quarta-feira, 7 de agosto de 2013

G1: Ministro defende regulação de distribuição de filmes e vídeos on-line


 
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo,
participou de evento da ABTA nesta terça-feira (6).

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira (6) a regulação dos serviços de distribuição de filmes e vídeos por empresas que operam diretamente pela internet, como a Netflix.

Sem citar especificamente o nome de nenhuma empresa, o ministro considerou justa a reivindicação das empresas de TV por assinatura que operam no país, que pedem que as empresas que operam sob novos formatos de distribuição de conteúdo sejam submetidas às mesmas regras e carga tributária.

“Me parece pertinente a reclamação. Tem um serviço prestado diretamente pela internet que não tem as mesmas condições”, disse Bernardo, citando como exemplo as nova obrigações de cota de produção nacional.

A maior reclamação do setor, entretanto, é a diferença de carga tributária. Segundo o ministro, empresas que distribuem filmes via internet não costumam pagar determinados impostos.

“Não tem tributo nenhum porque não tem nenhuma regulação sobre esse serviço. Você paga hoje, assina, paga com um cartão de crédito internacional e o dinheiro vai lá para fora. De certa forma, para este segmento, nós somos um paraíso fiscal”, afirmou.

O ministro disse que já solicitou que a Anatel e Ancine estudem a questão, mas que ainda não há uma definição sobre prazos e modelo para a regulação.

“É um assunto complexo do ponto de vista jurídico, técnico e tributário, mas temos que enfrentar o problema”, disse Bernardo, em entrevista após participar da abertura da feira e congresso ABTA 2013, em São Paulo. “Eles podem ser tributados, porque vendem um serviço aqui. Agora precisamos saber a forma eficaz de fazer isso”.

Segundo o ministro, a carga tributária atual das empresas de TV por assinatura é em torno de 20%. “O ICMS da TV por assinatura é em torno de 10%, depende do estado. E os tributos federais variam entre 8% e 10%”, disse.

Segundo Bernardo, embora não exista um levantamento do governo do número de assinantes destes serviços via internet no Brasil, o volume já é relevante.

“Nos Estados Unidos, eles têm mais de 30 milhões de assinantes já. É o dobro dos assinantes da TV por assinatura que nós temos no Brasil. Então é evidente que é relevante”, disse Bernardo, lembrando que o país tem hoje cerca de 17 milhões de assinantes de Tv paga.

Isonomia

O presidente executivo da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) Oscar Simões, cobrou condições isonômicas para todos os players do mercado. “A indústria de TV por assinatura não pode carregar um peso que não existe para os novos formatos de entrega”, criticou.

O presidente da Anatel, João Rezende, explicou que os serviços de distribuição de conteúdo diretamente via internet, a partir de outros países, não é regulado pela agência.

“Infelizmente, a internet é um serviço de valor adicionado, e a Anatel não regula”, afirmou. Na avaliação dele, esse tipo de questão deveria ser abordado pelo Marco Civil da Internet, que está em discussão no Congresso.

“O marco civil é que precisa pensar nesta questão de produção de conteúdo. Se o marco civil mudar isso, pode ser que a Anatel passe a discutir a questão”, disse Rezende.

Regulamentação

Paulo Bernardo também defendeu uma regulamentação que fixe cotas de conteúdo nacional e regional na TV aberta e nas rádios. Segundo o ministro, a ideia seria uma regra semelhante à criada para a lei de TV por assinatura.

“Não tem nada de absurdo nisso”, disse Bernardo, apontando que a regulamentação da TV aberta e das rádios está prevista na constituição. Questionado por jornalistas sobre a posição do Partido dos Trabalhadores (PT) e do governo sobre o assunto, o ministro afirmou que não se trata de regulação de conteúdo.

“Não estamos falando de regulação de conteúdo. Não vamos fazer regulação da mídia. Trata-se especificamente de rádio e televisão”, afirmou. “Não é dizer o que é o conteúdo, é dizer que tem que ter produção nacional, regional”, disse.

Em março deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a regulamentação da nova lei de TV por assinatura que, entre as mudanças, reduziu as restrições à participação estrangeira em empresas do setor, estabeleceu cotas de conteúdo local na programação paga e permitiu a entrada das empresas de telefonia nesse mercado.

O ministro citou como exemplo as situações em que uma rede de dezenas de rádios distribui o mesmo sinal para todas as cidades, sem produções locais. “Acho que está errado, tem que ter produção local. Então sou a favor de ter essas cotas de conteúdo”, afirmou em entrevista, após participar da abertura da feira e congresso ABTA 2013.

Ele disse também que é contra a regulamentação da mídia impressa e internet e que a constituição não prevê este tipo de regulação para estes canais. “Sou rigorosamente contra fazer qualquer regulação para esse setor”, disse Bernardo.

O ministro afirmou ser favorável, porém, a alguma lei que vise garantir direito de resposta.

“Quando falamos que não vamos discutir conteúdo queremos dizer que não estamos preocupados com o que o noticiário, o locutor ou o articulista vai dizer. Ou é assunto para direito de resposta, se for considerado ofensivo, ou é assunto para polêmica, para briga política. Isso é a democracia”, disse.

Fonte: Alvarenga, Darlan . "Economia - Ministro defende regulação de distribuição de filmes e vídeos on-line." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/08/ministro-defende-regulacao-de-distribuicao-de-filmes-e-videos-line.html (accessed August 7, 2013).

Folha de S.Paulo: Brasil ocupa 73ª posição em ranking de velocidade da internet



Uma pesquisa realizada pela rede de entrega de conteúdo Akamai em 243 países concluiu que a velocidade média de conexão à internet no Brasil ficou em 2,3 Mbps no primeiro trimestre de 2013, abaixo da média global, que é 3,1 Mbps.

