quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

COMPUTERWORLD: Vivo e Bradesco também testam pagamento móvel por NFC


Assim como o Itaú e a TIM, as duas corporações vão testar a tecnologia sem contato para transformar o celular em carteira virtual.


A Telefônica Vivo e o Bradesco anunciaram um projeto piloto para implantação de um modelo de pagamento de cartão de débito virtual via celular. A iniciativa usa a tecnologia sem contato NFC (Near Field Communication) e o aplicativo móvel Carteira Vivo, utilizado para acessar o cartão bancário virtual. O Itaú e TIM também informaram que vão começar a testar essa tecnologia com seus clientes.

Já a partir deste mês, funcionários das duas corporações receberão celulares Vivo habilitados com a tecnologia NFC e com cartões de débito virtuais Bradesco vinculados que permitirão a realização de compras de bens e serviços em mais de 300 mil estabelecimentos credenciados à rede Cielo.

A tecnologia que permite o pagamento sem contato funciona com uma antena instalada no terminal de pagamento (POS) e outra embutida no celular por meio de uma troca segura de dados por radiofrequência.

Os pagamentos sem contato oferecem maior agilidade nas transações, preservando controles e dispositivos de segurança atuais, facilitando a gestão de fluxo de clientes em indústrias como cafés, fast-foods e transporte público. Desde dezembro, o Bradesco já oferece cartões com a tecnologia NFC para clientes do segmento Prime.

Maurício Romão, diretor de Serviços e Produtos Verticais da Telefônica Vivo, explica que é muito simples para o cliente utilizar o serviço: “Basta que ele realize a compra e, na hora de pagar, acesse no celular a sua Carteira Vivo, aproxime o aparelho do terminal de pagamento e digite sua senha”, finaliza.

Convergência Digital: Brasil fica em sétimo no ranking mundial de spam



Apesar das suposições populares de que os riscos de segurança aumentam à medida que a atividade on-line das pessoas se torna mais obscura, o Relatório Anual de Segurança da Cisco de 2013 revela que a maior concentração de ameaças não tem como alvo sites de pornografia, produtos farmacêuticos ou de apostas, mas destinos legítimos visitados pela massa de internautas, como as principais ferramentas de busca, sites de varejo e de mídia social.

O levantamento constata que a probabilidade de receber conteúdo malicioso é 21 vezes maior em sites de compras on-line e 27 vezes maior em ferramentas de busca do que um site de software pirata. Anúncios on-line têm 182 vezes mais probabilidade de apresentar conteúdo malicioso do que sites de pornografia. A pesquisa mostra que os dispositivos móveis - em função da sua massificação - estão, definitivamente, no radar dos cibercriminosos.

O estudo revela que a ocorrência de malware em Android cresceu 2,577% ao longo de 2012, mas há uma questão importante: o malware móvel representa apenas 0,5% do total de ocorrências de malware na Internet. O volume de Spam caiu 18% de 2012 comparado a 2011, com spammers trabalhando em “horário comercial”, representando 25% em spams durante o fim de semana.

O Brasil despontou na sétima posição no ranking mundial de fonte de spams. A Índia é a primeira colocada, com os Estados Unidos, subindo da sexta para a segunda posição. A Coreia, a China e o Vietnã completam a lista dos cinco maiores. O estudo mostra ainda que, no ano passado, a maior parte dos spams foi enviada durante dias úteis – terça-feira foi o dia mais forte em spams no ano.

IDG Now!: Ataques DDoS estão mais complexos, agressivos e direcionados, diz estudo



Ataques de negação de serviço, também conhecidos pela sigla DDoS, parecem estar se transformando de apenas incômodos em sofisticados, altamente direcionados e extremamente agressivos sistemas de derrubada de redes inteiras. Ao menos é o que mostra uma pesquisa realizada pela Arbor Networks.

Pergunte a qualquer gerente de nível corporativo sobre sua experiência com relação a ataques DDoS e os resultados serão interessantes, mas as opiniões dos 193 clientes da Arbor Networks usados ​​no seu 8° Relatório de Segurança de Infraestrutura Mundial contam mais que a maioria.

Os entrevistados eram todos pessoas que estão na mira dos globalizados ataques DDoS de última geração - grandes operadores de data centers, provedores de serviços de Internet (ISPs) que fornecem os cabos para esses centros, e as grandes multinacionais que consomem tais serviços.

Examine as 100 páginas dos resultados do estudo e não há surpresas. Igual ao ano passado, o principal motivo para ataques DDoS ainda é político/ideológico (33%), seguido por jogos online (31%) e niilismo/vandalismo (27%).

Mais da metade disse que eles estavam preocupados com o potencial de ataques DDoS para se transformar em Ameaças Avançadas Persistentes (Advanced Persistent Threats, ou apenas APTS) - código para espionagem industrial patrocinada pelo Estado contra a base econômica de outro país - com 22% tendo presenciado tais ataques em redes corporativas.

