quinta-feira, 6 de março de 2014

Folha de S.Paulo: Nova 'Bolsa' troca moeda real por virtual


ISABEL FLECK

Todas as segundas-feiras à noite, após o fechamento da Bolsa de Nova York, um outro pregão começa ao lado, a menos de cem metros do histórico prédio em Wall Street.

Apesar de imitar em praticamente tudo a Bolsa vizinha -com direito a sino de abertura, transações registradas na parede por meio de um projetor de vídeo e o anúncio em voz alta das operações por um corretor vestido a caráter-, o ritual no Bitcoin Center de Nova York se destina à negociação de moeda virtual.

Ali, num ambiente bem menos formal, o bitcoin pode ser trocado por dólar, euro ou qualquer outra moeda aceita por seus participantes.
Há a possibilidade, inclusive, de comprar bitcoins com peças de valor, como roupas ou eletrônicos -basta conseguir um interessado.

Desde que foi criado, em dezembro, o centro reúne entusiastas do bitcoin e gente interessada em abrir uma carteira virtual, tendo a "garantia" de negociar pessoalmente com cada comprador.

Na última semana, quando a reportagem participou de um pregão, o burburinho sobre a iminente quebra da Bolsa Mt Gox já era usado pelos idealizadores do centro para reafirmar a importância de um espaço físico para negociar a moeda virtual.

"Essas transações são feitas por pessoas em todo o mundo, mas nós não sabemos quem elas são. Pensamos que um espaço físico seria bastante complementar à atmosfera bitcoin.

Especialmente após a quebra da Mt Gox", afirma Nick Spanos, fundador do Bitcoin Center.

A pretensa sensação de segurança ajuda curiosos como a artista plástica Marianne Huntington a investir.

"Tenho amigos que investem, então vim para conhecer mais e decidi comprar um pouco de bitcoins para ver o que acontece", diz Huntington após investir US$ 30.

Nos eventos semanais, há corretores que orientam os iniciantes, mas cada negociação é feita entre pares. Não há cobrança de taxa, e a cotação é acertada individualmente, com base na estimativa diária do valor do bitcoin.

"As pessoas podem vir aqui e trocar bitcoins por dólares imediatamente, eles não têm que se preocupar com liquidez, por exemplo", observa o consultor de investimento Mark Anthony.

Ex-corretor da então American Stock Exchange, em Wall Street, Anthony frequenta os pregões do Bitcoin Center desde o início do ano, sempre com o jaleco azul que usava na Bolsa "real".

Agora, ele sempre leva pregado na roupa a imagem do QR code (espécie de código de barras) de sua carteira virtual.

"Eu sempre achei que o bitcoin ia ser uma 'onda' e que não ia vingar. Ele ainda é muito volátil e é tratado como uma commodity, mas acho que vai se estabilizar e ser mais útil como moeda."

Para a maioria dos adeptos da moeda virtual, sua confiança não será afetada com a falência da Mt Gox, que deu um prejuízo de mais de 750 mil bitcoins (cerca de US$ 418 milhões ou R$ 970 milhões) a clientes.

"Compartilhamos a frustração de quem perdeu seus bens. Mas, a longo prazo, a falência da Mt Gox presta um serviço ao eliminar maus atores desse mercado", diz o diretor de comunicação do Bitcoin Center, James Barcia.

O centro pretende seguir promovendo os pregões e palestras sobre a moeda virtual. "Queremos que os nossos vizinhos e Wall Street entendam o que fazemos, em vez de só ler relatórios sobre bitcoin na internet", diz Spanos.

Folha de S.Paulo: Brasileiro exige bitcoin como pagamento por apartamento


O programador brasileiro Rodrigo Souza, 34, colocou à venda um apartamento de três quartos, com 90 metros quadrados, na quadra da praia da Pompeia, em Santos.

Pediu US$ 250 mil pelo imóvel. Souza, que mora em Nova York há quase seis anos, só aceita receber o valor em bitcoins (o que daria 450 bitcoins na cotação atual).

