sexta-feira, 7 de março de 2014

Folha de S.Paulo: Brechas forçam start-ups a priorizar investimentos em segurança


JENNA WORTHAM
NICOLE PERLROTH

Companhias de tecnologia jovens têm uma longa lista de tarefas a serem cumpridas. Registrar usuários e arrecadar dinheiro geralmente são as que têm prioridade mais alta.

Muito mais abaixo na lista? Segurança de dados. Tal negligência recentemente voltou a assombrar novos aplicativos populares e serviços da web –além de seus usuários–, forçando-os a melhorar seus produtos depois que brechas foram descobertas.

No mês passado, o Tinder, popular app de relacionamentos, reconheceu falhas em seu software que permitia a hackers determinar a localização exata das pessoas que usavam o serviço. O site de financiamento coletivo Kickstarter também disse no mês passado que hackers haviam obtido acesso aos dados de seus usuários, incluindo senhas e números de telefone.

E apenas dois dias após a compra do WhatsApp pelo Facebook por US$ 19 bilhões, pesquisadores de segurança indicaram que –apesar de a companhia afirmar o contrário– a proteção dos dados dos 400 milhões de usuários do WhatsApp era frouxa.

"Há tanto foco em adquirir consumidores e oferecer produtos e serviços que a segurança não é prioridade", diz Tripp Jones, parceiro na August Capital, uma firma de capital de risco do Vale do Silício. Brincando, ele complementa: "Para muitas empresas, uma brecha de segurança seria quase um ótimo problema em alguns casos. Isso significa que elas têm usuários o suficiente para alguém se importar".
Jim Wilson/The New York Times 


Nico Sell, cofundadora do Wickr, serviço de
mensagens concorrente do Snapchat e do WhatsApp

Muitas das empresas, incluindo Tinder e Kickstarter, se apressaram para melhorar sua segurança geral depois das falhas. O Snapchat, serviço de mensagens efêmeras que ignorou repetidamente alertas sobre uma brecha que expôs milhões de nomes de usuários e números de telefone, eventualmente reconheceu o furo e contratou Peter Magnusson, chefe de engenharia no Google, para ajudar a melhorar os esforços da companhia em segurança. Mesmo assim, ao ganhar mais usuários, o Snapchat também atrai spammers, que usam o app para enviar anúncios e links maliciosos.

Jay Nancarrow, um porta-voz do Facebook, diz que uma das primeiras coisas que o Facebook planejou fazer depois de fechar o acordo com o WhatsApp foi conduzir um intenso exame de segurança no serviço de mensagens. "Sempre fazemos um balanço completo e compartilhamos recursos de segurança quando compramos uma companhia", disse. "Segurança é sempre uma prioridade para nós."

Apesar de companhias maiores e já estabelecidas como o Facebook geralmente possuírem equipes dedicadas a essa área, elas não são impermeáveis a vulnerabilidades. Elas, na verdade, são os maiores alvos. No fim de fevereiro, por exemplo, a Apple reconheceu uma falha em seu sistema operacional que permitia aos hackers se aproveitar de informações em e-mails e outras comunicações que deveriam ser criptografadas.

INFORMAÇÕES DE MAIS

Ainda assim, quando um novo serviço de celular decola, ele é normalmente mais vulnerável. Antes de uma grande brecha ser descoberta, os analistas dizem, empreendedores tecnológicos tomam possíveis riscos de segurança como uma troca por terem construído seu produto num ritmo acelerado. Requerimentos de senhas mais severas e criptografia rígida são deixados de lado, em favor de crescimento de usuários, conveniência e novos recursos.

E, em muitas maneiras, apps e serviços para celulares –que têm decolado mais rapidamente nos dias de hoje– enfrentam desafios de segurança diferentes daqueles que assolam tecnologias feitas para o computador pessoal. A informação em risco em dispositivos móveis é frequentemente mais pessoal, porque eles incluem coisas como apps de carteira digital, serviços de recomendação baseados em geolocalização e serviços de fotos e mensagens.

