quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Olhar Digital: Lançado app que mede qualidade das operadoras


Foi lançado um aplicativo para Android que mede a qualidade das operadoras de telefonia e ajuda o usuário a decidir qual delas se encaixa melhor às suas necessidades.

Durante três dias, o Glove monitora o uso do celular para saber em quais lugares a pessoa mais usa o aparelho. Então ele encontra a operadora com o sinal mais forte nessas regiões.

A empresa que criou o app argumenta que três a cada quatro pessoas poderiam usar operadoras melhores, se soubessem qual delas se enquadra melhor às suas rotinas. Então, ao invés de trocar de celular achando que ele tem problemas de recepção ou contratar outra operadora no escuro, o ideal seria analisar a concorrência e escolher conscientemente.

Aqui no Brasil existe um aplicativo que faz exatamente a mesma coisa; chamado CrowdMobi, ele se difere por estar disponível também para iOS (conheça).

O Glove ainda está em fase beta e por enquanto só funciona na área da baía de São Francisco, em Nova York e em Israel. A versão para iOS será lançada até o fim do ano, segundo o The Next Web

IDG Now!: Violações de dados aumentam o interesse por criptografia, diz pesquisa


John E Dunn

46% das empresas e gerentes de tecnologia entrevistados no mundo disseram que a principal razão de investirem em criptografia é porque isso pode diminuir o impacto de violações.

Pela primeira vez, as violações de dados se tornaram a principal razão que levaram empresas a implementar tecnologias de criptografia, de acordo com um estudo global sobre tendências criptográficas realizada pelo Ponemon Institute, à pedido da empresa de segurança Thales e-Security.

A empresa descobriu que 46% das 4800 companhias e gerentes de tecnologia entrevistados no mundo disseram que a principal razão de investirem em criptografia é porque isso pode diminuir o impacto de violações. Isso aumenta o desejo de proteger a reputação de uma marca para 44% e 40% mencionaram a conformidade como fator de motivação.

Talvez seja óbvio que a criptografia torna os dados roubados menos úteis para cibercriminosos, mas o crescimento da importância de proteger os dados em vez de dispositivos mostra como a tecnologia se tornou mais uma medida de precaução e menos uma frente de defesa.

Armazenar dados sem criptografia, especialmente de clientes, é cada vez mais impensável para muitos dos respondentes. Curiosamente, alguns países ficam aquém dessa tendência, com a França em último lugar com 35%. A razão é principalmente a legislação local e os regimes de conformidade.

Outro dado curioso que os resultados da pesquisa sugerem é que, muitas organizações parecem acreditar que notificar uma violação não é necessário simplesmente porque os dados estão criptografados.

Quem é responsável?

O estudo também identificou os problemas usuais com a implantação de criptografia, bem como onde os dados confidenciais residem para que ela possa ser aplicada.

Os números também mostram que o uso de criptografia dobrou desde que o relatório foi compilado pela primeira vez em 2005, e agora está presente em 30% das organizações.

Não surpreendentemente, os serviços financeiros lideram o ranking com 43% deles fazendo o uso da criptografia.

Sem dúvida, o uso de criptografia deve ser muito maior. A maior barreira continua a ser a complexidade do gerenciamento de chaves. Isso também pode ser extremamente caro - ou as empresas acreditam que será.

"O uso de criptografia continua a ser um claro indicador de uma forte postura de segurança, mas não parece haver evidências de que as preocupações com o gerenciamento de chaves estão se tornando uma barreira para a sua adoção mais generalizada", disse Dr. Larry Ponemon, fundador do Ponemon Institute.

"Pela primeira vez neste estudo, fomos a fundo na questão do gerenciamento de chaves e identificamos como um grande desafio operacional", disse Ponemon. "Mas as perguntas são e devem ser feitas sobre os temas mais amplos de questões políticas e escolha de criptografia algoritmos, especialmente à luz das recentes preocupações sobre backdoors, sistemas de criptografia mal implementados e sistemas de gerenciamento de chaves fracos."

Folha de S.Paulo: Twitter do Barcelona é atacado por hackers sírios


POR YGOR SALLES
O que o Barcelona tem a ver com os conflitos no Oriente Médio? Aparentemente nada, mas hoje foi envolvido por obra de hackers.

Um grupo de ativistas digitais sírios chamado SEA (Syrian Eletronic Army, ou Exército Eletrônico da Síria, na sigla em inglês) tomou na noite de hoje a conta do clube espanhol no Twitter.

