quarta-feira, 4 de junho de 2014

Folha de S.Paulo:Google lança Chromecast no Brasil por R$ 200


BRUNO FAVERO

O Google lançou no Brasil nesta quarta-feira (4) seu set-top box Chromecast por R$ 200.

Segundo a empresa, ele já está à venda nos sites das lojas Ponto Frio, Casas Bahia e Extra.

O Chromecast é um tipo de "pendrive" que conecta TVs à internet e permite controlá-las por smartphones Android, iOS ou Windows Phone.

Ele foi lançado em julho do ano passado nos EUA, onde é vendido por US$ 35 (cerca de R$ 80). O produto também está à venda em países da Europa e da Ásia.

APPS

Entre os serviços compatíveis com a tecnologia estão os streamings de vídeo Netflix e Youtube e o de música Rdio. A lista completa pode ser vista no site do produto.

O Google costuma fazer acordos com provedores locais de conteúdo os países onde o aparelho é lançado –na Inglaterra, por exemplo, o aparelho foi lançado junto com um app compatível da BBC– mas não anunciou nenhuma parceria do tipo para o Brasil.

Em fevereiro, em uma tentativa de aumentar a quantidade de aplicativos disponíveis para o aparelho, o Google liberou o kit de desenvolvimento do Chromecast para que qualquer desenvolvedor possa fazer aplicativos compatíveis com o dispositivo.

Folha de S.Paulo:Após dois meses de proibição, Turquia retira censura contra YouTube


As autoridades da Turquia retiraram nesta terça-feira (03) o bloqueio imposto desde março ao YouTube, após o Tribunal Constitucional considerar a restrição ao seu uso ilegal.

Depois de analisar uma queixa do Colegiado de Advogados da Turquia, os juízes decidiram na semana passada que o bloqueio ao canal de vídeos viola a liberdade de expressão e os direitos individuais, e transferiu a sentença para o Ministério de Comunicação.

Nesta terça, o informe que explicava sobre o fechamento do YouTube desapareceu do site da Autoridade de Telecomunicações e o canal de vídeos já podia ser acessado normalmente em Istambul.

O argumento das autoridades turcas para bloquear a página era a segurança nacional, após a divulgação de uma gravação de funcionários de alto escalão turcos na qual se discutia uma intervenção no país vizinho, Síria.

O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan também havia bloqueado o Twitter em março para evitar que fossem publicadas na internet escutas telefônicas que o envolviam em um escândalo de corrupção.

Folha de S. Paulo: Apple quer transformar dispositivos em centros de vidas digitais

Michael Liedtke

A Apple está se expandindo para o gerenciamento de casas e de saúde na medida em que a companhia tenta transformar seus iPhones, iPads e Mac's em uma rede intercambiável de dispositivos que servem como centros das crescentes vidas digitais das pessoas.

As novas ferramentas para monitorar a saúde e controlar eletrodomésticos são parte das atualizações nos sistemas operacionais que a Apple anunciou na segunda-feira (02) em San Francisco, na sua 25ª conferência para desenvolvedores, a WWDC.

A versão atual do software para dispositivos da Apple não será lançada para o público em geral até o outono na América do Norte, quando a companhia também deve anunciar a nova geração de iPhones e iPads. Uma linha mais elaborada de Mac também pode estar entre os anúncios.

A ausência de um novo gadget pode desapontar alguns fãs da Apple que ainda buscam provas de que a empresa não perdeu sua criatividade após a morte do fundador Steve Jobs em 2011. Desde então, a Apple tem se focado na realização de melhorias nos dispositivos e softwares criados sob a liderança de Jobs.

Enquanto essas atualizações têm sido suficientes para manter a empresa entre as mais valiosas do mundo, elas não silenciaram as questões frequentes sobre o futuro da companhia diante da competição com outros fabricantes.

O presidente executivo da Apple, Tim Cook, sucessor de Jobs, direcionou os holofotes de segunda-feira para um de seus 'escudeiros' –Craig Federighi– para discutir as mudanças nos softwares da companhia.

As novas versões serão gratuitas e consistem no iOS 8 para dispositivos móveis e Yosemite para Macs.


HOMEKIT E HEALTHKIT

O sistema operacional iOS 8 inclui o "HealthKit" e o "HomeKit", serviços que podem testar o quanto os consumidores da Apple confiam na companhia californiana para garantir as suas privacidades.

O HealthKit funciona como um app nativo do novo iOS que irá armazenar uma série de informações sobre o histórico médico do usuário, sinais vitais, níveis de preparo físico e dieta.

O HomeKit serve para organizar um sistema que permite que o iPhone ou o iPad sirvam como controle remoto de uma casa de família equipada com equipamentos digitais.

A Apple não deu nenhum indicativo de que pretende fabricar os equipamentos para casas, apesar de existirem especulações recorrentes de que a empresa irá eventualmente lançar um aparelho de TV.

