segunda-feira, 29 de julho de 2013

INFO: Sites de governo brasileiros são os mais infectados com malware



São Paulo - Uma pesquisa em sites de governo apontou que o Brasil lidera o ranking de páginas oficiais infectadas por malware em toda a América Latina. 

Para chegar aos resultados, a empresa de segurança Eset avaliou, na primeira quinzena de julho, mais de 4,5 mil sites latino-americanos para mapear e identificar o perfil das páginas infectadas e os principais ataques realizados. 

E segundo a pesquisa, os sites relacionados a entidades governamentais e de educação estão entre as páginas mais infectadas por códigos maliciosos e respondem a 5% dos conteúdos analisados. 

E quando considerado apenas páginas oficiais de governo, 33% dos endereços com malware se encontram no Brasil. México e Peru estão logo em seguida com 20% e 12%, respectivamente. 

Em 90% dos casos, os problemas mais comuns encontrados em sites governamentais são infecções por Trojans (cavalo de troia). O restante dos 10% representam backdoors e worms. 

Metade desses códigos maliciosos estão escritos em linguagem JavaScript do tipo Iframe, que se escondem no código HTML da página. 

De acordo com a pesquisa, os cibercriminosos preferem utilizar meios intermediários de propagar o malware, como o uso de uma página web vulnerável. Para evitar este tipo de ataque, a empresa recomenda a constante atualização dos pacotes de segurança para servidores.

Fonte: Campi, Monica . "Sites de governo brasileiros são os mais infectados com malware | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/07/sites-de-governo-brasileiros-sao-os-mais-infectados-com-malware.shtml (accessed July 29, 2013).

Código Fonte: Start-Up Brasil anunciará empreendimentos selecionados na segunda-feira



Segunda-feira, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai anunciar as 54 start-ups escolhidas para a primeira edição do programa Start-Up Brasil. A divulgação acontecerá no prédio da Fiesp, em São Paulo, em evento fechado para a imprensa.

Segundo a organização do projeto, 908 empreendimentos foram inscritos para a fase de seleção, sendo 672 brasileiros. Uma equipe de especialistas foi recrutada pelo governo federal para realizar a avaliação das start-ups.

As empresas selecionadas tem até 3 anos de vida, e desenvolvem produtos ou serviços ligados à tecnologia. Os empreendimentos selecionados receberão até R$ 200 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na forma de bolsas de pesquisa. Além disso, as aceleradoras que participam do programa investirão entre R$ 20 mil e R$ 1 milhão nas start-ups participantes.

Em fevereiro, o governo fez o anúncio de quais seriam as aceleradoras responsáveis pelo acompanhamento do programa. As empresas escolhidas foram Aceleratech, 21212, Papaya, Wayra, Outsorce, Fumsoft, Start You Up e a Microsoft.

Fonte: Yung, Rodrigo . "Start-Up Brasil anunciará empreendimentos selecionados na segunda-feira | Código Fonte." Código Fonte | Tecnologia de [a-Z]. http://codigofonte.uol.com.br/noticias/start-up-brasil-anunciara-empreendimentos-selecionados-na-segunda-feira (accessed July 29, 2013).

G1: Grupo da UFBA lança aplicativo com mapa de pontos de Wi-Fi em Salvador



O LAB 404, grupo de pesquisa da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), desenvolveu um aplicativo em que o usuário pode, por meio do GPS de um smartphone, encontrar os pontos de internet sem fio (wi-fi) da capital baiana.

Batizado de "Wi-Fi Salvador", o aplicativo, para as plataformas iOS e Android, mostra os pontos de acesso divididos em categorias e entre pagos e gratuitos.

O programa, que será disponibilizado de forma gratuita, será lançado na quarta-feira (31), a partir das 18h, em evento aberto ao público na Faculdade de Comunicação (Facom), na rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina.

Na ocasião, ainda ocorrem duas palestras com os professores doutores André Lemos, idealizador do projeto, e Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O projeto tem a intenção de divulgar as conexões sem fio pela cidade e, assim, facilitar a localização de pontos Wi-Fi, além de "pensar o uso do espaço urbano, a reconfiguração de lugares e os novos processos de espacialização" devido às redes sem fio e às tecnologias móveis. A base de dados do aplicativo tem mais de 150 locais que disponibilizam Wi-Fi.

Fonte: "G1 - Grupo da UFBA lança aplicativo com mapa de pontos de Wi-Fi em Salvador - notícias em Bahia." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/07/grupo-da-ufba-lanca-aplicativo-com-mapa-de-pontos-de-wi-fi-em-salvador.html (accessed July 29, 2013).

INFO: Alteração no Marco Civil autoriza 'internet lenta'



São Paulo – O Marco Civil da internet, um conjunto de regras para uso da web, ganhou um novo texto nesta semana. Um dos novos trechos autoriza as operadoras a diminuir a velocidade da banda larga dos usuários que ultrapassarem o limite do pacote de dados contratado. A informação é da Folha de S.Paulo.

O novo trecho traz uma grande mudança em relação ao que estava no texto anterior do Marco Civil, que tramitava entre os deputados e senadores. No texto antigo, as teles seriam proibidas de reduzir a velocidade da conexão do usuário em qualquer circunstância, por considerar que a redução afetava o princípio de “neutralidade da rede”.

Se o novo texto for aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, as operadoras não só poderão vender pacotes de dados limitados como reduzir a velocidade assim que quiserem. Mais: poderão limitar o acesso e velocidade a determinados serviços web, por exemplo, sites de torrents. Além do mais, as operadoras terão amparo legal para uma prática que, em tese, já executam hoje.

O novo texto do Marco Civil, segundo a reportagem da FSP, foi aceito positivamente pelo relator do projeto, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ). A esperança é que as alterações acelerem a votação e a aprovação do Marco Civil da internet, que está no congresso parado há quase dois anos.

O novo texto, no entanto, poderá adiar ainda mais a votação do Marco Civil. A mudança pode incomodar setores do governo e alguns deputados que são contrários ao corte de velocidade nas conexões de internet.