O ponto da discórdia entre o grupo e o Barcelona é o patrocinador do clube, o governo do Qatar. Os culés estampam em sua camisa da companhia aérea estatal Qatar Airways, e antes foi patrocinada pela Qatar Foundation.

Estes hackers são aliados de Bashar Al-Assad, e o governo do Qatar apoia os rebeldes sírios na querra civil contra o ditador do país.

Assim que tomou a conta, o SEA publicou uma postagem criticando a ligação do Barça com os qatarianos. “Querida gerência do FC Barcelona, não deixe que os qatarianos banquem vocês, isso [o dinheiro] está cheio de sangue e mortes”, disse o grupo em um tuíte com um inglês um tanto quanto macarrônico.


O último ato deles na conta foi mandar um “alô especial” para o Real Madrid, arquirrival do clube catalão:


Deve ter sido isso que irritou de verdade o pessoal do clube, pois retomou a conta e apagou os posts dos hackers logo em seguida.

G1 - Crise na Venezuela desencadeia 'batalha virtual'


Polarização do país se reflete no Twitter, onde simpatizantes contra e pró-governo disputam 'corrida' de hashtags.

Polarização do país se reflete no Twitter (Foto: AP)

Em meio à onda de protestos pró e contra o governo da Venezuela, cresce nas redes sociais uma 'batalha virtual' sobre os rumos da política do país.

O Twitter, em particular, entrou em clima de alta tensão desde que três manifestantes foram mortos, na semana passada, ao fim de um protesto da oposição.

O país já é, em geral, um importante polo de uso de Twitter. E, com poucas notícias sendo transmitidas a respeito do protesto nas principais emissoras de TV e rádio, muitos venezuelanos têm se voltado às redes sociais em busca de informações.

Na noite desta terça-feira, após a prisão do líder oposicionista Leopoldo López, diversas hashtags a favor e contra os protestos estavam entre os principais assuntos do momento no Twitter, como #ResistenciaVzla e #18FLeopoldoTeAcompano.

Algumas das hashtags mais populares entre a oposição estão em inglês (#prayforVenezuela e #sosVenezuela) e, até terça-feira desta semana, haviam sido tuitadas mais de 1,2 milhão de vezes; elas ganharam popularidade não apenas no país, mas também nos Estados Unidos, que abriga uma considerável colônia de expatriados venezuelanos.

Seguidores
A conta de Twitter de López (que se entregou à Guarda Nacional, em uma rendição acordada com o presidente Nicolás Maduro) é a que mais ganha seguidores no momento no país, segundo o site de análise de mídias sociais Socialbakers.

López tem popularizado a hashtag #lasalida (a saída), movimento que pede a renúncia de Maduro - o que levou muitos venezuelanos a acusarem-no de tentar promover um golpe de Estado.

O governo, bem como seus simpatizantes, também estão usando as redes sociais com grande intensidade, explica Billy Vaisberg, que coordena um site de monitoramento do uso do Twitter na Venezuela.

'É como uma batalha virtual', diz ele, entre simpatizantes de governo e oposição tentando fazer com que suas hashtags sejam as mais comentadas.

O ex-presidente Hugo Chávez, que inicialmente foi um crítico do Twitter, depois sucumbiu e se tornou um grande usuário da rede social, estimulando muitos venezuelanos a abrirem uma conta na rede.

Hoje, muitas autoridades venezuelanas passaram a adotar o Twitter - em vez de comunicados à imprensa - para anunciar notícias importantes.

Uma das mais populares hashtags pró-governo é #tropa, usada para convocar aliados para uma variedade de causas simpáticas ao governo.

Na quarta-feira da semana passada, nas horas que se seguiram aos protestos estudantis em Caracas, havia relatos - confirmados pelo Twitter - de que algumas imagens específicas haviam sido bloqueadas na rede social, supostamente a pedido do governo.

Já o governo criticou usuários da rede por circularem imagens 'falsas', depois de usuários terem postado fotos que alegavam terem tirados nas ruas da Venezuela, mas cuja origem foi rastreada a lugares como Egito, Grécia e Espanha.

IDG Now!: "É uma necessidade financeira", diz Mozilla sobre anúncios no Firefox


Gregg Keizer

A ideia não é "arriscar" a privacidade do usuário, mas sim "diversificar" a fonte de dinheiro para manter a Fundação.

