segunda-feira, 26 de maio de 2014

Folha de São Paulo: "Internet das Coisas" torna-se objeto de política pública



O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) realizou há pouco no Rio o seminário Internet das Coisas: Oportunidades da Nova Revolução Digital para o Brasil.

O termo "internet das coisas" é gozado. Ele sintetiza a tendência de que tudo, absolutamente tudo, tende a se conectar à internet. Da geladeira ao ar-condicionado, do carro às próprias estradas, passando por plantas, animais, pessoas e produtos.

É gozado também o uso do termo "nova revolução". E também o fato de ter sido organizado pelo BNDES. É possível que a "internet das coisas" seja responsável pelo surgimento da nova onda de empresas bilionárias.
Por isso, o tema já virou política pública em outros países há tempos. Na China, há mais de dez anos a política industrial do país foca-se nele, com vultosos recursos.

Assim, é salutar que o Brasil esteja entrando na onda, ainda mais com o apoio do BNDES. No entanto, ao menos dois passos importantes precisam ser tomados.

O primeiro é fazer com que o decreto presidencial que vai regulamentar o Marco Civil exclua a "internet das coisas" da obrigação de guarda de dados por parte de provedores.

A razão é simples: como serão bilhões de dispositivos conectados, o volume de dados será extraordinário. Se o decreto não criar uma exceção para a internet das coisas, pode inviabilizar a área antes mesmo dela decolar.

O segundo passo é reconhecer que parte da inovação nesse campo virá de garotos e garotas do chamado movimento "maker". São os novos Mark Zuckerbergs, que, a partir dos seus quartos, criam ideias capazes de gerar grandes empresas.

No seminário do BNDES só vi pessoas de paletó. Na próxima edição, deveria estar cheio de jovens. Essa é uma área típica em que quem está de jeans pode mostrar o caminho para quem está de terno e gravata.

JÁ ERA

Mercados imobiliários obscuros como o do Brasil

JÁ É

Sites como o Trulia.com, onde você pode ver quanto custou a casa do vizinho

JÁ VEM

Homesnap.com: você tira foto de uma casa e sabe quanto ela custou na hora


CIO: A culpa é da TI?

Cláudio Barizon

Para obtermos resultados diferentes, precisamos fazer diferente
Entregas não realizadas, prazos não cumpridos, usuários insatisfeitos, oportunidades de mercado perdidas, executivos pressionando, cobrança, equipe desmotivada. Normalmente, sempre por “culpa da TI”. Este cenário é muito comum e a “necessidade” de se encontrar um culpado faz a corda arrebentar para o lado mais fraco. E este lado quase sempre é a equipe de Tecnologia, que muitas vezes, não é vista ou tida como estratégica e funciona como uma anotadora de pedidos, que precisa fazer as entregas a qualquer custo.

Nem sempre prazos apertados ou impossíveis, falta de definição dos requisitos, mudanças de escopo constantes e falta de comprometimento de outras áreas envolvidas são levados em consideração para se avaliar o melhor direcionamento para o projeto. Nada! O importante é encontrar logo o culpado e “passar o mico”. A bomba vai estourar na ponta e a ponta é exatamente quem vai fazer a entrega final, a TI. Estas equipes, muitas vezes, atuam com seus “heróis”, tentando recuperar o tempo perdido. Fazem de tudo, viram a noite, perdem os finais de semana e feriados. Mas, no final, não entregam, perdem o prazo ou geram produtos sem qualidade. O maior problema, porém, é a insistência em repetir esta sistemática. E isso se repete e se repete e se repete... Não vai dar certo! Vai dar problema de novo e mais cobranças e desconfianças sobre a área de Tecnologia.

É isso que temos visto nas empresas por onde passamos. É um padrão. Obviamente, os CIOs se preocupam com esta situação, pois é sempre a sua área que está em xeque. Mas, como dizia o poeta: “os heróis morreram de overdose”. A solução não está por aí. Por mais preparados que sejam os profissionais de tecnologia, é melhor deixar as missões impossíveis para os Vingadores nas salas de cinema.

