quinta-feira, 13 de março de 2014

Folha de S.Paulo: Reação do Brasil e de outros países à espionagem dos EUA pode fragmentar internet, diz estudo


YURI GONZAGA

As revelações da espionagem praticada pelos EUA na internet acarretar em uma fragmentação da internet, globalizada, em uma rede dividida por "feudos" nacionais ou regionais e com barreiras de informação, segundo um estudo da Universidade da Califórnia que foi divulgado nesta quarta-feira (12).

O Brasil é citado pelos autores Anupam Chander e Uên P. Lê, membros do CILC (centro de lei internacional da Califórnia), da Universidade da Califórnia, Davis, como um dos países que poderiam liderar esse movimento de ruptura e criação de bloqueios na rede.

A pesquisa é parcialmente financiada pelo Google, que teria interesse em uma internet sem restrições, em especial para difundir seus serviços (e anúncios, principal fonte de renda da companhia americana) ao maior número de usuários possível.

O Brasil é um dos países mais mencionados –ao lado de Índia, Malásia e EUA, entre outros– especialmente por causa do Marco Civil da Internet, projeto de lei cujo texto atual (a pedido da presidente Dilma Rousseff) imporia às gigantes tecnológicas que armazenassem em servidores locais os dados de usuários daqui.

Para os autores do estudo, isso não poderia só gerar problemas de política externa, com eventuais retaliações de países que se sentiriam com a confiança "traída" pelo Brasil, mas também mazelas econômicas. "Esse tipo de política burocrática frequentemente leva empresas a investirem em outros lugares", escrevem, adicionando que o custo da criação e da manutenção de servidores no país está entre os maiores do mundo.

"Não apenas há custos econômicos significantes para regionalizar os dados, mas os potenciais ganhos são mais limitados do que os governos imaginam", diz o estudo. Para os autores, deve haver "proteção dos dados, sem protecionismo".

Os governos dispõem de ferramentas, diz a pesquisa, "como cláusulas de contrato, auditorias e certificação de fornecedores internacionais, proteções pela Lei local e adesão a tratados internacionais, assim como sanções", que permitem uma "internet mais segura sem ter de fragmentá-la."

"CUSTO BRASIL"

Até algumas empresas brasileiras optam por armazenar seus dados fora do Brasil, dado o custo do aluguel e da construção dos datacenters no país, diz o estudo –posição ecoada por defensores da mudança do texto do Marco Civil,como o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A imposição de servidores locais influenciaria negativamente todo o fluxo de dados do país, gerando perdas financeiras que ofuscariam o investimento na tecnologia local, dizem os autores. "A regionalização dos dados, assim como a maior parte das medidas protecionistas, leva apenas a pequenos ganhos para alguns trabalhadores e empresas locais, enquanto causa prejuízo significante dividido por toda a economia".

REAÇÃO

Dilma reagiu à revelação de que era espionada, assim como havia acontecidocom a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciando medidas para "isolar" a internet brasileira, criando ligações de cabos de fibra ótica do Brasil à Europa e aos países latino-americanos para evitar a infraestrutura americana e um serviço de e-mail nacional.

Segundo os autores do estudo (centro de democracia e tecnologia), esse tipo de medida não manteria os dados dos brasileiros fora do alcance da NSA, e única atitude que realmente garantiria a segurança dos dados seria desconectar-se da internet.

A Alemanha agiu de maneira semelhante ao Brasil após as revelações de espionagem sobre a governante do país.

Inicialmente, o esquema de espionagem dos EUA foi revelado por antigo funcionário da NSA (Agência Nacional de Segurança), Edward Snowden, em junho do ano passado, e isso fo

MARCO CIVIL

O projeto de lei do Marco Civil, que, acreditava-se, seria votado hoje, foiretirado da pauta da Câmara pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e adiado para a terça-feira que vem (18).

Sua aprovação é uma das prioridades de Dilma para este ano, apesar de já ter sido adiado seguidas vezes.

