sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Portal Fator Brasil: Estudo da Cisco projeta aumento de 11 vezes no tráfego global de dados móveis de 2013 a 2018


Segundo Cisco Visual Networking Index, no Brasil, o tráfego de dados móveis representará 13% do tráfego total até 2018, em comparação com os 2% em 2013.


São Paulo – De acordo com o Cisco® Visual Networking Index Global Mobile Data Traffic , o tráfego mundial de dados móveis crescerá aproximadamente 11 vezes nos próximos quatro anos e alcançará uma taxa anual de operação de 190 exabytes até 2018. O crescimento projetado no tráfego móvel se deve parcialmente ao forte crescimento contínuo no número de conexões de Internet móvel, tais como conexões de dispositivos pessoais e máquina-a-máquina (M2M), que excederão 10 bilhões até 2018 e serão 1,4 vezes maiores que a população mundial (as Nações Unidas estimam uma população de 7,6 bilhões até 2018).

. *Um exabyte é uma unidade de informação ou armazenamento em computador equivalente a um quintilhão de bytes ou um bilhão de gigabytes.

O Cisco VNI Global Mobile Data Traffic Forecast projeta uma taxa anual de operação de 190 exabytes de tráfego de dados móveis para 2018, o que equivale a: 190 vezes mais que todo o tráfego de Protocolo de Internet (IP), fixo e móvel, gerado no ano 2000; ou 42 trilhões de imagens (p.ex., serviços de mensagens multimídia ou Instagram) — 15 imagens diárias por pessoa na Terra por um ano; ou quatro trilhões de vídeo clips (p.ex., YouTube) - mais de um vídeo clip ao dia por pessoa na Terra por um ano.

O incremento no volume de tráfego que será adicionado à Internet móvel apenas entre 2017 e 2018 é de 5,1 exabytes por mês, o que é mais de três vezes o tamanho estimado de toda a Internet móvel em 2013 (1,5 exabytes por mês).

Principais Motores do Tráfego Global de Dados Móveis -Entre 2013 e 2018, a Cisco prevê que o crescimento do tráfego móvel global será três vezes mais rápido que o crescimento do tráfego fixo global. As seguintes tendências estão impulsionando o crescimento do tráfego de dados móveis: .Mais usuários móveis: Até 2018 haverá 4,9 bilhões de usuários móveis, em comparação com os 4,1 bilhões em 2013.

. Mais conexões móveis: Até 2018 haverá mais de 10 bilhões de dispositivos/conexões habilitadas para mobilidade — incluindo oito bilhões de dispositivos pessoais móveis e dois bilhões de conexões M2M, em comparação com o total de sete bilhões de dispositivos habilitados para mobilidade e conexões M2M em 2013.

. Velocidades móveis mais altas: Velocidades de rede móvel médias globais irão quase dobrar, de 1,4 Mbps em 2013 para 2,5 Mbps até 2018.

. Mais vídeos móveis: Até 2018, vídeos móveis representarão 69% do tráfego global de dados móveis, em comparação com 53% em 2013.

Mudança Global para Dispositivos Mais Inteligentes: . Globalmente, 54% das conexões móveis serão conexões 'inteligentes' até 2018, em comparação com 21% em 2013. Os dispositivos e conexões inteligentes avançaram em capacidades de computação/multimídia e uma conectividade mínima de 3G.

. Smartphones, laptops e tablets representarão cerca de 94% do tráfego global de dados móveis até 2018. O tráfego M2M representará 5% do tráfego global de dados móveis em 2018, ao mesmo tempo em que aparelhos básicos representarão 1% do tráfego global de dados móveis até 2018. Outros portáteis representarão 0,1%.

. O tráfego móvel em nuvem crescerá 12 vezes de 2013 a 2018, um crescimento de 64%.

Impacto das Conexões Máquina-a-Máquina (e Dispositivos de Vestir) -O M2M refere-se a aplicativos que permitem que sistemas com e sem fio se comuniquem com dispositivos semelhantes para suportar sistemas de navegação por global positioning satellite (GPS), rastreamento de ativos, medidores de serviços públicos e vídeos de segurança/vigilância. Um novo sub-segmento de "dispositivos de vestir" foi acrescentado à categoria de conexões M2M para ajudar a projetar a trajetória de crescimento da Internet de Todas as Coisas (IoE). Dispositivos de vestir incluem coisas que as pessoas usam, como relógios inteligentes, óculos inteligentes, monitores de saúde e exercícios, scanners de vestir com capacidade de conexão e comunicação com a rede, seja diretamente via conectividade de celular embutida ou através de outro dispositivo, como um smartphone via Wi-Fi e Bluetooth.

. Em 2013, as conexões M2M representavam quase 5% dos dispositivos com conexão móvel em uso e geraram mais de 1% do tráfego total de dados móveis

. Até 2018, as conexões M2M representarão aproximadamente 20% dos dispositivos com conexão móvel em uso e gerarão quase 6% do tráfego total de dados móveis.

. Em 2013, globalmente, havia 21,7 milhões de dispositivos de vestir. Até 2018, haverá 176,9 milhões de dispositivos de vestir, globalmente ou uma CAGR (Taxa Composta de Crescimento Anual, na sigla em inglês) de 52%.

