quarta-feira, 13 de agosto de 2014

G1: Brasileiro pede à Justiça que bloqueie o app anônimo Secret no Brasil

Helton Simões Gomes

Ação civil pede a Apple e Google que retirem o aplicativo de suas lojas.
Processo ainda mira o Google, por hospedar o Secret em seus servidores.
App de mensagens anônimas 'Secret' vira hit no Brasil. 
O consultor de marketing Bruno Machado, de 25 anos, entrou na noite desta segunda-feira (11) com um pedido na Justiça brasileira para que peça a Apple e Google o bloqueio do acesso ao aplicativo de mensagens anônimas "Secret", após ter sido alvo de postagens que considerou ofensivas. Na ação civil, os advogados argumentam que o app deve ser barrado no Brasil por violar a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet. A defesa do rapaz pede o bloqueio nas próximas 24 horas.
Como o nome diz, o Secret permite que segredos sejam contados, sem que a identidade do autor da mensagem seja revelada. O caráter anônimo do app abre uma brecha para que não só os segredos mas também mentiras sejam espalhadas pela rede. Lançado no Brasil em maio deste ano e é o mais baixado na App Store do país pela segunda semana consecutiva.

O intuito inicial dos advogados de Machado era pedir à Justiça que mande a Google e Apple que retirem o aplicativo de suas lojas, Google Play e App Store, respectivamente. Como os aplicativos já baixados continuariam funcionando, as operadoras de telefonia também seriam acionadas. Segundo Gisele Arantes, do escritório Assis e Mendes, modificações técnicas alteraram esse plano. Saem as operadoras e as ações são concentradas no Google, que provê serviço de hospedagem ao Secret.

"A gente mudou de ideia porque o aplicativo está sendo hospedado pelo Google e o próprio Google pode ser acionado para impedir o acesso", afirmou ao G1. "Por conta disso, a gente entende que seja mais efetivo trabalhar com o Google, ao invés de trabalhar com as operadoras, que seria um trabalho muito maior e de efetividade igual." Até a publicação dessa reportagem, o Secret não havia respondido.

Machado foi alvo de quatro publicações no Secret. Além de trazer fotos do rapaz nu, os posts diziam que ele era portador do vírus HIV e participava de orgias com seus amigos. O quarto foi feito após ele escrever em um perfil que procuraria levar o caso à Justiça.

Nu, na orgia e com HIV
“Tudo começou com uma foto íntima minha que foi postada nesse app, citando meu nome e meu local de trabalho. Depois, diversas outras postagens difamatórias falando falsamente que eu participo de orgias com amigos, citando esses amigos, falando que eu possuo doenças”, diz Machado. “Falaram falsamente que eu tenho HIV. Como se não bastasse o preconceito, que uma pessoa que tem HIV sofre, eles acham que isso é motivo para fazer piada.” O jovem diz não saber como obtiveram uma foto sua nu. “Eu me senti muito ofendido por tudo isso e me senti muito exposto”, diz.
Páginas reúnem melhores 'segredos' postados
no aplicativo Secret
Violações
“O app funciona de forma ilegal, não está adequado à legislação”, diz a advogada Gisele Arantes. Por apresentar os termos e condições de uso em inglês, o Secret viola o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil, diz Arantes. Por permitir que os usuários se manifestem sua liberdade de expressão anonimamente, o app infringe a Constituição Federal. "Por conta do aplicativo não se adequar às nossas leis, e o Marco Civil dizer que todos os serviços em território nacional devem ser adequar à nossa legislação, o Secret está fora", afirma.

Na semana passada, o Secret informou ter à disposição recursos para coibir abusos. “Quanto a qualquer uso incorreto visto no Brasil, nosso time está trabalhando para moderar os posts como fazemos em todo país onde o Secret é usado”, afirmou a empresa. As ferramentas fornecidas aos usuários para reportar abusos vão de sinalizar uma postagem ofensiva, bloquear um usuário ou ainda pedir a remoção da mensagem. “Nosso time de moderação revê os posts sinalizados e toma uma ação, removendo-o ou ainda, em alguns casos, banindo o autor por repetidas violações das nossas regras.”
Usuários compartilham segredos anonimamente
pelo app 'Secret' 
Injúria e difamação
Rony Vainzof, sócio do escritório Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof, reitera os pontos apontados pela advogada de Machado. “Você tem todo o direito de se manifestar, mas se eventualmente você extrapolar e atingir o direito de um terceiro, seja uma ofensa, uma emaça, você tem que ser responsabilizado por isso”, diz. “A partir do momento que um app tem como objetivo o anonimato, possibilita diversas questões lícitas mas também questões ilícitas, por isso automaticamente ele está violando a nossa constituição”, explica. Vanrzof, que também é professor universitário de direito digital, afirma ainda que, por estarem em inglês, os termos de uso não fornecem informações completas aos usuários.