Para obtermos resultados diferentes, precisamos fazer diferente!

É importante olhar todo o processo e comprometer todos os envolvidos (e não apenas a TI), fazendo com que as áreas trabalhem e funcionem de forma colaborativa. Não é fácil na cultura de empresas que ainda insistem em encontrar culpados e, por isso, o trabalho precisa ser mais profundo. Ele passa por uma transformação e mexe na cultura, nas pessoas, e nos processos, para que todos entendam seu papel e se comprometam com a entrega final como uma equipe, independentemente da área em que atuam.

Parece simples, mas sabemos que não é tão fácil assim. Existem muitas questões envolvidas no ambiente corporativo: política, vaidade, metas dos executivos (normalmente, não convergentes), orçamento e etc., que acabam inibindo o comportamento desejado de colaboração e comprometimento com o mesmo fim. Muitas vezes, as equipes recebem a solução pronta a ser implementada. E este é o pior dos mundos. É muito importante que o time conheça a direção, a estratégia e tenha um propósito. Reunindo as competências corretas e, com o direcionamento adequado, a equipe vai encontrar as melhoras soluções. Ao fazer isso, conquista-se um dos maiores ingredientes do sucesso: engajamento.

O caminho para esta mudança passa por quebras de paradigmas e uso de práticas menos intuitivas, que compõem o arsenal existente de práticas ágeis.

Desde que passamos a usá-las ou introduzi-las nas empresas, a realidade mudou para estas equipes. Mas, ainda assim, existe certa desconfiança sobre a utilização destas práticas: parecem frágeis, feitas “nas coxas” e soam como brincadeira – é “aquela turma dospost-its”. Afinal, as metodologias tradicionais de gestão de projetos ou de desenvolvimento de software estão aí há décadas, geram uma incrível quantidade de documentação e não deve haver nada mais robusto que isso, não é mesmo? Bem, não é bem assim.

Apesar de simples (muitos simples!), as práticas ágeis requerem muita disciplina e processos estruturados para garantir as entregas periódicas. Requerem ainda transparência e muita interação com o cliente, que acaba se envolvendo de tal forma com o método de trabalho e com o produto a ser entregue, que passa a ser o primeiro a defender a equipe de Tecnologia. Ele não é mais aquele “inimigo”, que fica mudando o escopo a cada instante e culpa o desenvolvimento pelo não cumprimento de prazo. A entrega é tão dele quanto de qualquer outro no time e a colaboração flui. Além disso, as mudanças, antes tão indesejadas pela TI e sempre motivo de conflitos, passam a fazer parte do processo de trabalho, direcionando as entregas para o maior valor agregado ao produto final.

Estas mudanças culturais, processuais e de foco não estão limitadas ao ambiente de Tecnologia, ali na ponta, onde o produto ou sistema será desenvolvido. Ao contrário, precisa ocorrer em todo o “value stream”, desde seu início nas definições estratégicas e a escolha correta do portfólio (“o que fazer”). O foco é no valor a ser gerado pelo que se está entregando. Então, entender como captar este valor e medi-lo passa a ser de grande relevância e chave em todo o processo. A entrega (o desenvolvimento) também precisa ser bem feita, é claro!, e é importante ter este fluxo estruturado (o “como fazer”). Mas, a esta altura, o trabalho colaborativo já está estabelecido: uma transformação em todos os níveis, através da criação de uma cultura de participação, autonomia, engajamento, responsabilidade, transparência com muito trabalho em equipe para entrega de valor para o negócio. Simples assim.

