quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Folha de S.Paulo: Nova leva de apps sociais baseia-se em anonimato; conheça cinco deles


NICK BILTON

Os eletrônicos conectados de hoje em dia deveriam vir com um aviso: "Qualquer coisa que você disser ou fizer on-line, da atualização de status ao 'selfie', pode e será usado como evidência contra você na internet."
Durante os últimos anos, tornou-se mais claro que tudo o que fazemos on-line está, de alguma maneira, sendo monitorado e amarrado à nossa identidade off-line. Cada atualização, favorito, "curtir" ou comentário que fazemos vive para sempre.

É bastante difícil escapar disso –basta perguntar a Anthony Weiner .

Mas uma leva de novos aplicativos –incluindo Wut , Secret , Confide , Popcorn eTelegram querem dar esperança aos Anthony Weiners do mundo, e a todos nós: são desenvolvidos para permitir que usuários falem secretamente ora com conhecidos ora com completos estranhos.

O Confide e o Telegram, por exemplo, permitem que você envie mensagens que se autodestroem depois da visualização.

Com o Confide, o texto é bloqueado e só pode ser visto quando você desliza o dedo sobre a tela. Receber mensagens faz você se sentir algo como um personagem do James Bond.

O Telegram oferece salas de bate-papo nas quais você pode ajustar um "timer", e todo o texto desaparece após um período determinado –usualmente entre um e cinco minutos.

Muitas dessas start-ups focadas em mensagens são claras variações do Snapchat, aplicativo que permite que você envie imagens que somem depois de um tempo. Ele explodiu em popularidade no ano passado.

Mas há alguns que vão além de apenas enviar mensagens, criados para serem sociais.

A ideia de uma "rede social anônima" pode soar ridícula, mas é como essa nova categoria de aplicativos sociais funciona.

O Secret, que recentemente teve seus 15 minutos de fama na internet, permite que você fofoque anonimamente sobre o que quiser. Não fica claro se os "segredos" que estão sendo compartilhados são fatos ou ficção, e de onde partiram.

Mas atente: abra o app e você se verá em um mar de negatividade, com alegados cidadãos do Vale do Silício reclamando sobre investidores de risco, fundadores de companhias e seus "amigos".

No Secret, o negativo parece ser predominante, ao menos parcialmente por não haver consequências decorrentes do que diz.

Por e-mail, David Byttow e Chrys Bader, cofundadores do Secret, disseram que o aplicativo não foi pensado para estar cheio de rancores, mas sim para aumentar a autenticidade e a empatia entre as pessoas on-line.

"Vimos tantos exemplos incríveis de apoio, tanto em nosso círculo de amizades quanto fora dele", disseram os dois. "Apesar disso, dada a natureza do produto, cada usuário tem seu próprio ponto de vista. E alguns deles não vão externar publicamente o melhor lado do Secret."

Eles adicionaram: "Continuaremos com o esforço positivo no Secret por meio do nosso produto e nas nossas decisões de políticas a cada passo nesse caminho."

O novo aplicativo social chamado Wut é um tanto quanto o Facebook, com as atualizações de seus amigos e nada mais. Simples e direto. Quando você envia uma mensagem, apenas seus amigos a veem, ainda que eles não terão ideia de que a nota veio de você (a menos que diga o autor).

Enquanto pode soar totalmente bizarro, também é surpreendentemente divertido. Por saber que só há amigos na rede, também é surpreendentemente pessoal. O Wut parece ter sido feito para fazer as pessoas se sentirem bem, não mal.

Paul McKellar, execuvito chefe no Wut, diz que o aplicativo começou como um experimento que ele construiu durante uma hora, para seus amigos, e que rapidamente ficou claro que era altamente viciante. Ele se juntou a Beamer Wilkins, um designer e desenvolvedor de apps, e os dois lançaram a atual versão do Wut no mês passado.

McKellar diz que o Wut é pensado para ser "uma rede social muito leve e muito casual." Ele diz que "não há dúvida ou medo quanto ao que você está postando; não há ansiedade."