Impacto da Maior Velocidade de Conexão de Rede Móvel Global -Espera-se que a conexão móvel média quase dobre de 2013 a 2018. Velocidades de conexão móvel são um fator chave para o suporte/acomodação do crescimento do tráfego de dados móveis. |.Fonte: resultados do Cisco Global Internet Speed Test (GIST) da Cisco, (parte do programa Cisco VNI) e outros testes de velocidade independentes. O aplicativo GIST da Cisco tem mais de 1 milhão de usuários no planeta. Essas projeções incluem apenas velocidades de conexão de celular (não Wi-Fi) e têm por base extrapolações de dados históricos de velocidade de conexão de rede móvel.

Adoção da Rede Móvel 4G e Crescimento do Tráfego -Muitos provedores globais de serviços estão instalando tecnologias 4G para atender à forte demanda dos consumidores e negócios por serviços e conteúdo sem fio. Em muitos mercados emergentes, provedores de serviços estão criando novas infraestruturas móveis com soluções 4G. Em alguns mercados maduros, provedores de serviços estão complementando ou substituindo soluções legadas 2G ou 3G por tecnologias 4G.

. Até 2018, as conexões 4G suportarão 15% de todas as conexões, em comparação com 2,9% em 2013.

. Até 2018, as conexões 4G suportarão 51%, ou 8 exabytes por mês, do tráfego total de dados móveis, em comparação com 30%, ou 448 petabytes por mês em 2013.

. O tráfego 4G crescerá 18 vezes entre 2013 e 2018, uma CAGR de 78%.

O Offload do Tráfego Wi-Fi Supera o Tráfego de Celular- "Offload" refere-se ao tráfego a partir de dispositivos de modo dual e suporta a conectividade de celular e Wi-Fi (excluindo laptops) sobre redes Wi-Fi e pequenas redes de celular. O Offload ocorre em nível de usuário ou dispositivo, quando se muda de uma conexão de celular para acesso Wi-Fi/pequena rede de celular. As projeções de offload móvel do VNI Global Mobile Data Traffic Forecast (2013-2018) da Cisco incluem tráfego a partir de hotspots públicos e redes Wi-Fi residenciais.

Mais tráfego de dados móveis será descarregado na rede Wi-Fi a partir de dispositivos com conexão móvel (17,3 exabytes por mês) do que aquele que permanecerá em redes móveis até 2018 (15,9 exabytes por mês).

Até 2018, 52% do tráfego global móvel será descarregado em redes Wi-Fi/pequenas redes de celular, em comparação com 45% em 2013.

Análise de Aplicativos Globais Móveis: O Vídeo Permanece no Topo -O tráfego móvel de vídeo crescerá 14 vezes entre 2013 e 2018 e terá a taxa de crescimento mais alta em qualquer categoria de aplicativos móveis.

. Até 2018, os vídeos móveis representarão 69% do tráfego global móvel, em comparação com 53% em 2013.

. Até 2018, a web e outros aplicativos de dados representarão 17% do tráfego global móvel, em comparação com 28% em 2013.

. Até 2018, streaming de áudio representará 11% do tráfego global móvel, em comparação com 14% em 2013.

. Até 2018, compartilhamentos de arquivos representarão 3% do tráfego global móvel, em comparação com 4% em 2013.

Destaques Brasil - No Brasil, o tráfego de dados móveis crescerá 11 vezes de 2013 a 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 63%.

O tráfego de dados móveis alcançará 440,3 Petabytes por mês até 2018, o equivalente a 110 milhões de DVDs a cada mês. O tráfego alcançará uma taxa de operação anual de 5 Exabytes até 2018, crescendo 5 vezes mais rápido que o tráfego de IP fixo no Brasil entre 2013 e 2018.

O tráfego de dados móveis representará 13% do tráfego total de dados até 2018, em comparação com os 2% em 2013.

O tráfego móvel até 2018 será equivalente a 461 vezes o volume do tráfego móvel brasileiro dez anos antes (em 2008).

No Brasil, o tráfego de dados móveis foi de 38,8 Petabytes por mês em 2013, o equivalente a 10 milhões de DVDs a cada mês ou 107 milhões de mensagens de texto a cada segundo. Cresceu 2 vezes, ou 98%.

A velocidade de conexão móvel média foi de 657 kbps em 2013.

Até 2018 a velocidade média 4G será de 6.823 kbps, a velocidade média 3G será de 2.468 kbps e a velocidade média 2G será de 85 kbps.

O 4G representará 35% do tráfego total de dados móveis até 2018, comparado a 2% no fim de 2013. Crescerá 158 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 175%.

O tráfego de smartphones 4G será de 30% do tráfego total de smartphones até 2018, comparado a 1,6% no fim de 2013. As conexões 4G foram 0,2% do total de conexões móveis em 2013 e 2,5% do total de tráfego de dados móveis.

A velocidade média 3G crescerá 2,2 vezes (17% CAGR) de 2013 a 2018, chegando a 2.468 kbps até 2018; e a velocidade média 2G crescerá 1,3 vezes (6% CAGR) entre 2013 e 2018, chegando a 85 kbps até 2018.