IDG Now: Big Data deve ser visto com atenção



Tenho participado de vários eventos sobre o tema Big Data e ainda observo que existe muita curiosidade e pouca ação. Curiosamente, vejo que o desconhecimento do conceito de Big Data continua elevado.
Este desconhecimento pode explicar, pelo menos em parte, o resultado de uma recente pesquisa feita pela Information Difference (http://www.informationdifference.com/), que perguntou a CIOs de diversas empresas o status das suas ações de Big data. Entre os entrevistados, 30% responderam que ainda não tinham planos para tal e 37% disseram que iniciariam provas de conceito ainda este ano ou no ano que vem. Apenas 32% disseram que estavam com projetos em atividade. Ou seja, grosso modo, 1/3 está fazendo alguma coisa, 1/3 está pensando e 1/3 ainda nem começou a pensar no assunto…
Mas, quando se fala em grandes volumes de dados – o primeiro V do conceito de Big Data - não se fala em algo novo. Em ciências como astronomia, climatologia e física, ou mesmo na indústria cinematográfica, há muitos anos se lida com imensos volumes de dados. O CERN, por exemplo, gera 35 petabytes de dados por ano (https://gigaom.com/2013/09/18/attacking-cerns-big-data-problem/). Aliás, o conceito de Big em volume de dados é bem relativo. No inicio dos anos 2000, falar em terabyte era espantoso. Hoje, um serviço como o Google Drive oferece um terabyte por cerca de 10 dólares.

A evolução da geração de dados na sociedade digital vem acontecendo de forma muito rápida. No ano 2000 apenas 25% dos dados estavam em formato digital. Hoje mais de 98% de todos os dados gerados no mundo estão em formato digital. Ano que vem deveremos gerar cerca de oito zetabytes e em 2020 cerca de 44 zetabytes (44 trilhões de gigabytes). Vale a pena dar uma olhada na pesquisa “Digital Universe” do IDC em http://www.emc.com/leadership/digital-universe/index.htm.

Este volume de dados é gerado por diversas fontes, como mídias sociais (a cada minuto o Facebook gera 350 GB de dados e são criados 278.000 tuites), smartphones, sensores, sistemas nas empresas, planilhas em nuvem, etc. Os objetos geram cada vez mais dados. A indústria automotiva estima que em 2020 os carros conectados gerarão cerca de 11 petabytes. Veja o estudo da CAR – Center for Automotive Research em http://www.cargroup.org/?module=Publications&event=View&pubID=107. Este é o segundo V do conceito: variedade. Os dados são gerados por diversas fontes, e na sua imensa maioria não estão estruturados ou seja não são formatados por bancos de dados tradicionais como os do modelo relacional.

Claro que nem todos os dados gerados são úteis. Em 2013, cerca de 20% dos dados gerados podiam ser considerados válidos para análise, percentual que deve crescer para 35% em 2020. Hoje menos de 5% são realmente analisados. Este ponto nos chama atenção para o terceiro V do conceito, que é veracidade. Do turbilhão de dados, temos que extrair o que realmente nos interessa e nos agrega valor.

Em muitas aplicações a velocidade com que os dados são processados, analisados, e ações e decisões são tomadas é essencial. Com o tempo o valor de muitos dados decresce sensivelmente. Por exemplo, tuites tem mais significado no momento em que acontecem, permitindo entender determinadas tendências em tempo real. Sensores de fluxo de veículos tem significado se analisados em tempo real de modo a impedirem a ocorrência de congestionamentos. Este é o quarto V: velocidade.

E podemos considerar que o vetor resultante da aplicação dos conceitos de Big Data é o valor para os negócios. O quinto V!

Na prática nem todas os V têm a mesma importância para determinada empresa ou aplicação.

Big Data deve ser visto com atenção. Sinaliza o inicio de uma grande transformação na sociedade. Uma sociedade data-driven será bem diferente da que conhecemos hoje. Como o telescópio nos permitiu compreender o universo e o microscópio nos abriu um mundo novo e até então desconhecido dos germes, o Big Data vai nos abrir uma nova maneira de sentir o mundo à nossa volta. Sairemos de modelos mentais baseados na escassez de dados (coletar dados era uma tarefa difícil quando a maior parte dos dados não estavam em formato digital, como no ano 2000), para abundância de dados. O Google, por exemplo, processa mais de 24 petabytes de dados por dia e a cada minuto o 1,2 bilhão de usuários do Facebook clicam no botão Like mais de 1,8 milhões de vezes, o que faz com que estas empresas conheçam mais de nós que nós mesmos…