Operadoras – Ao mesmo tempo que desagrada os usuários de banda larga, o novo texto do Marco Civil deixa as operadoras mais felizes. Pois ele altera um dos trechos que mais incomodavam as teles.

As operadoras, desde o começo da discussão do Marco Civil, reclamavam que o conjunto de regras antigo tirava a autonomia delas para gerenciar a rede de internet no Brasil. Com o novo, elas alegam que podem ter mais controle e, assim, entregar mais qualidade. 

Fonte: Candido, Fabiano . "Alteração no Marco Civil autoriza 'internet lenta' | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/internet/2013/07/alteracao-no-marco-civil-autoriza-internet-lenta.shtml (accessed July 29, 2013).

INFO: Brasil lança portal sobre cooperação humanitária internacional



Brasília – O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, lançou hoje (26) um portal sobre as ações do país nas cooperações humanitárias internacionais.

Desenvolvido pela Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome, o portal, que pode ser acessado pelo site do ministério, traz informações das ações de assistência emergencial prestadas pelo governo brasileiro, além de publicações sobre o tema.

Segundo o Itamaraty, será também um espaço de comunicação formal sobre assuntos humanitários e para a apresentação de diretrizes e prioridades na cooperação internacional.

Além de dar visibilidade às ações do Brasil, o portal tem o objetivo de estimular o debate sobre o papel do país em situações de emergência e de crises humanitárias, na questão da segurança alimentar e no tema de redução do risco de desastres. A nova página na internet também visa ao diálogo com a sociedade civil.

Segundo o governo, desde 2011, o país doou, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), mais de 300 mil toneladas de alimento para 35 países, entre eles Bolívia, Cuba, Equador, Burundi, República Democrática do Congo, Etiópia, Gâmbia, Honduras, Uganda, Moçambique, Níger, Senegal e Zimbábue. As contribuições brasileiras ao programa aumentaram de US$ 1 milhão, em 2007, para US$ 82 milhões, em 2012, o que faz o país estar entre os dez maiores doadores mundiais do PMA .

Desde 2003, o governo contribuiu com ações humanitárias em mais de 50 países, em sua maioria na América Latina, Caribe, África e Ásia, de acordo com o ministério.

Fonte: "Brasil lança portal sobre cooperação humanitária internacional | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/internet/2013/07/brasil-lanca-portal-sobre-cooperacao-humanitaria-internacional.shtml (accessed July 29, 2013).

MundoBit: Brasil registra grande migração da internet móvel 2G para 3G



Como dissemos essa semana, o 3G no Brasil ainda precisa se consolidar. Um novo balanço divulgado nesta sexta (26) mostra que existe hoje no Brasil uma grande migração de usuários da segunda geração (2G) para 3G. Entre agosto de 2012 e abril de 2013, a agência contabilizou um aumento de 14,53 milhões de pontos de tecnologia 3G, ao mesmo tempo em que houve uma queda de 8,42 milhões de pontos 2G.

A quarta geração (4G), iniciada mais recentemente, registrou pouco menos de 48,5 mil pontos instalados. Com isso, o saldo contabilizado pela Anatel de adições líquidas agregadas de tecnologias é 6,15 milhões de pontos no período. “Como os dados de internet 2G e 3G estão desagregados no relatório, [confirmamos] a tendência de migração [dessas tecnologias]. O usuário agora quer mais do que voz. Quer a internet no seu celular, e este é o desafio que as operadoras terão para melhorar a prestação de serviços”, disse o presidente da Anatel, João Batista de Rezende, ao apresentar a avaliação trimestral do setor.

A avaliação feita pela Anatel ocorre um ano após o período de proibição de vendas de novos chips das operadoras, devido à má qualidade na prestação dos serviços. A suspensão das vendas ocorreu entre 23 de julho de 2012 e 3 de agosto. Segundo a avaliação, as quatro operadoras atingiram as metas nos serviços 3G, mas no 2G apenas a Claro atingiu o parâmetro de referência.

A TIM é a empresa que lidera no número de reclamações feitas à central de atendimento da Anatel, tanto em termos absolutos como relativos. Houve 3,5 mil reclamações contra a empresa, apenas em abril. Em segundo lugar, também em termos absolutos e relativos, está a Claro, com pouco menos de 2,5 mil, seguido da Vivo, com cerca de 1,6 mil, e a Oi (1,5 mil). Em termos relativos há apenas uma inversão de posições entre a Oi e a Vivo, que passam a ocupar a terceira e quarta posição, respectivamente. A central de reclamações da Anatel registra que a maior queixa dos usuários é relativa a problemas na cobrança (48%). [As informações são da Agência Brasil]

Fonte: Floro, Paulo . "Brasil registra grande migração da internet móvel 2G para 3G | MundoBit - O blog de Tecnologia do Portal NE10MundoBit – O blog de Tecnologia do Portal NE10." NE10 - É muito mais Portal - Recife, Pernambuco, Nordeste, Brasil . http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2013/07/26/brasil-registra-grande-migracao-da-internet-movel-2g-para-3g/ (accessed July 29, 2013).

INFO: Desoneração só valerá para smartphone com opção de apps



Brasília – O Ministério das Comunicações divulgou hoje (26) mudanças em uma das exigências para as empresas que quiserem obter benefícios fiscais para a fabricação de smartphones. A regra inicial era que os aparelhos deveriam vir com um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no Brasil, mas agora as empresas poderão disponibilizar os aplicativos para que os usuários instalem e desinstalem quando quiserem.

Segundo o economista do Ministério das Comunicações Thales Marçal, os smartphones deverão ter um ícone na tela, onde será possível escolher os softwares do aparelho. O Ministério das Comunicações trabalha agora na definição dos critérios que serão exigidos para que um aplicativo possa ser considerado nacional. As regras devem ser publicadas em breve.

A portaria publicada hoje no Diário Oficial da União, também exige que os fabricantes mantenham o Ministério das Comunicações informado sobre os aparelhos de cada empresa que serão contemplados com a desoneração fiscal.

