quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia:PGE promove ciclo de debates na Fundação Luís Eduardo Magalhães


A Procuradoria Geral do Estado (PGE) promove, nos dias 22 e 23 de novembro, das 9 às 18h, no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães, um ciclo de debates sobre ‘A Nova Lei de Processo Administrativo e sua Regulamentação’. Esse é o primeiro evento para a apresentação da nova Lei Estadual 12.209, de 20 de abril de 2011, a todo o corpo funcional da Administração Pública.
O objetivo do evento, que contará com a participação de diretores gerais, diretores administrativos e responsáveis pelas diversas áreas das Secretarias de Estado, é levar ao conhecimento deste público o modelo eleito de processo administrativo e suas peculiaridades, para que possa ele ser eficazmente aplicado, garantindo-se segurança e celeridade ao Estado e aos administrados.
No dia 22 (terça-feira), o procurador-geral do Estado, Rui Moraes Cruz, abrirá os trabalhos. Em seguida ocorre o painel I com as procuradoras Alice Gonzalez Borges e Fabiana Barreto Farias que darão ‘Uma visão geral da Lei nº. 12.209, de 20 de abril de 2011’. Ainda pela manhã será aberto espaço para os debates.
À tarde, o painel II terá como coordenadores os procuradores Marco Aurélio de Castro e Álvaro Ferreira Santos e será sobre ‘Processo administrativo eletrônico’. Em seguida o procurador Marco Valério Viana falará sobre ‘Disciplina dos procedimentos especiais e os processos sancionatórios e de reparação de danos em espécie’. Ainda no dia 22, no painel IV, os procuradores Renata Fabiana e Antônio Conceição Carlos Lordelo discorrerão acerca dos ‘Atos instrutórios e processo de justificação administrativa’.
Na quarta-feira (23) será a vez das procuradoras Gertha Merícia de Almeida e Cristiane Guimarães, que falarão, no painel V, sobre ‘Constituição e quitação do crédito não tributário’, abrindo os trabalhos do dia.
Também no turno matutino acontecerá o painel VI, que, sob o comando das procuradoras Cláudia Silvany e Rita Tourinho e Ana Terezinha Cardozo, abordará o tema ‘Processo Seletivo: concurso público e processo seletivo simplificado’.
À tarde acontecem ainda mais dois painéis. O Painel VII será conduzido pelos procuradores Ana Lúcia Berbert de Castro e André Rego e abordará o tema ‘Invalidação de atos e contratos administrativos’. O Painel VIII tratará da ‘Arbitragem e medidas acautelatórias’ e tem como palestrantes os procuradores Caio Druso de Castro Penalva Vita e Miguel Calmon Teixeira Dantas.
Encerrando as atividades do dia, a procuradora Cláudia Moura fará uma palestra sobre ‘Os resultados esperados na aplicação da Lei Estadual 12.209/2011 para a Administração Pública’.

Information Week: Para 72% dos gestores de TI, proteção de dados estressa mais que problemas pessoais




Information Week: Para 72% dos gestores de TI, proteção de dados estressa mais que problemas pessoais

Estudo da Websense aponta que gerentes de TI acreditam que se divorciar ou perder o emprego é menos estressante do que cuidar dos dados confidenciais da empresa.



Proteger dados corporativos é mais estressante que gerenciar a vida pessoal, incluindo problemas como divórcio e batidas de carro. Pelo menos é o que responderam 72% dos gerentes de TI que participaram de um estudo divulgado pela Websense e conduzido pela Dynamic Markets. O estudo ouviu mil gerentes de TI e mil funcionários não relacionados à tecnologia da informação nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. O objetivo era avaliar as últimas ameaças à segurança pessoal e corporativa, incluindo malware e ameaças persistentes avançadas.
A pesquisa apontou que 86% gerentes de TI pesquisados acreditam que a violação de dados confidenciais da companhia pode colocar em risco seus empregos. Para 36%, se o incidente envolvesse dados do CEO, seria motivo de demissão, enquanto 34% apostou na perda de emprego se houvesse perda de informações de compliance e, outros 34%, por publicação de informações confidenciais na rede social.
Surpreende nos resultados do estudo o fato de 24% dos entrevistados confirmarem que dados dos CEOs e outros executivos já foram violados. Dos participantes da pesquisa, 34% responderam que dados de compliance foram perdidos e 34% afirmaram que informações confidenciais foram publicadas em redes sociais.
Em relação ao uso de soluções de segurança, bem como estratégia de proteção, apenas 2% disseram contar com solução DLP. Em função da divulgação de grandes ataques, 23% iniciaram ou agilizaram projeto para a prevenção contra perda de dados.



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Inovação Técno: Linha de crédito incentiva desenvolvimento de tecnologias assistivas