O impacto disso é de difícil visualização. E será bem mais impactante que a invenção da prensa, que mudou o nosso mundo. De 1453 a 1503, cerca de oito milhões de livros foram publicados, que foi uma produção de conteúdo maior que toda a sociedade havia gerado via escribas nos 1200 anos anteriores. Em 2010, Eric Schmidt, então CEO do Google afirmava que em dois dias a sociedade já gerava tantos dados desde seus primórdios até 2003. Imaginemos nos próximos anos, com a geração de dados sendo duplicados a cada dois anos.

Big Data nos abre o que podemos chamar de portas para uma “intelligent economy” ou economia inteligente que produz um fluxo continuo de informações, que podem ser monitoradas e analisadas.

Ainda é um cenário imaturo, como as pesquisas mostram, e existem poucos exemplos de “melhores práticas”. Portanto é uma iniciativa inovadora para maioria das empresas, com os riscos e claro, as recompensas dos empreendedores inovadores. Mas ficar parado esperando a onda chegar será perigoso, pois, provavelmente até o fim da década, Big Data passará ser apenas “Just Data”. Será o modelo natural de pensar análises de dados. Neste momento

Big Data se tornará ubíquo nas empresas e o termo Big deixará de fazer sentido. Aí será a hora de contar os vencedores e os derrotados…


Folha de S. Paulo: Empresa brasileira lança mistura de televisão, computador e tablet

Alexandre Orrico

O colosso na foto abaixo é um misto de televisão, PC e tablet, batizado de MaxPad.
Produzida pela Apek, uma empresa de Campinas (95 km de São Paulo), o produto vem com Windows 8, tela sensível ao toque e configurações de um computador robusto.
Divulgação 
"As tecnologias de touchscreen já estão difundidas no mercado de smartphones e tablets, mas não há no mercado muitos produtos de tela grande com essa tecnologia", diz Rafael Tonelli, diretor comercial da companhia.

Lançado neste mês, o equipamento permite ao usuário manipular o conteúdo de TV a cabo -além de poder pausar a programação e gravar até duas horas e meia, é possível pesquisar imagens da tela na internet, desenhar, fazer anotações e fazer capturas de tela e compartilhá-las por e-mail e redes sociais.

A tecnologia é a mesma que equipa vários totens de companhias aéreas em aeroportos brasileiros e também telões utilizados por alguns canais brasileiros em jornais e programas esportivos.

O MaxPad possui um hardware com processador AMD de quatro núcleos e 3,8 GHz, placa gráfica ATI Radeon 4660, 8 Gbytes de memória, SSD de 60 Gbytes e HD de 500 Gbytes. É possível aumentar a capacidade dos componentes como em um PC comum.

O resultado é um produto parrudo e pesado, mas que responde com rapidez aos comandos por toque nos testes feitos pela Folha.

O ponto negativo fica por conta das bordas de vidro entre a tela e a moldura, que são estreitas demais e podem dificultar algumas funções do Windows ativadas por toque, como abrir o menu de configurações, que exige que o gesto tenha início antes da área útil da tela.

TV BRAZUCA

O MaxPad foi desenvolvido e é fabricado no Brasil. Componentes como microchips e o painel, contudo, não têm similares nacionais.

"Parte da tecnologia embarcada no produto é fornecida por empresas estrangeiras, como é o caso dos painéis de LED, que têm apenas cinco fabricantes em todo o mundo", diz Tonelli.

Ele será vendido pela rede Fnac além do próprio site da empresa. São três as opções de telas disponíveis: 39 polegadas, 50 polegadas e 64,5 polegadas. Os preços variam de entre R$ 16 mil e R$ 30 mil.