Outro ponto polêmico é a neutralidade de rede, defendida pelo relator do projeto, Alessandro Molon (PT-RJ) e ativistas da liberdade na internet, e rechaçada pelas empresas de telecomunicação e por deputados como Eduardo Cunha, que alegam que, caso a neutralidade seja mantida no texto, os custos de infraestrutura saltariam e seriam repassados ao consumidor.

G1 - SP pagará hackers para melhorar trânsito; salário é de até R$ 5,9 mil


SPTrans abrirá Laboratório de Mobilidade, que reunirá desenvolvedores.
Eles criarão software e aperfeiçoarão equipamentos eletrônicos.

Helton Simões Gomes
Trânsito durante a manhã na Avenida 
Washington Luis, na Zona Sul de São Paulo,
próximo ao aeroporto de Congonhas. 
(Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A Prefeitura de São Paulo vai convocar hackers para ajudarem a melhorar o trânsito na capital paulista. Eles não trabalharão nas ruas fiscalizando o tráfego, mas na frente de computadores processando os dados gerados pelos meios de transporte de São Paulo. O quartel general onde se reunirão será o Laboratório de Mobilidade, que será inaugurado pela São Paulo Transportes (SPTrans) na próxima quarta-feira (20).

"O nosso objetivo é usar a tecnologia para melhorar as condições de mobilidade urbana”, diz Ciro Biderman, chefe de gabinete da presidência da SPTrans ao G1. Caótico, o trânsito paulistano piora com o aumento de pessoas que usam carros mais intenso do que o das que utilizam ônibus: o número dos que optaram pelos automóveis e motos avançou 21%, enquanto os que escolheram o transporte coletivo subiu apenas 16%, em 2012.
Ciro Biderman, chefe de gabinete
da presidência da SPTrans.
(Foto: Divulgação/
SMT/Elisa Rodrigues)

A missão deles será desenvolver novos softwares e aperfeiçoar os já existentes para ajudar a administração a encontrar melhores saídas para gerenciar o tráfego na cidade. Além disso, se debruçarão sobre os equipamentos eletrônicos (câmeras, placas e semáforos) espalhados pela cidade para transformá-los em ferramentas mais interativas.

A prefeitura pagará aos desenvolvedores entre R$ 351,90 e R$ 5,9 mil, que dependerão das qualificações de cada um. Os recursos serão gerenciados pela Universidade de São Paulo (USP) via Fundação USP. Com o dinheiro, sob a forma de bolsas de apoio à pesquisa, dez vagas serão abertas logo quando o laboratório abrir.

Para aumentar o número de hackers, a prefeitura busca mais recursos junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado deSão Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Instalado no prédio da SPTrans, o laboratório comporta até 70 pessoas.

Hackaton
Equipado com 15 computadores de mesa, o local terá espaço para que os desenvolvedores se acomodem com seus próprios notebooks. Os hackers terão à disposição ainda sala de descanso e de reunião com Smart TV para apresentações. A ideia é que funcione 24 horas, para dar maior flexibilidade aos programadores.

A ideia de levar hackers para dentro de casa surgiu após uma maratona de desenvolvimento de software, as chamadas "hackatons", promovida em outubro de 2013 pela SPTrans, em parceria com a Controladora Geral do Município e Fundação Getúlio Vargas. O aplicativo vencedor foi "Cadê o Ônibus", que, entre outros serviços, oferece aos passageiros consulta de linha, itinerário e situação do trânsito. Os hackers participantes foram convidados agora a integrar o laboratório.
O que faz um hacker?
Apesar de o nome ter sido associado a criminosos que invadem sistemas de informática, o termo também serve para designar especialistas em tecnologia que usam suas habilidades para promover maior transparência. Podem fazer isso com dados do poder público, da educação e até promovendo as ferramentas necessárias para que outras pessoas se tornem hackers.

Depois da hackaton, aliar tecnologia e trânsito virou exigência do secretário de Transportes, Jilmar Tatto. Tanto que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizará também no dia 20 a sua própria maratona, com foco no transporte individual –o escopo da SPTrans é o transporte público. “No laboratório, as duas empresas estarão integradas”, diz Biderman. No dia 17, Tatto e Biderman se reunirão para definir as datas dos encontros com os hackers convocados e como será a comunicação do laboratório.