No ranking de velocidade na internet proposto pelo relatório "State of the Internet", o Brasil ocupa a 73ª colocação, perdendo para países como Colômbia (2,8 Mbps) e Coreia do Norte (2,7 Mbps).

Segundo Marcos Feitosa, engenheiro da empresa do segmento de fibra óptica TE Connectivity, o desenvolvimento do setor de telecomunicações no Brasil foi prejudicado pela estatização das companhias telefônicas.

Ele aponta, contudo, que o país tem visto um avanço substancial desde 1998. "Nossas redes estavam sucateadas, os equipamentos envelhecidos, a capilaridade não existia e só agora, depois de 15 anos, estamos alcançando uma condição estrutural que nos permite distribuir as comunicações como se deve", diz.

Outros fatores podem explicar a posição do Brasil no ranking, segundo Feitosa. Entre elas a excessiva carga tributária e o alto preço da fibra óptica.

"As operadoras começaram a fazer sua parte construindo novas redes ópticas e celulares. Porém, sem um profundo programa dos governos, aliado à iniciativa privada, ajudando a fazer com que todos tenham acesso, será difícil", afirma.

MUNDO AFORA

O "State of the Internet" mostra ainda que a velocidade média da internet em países subdesenvolvidos segue crescendo, ainda que num ritmo lento, o que indica mais investimento em infraestrutura.

A Ásia continua sendo o continente com a internet mais veloz, com Coreia do Sul (14,2 Mbps), Japão (11,7 Mbps) e Hong Kong (10,9 Mbps) liderando o ranking.

Fonte: "Folha de S.Paulo - Tec - Brasil ocupa 73ª posição em ranking de velocidade da internet - 06/08/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/08/1322602-brasil-ocupa-73-posicao-em-ranking-de-velocidade-da-internet.shtml (accessed August 7, 2013).

G1: Psicologia por trás do sucesso de jogos como 'Candy Crush'


 
Jogo Candy Crush pode ser jogado no Facebook, no 
iPad ou no computador.

Sobre o tabuleiro pode-se ver dezenas de doces diferentes. A tarefa é juntar os que têm a mesma cor, mas há obstáculos e truques para conseguir ao longo dos 400 níveis. Muitos passam incontáveis horas jogando e alguns chegam a gastar centenas de dólares com isso.

Candy Crush Saga, o jogo mais popular da história do Facebook, é jogado mais de 600 milhões de vezes por dia, por 50 milhões de usuários.

Ele apareceu no vídeo mais recente do famoso cantor sul-coreano Psy, foi o jogo mais baixado em dispositivos Apple e Android nos últimos meses e, para milhares que se manifestam em blogs e redes sociais, é um vício irresistível.

Há quem afirme que seus antecessores são Tetris e o jogo da cobra dos celulares Nokia, mas seu parente mais próximo é Bejeweled, de 2001, que consiste em ordenar diamantes da mesma cor.

Lançado em novembro de 2012 e desenvolvido pela empresa King, o Candy Crush Saga gera mais de US$ 600 mil (R$ 1,3 milhão) ao dia - segundo dados não oficiais - através das 'ajudas' que os usuários podem comprar para passar de níveis mais difíceis.

Os criadores insistem que é possível completar o jogo sem pagar nada, mas acredita-se que as ferramentas sejam fonte de milhões de dólares para a empresa, que não revela números.

Como em muitos jogos do tipo, a tarefa do Candy Crush parece simples: ordenar os elementos e passar de nível. No entanto, ele é feito com características diferentes para estimular o vício nos jogadores.

Mecanismo de jogo estimula o vício. 
Tarefas incompletas

Para o professor de psicologia e ciências cognitivas Tom Stafford, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, o vício em Candy Crush se relaciona a um fenômeno psicológico chamado efeito Zeigarnik.

O psicólogo russo Bluma Zeigarnik dizia que os garçons costumam ter uma memória impressionante para lembrar dos pedidos, mas só até que os cumprem. Uma vez que a comida e a bebida são levadas até a mesa, eles se esquecem completamente de algo que sabiam momentos antes.

'Zeigarnik deu nome a todos os problemas em que uma tarefa incompleta fica fixada na memória. E Candy Crush gera uma tarefa incompleta', disse Stafford à BBC.

Cada tabuleiro - ou cada nível - é uma tarefa que o jogador sente a urgência de resolver, como acontece com jogos de perguntas ou dúvidas que aparecem em uma conversa e que é preciso ir à Wikipedia imediatamente: a pessoa não descansa até que saiba a resposta.

Mas o Candy Crush dá aos jogadores cinco vidas por nível e, se elas acabam, é preciso esperar 30 minutos para voltar a jogar. É meia hora durante a qual o problema fica sem resolução.

'A lógica dos 30 minutos reforça a psicologia de que você tem que jogar todos os dias', afirma Jude Gomila, da consultora de videogames Heyzap.

Vício em Candy Crush já é tema de várias piadas na
internet.
 Hospedagem no Facebook

O jogo é hospedado pelo Facebook, o maior site de rede social do mundo, mas também está em todos os dispositivos da Apple ou com sistema Android, o que permite parar de jogá-lo em uma plataforma e retomá-lo em outra.

Por isso, muitos o defendem com o argumento de que '(o jogo) nunca te deixa sozinho'.

'É o primeiro jogo que realmente interconecta diferentes plataformas. Se você fica sem bateria no iPad, pode ir para o celular e, se cansa do celular, pode ir ao computador', diz Gomila.

Os jogadores podem compartilhar não somente seus resultados no Facebook, mas também ferramentas e vidas. Assim que a pessoa publica seus resultados, pode ver a comparação entre seu progresso e o de seus amigos na rede social.

'Não há nenhum prêmio neste jogo além da satisfação de suspeitar que suas habilidades para juntar doces são maiores que as dos seus amigos', diz o crítico cultural June Thomas, da revista eletrônica americana Slate.

