quarta-feira, 30 de abril de 2014

G1: Prejuízo do Twitter sobe 390% no 1º trimestre, para US$ 132 milhões


Receita líquida mais que dobrou, para US$ 250,5 milhões.
Faturamento com publicidade por visualizações na linha do tempo subiu 96%.

O microblog Twitter mais que dobrou sua receita no primeiro trimestre, graças ao bom desempenho do negócio de publicidade, mas não evitou um aumento do prejuízo de 389,7%.

As perdas da companhia somaram US$ 132,4 milhões nos três meses encerrados em março, ante US$ 27 milhões um ano antes.

A receita líquida somou US$ 250,5 milhões no trimestre, mais que o dobro dos US$ 114,3 milhões apurados em igual período de 2013.

As ações da empresa caíram 11% durante as negociações, para US$ 38, o menor nível desde o lançamento, em 6 de novembro, de acordo com a Bloomberg. A desvalorização teria sido puxada pela queda do número de usuários alcançou 255 milhões, com uma desaceleração de 30% para 25% do crescimento, em relação ao trimestre anterior.

O faturamento com publicidade por mil visualizações da linha do tempo atingiu US$ 1,44 no período, alta de 96% na comparação com um ano antes. A companhia refinou suas habilidades de direcionamento de anúncios e adicionou uma nova série de formatos semelhantes ao Facebook. Além disso, faz esforços para simplificar a forma de uso do microblog.

A base de usuários mensais ativos somou 255 milhões no trimestre, alta de 25% na comparação anual. Os usuários que acessaram a plataforma pelo menos uma vez ao mês pelo celular foram 198 milhões, alta de 31% na comparação anual, representando 78% do total.

A companhia projeta receita de US$ 270 milhões a US$ 280 milhões no segundo trimestre e ampliou a perspectiva de faturamento no ano para um intervalo de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,25 bilhão, de US$ 1,15 bilhão a US$ 1,2 bilhão previstos anteriormente.

G1: Samsung espera impulso nas vendas por Copa e lucro mais forte no 2º tri


Venda de TVs e smartphones é crucial para empresa manter crescimento.
Samsung teve queda de 3,3% no lucro em comparação com 2013.
A Samsung Electronics disse nesta terça-feira (29) que espera um lucro mais forte no segundo trimestre, com uma aceleração nas vendas de televisões e smartphones de ponta estimulando o crescimento, depois da companhia registrar a segunda queda consecutiva no lucro trimestral.

A gigante sul-coreana de tecnologia afirmou que a Copa do Mundo de futebol no Brasil deve ajudar a impulsionar as vendas de TVs e smartphones no trimestre atual, com fãs comprando dispositivos como TVs de ultra-alta definição (UHD) para acompanhar os jogos.

A retomada das vendas de TVs e smartphones de ponta é crucial para a Samsung sustentar o crescimento, num momento em que seu negócio móvel, que gerou três quartos do lucro do primeiro trimestre, teve a primeira queda em participação de mercado em smartphones em quatro anos.

A Samsung disse que os embarques de celulares no segundo trimestre devem ser semelhantes aos 113 milhões embarcados no período de janeiro a março, embora smartphones como o Galaxy S5 devam ter uma participação maior no período entre abril a junho.

Para janeiro a março, a maior empresa de tecnologia do mundo em receita divulgou queda de 3,3% no lucro operacional ante o ano anterior, a 8,5 trilhões de wons (US$ 8,2 bilhões), contra meta de 8,4 trilhões de wons.

O lucro da divisão móvel foi 6,43 trilhões de wons, queda de 1,2% sobre os 6,51 trilhões de wons registrados um ano antes.

No negócio de chips, os lucros saltaram 82% na comparação anual, para 1,95 trilhão de wons, em linha com resultados igualmente fortes de rivais como a SK Hynix, graças à sólida demanda de fabricantes de PCs e uma oferta apertada.