Por hora, a Apple parece servir como uma espécie de "mordomo digital" de conteúdo para as casas. Em um exemplo citado no lançamento de segunda, Federighi disse que um usuário com um dispositivo que rode iOS 8 poderia anunciar para a assistente Siri que estaria indo dormir e ela se responsabilizaria por trancar as portas, apagar as luzes e ajustar o controle de temperatura da casa.

O movimento em direção às áreas de casa e saúde coincide com o objetivo da Apple de tornar seus serviços acessíveis também para carros. O sistema chamado CarPlay deve estar disponível no final deste ano.

Alguns analistas também suspeitam que a Apple vai entrar no ramo financeiro com serviços de pagamento digital.

Apesar do HomeKit e do HealthKit terem sido adaptados para iPhones e iPads, eles eventualmente poderão funcionar também em Macs.

Isso porque a Apple está reprogramando o seu sistema operacional, logo, é mais fácil para os usuários passarem de um dispositivo a outro e permanecerem trabalhando no mesmo documento ou página da web.

Folha de S.Paulo:Facebook compra empresa que promete acesso a apps sem plano de dados


O Facebook anunciou a compra da Pryte, empresa finlandesa que busca facilitar a utilização de aplicativos de Internet por usuários de telefonia móvel em países em desenvolvimento.

O Facebook não revelou os termos financeiros do acordo, que a porta-voz Vanessa Chan disse que deverá ser concluído ainda neste mês.

O serviço da Pryte, ainda não lançado publicamente, procura tornar mais fácil o acesso a serviços online para consumidores sem assinatura de planos de dados junto às operadoras, através da venda de passes de curto prazo que darão acesso a determinados aplicativos móveis, como Facebook ou Foursquare.

O Facebook, maior rede social do mundo com 1,28 bilhão de usuários, está interessado principalmente na equipe de funcionários da Pryte, liderada pelo presidente-executivo Markku Mäkeläinen, disse Chan.

A empresa de um ano de idade, com sede em Helsinque, tem experiência e relações de trabalho com operadoras de telefonia móvel, especialmente nos valiosos mercados emergentes, disse ela.

A Pryte tem menos de 30 funcionários e ainda não está claro quantos irão se juntar ao Facebook.

O acordo marca o mais recente esforço do Facebook para avançar na sua missão de conectar pessoas à Internet em países em desenvolvimento. O Facebook fez uma parceria com operadoras de telefonia móvel em determinados países para oferecer acesso gratuito à sua rede social e está construindo drones e satélites que vão emitir sinal da Internet para regiões remotas do mundo.

Folha de S.Paulo:Instagram anuncia 10 novas funcionalidades para edição de fotos


O Instagram anunciou nesta terça-feira (03) 10 novas funcionalidades para a edição de fotos no aplicativo. Com as novidades, os filtros oferecidos pela ferramenta passar a ser apenas uma ponta do que pode ser feito no serviço que direcionou seu foto para a edição de imagens.

As atualizações estão disponíveis para Android e iOS. Além de poder definir contraste, brilho e saturação, o usuário também pode escolher deslizando uma barra qual será a intensidade do filtro que foi aplicado.

Também é possível ajustar a temperatura das cores, níveis de luz, sombras e definição ao mesmo tempo em que se corta a foto.
Divulgação 

Instagram investe em opções de edição de imagens para o app


COMPUTERWORLD:Associação Brasileira de Automação abre centro de inovação e TI em SP



Local é um espaço de exposição de soluções inovadoras em automação inspirado no Knowledge Center, da Alemanha, construído para treinamento.

Foi inaugurado, em São Paulo, o Centro de Inovação e Tecnologia da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges.

Criado para ser um espaço de exposição de soluções inovadoras em automação propostas pela associação, o Centro de Inovação e Tecnologia proporciona experiência interativa e é inspirado no Knowledge Center, da Alemanha, construído para treinamento. 

Entre os equipamentos de última geração instalados no local, está o sistema cartésio, um transelevador fundamental para atender a grandes locais de armazenagem e movimentação de cargas. Este modelo é o primeiro a ser instalado no Brasil, com peças da Itália e da Alemanha.

“Nosso objetivo é auxiliar as empresas brasileiras a escolherem as melhores soluções para seus projetos de automação de processos”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. 

O Centro de Inovação e Tecnologia conta com equipamentos de automação de processos logísticos para distribuição e para varejo, de armazenamento, de rastreabilidade de medicamentos e também de lojas inteligentes. 

Esses recursos demonstram soluções suportadas por tecnologias e padrões como código de barras, código Datamatrix, código Data Bar e EPC/RFID – solução de identificação por radiofrequência para lojas que instalam o conceito seu Chico out.

terça-feira, 3 de junho de 2014

IDG Now!:O Brasil deve dar asilo a Edward Snowden?


“Eu adoraria morar no Brasil. De fato, eu já pedi asilo ao governo brasileiro”, disparou Edwared Snowden à repórter Sônia Bridi,da TV Globo, na primeira entrevista do ex-técnico da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, a um emissora brasileira.

