segunda-feira, 8 de julho de 2013

G1: Lixo espacial pode colocar em risco as comunicações na Terra, alerta ONU


As conexões telefônicas internacionais, os sinais de televisão e alguns serviços de internet dependem necessariamente do uso de satélites que, devido à enorme quantidade de lixo espacial que orbita ao redor da Terra, se encontraram ameaçados.

Especialistas das Nações Unidas (ONU) e da a agência espacial americana, Nasa, já fizeram diversos alertas sobre o crescente perigo do lixo espacial, inclusive para a vida dos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

"O lixo espacial é um perigo para todos nossos sistemas de funcionamento por satélite", explicou a diretora do Escritório das Nações Unidas para o Espaço Exterior, a astrofísica Mazlan Othman.

De acordo com Mazlan, "tudo que sobe ao espaço no final se transforma em lixo, o que gera um grande problema, ainda mais com as colisões de satélites que costumam deixar muito lixo no espaço".

Carcaça de foguetes, satélites abandonados e, inclusive, lixo procedente de mísseis orbitam ao redor da Terra em grande velocidade de cerca de sete quilômetros por segundo, o que também ameaça o futuro da exploração espacial.

No total, há 500 mil resíduos espaciais de diversos tamanhos no espaço, embora somente 20 mil sejam considerados os mais perigosos, ou seja, com pelo menos dez centímetros.

"Se a humanidade deixasse de enviar artefatos ao espaço, o problema continuaria aumentando, já que as peças continuam se chocando e se multiplicando", lamentou Mazlan.

Uma só colisão entre dois satélites ou grandes pedaços de carcaças podem gerar milhares de pequenas peças, cada uma delas capaz de destruir outros artefatos espaciais.

Até o momento não existe nenhuma tecnologia capaz de limpar o espaço desta ameaça, enquanto a única coisa que pode ser feita neste aspecto é fazer com que os lançamentos espaciais sejam mais limpos.

"O que podemos fazer é encorajar todos os países a tomarem medidas para minimizar a emissão de lixo espacial, já que, às vezes, não é possível evitá-la, mas sim minimizá-la", disse a especialista.

Segundo a astrofísica, "a tecnologia citada ainda não foi desenvolvida e poderia ser muito cara". E completa: "Não sabemos ainda como vamos eliminar este lixo e nem onde poderíamos armazená-los caso eles descessem à Terra".

Previsão do tempo em risco
Os satélites que fornecem os sistemas de localização global - como o americano GPS, o europeu Galileu e o russo Glonass - e os de previsões meteorológicas, entre outros, também correm o mesmo perigo.

Neste aspecto, os fragmentos menores são tão perigosos quanto os grandes, tendo em vista que os mesmos se deslocam com mais velocidade e porque são mais difíceis de serem localizados antes do impacto.

"Esse lixo é muito difícil de ser detectado e pode ser muito prejudicial, mesmo sendo fragmentos muito pequenos, porque se movimentam a uma velocidade de aproximadamente sete quilômetros por segundo", explicou à Efe Lindley Johnson, diretor do Programa de Objetos Próximos à Terra da Nasa.

Nos últimos anos, os astronautas da ISS tiveram que buscar várias vezes refúgio nas naves Soyuz, que são acopladas a ela, pelo perigo da proximidade de um fragmento de lixo espacial de grande porte.

O lixo espacial também representa um risco para o trabalho dos astronautas no exterior de suas naves, já que qualquer impacto de lixo espacial, inclusive de fragmentos pequenos, poderia afetar os seus trajes pressurizados, um fato que teria trágicos resultados.

Johnson acredita que, por enquanto, a única coisa que pode ser feita é 'tratar que os lançamentos espaciais sejam mais limpos', com uma tecnologia capaz de reter os componentes físicos que costumam se desprender durante a subida das naves espaciais.

O especialista da Nasa assegura que existem vários projetos privados em andamento que buscam capturar esses resíduos.

"Primeiro é preciso eliminar as peças maiores, como os corpos de projéteis e os satélites que deixaram de funcionar", ressaltou Johnson, embora ainda não exista uma data fixa sobre quando esta tecnologia poderá ser utilizada de forma prática.