O vício em Candy Crush deu origem a uma série de piadas na internet, mas os diversos casos nos últimos anos de adolescentes que morreram após longas jornadas de uso de videogames provam que a ludomania (vício em jogos) é um problema sério.

Nas redes sociais já circulam fotos de um suposto centro de reabilitação para viciados em Candy Crush - uma piada que diz muito sobre o alcance do fenômeno.

Fonte: "G1 - Psicologia por trás do sucesso de jogos como 'Candy Crush' - notícias em Mundo." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/08/psicologia-por-tras-do-sucesso-de-jogos-como-candy-crush.html (accessed August 7, 2013).

G1: Localização online amplia funções, mas desafia privacidade


 
GPS ganhou diversos usos sociais, comerciais e de 
segurança.

Usar mapas, saber onde seus amigos estão e fazer 'check-in' em seus lugares favoritos são alguns dos usos mais tradicionais da geolocalização - tecnologia que usa dados do seu tablet ou celular para identificar sua posição geográfica.

Mas as aplicações dessa tecnologia têm crescido exponencialmente, em setores que vão de segurança a publicidade, de serviços públicos a agricultura.

Com isso, também ganham força os debates éticos e de privacidade: até que ponto um governo pode usar essa tecnologia para obter dados de seu cidadão? E um pai tem o direito de monitorar todos os passos de seus filhos?

'A questão da privacidade é preocupante para muitas pessoas, e as legislações (dos países) não acompanham a tecnologia', diz à BBC Brasil Jane Frost, da empresa de pesquisas britânica Market Research Society (MRS).

Com a ajuda de especialistas, a BBC Brasil listou alguns usos da geolocalização que têm crescido ou podem crescer:

Uso social

Esse talvez seja um dos usos mais difundidos da geolocalização, como mostram dezenas de aplicativos de celular que compartilham dicas de restaurante e de compras com base na localização do usuário.

Incluem indicações de viagem e entretenimento, informações sobre a bicicleta para alugar mais próxima e o tradicional upload de fotos, com menção ao local onde foram tiradas.

O aplicativo Localmind, por exemplo, coloca os usuários em contato com moradores de determinadas áreas para receber dicas locais ou para perguntar a frequentadores de um determinado bar se o local já está lotado.

Até o Facebook permite a usuários de smartphones identificar locais próximos onde comer ou visitar.

Aplicativos de carona também usam o GPS para unir pessoas que vão fazer percursos semelhantes e podem compartilhar seus carros.

Segurança

Enquanto empresas de transporte usam o GPS para rastrear e proteger suas cargas, pais adotam aplicativos para cuidar da segurança de crianças.

É o caso, por exemplo, do ZoeMob, serviço que permite aos pais, via celular com GPS, saber se seus filhos saíram de um determinado perímetro geográfico ou se entraram num carro em alta velocidade, além de monitorar mensagens e ligações recebidas por eles.

A segurança bancária também começa a incorporar o GPS, diz Frost. 'Pela localização do seu telefone, o banco poderá identificar se é você quem está sacando dinheiro da sua conta no caixa eletrônico', explica.

E seguradoras também poderão em breve ter acesso a uma 'caixa-preta' dos veículos, que, poderá identificar lugares visitados pelo carro e a velocidade média percorrida por ele para o cálculo de seguros e a prevenção de fraudes.

A fabricante de computadores Apple também tem um serviço de rastreamento de celulares - Find My iPhone - que rastreia o equipamento em caso de furto. E seguradoras também oferecem o serviço para celulares e computadores.

Comercial e marketing

Aplicativos de táxi já incorporam o GPS para mostrar aos usuários onde estão os taxistas mais próximos, e lojas começam a identificar clientes que estejam nas proximidades para avisar-lhes de promoções.

Nessa área, as possibilidades são ilimitadas, conta Eduardo Peixoto, executivo-chefe de negócios do laboratório tecnológico brasileiro CESAR. 'Há o que se chama de computação contextual: pega-se o contexto do usuário para influenciar suas decisões, combinando diferentes dados.'

É possível, por exemplo, aliar os dados de localização e temperatura para avisar o usuário que uma loja próxima oferece roupas de frio; ou unir dados do carro à posição geográfica para informar sobre os postos de gasolina mais próximos.

Serviços públicos

Que tal usar o GPS de usuários para identificar quais as rotas de ônibus mais demandadas de uma cidade? Ou combinar o localizador de veículos com um acelerômetro, para identificar que pontos do trajeto estão esburacados?

Estes são alguns dos usos possíveis para geolocalizadores que podem ajudar administradores a gerenciar serviços públicos. Outras possibilidades são o mapeamento de crimes e do suprimento de água, por exemplo.

'Mas é preciso cuidado com a interpretação desses dados - que dão um bom indicativo histórico, mas nem sempre permitem previsões', aponta Frost.

'No caso do ônibus, por exemplo, a análise dos dados pode indicar quantos usuários tomam determinada linha de ônibus, mas não quantos precisam dela. Se uma linha é pouco confiável, talvez seja pouco usada. Mas isso não significa que não haja demanda para ela.'

Já existem experiências positivas em lugares como a Nigéria, que usou dados de GPS para monitorar a mortalidade materna e infantil.

'A partir dos dados de geolocalização foi possível identificar o raio em que determinadas populações eram atendidas por clínicas médicas', explica Cara Carter, da empresa de pesquisas ORB International. 'Com isso, conseguimos medir o impacto de programas sociais.'

E, no Brasil, está em curso o Siniav - Sistema de Identificação Automática de Veículos, que tem como meta acoplar nos carros um chip que permita identificar, por exemplo, taxas pendentes e veículos roubados ou em situação irregular.

Prevenção (e previsão) de conflitos
A ORB International, que é especializada em pesquisas em locais de difícil acesso, também participou de um projeto para tentar identificar áreas que poderiam ser alvejadas pelo grupo guerrilheiro Exército de Resistência do Senhor, em Uganda.