 
O Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, batizado pelo governo como Viver sem Limite, vai incluir uma linha de crédito de R$ 150 milhões da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias assistivas.Do valor previsto para desembolso em três anos, R$ 90 milhões serão destinados a empréstimos (com juros de 4% ao ano) a empresas que queiram dominar tecnologias e criar produtos como próteses ortopédicas,leitores de braille e cadeiras de rodas com interação com o cérebro da pessoa com deficiência.Além do dinheiro para empréstimos, R$ 30 milhões ficarão disponíveis para subvenção de inovações de risco tecnológico alto e retorno financeiro incerto.Outros R$ 30 milhões, também não-reembolsáveis, serão destinados a projetos desenvolvidos em parceria com universidades e centros de pesquisa.Tecnologia para quem precisaA intenção do governo com o plano Viver sem Limite é favorecer a inclusão social e produtiva de pessoas com deficiência."Nós temos que começar a produzir esses equipamentos e dar mobilidade e alternativas [aos portadores de necessidades especiais]", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, ao abrir em Brasília o 1º Fórum Sebrae de Conhecimento. "O fato de a pessoa ter uma deficiência faz com que ela desenvolva outras habilidades", salientou."Temos que começar a pensar a tecnologia para aqueles que precisam, a tecnologia de pequena escala que protege o indivíduo". Segundo o ministro, "É a essa tecnologia que o governo tem que dar ênfase, não apenas aos grandes complexos econômicos".Tecnologias assistivasO desenvolvimento de tecnologias assistivas também pode ser economicamente estratégico. O Brasil tem déficit comercial em produtos e equipamentos para mobilidade, tratamento e acessibilidade de pessoas com deficiência.Só no caso de próteses e órteses, o déficit na balança comercial é US$ 70 milhões anuais, de acordo com o superintendente de Tecnologias para Desenvolvimento Social da Finep, Maurício França.Ele lembra que, com o crescimento do número de acidentes de trânsito e o envelhecimento da população, a demanda por esse tipo de tecnologia aumentará.Produtos para deficientesAlém o financiamento da Finep, o governo vai subsidiar a compra de próteses e equipamentos para pessoas de baixa renda.Um catálogo de 1,6 mil produtos para idosos e pessoas com deficiência visual, auditiva, física, intelectual ou múltipla estará disponível no portal eletrônico http://assistiva.mct.gov.br/."Tudo que há no mundo em termos de equipamentos para pessoas com deficiência vai estar nesse portal que estamos lançando amanhã", garantiu Mercadante. O portal foi desenvolvido em cooperação com os Estados Unidos e nove países europeus, e o Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil).Segundo dados do Censo 2010, divulgados hoje, 6,7% da população brasileira (mais de 17,7 milhões de pessoas) têm alguma deficiência considerada "severa" pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

INFO Online:Carreira - Notícias - 3G ajuda a produzir mais, diz estudo

INFO Online:Carreira - Notícias 3G ajuda a produzir mais, diz estudo

São Paulo - Uma pesquisa mostra que 60% dos usuários com perfil profissional e acesso à banda larga móvel afirmam que a tecnologia contribui para o aumento da produtividade em assuntos empresariais.
O objetivo do estudo é analisar como a banda larga móvel é usada em favor do ambiente de trabalho. A pesquisa foi realizada pela Ericsson ConsumerLab, área da Ericsson com enfoque em pesquisas de comportamento de consumo em serviços de comunicação.

A pesquisa também mostra os motivos para estes usuários estarem sempre conectados: controle, envolvimento, capacidade de se mostrar eficientes e independência. Além disso, 72% dos usuários dizem que mobilidade é essencial para se manterem conectados durante todo o período de trabalho. Outros 92% acreditam que é importante ter acesso à banda larga móvel em qualquer lugar.
"Os usuários estão cada vez mais dependentes da internet. O acesso à internet em todos os lugares se tornou um pré-requisito para qualquer tipo de negócio”, diz Luciana Gontijo, responsável pelo Ericsson ConsumerLab na América Latina.
No Brasil, as vídeo chamadas, por exemplo, despertam o interesse dos usuários. “Há expectativas de crescimento na demanda por banda larga móvel comparado com internet fixa aqui no Brasil, uma vez que cerca de 40% dos usuários entrevistados fazem uso da banda larga móvel para ler e-mails e mais de 50% para acessar a internet", diz Luciana.
O estudo contou com a ajuda de 1900 usuários de banda larga móvel com perfil profissional em 12 países, entre eles Áustria, Austrália, Alemanha, Brasil, Singapura, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Foram avaliados os acessos feitos por meio de laptops, smartphones e tablets.

Tiinsid.com: Programa: Projeto que favorece inclusão digital aguarda votação na Comissão de Orçamento




A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Senado volta a se reunir nesta quinta-feira, 17, na tentativa de votar alguns projetos que abrem créditos adicionais a órgãos do Executivo, entre eles o PL 5/2011, que assegura R$ 24,3 milhões ao Ministério das Comunicações. O recurso será usado para a expansão do Programa de Inclusão Digital, por meio da aquisição de 1.267 telecentros comunitários a serem implantados em diversos municípios do país.


O programa do Minicom tem como objetivo a doação de equipamentos de informática, multimídia, mobiliários e conexão de internet para montagem e instalação de tlecentros comunitários nos 5.564 municípios brasileiros. O objetivo é possibilitar para toda a população do município o uso gratuito de computadores e o acesso à internet. A utilização do telecentro será gerida por um conselho gestor de inclusão digital que a Prefeitura do Município deve criar. Com informações da Agência Senado.

Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras: Telebrás festeja lucros no terceiro trimestre de 2011

Insight - Laboratório de Ideias: PNBL e Telebras: Telebrás festeja lucros no terceiro trimestre de 2011

A empresa brasileira Telebrás festeja o terceiro trimestre de 2011, pois fechou com lucro líquido de R$ 25,2 milhões



A empresa brasileira Telebrás festeja o terceiro trimestre de 2011, pois fechou com lucro líquido de R$ 25,2 milhões, diminuindo um prejuízo líquido acumulado para R$ 30,2 milhões. Já no mesmo período do ano passado, que compreende os meses de Julho a Setembro, a estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 1,9 milhão.

Sem atividades operacionais desde sua privatização, a Telebrás recomeça suas atividades com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Sem faturamento neste ano, pois está equilibrando seu déficit, o resultado líquido melhorou muito em virtude à reversão do Programa de Indenização por Serviços Prestados (plano de demissões incentivadas), ao qual o programa gerou um lucro de R$ 29,9 milhões para a companhia neste terceiro trimestre.

Com a implantação do PNBL, muito funcionários que foram cedidos a ANATEL após a privatização da Telebrás estão retornando a empresa. Sendo assim, a estatal conseguiu fechar suas contas no terceiro trimestre de 2011 com um patrimônio líquido de R$ 197,4 milhões, mas vale lembrar que a companhia só fechou suas contas no positivo, graças a um adiantamento recebido pela União.

COMPUTERWORLD: Tecnologia - SLAs: todo o cuidado é pouco em computação em nuvem. Será?