E, enquanto os grandes ataques DDoS ainda são um problema, está claro que mesmo que o tamanho da média de ataques tenha crescido a um volume acima de 1 Gbps, sozinho ele não é o tipo mais temido de investida.

Crackers agora são capazes de usar múltiplos vetores em ataques DDoS em redes, nos quais há uma mistura de volume, estado de exaustão e de camada de aplicação com o objetivo de formar um coquetel que pode ser extremamente difícil de enfrentar.

Em 2011, esse tipo de ataque foi relatado por 27% dos entrevistados, um número que cresceu para 46% em 2012. Um bom exemplo disso seria a "Operação Ababil" contra o setor financeiro dos EUA, que começou em setembro passado, disse Arbor. Estes também se pareciam com APTs, e foram capazes de reunir uma grande variedade de modelos e ferramentas de ataque, ajustando-as para atuar em tempo-real para um efeito máximo.

Perturbadoramente, "esses ataques foram altamente premeditados, direcionados, anunciados antes de acontecerem e executados de forma coordenada e organizada", disse Arbor.

De acordo com a Arbor, as investidas mostraram as limitações de perímetro de firewalls, que sofrem por terem sido projetados em uma época anterior aos DDoS em sua forma atual. Um terceiro disse que firewalls "fracassaram" durante os ataques - um ponto que a Arbor ficará feliz em lembrar ao mundo, uma vez que seu negócio envolve a venda de substituições especializadas para este tipo de kit.

Uma conclusão é que o crescimento de ataques direcionados a setores específicos, como finanças, deve dar às empresas motivo para prestar atenção a quais clientes eles compartilham o espaço do data center. Escolha um data center popular com um setor-alvo que é atacado e todos que utilizam aquele espaço serão afetados.

Outra é que muitas vítimas de DDoS veem pouca ou nenhuma razão para denunciar os incidentes, porque as chances de pegarem o culpado são remotas.

Dos entrevistados, 53% disseram que não relataram quaisquer ataques DDoS às autoridades, embora isso esteja melhorando ano a ano. Outra razão comum citada foi a falta de tempo para compilar relatórios de incidentes, o que sugere que a burocracia estaria atrapalhando o caminho de inteligência.

Mundobit: Bancos e operadoras fecham parceria para pagamentos móveis



Os usuários terão em um futuro próximo uma comodidade a mais na hora de fazer pagamentos. Operadoras de telefonia fecharam acordos com bancos para o início de pagamentos por meio do sistema de aproximação dos dispositivos móveis às máquinas de cartão de crédito e débito de estabelecimentos comerciais.

Duas teles anunciam nesta quarta-feira o início da parceria para o uso da tecnologia NFC (Near Field Communication): Telefônica/Vivo com o Bradesco e a TIM com o Itaú. O NFC permite realizar a transação financeira por meio da troca de dados por radiofrequência. Assim, o cliente precisa apenas aproximar o celular, que precisa contar com um hardware instalado com a tecnologia NFC, a um terminal de pagamento (POS).

A Telefônica/Vivo já começou o piloto com seus clientes, enquanto a TIM fará testes nos próximos meses em restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo. No ano passado, a Claro já havia firmado parceria com o Bradesco para o desenvolvimento dos pagamentos móveis com o uso da tecnologia NFC. Os envolvidos afirmam que a grande vantagem da nova tecnologia para o cliente é a agilidade para efetuar pagamentos em cafés, fast-foods ou transporte público.

“O principal objetivo do piloto é ganhar conhecimento sobre a tecnologia, capacitar colaboradores internos e, sobretudo, avaliar as dificuldades e percepções para um futuro ´roll out´ (ampliação dos serviços)”, afirmou a operadora Tim em nota.

Foram disponibilizados 50 aparelhos compatíveis com o sistema NFC, os quais podem utilizar os smartphones para pagar suas contas em 100 restaurantes credenciados para o projeto nos bairros Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e Jabaquara, em São Paulo, onde ficam as sedes da operadora e do banco, respectivamente. A iniciativa será gradativamente levada para outros Estados. [Com Reuters e Agência Estado]

Bahia Notícias: Google pretende cobrar por acessos no Youtube



O Google informou que tem mantido conversas para permitir que criadores de vídeos passem a cobrar pelas imagens no Youtube. A informação foi repassada por fontes próximas às negociações. Segundo elas, a decisão deve ser anunciada ainda este ano. A iniciativa, relatada pelo Ad Age, pode assumir várias formas. Em um cenário, os criadores de vídeo vão abrir novos canais no Youtube e cobrarão uma taxa de inscrição. Em outra possibilidade, os criadores iriam cobrar uma taxa dos espectadores pelo acesso antecipado das imagens. O YouTube, com a iniciativa, também espera que os proprietários de TV a cabo optem por transferir conteúdo para o site de vídeos, declararam as fontes. As novas taxas de assinatura também seriam compartilhadas entre o YouTube e os criadores de conteúdo. Informações da Agência Estado.