Ônibus lotado
O trabalho dos desenvolvedores se dividirá em duas linhas, organizadas em diversos grupos de estudo. A primeira é coleta e tratamento de informações que a SPTrans recebe dos diversos sensores sob seu controle, como GPS dos ônibus, semáforos, radares e câmeras. Essas informações serão matéria-prima para os hackers.

As aplicações serão desenvolvidas pelos hackers, mas a prefeitura já tem uma ideia de alguns dos resultados. Com os registros dos GPS dos coletivos, por exemplo, é possível determinar a velocidade média de uma via e até os locais de maior lentidão durante o trajeto. Já as catracas podem fornecer um retrato da lotação dos ônibus ponto a ponto. “Você começa aí a ter ideia do quão lotado está o ônibus para decidir se tem que colocar mais veículos em uma linha”, afirma Biderman.

Como os ônibus enviam dados a cada 85 segundos, só o sistema do GPS recebe 15 milhões de registros por dia. Os planos são engordar ainda mais a o volume de dados. Segundo Biderman, a SPTrans negocia com o sindicato dos taxistas para ter acesso ao GPS deles, pois a velocidade dos táxis se aproxima à dos carros de passeio. Devido à quantidade de informação, a primeira tarefa desses hackers será levar hospedar esses dados nos servidores da Fusp. Todos os aplicativos e softwares desenvolvidos, bem como os registros da SPTrans, serão disponibilizados ao público.

Cidadão fiscal
Ainda dentro desse campo de atuação, um dos desafios será incorporar os dados dos radares e a integrar os sensores da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para que a SPTrans possa alterar o trânsito com maior agilidade em caso de enchentes, por exemplo. Outro deles é criar mecanismos para o cidadão ajudar a mapear calçadas ruins, buracos e lombadas ruins nas vias.

Na outra mão, os hackers trabalharão com os equipamentos eletrônicos que fazem os sensores funcionar. A missão será fazer com que as informações à disposição da administração pública possam ser incrementadas de forma mais rápida no trânsito. Entram na mira, por exemplo, os painéis luminosos, que informam as condições de tráfego e hoje são subutilizados, e os semáforos, que às vezes represam os veículos desnecessariamente.

Prefeito Fernando Haddad (PT), de camisa azul, ao lado do secretário municipal de transportes Jilmar Tatto, durante a maratona hacker da SPTrans, em outubro de 2013. (Foto: Divulgação/SMT/Elisa Rodrigues)

G1 - Proteste abre ações coletivas contra operadoras por má qualidade do 3G


Associação afirma ter recebido reclamação de 43 mil consumidores.
A entidade solicitou indenização por danos morais aos clientes lesados.

A associação de defesa do consumidor Proteste ingressou com ações judiciais coletivas contra as quatro principais operadoras de celular do país, Claro, Oi, TIM e Vivo, devido à má qualidade do serviço da internet móvel 3G oferecida no Brasil.

As ações foram abertas na Justiça de Brasília, e ocorrem depois que a Proteste recebeu queixas de 43 mil consumidores que relataram problemas com o acesso via 3G.

A entidade exige que as empresas ofereçam a conexão contratada com qualidade de serviço, sob pena de pagamento de multas por descumprimento.

"Além disso, a Proteste solicitou indenização por danos morais coletivos aos consumidores lesados por falhas na prestação de serviços, com descontos nas contas pelo período de um ano", afirmou a organização.

A Proteste pediu também nas ações coletivas que as operadoras sejam proibidas de vender novos planos de telefonia móvel com tecnologia 3G até a regularização do sistema, com atendimento dentro dos parâmetros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As ações foram protocoladas na 18ª Vara Cível de Brasília, no caso da Claro e da Vivo, e na 13ª Vara no caso de TIM. A ação contra Oi está na 12ª Vara Cível de Brasília.

Procuradas, as operadoras não se pronunciaram. A Oi informou por meio de sua assessoria que ainda não foi notificada sobre a ação judicial.