Não importa quanto tempo você gaste para elaborar um acordo SLA, não é possível garantir 100% da entrega.

Olhando a programação de uma conferência sobre computação em nuvem, observei que havia uma série de sessões dedicadas à negociação de SLAs (sigla em inglês para contratos em nível de serviço) com os provedores de cloud. Um SLA é fundamental para o sucesso do uso da computação em nuvem.

As sessões descritas detalhavam como iriam auxiliar os participantes com temas como computação em nuvem:

• Definições de disponibilidade, desempenho e uptime

• Técnicas de negociação na elaboração de um SLA

• Quais fatores incluir em um SLA? Disponibilidade de máquinas virtuais, tempos de resposta, latência de rede, etc

• Negociação de multas por violação de SLA

Olhando para uma série de discussões sobre o tema de SLAs, as descrições dessas sessões inevitavelmente trouxeram à mente a seguinte verdade: SLAs não são sobre melhorar a disponibilidade, a sua finalidade é fornecer a base legal para o caso de um incidente.

No entanto, nenhuma das sessões apontava para isso. As descrições das sessões parecem sugerir que uma negociação SLA inteligente de alguma forma garante que os aplicativos sejam imune a falhas. Na verdade, nada poderia estar mais longe da verdade.

A realidade é que toda infraestrutura terá interrupções de um tipo ou outro. Enquanto a avaliação cuidadosa das capacidades de um provedor deve permitir a seleção de um fornecedor mais robusto e o pagamento de uma taxa mais elevada pode garantir uma resposta mais rápida ou ter comunicação com uma equipe dedicada, não há imunidade a falhas. Não importa quanto tempo você gaste para elaborar um acordo SLA, não é possível garantir 100% de tempo de atividade.

Então, por que as pessoas ficam obcecadas com os SLAs?

Por um lado, porque elas têm a sensação de controle. Sentado em uma sala, redigindo um contrato e insistindo em um tratamento especial, as pessoas se sentem como se estivessem afirmando seu domínio. E se sente muito bem. Mas não imagine que você vai mudar fundamentalmente o contrato com o provedor. Aprendi isso em uma apresentação sobre SLA dada por um advogado.

Depois de dedicar 90 minutos para as minúcias dos contratos, ele concluiu dizendo: "Obviamente, você não será capaz de mudar muito o contrato padrão, porque todos são escritos para reduzir a responsabilidade do provedor. O que você está discutindo é qual crédito que você vai receber por um serviço. "

Outro motivo pelo qual as pessoas são obsessivas com SLAs, é que elas podem dar uma base para regatear no futuro. Ser durão pode significar uma maior compensação mais tarde. Mas, olhando em perspectiva: não importa o quanto pechinchar, você não vai ser totalmente compensado pelas perdas de negócios decorrentes da interrupção.

É preciso reiterar: a compensação prevista no SLA está limitada a um crédito contra o custo do serviço – não o custo para o usuário com a interrupção. E o custo do serviço é muitas vezes uma percentagem pequena do preço da interrupção.

Eis um exemplo que um ex-funcionário de uma das maiores empresas de terceirização compartilhou comigo: o site de um grande cliente do setor varejista caiu. Compras não puderam ser realizadas durante seis horas, resultando em perda de 50 milhões de dólares em receita. Qual foi a compensação do contratante para o varejista? Um crédito de seis horas de serviço, cerca de 300 dólares.

A moral dessa história? Manter toda a discussão sobre SLA em perspectiva. Não há garantia de que sua aplicação estará disponível.

A pior coisa em investir muita energia em SLA é que pode distraí-lo de uma questão muito mais importante: como garantir uptime. Se você está no Titanic, e que é atingido por um iceberg e afunda, todo o tempo que você gastou negociando a localização e as condições de sua cadeira de praia não vai ajudar nem um pouco seus clientes.

A questão mais importante é, como você deve pensar se a aplicação sair do ar e quais são suas opções para melhorar o uptime?

Como ponto de partida, mantenha em mente a observação de Voltaire: "Le mieux est l'ennemi du bien". Traduzido livremente, a perfeição é inimiga do bem. Aplicada a computação em nuvem, isso pode ser pensado como "Não evitar a adoção de um provedor de nuvem porque não pode garantir uptime de 99,999%, quando os próprios data centers estão longe de um uptime aceitável".

Se adotar a computação em nuvem melhora significativamente o tempo de atividade, é a coisa certa a fazer. Se não, há estatísticas reais da disponibilidade de ambiente computacional próprio, é um sinal dizendo que a mudança para um provedor de nuvem é dar um passo na direção certa.

Pode não ser perfeito, mas é muito melhor do que um ambiente que não pode sequer acompanhar o seu próprio tempo de atividade. Acredite em mim, há muitas, muitas organizações de TI com nada mais do que garantias de penhor sobre o seu desempenho uptime.

Eis alguns passos que você pode tomar para melhorar o tempo de funcionamento do aplicativo:

1. Arquitetar seus aplicativos para o caso de falha de recurso. Talvez o maior passo que você pode tomar para melhorar o uptime da sua aplicação é ter uma arquitetura para que ele possa continuar a realizar em face da insuficiência de recursos individuais (por exemplo, falha no servidor). Redundância de servidores assegura que a aplicação vai continuar funcionando mesmo se houver uma queda de servidor. 

2. Arquitetar sua topologia para o caso de falha da infraestrutura. Enquanto o design criterioso pode proteger a disponibilidade do aplicativo, no caso de uma falha de hardware, ele não pode ajudá-lo se o ambiente do aplicativo falha. Se o data center inteiro no qual um aplicativo é executado cai, o uso de aplicativos redundantes é fútil. A resposta, nesse caso, é implementar a distribuição de aplicativos geográficos de modo que mesmo se uma parte da própria aplicação torna-se indisponível devido à falta de um provedor de grande escala, o aplicativo pode continuar a funcionar. É claro que isso faz com que o design da aplicação seja mais complexa, mas garante uma maior medida de proteção durante a inatividade.