A desoneração dos impostos federais PIS/Cofins dos smartphones foi aprovada pela Lei 12.715/2012, que incluiu os aparelhos na Lei do Bem. Os critérios de enquadramento dos celulares foram regulamentados pelo Decreto 7.981/2013 e a Portaria 87/2013, do Ministério das Comunicações, estabeleceu as características técnicas mínimas que os aparelhos devem apresentar para que possam usufruir da desoneração fiscal na venda a varejo.

Fonte: "Desoneração só valerá para smartphone com opção de apps | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2013/07/desoneracao-so-valera-para-smartphone-com-opcao-de-apps.shtml (accessed July 29, 2013).

Portal Fator Brasil: Forum de Tecnologia e Inovação debate inclusão digital e estrutura de rede de transmissão de dados


Luis Carlos Bitencourt, Diretor da Fibracem com o 
Ministro das Comunicações Paulo Bernardo e 
Eduardo Guy de Manuel, Presidente do Conselho 
Regional da Amcham Brasil – Curitiba.

Evento contou com várias empresas do setor e a presença do ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Durante o Fórum de Tecnologia e Inovação realizado pela Amcham Curitiba com o patrocínio da Fibracem, no dia 24 de julho (quarta-feira), o ministro das comunicações Paulo Bernardo falou aos empresários e profissionais do setor sobre a atual demanda, potencial e gargalos da transmissão de dados e acessibilidade digital no país.

Presente através de seu diretor geral Luis Carlos Bitencourt, a Fibracem foi citada pelo ministro como uma empresa potencialmente importante nessa transformação, por sua capacidade de pesquisa e inovação. Ainda, é única empresa com capital 100% nacional a produzir cabos e cordões de fibra óptica. “A Fibracem tem um amplo mercado para crescer. Não há outra tecnologia para substituir a fibra óptica pelo menos nos próximos 20 anos”, disse o ministro, que também ressaltou a importância de ampliar a rede em todo o país. “Precisamos fazer com que a fibra óptica chegue a todos os 5.300 municípios do país”, afirmou.

Segundo dados apresentados no fórum, a rede de internet via telefone móvel deve alcançar até o final de 2014 cerca de 135 milhões de usuários. A projeção é de que a transmissão de dados cresça cerca de 60% neste ano. Questionado sobre a velocidade da internet 3G no país, o ministro comparou. “Está lento pelo mesmo motivo que o transito é lento. Muitos carros, muitos dados”, disse, ressaltando mais uma vez que o caminho para melhorar a qualidade de transmissão de dados é a ampliação da rede de transmissão através da fibra óptica. “Precisamos de grandes investimentos em redes”, afirmou o ministro.

Para o diretor geral da Fibracem, Luis Carlos Bitencourt o fórum foi muito produtivo. “É importante estarmos atentos a todas as vertentes deste segmento, seja de e-commerce, desenvolvimento de equipamentos ou transmissão de dados. A participação do ministro foi excelente, expondo a visão do governo federal e os caminhos necessários a serem traçados para a expansão da tecnologia no país. Saímos do fórum com boas diretrizes e oportunidades. Este é o resultado deste amplo debate”, diz o diretor.

Ao finalizar sua participação no fórum, o ministro Paulo Bernardo ainda pediu especial contribuição de empresas como a Fibracem para fomentar o mercado de telecomunicação do país. “Precisamos que as empresas nos sinalizem quais são os dispositivos necessários para auxiliar neste processo”, finalizou.

Fonte: "Portal Fator Brasil." Portal Fator Brasil. http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=241862 (accessed July 29, 2013).

INFO: FAPESP lança chamada de propostas em TIC



São Paulo - A FAPESP e outras fundações de amparo à pesquisa no Brasil, o Institut National de Recherche en Informatique et Automatique (INRIA) e o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), por meio do Institut des Sciences de l’Information et de leur Interactions (INS2i), na França, lançam chamada de propostas de pesquisa.

A chamada tem por objetivo apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação na área das ciências e tecnologias da informação e comunicação (TIC), a serem executadas por uma equipe de pesquisadores brasileiros (equipe principal), com colaboração eventual de outras equipes brasileiras (equipes orbitais), e uma equipe de pesquisadores franceses do INRIA ou do INS2i-CNRS.

As áreas de pesquisa em TIC de interesse da chamada incluem, em particular: tratamento da informação; comunicação e armazenamento da informação; tratamento de sinais, dos dados e dos conhecimentos; modelagem e simulação; tecnologias de hardware e software; concepção, verificação e otimização de componentes de software; concepção, comando e controle de sistemas complexos; e interfaces homem-máquina.

As propostas devem ser apresentadas à FAPESP sob a forma de Auxílio à Pesquisa – Regular, exclusivamente em papel, até o dia 17 de setembro de 2013.

O valor global máximo a ser despendido pela FAPESP nas propostas aprovadas é de R$ 240 mil. Serão financiados: passagens aéreas e terrestres internacionais para participantes da equipe brasileira irem à França; passagens aéreas nacionais para participantes de equipe principal; diárias para participantes da equipe brasileira na França; diárias para participantes de equipe brasileira no Brasil; e seguro saúde.

A FAPESP também concederá bolsas para estágios de pós-graduandos junto à instituição da equipe francesa (até dois estágios de três meses cada), para alunos de mestrado e doutorado, e apoiará a realização de oficinas de trabalhos (eventos) com as equipes.

O INRIA e o INS2i-CNRS, em parceria com a Embaixada Francesa no Brasil, financiarão os seguintes itens, a título de contrapartida: passagens aéreas França-Brasil-França para integrantes da equipe francesa em visita à equipe brasileira principal; diárias para integrantes da equipe francesa no Brasil em visita à equipe brasileira principal; realização de oficinas de trabalho com as equipes (eventos); passagens aéreas França-Brasil-França para integrantes da equipe francesa em visita às equipes brasileiras orbitais; diárias para integrantes da equipe francesa no Brasil em visita às equipes brasileiras; e complementação da bolsa para estágio de pós-graduandos brasileiros na França.

As propostas selecionadas na chamada deverão ter o prazo máximo de execução de 36 meses.