Autoridades governamentais dizem que a quantidade de dados fluindo pelas redes de algumas start-ups equivale à que eles mesmos podem coletar. O perigo, afirmam, é que as agências do governo não possuem jurisdição para protegê-las, ou até mesmo a habilidade de compartilhar informações secretas de ameaça com as empresas. Dessa forma, o ônus de proteger dados pessoais de cibercriminosos é responsabilidade apenas delas.

Aaron Grattafiori, um pesquisador de segurança na firma iSEC Partners, afirma que as start-ups podem nem sempre antecipar suas brechas potenciais. "Há muito mais informação num celular do que costumava haver."

E as start-ups estão pedindo uma quantidade cada vez maior de dados pessoais. A empresa de lingerie ThirdLove oferece um aplicativo para celulares que avalia o tamanho de um sutiã usando a câmera do iPhone. Depois de se registrarem, as usuárias tiram uma foto de seu torso, vestindo uma camisa justa sem manga, e a enviam para a companhia, que usa algoritmos de dimensão virtual para determinar o número da peça. Segundo Heidi Zak, cofundadora da ThirdLove, a empresa passou por extensivos balanços de segurança para proteger informações sensíveis e usa criptografia de alto nível.

"Ninguém nunca acessa essas fotos", diz ela. "A maioria das mulheres veste uma camisa sem manga e suas cabeças não aparecem." Zak se recusa a dizer quantas clientes a ThirdLove tem, mas conta que 85% delas já usaram o software gratuito oferecido pela empresa.

DESDE O BERÇO

Alguns empreendedores dizem que estão fazendo da segurança uma prioridade desde o início de seu investimento. Enquanto brechas se tornam mais comuns, segurança de alto nível pode ser uma ferramenta de marketing poderosa.

Depois da falha no Snapchat, por exemplo, o serviço concorrente Wickr, que usa criptografia segura e não armazena os dados de usuários em servidores, experienciou uma alta de 50% em cadastros. Também viu um aumento de 600% na semana passada após pesquisadores começarem a questionar a proteção oferecida pelo WhatsApp. "Do momento em que começamos a construir o Wickr, supomos que seríamos atacados pelos hackers mais avançados do mundo", diz a cofundadora do Wickr Nico Sell. "Hoje em dia, acho que toda companhia deveria fazer essa suposição."

O Wickr vai anunciar nesta semana que planeja licenciar seu software de encriptação para aplicativos como Snapchat e WhatsApp como parte de um modelo de negócios, em vez de lucrar em cima dos dados de usuários.

Mas frequentemente pesquisadores e analistas dizem que a abordagem dos criadores em relação à segurança ainda é simplesmente para rezar que sua empresa não seja hackeada, e para pedir perdão caso seja.

Robert Hansen, diretor de administração de produtos na WhiteHat Secutiry, uma empresa de segurança para páginas da web, diz que persuadir start-ups a investir em proteção geralmente pode parecer uma "conversa com a parede". "A maioria não entende, e as que entendem não querem ter", afirma. "É tudo questão de oportunidade de custo. Para cada dólar que gastam em segurança, eles acham que estão abandonando um novo recurso que poderiam torná-los destaque no Gawker."

Mas as start-ups que não priorizaram segurança de dados aprenderam da maneira mais difícil que as brechas também podem trazer publicidade –só que de um tipo não desejado.

Ashvin Kumar, chefe-executivo da Tophatter, um site de leilão em tempo real para celulares, se lembra de uma falha desastrosa que manchou a reputação de uma de suas empresas antigas, a Blippy, que deixava as pessoas publicarem suas transações de cartão de crédito on-line.

O serviço, que foi apresentado em 2010, chamou a atenção de investidores e adeptos num primeiro momento. Até que os usuários descobriram que alguns detalhes de seus cartões estavam aparecendo nos resultados de busca do Google. Kumar descreve o episódio como uma "ocorrência terrível", mas também reconhece um pouco de negligência no quesito proteção de usuários. "Não previmos que certos aspectos da informação que armazenávamos tinham dados pessoais identificáveis", conta.