O tráfego de dados móveis em smartphones crescerá 12 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 65%, chegando a 274,8 Petabytes por mês até 2018.

Os smartphones serão 62% do tráfego total de dados móveis até 2018, em comparação aos 58% no fim de 2013. Serão 49,7% das conexões de dispositivos até 2018, e 62,4% do tráfego total.

O tráfego de dados móveis em tablets crescerá 53 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 121%, chegando a 65,8 Petabytes por mês até 2018.

Os tablets representarão 15% do tráfego total de dados móveis até 2018, em comparação com 3,2% no fim de 2013.

O tráfego M2M crescerá 42 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 111%, chegando a 21,9 Petabytes por mês.

No Brasil, M2M representará 5% do tráfego total de dados móveis até 2018, em comparação com 1% no fim de 2013. 9,7 milhões de dispositivos foram acrescentados à rede móvel em 2013: 19,8 milhões de smartphones.

77% dos smartphones e tablets terão capacidade IPv6 até 2018, em comparação com 43% em 2013. Até 2018, haverá 148.112.956 de smartphones com capacidade IPv6, em comparação com 31.620.597 em 2013. 55% de todos os dispositivos/conexões móveis terão capacidade IPv6 até 2018, em comparação com 18% em 2013.E haverá 193.210.609 dispositivos/conexões com capacidade IPv6 até 2018, em comparação com 49.366.549 em 2013.

O tráfego de dados móveis de consumidores no Brasil cresceu 2,1 vezes, ou 108%. Crescerá 12 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 63%, chegando a 386.622 Terabytes por mês até 2018, em comparação com 33.496 Terabytes por mês em 2013.

Os consumidores representarão 88% do tráfego de dados móveis no Brasil até 2018, em comparação com 86% no fim de 2013.

Em 2013, o tráfego de dados móveis de negócios no Brasil cresceu 1,5 vezes, ou 52%. Crescerá 10 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 59%, alcançando 53.724 Terabytes por mês até 2018, em comparação com 5.320 Terabytes por mês em 2013.

Os negócios responderão por 12% do tráfego de dados móveis no Brasil até 2018, comparado com 14% no final de 2013.

No Brasil, M2M responderá por 41% do tráfego de dados móveis de negócios até 2018, em comparação com 10% no fim de 2013.

No Brasil, o tráfego móvel de vídeo crescerá 14 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 70%, chegando a 327.621 Terabytes por mês até 2018.

Vídeos representarão 74% do tráfego de dados móveis no Brasil até 2018, em comparação com 60% no final de 2013.

Compartilhamentos de arquivos representarão 2% do tráfego de dados móveis no Brasil até 2018, em comparação com 5% no final de 2013.

No Brasil, aplicativos em nuvem responderão por 91% do tráfego total de dados móveis até 2018, em comparação com 81% no final de 2013.

O tráfego móvel em nuvem crescerá 13 vezes entre 2013 e 2018, uma taxa composta de crescimento anual de 66%, chegando a 401.090 Terabytes por mês até 2018, em comparação com 31.608 Terabytes por mês em 2013.

No Brasil, havia 151.884.666 de usuários móveis em 2013, em comparação com 3% ou 147.220.550 em 2012. Haverá 166.057.519 de usuários móveis até 2018, em comparação com 151.884.666 em 2013, um CAGR de 1,8%.

No Brasil, haverá 117.663.626 usuários de Internet móvel até 2018, em comparação com 151.884.666 em 2013, uma CAGR de 14,2%.

Projeções Chave de Crescimento Regional -Em termos de taxas de crescimento do tráfego de dados móveis ao longo do período da previsão, projeta-se que a região do Oriente Médio e África terão a maior taxa de crescimento regional.

Abaixo vemos como cada região está classificada em termos de taxa de crescimento até 2018:

1. Oriente Médio e a África terão uma CAGR de 70% e crescimento de 14 vezes; 
2. Europa Central e Oriental terão uma CAGR de 68% e crescimento de 13 vezes; 
3. Ásia-Pacífico terá uma CAGR de 67% e crescimento de 13 vezes; 
4. América Latina terá uma CAGR de 66% e crescimento de 13 vezes; 
5. América do Norte terá uma CAGR de 50% e crescimento de oito vezes; e 
6. Europa Ocidental terá uma CAGR de 50% e crescimento de sete vezes.

Em termos de geração de tráfego de dados móveis, projeta-se que a região Ásia-Pacífico gerará o maior tráfego de dados móveis. Eis como cada região se classifica em termos de expectativa de geração de tráfego de dados móveis até 2018: . Ásia-Pacífico: 6,72 exabytes por mês |. América do Norte: 2,95 exabytes por mês | . Europa Ocidental: 1,9 exabytes por mês | . Europa Central e Oriental: 1,64 exabytes por mês | . Oriente Médio e África: 1,49 exabytes por mês; e América Latina: 1,16 exabytes por mês.

Metodologia da Cisco Mobile VNI Forecast - O VNI Global Mobile Data Traffic Forecast (2013-2018) da Cisco conta com previsões de analistas independentes e estudos de uso de dados móveis do mundo real. Sobre esta base estão assentadas as estimativas da própria Cisco sobre a adoção de aplicativos móveis, minutos de uso e velocidades de transmissão.