Na avaliação de dezembro divulgada pela Anatel, dos 15 Estados analisados mais o Distrito Federal, a TIM ficou abaixo das metas de velocidade instantânea e/ou média da banda larga móvel em 12 Estados, enquanto a Vivo ficou abaixo da meta em ao menos um quesito em oito Estados, Oi em sete Estados e a Claro, em quatro. As medições avaliam apenas as conexões de Internet móvel 3G.

Olhar Digital: Governo americano desviou tráfego do Facebook para infectar PCs


Novos documentos vazados pelo ex-analista da CIA Edward Snowden mostram que a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) era bastante inventiva na hora de criar táticas globais de espionagem. Uma das ferramentas usada pela agência era a falsificação de sites, como o Facebook, para distribuir malware pela internet, facilitando a coleta de dados pessoais.

Os documentos citam diretamente os esforços da organização em falsificar os servidores da rede social, fazendo o usuário ir para uma página falsa. Com o vírus instalado, a agência seria capaz de captar áudio e vídeo do computador. Além disso, seria possível corromper arquivos remotamente e redirecionar máquina para outros sites maliciosos comandados por serviços de inteligência.

O programa se chamaria “Turbine” e seria capaz de coletar dados em uma escala industrial,diz a publicação do The Intercept, em artigo assinado pelos jornalistas Ryan Gallagher e Glenn Greenwald.

O intuito do Turbine seria “aumentar a capacidade de implantar e controlar implantes CNE (Computer Network Exploitation) e CNA (Computer Network Attack) para a casa dos milhões”. O CNE coleta informações de computadores e redes, enquanto o CNA é um plano de ataque e destruição de dados. É estimado que entre 80 mil e 100 mil dispositivos tenham sido infectados.

Quando o The Intercept entrou em contato com o Facebook para saber mais sobre esta tentativa governamental de desviar o tráfego da rede social com fins escusos. Jay Nancarrow, porta-voz da empresa, disse que não há evidência de uma atividade do tipo estar acontecendo, mas afirma que qualquer site estaria suscetível a esta tática da NSA.

“Se as agências do governo realmente tem acesso privilegiado a provedores de serviços de rede, qualquer site rodando apenas HTTP poderia ter seu tráfego redirecionado”, afirmou ele.

Olhar Digital: 3G ruim faz operadoras serem processadas


A Proteste abriu ações coletivas contra as quatro maiores operadoras de telefonia do Brasil alegando que nenhuma delas cumpre o que promete quando vende planos com internet 3G.

A entidade quer que Claro, Oi, Tim e Vivo ofereçam uma conexão com qualidade sob pena de “pesadas multas”. Também foi pedida uma indenização por danos morais coletivos a todos os consumidores que foram lesados pelas falhas dos serviços – o pagamento teria a forma de um desconto presente nas contas pelo período de um ano.

De acordo com a Proteste, mais de 43 mil consumidores relataram problemas com o sinal através da campanha “Em Busca do 3G Perdido”, lançada no ano passado. Esses dados foram complementados com os resultados de uma pesquisa feita em 12 Estados, quando se constatou que apenas quem mora em capitais e regiões metropolitanas tem acesso a um sinal regular de internet.

A medição mensal feita pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) também dá fôlego aos processos. Todas as operadoras apresentam problemas desde setembro. Em dezembro, a campeã negativa foi a Tim, seguida pela Oi, a Vivo e a Claro.

G1 - Médicos reconstroem rosto usando implantes feitos em impressora 3D


Técnica pioneira permite criar partes na sala de operação e com a precisão necessária.

Stephen Power, 29 anos, ficou com rosto desfigurado após acidente com motocicleta. A cirurgia de reconstrução da face contou com implantes feitos em impressoras 3D (Foto: Reprodução/BBC)

O galês Stephen Power, de 29 anos, acaba de ter seu rosto reconstruído através do uso de uma técnica pioneira. Os implantes e placas usados foram feitos com impressoras 3D.

O procedimento gera resultados melhores porque o uso de peças com essa tecnologia instantânea permite fazer uma reconstrução facial mais precisa.