COMPUTERWORLD: Data centers: oito recomendações do Gartner para construções futuras


Consultoria aponta fatores críticos que devem ser levados em consideração nos novos projetos para equilibrar custo, risco e agilidade.

O papel e a funcionalidade dos data centers mudarão nos próximos cinco anos, deixando muitas empresas em dúvida sobre como planejar as arquiteturas de seus futuros data centers, afirma o Gartner. As preocupações técnicas, fiscais e com a entrega de serviços serão críticas, obrigando as empresas a se planejar em torno de oito forças para construir suas melhores estratégias.

"Historicamente, data centers têm sido vistos, apenas, como centros de entrega de serviços, nos quais custos e riscos devem ser equilibrados. A agilidade, uma terceira variável crítica, vai se tornar cada vez mais importante no futuro”, diz Henrique Cecci, diretor de pesquisa do Gartner.

A agilidade é a velocidade com a qual a área de TI responde às necessidades dos negócios, como, por exemplo, o maior uso das informações móveis e sociais para comercializar produtos ou sistemas de pagamento. A habilidade de resposta rápida a essas mudanças será o reflexo de sua agilidade.

O Gartner identificou oito aspectos a serem considerados no desenvolvimento da estratégia que equilibra custo, risco e agilidade:

1. Comece a implantar tecnologias de processamento, memória e energia eficiente 
Os próximos anos trarão avanços significativos para a arquitetura de processos, e a economia dos componentes de processamento e memória mudará. A computação in-memory – na qual a localização primária para dados de aplicações é a principal memória do ambiente computacional – será mais amplamente usada, auxiliada pela memória DRAM, cada vez mais barata, e memória flash NAND. Ao mesmo tempo, o uso de processadores de baixa energia em servidores vai crescer, com potencial para reduzir, significativamente, os custos de consumo de energia.

2. Vá em direção à topologia de arquitetura equilibrada e de modelo de entrega 
A arquitetura de sistemas implantada em Data Centers mudará nos próximos cinco anos e a topologia do modelo de entrega também está em transformação. O uso da Nuvem e uma variedade de fornecedores de hospedagem continuarão a crescer nos próximos anos, na medida em que as organizações mudam seus gastos de TI de despesas de capital para despesas operacionais. Os limites são cada vez mais tênues entre os tipos tradicionais de outsourcing de infraestrutura – hospedagem gerenciada, outsourcing de Data Center e serviços relacionados, como gerenciamento remoto de infraestrutura. O Gartner prevê que esses mercados vão convergir nos próximos dez anos, à medida que os fornecedores entregam, cada vez mais, seus serviços em infraestrutura de sistemas na Nuvem.

3. Invista em processos operacionais e ferramentas aprimoradas 
Data Centers empresariais são centralizados e centros críticos de entrega de serviços de TI que contam com processos operacionais bem orquestrados. Isto envolve entender, documentar e revisar, constantemente, os níveis de serviço dos usuários e mapeá-los de volta para as capacidades essenciais de entrega de TI. As principais áreas de preocupação são mudanças, problemas, configuração e gestão de ativos. Para o futuro, áreas como segurança empresarial, gestão de dados e mapeamento de processos de negócios para o núcleo dos processos de TI se tornarão ainda mais importantes – e, na medida em que a agilidade se torna cada vez mais importante para medir o valor do Data Center, melhorias nos processos operacionais são vitais.

4. Integre recuperação de desastres e continuidade de negócios em sua estratégia de Data Center 
Um forte e bem documentado planejamento de recuperação de desastres e de continuidade de negócios é essencial para todos os grandes Data Centers, levando em consideração a turbulência socioeconômica em muitas regiões do mundo e as mudanças para a governança corporativa afetando muitas áreas de negócios. Mas, esse ponto deve evoluir de um plano de projeto separado e especializado para uma parte integral da estratégia geral.