Segundo tempo
A advogada Gisele Arantes pretende em um segundo momento pedir ao Secret para quebrar o anonimato e revelar a identidade dos autores das postagens ofensivas a Machado. "Vamos ver se eles nos fornecem dados suficientes para identificar esses usuários." O objetivo é responsabilizar, se possível, essas pessoas na esfera criminal, por injúria e difamação, e na cível, por danos morais, para então pedir uma reparação monetária.

Folha de São Paulo: Google e empresas asiáticas investem em cabo submarino entre EUA e Japão


O Google e cinco companhias asiáticas de comunicação e telecomunicações concordaram em investir cerca de US$ 300 milhões para desenvolver e operar uma rede de cabo atravessando o Oceano Pacífico, para conectar Estados Unidos e Japão.

A rede de cabo, que receberá o nome de "Faster", terá uma capacidade inicial de 60 terabits por segundo e conectará Los Angeles, Portland, San Francisco, Oregon e Seattle a Chikura e Shima no Japão.

A NEC, que será a fornecedora de sistema para a rede de cabo, disse que os trabalhos começarão imediatamente e que a rede estará pronta para serviço no segundo trimestre de 2016.

A rede também poderá se conectar com sistemas de cabos vizinhos, ampliando sua capacidade para outros países asiáticos.

O Google atualmente opera seu próprio serviço de internet e TV ultrarrápida "Fiber" na área metropolitana de Kansas City, e tem tentado ampliar sua rede para mais cidades nos EUA.

A unidade internacional da China Mobile, a China Mobile International, a subsidiária internacional da China Telecom, a China Telecom Global, a Global Transit, da Time Dotcom, a KDDI Corp e a Singapore Telecommunications também estão envolvidas no projeto.

Idg Now: Chromebooks venderão 5,2 milhões de unidades em 2014, diz Gartner


O Gartner prevê crescimento de 79% este ano. Em 2017 serão 14,2 milhões de unidades. Mercado educacional dos EUA foi o maior comprador em 2013
As vendas globais dos Chromebooks da Google devem crescer 79% este ano, atingindo 5,2 milhões de unidades e praticamente triplicando até 2017, quando atingirão 14,2 milhões de unidades. A previsão é de um estudo do Gartner. Segundo o estudo, o principal motor desse crescimento é o mercado educional dos EUA, que respondeu por 85% das vendas de Chromebook em 2013.

A campeã de vendas no setor foi a Samsung, com fatia de 65% desse mercado, deixando a Acer com 21,4%, HP com 6,8%; Lenovo com 6,7% e Dell com 0,3%. Os números se baseiam nas vendas de 2013, que foram de 2,9 milhões de máquinas. Quando os números de 2014 começarem a ser analisados possivelmente as participações da HP, e mais particularmente, da Acer, terão crescido, já que a empresa lançou esta semana dois modelos de Chromebooks com tela de 13 polegadas, longa vida de bateria e melhor resolução de imagens.

Nas empresas

A analista Isabelle Durand, autora do estudo do Gartner, acredita que os Chromebooks deverão crescer também pela sua adoção em mercados verticais, como bancos e empresas de serviços.

"Ao adotar os Chromebooks e cloud computing, as empresas podem se beneficiar e podem tirar o foco de gerenciamento de dispositivos para o gerenciamento de uma coisa mais importante: seus dados", diz a analista.

Durand argumenta que, para atingir essa audiência mais abrangente, os fabricantes de hardware vão precisar oferecer melhores recursos que endereçem os padrões de uso de cloud. Isso inclui conectividade mais rápida, acesso mais rápido à memória, discos SSD maiores e mais rápidos e um excelente suporte ao usuário.Pequeno gigante

O número que chama a atenção, é claro, são so 14,2 milhões de máquinas em 2017. Ainda pequenas se comparadas com o volume de PCs vendidos, mas bem significativas se pensarmos no movimento global da tecnologia. "A concorrência no mercado de Chromebook está ficando mais intensa, com mais fabricantes lançando seus equipamentos, e já atingindo oito modelos disponíveis em 2014", diz Isabelle Durand.