Em 2007, a China destruiu com um míssil seu satélite climatológico Fengyun 1C, o que gerou uma nuvem de milhares de fragmentos perigosos, sendo que um deles colidiu com um satélite russo no início deste ano.

Em maio, o nanossatélite Pegaso, o primeiro fabricado no Equador e que foi lançado em abril, se chocou com um fragmento de um foguete soviético de 1985 e, desde então, não teve seu sinal recuperado.

Fontes ligadas à ONU, que pediram para se manterem em anonimato, dizem que uma solução para este crescente problema deve ser alcançada com urgência, dado que potências emergentes, como China e Índia, têm ambiciosos projetos espaciais, um fato que poderia multiplicar a quantidade de lixo em órbita e suas consequências.

Segundo as previsões da Agência Espacial Europeia, o lixo espacial triplicará nos próximos 20 anos.

Fonte: "G1 - Lixo espacial pode colocar em riscoas comunicações na Terra, alerta ONU - notícias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/07/onu-alerta-que-lixo-espacial-pode-colocar-as-comunicacoes-terrestres-em-risco.html (accessed July 8, 2013).

CIO: Como superar a escassez de talentos em ciência de dados


Hoje é impossível olhar notícias de tecnologia sem tropeçar no termo Big Data. E isso não é uma surpresa, já que os benefícios obtidos pela análise de dados em insights são comprovados e muito significativos. Assim uma grande questão é lançada: quem vai realmente cuidar de todos esses dados?

Analistas e cientistas de dados são as profissões quentes agora, dado o valor que eles podem entregar para as empresas – especialmente aquelas que estão guardando os grandes volumes de informação digital que estão sendo reunidas a cada minuto.

No entanto, não há profissionais suficientes para preencher todas as posições abertas e isso significa que oportunidades de descobrir novos insights estão sendo perdidas enquanto as empresas se esforçam para preencher esses papéis cruciais.

O principal desafio é que os cientistas de dados têm um conjunto de habilidades muito específico: uma experiência nascida de educação, tempo, experiência e capacidade técnica. Qualquer outro que falte um ou dois aspectos desse conjunto não consegue preencher todos os requisitos que as empresas anseiam.

Mesmo que os avanços da tecnologia ajudem a fazer o que costumava estar na seara de Ph.D’s, ainda há muitas vagas abertas que necessitam de qualidades como perícia na análise de dados, uma tendência que não mostra sinais de reversão a curto prazo.

A terceira edição do “State of Business Intelligence”, estudo recente patrocinado pela Teradata, forneceu um olhar profundo da importância de grandes volumes de dados e a aproximação da escassez de talentos. A conclusão foi a descoberta das seguintes peças do quebra-cabeça:

- Empresas não sabem utilizar os recursos de Big Data
As companhias sabem que Big Data é importante, mas, infelizmente, nem sempre têm certeza de como tirar o máximo proveito dela. Entre os entrevistados pelo estudo, 72% disseram que querem obter um melhor controle e compreensão de seus dados. Já 66% eram a favor de colocar os dados mais “suaves” (incluindo conversas de mídia social) entre as análises também.

- Faltam profissionais
Há uma grande escassez de talentos em ciência de dados e recém-formados de tecnologia estão perpetuando o problema. A pesquisa constatou que os recentes graduados de tecnologia da informação não têm nessa área sua primeira prioridade. Eles têm se centrado em funções em TI ou sistemas analíticos (35%), desenvolvimento de programas (32%), gerenciamento de dados (30%) e análise de negócios (22%).

- Terreno desconhecido para os profissionais de TI
A viabilidade e a segurança das carreiras de ciência de dados não correspondem à demanda por seus talentos. Mesmo com posições em aberto, muitos deixam o campo depois de menos de seis anos no cargo. Eles enfrentam preocupações sobre quanto tempo as suas posições vão durar, quais os tipos de padrões que estão sendo esperados e quanto as empresas estão dispostas a investir em seus esforços – e resultados.

O que pode ser feito para corrigir essa situação? Veja algumas sugestões:

- Profissionalizar por meio da iniciativa privada
Construir uma comunidade de ciência de dados mais forte com o apoio das empresas que utilizam os grandes volumes de informações. Isso significa a criação de recursos mais profissionais, oferecimento de mais oportunidades para realizar conversas e mais reconhecimento para os profissionais qualificados.