"Posso postar coisas no Wut que não quero que durem para sempre", disse. "E essa mensagem não é atribuída e é casualmente anônima." Enquanto as mensagens de fato vivem na rede durante um curto período, McKellar disse que elas são apagadas do servidor tão rápido quanto possível.

Ainda, os alertas do Wut são silenciosos, então seu telefone não vibra ou apita quando alguém envia um texto na rede.

O Popcorn Messaging, por sua vez, permite que você converse privadamente com qualquer um em um raio de cerca de 2 km do seu telefone. O aplicativo espera permitir que as pessoas se falem anonimamente em eventos locais, incluindo jogos esportivos, ou apenas permitir se encontrar para dar uma volta na área.

Todos esses aplicativos baseados em efemeridade poderiam fazer-se desaparecer em algum ponto –virais que podem trilhar o caminho do Chatroulette. Ou poderíamos estar chegando em um ponto em que as pessoas querem lugares virtuais para compartilhar privadamente e de maneira "semi-anônima", e um desses apps deve chegar ao topo.

Pode-se dizer que, em algumas circunstâncias, esses aplicativos serão usados para coisas que podem cruzar uma linha moral –como trair alguém próximo ou agendar encontros secretos e nefastos–, mas eles também têm a promessa de serem usados por pessoas que querem ter um pouco de diversão on-line, mas que não querem que sua atualização seja usada contra si no futuro. 

INFO:Banco é multado em R$ 67,5 milhões por espionar funcionários


Getty Images

O juiz Felipe Calvet, da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, condenou o banco HSBC a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 67,5 milhões por ter espionado funcionários entre os anos 1999 e 2003.

A sentença, proferida na última sexta-feira, 7, decorre de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) em agosto de 2012. Entre os anos de 1999 e 2003, um total de 152 empregados do banco teriam sido espionados.

Segundo o MPT, a sentença também proíbe o HSBC de realizar investigações ou qualquer outro ato que viole o lar, a intimidade ou a vida privada de seus empregados, sob pena de pagamento de multa de R$ 1 milhão por investigação. Os trabalhadores investigados ainda podem entrar na Justiça para obter indenizações individuais.

Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o banco disse, em comunicado, que a decisão da Vara do Trabalho de Curitiba é “em primeira instância sujeita a recursos, razão pela qual não comentará o caso”.

Segundo a ação, que foi motivada por uma denúncia de entidades sindicais do Paraná, o HSBC - banco inglês que tem sede em Curitiba - teria contratado uma empresa especializada em investigações privadas para monitorar os funcionários.

O motivo para a medida seria o fato de, na avaliação da instituição, a quantidade de pedidos de licença médica ser excessiva na época.

O objetivo da instituição ao contratar detetives particulares, segundo o Ministério Público do Trabalho, era identificar se algum dos 152 licenciados nos quatro anos de investigação estaria praticando algum tipo de fraude, usando o período de licença médica na instituição para desenvolver alguma outra atividade profissional remunerada.

A empresa contratada para o serviço supostamente seguia os trabalhadores pela cidade e informava ao banco seu comportamento. Os investigadores abordavam os funcionários na rua se passando por entregadores ou pesquisadores.

Segundo a ação, os investigados também teriam revirado os lixos das residências dos funcionários licenciados. Houve casos em que os investigadores chegaram a entrar na casa dos licenciados, inclusive filmando e fotografando cômodos.

Os dossiês montados pelo banco indicavam horários de saída de casa, local de destino, meio de transporte, hábitos de consumo e informações sobre cônjuges e filhos.

As informações coletadas incluíam também antecedentes criminais, ajuizamento de ações trabalhistas pelos funcionários licenciados, participação em sociedades empresariais e até listas de bens, como carros.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Folha de S.Paulo: Libanesa cria app 'estou vivo' que alerta familiares após atentados


Após uma onda de atentados a bomba em Beirute e outras regiões do país, a libanesa Sandra Hasan, 26 anos, criou um aplicativo para celular que permite aos usuários informarem familiares e amigos que estão vivos.