G1: Jornal 'New York Times' denuncia ataques de hackers chineses


 
New York Times denuncia ataques de hackers
chineses em reportagem.

Hackers chineses invadiram o sistema do jornal "The New York Times" nos últimos quatro meses, informou o jornal americano.

Os ataques começaram depois da publicação, em 25 de outubro, de um artigo sobre a fortuna da família do primeiro-ministro Wen Jiabao. Assim, analistas sugerem que o governo chinês está por trás das ações.

O jornal afirma que conseguiu evitar novas invasões com a ajuda de especialistas.

"Os hackers chineses utilizaram métodos que foram associados pelos consultores com os que eram usados no passado pelo exército chinês para entrar na rede do Times", destacou o jornal, que citou indícios detectados por analistas de segurança.

O governo da China não demorou a responder e afirmou que as acusações "não têm fundamento".

"As autoridades competentes chinesas deram uma resposta clara às acusações sem fundamento feitas pelo The New York Times", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hong Lei.

Segundo o NYT, os hackers entraram nas contas de e-mail do chefe do escritório de Xangai, David Barboza, autor da reportagem sobre a fortuna dos parentes de Wen Jiabao, e do ex-chefe do escritório em Pequi Jim Yardley que atualmente é o editor do jornal para o sudeste asiático, com base na Índia.

"Poderiam ter feito estragos em nossos sistemas", declarou o diretor de comunicação Marc Frons.

Segundo o NYT, os principais alvos eram as mensagens eletrônicas de David Barboza. "Parece que buscavam os nomes das pessoas que forneceram informações a Barboza", informou.

O jornal pediu à AT&T que vigie sua rede, em particular atividades pouco comuns depois que fontes do governo chinês afirmaram que a reportagem sobre a riqueza dos parentes Wen Jiabao teria 'consequências'.

O FBI foi informado sobre os ataques. O NYT recorreu à empresa de segurança virtual Mandiant em 7 novembro, quando os ataques começaram a ser repetidos.

"Caso cada ataque seja examinado por separado, é possível dizer 'é o exército chinês'", declarou o diretor de segurança da Mandiant, Richard Bejtlich.

O ministro chinês da Defesa rejeitou qualquer vínculo entre os atos e o governo. Também disse que as acusações "não têm nada profissional nem têm fundamento".

Convergência Digital: RSA lança plataforma de segurança para o big data:


RSA lança plataforma de segurança para o big data 

A RSA, a divisão de segurança da EMC Corporation, anunciou nesta quarta-feira, 30/01, o lançamento do RSA® Security Analytics - um monitoramento de segurança transformacional e uma solução de investigação, desenvolvidos para ajudar as organizações a defenderem seus ativos digitais contra as ameaças atuais mais sofisticadas, internas e externas.

A nova plataforma - que funde as análises de SIEM, Network Forensics e Big Data em uma única solução - é projetada para oferecer:

Captura e Análise Rápida - Dados relevantes em relação à segurança, inclusive pacotes em redes completas, relatórios e inteligência de ameaça, são capturados e analisados rapidamente para acelerar a detecção de possíveis ameaças;

Análises de Alta Capacidade - Permite uma compilação em escala muito maior de dados e capacita novos métodos de análise sobre as abordagens baseadas em SIEM tradicionais para segurança;

Inteligência de Ameaça Integrada - Ajuda as organizações a operacionalizar o uso de fluxos de informações de inteligência de ameaça a acelerar a detecção e investigações de ferramentas de ataque e técnicas potenciais que orientam a empresa;

Contexto para Ameaças – Por meio de integrações com a plataforma de GRC - o RSA Archer® - e do RSA® Data Loss Prevention (DLP), e ao unir dados originados por outros produtos, os analistas podem usar o contexto de negócios para priorizar e alocar recursos para as ameaças que representam o maior risco;

Identificação de Malware - Ao utilizar uma variedade de técnicas de investigação, a solução identifica uma extensão muito maior de ataques baseados em malware;e

Automatiza Relatório de Conformidade - Ajuda a permitir a conformidade como um resultado de boas práticas de segurança.

A plataforma RSA Security Analytics aproveita as plataformas de Big Data e os métodos de análise avançados, capazes de identificar atividades de alto risco, mitigação contra ameaças avançadas e satisfazer os objetivos de conformidade.

"A sofisticação dos ataques avançados e do malware associado está crescendo a cada dia e testam as limitações de ferramentas de análise de segurança existentes. O fenômeno de Big Data pode ajudar a resolver esta situação para profissionais de segurança, tornando-se importante a ponto de instigar as organizações a repensar sobre a sua escolha de soluções de segurança", diz Jon Oltsik, analista principal senior da Enterprise Strategy Group.