- Parametrizar a função
Criar uma descrição do trabalho e, em seguida, explicar isso para todos os outros. É difícil ter sucesso quando ninguém entende o seu trabalho. Ao oferecer aos empregados uma maior compreensão das responsabilidades de um cientista de dados, é possível criar mais oportunidades de colaboração, reconhecimento e apreço.

- Recrutar formandos
Chegar aos futuros formandos com informações sobre as chances nessa carreira em sua empresa é uma ótima maneira de chamar o talento que você precisa. Uma ideia é oferecer orientação de profissionais de dados dentro de sua equipe, bolsas de estudo e programas de reembolso de matrícula, entre outros recursos, para assegurar o caminho certo e direto para as suas portas.

-Investir em talentos
A ciência de dados não é apenas uma função. É necessário também promover uma cultura de analistas inteligentes dentro das equipes de TI – ou das equipes de operações de marketing – e em funcionários que demonstram habilidade natural. Se você vê potencial na inclinação natural de um funcionário que manifesta interesse em Big Data, por que não oferecer educação e outros recursos para incentivar uma mudança na sua carreira?

Cientistas de dados estão cada vez mais conhecidos como as estrelas de rock do mundo da tecnologia, mas simplesmente não há um número suficiente deles. Se as empresas podem desenvolver condutas de carreira que se conectam mais diretamente às suas necessidades internas, eles têm mais chances de promover e manter esse talento!

Fonte: Boehnlein, Bob . "Como superar a escassez de talentos em ciência de dados - CIO." CIO - Gestão, estratégias e negócios em TI para líderes corporativos. http://cio.uol.com.br/tecnologia/2013/07/05/como-superar-a-escassez-de-talentos-em-ciencia-de-dados/ (accessed July 8, 2013).

INFO: Prefeitura de SP cria site para moradores apontarem problemas na cidade



A ideia de criar meios de cidadãos reportarem problemas da própria cidade está se popularizando – dois exemplos recentes são os apps Colab e Cidade Legal. E quem tomou uma iniciativa semelhante dessa vez foi a prefeitura de São Paulo, que colocou no ar, nessa semana, o site Gestão Urbana SP.

A proposta do site, de mapeamento coletivo, é bem parecida com a dos aplicativos mencionados. Um mapa da cidade é mostrado na tela, e pontos vermelhos indicam os problemas apontados por qualquer cidadão. Pode ser um buraco na rua, uma árvore que precisa de poda, uma calçada destruída ou um semáforo quebrado, por exemplo.Um clique no ponto abre uma janela de informações, que pode apresentar, além da descrição, uma foto enviada pelo morador.

Todas as contribuições passam por um filtro antes de irem ao ar, para assim evitar que o mapa se desvirtue. O sistema deve servir como uma base de dados de referência para o Plano Diretor Estratégico da prefeitura, e recebe, inclusive, sugestões de soluções para os problemas apontados. Essas propostas (que são não-oficiais, vale ressaltar) são indicadas por pontos verdes, em contraste aos vermelhos dos problemas.

O mapa do Gestão Urbana SP pode ser navegado livremente, e dá para limitar os os pontos exibidos usando um recurso de filtros, na parte inferior da tela. A indicação de problemas e soluções, no entanto, se limita à cidade de São Paulo, e a implantação de um sistema semelhante em outros locais vai depender das respectivas prefeituras.

Fonte: Gusmão, Gustavo . "Prefeitura de SP cria site para moradores apontarem problemas na cidade - Download da Hora - INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/blogs/download-da-hora/webware/prefeitura-de-sp-cria-site-para-moradores-apontarem-problemas-na-cidade/ (accessed July 8, 2013).

INFO: Empresas de TI se juntam a protestos contra vigilância dos EUA



São Paulo - A comunidade online se juntou nesta quinta-feira em apoio aos protestos contra a vigilância do governo dos Estados Unidos das atividades na Internet, uma prática recentemente exposta por um ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Sites como Reddit e Mozilla apoiaram uma campanha em várias cidades dos Estados Unidos para "Restaurar o Quarto" - uma referência à Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que protege os cidadãos contra busca e apreensão ilegais.