G1: App de chat do Facebook passa a enviar foto, vídeo e gravação de áudio




Novidade foi lançada para aplicativo Messenger para iPhones.

Rede social vai tirar o bate-papo do app principal.
Aplicativo de bate-papo do Facebook, Messenger
passa a enviar fotos, vídeos e gravações de áudio.

O Facebook adicionou ao Messenger, seu aplicativo de bate papo, novas funções que permitem aos usuários enviar mensagens em áudio, moda entre jovens, e até com vídeos e fotos anexadas. A novidade chegou aos iPhones nesta segunda-feira (28) e deve ser disponibilizar para os aparelhos que usem Android nas próximas semanas.

Presentes na atualização do aplicativo, as novas opções podem ser acessadas abaixo da caixa de texto. É possível escolher do acervo do smartphone, tirar uma nova, gravar um vídeo ou uma mensagem de voz. Também é possível ver dentro do próprio aplicativo as fotos e vídeos recebidos por ele.

As novas funcionalidades chegam ao Messenger após o Facebook começar no início de abril a avisar os membros de sua rede social que a acessam via aplicativo de que vai desabilitar o bate-papo. Para continuarem a enviar as mensagens terão de baixar o Messenger.

Do ponto de vista do negócio, é interessante para o Facebook ter aplicativos fortes. Segundo o balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, da receita de US$ 2,27 bilhões advindos da publicidade, 59% veio dos anúncios exibidos em plataformas móveis.

As novidades levam ao Messenger funções já presentes em outros aplicativos de mensagens, como o Viber e o WhatsApp, comprado pelo Facebook por US$ 16 bilhões, em um negócio que pode chegar a US$ 19 bilhões.


G1:Microsoft testa teclado com sensores para identificar gestos do usuário



Gestos feitos por cima do teclado permitiriam controlar programas.
Recurso seria complemento do mouse, segundo a empresa.
Sensores colocados ao lado das teclas permitem a
leitura de gestos do usuário 

A Microsoft estuda meios de unir gestos em uma área sensível ao toque (trackpad) com as teclas de um teclado de PC tradicional. O recurso permitiria que o usuário realizasse gestos com as mãos por cima do teclado para realizar ações nos programas.

A empresa publicou uma pesquisa em que revela um protótipo deste teclado que tem sensores infravermelhos de proximidade colocados acima das teclas. Desse modo, ao passar a mão por cima do teclado, seria possível mudar de página ou mudar a orientação de uma imagem. Ainda, com movimentos dos dedos poderia aumentar o diminuir o tamanho da foto na tela. O recurso é similar ao visto pela tecnologia Leap Motion.

A intenção da empresa é trazer o uso de gestos para comandar o PC que fosse natural e fácil para todos os usuários. O recurso não seria um substituto do mouse e, sim, um complemento.

A tecnologia ainda está sendo testada e não há uma previsão de ser lançada no mercado.


INFO:Celulares terão destaque em conferência tecnológica do Facebook



O Facebook realiza nesta quarta-feira em San Francisco sua primeira conferência de desenvolvedores dos últimos três anos, que vem despertando grande expectativa em relação às novidades que a empresa possa apresentar para seu negócio em dispositivos móveis.

A maior rede social do mundo por número de usuários reúne centenas de desenvolvedores de aplicativos de todo o mundo em sua conferência F8, na qual lhes põe em contato entre si e com a companhia, realiza oficinas e conversas, e aproveita sua presença e a intensa cobertura midiática para apresentar as últimas novidades da empresa.

A última conferência F8, na qual se anunciou a "cronologia", o então novo sistema para apresentar os conteúdos dos usuários em seu perfil, aconteceu em setembro de 2011, e desde então o Facebook não voltou a realizar nenhum evento similar, motivo pelo qual a conferência de amanhã levantou grande expectativa.

"Abriremos de manhã com o discurso de Mark Zuckerberg (cofundador e executivo-chefe do Facebook); e posteriormente as sessões se centrarão no objetivo do Facebook de ajudar os desenvolvedores a criar, fazer crescer e tirar rendimento econômico de seus aplicativos", declararam à Agência Efe fontes da empresa.