Agora, os médicos esperam que a técnica seja usada mais amplamente para que seus custos possam cair.

Modelo de implante feito em impressora 3D. 
Técnica pode revolucionar a medicina 
(Foto: Reprodução/BBC)

Folha de S.Paulo: Usuários relatam erro ao tentar realizar buscas no YouTube


Alguns usuários do mundo todo estão experienciando uma falha no YouTube na tarde desta quarta-feira (12) ao tentarem buscar um vídeo na barra de pesquisa.

"É só para mim que a busca do YouTube está dando erro em todos os navegadores?", perguntou o internauta Sérgio Brenzy, de Portugal, em seu perfil no Twitter.

Em vez de oferecer os resultados da pesquisa, o YouTube apresenta uma mensagem de erro interno do servidor: "Desculpe, algo deu errado. Uma equipe de macacos altamente treinados foram enviados para lidar com essa situação."

No Twitter, o usuário Audrius Masiulions, da Lituânia, compartilhou uma solução temporária para o problema. "Se a busca do YouTube não funcionar para você, saia da sua conta [do Google]", escreveu.

Em testes realizados pela Folha, que também se deparou com a mensagem de erro enquanto estava conectada ao site com uma conta do Google, a solução de Masiulions funcionou, mas apenas em alguns casos.

A Folha entrou em contato com o Google para saber mais informações sobre o problema, mas a empresa ainda não deu seu posicionamento oficial.
Reprodução 

Erro encontrado por alguns usuários ao tentar realizar uma busca no Youtube na tarde desta quarta (12)

Folha de S.Paulo: Microsoft vai lançar nova versão do Office para Mac até o fim do ano


Em sua participação na feira de tecnologia CeBIT 2014, Thorsten Hübschen, responsável pela unidade de produtos Office na Alemanha, afirmou que a empresa vai atualizar sua versão do pacote de softwares para Mac. A afirmação foi feita ao site alemão "Computerwoche".

A versão existente hoje para usuários de Mac é o Office 2011 e não possui uma série de recursos presentes na última versão lançada para Windows.

Segundo Hübschen, há grupos de programadores da Microsoft trabalhando em cada um dos serviços Office oferecidos para Mac. De acordo com ele, existe também a possibilidade da criação de aplicativos Office para tablets que rodam Android e iOS.

O lançamento deve ocorrer até o fim do ano e a empresa promete mais novidades sobre as versões no segundo semestre de 2014.
Divulgação

MacBook Air com o sistema operacional Mac OS X Lion

Fonte: "Folha de S.Paulo." Microsoft vai lançar nova versão do Office para Mac até o fim do ano. N.p., n.d. Web. 13 Mar. 2014. .

quarta-feira, 12 de março de 2014

COMPUTERWORLD: Falta de conhecimento de empresas reduz adoção de ERP na nuvem

Principais razões para o declínio são desconhecimento sobre ofertas na cloud, risco e medo de quebra de segurança aponta estudo da Panorama Consulting.

Qualquer tipo de projeto que envolva sistemas corporativos contempla risco. Estudo mais recente conduzido pela consultoria norte-americana Panorama Consulting mostra que 54% dos projetos de ERP ficaram acima do orçamento inicial, contra 53% do estudo publicado em 2013. Já os atrasos de execução saltaram de 61 % para 72% na variação anual.



Foram pesquisadas 192 empresas com faturamento anual entre 25 milhões e dois milhões de dólares. A boa notícia é que o custo médio dos projetos caiu drasticamente, de 7,1 milhões em 2012 para 2,8 milhões de dólares em 2013. Além disso, 66% dos entrevistados confessaram que conseguiram concretizar mais de metade dos benefícios esperados do projeto – o valor deste indicador aumentou 6% na variação anual. Apenas 9% disseram que obtiveram 81% ou mais dos benefícios previstos.

A maioria dos entrevistados apontou as “questões organizacionais” como as principais razões para os atrasos nos projetos. Trata-se de outra mudança relevante em relação ao último levantamento, no qual o “aumento da abrangência do sistema" ou a " expansão do tamanho original do projeto" eram os aspectos mais citado. É crucial que as empresas com projetos de ERP obtenham a cooperação dos empregados, para manterem a implantação em curso, diz a Panorama.