A rotina para libaneses e estrangeiros que moram no Líbano é sempre a mesma após a notícia de um atentado com bomba: pessoas correm para contatar seus parentes e amigos, muitas vezes levando a um congestionamento das linhas telefônicas e nervosismo entre as pessoas que tentam obter notícias de seus entes queridos.

Um recente atentado a bomba que atingiu o bairro de Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute controlado pelo grupo militante xiita Hezbollah, fez Hasan, que mora na França, decidir que era hora de aparecer um aplicativo que facilitasse a vida das pessoas dentro da realidade do país.

O programa permite aos usuários clicar em um botão para que uma mensagem seja enviada instantaneamente ao Twitter com a frase "I am still alive!" (Eu ainda estou vivo, em inglês) junto com as hashtags #lebanon e #latestbombing (#libano e #ultimabomba).

Hasan explicou que é formada em ciências da computação e já trabalhou como programadora. Atualmente, mora em Paris porque cursa um mestrado em saúde pública na capital francesa.

"Sempre acompanho as notícias do Líbano de longe, e morando no exterior eu constantemente me sentia frustrada e com uma sensação de impotência sempre que me preocupava com as pessoas que eu amo."

Segundo ela, a ideia original era criar um aplicativo que fizesse piada dos acontecimentos no Líbano. "Era uma maneira sarcástica de expressar minha frustração com a situação e meu descontentamento com o que ocorre em meu país. Após eu saber de mais um novo atentado em Beirute, me enchi de revolta e no dia seguinte criei o aplicativo".

"Claro que para o aplicativo ser realmente eficiente, o usuário precisa ter uma conta no Twitter e seus amigos e familiares precisam saber como ver as postagens. Isso pode ser difícil para as pessoas mais idosas, por exemplo", salientou ela, que já considera avançar no desenvolvimento do projeto, agregando Facebook e outras redes sociais.

POLÊMICA

Nos últimos meses, o Líbano vem sofrendo com atentados a bomba, especialmente em áreas controladas pelo Hezbollah, como no Vale do Bekaa e bairros xiitas na capital. Mas atentados a bomba também alvejaram cidades de população majoritariamente sunita.

A onda de ataques é atribuída às divisões entre os libaneses que apoiam os rebeldes sírios e os aliados ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, que é xiita. Somente no mês de janeiro, houve quatro atentados a bomba em bairros ou cidades xiitas.

De acordo com Hasan, desde que o programa foi disponibilizado para que usuários o baixem no Google Play, uma onda de mensagens chegou até ela pedindo que o aplicativo evoluísse ainda mais.

Embora não haja estatísticas oficiais do número de downloads do aplicativo no Google Play, a página de recados no Twitter já mostra um grande número de usuários. Ela também explicou que esse é o terceiro aplicativo que desenvolveu."Mas sempre fiz por diversão ao invés de por dinheiro".

Mas como tudo no Líbano, a ideia de Hasan também gerou polêmica e algumas críticas; alguns a acusam de usar a violência em seu país para ganhos pessoais e fazer dinheiro, outros dizem que o programa não seria prático ou útil.

"Na verdade, foi uma surpresa toda a atenção que o aplicativo gerou. Concordo com a frustração de alguns sobre termos que chegar a um ponto de criar um aplicativo destes no Líbano. Mas espero que seja usado de forma séria, não apenas em zonas de conflito, mas em casos de desastres naturais e tempos de crises".

Segundo ela, há apelos de pessoas para que o aplicativo seja disponibilizado internacionalmente, não apenas para uso no Líbano, com a remoção da hashtag #lebanon.