A estratégia do Facebook durante os últimos tempos se concentrou cada vez mais em dotar de maior importância os aplicativos para celulares, uma decisão que foi respaldada pelos resultados econômicos da companhia.

Nos resultados relativos ao primeiro trimestre de 2014, apresentados na semana passada, dos US$ 2,27 bilhões que a empresa arrecadou com publicidade, 59% provieram das vendas a anunciantes em sua plataforma para smartphones.

Por sua vez, a rede social vem observando como, desde o quarto trimestre de 2013, o número de usuários que utilizam Facebook apenas no celular é maior que o volume de usuários que só o usam através do computador, e durante os três primeiros meses deste ano a proporção de usuários únicos no móvel foi de 26,7% contra 21% de usuários únicos através do computador.

A porcentagem restante de usuários (52,3%) acessam a rede social tanto através do celular como do computador.

Uma das apostas de futuro para o celular que soa com mais força para ser anunciada durante a conferência da quarta-feira é o lançamento de uma rede de publicidade para celulares própria do Facebook, que permitirá pôr em contato as plataformas de exposição, principalmente aplicativos para ceclular, com anunciantes.

O gigante das redes sociais passará a competir com a rede de publicidade Admob (propriedade do Google), para o que poderá aproveitar-se do colossal volume de dados sobre os usuários que dispõe e que deve permitir otimizar os esforços publicitários.

A conferência F8 deste ano tentará também ajudar os desenvolvedores de aplicativos para que estes gozem de maior visibilidade na rede social e possam chegar de forma mais eficiente a seu público alvo.

G1: Word, Excel e PowerPoint para iPad passam a imprimir documentos



Versão do pacote Office para o tablet da Apple recebeu atualizações.
Iniciativa da Microsoft de levar suíte ao aparelho faz parte da era pós-PC.
Microsoft libera atualização para que aplicativos Word, Excel e PowerPoint para iPad imprimam documentos. 

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (29) que os programas Word, Excel e PowerPoint para iPad passam a permitir que os documentos exibidos pelos aplicativos sejam impressos.

Lançado no fim de março, a versão para iPad da suíte de escritórios Office chegou a ter seus aplicativos entre os mais populares da App Store. No começo de abril, já haviam sido baixados 12 milhões de vezes.

Depois de 33 dias do lançamento, as primeiras atualizações aos aplicativos começam a ser feitas. A principal delas é a que permite que os textos do Word, as planilhas do Excel e as apresentações do PowerPoint possam ser impressas. Para isso, é preciso ter uma impressora do tipo AirPrint, tecnologia que permite conectá-la aos eletrônicos da Apple sem a necessidade de cabos.

Segundo a Microsoft, essa novidade era a mais pedida pelos usuários. Ela está disponível tanto para quem utiliza a versão gratuita dos aplicativos quanto para os que são assinantes. Além de ver os documentos, os usuários que possuem contas no serviço Office 365 podem editá-los. A assinatura custa R$ 209 ao ano.

Outras atualizações são as inclusões da ferramenta SmartGuides no PowerPoint, para alinhar figuras, formas e caixas de textos, e do AutoFit no Excel, para preencher células com conteúdo pré-determinado.

Pacote Office
O pacote traz todas as funções dos programas do Office presentes no PC. Com isso, no Word, será possível escrever e editar textos, sublinhar e negritar palavras ou frases e mudar fontes e tamanhos das letras. Tudo é salvo automaticamente e enviado para o OneDrive, serviço de armazenamento da empresa, e o usuário não corre o risco de perder arquivos ou alterações, segundo a empresa. O trabalho feito no iPad pode ser acessado e continuado no PC e vice-versa.

