segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

IDG NOW: Redes sociais e crianças, uma relação delicada


Por Andrea Evora Cals
No final de 2013, ainda durante as aulas eu e todas as mães de meninas fomos chamadas na escola, uma de cada vez. Resumindo muito, as meninas estavam se comportando todas sem respeito umas com as outras, panelinhas, rejeições etc.

Fiquei pau da vida. A minha filha tinha acabado de fazer 12 anos, estava no 6o ano e além de uma conversa séria, resolvi castigar tirando dela todas as formas de comunicação instantânea. Deixei apenas que ela entrasse na internet para pesquisar coisas, pegar emails, etc. Acabei com: Instagram, Facebook, SnapChat, Cinemagram e Skype. Eram os aplicativos que ela usava. Nem era das mais viciadas e eu tinha uma combinação com ela. Desde sempre, ela sabia que eu tinha as senhas e que entraria sempre que quisesse. Sempre fiz isso para desfazer as amizades que ela aceitava por exemplo com adultos. Criança não tem nada que ser amiga de adulto em redes sociais. Qual é o objetivo? Deletava tudo.

Ela ficou uma semaninha incomodada por não estar sabendo de todos os passos das amigas e também de não poder publicar os seus.

Estamos quase em fevereiro e eu nunca mais voltei atrás no que começou como um castigo e se revelou como algo muito óbvio. Crianças e adolescentes não estão preparados pra enfrentar as redes sociais. Elas estão começando a entender quem são, do que gostam. Estão finalmente aos 11, 12 anos se virando e se relacionando com pessoas desconhecidas, em situações cotidianas como fazer uma compra em uma loja, pegar um ônibus, ligar para pedir uma informação. Estão começando a enfrentar as pressões dos colegas, precisam em muitas situações ter força pra manter suas opiniões, pra discordar ou pra concordar.

Entre as amigas é uma loucura porque se uma discorda, a outra fica chateada, mas se ela concorda, a amiga diz que ela não tem personalidade. Algumas se agrupam e acham que a outra é infantil. As outras reagem e dizem que o outro grupo é das metidas. Conviver com isso é o feijão com arroz do adolescente, mas hoje vem acompanhado das indigestas redes sociais. Se uma criança posta no Instagram uma foto sua com duas amigas na piscina, no mesmo instante tem outra amiga em algum lugar que se sente infeliz e excluída.

Presenciei uma coisa muito esquisita. Minha filha estava mandando um recado corriqueiro, via SnapChat pra uma amiga. Algo como “Vamos ao cinema?” Ela gravou com uma entonação. Ouviu, não gostou, apagou. Gravou com outra entonação. Apagou. Gravou de novo, ouviu, aprovou, enviou.

Isso é muito doentio. Edição da vida real. É mais importante enviar uma mensagem muito fofa dizendo “Vamos ao cinema?” do que ir ao cinema.

Vieram as férias e ela passou a ligar para as amigas para fazer algum programa. Foi muito tranquilo e uma coisa curiosa aconteceu. A dependência que ela tinha de estar com as amigas para ser feliz, diminuiu absurdamente. Sem as redes sociais, sem poder assistir todas as aquisições, viagens, caras fofas e citações que estariam cruzando o espaço virtual, ela olhou pra casa dela, pra ela mesma, para as cachorras, procurou o que fazer, acalmou, sentou, viu filmes, ouviu músicas sem que ninguém dissesse que eram boas, ruins, sem comparar as pronúncias em inglês que têm que ser perfeitas entre elas, afinal são todas praticamente estrelas de seriados da Disney, estrelando em seus Facebooks.

Sem redes sociais, a pré-adolescente… desenvolveu habilidades cerebrais nunca antes observadas com o cubo mágico, completando lados com uma rapidez incrível. A cada lado completado, a pré-adolescente se empolga mais e faz em menor tempo. Isso se traduz em satisfação pessoal.