A home page do site Boing Boing, por exemplo, exibiu a seguinte mensagem para a NSA: "Feliz 4 de julho! Parem imediatamente a sua espionagem inconstitucional de usuários de Internet do mundo - O povo!".

O protesto ocorreu no dia em que os Estados Unidos comemoram o feriado do Dia da Independência.

No início da tarde, um grupo de mais de 400 pessoas se reuniu em Nova York e Washington, disseram os organizadores. Eles estimam que a participação total seja de mais de 10 mil em todo o país.

A NSA, em seu próprio site, disse: "A NSA não se opõe a qualquer protesto pacífico legal. A NSA e seus funcionários trabalham de forma diligente e legalmente todos os dias, o tempo todo, para proteger a nação e seu povo".

O ex-prestador de serviços para a NSA Edward Snowden foi acusado de espionagem após a divulgação de programas de vigilância da agência. Ele está há mais de uma semana em um aeroporto de Moscou à procura de um país para conceder-lhe asilo.

O protesto online foi lançado pela Internet Defese League, uma rede de mais de 30 mil sites e usuários de Internet cujo objetivo é protestar contra as tentativas de cercear a liberdade na rede.

Fonte: "Empresas de TI se juntam a protestos contra vigilância dos EUA | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/07/empresas-de-ti-se-juntam-a-protestos-contra-vigilancia-dos-eua.shtml (accessed July 8, 2013).

INFO: Cobertura 4G chega ao Monte Everest



São Paulo - Montanhistas agora poderão realizar transmissões ao vivo de escaladas no Monte Everest por meio da tecnologia de rede 4G (LTE).

As empresas Huawei e China Mobile anunciaram a instalação da tecnologia 4G em uma estação base a 5.200 metros de altitude, próxima ao cume do Monte Everest que fica a 8.848 metros. 

“Levar o 4G para o Monte Everest é um importante marco para o desenvolvimento da tecnologia LTE TDD. Nós estamos muito animados em tornar isso possível e pretendemos trabalhar com mais operadoras ao redor do mundo para levar a banda larga móvel de alta velocidade para todos os lugares”, disse David Wang, presidente da Huawei Wireless Networks.

A Huawei e a China Mobile já trabalharam na cobertura móvel no Monte Everest quando as duas empresas fizeram parte de um projeto que levou a cobertura GSM à montanha para um evento especial que levaria a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de 2008 ao local. 

As estações GSM no acampamento base do Monte Everest continuam a operar desde este período e com a integração da tecnologia 4G a intenção das empresas é auxiliar na proteção e segurança dos montanhistas.

A Huawei também entregou soluções 4G para outros pontos da região por meio de equipamentos integrados, estações de base, transmissão de microondas e dispositivos 4G. 

Há três anos uma empresa de telecomunicações do Nepal, chamada Ncell, lançou os primeiros serviços 3G no acampamento base do Monte Everest e realizou uma ligação com sucesso a 5.200 metros de altitude.

Fonte: Campi, Monica . "Cobertura 4G chega ao Monte Everest | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/mundo-mobile/2013/07/cobertura-4g-chega-ao-topo-do-monte-everest.shtml (accessed July 8, 2013).

Folha de S.Paulo: Serviços financeiros resistem a adotar o uso de redes sociais


Como muitas celebridades já sabem, é possível causar estragos em 140 caracteres. Mas mensagens de seu gerente de banco, via Twitter, podem soar ameaçadoras?

Alguns gestores acham que sim, ou temem que clientes pensem dessa forma, o que tem impedido o desenvolvimento de serviços financeiros por celular e internet.

Conteúdos ofensivos em redes sociais trazem problemas 
a anunciantes; na foto, aplicativos "sociais" em uma tela de iPhone.

A aparente falta de interesse de clientes mais velhos e endinheirados pelas novas mídias é uma das razões apontadas por gerentes para evitar incorporar tweets e outras tecnologias aos serviços oferecidos, diz a empresa de pesquisa britânica Compeer.

Muitos gestores disseram que "clientes mais velhos têm pouco interesse em redes sociais", o que tornaria o investimento desnecessário.

Nik Lysiuk, analista da Compeer, disse que a pesquisa mostra que clientes mais ricos parecem inseguros em usar as redes sociais.