3. Arquitetar sua implemtação no caso de fracasso do provedor. Por exemplo, toda infraestrutura de rede do provedor poderia ir abaixo, ou a do fornecedor de cloud cair abruptamente. Pode ser exagerado, mas ambos os cenários poderiam acontecer com os serviços on-line no passado. A solução é estender a arquitetura de seu aplicativopor meio de vários provedores. Fazê-lo é extremamente difícil porque a semântica de como os provedores de cloud variam torna difícil projetar um aplicativo que pode incorporar funcionalidades diferentes. No entanto, é possível implementar essa arquitetura de aplicações com o planejamento suficiente e design cuidadoso.

O que deveria ser óbvio a partir dessa discussão é que os níveis mais elevados de certeza uptime requerem aumento dos níveis de complexidade técnica, que se traduz em aumento dos níveis de investimento.

Decidir se uma determinada aplicação requer esse nível de investimento é um exercício de avaliação de risco. Certamente isso deve ser um exercício explícito, em que as trocas entre a exposição de negócios, investimento e complexidade operações técnicas são avaliadas. Não é nenhum exercício fácil, e provavelmente não há respostas fáceis. No entanto, aumenta a probabilidade de ter um resultado aceitável do que uma prolongada, porém fútil, discussão sobre SLA.

Bernard Golden é CEO da consultoria HyperStratus, especializada em virtualização, computação em nuvem e assuntos relacionados. Ele também é o autor de "Virtualization for Dummies", o best-seller sobre a virtualização de data.

Uol:Olhar Digital - Empresa espanhola usa chips em celulares para controlar funcionários

Empregados denunciam a Schindler ao Ministério do Trabalho espanhol, que já investiga o caso

BBC_Cellphone

A empresa espanhola Schindler estaria monitorando seus funcionários através de um chip acoplado ao celular deles, segundo informações da agência BBC. Isso rendeu à empresa acusações sérias de abuso de autoridade e, para agravar a situação, o Ministério do Trabalho espanhol já abriu investigação.

Segundo a agência de notícias, a Schindler estaria acoplando aos celulares particulares dos empregados um chip que a direção batizou de "acelerômetro". A ideia, segundo a defesa da empresa, seria a de monitorar quanto tempo os funcionários ficam ociosos durante o expediente, alegando que isso ajudaria a estudar formas de aumentar a segurança do trabalho.

O problema é que o "acelerômetro" emitia um sinal de alarme se detectasse imobilidade do funcionário - por exemplo, no banheiro - por mais de dez minutos, informando através de um GPS a posição do empregado "parado". Apesar dos chips estarem em uso desde abril, os funcionários fizeram a denúncia a um sindicato local - e, posteriormente, ao próprio Ministério - há cerca de duas semanas.


Embora a ordem de retirada dos chips já tenha sido emitida, a Schindler informou à BBC que recorrerá da decisão, alegando que seu uso "é uma forma de segurança e não de controle".

PC WORLD: Dicas - As melhores ferramentas de segurança gratuitas para seu PC



Veja como manter seu PC a salvo de hackers e malware, e evitar que empresas criem um “perfil” seu com base em seus hábitos de navegação



Tudo fica melhor com um upgrade. Mas programas que deixem seu computador mais versátil podem custar dezenas ou centenas de reais. Felizmente, os programas que listamos aqui não custam nada: são “freeware” (software grátis) no mais puro sentido da palavra. Alguns deles podem ter recursos limitados em relação a uma versão “completa” (e paga), mas incluímos apenas programas com recursos suficientes para serem úteis.


Não há dois PCs iguais, então você precisa se certificar de que o software que baixar é compatível com sua máquina. Todos os programas que listamos funcionam no Windows 7, e a maioria deles também funciona com versões mais antigas do Windows como o Vista ou XP, mas verifique os requisitos de sistema de cada um deles no site do fabricante antes de instalar. 

Também é recomendado criar um ponto de restauração do sistema antes de instalar qualquer programa que tenha acesso aos seus arquivos ou configurações do sistema operacional, como anti-vírus, aplicativos de desktop remoto, utilitários para remoção segura de arquivos, etc. A regra é simples: é melhor prevenir do que remediar. Se algum programa causar problemas, basta “voltar” o sistema para o ponto de restauração feito antes de sua instalação e pronto!

Com tudo pronto, é hora de “incrementar” seu PC. Preparado? Começamos com 4 ferramentas de segurança que vão ajudá-lo a se manter mais protegido contra malware, contra hackers e a evitar que seus hábitos de navegação sejam rastreados por anunciantes. Vamos lá!

CyberGhost VPN Free: preocupado que um hacker consiga interceptar tudo o que seu computador envia e recebe, incluindo senhas e informações pessoais, enquanto conectado a uma rede Wi-Fi pública? Então experimente o CyberGhost VPN Free, que cria uma “rede virtual privada” (VPN) entre seu computador e um servidor seguro, e utiliza serviços de anonimização para ainda mais proteção. Depois de conectado, seu tráfego online será completamente anônimo. A versão gratuita do CyberGhost VPN funciona por 6 horas por vez ou até o limite de 1 GB de tráfego, o que vier primeiro. Depois disso você será desconectado, mas poderá se reconectar imediatamente se quiser continuar navegando.