A chamada de propostas está disponível em: www.fapesp.br/7936

Fonte: "FAPESP lança chamada de propostas em TIC | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/fapesp-lanca-chamada-de-propostas-em-tic.shtml (accessed July 29, 2013).

Folha de S.Paulo: Brincando de Prism: como monitorar seus e-mails



Quer saber como funciona o Prism, o programa dos EUA para vigiar internautas? É fácil, basta aplicar o método de análise em você mesmo. Para isso, é só ir ao site do projeto Immersion (imersão) no link bit.ly/immersn .

Quem usa Gmail faz o login autorizando o site a analisar todos as mensagens que você enviou e recebeu na vida. O resultado assusta. Vem na forma de um gráfico com todas suas relações sociais vistas por meio dos e-mails. Mostra as pessoas com quem mais temos contato e as "turmas" com quem falamos: trabalho, família, amigos etc.

O gráfico indica também quem conhece quem nos seus diferentes círculos sociais (e mostra quem foi apresentado primeiro!). Tudo isso sem entrar no conteúdo das mensagens. O Immersion (assim como o Prism) analisa apenas "metadados", ou seja, o "envelope" das mensagens, que mostra de onde elas vieram e para onde foram.

Quem acha que analisar só metadados é tranquilo e não afeta a privacidade vai se surpreender. O mero endereçamento revela muito: círculos sociais, grau de proximidade e mais. Isso feito em escala planetária preocupa (por isso implico com a Anatel quanto ao banco de dados que a agência tem com os metadados das ligações telefônicas de todos os brasileiros).

Importante: o Immersion foi feito pelo MIT Media Lab, respeitado laboratório de mídia dos EUA (do qual, vale dizer, sou pesquisador). Por isso, o usuário pode simplesmente pedir para apagar todos os seus dados quando sair. 

READER

JÁ ERA Ser monitorado e não ter defesa contra isso
 monitoramento com plug-ins do Firefox como o Ghostery.com

JÁ VEM Bloquear monitoramento no celular com versões do Android como o CyanogenMod

Fonte: Lemos , Ronaldo . "Folha de S.Paulo - Colunistas - Ronaldo Lemos - Brincando de Prism: como monitorar seus e-mails - 29/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2013/07/1318298-brincando-de-prism-como-monitorar-seus-e-mails.shtml (accessed July 29, 2013).

Folha de S.Paulo: 'Tabela de informação nutricional' sobre privacidade de apps é proposta nos EUA


Como as embalagens de alimentos que portam informações nutricionais, alguns aplicativos para aparelhos móveis podem em breve fornecer informações que permitirão aos consumidores decidir de imediato se o app é bom para eles.

Diversos grupos, entre os quais produtores de apps e defensores dos consumidores, fecharam acordo para testar um código voluntário de conduta que requereria que os produtores de apps participantes fornecessem notificações curtas sobre a coleta ou não de dados pessoais de usuários pelo seu software - ou sobre o a difusão desses dados de usuários para entidades como redes de publicidade ou empresas que revendem dados de consumidores.

A ideia é permitir que as pessoas comparem as práticas de coleta de dados de, por exemplo, apps de iluminação, e escolham aqueles que não acumulem dados como suas fotos ou listas de contatos. A determinação de que as notificações estão prontas para teste resulta de um ano de negociações --convocadas pela Administração Nacional de Telecomunicações e Informação, uma agência do Departamento do Comércio dos Estados Unidos-- com o objetivo de aumentar a transparência dos apps para os consumidores. Entre os envolvidos havia produtores de apps, empresas de marketing digital, e organizações de defesa dos direitos civis, do consumidor e da privacidade.

Na quinta-feira, muitos participantes do processo prometeram apoiar uma versão do código redigida por uma diversificada coalizão que inclui a associação setorial Application Developers Alliance e organizações civis como a American Civil Liberties Union (ACLU) e o World Privacy Forum.

ACORDO INCOMUM

Ainda que grandes produtores de apps móveis como a Apple e o Google, que desenvolve aplicativos móveis para a plataforma Android, não tenham indicado se pretendem assinar o código de conduta, os grupos envolvidos em sua redação dizem que ele representa avanço significativo na privacidade dos consumidores, em seus aparelhos móveis --e um acordo incomum entre as empresas do setor e os defensores dos consumidores.

"É uma vitória do bom senso", disse Tim Sparapani, vice-presidente de lei, política e relações com o governo na Application Developers Alliance, que representa mais de cem empresas e mais de 20 mil desenvolvedores individuais de aplicativos.

Mas outros participantes da negociação dizem que as notificações pouco fariam para oferecer aos consumidores individuais mais dados ou controle sobre as vastas quantidades de informações a respeito deles que as entidades online recolhem e analisam. As notificações exibiriam apenas uma lista limitada de categorias de coleta de dados, e não permitiriam que os consumidores excluíssem seus dados dos serviços de mineração de dados e nem mesmo que vissem os registros que empresas acumularam sobre eles.

"Uma proposta bastante modesta de defesa da privacidade foi apresentada" aos grupos envolvidos, disse Susan Grant, diretora de proteção ao consumidor na Consumer Federation of America, uma organização de pesquisa e de defesa do consumidor que representa 300 grupos de consumidores. "E com a passagem do tempo, o escopo da proposta se estreitou mais e mais".

Ela se absteve da votação sobre o código, na quinta-feira.

PRÁTICAS OCULTAS

No passado, os produtores de aplicativos receberam severas críticas de algumas autoridades regulatórias federais e defensores do consumidor por recolher dados pessoais de usuários sem o conhecimento ou consentimento deles. Uma revisão de 400 populares aplicativos para crianças disponíveis nas plataformas Google e Apple, conduzida pela Comissão Federal de Comércio (FTC) norte-americana no ano passado, concluiu que apenas 20% revelavam suas práticas de coleta de dados.