No Excel o usuário poderá criar tabelas e gráficos facilmente usando os dedos e transferir para o PowerPoint para uma apresentação. Todos os três aplicativos serão integrados. O programa de apresentação ainda permite transformar o dedo em uma caneta laser para apontar termos na tela durante uma reunião ou usar canetas virtuais para fazer anotações, por exemplo.


terça-feira, 29 de abril de 2014

IDG Now: Marco Civil provocará muitas batalhas jurídicas. Quer saber quais?


Há um consenso entre os defensores do Marco Civil da Internet: as batalhas para garantir a sua aplicação serão inúmeras e duras. A maioria delas será travada em torno da aplicação dos três princípios basilares da lei: a neutralidade de rede, a privacidade e a liberdade de expressão.
A regulamentação de alguns mecanismos do Marco Civil é apenas uma das frentes onde os embates acontecerão. Outras frentes passam pelas adequações de práticas correntes, no judiciário e na iniciativa privada, a partir das novas regras estabelecidas com a entrada da lei em vigor, em 22 de junho de 2014.

Neutralidade
Por exemplo: na interpretação das teles, o princípio de neutralidade de rede, conforme disposto no Marco Civil, não impede serviços como a Banda Larga Móvel 0800, a gratuidade de acesso às redes sociais via telefonia móvel e até acordos como o firmado pela NetFlix com a Comcast nos Estados Unidos, uma vez que ele caracteriza contratação de banda na última milha e não controle de pacotes.

Frisando não estar falando em nome da Anatel, onde é conselheiro, o advogado Marcelo Bechara, argumenta que o texto da legislação recém sancionada dá margem para alguns questionamentos. Entre eles o de facultar o estabelecimento de contratos entre as teles e os serviços OTT, onde se encaixam a Netflix, o Facebook e o Twitter.

“A neutralidade de rede do Marco Civil é a neutralidade de rede da camada de conexão. Isso está bem definido no artigo nono quando ele diz que o responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. Transmissão, comutação e roteamento estão na camada de conexão, não na de aplicação. Quem faz isso? Teles e provedores de acesso, não os provedores de aplicação, os OTTs”, explica Bechara. Portanto, na sua interpretação – que coincide com a de membros do SindiTelebrasil – o acordo como o assinado entre a Comcast e a Netflix seria perfeitamente legítimo no país, bem como os acordos do Facebook, do Bradesco e do Twitter com as operadoras móveis.

O entendimento parece ser o mesmo da FCC, nos Estados Unidos, nesse momento, ao propor novas regras sobre neutralidade que permitam que empresas como a Disney, Google ou Netflix paguem os fornecedores de serviços de Internet como Comcast e Verizon por banda extra na última milha. “Em teoria, os contratos de cima para baixo com o pessoal de última milha não tem relação com regulação pacotes de dados. Isso é contratação de mais banda”, explica Carolina Rossini, do Open Technology Institute. Mas esse novo modelo de negócio não afeta os mesmos interesses públicos que o Marco Civil tenta promover ao dispor sobre neutralidade? Como tratar isso?

Em entrevista durante a conferência NETmundial, o deputados Alessandro Molon, autor do texto do Marco Civil aprovado pelo Congresso, esclareceu alguns pontos. Em relação aos serviços de Banda Larga 0800, Molon disse que o governo já está revendo esses contratos, caso a caso, para analisar se há ou não quebra de neutralidade em cada um deles. “Vamos analisá-los juridicamente, à luz da neutralidade”.

Já em relação a acordos entre provedores de aplicações OTT com operadoras, Molon é bem claro: o texto atual já não permite nada parecido. “A neutralidade não permite que haja privilégio no tráfego em função de origem, destino, conteúdo, serviço ou aplicação, diz o deputado. “A mesma velocidade de Netflix seria oferecida para todos os usuários? Ainda assim, embora não haja discriminação em função do destino, há discriminação em função da origem”, alega Molon, garantindo que esse enfrentamento ele vai fazer, já que no seu entendimento isso é uma tentativa de contornar a lei.