Na semana passada, a presidente da Mozilla Foundation, organização sem fins lucrativos que financia o desenvolvimento do Firefox, defendeu a decisão de prosseguir com os anúncios incorporados ao browser, justificando a novidade como sendo algo importante para gerar receita.

"Para abordar explicitamente a questão de saber se nós nos preocupamos com a geração de receita e sustentar o trabalho da Mozilla, a resposta é sim", disse Mitchell Baker, ex-CEO da Mozilla e atual presidente, escreveu em um blog na quinta-feira. "Na verdade, muitos de nós se sentem responsáveis ​​por exatamente fazer isso."

Mitchell respondeu às questões e preocupações levantadas na semana em que a Fundação anunciou o "Directory Tiles", um recurso ainda em desenvolvimento que permite exibir publicidade nas janelinhas ao abrir uma nova aba no Firefox.

Mas ela argumentou o ponto óbvio de que o dinheiro é necessário para financiar a Fundação, e, portanto, o Firefox e outros projetos do grupo. E ela disse que o dinheiro podia ser levantado sem prejudicar a posição da organização sobre a privacidade do usuário ou prejudicar sua reputação com seus usuários.

"Quando temos ideias sobre como o conteúdo pode ser útil para as pessoas, observamos se há uma possibilidade de receita, e se isso iria irritar as pessoas ou trazer algo potencialmente útil", disse Mitchell. "Anúncios em buscas vieram a ser úteis."

Publicidade e thumbnails

O conceito do Directory Tiles apresentado na semana passada foi direto ao ponto: quando os novos usuários abriam o Firefox, eles veriam pequenas janelas - algumas com anúncios. Para antigos usuários do Firefox, a página, que tem espaço para nove miniaturas, mostra os sites mais frequentemente visitados.

Duas ou três dessas janelas devem ser dedicadas aos anúncios, disse Mitchell, e sob circunstâncias normais, elas desapareceriam dentro de 30 dias, à medida que o novo usuário teria usado o navegador por tempo suficiente para que o Firefox substitua essa publicidade pelas URLs mais visitadas.

Suporte

Outros executivos da Mozilla ajudaram a promover a ideia por trás do Directory Tiles, fornecendo mais detalhes sobre como o programa iria funcionar.

Darren Herman, um ex-executivo de publicidade e venture capitalist contratado pela Mozilla no ano passado para comandar uma nova equipe de conteúdo designada especificamente para encontrar novas fontes de receita, deu a sua contribuição com uma FAQ que delineou os parâmetros do Directory Tiles.

Herman apontou, como fez Mitchell, que os anúncios seriam servidos independente de qualquer monitoramento dos movimentos de um usuário pela Internet. Em vez disso, os anúncios só iriam examinar a localização física do usuário para, por exemplo, fornecer publicidade relevante para essa localidade ou em sua linguagem.

Denelle Dixon-Thayer, vice-presidente de negócios e assuntos legais da Mozilla, também se juntou à causa, usando uma postagem em um blog separado para explicar porque a Fundação está à procura de diferentes fontes de receita.

"Diversificação de receitas não é uma exigência, porque as nossas parcerias de busca são fortes e fornece valor aos nossos usuários, aos nossos parceiros e à Mozilla", disse Denelle. "A diversificação é uma escolha para nós. Mas assim como a diversidade é fundamental para a Web saudável, a diversidade de receitas é fundamental para um projeto saudável."

Financiamento da Fundação

A Mozilla realmente tem pouca diversidade em seu fluxo de receita: 88% em 2012, o último ano para o qual a organização divulgou informações financeiras, resultou de um acordo com o Google que requer o uso da ferramenta de buscas da gigante pela Mozilla como padrão para a maioria dos usuários do Firefox.

O Google pagou para a Fundação cerca de 274 milhões de dólares em 2012, ano em que foi registrado lucro total de 311 milhões de dólares.

O acordo Google-Mozilla teve sua última prorrogação em dezembro de 2011, quando um novo contrato de três anos foi assinado. 

Embora Denelle tenha argumentado que as parcerias de pesquisa da Mozilla "são fortes", a tentativa da Fundação para diversificar a sua receita pode indicar que a organização sem fins lucrativos acredita que há uma chance de que o negócio do Google não seja renovado este ano - ou, se for, os aproximadamente 300 milhões de dólares fornecidos anualmente serão reduzidos.

IDG Now!: Variante do malware bancário Zeus esconde arquivo dentro de fotos


Jeremy Kirk

Técnica é conhecida como esteganografia. Malware tem por objetivo roubar dados financeiros das vítimas.