Para chegar a conclusões, a empresa fez uma análise geoespacial, a partir de imagens de satélite e informações geográficas de locais previamente atacados pelos guerrilheiros.

Segundo Carter, da ORB, também é possível usar a geolocalização para tentar prevenir violência ou fraude eleitoral, por exemplo.

'Se temos áreas com histórico de violência ou de baixa confiança no processo eleitoral, podemos mapeá-las e notificar o governo ou mesmo observadores internacionais.'

Agricultura

A agricultura de precisão já é um conceito antigo no Brasil, mas a geolocalização está abrindo novas oportunidades.

O laboratório CESAR, por exemplo, acoplou GPS em equipamentos de irrigação usados em amplas plantações de grãos no Centro-Oeste. 'Esse GPS mede a velocidade da irrigação, a pressão da água e dá informações remotas aos administradores', explica Eduardo Peixoto, executivo-chefe de negócios da empresa.

O próximo passo, diz ele, é mapear, em parceria com a Embrapa, os dados coletados pelos GPS em busca de uma regulagem padrão para cada tipo de cultura agrícola.

Voluntariado e ajuda humanitária
A geolocalização tem sido usada tanto para aproximar voluntários de causas como para aprimorar o trabalho humanitário.

Nos EUA, após o furacão Sandy, em 2012, surgiram aplicativos de celular como o Sprout Help, que avisava voluntários sobre áreas que necessitavam medicamentos e suprimentos. Também permitia que pessoas avisassem se estivessem em uma área que precisasse de ajuda.

No trabalho humanitário, a geolocalização também é usada para gerenciar a ação de ONGs, gerando mais dados para monitorar o uso do dinheiro, identificando a localização (e a segurança) dos agentes humanitários e comparando indicadores sociais de determinadas áreas.

Gafes e privacidade

Como costuma acontecer com novas tecnologias, deve crescer o debate em torno da privacidade e da ética no uso das informações coletadas por GPS, apontam os especialistas consultados pela BBC Brasil.

E, enquanto isso, o serviço deve propiciar também algumas gafes - por exemplo, de pessoas que dizem ao chefe que estão doentes e são 'deduradas' por seu geolocalizador mostrando que elas estão, na verdade, no cinema.

'É como um novo Big Brother', diz Jane Frost.

'Não é uma tecnologia boa nem ruim - tudo depende de seu uso. Somada a outros dados, permite uma análise multidimensional. Mas a ética (no seu uso) deve ser aplicada também nos serviços públicos (que usem dados dos cidadãos).'

Para Peixoto, do CESAR, 'vai demorar até que legisladores entendam essa questão, já que as mudanças tecnológicas foram radicais nos últimos anos. Isso rende uma discussão relevante, porque permite uma vigilância em alto nível'.

Alguns cuidados com os dados de geolocalização - que tampouco são cegamente confiáveis, já que muitas vezes não são tão precisos quanto se imagina - já são tomados por pesquisadores em campo, explica Carter.

'Nunca marcamos pontos ao lado de uma casa, por exemplo, para preservar seus moradores. Marcamos áreas genéricas. Ao mesmo tempo, o GPS nos dá segurança porque sabemos que, se o tablet de nossos agentes for roubado, podemos localizá-lo pelo dispositivo.'

Fonte: "G1 - Localização online amplia funções, mas desafia privacidade - notícias em Mundo." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/08/localizacao-online-amplia-funcoes-mas-desafia-privacidade.html (accessed August 7, 2013).

Canal Tech: 4 maneiras de saber se as empresas estão manipulando os comentários online



A disputa pela atenção dos consumidores é grande, principalmente no mundo virtual, onde somos bombardeados por uma série de informações e ofertas. Para se destacar, alguns fabricantes e empresas optam por manipular opiniões na web, e para isso utilizam uma série de "truques".

Algumas dessas empresas são mais sutis, enquanto outras utilizam métodos bem diretos. De qualquer maneira, você deve saber que é importante investigar as "opiniões" que lê na Internet enquanto está avaliando compras potenciais. Joshua Lockhart, do MakeUseOf, dá algumas dicas para verificar se os comentários online estão sendo manipulados de algumas forma pelas empresa.

1. A palavra de ordem é: SEO


As relações públicas são essenciais para qualquer empresa, mas, na idade moderna, você tem que contratar alguém que saiba o que está fazendo. A maioria das empresas que trabalha o jogo de manipulação online contrata serviços pesados de SEO (Search Engine Optimization) – que fazem com que as suas páginas apareçam nas primeiras posições nos principais mecanismos de busca como Google ou Bing. Fato é que o SEO é um elemento chave quando falamos de promoção online.

Os responsáveis pelos serviços de relações públicas tendem a identificar opiniões e artigos positivos já existentes na web e utilizar várias estratégias de otimização para elevá-los ao topo dos motores de busca. Assim, os comentários ruins ficam sempre no final da lista. Não podemos culpar essas empresas por apenas querer destacar seus lados positivos. Além disso, se você quiser encontrar opiniões legítimas em relação a alguma empresa ou produto, é de seu interesse olhar além das primeiras páginas de pesquisa.

2. Falsos comentários


Caso você ainda não saiba, algumas empresas costumam postar falsos comentários sobre si na web. Não existe uma fórmula para saber quando um comentário é falso ou real, mas basta navegar um pouco nas mídias sociais para encontrar uma série de comentários fantásticos a respeito de uma empresa ou produto que foram apenas copiados e colados ali. Devido a essa tendência, a Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, criou um site chamado "Review Skeptic" (algo como "Crítica cética"), dedicado apenas para "fins de entretenimento".