"Talvez haja mais receio [de clientes e gerentes] em usar mídias sociais e aplicativos no celular porque estão lidando com algo concreto, o dinheiro", disse ele.

Segundo Lysiuk, alguns gestores relataram que clientes top dão mais valor a demonstrativos em papel e brochuras de qualidade.

A pesquisa, contudo, identificou diferença de atitude entre os gestores que tomam decisões por conta própria, em busca da rentabilidade prometida, e os que oferecem apenas consultoria.

No primeiro caso, diz Lysiuk, a idade média dos clientes varia de 60 a 80 anos, e os consumidores não veem funcionalidade em aplicativos.

Mas gestores relataram que há demanda de clientes de todas as idades por mais acesso a informações e um contato maior com seus gerentes em diferentes plataformas.

Nick Hungerford, presidente da Nutmeg.com -site de consultoria financeira- disse que tem clientes com idade de 60 a 80 anos que entram no site e acessam demonstrativos no celular.

"Os gestores que se orgulham de repetir o que fazem há 300 anos deveriam atentar para o fato de que, em 20 anos, a geração que convive com o computador também se tornará 'velha'", disse.

Fonte: "Folha de S.Paulo - Mercado - Serviços financeiros resistem a adotar o uso de redes sociais - 08/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1307687-servicos-financeiros-resistem-a-adotar-o-uso-de-redes-sociais.shtml (accessed July 8, 2013).

Terra Brasil: Fórum Software Livre encerra com 7 mil participantes de 21 países


Maior evento da área no mundo teve mais de 1,4 
terabytes em tráfego de dados
Foto: Eduardo Seidl/Indicefoto / Divulgação

A 14ª edição do Fórum Internacional Software Livre (fisl) encerrou no sábado com a participação de 7.217 pessoas nas 600 horas de atividades. Ao longo de quatro dias do maior evento do gênero no mundo, em Porto Alegre, inscritos de 21 países diferentes debateram questões relativas à cultura livre, o que inclui código aberto, neutralidade na rede, vigilância digital e direitos autorais, entre outros temas.

Quatro países mandaram 98 caravanas para o Brasil, e os palestrantes somaram mais de 500 pessoas. As principais palestras foram transmitidas pela internet, somando 280 horas de gravação, acessadas 67,8 mil vezes. O tráfego de dados no fisl deste ano chegou a 1,4 terabytes.

                                                                         Ricardo Fritsch, coordenador-geral do fisl, fala no 
encerramento oficial do evento
Foto: Eduardo Seidl/Indicefoto / Divulgação

Segundo o coordenador-geral da Associação Software Lifre.Org, Ricardo Fritsch, os planos para o ano que vem são garantir maior acessibilidade - buscando soluções livres junto aos desenvolvedores. Além disso, a ideia é homenagear Edward Snowden, que revelou um esquema de vigilância em massa por parte do governo americano com a colaboração de grandes empresas de tecnologia. "Ele provou ser verdade o que os ativistas do Software Livre dizem há anos", afirmou, reforçando a importância do uso de softwares livres.

Neste ano, o homenageado foi o hacker e ativista Aaron Swartz. As discussões e atividades em torno das temáticas de cultura e internet livre, compartilhamento, copyleft, creative commons, transparência e hacktivismo foram agrupadas em uma trilha com seu nome. O jovem virou símbolo da luta em prol do compartilhamento após cometer suicídio, no início deste ano, enquanto era processado por pirataria pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

Entre os destaques da programação de 2013, estiveram na capital gaúcha o cocriador do site de compartilhamento The Pirate Bay e o fundador da Fundação Software Livre (FSF), Richard Stallman. As discussões trouxeram à tona inúmeras vezes o potencial da rede para agregar pessoas em torno de objetivos comuns, puxadas pelos recentes protestos no Brasil, e sobre a privacidade de dados, em virtude das revelações de Snowden.

Fonte: "Fórum Software Livre encerra com 7 mil participantes de 21 países - Terra Brasil."Tecnologia: inovação tecnológica, celulares, negócios e mais - Terra. N.p., n.d. Web. 8 July 2013. .

Folha de S.Paulo: Hollywood busca geração internet com filmes sobre hackers e ciberativistas


Os heróis de Hollywood usam chicotes, revólveres e uma moral rígida. Não se espante se eles passarem a usar, dentro de alguns anos, e-mails criptografados, discos rígidos, internet de alta velocidade e uma ética com tons mais cinzentos.