A exigência limita o número de interessados. Ele diz quase ter fechado negócio com um comprador no Brasil, quando a moeda virtual valia cerca de US$ 900, no começo do ano. Mas então o valor do bitcoin despencou e a venda não foi efetuada.

"Eu não aceito em reais porque, para trazer essa quantia para os EUA, eu iria pagar uma taxa de IOF absurda", diz Souza, que começou a lidar com o bitcoin há cerca de dois anos.
Isabel Fleck/Folhapress 

Rodrigo Souza, que só aceita receber bitcoins
pela venda do apartamento, em frente ao Bitcoin 
Center, em Nova York

O brasileiro, que trabalhou na Bolsa de Nova York como programador por quase quatro anos e hoje tem uma empresa de marketing, paga funcionários e recebe pagamentos de clientes em vários países em moeda virtual.

"O meu interesse pelo bitcoin surgiu da necessidade de mandar dinheiro para fora dos EUA e também receber de uma maneira rápida e sem nenhuma taxa cobrada", diz.

Para o brasileiro, que está desenvolvendo uma plataforma para reunir corretores interessados em iniciar uma Bolsa eletrônica, a maioria das pessoas entende o bitcoin "da forma errada".

"O bitcoin tem todas as características de uma moeda, mas ele não se comporta como uma, porque é muito instável. Hoje, ele é um meio de pagamento pela internet, mais eficiente que Paypal ou remessa", afirma.

Para não perder dinheiro diante da volatilidade, Souza diz não deixar o dinheiro parado em sua carteira virtual. Assim que recebe em bitcoins, o valor já é convertido para dólares e cai na sua conta em um banco americano.

Apesar da quebra recente da importante corretora de moeda virtual Mt Gox, o brasileiro ainda considera que é "muito mais seguro" fazer transações em bitcoins do que em moedas "reais".

"Há um risco, mas hoje é muito mais fácil alguém entrar no meu internet banking e roubar meu dinheiro." (IF)

IDG Now!: 15% dos usuários da Internet acham que a rede é ruim para a sociedade


Zach Miners

Em 2014 a Internet completa 25 anos. O seu aniversário, no entanto, pode não ser celebrado por todo mundo.

Dos usuários da Internet, 15% acredita que a rede global seja ruim para a sociedade. É o que mostra uma pesquisa divulgada na quinta-feira (27) pela Pew Research Center, no primeiro dos muitos relatórios encomendados para analisar o surgimento da tecnologia digital.

Desses, 6% disseram que a Internet era ruim para eles pessoalmente. O levantamento foi feito com base em entrevistas por telefone com cerca de mil usuários adultos.

O que está causando esses sentimentos ruins? A empresa com sede em Washington D.C. diz que não obteve mais detalhes com os entrevistados sobre as suas respostas, mas o grupo de pesquisa presenciou uma série de questões ao longo dos anos as quais tendem atormentar as pessoas com relação à vida online, disse Lee Rainie, diretor do Internet and American Life Project.

A principal delas é: a crescente divisão digital entre "deve" e " não deve", bullying online, uso da web para se comunicar apenas com pessoas da mesma opinião, a capacidade da Internet de espalhar desinformação, a perda da privacidade e o narcisismo.

E a perda de contato humano real em favor de interações virtuais.

O bem supera o mal

Para ser justo, 76% dos entrevistados disseram que a Internet era algo bom para a sociedade e 95% dos entrevistados afirmaram que a rede era boa para elas pessoalmente.

E embora possa parecer ruim para alguns, isso não impediu que a maioria das pessoas de acessar serviços. Quase 90% dos adultos americanos usam a Internet atualmente, disse a Pew - isso é um novo recorde, se comparado aos 66% do registrado em 2005, e meros 14% em 1995.

Acredita-se que a World Wide Web foi concebida por Tim Berners-Lee em 1989, que introduziu o conceito do "sistema de hipertexto distribuído", capaz de vincular arquivos juntos em uma rede em expansão. A web é diferente da Internet, que é uma rede subjacente ou uma infraestrutura que a web se baseia.