"Agora que o mercado de PCs não está crescendo com tanta força, os fabricantes estão buscando alternativas de novos negócios. Eles lançaram os Chromebooks para reativar o interesse em portáteis com preços abaixo de US$ 300 já que a bolha dos netbooks se foi."

No lugar dos Netbooks

O Netbook falhou onde o Chromebook prospera: as máquinas ficaram caras por conta do alto custo do Windows. Livres de algumas dessas amarras - com melhores recursos de segurança - os Chromebooks oferecem um melhor retorno de tecnologia por dinheiro investido e um grande número de usuários começa a gostar deles. Sem esquecer que mesmo Ultrabooks caros fazem força para chegar perto do tempo de bateria de um Chromebook de menos de 300 dólares.

O Gartner continua convencido que os Chromebooks se manterão como "mercado de nicho" nos próximos 5 anos. Mas quem garante que os próprios PCs Windows também não terão chegado a nichos nesse período se a Microsoft não conseguir imaginar um tipo de cloud computer Windows.

"Um Chromebook competitivo não é apenas o resultado da combinação de preço e hardware. O que é muito importante é mostrar como a arquitetura baseada em nuvem do equipamento dá vantagens genuínas para os usuários", diz Durand.

G1: Microsoft anuncia que novo game 'Tomb Raider' será exclusivo do Xbox


Acordo foi anunciado em conferência na feira Gamescom, na Alemanha.
'Rise of the Tomb Raider' não terá versão para PS4 quando sair em 2015.

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (12) que "Rise of the Tomb Raider", sequência de um dos principais games de ação de 2013, será lançado com exclusividade para as plataformas Xbox. A surpresa foi revelada durante conferência da empresa na feira Gamescom, que acontece na Alemanha. Isso significa que o jogo, que chega no final de 2015, não será lançado para PlayStation 4. Assista ao trailer acima.
Em mensagem no Tumblr oficial do game, Darrell Gallagher, chefe do estúdio Crystal Dynamics, argumentou sobre a decisão e sugeriu que a exclusividade de "Rise of the Tomb Raider" é definitiva.

"O anúncio de hoje é um passo para nos ajudar a colocar 'Tomb Raider' no topo dos jogos de ação e aventura. Nosso amigos na Microsoft sempre viram um potencial enorme na série e acreditaram em nossa visão desde a revelação do primeiro jogo na E3 2011", disse Gallagher. "Isso não significa que iremos nos distanciar de nossos fãs que jogam apenas PlayStation ou PC. Teremos 'Lara Croft and the Temple of Osiris' chegando para essas plataformas em dezembro, e 'Tomb Raider: Definitive Edition' está disponível para PS4".

O novo game é sequência de "Tomb Raider", o reboot da série lançado em 2013. Nele, os jogadores acompanharão Lara Croft se tornando uma verdadeira exploradora e enfrentando novos perigos.
Lara Croft em cena conceitual de 'Rise of the Tomb Raider' 

Idg Now: Facebook Brasil investe nos segmentos de varejo e e-commerce


Rede social contrata executivo com a missão de auxiliar os clientes a ampliar estratégias de social commerce
Os movimentos mais recentes não deixam dúvida: o Facebook decidiu ajudar as empresas a venderem mais para os usuários da rede social.
O lançamento do botão comprar, que permite às pessoas adquirirem produtos sem sair do Facebook, inserindo informações de pagamento diretamente na rede social, é apenas uma das maneiras de aumentar a conversão a partir da publicidade exibida nas nossas timelines. Fazem parte do pacote também uma série de ferramentas para o varejista, como o botão de “Preenchimento Automático” das credenciais de pagamento, que os sites de e-commerce podem incluir em suas páginas.

Mas explicar tudo isso para os clientes requer um esforço extra e profissionais dedicados.

No Brasil, a expansão da área de Varejo e E-Commerce levou à contratação de Marcelo Lobianco como novo diretor de negócios para a divisão.

"Meu desafio no Facebook junto às empresas de varejo e e-commerce envolve também auxiliar estratégias desse setor, levando para o ambiente online alguns de seus principais ativos: a qualidade do serviço e o bom relacionamento com o cliente”, diz Lobianco.

“A chegada de Lobianco está alinhada com missão do Facebook de trazer executivos com vasto conhecimento da indústria para auxiliar os clientes a amadurecer suas estratégias de negócios. Temos hoje mais de 87 milhões de pessoas que acessam a plataforma no país todos os meses, e mais de 60 milhões pelo celular. Assim, mobilidade e vendas online são duas das maiores oportunidades que existem nesse sentido para o varejo brasileiro”, afirma Leonardo Tristão, diretor geral do Facebook Brasil.