Ao perceber que teria que viver, em vez de ver a vida alheia ou contar o que estava vivendo sem de fato estar, a pré-adolescente passou a providenciar coisas para fazer: planeja férias em lugares legais, economiza dinheiro para realizar planos futuros e reais; fotografa coisas interessantes sem que elas tenham que ser mostradas para as amigas; vê filmes que não estão passando no Disney Channel, passou a conhecer Alfred Hitchcock e já viu “Os pássaros”, “Vertigo” e ” Janela Indiscreta”, Conheceu Jerry Lewis e percebeu que já existia um careteiro antes de Jim Carrey; Acha a “Violetta” uma chata. Parou de cantar aos berros músicas em espanhol e agora canta Beatles, Led Zeppelin, Eric Clapton.

A pré-adolescente, sem poder exibir suas conquistas diárias com “partiu piscina”; “#ganheiumvans; #meutiovaimedarumlong, passou a se deleitar verdadeiramente com as pequenas coisas do cotidiano.

Recentemente, ela me pediu um telefone novo de aniversário. Eu disse que não, mas que se ela tivesse dinheiro, poderia comprar. Ela vendeu roupas usadas, pediu dinheiro de aniversário, dei mais 300 reais pra inteirar e ela comprou o celular dela. E não teve que contar pra ninguém, mostrar pra ninguém. Aprendeu a deleitar-se com sua conquista. E ficou feliz!

Acontece que uns 15 dias depois foi brincar na casa da amiga que não está com as restrições que ela está. Adivinha o que aconteceu. A amiga imediatamente fotografou o celular novo e postou no Instagram com a legenda #perfeito.

No mesmo instante outra amiga perguntou de quem era aquele telefone novo. Ela respondeu que era da minha filha – que estava ao lado assistindo. A outra amiga reclamou porque ela havia escolhido a cor que ela havia dito que gostava e protestou: “Igual ao meu!” A amiga perguntou então: “Você comprou um também?” Resposta: “Ainda não, mas quando eu comprar será dessa cor”.

A antecipação, a comparação, a competição que as redes sociais provocam nos adultos que quase sempre ficam deprimidos ao perceberem com a vida dos outros é incrível, causa uma devastação na autoestima dos adolescentes.

Observações finais até aqui: a pré-adolescente que passava os dias preocupada em fazer parte, em mostrar o que sabe, o que tem, o que gosta, que gosta do que todo mundo gosta, ou que gosta do que ninguém gosta, está mais segura, calma, legal. Conversa muito mais com todo mundo ao vivo. Fala melhor ao telefone. Pensa com a própria cabeça. Tenta descobrir o que a faz feliz sem se preocupar se a sua felicidade é aceitável para as amigas.

O que começou como um castigo temporário, virou regra.

Redes sociais para pré-adolescentes, só com supervisão, em doses homeopáticas.

Aqui em casa, dieta zero.

Apenas como dado curioso, trabalho com internet desde 1995, criei em 1996 um dos primeiros sites onde a participação do usuário gerava o conteúdo do site e não vivo sem internet, mas tenho que admitir que infância e adolescência não combinam com redes sociais.

Os desdobramentos da nossa história você pode acompanhar no blog Muié do Meio do Mato.

G1 - App brasileiro para evitar tragédias ganha R$ 250 mil na Campus Party


Fi-Guardian ganhou a categoria de Cidades Inteligentes do Desafio Fi-Ware.
O sistema integra dados do governo, participação popular e envia alertas.

Helton Simões Gomes
Aplicativo brasileiro Fi-Guardian recebeu o maior 
prêmio da categoria Cidades Inteligentes do 
Desafio Fi-Ware, na Campus Party, e levou 
para casa aproximadamente R$ 250 mil. 
(Foto: Reprodução/YouTube)

Nascido depois da tragédia da região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, um conjunto de soluções informatizadas brasileiro para evitar catástrofes e emitir alertas sobre elas foi o vencedor do Desafio Fi-Ware, realizado na Campus Party 2014. O grupo levou para casa neste sábado (1) um prêmio de 75 mil euros, aproximadamente R$ 250 mil.

Iniciativa da Comunidade Europeia e de empresas privadas, o Fi-Ware reúne diversas aplicações para facilitar o desenvolvimento de novas ferramentas. Algumas das participantes do consórcio são IBM, Nokia, Siemens e Telefónica, que liberam a programadores alguns de seus serviços.