Na opinião do deputado, ao permitir esse tipo de modelo de negócio, a FCC deu uma passo atrás. “Nós demos um passo para frente. É lamentável a decisão que foi tomada lá. O Brasil fez o que é certo. A Europa está caminhando na mesma direção do Brasil”, afirma.

Como há muitas questões técnicas envolvidas nesses acordos das operadaoras com as empresas de serviços OTT, ninguém é capaz de afirmar, categoricamente, se o assunto deve ou não ser tratado na regulamentação das exceções da neutralidade. Alguns acham que autorizar aos provedores da rede a separar o transporte e aplicação em camadas da Internet acarretará no declínio dos padrões fundamentais da Internet.

Privacidade e proteção de dados pessoais
Outros temas espinhosos, que darão margem à muita controvérsia, dizem respeito aos artigos que versam sobre privacidade (7º) a guarda dos registros de conexão e acesso (10 ao 17) e o tratamento dos dados pessoais (também o 7º). Muitos desses pontos serão necessariamente revistos, em função da necessidade de regulamentação posterior. Outros, em função de divergências de interpretação.

A sociedade civil, por exemplo, já está trabalhando na construção de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra o Artigo 15, que obriga a guarda dos dados de acesso dos provedores de aplicação (redes sociais, correio eletrônico, etc) por seis meses. Argumenta que ele favorece o vigilantismo.

“O Marco Civil foi tristemente inovador, no sentido de que não há nenhum outro país que obrigue a guarda de registros de acesso a aplicações internet, mesmo sabendo que a delimitação dessa obrigação ainda depende de regulamentação, explicou Danilo Doneda (Ministério da Justiça), hoje, durante o IV Fórum da Internet no Brasil.

De acordo com Molon o artigo 15 é a outra face da moeda do princípio de imputabilidade do meio. “Quando a gente diz que as redes sociais ou qualquer outro provedor de aplicação não é responsável pelo conteúdo até que um juiz mande esse conteúdo ser retirado após pedido de uma vítima de difamação, calúnia ou injúria precisa ter meios de chegar ao responsável, ao autor do crime”, afirma Molon. “Esse artigo não obriga a uma guarda generalizada de dados. Visa atendar a uma necessidade específica que é a apuração de eventuais crimes cometidos pela internet”, explica o deputado.

O alcance dessa regra vai ser definida pela regulamentação. A regulamentação deixará claro, por exemplo, quais empresas deverão guardar esses dados, quais dados deverão ser retidos e quais autoridades poderão ter acesso aos dados retidos, mesmo que única e exclusivamente mediante ordem judicial. Durante debate com internautas no Facebook, na manhã de ontem, a presidente Dilma confirmou essas informações e ainda procurou tranquilizar os ativistas garantindo que o decreto que regulamentará a retenção de dados será amplamente discutido, pela internet e com toda a sociedade, para coibir eventuais abusos.

As únicas exceções no Marco Civil, no que se refere a exigência de medidas judiciais para acesso de autoridades administrativas a dados, estão previstas no artigo 10, que de acordo com Molon, refere-se apenas a dados cadastrais. “Coaf, Cade e Receita Federal, já podem, a partir de leis específicas, terem livre acesso aos dados cadastrais. Não é qualquer servidor público, apenas os que exercem determinados cargos nessas três instituições, além da polícia e do Ministério Público, que podem ter esse acesso, e nas formas previstas nas leis específicas”, diz Molon.

Com relação à privacidade, Carlos Affonso, do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro, prevê questionamentos por conta da necessidade de consentimento expresso para coleta, uso, armazenamento e tratamento de dados pessoais. Questão relacionada com termos de uso de muitos serviços na internet e também com atividades como marketing dirigido, marketing e publicidade digital, estratégias de retargeting, etc.

“A aplicação do termo de uso e ciência vai ser importante para o Marco Civil. Requer o consentimento expresso para o tratamento de dados é algo que certamente vai causar certa inquietação na indústria”, afirma Carlos Affonso.