Antes de ingressar no Facebook, Lobianco atuava desde janeiro de 2013 como vice-presidente executivo do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), onde foi responsável por desenvolver as atividades estratégicas em marketing e eventos da instituição, além de trabalhar com plataformas multicanais para desenvolvimento de negócios digitais.

O executivo iniciou sua carreira em agências de publicidade McCann Ericsson, V&S e Young & Rubicam, onde foi responsável pelas contas da Coca-Cola, Gillette e Xerox.

Também teve sua própria empresa de marketing digital, a Brainter.com, e seguiu carreira no segmento de e-commerce em empresas como Shoptime.com e Americanas.com. Entre 2007 e 2013 foi diretor comercial e de marketing do portal iG, onde foi responsável por reposicionar a estratégia de publicidade a marca.

Durante 10 anos, Lobianco atuou ainda como professor da ESPM em cursos de marketing digital, estratégia e e-commerce.

Folha de São Paulo: Em feira de automação residencial, celular mostra quem toca a campainha


Tecnologias para controlar a casa por celular são o destaque da ExpoPredialtec, feira de automação residencial que vai até essa quarta (13) no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

"O uso de equipamentos móveis na automação residencial é rico, mas ainda pouco conhecido", diz José Roberto Muratori, diretor da Aureside (associação do setor).

A Iluflex, por exemplo, tem um sistema que mostra no celular quem toca a campainha.

Já o LIS (Letterbox Intelligente System), da ZWave, avisa quando uma carta é deixada na caixa de correio.

A empresa lança ainda uma válvula de gás inteligente, que fecha automaticamente ao detectar fumaça e avisa o morador por SMS e e-mail.

Não faltam também tecnologias para abrir portões e janelas ou ligar a luz, aparelhos eletrônicos e até o fogão antes mesmo de chegar em casa.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Folha de São Paulo: Marco Civil enfrenta prova de fogo


Mal entrou em vigor e o Marco Civil, a lei que protege direitos fundamentais na internet brasileira, já enfrenta uma prova de fogo. Trata-se da forma como o judiciário e as autoridades de investigação estão aplicando-o (ou não). A questão materializou-se de forma preocupante no inquérito policial que investigou os suspeitos de cometerem crimes relacionados às manifestações. Na busca por provas para motivar o indiciamento, a internet foi um dos principais instrumentos utilizados.
As autoridades demandaram a quebra do "sigilo das comunicações (texto, imagens, arquivos, áudio, localização, etc.)" de 52 usuários de perfis do Facebook. Além disso, pediram "a criação de contas de espelhamento dos perfis" de modo que "os logins e senhas das contas-espelho" fossem "fornecidos à autoridade policial". O juiz consentiu e expediu ordem para que fossem cumpridos os pedidos. A questão é saber quais os limites legais aplicáveis, já que os requerimentos foram os mais amplos possíveis.

O Marco Civil e a lei 9.296 (que regula a interceptação de comunicações) apontam em sentido diverso. A quebra de sigilo deve ser concedida apenas quando "a prova não puder ser feita por outros meios" e só quando houver "fundados indícios da ocorrência do ilícito". Além disso, o Marco Civil, seguindo a Constituição, assegura a "inviolabilidade da intimidade e da vida privada". Determina que "cabe ao juiz tomar as providências necessárias à preservação da intimidade e da vida privada do usuário".

Em suma, conceder quebra de sigilo tão ampla e genérica viola a lei e a Constituição. O acesso a comunicações privadas pela internet só pode acontecer em casos excepcionais, onde haja fortes indícios de crime de maior potencial ofensivo. Mesmo assim, deve ser circunscrito ao objeto específico da investigação (a autoridade não pode usar outros ilícitos encontrados contra o investigado).

Em decisão recente a Suprema Corte dos EUA definiu um princípio importante nesse sentido. Comparou atividades online à proteção da inviolabilidade do domicílio, afirmando que uma busca feita em um dispositivo conectado à rede expõe muito mais uma pessoa do que uma busca feita em sua residência. Faz sentido. O que impede que a internet se torne uma máquina de vigilância perfeita é a lei. Sem freios e contrapesos, direitos fundamentais como a privacidade e a liberdade de pensamento (que é o seu corolário), vão sendo minados.