Habilitadores chave como velocidade de banda larga móvel e poder de computação de dispositivos também são fatores levados em conta nas projeções e conclusões da VNI móvel da Cisco. Uma descrição detalhada da metodologia está incluída no relatório completo.

Citação de apoio.: Doug Webster, vice-presidente de Marketing de Produtos e Soluções da Cisco: “O tráfego global de dados móveis continuará com seu crescimento realmente notável, aumentando aproximadamente 11 vezes nos próximos cinco anos, para alcançar um total em 2008 que é mais de 57 vezes o volume total de tráfego de dados móveis há apenas alguns anos, em 2010. Esse crescimento não é apenas indicativo da mobilidade tornar-se uma característica fundamental de quase toda a experiência de rede e do valor que consumidores e empresas colocam sobre ela, mas também representa as imensas oportunidades futuras para prestadores de serviços que estão no centro da Internet de Todas as Coisas.

A Cisco define os seguintes termos: .Tráfego de Celular: vem de uma conexão de rede de celular ou rádio -2G, 3G e 4G.

.Tráfego offload de Wi-Fi: refere-se ao tráfego a partir de dispositivos de modo dual (suportam conectividade de celular e Wi-Fi; excluindo laptops) sobre redes wi-fi/pequenas redes de celular. O offload ocorre em nível de usuário/dispositivo, quando alterna de uma conexão de celular para acesso Wi-Fi/pequena rede de celular.

. Tráfego Fixo/Wi-Fi: vem de uma conexão sem fio habilitada por alguma fonte de rede fixa, como um roteador Wi-Fi residencial ou hotspot público.

Cisco Systems -A Cisco (NASDAQ: CSCO) é líder mundial em Tecnologia da Informação, que ajuda empresas a aproveitarem as oportunidades do amanhã, demonstrando que coisas surpreendentes acontecem quando se conecta o que antes estava desconectado. [www.cisco.com].

Olhar Digital: Roteador via satélite leva internet a qualquer lugar do mundo


Imagine poder acessar a internet em praticamente qualquer lugar do mundo, incluindo pontos no meio do oceano, geleiras, montanhas ou florestas. Tudo isso sem ter de pagar por um plano de dados, basta estar em uma área onde o sinal do satélite seja alcançável.

Essa tecnologia já existe e será posta à venda em breve pela Iridium no roteador portátil Go. Ele não será barato, algo em torno de US$ 800, segundo a Folha de S.Paulo - o equivalente a R$ 1,9 mil. Mas compensa pelo tipo de serviço oferecido.

O pequeno Go é à prova d'água e resiste a pancadas leves. Para acioná-lo basta levantar sua antena, criando uma rede Wi-Fi com alcance de 30 metros. Então até cinco dispositivos podem ser conectados simultaneamente.

O lançamento está previsto para este primeiro semestre.

Folha de S.Paulo: Google anuncia guerra contra visualizações falsas no YouTube


Os visitantes do YouTube assistem a mais seis bilhões de horas de vídeo todo os meses, mas nem todos esses olhos são reais. O Google anunciou a aplicação de medidas duras em visualizações fraudulentas no YouTube de canais que buscam inflar seus números artificialmente.

Quando alguns maus usuários tentar burlar o sistema inflando artificialmente o número de visualizações, eles não estão apenas enganando os fãs sobre a popularidade de um vídeo, mas estão minando uma das qualidades mais importantes e únicas do YouTube, disse o engenheiro de software do YouTube Philipp Pfeiffenberger em um post num blog que anunciava a nova postura da empresa.

O YouTube sempre auditou vídeos num esforço de tentar acabar com contas infladas, mas a companhia está aumentando seus esforços de acordo com Pfeiffenberger. "Enquanto no passado nós podíamos escanear visualizações buscando por spams imediatamente após elas ocorrerem, a partir de hoje nós iremos validar a contagem de 'views' dos vídeos periodicamente, removendo as fraudulentas assim que evidências forem encontradas."
Reprodução 

Página de canais de conteúdo original do YouTube,
 que ganhou mais 60 produtores recentemente

Segundo o texto, a companhia não acredita que esta abordagem irá afetar mais do que uma pequena parcela dos vídeos do YouTube, mas se mostra crucial para melhorar a precisão das contagens de visualização e manter a confiança dos fãs e realizadores.

O movimento segue um alerta enviado pelo serviço para sua rede de donos de canais em novembro de 2013 com outro post do blog avisando sobre o número de companhias que cobram para aumentar os 'views' artificialmente.

"Se você está considerando pagar alguém para aumentar o seu número de visualizações, talvez você queira pensar mais uma vez. Você provavelmente não receberá pelo que você pagou", explicava o post.

Visualizações geradas por um negócio de terceiros não serão contabilizadas no YouTube e podem levar a ações disciplinares contra as contas descobertas, incluindo a remoção de vídeos e a suspensão da conta.

É um ponto duvidoso no sistema que a empresa dona do YouTube, Google, direcione tráfego para empresas de terceiros que vendem esses serviços. Digite "comprar views no YouTube" no motor de busca do Google e centenas de companhias divulgando seus produtos aparecerão, incluindo algumas que pagam ao Google para fazer propaganda de seus serviços usando o sistema AdWords.