“Agora, mais do que nunca, os nossos resultados reforçam a importância da mudança organizacional e da gestão de processos de negócios e o seu impacto na duração implantação”, afirma o estudo.

Embora a maioria das empresas esteja satisfeita com com o seu ERP, "essa satisfação nem sempre indica que o projeto alcançou um ROI elevado", diz o relatório da Panorama. "O verdadeiro sucesso ERP é medido em benefícios, ganhos de eficiência e qualquer coisa que a organização considere importante quando a implementação começou. Com as organizações reduzam suas expectativas em relação aos benefícios reais do projeto, a satisfação é compreensivelmente fácil de obter", argumentam os autores do estudo.





Os principais motivos citados para a implementação de ERP foram "melhorar o desemprenho dos negócios" (15%), "obter melhor integrar os sistemas em vários locais" (14%), "melhor servir os clientes" (12%) e "assegurar a elaboração de relatórios de conformidade regulamentar (11%).


Cai a opção pelo ERP na nuvem
Em termos de fornecedores escolhidos, as soluções SAP são as mais frequentemente selecionadas, seguidas por soluções Oracle e Microsoft. A maioria dos inquiridos (86%) tem implementado ou está em processo de implementação de software ERP on-premise. Isto é um aumento significativo em relação ao ano passado, onde apenas 61% haviam implementado software local. Apenas 15% das organizações está implementando ERP na nuvem. Em comparação com o relatório do ano passado houve uma pequena queda na adoção de software ERP em nuvem: de 18% para 15%.



As maiores razões para a não adoção da nuvem, segundo os entrevistados, são a " falta de conhecimento sobre ofertas de nuvem" ( 45%) e o "risco / medo de quebra de segurança "(30%). Embora as ofertas de ERP em nuvem estejam crescendo, as organizações ainda se preocupam com o risco de violações.


Olhar Digital: Internet: 25 anos do WWW


Resumo: No dia 12 de março de 1989, Tim Berners-Lee criava o WWW que mudaria o mundo


Web 25 anos

Há 25 anos, numa pequena sala do CERN, Organização Europeia para Pesquisas Nucleares, um cientista chamado Tim Berners-Lee lançava as bases para uma das maiores revoluções da história da humanidade: a criação da World Wide Web, ou a WWW, como ficou conhecida quando se espalhou pelo mundo.

O CRIADOR

Sir Timothy Berners-Lee é um físico inglês, nascido em Londres em 8 de junho de 1955. Enquanto trabalhava para o CERN, uma das preocupações de Berners-Lee era em como preservar e difundir a informação que era gerada pelos experimentos: ele entendia que se essa informação pudesse ser facilmente acessada por mais cientistas, a velocidade das pesquisas poderia ser aumentada. Apoiando-se em ideias que já vinham sendo maturadas desde a década de 50 (o termo hipertexto, por exemplo, foi usado pela primeira vez por Ted Nelson pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial), Berners-Lee criou o conceito de uma matriz de informação. 

Ao invés de acessarmos as informações usando a lógica de uma árvore, ele imaginou que poderíamos acessar essas mesmas informações usando círculos e setas. Ou seja, as setas funcionam como os links que nos levam por diferentes lugares, para diferentes círculos de informação. Estava criado o conceito básico, que acabou evoluindo e se transformando na Web como conhecemos hoje.

O DOCUMENTO ORIGINAL

Talvez o mais surpreendente do primeiro documento proposto por Berners-Lee (que você pode conferir aqui) é que alguns dos conceitos - e até mesmo dos termos que se tornaram tão comuns hoje em dia - já estão lá: browsers, como programas de computador, hiperlinks (ou links) como maneiras de pular de um conjunto de infomações para outro, além, é claro, do termo WEB, que definiria boa parte da vida do final do século XX e desse começo de século XXI.