Quando o escândalo Snowden foi revelado, o Brasil emitiu reação forte em prol da privacidade. O país foi à ONU com a Alemanha e aprovou resolução que enfatiza a privacidade como direito humano. Essa posição precisa ser disseminada também na justiça. Sobre isso a presidente tem em mãos uma importante oportunidade. Na nomeação do próximo Ministro do Supremo, deveria considerar juristas comprometidos com os valores do Marco Civil da Internet. É uma forma de sinalizar para o país e para o judiciário a importância dos direitos civis na internet.

Folha de São Paulo: Hacker apresenta sistema que promete fortalecer segurança de e-mails


O criador do Lavabit, serviço de e-mails utilizado por Edward Snowden que foi fechado em 2013, anunciou que está desenvolvendo um novo sistema de encriptação de e-mails que "promete mudar o funcionamento da troca de mensagens na internet" de acordo com a revista "Times".
Ladar Levison apresentou o projeto durante a DefCon, conferência hacker realizada em Las Vegas na última sexta-feira (8).
O programador ficou conhecido no ano passado quando fechou as portas do Lavabit, em meio a uma disputa judicial com o governo americano pelo acesso de dados de usuários do serviço.
"Esta é a minha tentativa final e combina todo o meu conhecimento sobre segurança de e-mails", disse o hacker ao site "CNET".
Mal Langsdon/Reuters 
Sistema pode ser última tentativa de Levison na área de segurança de e-mails

Chamado de "DIME" ("Ambiente de e-mails da Internet Negra", da sigla em inglês), o novo sistema vai utilizar múltiplas camadas de criptografia para proteger o conteúdo e os metadados dos e-mails por todo o caminho percorrido na rede entre o remetente e o destinatário.

Em entrevista à "Times", o cofundador do projeto Jon Callas afirma que cada camada conterá o mínimo de informação necessária, separando os dados de maneira a impossibilitar que "qualquer um no meio do caminho tome conhecimento de tudo".

Callas informou também que a ideia é criar um sistema em que não haja uma entidade que centralize as informações trocadas entre os usuários, o que evita que autoridades tenham um órgão a recorrer no momento de solicitar dados privados –como aconteceu no caso do Lavabit.

Segundo o "CNET", os desenvolvedores estão trabalhando para criar um sistema de fácil manipulação para que os usuários da web comecem a utilizar o DIME por conta própria. Os hackers têm também esperanças de que grandes empresas como Google e Yahoo! adotem o sistema para que ele se popularize.
Na semana passada, as duas companhias anunciaram novos sistemas de criptografia para os seus serviços de e-mail.

Idg Now: Chips de telefonia móvel aumentam segurança para impedir hacks

Agam Shah

Fabricantes estão adicionando mais camadas de segurança nos chips para proteger os usuários de dispositivos móveis contra ataques maliciosos
Os fabricantes de chips querem transformar o hardware na primeira camada de defesa contra violações de dados e outros ataques a tablets e smartphones.

Os dispositivos móveis estão se tornando cada vez mais vulneráveis, com mais informações pessoais, dados bancários, senhas e contatos residindo neles, sem nenhuma proteção, alertam participantes da conferência Hot Chips, realizada ente domingo (10/8) em Cupertino, Califórnia.

As revelações de Snowden sobre a espionagem da NSA e a ocorrência crescente de violações de dados têm lembrado os fabricantes de hardware que chips bem projetados para PCs, servidores e dispositivos móveis, podem minimizar os ataques, se não impedi-los, disse Leendert VanDoom, da Advanced Micro Devices.

"Você não consegue abrir um jornal sem ler sobre um ataque de segurança", ressaltou VanDoom.

A maioria dos ataques de hoje explora bugs de software, mas é possível que hackers isolem teclados, microfones, sensores e até mesmo telas de dispositivos móveis, para obter informações e enviar dados para servidores desonestos, garantiu Vikas Chandra, principal engenheiro da divisão de pesquisa e desenvolvimento da ARM.

Um sistema bem projetado pode fornecer várias camadas para evitar ataques maliciosos e injeção de código não autorizado, disse Chandra, acrescentando que o hardware, o subsistema de segurança e o software dos dispositivos móveis precisam trabalhar juntos em prol do aumento da segurança.

Além da ARM, outros fabricantes de chips como a Intel e a AMD estão trabalhando para levar mais recursos de segurança para dispositivos móveis. As empresas estão tecendo hardware e software para trabalhar de forma mais coesa em um sistema, e também estabelecendo hypervisors, camadas seguras de inicialização e áreas segmentadas - bem como sandboxes - no qual o código pode ser executado sem comprometer um sistema.