Uma variante recém-descoberta do famoso malware bancário Zeus se disfarça em um código de configuração crucial de uma foto digital, uma técnica conhecida como esteganografia.

O Zeus é uma das ferramentas mais eficazes para roubar dados detalhados de bancos online, sequestrar logins no momento em que a vítima acessa sua conta e mascarar transferências em segundo plano.

A variante, chamada ZeusVM, baixa o arquivo de configuração que contém os domínios de bancos onde o malware é instruído a intervir durante uma transação, escreveu Jerome Segura, pesquisador de segurança sênior da Malwarebytes.

O especialista descreveu que o comportamento foi observado pela primeira vez por um pesquisador de segurança francês, conhecido como Xylitol

"O malware foi recuperado em uma imagem JPG hospedada no mesmo servidor que outros componentes do malware", escreveu Segura.


A técnica de esteganografia tem sido muito utilizada por escritores de softwares maliciosos. Ao incorporar o código em um formato de arquivo que parece legítimo, há uma chance de o arquivo passar pelo software de segurança.

"Do ponto de vista de um webmaster, imagens (especialmente as que podem ser vistas) parecem inofensivas", escreveu Segura. 

A imagem suspeita parece ser muito maior quando comparada com uma idêntica em bitmap, escreveu. Os dados adicionados pelos cibercriminosos tinha sido codificados usando Base64 e depois os algoritmos de criptografia RC4 e XOR.

Quando descriptografado, o arquivo mostra os bancos-alvo​​, incluindo Deutsche Bank, Wells Fargo e Barclays.

INFO: Google Glass ganha novos usos, do hospital ao aeroporto



Membro da equipe da Virgin Atlantic usa Google Glass

O primeiro vídeo de apresentação do Google Glass mostrava pessoas usando os óculos inteligentes em diversas situações. Desde momentos corriqueiros, como um homem brincando com suas filhas, até outros mais exóticos, como um passeio de balão.

A primeira versão, disponível apenas para desenvolvedores, foi lançada pelo Google há um ano, em fevereiro de 2013. Poucas unidades foram vendidas a uma quantidade limitada de usuários depois disso. Estima-se que o Glass seja vendido de maneira ampla ainda este ano. De qualquer maneira, já é possível ver um pouco do futuro. Experimentos ao redor do mundo mostram como será possível utilizar os óculos para além de gravar um vídeo na rua ou mandar uma mensagem pelo aparelho.

“Eu acredito que o Glass pode mudar o que nós fazemos e como fazemos”, afirmou o doutor Paul Szotek, da Universidade de Saúde de Indiana, no site da universidade. Ele foi um dos dois médicos a utilizar o Google Glass em uma operação médica feita por lá. A operação era delicada. Os médicos retiraram um tumor e reconstruíram o abdômen de um paciente.

Durante quatro horas, os médicos usaram os óculos inteligentes para visualizar resultados de ressonâncias magnéticas e raios X. As ordens foram dadas aos óculos usando a voz e as imagens eram mostradas nas telinhas sem que eles precisassem olhar para outro lugar. “Esse tipo de tecnologia poderia realmente um impacto importante em como praticamos medicina”, afirmou o Dr. Szotek em depoimento no site de sua universidade.

Os impactos, obviamente não serão apenas no campo da saúde.

No início deste mês, o site VentureBeat noticiou sobre os exemplares do Google Glass que a Polícia de Nova York havia recebido. Um oficial disse ao site que, por enquanto, o órgão está fazendo testes com os dispositivos. “Estamos vendo se eles têm valor em investigações e principalmente em patrulhas”, afirmou o oficial. Até agora os óculos não foram colocados realmente em uso, mas as possibilidades de uso são várias.

A companhia britânica de aviação Virgin Atlantic, já colocou o Glass para funcionar. No início de fevereiro, a empresa iniciou um teste de seis semanas usando o dispositivo. A equipe que recebe os passageiros e checa os bilhetes usará o Google Glass. Com os óculos, eles devem reconhecer o passageiro, saber seu voo e suas preferências sem que seja necessário mostrar qualquer identificação.

Outro local que arriscou timidamente o uso foi a Universidade de Stanford, onde os dois fundadores do Google se formaram. Como se fosse uma homenagem, o time de futebol americano de lá adotou o Glass.