G1 - 'Facebook político' conecta candidatos a eleitores na Europa


Lançada em março deste ano, plataforma permite a aspirantes a Parlamento europeu manter perfis e dialogar com usuários.
GovFaces funciona nos mesmos moldes do Facebook,
 permitindo a políticos dialogar com potenciais eleitores 


De olho nas redes sociais, candidatos ao Parlamento europeu incorporaram uma nova ferramenta para conquistar eleitores: o GovFaces, uma espécie de 'Facebook' dedicado exclusivamente a assuntos políticos.

Lançado em março deste ano em Genebra, na Suíça, o site contava, até semana passada, com perfis de 35 candidatos, de 12 países diferentes.

O GovFaces funciona nos mesmos moldes do Facebook, permitindo a políticos dialogar com potenciais eleitores, além de manter perfis com vídeos, tuítes e notícias em suas páginas pessoais.

No site, os usuários podem fazer perguntas e comentários públicos ou enviar mensagens privadas aos candidatos. Os temas variam desde direito do consumidor à atual participação da União Europeia na crise entre Ucrânia e Rússia.

Também é possível avaliar o desempenho do político, dando notas de 1 a 5 sobre temas como Educação e Saúde. Os assuntos mais votados por outros eleitores ganham destaque no site.

'Há uma imensa diferença entre a língua usada nas negociações da ONU, por exemplo, e a que eu uso para conversar sobre política com meus pais durante o almoço. E isso acontece em todos os países do mundo. Queremos mudar esse cenário', afirmou à BBC Brasil Jon Mark Walls, CEO do GovFaces.

Atualmente, a plataforma conta com cerca de 1 mil cidadãos europeus registrados e conectados. Segundo Walls, Facebook e Twitter disseminam conteúdo em massa sem promover real interação entre candidatos e eleitores.

'Os políticos podem responder por vídeo e interagir diretamente com seus constituintes. O impacto é enorme porque, para o eleitor, pode ser emocionante ver um parlamentar responder a uma pergunta sua, chamando-o pelo nome', explicou Tudor Mihailescu, diretor do GovFaces.

Interação online
Pesquisas de mercado realizadas pela start-up durante dois anos revelaram que apenas 7% do conteúdo publicado por políticos e candidatos em suas páginas no Facebook e Twitter correspondiam à 'interação significativa' com os eleitores do outro lado da tela.

Além disso, apenas 13% dos eleitores afirmaram encontrar nessas redes sociais informação suficiente sobre as plataformas políticas de seus candidatos.

Os dados ganham contornos alarmantes diante do fato de que 90% dos parlamentares europeus possuem perfil em mídias sociais, quase três vezes mais do que em 2009, segundo estimativas oficiais da União Europeia em Bruxelas.

Enquanto isso, cerca de 50% dos jovens entre 16 e 25 anos de idade no Reino Unido gostariam de ver mais informações sobre política nas redes sociais, de acordo com pesquisa divulgada em maio pela ONG britânica Swing the Vote.

'Acho que tem bastante informação nas redes sociais sobre os candidatos ao Parlamento Europeu, mas é a mesma coisa que um outdoor na rua. Você olha e passa reto, não há diálogo nenhum', disse Emily Keys, 24, estudante de Direito em Londres.

Em entrevista nesta semana ao jornal britânico The Independent, a chefe do departamento de alcance político do Facebook, Katie Harbarth informou que, em 2013, eleições foram o segundo assunto mais comentado na rede social. Em primeiro lugar, apareceram os posts sobre a nomeação do papa Francisco. Diariamente, 26 milhões de pessoas acessam o Facebook no Reino Unido.

Um estudo publicado pela revista Nature, em 2012, também sugeriu que a influência das redes sociais pode ser a melhor maneira de aumentar a participação nas urnas. Segundo a pesquisa, em 2010, o Facebook criou um botão especial para as eleições nos Estados Unidos com a mensagem 'I voted' ('Eu votei', em tradução livre), que teria encorajado mais de 300 mil eleitores a votarem.

Nas eleições parlamentares europeias deste ano, a estimativa é de que 27% dos eleitores de primeira viagem não participem das votações.