Segundo a equipe do Fi-Guardian, brasileira ganhadora da categoria de Cidades Inteligentes, o desenvolvimento do sistema teria durado até dois anos se não tivesse acesso a esse conjunto de tecnologias. A criação da ferramenta durou um mês.

“A IBM tem o sistema chamado Proton, de análise de eventos, que está lá. É como o Lego, que fornece peças para desenvolver soluções a partir de tecnologias pré-existentes”, disse ao G1um dos programadores da equipe campeã, Marcos Marconi. O Fi-Guardian foi o único projeto brasileiro a ser premiado no Desafio Fi-Ware, que distribuiu outros nove prêmios (cinco para a categoria de Negócios Inteligentes, outros quatro para a modalidade de Cidades Inteligentes). Os brasileiros irão disputar agora a etapa mundial do Desafio.

“Os empreendedores não param de nos surpreender todos os dias, mostrando o que eles podem fazer se dermos as ferramentas certas”, disse Juanjo Hierro, arquiteto chefe e coordenador do Fi-Ware. Segundo a organização da competição, foram enviadas 7 mil ideias diferentes.

Evitando tragédias
O Fi-Guardian é um software que integra em um mesmo local todas as fontes usadas pelo governo para gerenciar desastres naturais (Inea, Cemaden, Inpi e Climatempo, por exemplo). Além disso, permite que as cidades instalem novos sensores para expandir o gerenciamento de risco e fornecer mais informações ao sistema.

A equipe de cinco desenvolvedores é natural de Nova Friburgo, região serrana do Rio, que foi atingida por deslizamentos que deixaram dezenas de pessoas mortas. “Tudo que a gente está colocando no projeto é da nossa experiência real”, afirmou Marconi.

“Existe relatos de bombeiros que entravam nas casas e encontravam crianças abraçadas a ursinhos de pelúcia e famílias reunidas que poderiam ter sido salvas se tivessem sido avisadas.”

Participação popular
Depois de conectar as fontes oficiais de informação, o segundo passo é dar às pessoas a oportunidade de avisar as autoridades via aplicativos instalados em seus celulares sobre situações adversas, para colaborar com a prevenção de situações de risco. Ainda na fase de protótipo, o aplicativo será disponibilizado para iPhones e aparelhos que rodem Android.

“Uma pessoa em uma situação de perigo, que precise de ajuda, da Defesa Civil, ou de alguma autoridade, consegue pedir ajuda pelo celular. Isso vai chegar ao painel georefenciado das autoridades”, explica Marconi.

A colaboração tem dois objetivos. O primeiro é fazer com que a própria população colabore para proteger sua comunidade. O segundo é instigá-la a monitorar áreas de risco, como um rio que em tempos de cheia pode provocar enchentes –o aplicativo dará acesso a câmeras de seguranças de entidades oficiais.

Fora integrar dados de órgãos de gerenciamento e permitir a colaboração popular, o aplicativo também terá um sistema de alerta sonoro para cidadãos que estiverem próximos a regiões perigosas. “Dependendo da localização onde a pessoa esteja, pode receber uma mensagem por voz avisando dos pontos de abrigo mais próximos”, diz Marconi.

G1 - Uso do Facebook para atrair jovens a combater na Síria preocupa UE


Em perfis, belgas e franceses que se juntaram a grupos rebeldes mostram fotos e prometem ajudar novos recrutas.

Abou Shaheed foi combater na Síria 
(Foto: Reprodução/Facebook)

Autoridades da União Europeia estão preocupadas com o uso de sites de mídia social como oFacebook para engajar jovens europeus na guerra da Síria.

A Comissão Europeia recomendou recentemente aos governos do bloco "ir além da proibição ou remoção de material ilegal" postado no Facebook e "passar a publicar mensagens opostas para contrariar as versões dos extremistas" e reduzir o impacto das redes sociais na radicalização de jovens.

Diversas páginas foram abertas no Facebook com mensagens explícitas para tentar recrutar jovens europeus. Páginas supostamente criadas por outros jovens que já lutam em território sírio, exibem um objetivo claro: promover a causa e atrair mais simpatizantes à luta.