Este não é o primeiro aplicativo para celular a ser criado visando a situação de segurança no Líbano. Um programa chamado WayToSafety (Caminho seguro, em inglês) é outro aplicativo desenvolvido no país que permite aos usuários evitarem zonas onde ocorrem tiroteios entre facções rivais.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

INFO: No Dia Mundial da Internet Segura, métodos de proteção de contas ainda são pouco conhecidos na América Latina




Os internautas da América Latina ainda pode sofrer muito com perdas de contas de e-mails e de redes sociais, segundo um levantamento feito pela empresa de segurança ESET. De acordo com ele, 64% dos latinos – brasileiros inclusos – desconhecem a autenticação em dois passos, por exemplo, uma forma boa e relativamente simples de proteger contas de Twitter, Gmail e outros serviços.

A pesquisa foi feita e divulgada em homenagem ao Dia Mundial da Internet Segura (Safer Internet Day, ou SID, em inglês), comemorado neste dia 11 de fevereiro. Ela ainda revela um problema sério relacionado à perda de dados por falta de cópias de segurança: 88% dos internautas da região já perderam informações pessoais por não possuírem um backup delas na nuvem ou em outros discos.

No caso dos donos de dispositivos móveis, 74% deles não copiaram as informações guardadas nos aparelhos em lugar algum. É algo que preocupa ainda mais se levarmos em conta que 63% dos entrevistados já perderam ou tiveram roubados seus smartphones e tablets, e que 58% deles ainda armazenam senhas nos dispositivos móveis. Juntas, todas essas porcentagens mostram que os internautas na região ainda correm grandes riscos na web.

Dia Mundial da Internet Segura – O dia 11 de fevereiro é marcado pela celebração do décimo-primeiro Dia Mundial da Internet Segura. Promovido dessa vez em 106 países e com o tema “Vamos criar uma internet melhor juntos”, a data terá eventos realizados por todo o mundo buscando conscientizar os internautas dos riscos presentes na web.

No Brasil, a data recebe apoio do Governo Federal e de órgãos e empresas nacionais. Palestras e oficinas estão sendo organizadas por todo o país, em escolas, bibliotecas e universidades, por exemplo – todas seguindo a temática da data e oferecendo dicas para um comportamento mais seguro e responsável na internet. A relação completa você encontra no site oficial.

O que é o Safer Internet Day? – A iniciativa surgiu em 2004 e ficou, inicialmente, limitada a doze países europeus. Parte do Programa de Internet Segura da Comissão Europeia, ela é hoje “espalhada” pela Insafe, uma rede de centros de conscientização espalhada por todo o velho continente. A data é comemorada todos os anos no segundo dia da segunda semana de fevereiro, e já envolveu temas que vão de cyberbullying a rede sociais. Em 2013, o foco foi em “direitos online e responsabilidades”, como lembra o site oficial.

Em 2009, além dos centros da Insafe, foram criados também comitês para o Dia da Internet Segura, de forma a “fortalecer os laços com países fora da rede e investir em uma promoção harmonizada da campanha pelo mundo”. Segundo a página do SID, já há 70 desses comitês pelo mundo, “trabalhando próximos ao time de coordenação do Insafe”, que tem sede em Bruxelas, capital da Bélgica.

G1 - Associação lança app para receber denúncias de software pirata


Aplicativo 'Denuncie Pirataria' opera em Android, iOS e Windows Phone.
Se pirataria cair 10 pontos, 13 mil empregos são criados, diz estudos.

A Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) e a BSA (Aliança do Software) lançou nesta segunda-feira (10) um aplicativo para receber denúncias de programas de computador que estejam sendo pirateados.

Disponível para os sistemas Android, iOS e Windows Phone, o app “Denuncie Pirataria” faz parte da campanha das entidades para diminuir os níveis de pirataria no Brasil. O site da iniciativa, primeiro passo desse esforço, registrou 31 mil denúncias somente em 2013.
A situação no país não é boa. Segundo levantamento das entidades, a cada dez programas adquiridos por meio de compra ou de download no Brasil, pelo menos cinco são obtidos ilegalmente.

Segundo a BSA (Aliança do Software), se a taxa de pirataria caisse dez pontos percentuais (de 53% para 43%), seriam injetados R$ 6,4 bilhões na economia formal.