A motivação do YouTube para reprimir falsas visualizações ocorre em parte para tornar o serviço mais atrativo para anunciantes, assim eles poderão ter certeza que seus anúncios estão sendo vistos por pessoas reais. E está também relacionada com o desejo da empresa de que os donos de canais construam suas audiências pagando para usar seu sistema de anúncios TrueView.

O YouTube está longe de ser a único serviço de mídia social que atrai companhias prometendo inflar artificialmente as métricas.

Seguidores do Twitter e 'Likes' do Facebook são todos compráveis online, por exemplo. Em abril de 2013, dois pesquisadores italianos afirmaram que podem existir até 20 milhões de contas falsas no Twitter criadas por empresas que vendem esse tipo de serviço para marcas.

O YouTube está alertando sua comunidade que comprar 'views' será contra producente.

"Se você contrata uma companhia que te dá spam em vez de visualizações, você será penalizado, não a companhia", explicou o post da empresa. 

INFO:Telecom Itália e Vivendi cogitam fusão de TIM e GVT



O grupo francês Vivendi começa a aparecer como uma alternativa para o futuro da Telecom Itália no Brasil. Nas últimas semanas, um alto executivo do grupo italiano teve uma conversa preliminar com a direção da companhia francesa sobre uma eventual fusão das subsidiárias brasileiras GVT e TIM Brasil, de acordo com uma fonte envolvida com o tema.

No intrincado tabuleiro de acionistas da Telecom Itália, uma fusão teria apoio especialmente dos minoritários, que lutam para reduzir o poder da espanhola Telefônica no grupo italiano.

Dona da Vivo no Brasil, a Telefônica fez acordo no ano passado para aumentar ainda mais sua participação na Telco, holding que controla a Telecom Itália. Mas a ideia não agradou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que viu na medida uma concentração de mercado no País.

Por isso, a aproximação com a GVT é encarada pelos executivos da empresa italiana como a costura de “uma alternativa” para o futuro da TIM Brasil. Os franceses, segundo a mesma fonte, teriam recebido bem a ideia de fusão. Para eles, a associação também valeria como um “plano B” para o grupo Vivendi, que passou por tentativas frustradas de vender a GVT no passado.

Havia a expectativa de que a norte-americana DirecTV pudesse adquirir a empresa sediada no Paraná. Mas o negócio esbarrou no elevado preço pedido pelos franceses. Procuradas, Vivendi e Tim Brasil afirmaram que não comentam o assunto.

Defensores da proposta argumentam que o negócio daria grande sinergia às duas empresas e ofereceria perspectivas animadoras à TIM Brasil, segunda maior operadora do Brasil, mas que tem sofrido com a falta de capacidade financeira da controladora.

“Poderia ser criada uma concorrente de verdade para a NET”, diz a fonte, ao comentar que a TIM já tem grande carteira de clientes e a GVT já opera moderna rede e conteúdo de televisão por assinatura.

Para o especialista em telecomunicações Guilherme Ieno, do ponto de vista estratégico, a fusão faria sentido. “A TIM não é forte no fixo local. Agregar a GVT ao fixo significaria aumentar bem a presença nesse mercado.”

Além disso, segundo Ieno, a fusão representaria uma oportunidade para a GVT entrar em telefonia móvel. E a união das operações de internet também seria interessante para ambas.

Obstáculo

A Telecom Itália e a Vivendi contam atualmente com elevado endividamento e baixíssima capacidade financeira para alavancar novos negócios. Ou seja, uma eventual fusão da TIM Brasil com a GVT criaria uma empresa maior, mas sem capacidade de investir - característica vital para o competitivo setor de telecomunicações.

A falta de dinheiro, inclusive, foi a razão que atraiu a Telefônica para o capital da Telecom Itália. Quando os espanhóis ingressaram na dona da TIM Brasil, a intenção era oferecer um suporte financeiro à companhia. Dentro do grupo, a espanhola aumentou sua participação até o Cade determinar que a Telefônica venda suas ações em uma das duas operadoras.

Diante da posição do órgão antitruste e da influência crescente da Telefônica na Telecom Itália, circularam rumores de que a TIM poderia ser fatiada, em partes iguais, e vendida para a Vivo, Claro e Oi.

A operação agradaria sobretudo aos espanhóis, que consolidariam a liderança da Vivo no Brasil. Agora, com o plano alternativo, minoritários ganharam um importante argumento contra a suposta ideia de venda da operadora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Folha de S.Paulo: Facebook remove páginas sobre guerra na Síria


DIOGO BERCITO

Páginas com informações sobre o conflito sírio no Facebook têm sido removidas pelo site, denunciam ativistas da oposição ao regime de Bashar al-Assad.

Entre as informações perdidas, por exemplo, estão relatos sobre o ataque químico do ano passado, em um subúrbio de Damasco.

De acordo com dissidentes, as páginas são apagadas sob a alegação de violar normas de comportamento do site. Assim, dizem ativistas, a história de sua revolução está sendo apagada, mesmo quando os relatos são de movimentos pacíficos e de organizações não governamentais, de acordo com uma reportagem publicada pela revista "The Atlantic".