Spybot Search & Destroy: quando você rodar este programa ele irá encontrar todo tipo de cookies de rastreamento, usados por sites para criar um “perfil” de seus hábitos online, e permitir que você os remova de seu computador. Ele também tem um recurso de imunização para proteger um PC limpo de spyware, e um sistema de proteção residente que avisa sobre comportamento suspeito em sua máquina, como quando um programa remove ou modifica chaves no registro do sistema.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A TARDE On Line - CIDADES - Postos recebem doações para desalojados em Salvador

Raíza Tourinho


A madrugada da última terça-feira, 8, não será facilmente esquecida pela desempregada Ângela dos Santos, 51. Quando as paredes começaram a rachar e o chão cedeu, ela teve pouco tempo até sair, sob a chuva e somente com a roupa do corpo, do seu “barraco” com os filhos.
Ângela é uma das 40 pessoas abrigadas na Escola Municipal Carmelitana de Jesus, no bairro do Uruguai, vítima do deslizamento que atingiu o Santo Antônio Além do Carmo. O número de desalojados, no entanto, é dez vezes maior.
Segundo a Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direito do Cidadão (Setad) são quase 400 desabrigados pelas chuvas que caíram na cidade, que estão vivendo em casas de vizinhos e parentes.
A esperança dessas pessoas é um dia voltar a ter uma casa para morar. Até lá, contudo, elas precisam de muita coisa para poder sobreviver.
Ajuda - Embora já tenha recebido diversas doações, a lista de necessidades para quem perdeu tudo ainda é grande. Para os adultos, faltam calçados e artigos de higiene. Já as crianças necessitam principalmente de roupas, fraldas descartáveis e leite.
“As pessoas que estão desalojadas perderam tudo que tinham. Eles precisam muito da solidariedade dos baianos neste momento”, afirma o secretário da Setad, Oscimar Torres.
Quem puder ajudar as famílias pode fazer doações até sábado, nesta terça inclusive, entre as 9 e 16 horas, no posto emergencial do Abrigo Dom Pedro II, localizado na Avenida Luiz Tarquínio – Boa Viagem, ou no posto de apoio existente no Esporte Clube Periperi.
O órgão disponibiliza ainda a arrecadação domiciliar. Para agendar um horário, basta ligar para o número (71) 3176-7004.
A ajuda virá em boa hora para pessoas como Domingo Bispo, 54, que perdeu, ao mesmo tempo, o trabalho e a casa. Ele morava com os filhos e netos nos fundos do seu barzinho. “Estou sem saber o que fazer”, confessa.

Onde doar 

Postos - Abrigo D. Pedro II, localizado na Avenida Luiz Tarquínio – Boa Viagem; e no posto de apoio, no Esporte Clube Periperi. Horário de funcionamento: das 9 às
16 horas .

Residencial - Para doação domiciliar, ligue para (71) 3176-7004 ou envie e-mail soschuva@gmail.com.

gov.br - Guia de Interoperabilidade do Governo — Programa de Governo Eletrônico Brasileiro - Sítio Oficial



O Guia de Interoperabilidade do Governo apresenta orientações para o desenvolvimento de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação aderentes à arquitetura e-PING como forma de incentivar a interoperabilidade governamental entre os entes da Federação. Ele é organizado em dois volumes: o Manual do Gestor de Interoperabilidade e a Cartilha Técnica de Interoperabilidade.

O Manual do Gestor de Interoperabilidade tem como público-alvo principal os gestores de TIC dos órgãos do Governo. Esse documento possui diretrizes de gestão para a utilização adequada da e-PING, assim como indicações de ações promovidas em nosso país com o objetivo de promover uma gestão de serviços governamentais direcionada à interoperabilidade.

A Cartilha Técnica de Interoperabilidade, por sua vez, tem como público-alvo os profissionais técnicos que atuam na TIC. Esse documento apresenta os requisitos técnicos, descreve práticas de projeto e indica melhores usos de tecnologias de mercado como forma de se atingir interoperabilidade governamental de melhor qualidade e maior abrangência.

Confira a versão junho/2011 do Manual do Gestor de Interoperabilidade (14/06/2011).

COMPUTERWORLD: Tecnologia - BI salta para dispositivos móveis e acelera negócios - Tecnologia - COMPUTERWORLD







Business Intelligence coloca na palma da mão informações estratégicas que agilizam tomadas de decisão e potencializam competitividade.

conhecida do ambiente corporativo, há muito está presente na criação de cenários e campanhas de marketing assertivos, por meio da mineração de dados que constroem informações-chave, capazes de fortalecer estratégias, impulsionar negócios e tornar a empresa mais competitiva. Um aditivo de resultados. 
Imagine tudo isso na palma da mão, qualquer hora e lugar? Aconteceu. BI esgueirou-se por meio de dispositivos móveis como smartphones, tablets e coletores de dados e atingiu em cheio o coração de executivos e profissionais que precisam tomar rápidas decisões e agilizar processos em empresas dos mais diferentes setores da economia.
Depois de desfrutar dessa facilidade, é praticamente impossível imaginar-se sem ela. É o que afirma Alexandre de Castro Naves, diretor-executivo da Castro Naves, distribuidora de produtos de consumo corporativo [copinhos de plástico, materiais de informática, papelaria etc].

Há seis meses, a empresa implementou a solução de BI móvel da Shankya, que possibilita o recebimento em dispositivos móveis de informações gerenciais e estratégicas. “A informação em tempo real é tudo. Sem ela, fica muito mais difícil: negociações, propostas, projetos, tudo.” São 58 profissionais de níveis, incluindo gestores, operadores de call center e motoristas, que recebem diariamente relatórios de BI em seus smartphones, tablets e coletores inteligentes de dados. Essas informações chegam por e-mail ou SMS. Com a inteligência de bolso, os profissionais revolucionaram processos, agilizaram as tomadas de decisão e ampliaram oportunidades de negócios, segundo Naves. “Acompanho pelo meu iPhone faturamento, dados financeiros, entre outras informações. Dessa forma, acelero ações e amplio minha produtividade”, diz o executivo que destaca que como recebe relatórios à noite, antecipa medidas e as coloca em prática logo assim que chega ao escritório no dia seguinte.