5. Gerencie o crescimento da capacidade por meio da análise de dados 
Nos próximos cinco anos, a maioria das empresas terá crescimento significativo na capacidade de hardware (armazenamento, servidores e redes), estendendo para o tráfego de rede, espaço de piso do Data Center, energia e refrigeração. Na medida em que as empresas começam a desenvolver a próxima geração de aplicações, baseadas no Nexus das Forças, haverá um aumento na demanda por sistemas de armazenamento e backup e novos papéis, como os de engenheiros de dados, por exemplo, que vão se multiplicar. Essa capacidade é uma força chave que deve ser considerada em todas as estratégias de Data Center.

6. Planeje-se para mudanças de sistema operacional e aplicações 
Durante os próximos cinco anos, haverá mudanças na diversidade de sistemas operacionais na maioria dos Data Centers. Ocorrerá uma migração constante de UNIX para a plataforma Linux, o ambiente Windows continuará a crescer e o IBM Z O/S aumentará em algumas regiões e diminuirá em outras. Essas mudanças serão significativas, causando a ruptura nas arquiteturas de hardware, designs de aplicações e níveis de serviço. O Gartner recomenda que planos de migração do UNIX comecem a partir de 2014 para todas as aplicações, exceto para aquelas com requisitos extremos de disponibilidade, latência e compliance. Outras aplicações, com informações/acessos sensíveis de clientes, podem ocorrer mais tardiamente, por volta de 2017.

7. Faça da consolidação e racionalização um programa de mudança contínua 
A consolidação de Data Centers tem sido um tópico de discussões por muitos anos, mas um grande número de organizações de TI lutam para colher os reais benefícios, pois, trata-se de projetos complexos que abrangem muitos anos e, frequentemente, afetam várias aplicações. Ainda, em grandes projetos, questões organizacionais e políticas complicam. As organizações devem posicionar essas atividades como uma mudança contínua, ao invés de um projeto individual. A otimização contínua de hardware e sites físicos significará que os grupos de infraestrutura e operações terão maior tendência a funcionar em um nível de custo otimizado. Eles serão capazes, também, de planejar melhor as mudanças, como, por exemplo, desligar um site físico.

8. Modernize as instalações do Data Center 
As mudanças no ambiente de infraestrutura de hardware focaram muita atenção nas capacidades das instalações do Data Center. O problema está no volume de energia e refrigeração que as novas infraestruturas de alta densidade requerem. A maioria dos Data Centers não é projetada para tais aumentos e o crescimento proporcional nos custos não é sustentável quando são usadas as instalações antigas.

Os gerentes de Data Centers devem modernizar as capacidades de suas instalações, a fim de controlar as tecnologias de hardware emergentes e a intensificação do consumo energético como resultado do crescimento projetado no volume de servidores. Outra consideração importante é implementar ferramentas de software que reportam, gerenciam e controlam elementos de energia e refrigeração. Essas ferramentas devem ser consideradas como uma parte vital da gestão do Data Center.

“As oito forças críticas são os maiores fatores a se considerar ao desenvolver uma estratégia de Data Center”, afirma Henrique Cecci. “Individualmente e em conjunto, elas determinarão o nível apropriado de risco, custos e agilidade que o Data Center irá fornecer ao negócio. Esse modelo deve ser o ponto de partida para discussões de estratégias de médio e longo prazo”.

As oito forças para construir melhores estratégias para futuros data centers serão discutidas em detalhes durante a Conferência Infraestrutura de TI, Operações e Data Center, que acontece nos dias 1 e 2 de abril, no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

G1 - Premiê da Turquia ameaça proibir YouTube e Facebook no país


Divulgação de casos de corrupção tem irritado o governo.
Erdogan pode deixar política se seu partido perder eleições no fim do mês.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, envolvido em um escândalo político-financeiro, ameaçou proibir YouTube e Facebook na Turquia após as eleições municipais de 30 de março, em entrevista difundida na noite desta quinta-feira (6).