A maioria dessas páginas seria de jovens que teriam se convertido ao islamismo radical contra a vontade de suas famílias e passado a integrar os batalhões do Estado Islâmico no Iraque e Levante (EIIL), um grupo ligado à Al-Qaeda que pretende instalar a "sharia" (lei islâmica) na Síria.

As autoridades francesas estimam que cerca de 250 cidadãos desse país participam do combate na Síria e outros 150 teriam manifestado o desejo de participar.

Na Bélgica, o ministério de Assuntos Exteriores já identificou cerca de 200 cidadãos que lutam em território sírio, além de 20 já mortos, mas afirma que esses números variam rapidamente.

Incentivo
As páginas trazem estampadas fotos dos supostos combatentes com o rosto à mostra e mensagens disponibilizadas a todo o público da rede social não apenas contra o governo de Bashar al-Assad, mas também contra grupos rebeldes moderados e contra toda forma de democracia.

Em contas abertas com pseudônimos religiosos, são publicadas regularmente fotos mostrando esses jovens em mansões em que viveriam, na região de Aleppo, expropriadas de ricos habitantes que fugiram das cidades depois da chegada dos radicais, e nelas eles comentam seu dia a dia.

"Coloco minhas fotos para dar força aos irmãos para vir (à guerra)", afirma o francês Abou Shaheed ao lado de uma imagem na qual aparece em uniforme camuflado, um grande sorriso no rosto descoberto e um fuzil na mão.
Abu Houdaifa Ahmed, de 21 anos, posta fotos de 
armas em seu perfil (Foto: Reprodução/Facebook)

A mesma justificativa é dada por Abu Houdaifa Ahmed, que se diz belga, de 21 anos. Ele exibe orgulhoso suas armas e uma grande jarra de suco fresco de fruta, explicando como os "candidatos ao martírio" têm tudo o que necessitam na "terra de Alá" que tentam conquistar.

Ismail, outro que se diz belga, afirma que se uniu ao combate há um ano, aos 16 anos. Ele revela um rosto angelical coroado com um turbante em meio a imagens de fuzis AK 47 e lança-granadas.

Nos comentários embaixo das fotos, muitos simpatizantes se dizem "ansiosos por se unir" ao grupo e "combater os infiéis".

Os combatentes na linha de frente prometem ajudar com a logística e "esperar de braços abertos" os novos recrutas, mas não se limitam às palavras.

Simpatia
Warda Salame, jornalista do semanário belga "Le Vif", se passou por um simpatizante e, depois de meses de contatos, recebeu indicações precisas e números de telefone de intermediários que a ajudariam a chegar a uma brigada do EIIL através da fronteira turca.

Até as fotos de cadáveres de companheiros de luta – menos frequentes – despertam simpatia entre os contatos dos combatentes, que louvam a coragem do defunto e desejam "que Alá abra as portas do paraíso" ao "mártir" ou "reserve a mesma honra" a si próprio.

"Viemos todos aqui para isso", lê-se em um desses comentários.

A rede social também é usada para pedir doações e enviar mensagens às famílias, por intermédio de membros do grupo que ficaram no país de origem.

Exibicionismo
Para François Ducrotté, analista do centro de pesquisa International Security Information Service (ISIS), com base em Bruxelas, essa atividade explícita é também uma forma de exibicionismo para jovens procedentes de classes desfavorecidas.

"É um orgulho para eles (mostrar a vida que levam na Síria). Essas pessoas, que são geralmente esquecidas pela sociedade, podem ter um momento de glória lutando por uma causa que talvez nem conheçam. E elas utilizam as redes sociais para ganhar protagonismo", afirmou em entrevista à BBC Brasil.

No entanto, "sendo inconscientes e orgulhosos, (os autores das páginas) também ajudam as autoridades a identificar as células de recrutamento e células terroristas" ativas em seus países de origem, acredita o analista.

O Ministério de Interior da Bélgica afirma que esses sites são monitorados pelos serviços antiterrorismo e que as informações divulgadas nessas páginas são usadas nas investigações sobre os combatentes que voltam ao país.

Segundo a Europol, as autoridades europeias não têm poderes legais para controlar publicações em internet realizadas fora de seu território ou perseguir suspeitos em outros países.