Quase dois anos depois, em 6 de agosto de 1991, Berners-Lee colocou no ar o primeiro site de internet, o info.cern.ch. Claro que este primeiro site era bastante rudimentar, exibia apenas texto e usava como servidor uma máquina NeXT. Infelizmente, não sobrou registro dessa página original. Uma versão de 1992 pode ser conferida no site do World Wide Web Consortium

Uma curiosidade é que os computadores NeXT eram fruto de uma empresa de mesmo nome criada por Steve Jobs no período em que ele esteve afastado da Apple. O propósito da NeXT era justamente criar computadores que atendessem a comunidade acadêmica. Mais tarde, boa parte do sistema operacional que comandava os computadores NeXT foi convertida no Mac OS, sistema operacional que viria a equipar os computadores da Apple.

25 ANOS DEPOIS

Passado um quarto de século, a Web é um dos grandes motores da economia moderna (basta lembrar que empresas como Google, Facebook ou Yahoo! simplesmente não existiriam). Mais que isso, a Web talvez seja a maior marca da evolução tecnológica que pode fazer a humanidade realmente mudar o patamar da história numa velocidade inédita. A Web já alcança bilhões mundo afora e transforma a vida de indivíduos, empresas e nações por onde passa, num processo que está apenas em sua infância. Para celebrar os 25 anos de Web, foi criado um site especial, que você pode conferir aqui. Nas redes sociais, a hashtag #web25 está sendo usada para celebrar a data. 

G1 - App de caronas estreia com mais de 6 mil motoristas cadastrados


Zaznu começa a operar no Brasil para valer a partir do Rio de Janeiro.
São Paulo será próxima a receber o app, que diz ser mais barato que táxi.

Helton Simões Gomes
Aplicativo brasileiro de caronas Zaznu chega aos
iPhones e entra em operação no Brasil a partir do
Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação/Zaznu)

O aplicativo brasileiro de caronas Zaznu estreou na App Store nesta terça-feira (11) e já pode ser baixado em iPhones e iPads. Com isso, a operação no Brasil começa para valer, a partir do Rio de Janeiro, onde 216 motoristas já têm registro ativo e estão prontos para dar caronas. Em todo o Brasil, no entanto, mais de 6 mil motoristas já se cadastraram. Já os interessados em pegar caronas passam dos 3 mil (Veja aqui).

Segundo Yohathan Faber, um dos cofundadores da empresa que desenvolve o aplicativo, o objetivo é criar mais opções de transporte. “O nosso negócio vai ajudar todo mundo. Traz benefício para o trânsito, para o passageiro, para o motorista, e até diminui a poluição.”

O Zaznu importa o modelo de pedir caronas pelo celular de um aplicativo famoso em San Francisco, na Califórnia, onde Faber e seu sócio moram. Presente em 24 cidades norte-americanas, o Lyft já é tido como responsável por reduzir a quantidade de carros nas ruas da cidade californiana e por empregar pessoas sem ocupação, mas que possuíam um veículo.

Por outro lado, também nos EUA, surge a discussão se o modelo de caronas vai acabar com os táxis. Por aqui, essa classe de trabalhadores já torceu o nariz para a novidade, argumentando que os motoristas que dão carona, na verdade, exercem a profissão sem autorização.

Até agora, o aplicativo, já disponível para celulares Android, estava em fase de testes. Com a chegada aos iPhones, começa a operação para valer. Apenas colhendo cadastros até então, registrou 6.382 motoristas em todas as 12 cidades sede da Copa do Mundo.

Com o aplicativo, tanto motoristas podem oferecer caronas como passageiros podem pedi-las. Mas antes, é preciso se registrar na plataforma do Zaznu. Nessa etapa, motoristas e “caronistas” seguem caminhos distintos.