"A união da segurança de inteligência orientada com as análises de Big Data possui o potencial de ajudar as empresas a lidar com o problema complexo de ameaças avançadas e, assim, atender a uma necessidade significativa no mercado", acrescenta o analista.

Segundo previsão da IDC, o big data vai crescer a uma taxa anual composta de 31,7% até 2016, movimentando US$ 23,8 bilhões. Caso a projeção seja confirmada, o segmento terá um crescimento até sete vezes maior do que o estimado para todo o mercado de TICs nos próximos cinco anos. 

INFO: Vaticano publica na web documentos de sua Biblioteca



Cidade do Vaticano - O Vaticano colocou nesta quarta-feira à disposição dos internautas os primeiros 256 manuscritos da Biblioteca dos Papas, graças a um projeto que pretende disponibilizar na internet mais de oitenta mil documentos.

Até agora, os manuscritos tinham permanecido fechados na Biblioteca do Vaticano protegidos por rígidas medidas de segurança e conservação e só podiam ser consultados por 250 especialistas, informou hoje o jornal "Il Corriere della Sera".

O projeto pretende pôr à disposição de qualquer pessoa as páginas destes documentos, que serão digitalizados com o uso de uma tecnologia da Nasa, empregada para conservar as imagens de suas missões espaciais.

Um dos objetivos com a digitalização é evitar a deterioração dos manuscritos devido à prolongada consulta direta dos especialistas.

O projeto nasceu de um acordo entre a Biblioteca do Vaticano e a Biblioteca Bodleiana de Oxford, feito em abril de 2012, para disponibilizar seus textos na internet com consulta gratuita.

Os documentos incluem obras de Homero, Platão, Sófocles, Hipócrates, manuscritos judaicos e alguns dos primeiros livros italianos impressos durante o Renascimento.

A Biblioteca do Vaticano foi criada por volta do ano 1450 pelo papa Nicolás V, nos fundos de sua própria biblioteca pessoal. Entre suas joias estão o "Codex Vaticanus", um dos mais antigos manuscritos da Bíblia grega que se tem notícia.

IDG Now!: Mega já recebeu 150 notificações por violação de direitos autorais



O serviço de compartilhamento de arquivos Mega recebeu 150 notificações para violações de direitos autorais desde o seu recente lançamento. Kim Dotcom, o fundador do site, ainda está sob acusação pelo Ministério Público dos Estados Unidos por conta do Megaupload.

Um site francês parece já estar hesitante, depois de coletar links para o conteúdo armazenado no Mega, incluindo supostos arquivos do filme "Django Livre" de Tarantino ("Django Unchained", em inglês), do Office e da música "Bennie and the Jets", do Elton John.

Lançado em 20 de janeiro, o Mega permite às pessoas armazenar 50GB de conteúdo criptografado gratuitamente. Esses arquivos podem ser compartilhados entre usuários por meio de links e podem ser decifrados se o usuário que compartilha também divulgar a chave de criptografia.

O serviço foi desenvolvido com o objetivo de evitar as acusações de violação de direitos autorais que assolaram o Megaupload, fechado em janeiro de 2012. Como o conteúdo enviado é criptografado, o Mega não pode determinar o que está nos arquivos armazenados. Mas os removerá caso receba uma notificação de infração de direitos autorais.

Um dos advogados do Mega e Megaupload, Ira P. Rothken, disse na quarta-feira (30/1) que o serviço tem respondido prontamente às notificações de violações de copyright, "e inclusive ajudado a corrigir avisos defeituosos ou incompletos".

"O Mega não quer que pessoas usem seus serviços de armazenamento em nuvem com propósitos de violação", disse Rothken via e-mail.

Nos EUA, prestadores de serviços podem receber notificações de violação de direitos autorais sob o Digital Millennium Copyright Act. Se válido e apresentado na forma correta, o prestador de serviços é obrigado a remover rapidamente o conteúdo, ou bloqueá-lo.

Rothken disse que os 150 pedidos, que dizem respeito a 250 arquivos, vieram dos EUA, assim como de outros países. Muitos lugares, incluindo os Estados Unidos, têm os chamados "porto seguro" disposto nas leis dos direitos autorais, que isenta provedores de responsabilidade, desde que o conteúdo ilegal seja removido.

INFO: Na Campus Party, especialistas debatem Marco Civil da Internet



O projeto de Marco Civil da Internet irá ajudar a garantir os direitos dos usuários da rede, na avaliação de especialistas que participaram de debate sobre o tema hoje (30) na Campus Party. O evento, que ocorre ao longo da semana no Pavilhão do Anhembi, zona norte paulistana, é um dos maiores do mundo na área de tecnologia. “O marco civil pretende preservar esse ambiente de colaboração, de inovação, de desenvolvimento da internet brasileira”, ressaltou o professor da Fundação Getulio Vargas, Carlos Affonso Pereira de Souza.