“Imagine uma situação de alguém postando um foto no Facebook onde apareça uma pessoa que não tenha acesso à rede social. A informação dessa pessoa será tratada. Mas o Marco Civil diz que o Facebook só pode tratar dados pessoais se essa pessoa tiver dado o consentimento prévio expresso, o que ela não fez, por não ser usuária da rede social”, completa. Como tratar casos assim? “Aqui a gente tem um típico problema de interpretação do Marco Civil que vai gerar controvérsia”, completa CA.

Além disso, na opinião de muitos empresários, o Marco Civil vai impactar diretamente nas estratégias de retargeting das empresas, principalmente de empresas de e-commerce. A regra sobre a não permissão de busca de dados de navegação dos usuários tem total relação com uma nova demanda que surge para suprir essa lacuna que vai acontecer no marketing digital, uma vez que o retargeting depende diretamente disso.

Liberdade de expressão
Ao fim do primeiro dia de debates do IV Fórum da Internet no Brasil, ficou claro que o Comitê Gestor da Internet precisa tomar a frente de uma série de ações para auxiliar na aplicação do Marco Civil, como a produção de material para embasar o trabalho dos juízes dos tribunais especiais, que vão lidar com as autorizações aos pedidos de remoção de conteúdo, além de campanhas de conscientização da população sobre liberdade de expressão e crimes como calúnia e difamação.

IDG Now: Após quebra de segurança, AOL pede que usuários mudem senhas de e-mail


Empresa identificou um misterioso ataque de spam decorrente do roubo de endereços de email e senhas de pelo menos 2% de seus usuários
A AOL está solicitando às dezenas de milhões de usuários dos seu e-mail que mudem suas senhas de acesso ao site e ao serviço enquanto ela investiga uma recente enxurrada de e-mails de spam que seria decorrente de uma brecha de segurança em seus sistemas.

A brecha teria dado acesso a hackers que roubaram endereços de e-mail, senhas e perguntas de segurança criptografadas de pelo menos 2% da sua base de usuários cadastrados, segundo notíciapublicada pela Reuters.

A empresa informou que a investigação do problema está sendo feita em conjunto com funcionários federais americanos. Por hora, segundo o The Wall Street Journal, não há evidências de que informações financeiras tenham sido comprometidas.

Usuários do portal começaram a reclamar na semana passada de estarem identificando spam enviados com seus endereços de e-mail. A AOL inicialmente acreditou que os usuários teriam sido vítimas de um ataque de spoofing - quando um spammer utiliza um endereço conhecido pelo destinatário no campo que identifica o remetente da mensagem não desejada. No entanto, os emails em questão não saiam das contas das vítimas e nem eram originários dos servidores de email do provedor.

O fato estranho sobre o caso da AOL é que as mensagens falsas estavam sendo enviadas para endereços de e-mail da lista de contatos das vítimas. A AOL ainda não explicou exatamente como isso aconteceu, embora pareça evidente que o processo está relacionado com a quebra de segurança. De qualquer modo, os usuários afetados não vão conseguir parar os spams mudando suas senhas, porque o spam não está saindo de suas contas de e-mail.

Mas a AOL informou que está comunicando a outros provedores de e-mail que adotam a especificação DMARC (Domain-based Message Authentication, Reporting & Conformance), como Gmail, Yahoo Mail e Outlook.com, para recusar e-mails AOL que não tenham saído dos servidores da AOL. Esse procedimento vai exigir mudanças em provedores de e-mail marketing e listas de e-mail, mas é um processo necessário para interromper a maré de spam.

Computer Wold: IBM recebe financiamento da Finep para desenvolver solução na nuvem


Agência de fomento do MCTI repassou R$ 5,7 milhões para o projeto que terá colaboração de universidades.
A IBM Brasil foi contemplada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com R$ 5,7 milhões para desenvolver uma tecnologia pioneira no Brasil e no mundo para gerenciar recursos na cloud de forma mais eficiente e em tempo real. 