O site surgiu após pesquisadores da instituição norte-americana descobrirem por meio de estudos que alguns hotéis tendem a publicar críticas elogiosas sobre si mesmos na Internet. No Review Skeptic, você pode copiar e colar comentários para verificar se eles são falsos ou não com base em alguns algoritmos. Além disso, se você conhece um comentário falso que circula pela web, você pode informar ao site para que seu banco de dados seja ampliado.

3. Consumidores comprados


Em 2013, a revista Time publicou um artigo sobre uma empresa chamada "VIP Deals", que vendia cases de couro para tablets por US$ 59,99. Porém, após algum tempo, quando os consumidores fizeram buscas online do mesmo case para seu Amazon Kindle, encontraram ofertas do mesmo produto e da própria VIP Deals por menos de US$ 10 mais frete. 

Ao receber o pedido em casa, os consumidores verificaram a presença de uma carta que os "convidava" a escrever uma boa resenha do produto no site da Amazon. "Em troca de escrever a resenha, vamos reembolsar seu pedido, de modo que você receberá o produto gratuitamente", dizia o bilhete. Cada estrela dada no comentário valia 2 dólares de reembolso. Ou seja, mesmo sem achar que o produto era realmente tão bom, as pessoas escreviam ótimos comentários para atrair novos consumidores. Esse tipo de reembolso é ilegal, e gerou muita polêmica na época em que foi desmascarado. 

4. Comentários afiliados


Neste caso, os consumidores recebem um link personalizado para um produto participante de um programa de afiliados, como o da Amazon, e sempre que esse link é clicado, eles recebem uma pequena quantia, uma espécie de "comissão" por ter feito propaganda do produto vendido. Isso pode ser correto em determinadas situações. Por exemplo, se você é meu amigo e diz que estava comprando um produto que eu já havia comprado, eu poderia dizer: "Você se importa de usar o meu link de afiliado, já que eu te indiquei o produto?".

Isso não parece tão ruim, certo? O problema começa quando bloggers populares escrevem comentários surpreendentemente positivos em relação aos seus produtos, disponibiliza o link de afiliado para eles e, em seguida, os promove em seu site. Com o alto poder de alcance que essas pessoas têm na web, fica fácil promover uma série de comentários afiliados como se eles fossem legítimos e completamente espontâneos.

Fonte: "4 maneiras de saber se as empresas estão manipulando os comentários online - Publicidade." Canaltech. http://corporate.canaltech.com.br/noticia/publicidade/4-maneiras-de-saber-se-as-empresas-estao-manipulando-os-comentarios-online/ (accessed August 7, 2013).

CIO: Google anuncia aplicativo para encontrar smartphone perdido


A Google está finalmente lançando o aplicativo "find my phone" (encontre meu fone) para Android. A empresa anunciou em seu blog que até o final deste mês o recurso será incluído no novo "Android Device Manager".

Requisitado há muito tempo por usuários de smartphones Android, que na falta de uma app da Google tinham de recorrer a apps de terceiros, o novo recurso permite aos usuários forçarem remotamente seu aparelho roubado ou perdido a tocar a campainha no volume mais alto, mesmo que esteja em modo silencioso. Pela mesma app é possível também localizar e rastrear o aparelho no mapa em tempo real (desde que esteja conectado à rede) e apagar todos os seus dados.


Os recursos anunciados pela Google são semelhantes aos recursos da app "Find My iPhone", que a Apple já oferece aos usuários do iPhone e iPad há muitos anos. No aplicativo da Apple é possível também bloquear o uso do aparelho, apagar os dados, fazer o dispositivo emitir sinais sonoros e localizar em tempo real no mapa.

O produto da Google é compatível com a versão do Android 2.2 ou superior, ou que significa que praticamente todos os aparelhos Android em uso atual terão acesso a ele. A empresa, à semelhança da Apple, vai lançar um site específico para o aplicativo.

Google, Apple, Microsoft e Samsung têm sido cobradas pela polícia e departamentos de Justiça dos Estados Unidos a usar a tecnologia para implementar mais recursos que protejam os usuários dos smartphones, alvo de uma onda crescente de furtos e roubos violentos em várias cidades americanas.

Em São Francisco, há duas semanas, o Procurador Geral, George Gascón, acusou a Google e a Microsoft de não fazer o suficiente para atender os apelos das autoridades policiais. Para Gascón, no entanto, não basta o recurso de apagar dados. Ele quer que as empresas encontrem meios de tecnicamente "emparedar" o dispositivo inutilizando-o para sempre no caso de ser roubado. Segundo ele, isso reduziria o interesse dos ladrões nesse tipo de equipamento.

Fonte: Williams, Martyn . "Google anuncia aplicativo para encontrar smartphone perdido - CIO." CIO - Gestão, estratégias e negócios em TI para líderes corporativos. http://cio.uol.com.br/tecnologia/2013/08/06/google-anuncia-aplicativo-para-achar-smartphone-perdido/ (accessed August 7, 2013).

IDG Now!: Crackers usam serviços de hospedagem na nuvem para disseminar malware



Nova maneira de ataque permite que códigos maliciosos tenham menor taxa de detecção e ataques passem despercebidos por sistemas de proteção corporativos.

Os criadores de malware estão aumentando seu uso de sites de hospedagem de arquivo e serviços em nuvem para distribuir programas maliciosos, disseram pesquisadores de segurança durante a conferência Black Hat.

Tradicionalmente, criadores de malware distribuem códigos maliciosos por meio de sites próprios.

Mas, como fornecedores de segurança ficaram melhores em detectar sites e adicioná-los a listas negras, os crackers cada vez mais distribuem malwares a partir de sites de hospedagem legítimos. Essa técnica tem sido usada há pouco mais de dois anos, mas agora parece estar ganhando força, disseram os pesquisadores.