A internet tem sido usada como ferramenta de divulgação e propaganda no conflito sírio, principalmente pela oposição. Grupos como os Comitês Locais de Coordenação enviam diariamente relatórios de mortes por província, muitas vezes via Facebook.

Apesar das críticas, o Facebook enfrenta uma difícil tarefa na moderação de seu conteúdo, em que suas regras evitam, por exemplo, imagens de violência explícita. Também é política da empresa desautorizar a publicação de conteúdo de grupos terroristas.

Páginas podem ser deletadas em diversas situações, incluindo pela solicitação de usuários, que informam o Facebook sobre conteúdos impróprios.

O grupo pró-regime Exército Eletrônico Sírio afirma ter usado essa estratégia para retirar da internet o conteúdo da oposição. O Facebook afirma, porém, que páginas só são apagadas após as informações serem revistas por um ser humano, e não automaticamente.

A insurgência foi iniciada na Síria em março de 2011, com protestos pacíficos.Após a repressão do regime, as manifestações se espalharam por todo o país, dando início a um conflito violento. 

G1 - Doodle do Google mostra bandeira gay em abertura dos Jogos de Sochi


Logotipo colorido é resposta à lei russa contra 'propaganda homossexual'.
Trecho postado da Carta Olímpica defende esporte sem discriminação.

Doodle do Google marca início dos Jogos
Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia 
(Foto: Reprodução/Google)

O Google substituiu nesta sexta-feira (7) seu logotipo habitual por uma bandeira com as cores do movimento LGBT em resposta a advertência do governo russo contra a "propaganda homossexual". No dia da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, a página inicial da ferramenta de buscas também destaca um trecho da Carta Olímpica em defesa da igualdade.

A lei russa contra a "apologia" à homossexualidade para menores entrou em vigor no ano passado, provocando uma reação internacional que ameaça prejudicar os esforços de Vladimir Putin para usar as Olimpíadas como uma chance de mostrar a Rússia como um Estado moderno, com grandes avanços desde o fim da União Soviética, em 1991.

A bandeira colorida e a citação da Carta são uma provocação do Google contra o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Kozak, que advertiu os espectadores e atletas contra a promoção dos direitos dos homossexuais, já que a Carta Olímpica e as leis locais proibiriam protestos em eventos esportivos.

Debaixo da bandeira com as cores do arco-íris, a companhia cita um parágrafo da Carta: "A prática esportiva é um direito humano. Todas as pessoas devem ter a possibilidade de praticar esporte sem qualquer tipo de discriminação e conforme o ideal olímpico, que exige compreensão mútua e um espírito de amizade, solidariedade e 'fair play'".

A Campanha dos Direitos Humanos, uma organização de defesa dos direitos LGBT, elogiou o Google por demonstrar solidariedade com os homossexuais russos e com os atletas visitantes. "O Google mais uma vez provou ser um verdadeiro líder corporativo pela igualdade", disse o presidente da entidade, Chad Griffin.

Empresas como a operadora AT&T, patrocinadora da equipe olímpica dos Estados Unidos, criticaram a Rússia nesta semana por causa da lei, ampliando a pressão para que outras empresas se manifestem. O Google se recusou a comentar sua iniciativa.

Quando o internauta clica sobre o "doodle", o buscador redireciona a página a notícias relacionadas com a Carta Olímpica e outras que interpretam a ação do Google como um protesto ante a atmosfera contrária aos gays criada pelo governo russo.

G1 - Google compra 5,94% da Lenovo por US$ 750 milhões


Transação foi fechada no mesmo dia da venda da Motorola Mobility.
Chinesa Lenovo comprou do Google divisão de celulares por US$ 2,9 bi.

O Google comprou 5,94% de participação na Lenovo por US$ 750 milhões, segundo informações de registros publicados nesta sexta-feira (7) pela Bolsa de Hong Kong. A transação foi fechada no mesmo dia que a gigante norte-americana vendeu a divisão de smartphones Motorola Mobility para a fabricante chinesa.

De acordo com os documentos, o Google comprou 618,3 milhões de ações por 1,213 dólar de Hong Kong cada.

No dia 29 de janeiro, a Lenovo anunciou um acordo de US$ 2,9 bilhões para comprar a unidade de smartphones da Motorola, pertencente ao Google. Com a aquisição, a chinesa quer repetir no mercado de celulares o sucesso que teve no negócio de PCs ao comprar a IBM, setor no qual foi líder em 2013.

No entanto, os investidores têm dúvidas sobre a compra da Motorola, que está em queda há dois anos e tem uma cota de mercado de 7%.

A Lenovo anunciou também em janeiro a compra de parte da divisão de servidores da IBM por US$ 2,3 bilhões para competir com as americanas Dell e Hewlett-Packard.

INFO: TIM tem pior desempenho em teste de banda larga móvel da Anatel


Getty Images

A TIM foi a operadora que teve pior desempenho na banda larga móvel na avaliação de dezembro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira.