Folha de S. Paulo: Aplicativos de smart TV são alternativa para "fugir" da Copa


Bruno Romani

Copa vai ter, mas para alguns, não deveria. Se você não aguenta mais ver o bigode do Felipão nos comerciais ou simplesmente não gosta de futebol, as TVs inteligentes ajudam a pular o torneio.

Como nos smartphones, os apps oferecem diversas funcionalidades, que permitem ignorar aquilo que está na programação dos canais. Os aplicativos de vídeo, claro, são a principal pedida.
"O consumidor começou a entender melhor o que é uma smart TV, e o Netflix teve participação nisso", explica André Romanon, gerente sênior de TV da Philips.
Ele se refere à evolução pela qual as TVs inteligentes passaram desde o surgimento até o momento atual.
Quando apareceram, em 2008, o mundo ainda estava enraizado no universo dos computadores –celulares inteligentes engatinhavam e os tablets nem existiam para o consumidor comum. Logo, a expectativa era de que as TVs emulassem a experiência do PC ou do notebook.

Isso, na época, era impossível de acontecer. O processamento computacional era sofrível, e as interfaces não casavam com o controle remoto comum. Com o tempo, os aplicativos de vídeo foram se tornando os mais acessados –TV, afinal, é para ver TV.

Hoje em dia, as TVs contam com apps de sites de vídeo populares na internet, como o YouTube, e de canais de TV tradicionais, muito úteis para assistir a programas específicos no horário em que o telespectador escolher.
Editoria de Arte/Filipe Rocha/Folhapress 



Além disso, há canais on-line menos conhecidos e serviços de assinatura de filmes e seriados, como o Netflix.

O maior problema ainda é a disponibilidade. Nem sempre o que aparece na plataforma de um fabricante também terá presença garantida nas dos outros.

A Folha selecionou alguns aplicativos de vídeos que tornam possível ficar longe do mundo até a final da Copa, em 14 de julho.


G1 - Empresa lança app para recarga e checagem de saldo do Bilhete Único


Aplicativo quer reduzir número de usuários em filas 
              para recarga de Bilhete Único
Disponível desde o dia 20, app funciona somente no sistema Androide. Desenvolvedora afirma que mais de 22 mil usuários fizeram o download.

Lançado há três dias, um aplicativo permite que alguns usuários que utilizam transporte público em São Paulo chequem o saldo do Bilhete Único e recarreguem os cartões em seus aparelhos celulares. Gratuito, o app pode ser baixado na Play Store do Google.

Segundo a empresa Rede Ponto Certo, desenvolvedora e responsável pela recarga dos bilhetes, o sistema funciona em celulares com tecnologia NFC e, por ora, está disponível apenas para sistemas Android.

A empresa garante que com o app aberto, bastará aproximar o cartão do aparelho para ter acesso às informações sobre saldo e o vencimento dos créditos. Para conseguir recarregar o cartão, entretanto, o usuário precisa fazer o cadastro na loja virtual do aplicativo e gerar o boleto bancário. Após o pagamento, os créditos são liberados. 

A Rede Ponto Certo revela que desde o dia 20, mais de 22 mil usuários baixaram o aplicativo – o que representa menos de 1% no universo de 6 milhões de usuários de transporte público em São Paulo. A empresa oferece um serviço 24 horas de atendimento e suporte, que deve ser feito pelo telefone: (11) 4003-1423.

Procurada pela reportagem do G1, a SPTrans disse não ter informações sobre o assunto.

Folha de S. Paulo: Apple admite falha no iMessage com usuário que troca iPhone por Android

Bruno Romani

A Apple admitiu um problema com o iMessage que tem incomodado ex-usuários do serviço: ao trocar o iPhone por outra plataforma, como o Android, eles deixam de receber mensagens SMS de seus contatos que têm iPhone. Isso acontece em casos em que número fica associado ao iMessage. A Apple diz ter corrigido um problema nos servidores do iMessage e que o próximo passo é uma atualização futura para iOS.