Muitas das atividades que as pessoas reportaram à Pew envolvem a web, disseram o grupo de pesquisadores, mesmo que os entrevistados não soubessem necessariamente que isso é a camada da Internet que eles estão usando.

A Internet, e a Web construída por cima dela, alterou radicalmente o modo como as pessoas vivem suas vidas, em parte por facilitar o acesso à informação e as conexões interpessoais. Talvez de modo irrevogável.

Mas avaliar a "bondade" e a "maldade" da Internet é algo subjetivo, porque pessoas diferentes usam a rede com propósitos diferentes, e eles se deparam com resultados diferentes.

Os dois lados da moeda

A Internet pode ajudar as pessoas a serem mais produtivas, mas ela também pode ser viciante, diz Roger Kay, fundador da Endpoint Technologies Associates, que estuda questões de mercado relacionadas à Internet.

Kay compara a rede à dirigir um carro. Pode ser algo libertador, mas também pode ser um agente limitador, caso as pessoas não consigam se desligar - como quando estamos presos em um engarrafamento.

E é uma faca de dois gumes. Os canais de mídias sociais, como o Twitter, tem ganhado créditos por dar suporte ao ativismo político durante eventos como os protestos árabes, mas o Reddit também ficou em uma situação ruim com relação aos ataques com bombas na Maratona de Boston, no ano passado, por disseminar informações falsas sobre os suspeitos.

Apesar das preocupações sobre a capacidade da Internet de trazer o pior das pessoas, a pesquisa da Pew mostra que o mundo online pode ser mais amigável que ameaçador.

Dos usuários de Internet, 70% disseram que tinham sido tratados com carinho ou generosamente por outros online. E cerca de dois terços afirmou que as comunicações online tem fortalecido suas relações com familiares e amigos.

Embora a maneira como ela é acessada muda continuamente, a Internet provavelmente veio para ficar. Pouco mais da metade dos usuários disse que a rede seria, no mínimo, algo muito difícil de se desistir, de acordo com a pesquisa, em comparação com 38% que relataram o mesmo em 2006.

Os entrevistados também disseram que seria mais difícil de desistir da Internet do que desistir de assistir TV.

COMPUTERWORLD: Brasil deve gerar 1,1 mil toneladas de lixo eletrônico em 2014


Projeções são de estudo do MDIC e ABDI sobre logística reversa de eletroeletrônicos.

O Brasil deve gerar aproximadamente 1,100 mil toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) pequenos em 2014, número que deve aumentar para 1,247 mil toneladas em 2015. A previsão é do estudo Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos – Análise de Viabilidade Técnica e Econômica encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SDP/MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O levantamento ainda mostra que os 150 maiores municípios brasileiros – a maioria nas regiões Sudeste e Sul – são responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o lixo eletroeletrônico que se estima seja descartado no Brasil. Também há uma lista de iniciativas de coleta e reuso de REEE, um levantamento do ciclo de vida dos eletroeletrônicos e o mapeamento do consumo, por região e por tipo de produtos, de eletroeletrônicos em todo o país. 

Substâncias tóxicas

O estudo avalia o custo de implantação do sistema e a divisão de responsabilidades entre indústria, comércio, consumidores e governos federal, estadual e municipal e norteará a implantação da política de reciclagem e destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos no país. 

Segundo o diretor de Competitividade da SDP, Alexandre Comin, este é o primeiro levantamento desse tipo realizado pelo Governo Federal e vai facilitar a definição de políticas de logística reversa para o segmento, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).

O diretor explica que a maioria dos REEE são compostos por materiais como plásticos, vidros e metais, que podem ser recuperados e retornados como insumo para a indústria de transformação. Já as substâncias tóxicas como chumbo, cádmio, mercúrio e berílio devem ter tratamento especial porque podem causar danos ambientais e de saúde. 

No levantamento, foram considerados como resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pequenos os aparelhos televisor/monitor, LCD/plasma, DVD/VHS, produtos de áudio, desktop, notebooks, impressores, celulares, batedeira, liquidificador, ferro elétrico, furadeira.