Os interessados em dar caronas tem que preencher uma ficha e enviar documentos ao Zaznu, como carteira de motorista e de identidade, comprovante de residência e seguro do carro. A equipe responsável pelo app confere se o candidato tem passagens pela polícia, se mantém todos os documentos em dia e até checa a página do sujeito no Facebook. Depois disso, ocorre uma entrevista.
Aplicativo brasileiro de caronas Zaznu chega aos
iPhones e entra em operação no Brasil a partir do
Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação/Zaznu)

Já quem pleiteia se sentar no banco do passageiro se cadastra utilizando o perfil do Facebook e tem de fornecer o número do cartão do crédito. Segundo Faber, esses procedimentos são necessários para dar maior segurança a quem utiliza o aplicativo. “O nosso serviço é muito mais seguro do que o táxi. O cara que cadastra o cartão de crédito não vai entrar no seu carro e te assaltar.”

Para não configurar um serviço remunerado de transporte, os passageiros fazem uma doação, não um pagamento, diz Faber. “A gente usa o valor do quilômetro, que é a tabela do táxi, menos 20%, mas, se quiser, o usuário não precisa pagar nada”, afirma. Segundo a empresa, uma viagem no Rio, do Galeão ao Flamengo, que sairia por R$ 42,70 se feita em um táxi ficaria em R$ 37,70 pelo Zaznu. 

Após a viagem, é possível avaliar motorista e passageiro. Até o começo de abril, o Zaznu deve chegar a São Paulo. Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Florianópolis também devem receber o serviço.

Dentro de dois meses, uma nova atualização do aplicativo deve ser lançada, contendo uma ferramenta que tentará unir passageiros e motoristas com gostos similares. O aplicativo fará isso baseado nas preferências dos perfis do Facebook usados no cadastro. Para colocar no mesmo carro pessoas com gostos similares, o Zaznu vai considerar ainda se a distância entre elas não impeditiva.

INFO: Clima instável adia votação do Marco Civil na Câmara


Foto Pamp/flickr

A votação na Câmara dos Deputados do Marco Civil da Internet, espécie de Constituição da Web, será adiada mais uma vez para impedir que sua discussão seja contaminada pelo clima de tensão na base aliada, afirmaram nesta terça-feira líderes aliados e o próprio relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

A atual instabilidade, que tem como ator principal a segunda maior bancada da Câmara, o PMDB, poderia resultar na derrubada do parecer de Molon, ou na aprovação de um relatório substituto que ainda pode ser apresentado pela ala descontente com o governo.

"Alguns líderes da base acham que não é o momento ideal para se votar uma matéria tão importante para o país e que precisa ser aprovada", disse o relator a jornalistas após reunião de líderes da base aliada.

"O problema me parece que é do ambiente político. Não é do projeto em si", afirmou.

Na avaliação do líder do governo na Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), há votos suficientes na base para aprovar o projeto, apesar de uma ou outra divergência, mas o ambiente atual é desfavorável.

"Como há uma instabilidade aqui na Câmara, nós não podemos correr o risco de, por dissabores conjunturais, a gente colocar uma votação em risco... que deixa o Brasil a menor num tema que estamos sendo inclusive referência para outros países", disse Chinaglia.

A crise entre PMDB e PT estourou com a insatisfação da bancada com o encaminhamento da reforma ministerial pela presidente Dilma Rousseff.

O partido já vinha dando sinais de descontentamento com a presidente desde o início do seu mandato, por entender que a interlocução com o Palácio do Planalto e o espaço do partido no governo são insuficientes. O ritmo de liberação de emendas parlamentares também tem sido ponto de atrito.

Lideranças do PMDB da Câmara chegaram a articular um "blocão" informal com outros partidos da Casa, aproveitando o ambiente de insatisfação de parlamentares, para pedir melhoras na articulação política com o Planalto, liberação de emendas parlamentares e maior participação nas mudanças ministeriais promovidas pela presidente.

Antes mesmo das turbulências na base ficarem explícitas, o PMDB já se manifestava contra o Marco Civil, principalmente contra o ponto que determina a neutralidade da rede, princípio que determina às operadoras de telecomunicações que tratem todos os dados de maneira igualitária, sem distinção entre serviços online.

O Marco Civil da Internet, que tranca a pauta da Câmara desde outubro do ano passado, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet e pretende aumentar a segurança de dados na rede. A proposta ganhou importância após denúncias de que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) espionou dados de cidadãos, empresas e do próprio governo brasileiro.