Questionado pela BBC Brasil, o Facebook disse que as páginas identificadas pela reportagem violam as regras do site que proíbem a difusão de conteúdo incitando ou apoiando a violência, mas continuavam no ar porque não haviam sido denunciadas por nenhum usuário.

Os perfis foram rapidamente desativados, mas a empresa admitiu que é incapaz de impedir que as mesmas pessoas criem uma nova conta ou de supervisionar o conteúdo publicado por seus mais de um bilhão de usuários, o que poderia ser qualificado como invasão de privacidade.

Adrenaline: Dois homens são presos por compartilhar link de pedofilia na Campus Party 7


No último dia da Campus Party 7 dois homens foram presos em flagrante por compartilhar material de pornografia infantil. Os policiais chegaram até eles no sábado, dia 1º, depois que a organização da feira rastreou o IP dos dois computadores. Os rapazes, um biólogo de 30 anos e um metalúrgico de 26, confessaram o crime e foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Nos registros dos computadores, os policiais identificaram o conteúdo relacionado à pedofilia e, agora, os dois estão à disposição da Justiça. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que a ação foi trabalhosa, porque havia mais de 8 mil pessoas na feira. A organização da Campus Party emitiu nota confirmando a prisão e disse que monitora todo o sistema de internet. As informações são do R7.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: Maior gerador eólico do mundo


Só a nacele da nova superturbina, onde fica
instalado o gerador, tem 8 metros de largura
x 20 metros de comprimento, uma área equivalente
a dois apartamentos de três quartos -
sem contar os 8 metros de altura.
[Imagem: Vestas
]

A empresa dinamarquesa Vestas acaba de anunciar a colocação no mercado daquela que será a maior turbina eólica do mundo.

Com um nome bem descritivo, a V164-8 tem um diâmetro total de 164 metros, para gerar 8 megawatts de eletricidade - ela captura o vento de uma área de 21.124 m2.

O protótipo, instalado no Centro de Testes de Grandes Turbinas, em Oesterild, na Dinamarca, já está gerando energia.


Só a nacele da nova superturbina, o corpo principal onde fica instalado o gerador, tem 8 metros de altura x 8 metros de largura x 20 metros de comprimento, e pesa 390 toneladas.

As lâminas da V164-8 têm 80 metros de comprimento, cada uma pesando 35 toneladas - o encaixe central do rotor, onde são presas as lâminas, responde pelos quatro metros adicionais, chegando aos 164 metros de diâmetro.

As turbinas eólicas vêm crescendo dramaticamente ao longo das últimas décadas - há 30 anos, uma turbina eólica típica tinha um rotor de 10 metros (cada pá media 5 metros de comprimento) e eram capazes de gerar 30 kW.

O grande apelo do tamanho é a redução dos custos de instalação e a possibilidade de melhores contratos para o fornecimento de uma quantidade maior de energia - 8 MW é suficiente para abastecer quase 10.000 residências.

IDG Now!: Especial: o que já sabemos sobre a primeira atualização do Windows 8.1


Sistema avançará rumo à integração entre a interface moderna e o desktop, e ajustes para facilitar o uso com mouse e teclado.
 Jared Newman


Com a primeira atualização do Windows 8.1, a Microsoft realmente quer que os usuários de teclado e mouse se sintam confortáveis usando os novos apps “modernos”. Agora temos uma boa idéia do que esperar do Windows 8.1 Update 1, graças a uma série de “vazamentos” de informações relatados por sites como o Win8China e o confiável blogueiro russo WZor, além de relatos de Paul Thurrot e Mary Jo Foley, dois autores com um sólido histórico de “furos” relacionados ao Windows.

Fãs do desktop podem ficar desapontados ao saber que a nova versão não abole completamente a Interface Moderna (antigamente conhecida como “Metro” e seus apps). Mas resolve questões que tornavam estes apps difíceis de usar sem uma tela senvível ao toque. A atualização também parece ajudar a reduzir o conflito entre o desktop e a interface moderna, continuando o caminho rumo à “conciliação” desbravado pelo Windows 8.1.