A proposta passou por um período de consulta online, recebendo diretamente contribuições da sociedade, antes de ser enviada pelo governo federal à Câmara dos Deputados. Chegando na Casa Legislativa, passou por uma comissão especial, em que foram feitas oito audiências públicas e agora aguarda votação no plenário.

A nova legislação pretende, segundo Souza, unificar as normas sobre danos e violações na internet. “O Brasil não tem uma lei específica sobre direitos na internet. Então, isso gera situações hoje em que os tribunais são chamados a decidir sobre danos que ocorrem na internet. E você tem decisões das mais diversas”, explica. “O marco civil uniformiza o tratamento dessas questões tendo por base os direitos fundamentais, especialmente preservando a liberdade de expressão”, completa.

Entre os principais pontos do projeto está a proteção da privacidade dos usuários. “Cada vez mais existem ameaças em relação aos seus dados serem divulgados, comercializados, mal usados, ou simplesmente serem garimpados para saber o que você gosta de fazer”, pontua o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, acrescentando que a proposta atual impõe limites ao uso de dados pessoais.

Além disso, Getschko destaca que a nova legislação garantirá que um conteúdo postado na rede só será retirado após procedimento legal, caso seja ilegal. “Se você puder, simplesmente acionando o provedor, eliminar conteúdos da rede, se não tem nada de errado, você está na verdade censurando a rede, diminuindo a riqueza dela”, diz .

Outro ponto em discussão é a neutralidade da rede, que visa impedir a existência de filtros nos acessos dos usuários e inibir que provedores de internet priorizem o acesso de clientes que pagam pacotes mais caros de banda larga e favoreçam conteúdos de determinados sites em detrimento de outros. Em alguns países, como China e Irã, o governo restringe o acesso a alguns conteúdos. Em outros casos, os provedores poderiam dificultar a navegação em determinadas páginas ou até impedir usuário de baixar determinado produto, como vídeos. Isso, na opinião de Getschko, poderia impactar significativamente no uso da internet. “De repente pode descobrir que a rede está deformada e você está vendo apenas um pedaço dela e não a rede toda, como nós gostaríamos”.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

INFO: Programa Cidades Digitais começa a ser implantado em 80 municípios


 

Observada pelo ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, e o secretário executivo do órgão, Cézar Alvarez, a secretária de Inclusão Digital do Ministério de Comunicações, Lygia Pupatto, detalha o edital de seleção para os municípios, que vão participar do projeto-piloto das Cidades Digitais

O Governo Federal anunciou um programa que pretende levar banda larga, sistemas de gestão digital e equipamentos de informática para escolas, postos médicos e escritórios de administração para 80 pequenas cidades do país.

Os 80 municípios selecionados para fazer parte do chamado "Projeto de Implantação e Manutenção das Cidades Digitais" assinaram (29) acordo de cooperação técnica com o Ministério das Comunicações. O objetivo do programa é modernizar a gestão municipal, oferecer acesso da população a serviços de governo eletrônico e incentivar o desenvolvimento local. 

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, foram aplicados R$ 44 milhões para desenvolver a primeira etapa do programa, que já tem mais R$ 100 milhões prometidos pela presidenta Dilma Rousseff, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para beneficiar mais 200 municípios com a iniciativa.

Os 80 municípios da fase inicial foram selecionados por meio de edital público, sendo pelo menos um em cada estado das regiões Norte e Nordeste, além do Distrito Federal. Os critérios de seleção foram: cidades com até 50 mil habitantes; municípios com menor índice de desenvolvimento municipal e indicação de servidores públicos para gerenciamento e treinamento.

O ministro Paulo Bernardo assinalou a importância do projeto para a inclusão digital e, com isso, “aprimorar a cidadania com o acesso da população à informação”, por meio da internet. Segundo ele, o programa atende à crescente demanda das telecomunicações no país, que já tem 60 milhões de equipamentos móveis em uso, como celulares e tablets, número que deverá chegar a 130 milhões em 2014.

O programa garante acesso da população aos serviços de governo eletrônico e à internet, por meio de postos instalados em praças, rodoviárias e outros espaços públicos. A iniciativa viabiliza a conexão entre os órgãos públicos, por meio de fibra ótica, com a instalação de equipamentos e softwares, suporte técnico, capacitação de pessoal local e fornecimento de aplicativos nas áreas de gestão financeira, tributária, de saúde e educação.

O projeto permite ainda à prefeitura firmar parceria para a gestão da rede com governos estaduais, instituições de ensino e pesquisa sem fins lucrativos e empresas públicas ou privadas.

O prefeito de Ibiporã, no Paraná, José Maria Ferreira, falou em nome dos signatários do convênio. O município está situado a 400 quilômetros de Curitiba, 500 quilômetros de São Paulo e 14 quilômetros de Londrina. Sua população total alcança 48.200 pessoas, segundo o Censo de 2010.