“Se o Brasil me oferecer asilo, eu ficarei feliz em aceitar. Eu adoraria morar no Brasil. De fato, eu já pedi asilo ao governo brasileiro. Quando eu estava no aeroporto, mandei um pedido a vários países. O Brasil foi um deles. Foi um pedido formal”, reafirmou Snowden, desmentindo a versão oficial de Brasília, que sempre negou tal formalização.


Em 2 de julho de 2013, quando Snowden ainda estava preso no aeroporto de Moscou, o Itamaraty confirmou que o Brasil havia recebido, no dia anterior, por meio da embaixada do País em Moscou, pedido de asilo do ex-técnico da CIA Edward Snowden. O governo brasileiro decidiu que não responderia o pedido – o que não significava, na ocasião, que o pedido havia sido rejeitado. mas, em meados de dezembro do mesmo ano, o mesmo Itamaraty passou a adotar a versão de que Snowden nunca chegou a fazer um pedido oficial de asilo ao governo brasileiro.

“Isso para mim é novidade. Talvez seja algum procedimento que eles achem que não foi seguido”, afirma Snowden agora para Sônia Bridi.

O pedido de asilo foi o principal assunto da entrevista. O asilo temporário de Snowden na Rússia termina agora, no início de agosto. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já avisou que vem assistir a partida final da Copa do Mundo, em julho. Estaria ele pensando em trazer o agente norte-americano na bagagem.

Debate aberto
Logo após a veiculação da entrevista, na noite deste domingo, 1/7, Sônia Bridi mediou um debate entre o embaixador Marcos Azambuja, o representante da Anistia Internacional Atila Roque, e o advogado Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, para discutir o pedido de asilo.


A posição de Marco Azambuja foi bem clara. “Não convém ao Brasil dar asilo ao Snowden”, afirmou ao embaixador. “Temos uma agenda de grande potência com o governo americano. Arrumar uma encrenca com os Estados Unidos, dessa magnitude, sem fim na linha di horizonte, não convém ao país”, afirmou Azambuja, alegando pensar assim por ter sido treinado para ser um agente dos interesses brasileiros.

Por mais que a situação possa ser tratada como de apelo humanitário, Azambuja argumenta que “o asilo a Snowden não é nossa briga, nossa causa”.

“Temos causas tão verdadeiras, tão imediatas, tão diretas, que não devemos nos meter naquilo que não é nossa causa. Não quero parecer insensível ao apelo, mas o Brasil tem pouco a ver com isso. Eu não quero ficar refém de causas que podem nos causar desconforto”.

Na opinião do embaixador, o Brasil deve é continuar atuando no âmbito multilateral, se posicionando contra os abusos dos programas de espionagem.

Atila Roque, por sua vez, defende a concessão do asilo para Snowden no país, mas acima de tudo, gostaria de ver os argumentos levantados pelo embaixador Marcos Azambuja usados oficialmente pelo governo brasileiro para negar o pedido de asilo. “O que o Brasil tem feito até agora é sair pela tangente. Efetivamente dizer que ele não fez o pedido de asilo não corresponde à realidade”, afirma o representante da Anistia Internacional.

“Seja no marco de uma ação multilateral do Brasil, seja no marco de uma ação bilateral, o Brasil tem que sair de uma posição defensiva, da desculpa que nem reconhece o pedido para, à luz dos interesses do país, discutir esse tema nos fóruns multilaterais, porque o que está em jogo aqui é como a liberdade de expressão e o controle do estado se regula na era da Internet, da comunicação digital. O Brasil precisa ter voz ativa sobre isso”, disse Atila Roque.

Ao falar sobre o Marco Civil da Internet, o próprio Snowden alertou que ter leis locais só não basta. Para fazê-las valer é preciso atuar nos fóruns internacionais e ter ferramental técnico, político e humano capaz de garantir o seu cumprimento.

“Esses é um dos temas mais importantes que a gente vai enfrentar daqui para frente. E a orientação do Brasil deve ser a de uma política externa baseada em princípios. Os Estados Unidos perderam a bandeira da liberdade na Internet. Do ponto de vista da política internacional este é um terreno a ser ocupado e o Brasil, junto com outros países, pode se tornar um protagonista nesse cenário”, disse Ronaldo Lemos.

“Essa é uma janela de oportunidade e o Brasil tem que aproveitar essa janela, mobilizar a sociedade brasileira, criar uma diplomacia de princípios nessa área e seguir com força total”, afirmou.

Na opinião de internautas que acompanharam o debate no site do Fantástico, ficou a impressão de que “a diplomacia quando ferida por uma invasão de privacidade em massa, deixa de existir. O que prevalece infelizmente é a economia através de uma “agenda” de relacionamento com os EUA”.

Será?

“Se pra ter relação com outro país é necessário perder o lado humanitário de uma nação, então não somos uma nação (país), somos apenas um lugar na América Latina que fala sobre direitos humanos mas que em nenhum momento vive o que diz”, opinou outro participante.

E você, o que pensa a respeito? O Brasil deve ou não conceder asilo a Snowden?