Dos 15 Estados avaliados mais o Distrito Federal, a operadora ficou abaixo das metas de velocidade instantânea e/ou média da banda larga móvel em 12 Estados em dezembro, enquanto a Vivo ficou abaixo da meta em ao menos um quesito em oito Estados, Oi em sete Estados e a Claro, em quatro.

Em São Paulo, apenas a TIM ficou abaixo da meta estabelecida pela Anatel no quesito velocidade instantânea da banda larga móvel, enquanto as concorrentes Claro, Algar Telecom, Nextel, Oi e Vivo atingiram as metas da agência de velocidade instantânea e média de 95 e 70 por cento, respectivamente.

No Rio de Janeiro, a Claro ficou abaixo da meta nos dois quesitos, enquanto TIM e Vivo não atingiram o objetivo de 95 por cento de velocidade instantânea.

Na medição que avaliou o serviço de banda larga fixa das operadoras, Algar Telecom, NET e Vivo ficaram abaixo da meta da Anatel em São Paulo em perda de pacotes e/ou disponibilidade, enquanto a GVT atingiu todas as metas estabelecidas pela agência em dezembro.

No Rio de Janeiro, apenas a Oi ficou abaixo da meta de 90 por cento no quesito disponibilidade, enquanto NET e GVT atingiram todas as metas definidas pela Anatel.

Procurada, a TIM disse que acompanha a medição da banda larga móvel realizada pela Anatel e que está atenta às oportunidades de melhoria verificadas. A operadora também afirmou que está priorizando a qualidade dos serviços e investindo fortemente em projetos de infraestrutura.

Já a Vivo disse que é a única operadora a oferecer planos com velocidade de 1,5 Mbps no produto 3G Plus - portanto, com entrega de velocidade superior aos planos da concorrência - e, por isso, tem parte de suas medições realizadas com uma referência mais alta que as demais empresas.

A Oi informou que está priorizando investimentos em suas redes para melhoria da qualidade do serviço em todas as regiões, e que tem utilizado sua rede Wi-Fi para complementar a cobertura de banda larga móvel. Sobre a banda larga fixa, afirmou que as situações em que as metas não foram alcançadas foram mapeadas e estão sendo analisadas pela companhia.

Proteste – Pouco antes da divulgação dos resultados da medição, a associação de consumidores Proteste publicou nota em que criticou o serviço de banda larga móvel oferecido pelas operadoras.

"As falhas no sinal do 3G e a velocidade inferior à contratada, com prejuízos à utilização do serviço, levou a Proteste a promover campanha desde o ano passado, quando teve mais de 40 mil adesões de usuários prejudicados com a má qualidade do serviço prestado", disse a entidade.

"Os resultados de levantamento feito pela Proteste mostram que o serviço não é adequado e é muito difícil ter uma conexão de alta velocidade fora das principais cidades brasileiras."

INFO: Snippit é rede social para compartilhar imagens com trilhas sonoras


Existem várias redes sociais de compartilhamento de fotos e imagens, como é o caso do Instagram. Também existem muitas outras que focam na música, como o Last.fm. O objetivo da rede social Snippit é juntar as duas coisas, com o compartilhamento de imagens com trilhas sonoras.

O visual do app é muito parecido com o do Instagram, além das suas funções. É possível seguir outros usuários, curtir e comentar as publicações, taggear outros usuários, adicionar hashtags e marcar o local do post. A única diferença é que cada foto vem acompanhada de um trecho sonoro de até 10 segundos.

As músicas utilizadas podem vir da biblioteca do usuário ou de um bando de dados da própria loja do itunes, que disponibiliza gratuitamente trechos curtos de algumas obras. É possível compartilhar as mídias criadas também no Facebook e no Twitter.

Ainda que seja interessante juntas os dois tipos de mídia, o Snippit é um pouco restrito. Ficar assistindo a uma foto com um trecho de música nem sempre é interessante. Se houvesse mais funções, como fotomontagens, slides ou vídeos curtos com trilhas sonoras, ele ficaria mais interativo.

INFO: Mão biônica devolve sensação de toque a amputado



Uma equipe internacional de cientistas criou uma mão biônica para o dinamarquês Dennis Aabo Sørensen, que perdeu a mão esquerda há 9 anos em um acidente com fogos de artifício. A prótese foi capaz de fazer o rapaz ter o tato de volta, revelando um grande passo para a ciência.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Science Translational Medicine. Segundo os pesquisadores, Sørensen conseguiu identificar a forma e a consistência de objetos. Este é considerado um grande passo para a ciência porque a sensibilidade ao toque é essencial para o controle dos movimentos e da força.

Não ter o tato dificulta o uso de próteses. Isso porque a modulação da força exercida ao segurar um objeto depende de informações captadas por sensores das mãos. Assim, o cérebro consegue saber a textura do objeto, por exemplo, e medir a força necessária para segurar o objeto.

O novo equipamento envia informações captadas por sensores instalados nas pontas dos dedos da prótese para os nervos periféricos do paciente. Isso ajuda a restabelecer a capacidade sensorial em tempo real ao amputado.

A mão se conecta diretamente aos nervos do braço por meio de eletrodos. Também há sensores de pressão nas pontas dos dedos, que estimulam os nervos do paciente e geram a sensação de toque.