Somente em 2013, oito filmes sobre hackers, ciberativistas e visionários da tecnologia estão previstos para estrear ou já estão em cartaz.

De Julian Assange, o criador da organização WikiLeaks (responsável por divulgar documentos americanos secretos) a Edward Snowden, o ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA, em fuga por revelar um esquema de vigilância mundial do governo Obama, os hackers são os novos Indiana Jones.

"A diferença é que hackers existem e constroem suas narrativas distantes da ficção", diz Sergio Amadeu da Silveira, professor da Universidade Federal do ABC e pesquisador de cibercultura.

"Os hackers enfrentam o poder das corporações e dos Estados verticalizados de modo espetacular, criando simpatia e admiração. Indiana Jones é bem menos interessante que Snowden."

Nesse segmento, a figura mais disputada no cinema atual é a do australiano Julian Assange. Abrigado na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição a Suécia (onde é acusado de agressão sexual), ele estará nas telas três vezes neste ano.

A primeira produção é o telefilme australiano "Underground", sobre sua infância. Já o documentário "We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks", de Alex Gibney, transforma Bradley Manning, o soldado que vazou as informações confidenciais para Assange, no "herói" da história.
Divulgação 

Cena de 'The Fifth Estate', de Bill Condon, com Benedict
Cumberbatch como Julian Assange (à esq.) e Daniel Bruhl
 como Daniel Domscheit-Berg

Assange ainda será retratado na superprodução "The Fifth State", drama de Bill Condon ("Crepúsculo"), com o inglês Benedict Cumberbatch (o vilão do novo "Star Trek") no papel do hacker.

"O WikiLeaks chegou a um mundo no qual o governo diz que há uma democracia e falou: 'Vejam isso e formem sua opinião'", conta Cumberbatch à Folha. "É fácil fazer um retrato caricato de Assange, mas espero construir algo justo."

Fonte: SALEM, RODRIGO . "Folha de S.Paulo - Ilustrada - Hollywood busca geração internet com filmes sobre hackers e ciberativistas - 05/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/07/1306377-hollywood-busca-geracao-internet-com-filmes-sobre-hackers-e-ciberativistas.shtml (accessed July 8, 2013).

Convergência Digital: Ataques DDoS voltam a atormentar os bancos brasileiros




Um número incalculável de computadores pessoais - seguramente na casa das dezenas de milhares - estão sendo utilizados como "inocentes úteis" nos recentes ataques ao sistema bancário brasileiro que já derrubou o sistema do Bradesco e, agora, tenta interditar as operações do Itaú, Banco do Brasil e outras instituições de menor porte. O alerta é de Eduardo D´Antona, Country Partner da Bitdefender Brasil e especialista em sistemas Antivírus e ameaças eletrônicas.

Segundo o executivo, o ataque que ocorre no Brasil enquadra-se no modelo tático mais utilizado pelos hacktivistas, que consiste em esgotar a capacidade de respostas de um servidor web de grande porte mediante uma avalanche de solicitações de acesso simultâneas, enviados por computadores pessoais transformados em "zumbis".

Denominada DDoS (Negação Distribuída de Serviços, no acrônimo em Inglês), esta modalidade de ataques se vale da contaminação em massa, por códigos maliciosos, de computadores pessoais desprotegidos, através do espalhamento de spam. "Uma vez alojados no hospedeiro, estes vírus ficam inertes até que o computador 'mestre', controlado pelo pirata, emita a ordem de ataque", explica D' Antona. Segundo ele, a ordem de ataque, neste caso, é de que a máquina zumbi passe a direcionar incessantes pedidos de acesso ao servidor web de uma instituição até que o serviço caia.

"Por mais bem protegidos que sejam os sistemas de internet dos grandes bancos, fica extremamente difícil para eles se protegerem contra o DDoS, justamente devido à facilidade com que os criminosos ou hacktivistas arregimentam zumbis para articular os seus ataques", comenta o executivo. Na avaliação de D´Antona, além da paralisação dos serviços, esse tipo de ataque cibernético não deve causar outros danos ao Bradesco, Itaú ou demais instituições atingidas.