A maioria dos usuários de dispositivos móveis não é tech savvy, e não costuma proteger dispositivos com senhas ou PINs. Poucos dispositivos têm software de segurança para impedir a contaminação por malwares, trojans e a execução deles em aplicativos de redes sociais para coletar informações pessoais e enviá-la para criminosos, disse Chandra.

A ARM está melhorando sua camada de segurança, chamada TrustZone, para impedir tais ataques. Segundo Chandra, a camada estabelece um ambiente de execução confiável na qual o código pode ser executado de forma segura, sem afetar todo o sistema.

A empresa também pretende eliminar a necessidade de autenticação multifatorial ou somente através do uso de senhas para acesso dos usuários a apps e sites, disse Chandra, acrescentando que há maneiras mais seguras de log-in.

Ele deu o exemplo do autenticador desenvolvido pela FIDO Alliance, em que os usuários podem acessar sites através da digitalização de impressões digitais ou reconhecimento facial.

No sistema FIDO, as confirmações de usuário são conseguidas através da checagem do chip de segurança que já vem instalado no dispositivo. Os criadores do sistema argumentam que o fato dos dados estarem ligados a um aparelho individual impossibilita o roubo em massa de senhas ou sua interceptação quando enviados a um servidor que processará a autenticação.

Segundo Chandra, o log-in de um autenticador FIDO (Fast Identity Online) gera uma chave privada, que é criptografada, enviada para um servidor FIDO, que então decifra a chave. Essa tecnologia emergente funciona dentro da TrustZone, que protege as chaves privadas.

Participam da FIDO Alliance, criada no ano passado, empresas como a ARM, Google, Microsoft, Bank of America, MasterCard, PayPal, Samsung, Visa, e Lenovo, entre outras.

Também é importante garantir que os servidores estejam prontos para lidar com diferentes camadas de segurança em dispositivos móveis e com as novas técnicas de autenticação, afirmou Ruby Lee, professor de engenharia elétrica na Universidade de Princeton.

"Segurança não é apenas uma questão de cima para baixo. Também é de uma extremidade à outra", disse Lee.

"Não adianta ter segurança nos dispositivos se os servidores de nuvem não estiverem seguras. Smartphones que funcionam como nuvem inseguras estão completamente inseguros", completou Lee.

Engenheiros da Intel, AMD e ARM também falaram sobre melhorias de segurança nas camadas de hardware em PCs e servidores. Muitas implementações de segurança de hardware estão acontecendo em torno de camadas execução segura, domínios confiáveis ​​e DRAM, de forma modo que chaves privadas e dados criptografados não possam ser roubado em trânsito. A Intel está levando a capacidade de identificar rootkits e vírus polimórficos na camada de hardware para seus futuros chips, facilitando a identificação de ataques maliciosos antes que possam causar estragos em um sistema.

Nem todos os recursos de segurança de hardware em PCs e servidores estarão disponíveis para smartphones, que têm capacidades limitadas de processamento devido a restrições de energia, disse Lee. Mas complementarão as soluções, cuidando de todo o sistema.

Folha de São Paulo: Hackers querem ajuda de montadoras contra ataques a veículos conectados

Jim Finkle

Um grupo de conhecidos hackers e profissionais de segurança estão tentando fortalecer laços com a industria automotiva num esforço para melhorar a segurança veicular, uma das áreas de pesquisa cibernética mais efervescentes.
O grupo sem fins lucrativos chamado "Eu sou o Calvário" está pedindo a participantes da conferência hacker Def Con deste fim de semana, em Las Vegas, para assinar uma carta aberta para "presidentes de empresas automotivas" pedindo a implementação de diretrizes básicas para defender carros de ataques cibernéticos.

"Os outrora mundos distintos dos automóveis e segurança cibernética se colidiram", afirma a carta. "Agora é hora da indústria automotiva e a comunidade de segurança se conectarem e se ajudarem".

Veículos dependem de pequenos computadores para lidar com tudo, desde motores e freios a navegação, ar condicionado e limpador de para-brisas. Especialistas em segurança dizem que é questão de tempo até que hackers maliciosos consigam explorar erros de softwares e outras fragilidades para afetar motoristas.

O grupo está programado para se apresentar no evento no sábado sobre os esforços para melhorar a segurança veicular. Eles não revelaram quais problemas podem complicar montadoras, segundo Josh Corman, um profissional da indústria de segurança que cofundou o grupo há um ano.