensor da privacidade e da liberdade de expressão, a mais problemática das propostas que serão apresentadas em Dubai envolve temas como cibersegurança, cibercrime e identificação online. Expandir o tratado para tratar desses assuntos significaria colocar a internet na alçada da UIT. Algumas propostas implicam em tirar a autoridade dos vários foros onde atualmente se dá a governança da internet – uma constelação de entidades de padrões técnicos e outras organizações que incluem muito mais do que apenas governos em seus processos de tomada de decisão. Diferente dos governos, que tendem a priorizar seus próprios interesses políticos quando criam políticas, os grupos envolvidos compartilham um compromisso geral de manter a eficiência técnica da internet. Eles também usam processos transparentes que são abertos a escrutínio.

Muitos governos, empresas e grupos da sociedade civil, particularmente dos países em desenvolvimento, sentem que estão insuficientemente representados no ecossistema de governança da internet. A internet foi desenvolvida nos Estados Unidos e as instituições de governança existentes, como a Corporação da internet para Atribuição de Nomes e Números e a Força Tarefa de Engenharia da Internet, frequentemente incluem uma maior participação de empresas, governos e indivíduos do mundo desenvolvido. Essas instituições devem se esforçar mais para atrair representantes de toda a comunidade global. Indivíduos e governos devem se juntar a elas e trabalhar para melhorá-las.

Enquanto defensores de uma internet livre e aberta se reúnem em Dubai para pressionar contra as propostas mais alarmantes, eles também devem trabalhar juntos para encontrar soluções e buscar reformas que assegurem uma abordagem genuinamente inclusiva para governança da internet.

A conferência é apenas um de vários foros onde as políticas para internet serão contestadas. Em outros encontros internacionais, os governos continuarão pressionando por uma agenda de maior controle da internet. Nós já vimos isso no Código Internacional de Conduta para Segurança da Informação proposto na Assembleia Geral da ONU pela Rússia, China, Uzbequistão e Tadjiquistão.

É um testamento do poder dos ativistas, empresas e peritos técnicos que as implicações de direitos humanos das regulações internacionais de telecomunicações estejam recebendo atenção dos autores de políticas. Mas em uma era em que muitas empresas multinacionais de tecnologia apresentam pegadas globais que rivalizam serviços diplomáticos, e onde uma campanha de ONG pode mobilizar tantos eleitores quanto um político nacional, a participação desses grupos não deve ser uma exceção às práticas diplomáticas internacionais.

A recente resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmando que os mesmos direitos que as pessoas desfrutam offline também se aplicam online foi, em parte, produto de um extenso trabalho de defesa por vozes do norte e do sul do planeta. Esse foi um passo importante que mostra o potencial positivo para cooperação internacional em direitos humanos e internet.

Como reconhece um crescente número de governos, nós devemos buscar dar força a um conjunto inclusivo de interessados de fora do governo para participar nos debates das políticas que envolvam a internet. A crescente importância da Internet para o desenvolvimento, comércio e direitos humanos exige nada menos que isso.

É importante que os delegados em Dubai optem por abrir partes da conferência ao público. Isso poderia ser o primeiro passo para uma mudança duradoura. Ativistas e inovadores encontraram um ponto em comum na importância dos padrões de direitos humanos, colaboração das partes interessadas e transparência como sendo padrões mínimos para futuras negociações de tratados. Eles devem fazer com que suas vozes sejam contadas, começando, mas não terminando, em Dubai.