O código de conduta requereria que os produtores de apps móveis participantes exibissem notificações que indicariam se seus aplicativos recolhem detalhes específicos sobre os usuários em oito categorias: biometria, incluindo impressões digitais ou dados de reconhecimento facial; histórico de navegação na Web; registros de telefonemas ou mensagens de texto enviados e recebidos; detalhes de lista de contato, como endereços de e-mail e conexões de rede social; informações financeiras, a exemplo de dados bancários ou de crédito; dados médicos ou de saúde; dados precisos de localização; e arquivos de texto, vídeos ou fotos armazenados no aparelho.

Os signatários do código também teriam de listar quaisquer dentre oito categorias de entidades às quais seus aplicativos distribuam informações: redes de publicidade; operadoras de telefonia móvel; revendedores de dados sobre consumidores; companhias de análise de dados; entidades governamentais; sistemas operacionais; redes sociais; ou outros aplicativos.

PUNIÇÕES

As companhias que violem a promessa de respeitar o código ficariam sujeitas a punição pela FTC. O código é o primeiro passo de um plano maior do governo Obama para instituir uma carta ampla de direitos de privacidade do consumidor, que conferiria aos consumidores certos direitos de acesso, controle e correção das informações pessoais que companhias acumulam sobre eles.

No ano passado, a Casa Branca publicou um relatório no qual propunha que o Congresso implementasse uma lei de defesa da privacidade do consumidor. O relatório afirmava que um projeto de lei nesse sentido confiaria em códigos de conduta decididos por meio de negociações entre empresas e órgãos de defesa do consumidor, para especificar como diferentes setores deveriam aderir a esses princípios. O governo ainda não divulgou sua proposta de texto para o projeto de lei.

Mas alguns dos participantes que ajudaram a desenvolver as notificações de transparência para apps móveis afirmam que os ganhos modestos que o novo sistema propicia aos consumidores indicam necessidade de leis e regulamentação mais forte quanto à privacidade.

"Se desejamos avançar rapidamente por essas questões mais amplas, precisaremos de ação legislativa de alguma ordem", disse Christopher Calabrese, assessor jurídico legislativo para questões de privacidade no escritório de Washington da ACLU.

Fonte: SINGER, NATASHA . "Folha de S.Paulo - Tec - 'Tabela de informação nutricional' sobre privacidade de apps é proposta nos EUA - 26/07/2013." Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/07/1317216-tabela-de-informacao-nutricional-sobre-privacidade-de-apps-e-proposta-nos-eua.shtml (accessed July 29, 2013).

Olhar Digital: Faltam desenvolvedores de software e diretores de TI nos EUA



Para quem pensa em arriscar a vida fora do Brasil, saiba que os Estados Unidos estão cheios de oportunidades na área de TI. Pesquisa realizada pelo site Career Builder identificou que os 'desenvolvedores de software' e os 'diretores de TI/administradores de rede' são os cargos, dentro do mercado de tecnologia, mais difíceis de serem preenchidos no país.

Entre 2010 e 2013, 48,7 mil novas vagas para diretores de TI/administradores de rede foram abertas, um aumento de 7,5% em relação aos três anos anteriores. Já posições para desenvolvedores de software cresceram 11,2%, chegando a 103,7 mil vagas no período.

35% dos 2 mil gerentes de recursos humanos entrevistados disseram que a busca por profissionais capacitados demora até três meses. Entre outros cargos cobiçados, estão o representante de vendas, enfermeiro, engenheiro, operador de máquinas industriais, gerente de marketing e mecânico.

Fonte:"Olhar Digital: Faltam desenvolvedores de software e diretores de TI nos EUA." Olhar Digital: O futuro passa primeiro aqui. http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/36210/36210 (accessed July 29, 2013).

INFO: O que é ciberativismo



“Eu acredito que com o tempo, vamos alcançar um ponto onde vamos merecer viver livres do governo.” – Jorge Luis Borges (escritor – 1899 – 1986) – O Relatório de Brodie

Ciberativismo é o uso dos meios de comunicação digital como principal veículo dos cidadãos para reclamar seus direitos, convocar passeatas, registrar protestos e divulgar notícias sobre as causas geradoras de suas insatisfações. Com alto grau de emoção e de espontaneidade, esta nova forma de ativismo político é fenômeno possível devido ao crescimento e capilaridade das tecnologias de comunicação, em especial da internet e das tecnologias móveis.

Ciberpunks, hackers, estudantes e nerds conectados configuram a “massa virtual inicial” dentro das redes sociais, a qual coloca em evidência uma ou mais causas políticas. A faísca inicial que irá incendiar todo o palheiro. Os ciberativistas sabem entretanto que ações virtuais possuem pouco ou nenhum efeito sobre as estruturas “concretas” de poder. Neste sentido, pode-se dizer que um dos objetivos do ciberativismo é a materialização de perfis virtuais em pessoas de carne e osso, capazes de juntas, nas ruas e espaços públicos das cidades, lutarem por seus direitos e suas causas.

Seattle, Atenas, Egito, Tunisia, Nova York, Oakland, Madrid, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, a lista continua. O ciberativismo global certamente nos levará para uma causa única: a construção de uma sociedade justa e igualitária, onde todos tenham direito a uma vida digna, com trabalho, educação e saúde de qualidade.

Fonte: Murer , Ricardo . "O que é ciberativismo." INFO: O que é ciberativismo. http://info.abril.com.br/noticias/rede/eu-virtual/2013/07/29/o-que-e-ciberativismo.html/ (accessed July 29, 2013).

G1: Apple alerta sobre carregadores após morte de jovem eletrocutada


 
Site chinês da Apple exibe carregadores de iPhone
e iPad para incentivar uso de acessórios
originais.

O site da Apple na China divulgou instruções de como identificar carregadores de bateria originais para iPhone e iPad, após casos recentes de usuários chineses eletrocutados em contato com smartphones enquanto os aparelhos eram recarregados.

No dia 11, ajovem chinesa Ma Ailun, de 23 anos, morreu eletrocutada após tentar utilizar seu iPhone no momento em que o telefone estava sendo recarregado. No dia 15, a Apple anunciou que iria investigar o caso.

Conforme informou um especialista Xiang Ligang à uma emissora de TV local, no dia 16, a vítima aparentemente usava um carregador que não era "original" para recarregar seu celular e este poderia ter sido a causa da descarga elétrica.