Escapando da detecção

Muitas vezes, os proprietários de sites legítimos não conseguem analisar corretamente o conteúdo que hospedam, o que permite que atacantes enviem códigos maliciosos com relativa facilidade, afirmou Michael Sutton, vice-presidente de pesquisa da Zscaler, um provedor de serviços de segurança baseados em nuvem para empresas.

O conteúdo malicioso distribuído a partir de um site legítimo é mais provável de passar despercebido pelas defesas corporativas. Também é pouco provável que fornecedores barrem um serviço de hospedagem legítimo, permitindo que o conteúdo malicioso hospedado em um fique disponível por mais tempo, disse ele.

A Zscaler afirmou que ouviu relatos de arquivos maliciosos hospedados no Dropbox, mas eles parecem ter sido removidos, diz o blog.

Como exemplo dessa tendência, Sutton apontou para recentes incidentes nos quais atacantes postaram e distribuíram um código malicioso no Google Code e Dropbox. 

Um blog no site da Zscaler lista quase três dezenas de arquivos maliciosos hospedados no site do Google Code, que contém ferramentas para desenvolvedores de software.

A mensagem para os gerentes de TI: não confiar cegamente em domínios que parecem ser seguros, disse Sutton.

"Os crackers estão começando a impulsionar serviços de hospedagem" para lançar códigos maliciosos, disse. "O fato é que crackers costumavam criar seus próprios servidores" para hospedar malware.

"Então os vimos infectar serviços terceiros legítimos. Agora eles estão usando serviços de hospedagem. Eles não estão mais pagando para hospedar [malware] e são menos propensos a ficar na lista negra".

Aumento das infecções

Enquanto isso, a FireHost, um provedor de serviços de hospedagem em nuvem para as empresas, tem experimentado um aumento nos ataques em aplicações Web provenientes de redes de serviços de hospedagem web legítimas, disse o CEO Chris Drake.

Em seu último relatório trimestral de segurança, a FireHost observou um aumento considerável no número de ataques de injeção SQL, ataques de passagem de diretórios e outros ataques em aplicações Web lançados de dentro das redes de provedores de serviços em nuvem, disse Drake.

Provedores de cloud computing têm, frequentemente, procedimentos de validação fracos quando inscrevem novos clientes, permitindo que os atacantes criem contas com informações falsas. 

As contas são, então, utilizadas para implantar e administrar botnets (redes de computadores zumbis) poderosas, que funcionam na infraestrutura em nuvem, disse.

No segundo trimestre de 2013, o sistema de filtragem de IP que a FireHost usa para proteger seus clientes contra ataques maliciosos bloqueou cerca de 1,3 milhões de ataques únicos. Do total, um número notável de ataques originados a partir de endereços IP pertencentes a empresas de serviços em nuvem, afirmou Drake.

Fonte: Vijayan, Jaikumar . "Crackers usam serviços de hospedagem na nuvem para disseminar malware - IDG Now!." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/08/06/crackers-usam-servicos-de-hospedagem-na-nuvem-para-disseminar-malware/ (accessed August 7, 2013).

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Roda de Conhecimento da Prodeb

A Roda de Conhecimento é uma atividade criada pela Diretoria de Infraestrutura Tecnológica e Sistemas da Companhia de Processamento de Dados da Bahia (DTS/Prodeb). A ideia surgiu depois que Napoleão Lemos, diretor DTS participou do curso de graduação e pós-graduação Amana-Key sobre gestão avançada. A atividade, que se iniciou em junho de 2013, consiste na leitura e discussão em grupo do livro "Este Barco também é Seu", do autor Michael Abrashoff.  Michael foi capitão do navio de guerra USS Benfold, totalmente moderno, equipado com alta tecnologia, sistemas avançados, no entanto, composto de uma população de baixa produtividade. Para aperfeiçoar o navio, o capitão entendeu que precisava aprimorar suas próprias técnicas de gestão e liderança. 


Após aplicar importantes técnicas de gestão, muitas criadas pelo próprio Michael Abrashoff, o capitão conseguiu unir a população do navio, reduzir custos e obter as mais altas pontuações de toda a Esquadra do Pacífico. As conquistas levaram o navio USS Benfold a ser reconhecido como um modelo de eficiência naval. Nos seus 12 capítulos (200 páginas), escritos em forma de narração e baseado na história do autor, o livro compartilha experiências e práticas de gestão. Napoleão afirma o exercício praticado pela leitura do livro na Roda de Conhecimento é importante para a inovação da Prodeb. "O barco descrito por Michael Abranoff é a empresa e a população do navio são os empregados da Prodeb, por isso é tão essencial que todos participem". 

gestão participativa.
Napoleão explica que, no curso de graduação e pós-graduação Amana-Key sobre gestão avançada, foi pedido que ele idealizasse formas de gestão. O diretor da Prodeb conta que escolheu duas formas de gestão: por indicadores e participativa. Apesar da gestão por indicadores estar sendo implantada aos poucos na Prodeb, o diretor explica que a cultura da empresa não é algo a ser mudado rapidamente. "Cultura é algo que requer tempo", pontua Napoleão. 

A gestão participativa, por sua vez, envolve colaboradores, terceirizados ou comissionados da empresa, além dos clientes que a Prodeb atende. Essa gestão seria feita através de pesquisas de opinião, como o que se deve melhorar, o que deve continuar e, principalmente, avaliação dos fornecedores. "É desta forma que a Iso 9000 faz", exemplifica Napoleão, que completa: "temos que avaliar constantemente o fornecedor a partir de uma série de atributos para ver se ele está nos atendendo bem". Quanto aos clientes, o diretor salienta que a gestão participativa "é interessante porque o nosso cliente tem que estar satisfeito com nosso serviço." explica o diretor. Napoleão destaca a necessidade de medir o nível de satisfação. "Se a gente não medir, como nós vamos saber, certo?".  