Durante mais de 700 testes feitos em um mês, Sørensen foi capaz de sentir o formato dos objetos e sua consistência. Ele conseguiu controlar a força empregada para agarrar objetos, sentiu sua textura e rigidez.

O problema é que a mão biônica foi testada apenas em Sørensen. Por isso, ainda não dá para saber se a mão biônica funcionará bem em outros usuários. Os pesquisadores precisam fazer novos testes com outros pacientes em períodos de tempo maiores para saber sobre sua real eficiência.

IDG Now!:Twitter oferece dados históricos a pesquisadores


John Ribeiro

Inicialmente, o programa Twitter Data Grants irá aceitar poucos cientista em uma experiência piloto. Inscrições vão até 15 de março

O Twitter vai dar aos pesquisadores acesso a seus dados públicos e históricos para ajudá-los a obter insights sobre uma ampla variedade de questões.

O serviço de microblog é uma parceria com um de seus revendedores dados, o Gnip, para dar a instituições selecionadas acesso livre e fácil a conjuntos de dados do Twitter, segundo informa o microblog em seu blog oficial. As instituições também começarão a colaborar com pesquisadores e engenheiros do Twitter.

As inscrições para o programa "Twitter Dados Grants" vão até 15 de março.

Hoje, muitos pesquisadores já usam os dados do Twitter para ajudá-los a identificar padrões de comportamento. "Os trabalhos são de campos tão diversos como a epidemiologia, a resposta a desastres naturais, as relações internacionais, os mercados financeiros, o jornalismo e a política," disse a Gnip em um comunicado.

Mais de 500 milhões de mensagens são publicadas diariamente no do Twitter.O rastreamento delas são uma boa maneira de monitorar a ocorrência de casos de gripe, por exemplo.

Na Johns Hopkins University, cientistas da computação e pesquisadores da Escola de Medicina desenvolveram um método para a triagem de mensagens do Twitter para fornecer dados em tempo real sobre casos de gripe, além de filtragem de conversas online que não estão ligadas a infecções reais da gripe. Esses pesquisadores descobriram que precisavam de um método para distinguir entre mensagens de pessoas que tiveram a gripe e os que estavam apenas falando sobre a doença. Esse tipo de ferramente interessa ao Twitter, para lançar servicós associados ao microblog. 

"Até agora, tem sido um desafio para os pesquisadores de fora da empresa colaborar conosco para acessar nossos dados históricos, públicos", disse Raffi Krikorian, vice-presidente do Twitter. "Nosso programa de bolsas de dados pretende mudar isso, ligando instituições de pesquisa e acadêmicos aos dados que eles precisam e aos profissionais do Twitter."

Como a empresa está começando com um programa piloto, um pequeno número de propostas será inicialmente selecionado, com planos de expansão do programa no futuro. O Twitter vai selecionar um número pequeno de beneficiários até 15 de Abril, segundo a Gnip.

Folha de S.Paulo: Tablet gigante da Samsung é rápido, mas tem software inconsistente


BRUNO FÁVERO

A Samsung expandiu seu portfólio de tablets durante a feira CES, em Las Vegas, quando anunciou sua nova linha PRO, com quatro aparelhos voltados para uso profissional.

O principal lançamento foi o Galaxy NotePro. A Folha teve acesso ao aparelho durante evento para a imprensa em Cancun, no México.

O que mais chama atenção é sua tela, enorme, de 12,2 polegadas e resolução 2560 x 1600 pixels (247 ppp).
Divulgação 
Samsung Galaxy NotePRO, novo tablet da Samsung com caneta e tela de 12,2 polegadas


O tamanho exagerado, quase uma folha A4, torna a pegada do aparelho desajeitada, mas tem vantagens na exibição de vídeos e na digitação –seu teclado virtual tem números, letras e acentos na mesma tela e é quase do tamanho de um teclado real.

O acabamento segue a linha de outros aparelhos da marca, com a traseira feita em um plástico que imita couro.

Uma de suas principais novidades é a uma interface em blocos, que lembra a do Windows Phone. Mais simples, é um avanço em relação às "skins" cheias de efeitos e texturas de sistemas anteriores da marca, mas falta consistência em seu design. Ao invés de apostar totalmente no novo conceito, a empresa sul-coreana mesclou o rosto tradicional de seus telefones Android com a nova sistema em blocos.

Mesmo assim, alimentado por um hardware potente (processador Snapdragon 800 e 3 Gbytes de RAM), o aparelho é muito rápido e não tem problema algum para executar aplicativos e jogos pesados.

Ainda em relação ao software, a função multi-tarefas presente em outros tablets da marca foi aprimorada para a tela grande e agora permite usar até quatro aplicativos ao mesmo tempo.

É interessante, mas mal acabada. Como os aplicativos de Android são desenvolvidos por terceiros sem o recurso em mente, o redimensionamento para que caibam ao mesmo tempo na tela é atrapalhado e a usabilidade é bastante prejudicada.

A câmera, por fim, não se destaca. Em testes rápidos feitos pela Folha em um ambiente com iluminação artificial, mas abundante, as imagens ficaram com ruído e pouco nítidas.

O jornalista BRUNO FÁVERO viajou a convite da Samsung.