Cerca de uma semana depois, um cidadão de Pequim entrou em coma após ter sido eletrocutado ao tocar em seu celularenquanto este estava carregando.

No site, a empresa mostra imagens e especificações de diferentes modelos de seus carregadores, afirmando que os acessórios originais têm garantia de segurança. “Todos os nossos produtos são projetados para atender as normas de segurança do governo ao redor do mundo, inclusive para o adaptador de energia USB para iPhone e iPad”, diz a empresa em seu site.

De acordo com a empresa a imagem ajudará a identificar o adaptador de energia USB da Apple genuíno. “Quando você precisa carregar o iPhone ou iPad, recomendamos que use o adaptador de energia e o cabo USB padrão”, aconselha a companhia.

Fonte: "G1 - Apple alerta sobre carregadores após morte de jovem eletrocutada - notícias em Tecnologia e Games." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/07/apple-alerta-sobre-carregadores-apos-morte-de-jovem-eletrocutada.html (accessed July 29, 2013).

sexta-feira, 26 de julho de 2013

G1: Promoção comercial pela internet precisa de autorização, diz Fazenda



O Ministério da Fazenda divulgou, no último dia 18, portaria que determina, entre outros, que empresas de redes sociais obtenham autorização para a realização de concursos e promoções. Em nota, o órgão informou que é necessário ter autorização prévia para realização de qualquer concurso, ou promoção comercial por meio da internet, inclusive pelas redes sociais, desde que não seja "exclusivamente cultural".

Para ser considerado "exclusivamente cultural", segundo o Ministério da Fazenda, não pode haver vinculação do concurso, ou promoção, com nenhuma marca comercial. As determinações constam na portaria 422, do Ministério da Fazenda, publicada no "Diário Oficial da União" na última segunda-feira (22).

"Antes da portaria, essa exigência já era feita, mas as regras da distribuição gratuita de prêmios não tinham de forma expressa a determinação para que as empresas de rede social requisitassem a autorização", informou o Ministério da Fazenda.

Segundo o governo, a autorização é concedida pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, nos casos das instituições financeiras, e pela Caixa Econômica Federal nos demais casos. "A princípio, o pedido deverá ser feito por ofício ou carta", acrescentou.

Ainda de acordo com o Ministério da Fazenda, a fiscalização dos concursos é realizada pela Caixa Econômica Federal, quando o concurso for por ela autorizado, ou pela própria Secretaria de Acompanhamento Econômico.

"A Seae e a Caixa dispõem de plano de fiscalização para verificação, por amostragem, das campanhas ou ainda por força de denúncia, caracterizada por indícios robustos de irregularidade", informou o governo.

Na fiscalização, o Ministério da Fazenda informou que observa-se "principalmente" se o prêmio prometido foi entregue ao vencedor, se não houve manipulação do resultado, se foram observadas todas as regras constantes do próprio regulamento da promoção (também chamado plano de operação), se os impostos foram efetivamente recolhidos, se não foi descumprido nenhum direito do consumidor participante, entre outros aspectos.

"A portaria é resultado de estudos realizados em conjunto com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nos últimos meses para aprimoramento da legislação", concluiu o governo federal.

Fonte: Martello, Alexandro . "Economia - Promoção comercial pela internet precisa de autorização, diz Fazenda." G1 - O portal de notícias da Globo . http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/07/promocao-comercial-pela-internet-precisa-de-autorizacao-diz-fazenda.html (accessed July 26, 2013).

Olhar Digital: Analista de TI é o profissional mais cobiçado pelas empresas



Estudo da IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra quais são as profissões que mais tiveram aumento de vagas nos últimos três anos. 

O analista de TI é o campeão em oportunidades no mercado, a cada 100 novas vagas abertas, 16 são para o profissional de tecnologia da informação.

Em segundo lugar na pesquisa estão os enfermeiros, seguidos dos relações públicas, secretários executivos e farmacêuticos. 

A pesquisa ainda revela que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul são os Estados com mais postos para o profissional. As oportunidades, no entanto, buscam candidatos com nível superior. 

Veja abaixo o infográfico completo sobre a pesquisa, desenvolvido pela Exame, e aproveite e leia aqui uma matéria que mostra os cargos de TI mais populares e seus respectivos salários em oito Estados brasileiros. Confira ainda os maiores salários de TI pelo Brasil.


Fonte: "Olhar Digital: Analista de TI é o profissional mais cobiçado pelas empresas." Olhar Digital: O futuro passa primeiro aqui. http://olhardigital.uol.com.br/noticia/analista-de-ti-e-o-profissional-mais-cobicado-pelas-empresas/36136 (accessed July 26, 2013).

IDGNow!: A proibição de concursos culturais nas redes expõe o abismo entre governo e modernidade


Redes sociais são, por definição, ambientes anárquicos. Nelas, tumultos são iniciados e findam por motivos que variam do nada à redefinição de ordens políticas inteiras; celebridades nascem e perecem de acordo com as suas capacidades de gerar polêmica; amizades e casais se formam, visões de mundo são estruturadas, civilizações são transformadas.

Por mais que se questione a fronteira entre o certo e o errado em um ambiente em que o anonimato flerta perigosamente com a ilegalidade, o fato é que as redes deixaram de ser um canal de expressão e passaram a ser a expressão em si de todo um povo. E essa liberdade anárquica, essa terra sem dono que causa tantos transtornos para tanta gente, virou ao mesmo tempo algo do qual criamos uma dependência prática inquestionável. Hoje, redes sociais ajudam a definir até mesmo o que somos.

Isso é ruim? Não, de forma alguma. É apenas uma mudança de pensamento da nossa própria civilização e que temos o privilégio de poder acompanhar e participar.

Os três atores

Como todo movimento de “migração social”, as redes primeiro impactaram as pessoas, depois as empresas e, por fim, os governos.

Cada um embarcou de acordo com os seus próprios interesses, como já seria de se esperar: as pessoas, por exemplo, passaram a se concentrar na súbita força que suas vozes ganharam, enquanto as empresas começaram a caçar e explorar oportunidades para estreitar os laços com os seus consumidores.