A cadeia produtiva de produtos e equipamentos eletroeletrônicos é composta por: Linha Marrom - televisor tubo/monitor, televisor plasma/LCD/monitor, DVD/VHS, produtos de áudio; Linha Verde - desktops, notebooks, impressoras, aparelhos celulares; Linha Branca - geladeiras, refrigeradores e congeladores, fogões, lava-roupas, ar-condicionado; e Linha Azul – batedeiras, liquidificadores, ferros elétricos e furadeiras.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos disciplinou a gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos no país, sendo o sistema de logística reversa, a responsabilidade compartilhada e a hierarquia de gestão - não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos - os principais destaques, e criou o Comitê Orientador para a Implementação de Sistemas de Logística Reversa. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, também é integrado por MDIC e Ministérios da Saúde, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Fazenda.

Com informações da Agência MDIC

COMPUTERWORLD: Watson vai suportar serviços em nuvem da IBM


Tecnologia com capacidade de aprendizagem como os seres humanos vai integrar a infraestrutura da SoftLayer, provedora de cloud da companhia.

EDILEUZA SOARES*

Para dar mais opções às organizações na migração para nuvem, a SoftLayer está integrando à sua infraestrutura de cloud servidores Power Systems Linux da IBM com sistemas de computação cognitiva Watson, com capacidade para aprender como os seres humanos. 

Ofertas baseadas na nova tecnologia devem estar disponíveis a partir do segundo trimestre, segundo anunciou a IBM durante o Pulse 2014, conferência anual da companhia sobre cloud computing, realizada na semana passada em Las Vegas (EUA), que reuniu cerca de 10 mil participantes, entre clientes, parceiros de negócios e analistas de mercado.

Comprada por US$ 2 bilhões, em agosto do ano passado, pela IBM, a SoftLayer é a maior aposta da companhia para compor sua oferta de nuvem, com serviços em rede pública, privada e híbrida. O prestador de serviços tem recebido investimentos pesados da IBM para atrair organizações para cloud e enfrentar concorrentes como a Amazon Web Services (AWS), principalmente em mercados onde não atuava com equipe local, como é o caso do Brasil.

Ao anunciar a integração da linha de servidores Power Systems Linux pela SoftLayer, Tom Rosamilia, vice-presidente sênior de sistema e tecnologia e da unidade de integração de supply chain, destacou que as aplicações precisam de infraestrutura robusta e com alta performance para ganhar velocidade na nuvem. Ele observou que a IBM está colocando no mercado diversas soluções combinadas para acelerar a migração das organizações para cloud.

Uma das ofertas são os servidores Power Systems baseados em Linux, projetados para atender, principalmente demandas de Big Data e ajudar clientes da SoftLayer a melhorar a captura e análise em tempo real de grande de volumes de dados.

Ao comentar sobre a nova oferta, José Luis Spagnuolo, diretor de cloud computing e Big Data & analytics da IBM Brasil, afirmou que os servidores Power Systems são direcionados mais para grandes companhias. A tecnologia é ideal para processamento de sistemas de gestão empresarial (ERP), banco de dados e aplicações de negócios, que exigem ambiente de alta performance. 

Spagnuolo revela que a SoftLayer já conta com cerca de 1,5 mil clientes na América Latina, muitos conquistados antes da compra da IBM, que contratavam processamento em nuvem em datas centers localizados no exterior. 

O executivo aposta no aumento do negócio de nuvem no Brasil, onde as iniciativas estão passando da fase de piloto para projetos práticos. É para acompanhar essa expansão, que a IBM está ampliando as ofertas e também os investimentos no mercado local, com a instalação de um dos 40 data centers, que serão construídos em 2014 em 15 países para suportar as operações de cloud.

O data center da SoftLayer no Brasil está previsto para entrar em funcionamento no segundo semestre. Segundo Spagnuolo, o site ficará fora do complexo da IBM em Hortolândia, no interior de São Paulo. "Estamos neste momento fazendo um estudo de viabilidade para escolha do local certo", comenta executivo, sem dar pistas do lugar.