O dirigente disse que o projeto será um fator decisivo para o desenvolvimento da sua cidade, “pois vem ao encontro da nova realidade do país, ao promover a inclusão digital e o acesso da população à internet”. Ele garantiu que cada município dará uma “resposta positiva para a melhor utilização dos recursos que estão sendo investidos no programa”.

Folha de S.Paulo: Ataques virtuais podem até acabar com a Copa no Brasil, diz Ministério da Defesa


Ataques virtuais podem prejudicar e até mesmo inviabilizar a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil, disse o coronel Eduardo Wallier Vianna, do Centro de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa, na Campus Party, nesta terça-feira (29).

"Vamos supor que alguém invada a base de dados do sistema de compra de ingressos da Copa do Mundo e comece a vender bilhetes em duplicidade. Centenas de pessoas chegariam ao estádio com ingressos falsos. Isso pode gerar confusão, tumulto, morte", exemplifica Vianna à Folha.

O coronel Eduardo Wallier Vianna, do Centro de 
Defesa Cibernética do Ministério da Defesa, fala na 
Campus Party.

"Imagine se isso acontece em um jogo importante, e aparece nas manchetes internacionais: 'Desorganização na venda de ingressos impede a entrada de 10 mil pessoas em jogo'. Isso acaba com o país."

O coronel menciona mais uma hipótese de ataque: "Na Copa do Mundo, haverá uma massa nômade. Um dia tem jogo no Rio, outro em São Paulo etc. Se o sistema de energia elétrica dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas for atacado, por exemplo, o sistema para. Aí os voos não chegam, não aterrissam. Seria um tumulto enorme."

Segundo Vianna, para evitar ataques como esse, o centro de defesa cibernética "identifica as áreas mais críticas, socializa informações e levanta casos ocorridos anteriormente, tentando ser pró-ativo".

Em sua apresentação, Vianna falou sobre como a Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, realizada em junho do ano passado, serviu como prévia para o planejamento de defesa cibernética durante os eventos esportivos que ocorrerão no país nos próximos anos.

Segundo o coronel, sua divisão teve que lidar com tentativas de desfiguração de sites oficiais e de ataques a redes de dados durante a Rio+20.

O coronel lembrou que, durante sua palestra na edição recifense da Campus Party, em julho de 2012, deu uma espécie de sermão em alguns dos participantes que defendiam o hacktivismo. "Os pais de muitos de vocês estão trabalhando na construção dos estádios, nos hotéis. Imagine se o hacktivismo acabasse com a Copa."

IDG Now!: Projeto de Lei obriga redes sociais a seguir leis brasileiras



De acordo com a proposta, que está pronta para ser votada na Câmara, empresas de Internet teriam de se submeter à legislação do País

Proposta em tramitação na Câmara torna nulos contratos de provedores de aplicações na internet (como as redes sociais) que prevejam como foro para resolução de conflitos juizados localizados em países estrangeiros. 

Pela proposta do ex-deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), todos os documentos que requeiram a adesão de usuário residente no Brasil assegurarão a defesa do consumidor "na forma e nos termos da legislação brasileira".

De acordo com Galli, o Brasil conta hoje com 58 milhões de usuários do Facebook, 30 milhões do Orkut, 18 milhões do Wordpress e 7 milhões do LinkedIn. Ele defende que as empresas têm plena capacidade para manter representante no Brasil e sujeitar-se às leis brasileiras. “Podem, portanto, dirimir controvérsias em juízo no Brasil, o que representaria uma atitude de respeito com o consumidor brasileiro”, afirma.

Atualmente, conforme ressalta o deputado, a maioria dos provedores desses serviços são empresas estrangeiras e oferecem seus serviços a partir do exterior. Com isso, o usuário brasileiro adere a contratos ou a termos de uso baseados na legislação dos países-sede das organizações.

O projeto foi anexado ao PL 5403/01, que trata do acesso a informações na Internet. As duas propostas tramitam em regime de urgência e estão prontas para entrar na pauta do Plenário.

Olhar Digital: Google explica o que faz pela privacidade dos usuários


Conheça os procedimentos adotados a partir de solicitações governamentais para abertura de dados 


O Google divulgou documento no qual explica como age diante de pedidos governamentais para a abertura de informações pessoais de quem usa seus serviços. O relatório é parte das ações do ‘Dia da Privacidade de Dados’, celebrado ontem, 28 de janeiro.

A companhia de buscas informa que recebe “dezenas de cartas, faxes e e-mails de agências governamentais e tribunais em todo mundo", pedidos geralmente ocasionados por investigações oficiais. O desafio, portanto, é buscar o equilíbrio entre solicitações legítimas e aquelas que possam soar como abusivas na tentativa de obter dados alheios para uso indevido.

No texto, divulgado em seu blog oficial, o Google afirma que pretende garantir aos documentos online a mesma segurança que se aplica aos físicos, aqueles que as pessoas guardam em suas casas. Para isso, listou quatro práticas exercidas na busca pela segurança online de seus usuários.