E, dentre o rol de ferramentas utilizadas por empresas em suas presenças sociais institucionais, uma acabou se destacando: o concurso cultural. Em busca de mais seguidores e fãs, investiu-se em prêmios, parcerias, descontos e uma série de benefícios práticos.

Como em todo livre mercado, a resposta vinha de acordo com a oferta: se julgassem interessantes, os usuários aderiam aos concursos; se julgassem enganosos, por outro lado, usavam as próprias redes para criticá-los com toda a veemência característica aos nossos tempos.

E assim, no livre mercado em que as redes se caracterizaram em todo o mundo, agências, empresas e consumidores começaram a se entender melhor e a efetivamente aprofundar os seus relacionamentos comerciais.

Por fim, o governo.

Dotado daquela ansiedade medieval de querer controlar a tudo (e ganhar o seu quinhão com isso), o governo publicou, em 22 de julho, uma portaria burocratizando os concursos culturais ao extremo. Um dos pontos mais relevantes inclui a proibição do uso de redes sociais para fazer concursos culturais, vinculá-los a datas comemorativas e entregar produtos ou serviços da promotora aos participantes.

Em outras palavras: da noite para o dia, o governo basicamente exterminou o uso prático de um dos canais mais eficazes de comunicação entre empresa e cliente.

Há alternativas? Para os mais ingênuos, sim: pode-se fazer um concurso inteiro em um hotsite e usar as redes apenas para divulgá-los. Mas é óbvio que concursos culturais em redes sociais funcionam bem JUSTAMENTE por estarem nas redes.

Para quê?

O mais perigoso é o precedente que isso abre. A partir do momento que o governo amplia os seus tentáculos (ainda mais) para tentar controlar (mais) uma forma de comunicação envolvendo pessoas e empresas, inserindo (mais) custos e morosidade ao processo, ele não apenas segue na contramão da era da informação e do próprio bom senso, como também indica uma clara intenção de considerar redes sociais como um meio de comunicação qualquer, com características semelhantes a mídias de massa tradicional que, quase que por definição, são desprovidas justamente da livre participação popular.

É o primeiro passo para se querer impor regras mais rígidas a todo um ambiente que, quer queira, quer não, funciona justamente pela ausência de imposições governamentais excessivas.

E, na prática, quem ganha com isso?

As empresas perderão uma ferramenta de comunicação importante em todo o mundo para lidar com seus clientes.

Os usuários perderão uma forma de interagir com essas mesmas empresas.

As agências perderão uma arma cada vez mais importante no mix comunicacional.

E mesmo o governo dificilmente sairá no lucro ao eliminar uma fonte de promoção (e, consequentemente, de renda) envolvendo tantas pessoas e empresas.

Controle? É de uma ingenuidade assustadora acreditar que redes sociais possam realmente ser regulamentadas por portarias como essa.

O fato é que, na era das redes sociais, pessoas e empresas já começaram a se entender, a se posicionar em um cenário caracterizado justamente pela liberdade de informação e abundância tanto de riscos quanto de oportunidades.

O governo, no entanto, ainda parece estar remando contra uma maré que ele jamais conseguirá vencer – mas que continuará o deixando cada vez mais distante dos próprios cidadãos a por quem ele teria o dever de ao menos entender.

Para o mercado, fica claro que, no Brasil, ainda está distante o tempo em que o governo atuará como fomentador tanto da liberdade de expressão (em seu sentido mais amplo) quanto do próprio capitalismo.

Fonte: "Planos & Ideias » A proibição de concursos culturais nas redes expõe o abismo entre governo e modernidade." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/blog/planoseideias/2013/07/25/a-proibicao-de-concursos-culturais-nas-redes-expoe-o-abismo-entre-governo-e-modernidade/ (accessed July 26, 2013).

CIO: O Big Data, o Big Brother e Snowden



A informação é um veículo privilegiado de conhecimento e de poder político, econômico e militar, desde os primórdios das civilizações. Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e computação e o uso generalizado da Internet, os fluxos crescentes de informação mudaram a forma como a economia, as finanças, a governança e as relações sociais mudaram, criando novos estilos de vida.

Estamos agora assistindo a uma nova e profunda transformação baseada no fenômeno da Big Data, ou seja, no aumento vertiginoso do número e diversidade de dados digitalizados que circulam, são tratados, analisados e utilizados para os fins mais diversos, à escala global.

Calcula-se que, no início deste século, apenas cerca de 25% do total da informação arquivada no mundo estava sob forma digital e a restante preservada em papel, fotografia, filme e em outros meios. Atualmente, passado pouco mais de uma década, essa percentagem aumentou para mais de 90%.

Toda esta informação pode agora circular facilmente nas redes de telecomunicações. De acordo com a IBM, criam-se a cada dia, no mundo, aproximadamente 2,5 exabytes de informação, ou seja, 2,5×1018 unidades de informação digital ou bytes. Para ter uma ideia mais concreta, um caracter de um texto digitalizado e armazenado em um computador corresponde a um byte, as obras completas de Shakespeare correspondem a cerca de 5 megabytes (5×106 bytes) e as obras completas de Beethoven a cerca de 20 gigabytes (20×109 bytes).

O Big Data evolui através do crescimento do volume de dados, do aumento do fluxo da sua aquisição e velocidade de processamento e da crescente variedade de tipos e origens de dados e respectivas tecnologias de aquisição. Os bancos de dados crescem nos mais diversos domínios, da ciência ao ambiente, à medicina, à sociologia, aos transportes, à economia, à segurança civil e militar, e aos sistemas de espionagem, devido ao uso crescente de redes de sensores em terra e no espaço, a bordo de satélites, de identificadores de radiofrequências, de outros sistemas de detecção e registo de dados e da proliferação e utilização crescente das redes sociais.

Paralelamente, tornou-se possível usar estes gigantescos bancos de dados para os fins mais variados devido ao contínuo aumento da memória dos computadores, aos processadores cada vez mais rápidos, ao software mais inteligente e a algoritmos mais evoluídos. Esta combinação da crescente facilidade de detecção de enormes quantidades de dados e do seu armazenamento, processamento e análise criou o fenômeno do Big Data.