"Tomaremos novas medidas neste terreno após 30 de março (...), incluindo uma proibição [de YouTube e Facebook]", declarou Erdogan ao canal turco ATV.

Desde a denúncia judicial de dezembro passado contra dezenas de pessoas ligadas ao regime (incluindo empresários, funcionários e políticos) envolvendo corrupção, a oposição exige a demissão de Erdogan.

A Internet tem sido utilizada para divulgar conversas telefônicas envolvendo casos de corrupção ligados ao regime.

Erdogan afirmou na quarta-feira (5) que está disposto a abandonar a política caso seu partido perca as municipais de 30 de março.

G1 - Facebook simplifica Feed de Notícias em nova atualização


Novo Feed será implementado a usuários nas próximas semanas.
Objetivo foi facilitar uso da rede social pelo maior número de pessoas.


O Facebook lançou nesta quinta-feira (6) uma atualização do Feed de Notícias, onde aparecem as atualizações de amigos e de páginas que o usuário segue. A rede social optou por simplificar a página, que se parece com a versão móvel do site. Há mais espaço para fotos, que estão maiores, novas fontes (Helvetica e Arial) e novos cartões de histórias - onde aparecem as publicações.

Facebook atualiza e muda visual do Feed de Notícias
(Foto: Divulgação/Facebook)
O novo formato lembra um leitor de notícias RSS. Alguns dos menus que apareciam ao passar o ícone do mouse foram alocados na barra lateral esquerda da página. As áreas "Todos os amigos", "grupos" e "fotos", que apareciam no Feed, foram excluídos e podem ser acessados nas páginas dos amigos. As fotos retornam para os cartões de histórias para tornar a visualização mais fácil.

Outra mudança é que há uma barra de pesquisas grande no topo da página. Os usuários da rede social nos Estados Unidos acessarão o Graph Search por meio dela, podendo perguntar quem são "amigos de amigos que estão solteiros", enquanto em outros países será possível fazer buscas na rede social como de páginas, por exemplo.

A novidade chega um ano depois do Facebook anunciar uma mudança no Feed de Notícias. O teste foi feito em 2013 com poucos usuários e a recepção foi tão negativa que a rede social teve que refazer o Feed, chegando no formato que foi lançado nesta quinta e deve estar disponível para todos os mais de 1,2 bilhão de usuários daqui algumas semanas.

"As pessoas não gostam quando mudamos o Facebook", disse o gerente de produto do Feed de Notícias, Greg Marra. "Os diversos ícones que aparecem na área esquerda da página eram confusas para a maioria dos usuários. Parecia legal quando lançamos, mas não ajudou. No novo Feed, não será necessário aprender coisas novas, e este foi o nosso objetivo na mudança".

quinta-feira, 6 de março de 2014

IDG Now!: Rio é a primeira cidade da América do Sul a ter um domínio Internet


A cidade do Rio de Janeiro ganhou um belo presente do alcaide Eduardo Paes ao completar 449 anos. No último dia 27, a Empresa Municipal de Informática SA – IplanRio assinou com a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) o contrato para administração do domínio .RIO, um dos novos sufixos da Internet. Portanto, no início do segundo semestre, .RIO já deverá integrar a raiz de domínios da Internet. Será o segundo dos novos gTLDs concedido ao Brasil. O primeiro, .GLOBO, deve ser incorporado à raiz da Internet até o início de abril.

O Rio será também a primeira cidade da América do Sul a ter um domínio de primeiro nível (gTLD) próprio. As outras 5 candidaturas de domínios de cidades nas Américas são .MIAMI, .NYC, .QUEBEC, .VEGAS. Portanto, quatro nos EUA e uma no Canadá.