São elas:

"Analisamos cada pedido com cuidado para nos certificarmos de que está de acordo com a lei e nossas políticas. Para considerarmos a solicitação, é preciso que ela seja feita por escrito e assinada por um funcionário autorizado da agência solicitante, além de emitida à luz de uma lei adequada. 

Avaliamos o escopo do pedido. Se é excessivamente amplo, podemos nos recusar a fornecer as informações ou procurar restringir o pedido(em inglês). Fazemos isso com freqüência. 

Quando apropriado, notificamos os usuários sobre as solicitações oficiais para que possam contatar a entidade solicitante ou consultar um advogado. Às vezes, não podemos fazê-lo, ou porque estamos legalmente impedidos (neses casos, às vezes, procuramos revelar que estamos sob políticas de mordaça ou busca filtrada) ou não temos suas informações corretas para entrar em contato. 

Solicitamos às agências governamentais, quando estão conduzindo investigações criminais, que consigam um mandado de busca para que possamos fornecer informações de um usuário sobre suas buscas ou sobre conteúdo privado armazenado em uma conta Google - tais como mensagens do Gmail, documentos, fotos e vídeos do YouTube. Nós acreditamos que um mandado é necessário para esse tipo de ação, de acordo com a Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que proíbe busca e apreensão sem motivo , além de substituir disposições conflitantes no ECPA." 

Bahia Notícias: Software simula evacuação do Engenhão em menos de sete minutos



Um programa de computador simula a evacuação em locais com grande aglomeração de pessoas, como estádios de futebol e grandes shows, foi apresentado nesta terça-feira (29) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) à administração do Estádio Olímpico do Engenhão, informa a Agência Brasil. De acordo com a professora de ciência da computação da PUC, Soraia Musse, o programa permite criar um plano de esvaziamento do Engenhão, que tem capacidade para receber até 46 mil pessoas, em seis minutos e 30 segundos. Um teste foi feito com uma das principais saídas da arena. O tempo de evacuação chegou a sete minutos, 30 segundos acima do previsto pelo programa. Apesar disso, o tempo está abaixo do exigido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que é oito minutos para espaço semelhante à praça carioca. O Engenhão é o principal estádio do Rio, onde ocorrem as principais partidas de futebol dos clubes cariocas, assim como shows e provas de outras modalidades esportivas. O local será palco das principais competições dos Jogos Olímpicos de 2016.

G1: Hackers usam tragédia em Santa Maria como isca para golpe on-line


 
Hacker aplicam golpes com imagens falsas,
como a da imagem, de incêndio na boate
Kiss.

As fabricantes de antivírus Symantec, BitDefender e Kaspersky divulgaram alertas nesta terça-feira (29) para que internautas tomem cuidado com e-mails prometendo vídeos e fotos do incêndio ocorrido no domingo (27) na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul(RS), que matou mais de 230 pessoas. As mensagens estão sendo enviadas em massa por hackers brasileiros com o intuito de disseminar vírus programados para o roubo de senhas bancárias.

Um dos e-mails promete um vídeo que "mostra o momento exato da tragédia em Santa Maria". O e-mail traz uma foto com um ícone falso de que indicaria a presença de um vídeo. Ao clicar, o internauta é levado para um endereço que traz a praga digital.

A Symantec alertou também para um e-mail que utiliza o assunto "vídeo do acidente da boate em Santa Maria RS". A mensagem traz o texto "Jamais seram esquecidos" (com o erro de português) e "muito triste, 245 mortos, confira o vídeo, triste". O número de mortos na mensagem está incorreto: o levantamento oficial do Instituto Geral de Perícias é de 234.

 
Falsa mensagem usa o nome do jornal 'O Globo'
para espalhar vírus.

Em outro e-mail, divulgado pela fabricante de antivírus BitDefender, hackers usaram a marca do jornal "O Globo" para prometer "fotos exclusivas da tragédia em Santa Maria". O e-mail é falso e não foi enviado pelo jornal. Os internautas que clicarem no link estão em risco de serem contaminados por uma praga digital que rouba senhas bancárias.

Existiriam pelo menos mais oito e-mails com variações do tema circulando para infectar internautas, de acordo com a BitDefender.

"Sempre que ocorre uma catástrofe natural ou desastres de grandes proporções, os hackers se aproveitam do forte componente de curiosidade mórbida do público para oferecer supostas imagens chocantes e, desta forma, inocular em milhares de máquinas o código malicioso que permite a manipulação dos dados, identidade e recursos do usuário", afirmou Eduardo D'Antona, executivo da BitDefender no Brasil.

INFO: Google promete lutar contra acesso do governo a e-mails



Washington - O Google vai fazer lobby em Washington em 2013 para dificultar o acesso das autoridades policiais norte-americanas a e-mails e outras mensagens digitais.