O Big Data está mudabdo profundamente o modo como usamos a informação através de três modos distintos. No passado, para fazer um estudo estatístico de um sistema com elevado número de elementos, procurava-se construir uma amostra que fosse representativa. Agora, o principal objetivo é obter os dados relativos à totalidade do sistema. Tornou-se viável armazenar, processar e analisar todos esses dados, o que permite explorar e conhecer as características e comportamentos dos subsistemas.

Segundo, no passado, havia uma grande preocupação em que os dados fossem todos muito fidedignos, agora é possível lidar com a incerteza que resulta de alguns dados não terem a qualidade desejada.

Terceiro, o uso do Big Data permite-nos descobrir uma multiplicidade de correlações entre os dados, que nos ajuda a conhecer como o sistema funciona, mesmo que se desconheça o porquê desse funcionamento. Em termos estritamente operacionais, interessa muito mais conhecer a existência de uma correlação do que descobrir a sua causa.

O Big Data tem permitido fazer avanços notáveis em ciência, por exemplo, em astrofísica, onde cresce aceleradamente o volume das bases de dados de observações realizadas em telescópios terrestres ou espaciais, nas quais se procuram descobrir sinais muito raros, mas muito relevantes. É o caso da procura de sistemas planetários extra-solares com planetas semelhantes à Terra, ou seja, com a possibilidade de serem habitáveis por formas complexas e até inteligentes de vida.

Outro exemplo é a genômica, onde o Big Data diminui a duração do processo de decifração da sequenciação do DNA de um organismo vivo. No caso do programa do genoma humano, iniciado em 1990, a primeira sequenciação levou cerca de dez anos, mas pode agora realizar-se em menos de uma semana.

A utilização e a análise estatística das enormes bases de dados das redes sociais e das grandes empresas multinacionais são processos que têm cada vez maior importância e valor do ponto de vista social, político e económico.

Finalmente, quanto à governança, os governos dos países mais poderosos, entre os quais EUA, Canadá, Grã-Bretanha, Austrália, China, Rússia, Alemanha e França, perceberam rapidamente o enorme potecncial do Big Data. Em 29 de Março de 2012, o Governo dos EUA lançou a Big Data Research and Development Initiative, dotada de um orçamento inicial de 200 milhões de dólares, com o objetivo de acelerar o ritmo do desenvolvimento da ciência e tecnologia, de fortalecer a segurança nacional e de transformar o processo de ensino e aprendizagem.

O programa envolve seis ministérios e financia também universidades para promover o desenvolvimento de ações de formação avançada e investigação em Big Data aplicada aos mais diversos domínios, da saúde ao ambiente, ao clima e à economia. Para usufruir do Big Data, são necessários computadores poderosos em termos de velocidade de processamento e memória. De acordo com o projecto Top500, dos 10 computadores mais poderosos do mundo em Junho de 2013, cinco são americanos, dois chineses, dois alemães e um japonês, sendo o primeiro lugar ocupado pelo Tianhe-2, um computador do Centro Nacional de Supercomputadores em Guangzhou (China).

Antes da iniciativa de Março de 2012, o Governo dos EUA já utilizava o Big Data para atividades de espionagem à escala global, mas de forma clandestina. O projecto PRISM, conduzido pela National Security Agency (NSA), funcionava desde 2007 de forma secreta até ao momento em que os jornais Guardian e Washington Post revelaram as suas atividades em 6 de Junho de 2013 com base em depoimentos feitos por Edward Snowden, um ex-analista contratado pela NSA que abandonou os EUA, se refugiou em Hong Kong e espera agora obter asilo político na Rússia.

Apesar de haver fortes suspeitas sobre a extensão e profundidade da espionagem eletrônica conduzida pelos americanos, as revelações de Snowden caíram como uma bomba em todo o mundo, especialmente nos círculos governamentais dos EUA. O PRISM é capaz de registar os conteúdos de todas as formas de comunicação eletrônica a nível mundial, incluindo todos os emails, todas as chamadas de celulares, todas as navegações feitas na Internet, todas as imagens e dados obtidos em satélites, bem como toda a espécie de dados pessoais, empresariais, institucionais e governamentais que estejam sob forma digital e circulem nas redes de telecomunicações.

Temos vários “big brothers” que espiam e registam continuamente as nossas vidas sem qualquer base legal, sendo atualmente os EUA o maior deles. O Big Data veio favorecer enormemente as atividades do “big brother”. Nos EUA, estas atividades são feitas com o fraquíssimo controle legal do Foreign Intelligence Surveillance Court, que é independente do poder judiciário. A justificação que tem sido dada para o secretismo e ausência de controles legais fortes é a da segurança, concretamente da luta contra o terrorismo. Porém, as revelações de Snowden mostraram que isso é falso. Há provas de que os EUA vigiavam clandestinamente cerca de 38 embaixadas, muitas delas de países aliados, bem como várias instituições da UE.

A verdade é que aquilo que os EUA procuram prioritariamente são informações de carácter econômico e financeiro que poderão favorecer as suas empresas e bancos. Empresas como a Thomson-CSF e a Airbus perderam grandes contratos a favor de empresas americanas depois de terem sido reconhecidamente espiadas pelos EUA.

A ferocidade com que o Governo dos EUA pretende capturar Snowden para o condenar e silenciar para sempre revela bem a importância que as atividades de espionagem eletrônica baseadas no Big Data têm para o país assegurar a sua supremacia econômica e militar a nível mundial. O Big Data é um meio crucial de os “big brothers” manterem as suas hegemonias econômicas, financeiras e militares num mundo dominado cada vez mais pela ganância e no qual os recursos naturais começam a escassear.

Fonte: Santos , Filipe Duarte . "O Big Data, o Big Brother e Snowden - CIO." CIO - Gestão, estratégias e negócios em TI para líderes corporativos. http://cio.uol.com.br/opiniao/2013/07/26/o-big-data-o-big-brother-e-snowden/ (accessed July 26, 2013).