Questionado sobre o diferencial competitivo entre SoftLayer e AWS, Spagnuolo argumenta que o concorrente é focado mais em infraestrutura. A estratégia da IBM, segundo ele, é entrega de soluções combinadas, incluindo software (SaaS), plataforma, (PaaS) e infraestrutura como serviço como parte de um amplo ecossistema.

O executivo menciona como exemplo, a oferta de SaaS que já contempla mais de 100 aplicações para colaboração, que podem ser usadas pelas áreas de Recursos Humanos das organizações para captura de novos talentos, além de ERPs, soluções analíticas e inteligentes para áreas de saúde, transportes e governos. 

Além disso, Spagnuolo destaca o suporte aos serviços de SaaS da computação cognitiva por meio da tecnologia Watson. Criada inicialmente para equipar supercomputadores, o sistema Watson, que reúne hardware e software, promete ajudar empresas a processarem grandes volumes de dados em tempo recorde, proporcionando melhores interações com os clientes. 

Segundo a IBM, os sistemas Watson entendem pequenos detalhes da linguagem humana, processam perguntas de forma similar ao modo como as pessoas pensam e rapidamente analisam amplas quantidades de dados muitos deles não estruturados. Eles identificam respostas relevantes e baseadas em evidências. "O Watson faz parte das estratégias de SaaS", afirma o diretor da unidade de cloud computing da IBM Brasil.

*A jornalista viajou a Las Vegas a convite da IBM

INFO: Para contornar pirataria, músico coloca versão alternativa de novo álbum no The Pirate Bay



Getty Images

A relação de artistas com a pirataria nem sempre é das mais amigáveis, e no caso do músico RuPaul a situação não é muito diferente. Com um álbum recém-lançado, intitulado “Born Naked”, o cantor drag queen resolveu “vazar” versões alternativas do disco no The Pirate Bay, cheias de alertas e de críticas à prática dos pirateiros.

Os CDs disponibilizados de graça trazem listas de músicas idênticas à do original. A diferença está mesmo nas faixas, que começam iguais, mas trazem trechos inteiros modificados, segundo o TorrentFreak. São falas em tom bem-humorado de RuPaul, que dizem basicamente que o ouvinte está pirateando o álbum e servem como um alerta ou até um pedido para que ele adquira a versão verdadeira, seja fisicamente ou por download.

Na primeira música, por exemplo, a mudança se dá aos 30 segundos. Após uma introdução, o cantor diz, em tradução livre: “Garota, você roubou meu álbum [...] Você não deveria. É melhor você ir até o iTunes, querida, porque eu quero conseguir um pouco [de dinheiro]”. Os diálogos seguem aparecendo nas outras faixas, e mantêm o mesmo teor de “alerta” aos pirateiros ansiosos pelo lançamento do disco.

A tática lembra a adotada por Madonna em meados de 2003, quando a cantora “plantou” uma faixa falsa na rede do antigo Kazaa. A música trazia o refrão da música rodando em looping durante quatro minutos, e questionava os usuários que a baixavam – “O que você pensa que está fazendo?”, perguntava a cantora incessantemente. Ações similares foram tomadas por grupos como o Linkin Park e, aparentemente, o Blur, mas a prática acabou caindo em desuso.

A maior diferença para a ação de RuPaul está no preparo, já é que de se supor que o cantor norte-americano tenha dedicado algum tempo para gravar os diálogos e depois colocá-los no The Pirate Bay. É um bom material, em suma, e trata-se de uma tática que poderia até ser adotada por outras bandas e artitas. Mas ironicamente, como aponta o TorrentFreak, curiosos para ouvi-lo terão que baixá-lo no site de torrents mesmo. 

INFO: Grave chamadas do Skype na nuvem e gerencie vários computadores com o Winco Talk Manager



Winco Talk Manager é um programa para gerenciar o Skype de diversos computadores a partir do navegador. Além disso, o software grava automaticamente todas as ligações feitas nos PCs conectados, além de salvar as conversar em uma nuvem particular. Tudo isso totalmente independente do software do Skype.