A intenção da prefeitura é usar o domínio .RIO como canal oficial da cidade Rio e das políticas públicas para os cariocas. Será a identidade digital do governo municipal. Portanto, não será aberto a registro público. Só as organizações governamentais oficiais ou entidades ligadas a ações sociais, econômicas, de infraestrutura , turismo e eventos estarão autorizados a usá-lo. Algo como “RIO2016.RIO”.

Resumindo, o .RIO vai concentrar todas as informações relevantes sobre o Rio de Janeiro na Internet, para os cidadãos cariocas e visitantes.

O longo processo de liberação do registro por parte da ICANN impossibilitou o uso para “FIFA.RIO”, agora na Copa do Mundo.

O tempo médio entre a assinatura do contrato e a delegação do domínio é de 10 a 14 semanas. Até 120 dias após assinatura do contrato, só pode existir o nic.RIO, que se refere ao conteúdo regulatório: regras, políticas, whois. Nos primeiros meses após liberação da raiz, o único domínio que pode existir é o nic.RIO. E mesmo depois, só os nomes que não integrem a lista temporária de bloqueio podem ser usados. Isso significa que endereços como “Copacabana.RIO”ou “Ipanema.RIO”só devem começar a ser usados mais no fim do ano.

Todos os novos gTLDs passam por esse processo, segundo Rubens Kühl, gerente de Produtos e Mercado do Registro.br. O primeiro contrato foi assinado em Julho de 2013 e só agora, em fevereiro, foi liberado para uso.

Há grandes somas de dinheiro envolvidas no simples processo de análise de novos domínios, embora a ICANN afirme que sejam apenas suficientes para o próprio processo. Há muitas exigências técnicas para a operação dos novos domínios na Internet. Poucas serão as empresas capazes de cumprir as exigências técnicas da ICANN em relação a administração dos servidores DNS em si. Os domínios .GLOBO e .RIO já passaram por esse processo.

A taxa de inscrição da candidatura do domínio foi de 185 mil dólares Uma vez aprovado o pedido, a taxa anual mínima de novo registro no ICANN é de 25 mil dólares. Existem ainda custos substanciais para a infraestrutura técnica. e custos operacionais, administrativos, legais e de marketing. Dependendo o domínio, o custo global de novos gTLDs pode chegar a até 2 milhões de dólares.

COMPUTERWORLD: Finep financia projeto da UFRGS de gestão da inovação em PMEs


Órgão liberou R$ 2,1 milhões para iniciativa proposta pelo Centro de Empreendimentos em Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

O Núcleo de Apoio à Gestão de Inovação (Nagi) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está desenvolvendo um projeto que propõe desenvolver uma metodologia para a gestão da inovação em micro e pequenas empresas do setor eletroeletrônico. Batizada como a “A rota da inovação”, a pesquisa conta com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão de fomento ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no valor de R$ R$ 2,5 milhões.

A metodologia será desenvolvida em três etapas: diagnóstico, capacitação e consultoria. Em um primeiro momento a empresa responderá a perguntas em um software online. Os questionamentos foram estruturados com base em seis pilares: desenvolvimento de produtos e serviços, organização do processo produtivo, gestão do negócio, mercado e marketing, relações interorganizacionais e estratégia. 

O objetivo desta etapa é identificar, entre outras coisas, como a seleção de ideias ocorre e de que forma a inovação está presente no planejamento da empresa. O sistema gera um relatório que define os pontos mais fortes e fracos do negócio e oferece sugestões para aprimorar os aspectos mais debilitados. Este software deve estar ao ar no final de abril.

A etapa de capacitação consiste em orientações para o empresário. Esse processo tem duração de 32 horas. Por último, o cliente terá direito a atendimentos individuais com consultores a fim de trabalhar especificamente com as necessidades de cada empresa. Uma visita final avaliará os resultados do programa.

O projeto é uma parceria de diversos departamentos da UFRGS. A ideia inicial foi proposta pelo Centro de Empreendimentos em Informática. Posteriormente, a Escola de Administração endossou sua participação e realizou mudanças no projeto. O Instituto de Física também apoia a iniciativa.

*Com informações da Agência MCTI