No final de 2013, o coordenador do ataque do time de Stanford, Mike Bloomgren, apareceu em uma entrevista usando um par dos óculos inteligentes. Ele disse ser o “o cara tecnológico do time”. Também afirmou não ser difícil imaginar os diferentes usos do Glass durante um jogo.

Os usos desenvolvidos até agora são variados. Sejam para fins práticos, como o bombeiro que criou um aplicativo para o Glass que mostra plantas de prédios na hora de realizar um socorro. Ou só para chamar a atenção, como o time Sacramento Kings, da NBA, a liga de basquete dos EUA, que entrou em quadra usando jogos em uma partida em janeiro.

No início deste ano, o Google deu mais um passo e mostrou novos modelos do Glass. Com eles, resolveram um dos maiores problemas do Glass, as pessoas que usam lentes corretivas. Entre as novas versões, estão opções que suportam que lentes de grau sejam acopladas.

Até o fim de 2014 os óculos devem começar ser vendidos para o público em geral e fora dos Estados Unidos. Até agora, seu preço foi de US$ 1 500. Ainda não se sabe qual será o valor na venda em massa, mas deve cair com o tempo. Com o passar dos meses, aplicações criativas como as vistas acima devem se espalhar. O que importa, no final das contas, é que o Glass já está entre nós.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

COMPUTERWORLD: Empresas têm dificuldade para atender obrigatoriedade do eSocial


Estudo da PwC realizado com 48 organizações constatou que menos da metade se estruturou para envio das informações relativas aos empregados no formato digital.
Pesquisa da PwC com o objetivo de entender como as empresas estão se preparando para lidar com as obrigações do eSocial – em vigor desde julho de 2013 (Ato Declaratório Executivo SUFIS nº 05) – revela que, no fim de 2013, a maioria delas ainda aguardava a publicação de um cronograma oficial definitivo. Menos da metade (41,7%) havia montado uma estrutura dedicada ao projeto de adequação seis meses antes do prazo previsto para o início da ferramenta. Entre elas, estavam empresas que participaram do grupo piloto criado pela Receita Federal para testar e discutir os layouts e procedimentos relacionados à ferramenta.

O eSocial pretende simplificar o envio das informações aos órgãos governamentais e também facilitar a fiscalização das obrigações trabalhistas das empresas brasileiras. O estudo da PwC foi realizado com 48 empresas de grande porte de diferentes setores da economia – 18 delas com mais de três mil funcionários – e com capital nacional, e descobriu que o grande desafio delas não é apenas cumprir o prazo do primeiro envio das informações.

“É preciso garantir a qualidade do que será fornecido e manter 100% da operação em conformidade com a nova regulação”, explica João Lins, sócio da PwC Brasil.

A ideia da pesquisa foi mapear as iniciativas e ações adotadas pelas empresas em relação a essa transição e entender quais as principais dificuldades encontradas. Os resultados mostram que mudanças culturais e de processos internos são as maiores dificuldades para a adequação, apontada por 32,6% dos entrevistados. Isso porque as empresas perceberam que o novo ambiente mudará tanto o tempo de resposta às demandas de informações no dia a dia, quanto o nível de cuidado necessário para garantir a qualidade do que é fornecido. Já em relação aos processos internos, 20,7% preveem dificuldades.

Quanto a ganhos e benefícios, 39,6% acreditam que o eSocial permitirá uma melhor capacidade de cumprir a legislação em vigor. Esse resultado revela a percepção de que mesmo que o investimento inicial de adequação seja grande, a preparação efetiva das empresas para cumprir a complexa regulamentação do trabalho no Brasil ficará mais fácil no longo prazo.

De acordo com a PwC, com o eSocial as empresas, além de adotarem um novo fluxo de transmissão de informações e de relacionamento com Fisco, MTE e MPS, terão que se preparar adequadamente para responder a importantes perguntas, como: 
1 - Quais são os impactos no modelo de negócios? O que é preciso mudar nos procedimentos de contratação e gestão de pessoas? 
2 - A arquitetura de dados, as bases de informações e os atuais sistemas são eficientes e suficientes para assegurar a adequação ao ambiente do eSocial? Quais são as lacunas existentes hoje? 
3 - Como garantir que as rotinas trabalhistas e previdenciárias sejam organizadas e executadas de forma correta? 
4 - Qual a amplitude dos impactos culturais resultantes das transformações provocadas pelo eSocial? 
5 - Que controles devem ser implantados para garantir a conformidade de agora em diante? 
6 - Quem será responsável por preparar as informações e garantir seu envio adequado para o ambiente do eSocial?