O contrato tem duração de três anos para a criação do sistema básico, otimizações e teste. Além da equipe do laboratório de pesquisas da IBM Brasil, haverá colaboração de universidades brasileiras e estrangeiras, com o intuito de maximizar o conhecimento e a plataforma a ser desenvolvida.

Resultado do edital TI Maior, que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de softwares e produtos de tecnologia no Brasil, o montante será direcionado para o projeto que criará um software dinâmico e com autonomia de gerenciamento para que pequenas, médias e grandes empresas usem adequadamente o potencial da nuvem de acordo com sua demanda e missão.

Segundo Marco Aurelio Stelmar Netto, pesquisador do laboratório de pesquisas da IBM Brasil, a ideia é desenvolver uma plataforma que faça um balanço entre recursos especializados e tradicionais de maneira dinâmica, de acordo com a demanda da empresa em tempo real. 

A tecnologia poderá beneficiar empresas de todos os portes, universidades e órgãos governamentais, auxiliando-os em momentos críticos de demanda, principalmente em momentos de pico de acesso. “Esta tecnologia poderá ajudar diversos segmentos sensíveis no país, como agricultura, saúde, finanças, administração de cidades, educação, entre outras indústrias”, explica.

Há diversas aplicações para esta solução que podem beneficiar as cidades e negócios, como no caso, por exemplo, de uma empresa que queira fornecer na nuvem um serviço de gerenciamento de transporte, que disponibilize rotas personalizadas aos usuários de acordo com suas preferências e atividades. 

Esse serviço poderia ser executado em um conjunto de máquinas virtuais tradicionais. Mas, supondo que aconteça algum evento inesperado em uma região e que seja necessário fazer um processamento rápido das rotas de todas as pessoas afetadas por isto, este processamento poderia ser feito, de maneira ágil, por máquinas especializadas para atender este tipo de demanda emergencial.

UOL: Aplicativo promete recuperar arquivos apagados no Android

Bianca Bellucci

O leitor Flávio entrou em contato com o UOL Tecnologia para saber se há um modo de recuperar arquivos apagados de seu smartphone com sistema operacional Android (há também ferramentas específicas para reaver fotos deletadas).

Se tiver alguma dúvida sobre tecnologia, envie um e-mail para uoltecnologia@uol.com.br, que ela pode ser respondida.

Para solucionar o problema, o usuário pode baixar programas que prometem resgatar o conteúdo, mesmo que deletados. Um deles é o Wondershare Dr.Fone para Android. O software também possui versão para dispositivos da Apple.

É importante saber que, em sua versão gratuita, o programa permite apenas visualizar os arquivos. Para restaurá-los (e assim, armazená-los novamente no computador), deve-se comprar a licença do software, com preço a partir de 39,95 euros.

Nos testes realizados pelo UOL Tecnologia em diferentes momentos e com diversos dados, o programa encontrou e recuperou documentos e imagens previamente deletados do smartphone (Alcatel One Touch Idol, com Android 4.1). Essa eficácia, entretanto, pode variar de acordo com o telefone, o sistema operacional e o conteúdo apagado. O que se recomenda é utilizar o programa gratuitamente. Só se realmente encontrar algum material deletado, você avalia se vale a penas pagar pela licença.

Após fazer o download no celular, acompanhe o tutorial feito em um aparelho Android (o passo a passo em iOS é similar):

1. Abra o programa. Ele pedirá que o usuário conecte o smartphone ao computador. Depois de fazer isso, Dr.Fone passará automaticamente para a etapa seguinte





2. Agora, clique em 'Iniciar' para o programa fazer a varredura em seu celular
3. O software varrerá todo o conteúdo que já passou em seu aparelho. Sejam fotos, contatos, mensagens, vídeos, áudio ou documentos, o Dr.Fone tentará achá-los




4. Após terminar a verificação, o programa exibirá o conteúdo encontrado. Caso você tenha comprado os direitos do software, clique naquele que você está procurando e depois selecione 'Recuperar'. O conteúdo será transferido para seu computador