"Depois de passada a avalanche, os bancos voltarão à normalidade, mas a maior parte dos "zumbis" continuará à disposição do crime, sem que seus usuários tenham noção disto", comenta Eduardo D'Antona. A Bitdefender alerta que alguns sintomas - como lentidão ou travamento do computador - podem ser sintomas da presença de um vírus empregado para DDoS. "Seja como for, é altamente aconselhável que, diante deste grande ataque, o usuário faça uma varredura em sua máquina utilizando um antivírus atualizado", completa ele.

Fonte: "Ataques DDoS voltam a atormentar os bancos brasileiros - Convergência Digital - Segurança."ConvergênciaDigital.http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34214&sid=18#.Udq5fecp9Ns (accessed July 8, 2013).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

G1 - União Europeia terá penas maiores para cibercrimes e espionagem


Tentativa de acessar informação ilegalmente dará dois anos de prisão.
Ataques contra redes do governo resultará até cinco de reclusão.



Parlamentares da União Europeia concordaram nesta quinta-feira (4) em endurecer sanções penais em todo o bloco contra ataques cibernéticos, especialmente os que causam prejuízos à infraestrutura nacional e sequestro de computadores para roubar dados confidenciais.

Os 28 estados membros da UE possuem diferentes penas sobre o crime cibernético. A decisão determina sentenças máximas nacionais de pelo menos dois anos de prisão por tentativa de acessar ilegalmente sistemas de informação.

A pena máxima para ataques contra a infraestrutura, como usinas de energia, transporte, ou redes de governo será fixada em cinco anos ou mais, superior à atual na maioria dos Estados europeus.

Os cibercriminosos frequentemente infectam computadores para formar exércitos de PCs zumbis conhecidos como "botnets". A injeção ocorre através do envio de e-mails de spam contendo links com vírus e anexos.

Em alguns casos, criadores de botnets alugam ou vendem máquinas infectadas nos mercados negros para outros criminosos. Entre as atividades estão roubos de cartão de crédito e ataques a sites do governo.

De acordo com as novas regras da União Europeia, as empresas que se beneficiarem de aluguel de botnets ou de hackers para roubar segredos serão responsáveis por quaisquer crimes cometidos em seu nome.

Fonte: "G1 - União Europeia terá penas maiores para cibercrimes e espionagem - notícias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de notícias da Globo . N.p., n.d. Web. 5 July 2013.

G1 - Primeira rede 4G chega a Manaus a seis meses do prazo limite da Anatel



Operadora Claro disponibiliza serviço a partir desta quinta-feira (04).
Prazo da Anatel para cidades-sede da Copa termina em dezembro.

Adneison Severiano

                                                                                        A primeira operadora a ativa o sinal 4G em Manaus
tem cobertura de 50% da área da capital
(Foto: Adneison Severiano G1/AM)


A seis meses do término do prazo limite estipulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Claro antecipou o lançamento e ativou a rede 4G, que atende metade de Manaus nesta quinta-feira (4). Outras quatro operadoras devem lançar a tecnologia na capital. De acordo com a Anatel, até dezembro deste ano, as empresas de telefonia devem implantar a banda larga móvel de quarta geração em todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A rede 4G é a tecnologia que garantirá maior velocidade de transmissão de dados e imagens por meio de equipamentos como telefones celulares, tablets e outros dispositivos móveis. O termo 4G corresponde ao chamado Long Term Evolution (LTE), que traduzido consiste Evolução de Longo Prazo.

Em Manaus e demais cidades-sede do mundial de futebol, obrigatoriamente o 4G deve ser implantado até 31 de dezembro de 2013, conforme o governo federal estabeleceu ao leiloar a frequência de 2,5 gigahertz (GHz). Entretanto, a Claro antecipou a ativação do novo sistema, que já é usado nas capitais que receberam jogos da Copa das Confederações.

A capital amazonense é a primeira da Região Norte do país a receber a tecnologia 4G. Inicialmente, a operadora implantou o sistema 4GMax que cobre 50% de Manaus. O diretor regional da Claro, Marco Aurélio Neves, explicou que a tecnologia lançada nesta quinta-feira contempla a área central da cidade.