De acordo com Carlos Eduardo Calegari, analista sênior de Software da consultoria IDC Brasil, a inteligência à mão, independentemente de hora ou lugar, vicia e contamina. “Ela se estende para toda a infraestrutura da empresa quando está integrada a sistemas de gestão empresarial (ERP) e Costumer Relationship Management (CRM)”, explica. Na verdade, prossegue, essas ferramentas passam a agregar capacidades analíticas, visto que compartilham uma base única de dados.

Essa vantagem foi percebida por Naves. “Observamos que a aplicação buscava os dados e os transformava em informação, que era entregue em variados destinos estratégicos. Por que não estendermos essa vantagem aos nossos clientes e fornecedores? Era o CRM analítico ganhando forma.”A Castro Naves hoje alimenta com relatórios mais de 4,8 mil clientes e 75 fornecedores. “É uma ação altamente estratégica, porque nossos fornecedores, por exemplo, cruzam nossas informações com as deles e assim identificam oportunidades de negócios”, diz. “Passamos a ser acompanhados muito mais de perto, recebemos mais atenção, o que facilita negociações, descontos, entre outros benefícios.”

Outro grande ganho proporcionado pelo BI móvel na avaliação de Naves é que antes perdia-se muito tempo garimpando dados para gerar informação. Agora, essa vantagem é usada para criar soluções. “Impossível ficar sem.” 

Posicionamento estratégico

Mas BI sozinho não é nada, desafia Calegari. Ele será mais ou menos eficiente, dependendo do desempenho de profissionais nesse processo, garante. “A mesma informação gerada pelo BI passada a dois gestores pode implicar em resultados completamente diferentes. A forma como cada um irá trabalhá-la é que fará toda a diferença.”

Segundo o analista, o mesmo acontece com quem vende BI. Para ser bem-sucedido, terá de entender sobre o mercado de atuação do cliente, para que ele possa extrair o máximo da tecnologia. “Terá de maximizar o valor da solução”, ensina. Na opinião de Flavio Bolieiro, vice-presidente da MicroStrategy para a América Latina, o setor de tecnologia da informação sempre viveu ondas: o boom da internet, a adoção de CRM, de Enterprise Resource Planning (ERP) etc. “BI sempre esteve entre as intenções de adoção, entretanto, nunca registrou explosão. Agora, a tecnologia ganha espaço e isso se deve ao grau de maturidade das empresas. O Brasil está bem posicionado no uso, mas pode melhorar”, pontua.

Bolieiro diz que as organizações estão enxergando o valor de analisar indicadores de performance, mas que há dois desafios em torno desse cenário. O primeiro deles está relacionado à definição dos conceitos BI e Business Analytics (BA). “Para nós, no fundo, tudo é BI. Mas para o mercado, os termos podem parecer confusos, já que muitas terminologias surgiram”, analisa. Ele explica que para a MicroStrategy BI é a plataforma que acessa os dados e ajuda usuários a navegar por eles e BA é a aplicação desenvolvida em cima do banco de dados, usando BI. “Um não é a evolução do outro”, acredita.

Para a IDC, diz Calegari, BI e BA têm o mesmo significado, portanto são avaliados sem segmentação e essa categorização é fruto de diferentes posicionamentos da indústria. “Alguns fornecedores não fazem distinção entre eles e outros sim.”

Bolieiro ressalta mais um fato relevante. Ele afirma ainda haver companhias que utilizam soluções de análise de forma departamental e não desfrutam, assim, de todos os benefícios que a tecnologia pode viabilizar. Uma visão integrada e holística, diz, é o recomendado. 
Concorda com ele José Caodaglio, diretor sênior de vendas de BI e EPM da Oracle do Brasil. “Das pequenas às grandes empresas, esse quadro é realidade. Há uma falsa ilusão de que ao gerenciar partes, é possível gerenciar o todo.”

O papel da Oracle, aponta, é ajudar as companhias a entender que a implementação de BI não é tão simples quanto parece. O executivo diz que a fornecedora equilibra essa equação com a filosofia de viabilizar integração entre BI e outras soluções, minimizando o esforço do usuário na realização da tarefa. 

Por outro lado, Kátia Vaskys, diretora de Business Analytics da IBM, identifica que há uma demanda por soluções de BI para conhecer melhor o cliente. “Entender o comportamento, perfil e tendência dele tem sido mandatório. Por volta de 2001, o CRM foi implementado nas companhias de forma operacional e agora o BI chega para mudar esse quadro”, aposta.
A executiva acredita que os setores financeiro, de telecomunicação e varejo saíram na frente na adoção de soluções de inteligência, mas outros estão se rendendo à era da análise preditiva.

Na área de logística, a MRS é um bom exemplo. A empresa, uma ferrovia que trabalha com transporte de carga no eixo Rio de Janeiro-Minas Gerais-São Paulo, já havia ingressado na mobilidade com o uso de BlackBerries desde 2006, e no ano passado adotou BI nos smartphones para aprimorar o gerenciamento de cargas e descargas do minério de ferro em terminais. Assim, a aplicação já chegou em um ambiente amadurecido, o que facilitou a adesão.

O desafio, segundo Márcio Claudio da Gloria Maciel, analista de negócios da MRS Logística, é não deixar que os terminais fiquem ociosos, ao mesmo tempo em que não podem apresentar gargalos. “E a aplicação reduziu sensivelmente o tempo das tomadas de decisão para a resolução de problemas.”

A solução de BI móvel, desenvolvida pela Navita no modelo customizado, está disponível para 150 usuários, de variados níveis de atuação, em especial os de coordenação e diretoria. “A informação chega nas mãos de responsáveis pelo acompanhamento da carga e descarga e até do presidente da empresa, que pode monitorar o status, mesmo no aeroporto, e tomar decisões”, relata José Nelson Figueiredo, especialista em Planejamento e Controle de TI da MRS.