Atalhos para apps modernos na barra de tarefas

Se você passa a maior parte do tempo no desktop do Windows 8.1, mas ainda quer usar ocasionalmente um ou outro app moderno, vai gostar de saber que isso fica mais fácil no Update 1 graças à capacidade de criar atalhos para apps modernos na barra de tarefas. Você poderá “fixar” os apps à barra, como nos programas para o desktop, e até ver uma amostra da interface do app pairando o cursor do mouse sobre o ícone. Os apps também poderão suportar Listas de Atalhos (“Jump Lists”) no futuro, o que permitirá que os usuários desktop acessem diretametne uma certa parte do app.

Note o ícone da Windows Store, um app
"moderno" na barra de tarefas

Menus contextuais em apps modernos

Usar apps modernos no Windows 8.1 com um mouse ou trackpad pode ser cansativo. Quando você clica com o botão direito do mouse em algo, uma barra de opções aparece no canto inferior da tela, exigindo movimento desnecessário do mouse para acessá-las. No Update 1 os usuários de mouse ou trackpad terão “menus pop-up” contextuais, replicando o que acontece quando você clica com o botão direito do mouse no desktop. Segundo Paul Thurrot este recurso será adicionado a todos os apps modernos, em vez de limitado apenas à Tela Iniciar.

Um exemplo de menu contextual na Tela Iniciar

Acesso mais fácil a funções como buscar e desligar

Desligar um PC com o Windows 8.1 não é muito difícil, depois que você aprende, mas a decisão da Microsoft de ocultar esta ação atrás do ícone de “Configurações” na barra de “Charms” no canto direito da tela deixou os usuários novatos confusos. A Update 1 resolve o problema adicionando um botão “desligar” à tela Iniciar, junto com um botão para iniciar uma busca em todo o sistema usando o Bing. É um sinal de que a Microsoft está tentando tornar alguns recursos mais fáceis de descobrir.

Ícones para buscar e desligar o PC ficam no 
canto superior direito da tela, ao lado do nome e 
foto do usuário

Um botão “fechar” nos apps modernos

Fechar um app moderno é fácil em um PC com uma tela sensível ao toque. Basta arrastar o dedo do topo para o fundo da tela. Mas com um mouse e trackpad, este é um gesto estranho. Segundo Thurrot, o Update 1 a Microsoft irá adicionar um “X” no canto superior direito da tela em todos os apps modernos, pra tornar mais fácil fechá-los com o cursor.

Menores requisitos de memória e espaço em disco

De acordo com Mary Jo Foley, o Windows 8.1 Update 1 terá menores requisitos de hardware, o que irá permitir que rode em tablets mais baratos. Ela não deu detalhes, mas será interessante ver se o Windows finalmente caberá em aparelhos com 16 GB de espaço em disco.

Data de lançamento

Quando à data de lançamento do Windows 8.1 Update 1, os relatos são conflitantes. Paul Thurrot diz que o objetivo é o início de Abril, enquanto Mary Jo Foley diz que a Microsoft tem como alvo o dia 11 de Março.

E além do Windopws 8.1 Update1, já começam a surgir rumores sobre o “Windows Threshold”, embora não esteja claro se o sistema, previsto para 2015, será conhecido como Windows 8.2 ou se começará um novo ciclo como o Windows 9. Os primeiros relatos sugerem que o novo sistema irá reavivar ainda mais a relação com o teclado e mouse, com o retorno do Menu Iniciar e a capacidade de rodar apps modernos como janelas no desktop, em vez de simplesmente fixá-los à barra de tarefas e rodá-los em tela cheia.

Cruzem os dedos! Enquanto isso, dê uma olhada em nosso guia para erradicar a interface moderna no Windows 8.1.

Folha de S.Paulo: Facebook completa dez anos; relembre sua história


Fundado em 2004, o Facebook completa nesta semana dez anos de idade. Relembre marcos históricos, apps e games notáveis, remoções polêmicas e produtos que deram errado ao longo do breve caminho trilhado pela rede social. 

Editoria de Arte/Folhapress 





Folha de S.Paulo: Computadores podem ser conscientes em 30 anos, dizem estudiosos

YURI GONZAGA

A computação está evoluindo rápido, e cada vez se acelera mais –isso é praticamente um consenso entre especialistas. Mas essa celeridade, defendem alguns deles, pode nos fazer perder o controle sobre as máquinas.