É muito simples usar o aplicativo. Primeiro, é preciso instalar o software e conectá-lo a sua conta nos dispositivos com Windows que pretende administrar. Depois, nada mais é feito dentro do programa, pois será preciso entrar no Portal Administrador WTM para definir as permissões para os outros usuários, como tipo de ligações permitidas e envio de arquivos. Também dá para adicionar outros administradores, com as mesmas funções habilitadas para o administrador original.

Quanto às gravações, a definição padrão (que pode ser alterada) grava todas as chamadas automaticamente. É possível ouvir o conteúdo também no Portal Administrador WTM e fazer o download em MP3, se preferir. Por enquanto, não há ferramenta para gravação de vídeo.

A versão gratuita permite gravar as ligações por 30 dias e ouvir o conteúdo por até 60. Tudo isso em até cinco computadores. Entretanto, a ferramenta é voltada para o uso corporativo e é possível fazer uma cotação no site oficial para gerenciar diversos computadores e ter uso ilimitado de todas as funções do Winco Talk Manager.

CIO: Ferramenta gratuita auxilia na migração do Windows XP


PCmover Express pode mover arquivos, configurações e até alguns aplicativos do usuário para uma máquina com o Windows 7, 8 ou 8.1

Gregg Keizer, Computerworld

Reagindo a críticas de consumidores que alegam que migrar do Windows XP para uma versão mais recente do Windows é “impossível”, a Microsoft está distribuindo uma ferramenta gratuita para facilitar a tarefa. O PCmover Express for Windows XP é um dos muitos utilitários produzidos pela Laplink, uma empresa de Bellevue, Washington, que tem escritórios próximos aos da Microsoft. De acordo com a Laplink, esta versão do PCmover Express foi criada especialmente para esta ação. 

O Windows XP irá receber suas últimas atualizações de segurança em 8 de Abril. Depois disso os usuários terão um futuro incerto, já que sem a expectativa de futuras atualizações espera-se que os criminosos aproveitem para realizar ataques a máquinas indefesas.

Segundo a Microsoft, a oferta é mais uma forma de auxiliar os consumidores a abandonar o Windows XP.

“À medida em que o fim do suporte ao Windows XP, em 9 de Abril, se aproxima, continuamos focados em garantir que nossos consumidores estejam cientes disto e em ajudá-los a migrar para um sistema operacional mais moderno, como o Windows 8.1”, disse Brandon LeBlanc, um gerente de comunicação de marketing da Microsoft, em um post no blog da empresa na última segunda-feira.

Mais especificamente, a iniciativa é uma resposta à intensa crítica dos consumidores à Microsoft depois que LeBlanc propôs, há cerca de um mês, que os usuários ajudem uns aos outros a migrar do Windows XP ou os auxiliem a escolher um novo PC com o Windows 8.1. 

Os usuários apontaram que o que a Microsoft chama de “upgrade” exige o backup dos dados armazenados no disco rígido antes de formatá-lo para o novo sistema, e então a restauração de dados e configurações, além da reinstalação de todos os aplicativos. 

“Há um enorme problema com a sugestão da Microsoft. Ela tornou impossível fazer um upgrade do Windows XP para o Windows 8 ou 8.1”, disse um usuário identificado como nephilim em um comentário no post original de LeBlanc. “Simplesmente não consigo fazer o upgrade de ninguém, incluindo eu mesmo, para o Windows 8. É impossível”.

O PCmover Express transfere arquivos e configurações do usuário de um PC com o Windows XP para um com o Windows 7, 8 ou 8.1. Ele também pode migrar até três aplicativos, incluindo o Office, segundo a Laplink, para a nova máquina. Para migrar mais aplicativos é necessário adquirir uma licença do PCmover Professional, que transfere um número ilimitado de aplicativos, além dos arquivos e configurações. Mas há ressalvas: “Programas Antivírus e Anti-Spyware não serão migrados para o novo PC”, avisa a Laplink.