Aumento da produtividade, mais agilidade nos processos, redução de gargalos e também da ociosidade nos terminais são alguns dos ganhos listados por Figueiredo. “A situação ideal é a malha não parar. E o que hoje contribui muito para isso é a aplicação, que possibilita que a informação seja unificada, circule rapidamente e acelere as tomadas de decisão.”
A comunicação se propaga via BlackBerries ao longo dos 1,6 mil quilômetros da ferrovia. Segundo ele, é possível reprogramar trens destinados a um determinado terminal para outro, evitando paradas ou gargalos. “Tudo isso de maneira ágil, porque contamos com rápidas tomadas de decisão”, diz o especialista.

A MRS trabalha com um indicador próprio chamado Trem Hora Parado [THP], bastante crítico para o negócio. “Nos empenhamos para ter o mínimo de THP, que tem reduzido bastante nos últimos anos e estimamos que com o BI móvel o resultado positivo seja ainda mais acentuado”, acredita Figueiredo. Ele acrescenta que a manutenção de locomotivas e vagões é outro ponto nevrálgico da operação e será o próximo foco do BI móvel para agilizar processos e decisões. “Pretendemos ainda aumentar o número de usuários de smartphones e também de aplicações. Se há um caminho que pretendemos crescer, é o de BI móvel”, garante.

A febre da mobilidade

Algumas tecnologias e conceitos estão impulsionando a adoção das plataformas de inteligência, como mobilidade, redes sociais e cloud computing. Para a SAP, mobilidade e processamento em memória estão puxando o desenvolvimento de soluções analíticas e a empresa está em linha com essa demanda. Além disso, o rápido acesso às informações de negócios possibilitou a integração com a tecnologia de BI da SAP com o ERP da companhia. 
“Mesmo que um usuário não tenha a nossa solução, prestamos consultoria para organizar a plataforma de informações transacional para que seja possível extrair dados de forma organizada”, observa Carlos Guimarães, diretor de Soluções Analíticas e Tecnologia da SAP.Bolieiro, da MicroStrategy, acredita que mobilidade comandará a onda de crescimento da adoção de soluções preditivas nos próximos meses. “Há um tempo, Bill Gates, fundador da Microsoft, falava que o futuro da informática era colocar a informação nas pontas dos dedos e hoje já podemos fazer isso”, diz. 

Mas não somente a mobilidade aditivou a adoção de BI móvel. Kátia, da IBM, diz que as organizações estão acostumadas a lidar com a análise de dados estruturados, mas o surgimento de vídeos, informações de GPS e redes sociais, que compõem dados não estruturados, tornou-se um desafio. “Os projetos de BI nos anos 90 foram realizados olhando para dentro. Hoje, isso não funciona mais. Mídias sociais têm sido o motor de transformação da cultura analítica”, indica.

O assunto vem ganhando destaque na IBM e as apostas são altas. Em 2010, a fornecedora definiu quatro metas estratégicas para os próximos cinco anos que norteiam os investimentos e Business Analytics and Optimization (BAO) – como batizou a oferta de BI +hardware+consultoria+pesquisa – faz parte dessa lista. A empresa quer registrar faturamento anual de 16 bilhões de dólares com BAO até 2015.A MicroStrategy, assinala Bolieiro, está evoluindo sua linha de produtos nessa direção. A companhia está 100% focada em soluções de BI, toda a sua receita mundial [que em 2010 contabilizou 454 milhões de dólares] é relacionada à oferta de plataformas analíticas. Além disso, conta com 3 mil funcionários em todo mundo, sendo 80 no Brasil, focados em buscar constantes melhorias e inovações nas plataformas de análise e um Centro de Desenvolvimento Offshore na Polônia com essa finalidade. Fruto desse esforço foi a ampliação do posicionamento na área ao disponibilizar no ano passado solução móvel. “Mobilidade chega para agregar valor e democratizar o BI”, avalia. 

Foi assim com a operadora de telecomunicações TIM. Desenvolvida pela MicroStrategy, a solução de BI móvel, para iPad, foi apresentada pela desenvolvedora para ampliar a qualidade de serviços prestados pela operadora [voz, dados, 2G, 3G, SMS, MMS, entre outros]. Os executivos da alta direção precisavam visualizar indicadores estratégicos no mapa do Brasil, de maneira dinâmica e a aplicação tornou possível, segundo o especialista da área de Services Quality Assurance da TIM, Cesar Mansur Souza.

A comunicação é visual e, portanto, imediata, diz Souza. Ao aparecer uma bola vermelha em algum ponto do mapa, indica que aquela região está com algum problema na rede. Ao passar o cursor sobre ela, é possível obter mais dados. No iPad, as informações aparecem integradas e são carregadas instantaneamente. Antes, entrar na ferramenta, executar relatórios, abrir planilhas e analisar um dado eram tarefas demoradas.

“Mas para isso tivemos de mexer em nosso banco de dados, tornando-o adequado para o uso da aplicação. Do contrário, consumiria alguns segundos para carregar a informação, o que depreciaria o resultado”, diz. “O objetivo é agilizar processos e proporcionar uma visão gerencial a qualquer momento de qualquer lugar”, afirma.

O projeto está bem no início, segundo Souza. Foi implementado em setembro deste ano e o retorno tem sido positivo, garante. “É possível visualizar desde o nível regional até o de site, que envolve as antenas. E podemos estratificar por cidades, bairros, ou seja, por área de cobertura”, relata.

Até o final do ano, com base na avaliação do desempenho da aplicação, a TIM pretende ampliar o número de licenças, que hoje totalizam oito, para rodar a solução em oito iPads. “A iniciativa era um sonho antigo dos executivos e que agora se tornou realidade, ampliando a qualidade dos nossos serviços, e garantindo a estabilidade da rede, que é um ponto altamente crítico no nosso mercado de atuação”, diz.