Fonte: ASCOM/PRODEB

Baboo: Banda larga superior a 8 Mbps foi a que mais cresceu proporcionalmente no Brasil




A proporção de brasileiros que passou a ter internet banda larga com velocidade superior a 8 Mbps foi a que mais cresceu de junho de 2012 até junho de 2013, aumentando em 49% a quantidade de usuários, segundo a pesquisa NetSpeed Online Report, do IBOPE Nielsen Online. Hoje, o total de brasileiros com essa faixa de velocidade de internet é de 7,8 milhões de pessoas, o equivalente a 17,1% de todos que possuem banda larga no país.
Banda larga no Brasil

Já aqueles que possuem internet de 2 Mbps até 8 Mbps somaram 16,1 milhões de pessoas até junho deste ano, quando o levantamento de dados em questão foi encerrado. No mesmo período de 2012 eram 11,6 milhões de pessoas com banda larga nesta faixa de velocidade, representado, portanto, um aumento de 4,5 milhões de usuários, que classifica a categoria como a que teve o maior aumento em número pessoas no Brasil.

Unificando as duas faixas de velocidade – de 2 Mbps até 8 Mbps e superior a 8 Mbps – temos 23,9 milhões de usuários, que são responsáveis por uma fatia de 52,5% do total de brasileiros com acesso a internet, contra 46,7% e 21,2 milhões de pessoas com conexões abaixo de 2 Mbps. Apesar de atingir uma porcentagem que corresponde a mais da metade da população brasileira conectada, os 52,5% não representam muito se comparados a outros países.

O mesmo estudo foi feito pelo IBOPE Nielsen em outros seis locais, e todos tiveram pelo menos 20 pontos porcentuais a mais que o Brasil em relação à proporção de usuários conectados que usam banda larga superior a 2 Mbps. No topo do ranking está a Alemanha, onde a marca chega aos 84,6%. Bem próximas estão França e Reino Unido, com 83,9% e 83,1%, respectivamente. Fecham a lista EUA, com 78,6%; Itália, com 77,3%, e Austrália, com 74,2%.

Especificamente no território nacional, ainda de acordo com a pesquisa, o número de usuários com internet com velocidade abaixo dos 512 Kbps caiu 39%, indo de dez milhões de pessoas em junho de 2012 para 6,1 milhões no mesmo período deste ano. Já o número de internautas ativos em domicílios aumentou em 9% se comparados os dados de 2012 e 2013, alcançando a marca de 45,4 milhões de pessoas.

FONTE: "Baboo.com.br." Banda larga superior a 8 Mbps foi a que mais cresceu proporcionalmente no Brasil. www.baboo.com.br/corporativo/banda-larga-superior-a-8-mbps-foi-a-que-mais-cresceu-proporcionalmente-no-brasil/?utm_source=feedly (accessed June 8, 2013).


Canal Tech: 25% dos acidentes de carro são causados pelo uso de celulares ao volante

Segundo um novo estudo do National Safety Council dos Estados Unidos, 25% de todos os acidentes de carro registrados no país são causados porque os motoristas estão falando no celular ou enviando mensagens de texto. As informações são do MarketWatch.

O levantamento identificou que os motoristas que usam seus celulares enquanto estão dirigindo não enxergam cerca de 50% do que acontece ao seu redor. David Teater, diretor sênior do NSC, afirma que o risco de se envolver em acidentes de trânsito pelo envio de SMS está aumentando, já que a prática de trocar mensagens está ficando cada dia mais popular entre os norte-americanos, com um em cada três preferindo enviar mensagens ao invés de ligar. Os norte-americanos enviam, em média, 41 mensagens de texto por dia, com esse número aumentando para 110 mensagens diárias para pessoas com faixa etária entre 19 e 25 anos.

O número de motoristas que enviam mensagens ou manipulam seus dispositivos aumentou de 0,9% em 2010 para 1,3% em 2011, enquanto o uso do celular permaneceu estável em 5%, como revelam dados de uma pesquisa conduzida pela Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário. O aumento do uso do celular ao volante está diretamente ligado à falta de fiscalização nas ruas e estradas.

Nos Estados Unidos, os motoristas pegos dirigindo embriagados recebem multas severas e podem até acabar presos, mas isso não acontece nos casos em que o motorista está usando celular.

Cerca de 11 estados norte-americanos proíbem o uso de celulares ao volante, incluindo Nova York, Oregon, Nova Jersey e Califórnia, e mais 41 estados devem proibir o envio de mensagens de texto. O estado de Nova York foi o primeiro a proibir o uso de celulares ao volante em 2001, mas há dez anos as autoridades não podiam imaginar que as mensagens se tornariam tão populares.

Especialistas em segurança no trânsito defendem leis federais que proíbam o uso de celulares, incluindo os dispositivos de atendimento de ligações remoto. Pesquisas mostram que mesmo os aparelhos que permitem que os usuários mantenham as duas mãos sobre o volante e façam ligações podem ser perturbadores e comprometer a atividade, uma vez que ligações telefônicas sempre tiram a atenção dos motoristas.

FONTE: "Estudo: 25% dos acidentes de carro são causados pelo uso de celulares ao volante - Celulares." Canaltech. http://canaltech.com.br/noticia/celulares/Estudo-25-dos-acidentes-de-carro-sao-causados-pelo-uso-de-celulares-no-volante/ (accessed August 6, 2013).

Inovação Tecnológica: Brasil entra para elite mundial da eletrônica orgânica



O Brasil vai começar a fabricar células solares orgânicas.

Ainda sem uma indústria fotovoltaica tradicional, à base de silício, o Brasil agora pode saltar etapas.

Ao contrário das células solares de silício, as células solares orgânicas são feitos com plásticos, o que as torna leves, flexíveis e transparentes.

Assim, em vez dos painéis solares rígidos e retangulares, as películas fotovoltaicas podem ser aplicadas no revestimento de edifícios e casas, fachadas, janelas, aparelhos eletrônicos, como celulares, e até mesmo em veículos.