LeBlanc também avisa que a partir de 8 de março os consumidores rodando o Windows XP começarão a ver uma mensagem na tela lembrando do iminente fim do suporte ao sistema. “A notificação irá aparecer no oitavo dia de cada mês, a não ser que desabilitada pelo usuário”.

Mensagem irá alertar os usuários sobre o fim do
suporte ao Windows XP

Um especialista não ficou impressionado com a oferta gratuita do PCmover Express. “Pode ser uma boa estratégia a curto prazo”, disse Gene Grabowski, um Vice-Presidente Executivo na Levick, uma empresa de Washington D.C. que é especializada em crises em relações públicas e reputação corporativa. “Mas a Microsoft deveria ter feito o investimento para criar sua própria ferramenta. O fato de que não fez me diz que, estrategicamente, ela não tinha um plano. E isso é uma mensagem ruim para os consumidores”.

Uma versão em inglês do PCmover Express estará disponível para download no site da Microsoft nesta semana. Versões em Francês, Alemão, Italiano, Japonês e Espanhol estarão disponíveis ainda neste mês, disse LeBlanc, enquanto que versões em Português Brasileiro, Chinês, Coreano e Russo chegarão “mais tarde”.

Para migrar arquivos, configurações e aplicativos com o PCmover, os usuários precisarão de um cabo USB bidirecional ou um dispositivo de armazenamento externo, como um pendrive ou HD externo.

Folha de S.Paulo: Yahoo! vai interromper acesso aos seus serviços via Facebook e Google

ALEXEI ORESKOVIC

O Yahoo! não vai mais deixar que usuários acessem seus diversos serviços on-line, incluindo o site de compartilhamento de fotos Flickr, mediante o login com suas credenciais do Facebook ou do Google.

A mudança, que será gradualmente implementada, de acordo com uma porta-voz do Yahoo!, vai exigir que eles tenham uma conta do Yahoo! para que utilizem qualquer um dos serviços do portal.
O movimento marca a mais recente mudança do Yahoo! sob o comando da presidente-executiva Marissa Mayer, que está se esforçando para despertar o interesse por novos produtos da empresa e para reviver sua estagnada receita.

"O Yahoo! está trabalhando continuamente para melhorar a experiência do usuário", disse a empresa em comunicado, ressaltando que o novo processo "vai permitir a oferta da melhor experiência personalizada para todos".

Ao eliminar as possibilidades de acesso com os perfis do Facebook e do Google, Mayer, uma ex-executiva do Google, reverte uma estratégia que o Yahoo adotou em 2010 e 2011, sob a gestão da então CEO Carol Bartz.

A mudança para login no site Tourney Pick'Em, serviço focado em um torneio de basquete universitário– e o primeiro a requisitar o novo processo– começou na segunda-feira, afirmou a porta-voz do Yahoo!, observando que os usuários ainda poderão acessar outros serviços através de seus perfis no Google ou Facebook.

Os botões de login via Facebook e Google acabarão sendo removidos de todos os serviços do Yahoo!, acrescentou a porta-voz, sem fornecer um cronograma.

INFO: Facebook atua contra venda de armas de fogo em redes sociais


O Facebook e sua empresa de compartilhamento de fotos Instagram deletarão mensagens que oferecem a venda e compra de armas sem a checagem de antecedentes, anunciou a rede social nesta quarta-feira (5).

Em um esforço para conter o uso crescente das redes sociais para contornar verificações acerca da venda de armas de fogo, segundo afirmam defensores do controle de tais equipamentos, as empresas impedirão também o acesso a ofertas de armas por menores de 18 anos.

A iniciativa da maior rede social do mundo pode esquentar o já intenso debate sobre armas de fogo nos Estados Unidos, após uma série de tiroteios em massa em todo o país.

"Não iremos permitir que pessoas postem ofertas para vender itens regulados que indicam a vontade de contornar ou ajudar que outros infrinjam a lei", disse o Facebook.