O primeiro computador Macintosh, que completou 30 anos na semana passada, tinha memória 8,4 milhões de vezes menor e um processador que rodava em frequência 163 milhões de vezes inferior em relação ao iPhone 5s, da mesma Apple.

Adicione outros 30 anos e estaremos vivendo a "singularidade tecnológica", o momento em que computadores superarão o cérebro humano de tal forma que é impossível prever que rumo a civilização tomará, dizem futurólogos.

A chamada singularidade tecnológica é uma tese defendida por acadêmicos, mais notadamente Raymond Kurzweil, desde 2012 um dos diretores de engenharia do Google, empresa que está investindo agressivamente em inteligência artificial (leia mais na pág. F3).

Autor de "The Singularity Is Near" ("a singularidade está próxima", sem edição no Brasil), Kurzweil diz que poderíamos dominar a ciência a ponto de copiar o conteúdo de nosso cérebro (e com isso nossa personalidade) para implantá-lo em super-humanos –e viver para sempre.

Outro pregador da singularidade (Bill Gates definiu uma vez a ideia como "quase uma crença religiosa"), Vernor Vinge questiona se a existência de seres humanos faria sentido se todo ato, inclusive experiências sentimentais, pudesse ser melhor replicado por máquinas.

'NÃO TÃO RÁPIDO'

Paul Allen, que fundou com Gates a Microsoft, escreveu em um artigo na "MIT Technology Review" argumentando que, de fato, a evolução da parte física da computação (hardware) pode ter crescimento exponencial indefinido, mas que há gargalos no software.

"Não bastaria rodar programas de hoje mais rápido", diz. "Criar esse tipo de coisa requer um conhecimento científico prévio dos fundamentos da cognição humana, área cuja superfície apenas arranhamos."

Em entrevista por e-mail à Folha, o chefe do departamento de inteligência artificial da Universidade Stanford, Andrew Ng, também mostrou-se cético.

"Computadores podem entender o que veem, ouvem e leem hoje muito melhor comparado mesmo ao ano anterior, mas ainda estamos muito longe do nível de inteligência humana", diz.

"Acho que computadores capazes de fazer tudo que humanos fazem pode ser possível um dia, mas definitivamente não nos próximos dez anos, e muito possivelmente não durante nossas vidas."

Máquinas "espirituais", como define Kurzweil, são tema frequente da ficção, como no filme "Her" ("Ela", 2013), de Spike Jonze, no qual o protagonista se apaixona por uma assistente virtual que também é capaz de sentir.

*
TECPÉDIA

SINGULARIDADE
Tese que prevê a criação de uma consciência artificia, com computadores múltiplas vezes mais capazes que o cérebro humano, em todas as faculdades. O domínio nos diversos campos da ciência, como nanotecnologia, robôs e neurociência será tamanho que "egos imortais" podem existir, preveem defensores.

REDE NEURAL
Computadores ligados de tal maneira que funcionam como um sistema nervoso de um animal. Técnica usada para reconhecimento de padrões e interpretação de conteúdo.

FUTUROLOGIA
Campo interdisciplinar que faz previsões, geralmente relacionadas à tecnologia. 
Arte/Folhapress



G1 - Twitter compra 900 patentes da IBM e põe fim a litígio


IBM acusou microblog de violar pelo menos 3 de suas patentes.
As duas companhias não revelaram os detalhes da compra.

A rede social Twitter comprou da gigante da tecnologia IBM mais de 900 patentes, em um acordo que põe fim ao litígio entre ambas as empresas, de acordo com um comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira (31).

"Esta aquisição de patentes da IBM e este acordo de uso nos oferece uma proteção maior da propriedade intelectual", ressaltou o diretor legal do Twitter, Ben Lee.

As duas companhias não revelaram os detalhes da compra.

O Twitter anunciou em 2013 ter recebido uma carta da IBM na qual a rede social era acusada de ter violado pelo menos três de suas patentes.

Indicou na época que tinha argumentos sólidos para se defender, mas esperava que o número de denúncias ligadas à propriedade intelectual aumentasse.

As gigantes da tecnologia protagonizam há vários anos uma guerra de patentes, com litígios em tribunais de todo o mundo.