Além de outras aplicações inovadoras, essas características permitem uma redução significativa nos custos de instalação, responsáveis por até 70% do custo total dos sistemas fotovoltaicos tradicionais.

A produção das células fotovoltaicas orgânicas (OPV) será feita pelo CSEM Brasil, resultado da associação entre a gestora de capitais brasileira, FIR Capital, e do Centre Suisse dÉlectronique e Microtechnique, CSEM S.A.

A fábrica, que já recebeu investimentos de R$20 milhões, e receberá outro tanto até 2014, está localizada na Cidade da Ciência e do Conhecimento, em Belo Horizonte (MG).

Impressão em rolos

Tanto o processo de fabricação - impressão em rolos, ou roll to roll -, quanto os materiais empregados nas células solares orgânicas, representam uma notável redução de impacto ambiental quando comparados ao das células fotovoltaicas de silício.

A energia utilizada em sua produção é aproximadamente 20 vezes menor do que a energia empregada na produção dos painéis de silício, sendo considerada uma opção ainda mais verde para o reaproveitamento da energia solar.

Embora tenham uma eficiência energética menor em comparação com as células de silício, sua flexibilidade e seu baixo custo podem ser um impulso importante para a adoção da energia solar em larga escala.

"Temos a vantagem competitiva de estar no Brasil, com muito sol e uma matriz energética complementar que ainda não cobre 100% da população. Além disso, estamos confiantes com as nossas parcerias globais e com o time de excelência montado com doutores e profissionais que são líderes em suas áreas de atuação," afirma o Dr. James Buntaine, presidente da CSEM Brasil.

O Dr. Buntaine é pioneiro na indústria de eletrônica orgânica impressa, OLEDS (LEDs orgânicos) e células solares de plástico.

"O desenvolvimento e produção dessas células no Brasil representa um marco importante para criação no Brasil de uma cadeia de valor para energia solar competitiva em escala global, reunindo formação de pessoal, tecnologia de próxima geração e matérias-primas locais", declara Tiago Alves, membro da diretoria da empresa.

O Centro de Inovações CSEM Brasil e as atividades desenvolvidas por suas divisões de "Eletrônica Orgânica e Impressa" e de "Cerâmica LTCC e Micro Sistemas" contam com o apoio da Fapemig, BNDES e FINEP.

As células solares orgânicas são fabricadas por 
impressão, usando como base um filme plástico 
flexível e transparente. [Imagem: CSEM]

Embora tenham uma eficiência energética
menor em comparação com as células de 
silício, sua flexibilidade e seu baixo custo 
podem ser um impulso importante para a
adoção da energia solar em larga escala. 
[Imagem: CSEM]

FONTE: "Brasil entra para elite mundial da eletrônica orgânica." Site Inovação Tecnológica - Tudo o que acontece na fronteira do conhecimento. http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=brasil-entra-elite-mundial-eletronica-organica&id=010115130806 (accessed August 6, 2013).

Macworld: Falta de novos iPads derruba vendas de tablets em 10% no trimestre



Com envios 25% menores, Apple registrou a maior queda entre fabricantes. Mas empresa continua em primeiro lugar à frente da rival Samsung, segundo IDC.

Cerca de 10% a menos de tablets de todas as marcas foram enviados no segundo trimestre deste ano em comparação ao três meses anteriores, com o iPad registrando a maior queda, de 25%, segundo informações divulgadas pela consultoria IDC nesta semana.

As vendas de iPad totalizaram 14,6 milhões de unidades no trimestre encerrado em junho, queda significativa em relação aos 19,6 milhões do trimestre anterior.

O declínio é atribuído ao fato de que a Apple não apresentou nenhum modelo novo do iPad neste período. O lançamento de novos iPads no segundo trimestre em anos anteriores ajudaram tanto a Apple quanto seus rivais, aponta a IDC.

“Sem novos iPads, o mercado desacelerou para muitas fabricantes, e é provável que continue assim neste novo trimestre”, afirmou o analista da IDC, Tom Mainelli.

Mas é espeado que no quarto trimestre sejam apresentados novos modelos do iPad e iPad Mini, assim como novos produtos no segmento de empresas como Amazon. O Google anunciou a segunda geração do seu Nexus 7, com Android 4.3, há cerca de duas semanas e as vendas nos EUA começaram na semana passada.

A Apple basicamente criou a categoria do tablet moderno com o primeiro iPad, em abril de 2010, e manteve 60,3% de participação no segundo trimestre do 2012. Agora possui uma fatia que é quase metade desse número: 32,5%, segundo o IDC. Todos os tablets Android agora possuem 62,5% do mercado, enquanto que aparelhos com os sistemas Windows 7 e 8 possuem apenas 4%.

Enquanto isso, os tablets da Samsung com Android viram um crescimento de 277% na comparação ano a ano no segundo trimestre, com a empresa sul-coreana lançando produtos entre o primeiro e segundo trimestres. Ainda em segundo lugar atrás da Apple, a Samsung vendeu 8,1 milhões de tablets no trimestre, queda em relação aos 8,6 milhões registrados no primeiro trimestre. Em comparação, a empresa tinha enviado 2,1 milhões de tablets no segundo trimestre de 2012.

A IDC informou que 45,1 milhões de tablets de todas as marcas foram enviados no segundo trimestre, com pouco mais da metade, 22,7 milhões de unidades, vindo das rivais Apple e Samsung.


FONTE: "Falta de novos iPads derruba vendas de tablets em 10% no trimestre - Macworld." Macworld - Dicas, reviews, análises e notÃícias de Apple, Mac, iPad, iPod e iPhone. http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2013/08/06/falta-de-novos-ipads-derruba-vendas-de-tablets-em-10-no-trimestre/ (accessed August 6, 2013).