Decisões rápidas

O sucesso do BI móvel também aconteceu na SABB, empresa do grupo Coca-Cola, que atua no segmento de bebidas não-gaseificadas [responsável pelas marcas Del Valle, Matte Leão, Suco Mais e Burn]. No início deste ano, migrou para os BlackBerries, já inseridos há quatro anos na estratégia de comunicação da companhia, o BI móvel, desenvolvido pela Navita.
São 180 colaboradores em cargos de supervisão, gerência e diretoria que desfrutam da inteligência em seus dispositivos móveis. De acordo com Paolo Chiavone, gerente Corporativo de TI da SABB, o objetivo foi garantir o acesso contínuo, de qualquer lugar, a qualquer hora aos servidores, eliminando os riscos de falta de conexão à internet, à rede virtual da empresa e ao ERP. 

Hoje, a solução possibilita o monitoramento pró-ativo e em tempo real de cada um dos smartphones e agiliza a identificação e a resolução de problemas de conectividade de maneira transparente para o usuário. Chiavone relata que a gestão corporativa dos dispositivos reduziu em 70% a abertura de chamados ao service desk relacionados à mobilidade.
Agora, decisões são tomadas de maneira mais ágil, sem os gargalos operacionais que atrasavam procedimentos importantes como autorizações para concretização de vendas e o envio de cargas de bebidas para a rede de distribuição.
A companhia estuda a ampliação do número de smartphones, incluindo também a adoção de tablets para executivos de nível sênior. “Tudo que gera facilidade e eficiência vira hábito. Agora, o uso de BI móvel não tem mais volta”, garante Chiavone.

Mercado em movimento

As análises e previsões da IDC Brasil e do instituto de pesquisas Gartner são positivas para o mercado de BI no Brasil. Neste ano, o Gartner estima para o País movimentação de mais de 150 milhões de dólares e para 2013 a previsão é que totalize mais de 190 milhões de dólares. 

Em 2010, esse segmento cresceu em solo nacional acima de 30% em relação a 2009, contabilizando mais de 300 milhões de dólares, de acordo com a IDC. Com essa marca, o Brasil representa mais de 50% do mercado de BI na América Latina. Segundo a IDC Brasil, BI deve apresentar crescimento composto anual entre 18% e 20% até 2015 e a previsão para BI móvel é registrar incremento acima dessa marca.

Na SAP, do volume total de vendas de licenças no Brasil 40% vêm do BI. “O número mostra a necessidade de os clientes, não só da base instalada, pela adoção desse tipo de solução no âmbito corporativo. A companhia precisa ter uma visão única do dado e tomar decisões em todas as camadas dos negócios”, afirma Guimarães, da SAP.

A aposta da fornecedora para conquistar fatia expressiva desse mercado, aponta Guimarães, é investir em parcerias que possam agregar conteúdo ao BI, inserindo visões específicas de negócios para alguns setores da economia. “Entendemos que o caminho para facilitar projetos é esse, já que deverá realizar a integração entre os mundos transacional e analítico”, afirma.

“Quando a companhia se depara com um tsunami de dados, trabalhar de forma comprimida garante maior performance, velocidade e melhor custo benefício”, comenta Marcela Vairo, gerente de Software Information Management da IBM, sobre o valor que a compra da Netezza [por 1,7 bilhão de dólares]. 

As parcerias vão ao encontro dessa meta. No mês passado, a IBM estabeleceu aliança com a Totvs para comercialização de BA. “A solução une a experiência da Totvs na gestão de negócios com a tecnologia de soluções analíticas Cognos da IBM. É disponibilizada on premise ou na nuvem”, explica Rodrigo Caserta, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da Totvs.

“A IBM espera registrar expansão geográfica e oferecer solução de inteligência para companhias de pequeno e médio portes, nas quais a Totvs possuí ampla presença”, diz Kátia. A expectativa da Totvs é semelhante. “Queremos ser ‘multinacional brasileira’ e para sustentar esse desejo precisamos ampliar nossa atuação no mercado internacional e a IBM se posicionou como aliada nessa estratégia”, completa Caserta.

A Totvs possui hoje uma base de mais de 26 mil clientes e o potencial é enorme, aposta Caserta, sem, no entanto, revelar números. Inicialmente, a companhia vai atacar o mercado latino-americano, mas vai ampliar as fronteiras no próximo ano e navegar pelos mercados norte-americano, asiático e europeu. “A proliferação de dados, o cuidado com a qualidade das informações, a necessidade de estar à frente da concorrência, além das redes sociais estão impulsionando a atenção para o BA”, aposta.

A Navita ingressou no universo de BI móvel em 2010, mas já está colhendo os resultados da nova estratégia. “Cerca de 20% do nosso faturamento vem da oferta”, contabiliza Fábio Nunes, sócio e diretor de operações da companhia. De acordo com ele, no ano passado, a Navita tinha uma percepção de que a adoção partia de empresas mais inovadoras, mas hoje o quadro mudou. “É uma necessidade de um mercado cada vez mais dinâmico. Todos querem fazer parte dessa era para tomar ações mais rapidamente”, diz.

Quem também investe em parcerias é a Teradata. “Temos cerca de 450 parceiros de software, que se integram de maneira nativa à nossa base de dados”, diz Américo de Paula, diretor de consultoria de Indústria para a América Latina da Teradata. “Como não temos solução de exploração de dados, desde o princípio nos esmeramos em criar alianças para ter compatibilidade com o mercado e proporcionar o melhor dos mundos seja na carga de informações quanto na exploração”, completa.

Na Teradata, o foco, diz Américo, estão em duas linhas. O BI pervasivo, que visa levar inteligência de ponta a ponta, não só para executivos do alto escalão. “BI já não é somente ferramenta de apoio, deve estar na linha de frente também”, aposta. Mobilidade é outra área de atenção que o BI terá daqui para frente. “As tomadas de decisão precisam ser realizadas em tempo real.”

Outra forte aposta da companhia é a Big Data [gestão de grandes volumes de dados] que tem desafiado a indústria de software de Business Intelligence. A Teradata tem investido em aquisições para superá-lo, foram quatro em pouco mais de um ano. A mais recente foi a Aster Data, que auxilia na gestão de dados não estruturados.