TED NO BRASIL

O TED, conferência que oferece palestras de tecnologia, entretenimento e design -daí o nome-, anunciou na última terça-feira (20) os 40 primeiros palestrantes do evento TEDGlobal, que acontecerá no Rio.
Entre os nomes estão o neurocientista Miguel Nicolelis, o cineasta José Padilha ("Tropa de Elite"), o ativista de inclusão digital Rodrigo Baggio e o jornalista Glenn Greenwald. O evento ocorre de 5 a 10 de outubro.

LEVADA

A fabricante de baterias personalizadas SJC criou para um de seus clientes um kit inspirado no jogo "Super Mario"; o preço da belezura não foi divulgado.

EM BANDO

A Samsung pode lançar um óculos de realidade virtual para competir com o Oculus Rift. Segundo o "Engadget", ele chegaria este ano nas lojas.

MAGOOU

Embora esteja conversando com a Samsung por um acordo pelas patentes, a Apple estaria insatisfeita com John Quinn, advogado da fabricante sul-coreana. Em entrevistas, ele chamou a Apple de "jihadista" e comparou a disputa judicial à Guerra do Vietnã.

AMARELOU

A Microsoft está desenvolvendo celulares com Android -eles seriam os sucessores do Nokia X, aparelho que conta com uma versão bastante modificada da plataforma. A empresa, no entanto, não está abandonando o Windows Phone, afirma o site "BGR".

FINALMENTE

"Minecraft" ganhará versões para PS4, PS Vita e Xbox One em agosto. Custará US$ 19,90. O jogo já vendeu 50 milhões de cópias desde 2009.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Portal do Servidor Público da Bahia: Servidores dos setores de RH se reúnem para discutir novo projeto de gestão de pessoas



Servidores dos setores de RH se reúnem para discutir novo projeto de gestão de pessoas
Ultima Atualização: 21/05/2014 às 09:20:09

Servidores dos setores de recursos humanos do Estado reuniram-se na manhã desta terça-feira (20), no auditório da Secretaria da Educação,para conhecerem o novo projeto de gestão de pessoas: o RH Bahia – gerenciado pela Secretaria da Administração (Saeb) -, que está em fase de implantação. O novo sistema vai racionalizar e otimizar os gastos com o funcionalismo, além de levar mais transparência para a sociedade. 

O secretário da Administração, Edelvino Goés, lembra que o projeto será implantado em 68 órgãos e, por isso mesmo, a cooperação da equipe de recursos humanos será essencial. “Cada um de vocês [presentes na reunião] será disseminador dessa nova ferramenta. O êxito na execução do RH Bahia também depende do envolvimento dos setores de recursos humanos das Secretarias Estaduais”, afirma o Secretário. A expectativa dele é que com o novo sistema os servidores tenham o histórico funcional disponível no Portal do Servidor.

Na opinião de Adriano Tambone, superintendente de recursos humanos da Saeb, a implantação do novo projeto trará resultados satisfatórios. “A ação possibilitará diminuição de erros de recebimento de pagamentos, mais segurança e confiabilidade, resultando em menos risco de fraudes para o Estado”. 

O RH Bahia foi institucionalizado em 2012 por decreto governamental e será implantado pela Resource IT Solutions. Vencedora da licitação, a empresa atendeu os 231 requisitos exigidos no edital da Saeb. Durante a reunião, Wilson Freitas, gestor do negócio do projeto, e Patrícia Quadros, líder do Projeto, expuseram os passos de implantação do software. 

Patrícia mostrou aos presentes a estratégia de implantação do RH Bahia: em janeiro de 2015 as empresas públicas e as sociedades de economia mista receberão o novo sistema. A primeira Secretaria será a de Educação.JáWilson lembrou que o projeto é para os servidores e está sendo desenvolvido para facilitar a rotina deles. “Por exemplo,O sistema permitirá que a partir da assinatura eletrônica do Secretário, automaticamente o ato será encaminhado para publicação na Egba, a base de dados será atualizada e os pagamentos referentes ao ato serão calculados e lançados na folha de pagamento do servidor”.