“Temos a prioridade de até a Copa ter uma cobertura 4GMax em 70% de Manaus. Ainda existe a meta de levar o sinal 2G, 3G e 4GMax (em alguns casos) para 270 cidades da Região Norte até dezembro de 2017”, revelou o representante. 

A operadora possui 2 milhões de clientes na região Norte e mais de 200 mil usuários no Amazonas. Para implantar a tecnologia banda larga de quarta geração em 16 cidades brasileiras, a operadora investiu R$ 510 milhões, que deve saltar para R$ 6,3 bilhões até o final de 2014. Já em relação ao montante investido em Manaus, a empresa disse que não divulga os investimentos na implantação da rede por localidade.


                                                                                 Aplicativo testou velocidade de conexão 4G
em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

A velocidade do 4GMax é 20 vezes maior que as redes atuais disponíveis, conforme estimativa da operadora responsável. A medição no aplicativo SpeedTeste no bairro Adrianópolis apontou um sinal de 20Mb.

Durante lançamento, que ocorreu simultaneamente em Manaus, Cuiabá (MT) e Natal (RN), o presidente da empresa Carlos Zenteno participou através de videoconferência, que já utilizava o sinal da rede 4GMax. Ele destacou o pioneirismo da operadora com a tecnologia de banda larga móvel no país.

“No passado, a Claro foi a primeira a lançar o 3G e depois o 3GMax. Agora também sai na frente com 4GMax. Assim concluímos o cronograma, contemplando todas as cidades-sede da Copa. Isso vai entregar benefícios para sociedade, uma revolução na internet no país, pois a população poderá utilizar uma internet móvel com velocidade maior”, ressaltou.

Segundo o presidente da empresa, a banda larga de quarta geração da operadora se diferencia das demais, recebendo o nome de 4GMax por ter 40Mhz, isto é, o dobro frequência das outras disponíveis que possuem 20Mhz. Isso porque, de acordo com Zenteno, a operadora comprou o lote principal do leilão da Anatel em 2011.

Diretor Regional da Claro prevê que até a Copa,
Manaus terá 70% de cobertura 4GMax da
operadora (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

“Isso significa que o nosso serviço terá o dobro de velocidade em relação às outras operadoras. O 4GMax é como se ter uma estrada maior de largura que vai permitir utilizar os serviços de transferências de dados com melhor qualidade em 16 cidades do Brasil”, finalizou Carlos Zenteno.

No último mês de junho, o G1 fez umlevantamento da situação do processo de implantação da rede 4G com as quatro operadoras de telefonia móvel que atuam no Amazonas: Oi, Vivo, Claro e TIM. Na época, as operadoras informaram que até dezembro a banda larga de quarta geração será implantada em Manaus. Ao contrário do que tinha informado, a Claro antecipou a ativação da rede. O G1 procurou as outras três operadoras para verificar se há possibilidade de implantação antes do prazo final previsto. Apenas a Vivo respondeu informando que mantém o cronograma de implantação do sistema na capital seguindo o prazo estabelecido pela Anatel.

Migração para 4G
Para utilizar a rede 4G, é necessário um aparelho móvel compatível com a rede LTE Brasil, seja celular, smarthphones e modems. O instrutor de treinamento da Samsung, Francisco Neto, esclareceu que até então havia aparelhos apropriados para a tecnologia 4G em Manaus, mas não existia a rede para conexão.

“Muita gente já tem aparelho compatível com 4G e não necessariamente precisará adquirir outro para utilizá-lo. O Galaxy S3 LTE, por exemplo, é vendido no mercado brasileiro há dois anos e em Manaus o produto é comercializado desde 2012. Quem já tem o aparelho compatível basta comprar um chip da operadora com plano que contemple o 4G”, comentou o especialista.

O G1 verificou que existem aparelhos celulares aptos a banda larga de quarta geração, que já são vendidos no comércio local. Os preços dos aparelhos variam entre R$ 1.349 e R$ 2.499. Além do aparelho compatível, o usuário terá que contratar um plano com velocidade de tráfego de dados específico, que custa a partir de R$ 95 por mês.

Fonte: Severiano, Adneison . "G1 - Primeira rede 4G chega a Manaus a seis meses do prazo limite da Anatel - notícias em Amazonas." G1 - O portal de notícias da Globo . N.p., n.d. Web. 5 July 2013. .