A entidade vai mais longe: com essa redução, 13 mil novos empregos seriam criados e a receita da indústria aumentaria em mais de R$ 4,8 bilhões.

Fazem parte do programa para reduzir a pirataria as empresas Adobe, Audaces, Autodesk, Dassault, Microsoft, PLM, Progress, PTC, Siemens, Sybase, Symantec e Tekia. As denúncias são avaliadas pelas entidades e encaminhadas a essas empresas.

INFO: Receita Federal lança aplicativo para consultas ao CNPJ


Agência Brasil

A Receita Federal lançou nesta segunda-feira, 10, um aplicativo para consulta de dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que permite o acompanhamento de informações cadastrais sobre as empresas.

O dispositivo permite o acompanhamento de solicitações, como alteração de norma empresarial, de endereço, ou de porte da empresa. É possível ainda visualizar em um mapa a localização de uma empresa a partir de seu CNPJ.

O aplicativo permite também a consulta ao Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e o acesso a informações do Simples Nacional. Também está disponível um teste de conhecimento sobre CNPJ e uma área de avaliação do aplicativo.

Segundo a Receita, a avaliação é importante para que o Fisco conheça os anseios dos cidadãos. Não é possível, entretanto, fazer inscrição no CNPJ por meio do aplicativo.

Segundo o subsecretário de arrecadação e atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso, o dispositivo foi criado com a intenção de simplificar e facilitar o acesso às informações da Receita.

"Um aplicativo deste atinge milhões de usuários e facilita demais os processos", afirmou. Ele argumentou que existem hoje mais de 17 milhões de CNPJ ativos, 1,8 milhão de pedidos de inscrição no CNPJ por ano e 5 milhões de pedidos de alteração anualmente.

Os principais usuários que serão atendidos pelo novo aplicativo serão, segundo o Fisco, empresários, contadores e despachantes.

Para fazer uma consulta, é necessário apenas o número do CNPJ. O aplicativo, chamado "APP CNPJ", está disponível para download em tablets e smartphones com sistemas operacionais Android e IOS.

Olhar Digital: Aplicativo permite fazer denúncias anônimas de softwares piratas



A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) anuncia hoje o lançamento do aplicativo "Denuncie Pirataria" para que os consumidores apontem anonimamente as empresas que fazem uso de programas ilegais.

Disponível para Android, iOS e Windows Phone, a plataforma gratuita é uma extensão dosite com o mesmo propósito que registrou no ano passado 31 mil denúncias envolvendo a comercialização, aquisição ou uso de softwares falsificados.

A ABES considera "alarmante" o índice de pirataria de software no Brasil. A cada 10 programas adquiridos ou baixados pela internet em território nacional, mais de 5 são obtidos ilegalmente, segundo a associação.

Um outro estudo feito pela entidade internacional BSA - Aliança de Software - prevê que se a taxa de pirataria diminuir 10 pontos percentuais (dos atuais 53% para 43%), R$ 6,4 bilhões seriam adicionados à economia local, 13 mil novos empregos seriam criados e aumentaria a receita da indústria local em mais de R$ 4,8 bilhões. 

Hoje, o portal mantido pela ABES conta com 11 fabricantes cadastrados no programa: Adobe, Audaces, Autodesk, Dassault, Microsoft, PLM, Progress, PTC, Siemens, Sybase, Symantec e Tekla. As denúncias são avaliadas e encaminhadas aos fabricantes para verificação de acordo com o seu processo interno. 

“O desrespeito à propriedade intelectual enfraquece o crescimento econômico e o desenvolvimento de empregos e novas tecnologias. Além disso, as empresas que utilizam software ilegal atuam com uma vantagem injusta em relação à concorrência. Esperamos que, com ajuda do aplicativo, o número de denúncias contra a pirataria de software triplique nos próximos meses, devido à mobilidade e à simplicidade do App”, comenta Jorge Sukarie, presidente da ABES.