A coordenadora de recursos humanos da Polícia Civil, Regina Barbosa, participante do evento, diz que com o novo sistema os processos serão mais organizados. Vânia Evangelista, servidora do setor de Rh da Secretaria de Segurança Pública, acrescenta que para ela o maior benefício será unificar as informações. “As secretarias serão interligadas. Os dados de servidores que vieram de outra secretaria estarão disponíveis para nós em meio digital, isso vai agilizar e melhorar muito nossa rotina”, afirma Vânia.

Projeto - O Projeto RH Bahia foi lançado em março pelo Governo do Estado da Bahia. Os novos sistemas de gestão de pessoas, com software Human Capital Management (HCM), atenderão 68 empresas e órgãos públicos do estado.

A medida dará mais agilidade a processos como folha de pagamento, benefícios, interação bancária, rotinas trabalhistas, saúde e segurança para os 273 mil servidores públicos, incluindo ativos, aposentados e pensionistas. A Bahia é pioneira no país neste tipo de iniciativa. A gestão do novo sistema está sendo feita pela Saeb em parceria com a Companhia de Processamento de Dados da Bahia (Prodeb).



Fonte: "Servidores dos setores de RH se reúnem para discutir novo projeto de gestão de pessoas | Portal do Servidor Público da Bahia." Servidores dos setores de RH se reúnem para discutir novo projeto de gestão de pessoas | Portal do Servidor Público da Bahia. http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/noticias/gestao/servidores-dos-setores-de-rh-se-reunem-para-discutir-novo-projeto-de-gestao-de-pesso (accessed May 23, 2014).

Gizmodo: Onionshare é um software para quem quer compartilhar arquivos com segurança e anonimato


Gizmodo: Onionshare é um software para quem quer compartilhar arquivos com segurança e anonimato



Vamos dizer que você tem em mãos documentos confidenciais bombásticos – como os de Edward Snowden – e quer um lugar seguro para enviá-los mantendo o seu anonimato. O Onionshare é um software gratuito exatamente para isso, e foi lançado nesta semana.

Criado por Micah Lee, um especialista em criptografia do site The Intercept – criado pelo jornalista Glenn Greenwald após deixar o The Guardian -, o Onionshare envia os arquivos através da rede do Tor para o seu destinatário, e, assim, não cai nas mãos das autoridades. “É basicamente 100% darknet”, explica Lee.

Lee teve a ideia de desenvolver o Onionshare após ler um pouco sobre a aventura de Greenwald e os desafios enfrentados pelo jornalista enquanto tentava transportar os arquivos vazados por Snowden de um canto para o outro do mundo. Em certo momento, Greenwald descobriu que seus arquivos estavam corrompidos, e ele precisava recuperar cópias deles com a jornalista Laura Poitras, que estava na Alemanha. Como fazer isso de maneira segura? Usando um drive USB transportado pelo parceiro de Greenwald, David Miranda, para o Brasil. Lembra daquele caso em que Miranda passou nove horas detido em um aeroporto em Londres? Então, ele estava com esses drives USB.

O funcionamento do Onionshare é até simples. Quando alguém tenta enviar um arquivo, o software cria um site temporário protegido por senha na rede do Tor. O destinatário recebe a URL e a senha para o site através de mensagens criptografadas e acessa o site – ali, pode baixar os arquivos. Apenas um dos lados precisa do Onionshare: quem quer enviar. Quem vai receber só precisa usar o navegador do Tor.

Por enquanto o Onionshare, disponível no GitHub, só roda através de linha de comando no sistema operacional Tails, baseado no Tor e que pode ser usado em máquinas com Windows e Mac, mas a ideia é que ele receba versão que rodem diretamente nos sistemas da Microsoft e da Apple.
Fonte: Junqueira, Daniel . "Onionshare é um software para quem quer compartilhar arquivos com segurança e anonimato." Gizmodo Brasil Onionshare um software para quem quer compartilhar arquivos com segurana e anonimato. http://gizmodo.uol.com.br/onionshare/ (accessed May 23, 2014).