Em post por ocasião do Data Privacy Day, segunda-feira, o vice-presidente jurídico do Google, David Drummond, disse que o gigante das buscas, em coalizão com muitas outras poderosas empresas de tecnologia, tentaria convencer o Congresso a atualizar a lei de proteção da privacidade de 1986.

Ele citou dados que mostram que os pedidos governamentais de acesso a dados de usuários do Google cresceram em mais de 70 por cento desde 2009.

Em 2012, o Google recebeu 16.407 pedidos de dados sobre usuários, afetando 31.072 usuários ou contas, mais de metade deles acompanhados por uma intimação.

"Somos uma empresa que respeita a lei e não desejamos que nossos serviços sejam usados de maneiras prejudiciais. Mas é igualmente importante que a lei proteja vocês contra solicitações amplas demais de informação pessoal", afirmou Drummond no post.

A Electronic Communications Privacy Act, aprovada nos Estados Unidos nos primeiros dias da Internet, não requer que investigadores do governo obtenham mandados de busca quando solicitam acesso a e-mails e outras mensagens armazenados online, o que significa que essas formas de comunicação recebem proteção inferior a, digamos, cartas guardadas em uma gaveta ou mesmo mensagens armazenadas no disco rígido de um computador.

O atual sistema também apresenta distinções complexas, muitas contestadas judicialmente, entre e-mails salvos como rascunhos online, ou mensagens em trânsito, abertas ou não abertas.

O acesso a algumas dessas modalidades é possível via intimação, e estas são uma forma de acesso facilitado em comparação com os mandados de busca, porque muitas vezes não requerem a participação de um juiz.

Um mandado em geral é aprovado por um juiz se os investigadores apresentarem "causa provável" para acreditar que suas buscas revelarão informações relacionadas a um crime.

Google, Microsoft, Yahoo e Twitter - entre outros serviços online - resistiram a pedidos de acesso a dados de seus usuários.

Essas empresas adotaram normas, com base na proteção que a constituição norte-americana oferece contra buscas injustificadas, para requerer mandados de busca antes de conceder acesso a comunicações privadas de usuários.

Folha de S.Paulo: Petições virtuais precisam ser menos ambiciosas, diz diretor de site


YURI GONZAGA

Os abaixo-assinados e petições que são feitos no mundo virtual devem direcionar-se a problemas de solução "palpável", diz o coordenador da operação brasileira do site Change.org, um dos maiores do gênero de petições on-line, Lucas Pretti.

"Há muitos abaixo-assinados que não dão em nada. A gente precisa focar menos no macro, no mundial, e mais em coisas que de fato podem ser mudadas pela gente", disse Pretti nesta terça (29) durante o primeiro dia de palestras da Campus Party de 2013, evento de tecnologia que ocorre até o domingo (3).

Yuri Gonzaga/Folhapress 
Lucas Pretti (Change.org) fala durante palestra
 sobre engajamento social 

"Se pedirmos, por exemplo, asfalto em todas as ruas de uma cidade, pode ser mais difícil do que pedir para a prefeitura pavimentar duas delas. Essa conquista, então, poderia levar ao resto."

Pretti citou o caso de uma petição hospedada no Change.org que solicitava a mudança do verbete "casamento" no site Dictionary.com de "união entre um homem e uma mulher" para "união entre duas pessoas". "Acho que essa vitória simbólica e menos ambiciosa pode pressionar mais os políticos do que, por exemplo, uma petição direcionada a eles próprios."

O ativista diz que nem todas as petições que são hospedadas no site são moderadas, mas que a equipe seleciona as mais interessantes para dar destaque. "Queremos ser o YouTube das petições virtuais."

Questionado sobre o chamado "ativismo de sofá", expressão usada para criticar a movimentação por causas de apelo social usando a internet, disse que isso não enfraquece o ativismo "real". "Não é uma lógica verdadeira. É a mesma coisa que dizer que o cinema é ameaçado por downloads. Quanto mais filmes são baixados, mais pessoas vão ao cinema", diz.

Sobre o tema, a coordenadora de marketing do Greenpeace no Brasil, Amanda Fazano, afirmou que o trabalho on-line da ONG em que trabalha é tão importante quanto o off-line. "Recebemos todos os meses uma infinidade de mensagens de pessoas que pedem para se tornar ativistas de rua do Greenpeace, e isso vem aumentando."

Um ponto positivo do "ativismo de sofá", para Fazano, é que "todos podem fazer sua parte."

Os dois palestrantes dividiram a mesa com Isadora Faber, 13, criadora da página "Diário de classe", que teve grande repercussão no Facebook pelas postagens pelas postagens em que a garota catarinense denunciava as más condições de escola em que estuda, da rede pública.

IDG Now!: Falha grave em protocolo permite ataque a milhares de dispositivos em rede



Milhares de dispositivos habilitados para rede, incluindo roteadores, impressoras, servidores de mídia, câmeras IP, SmartTVs, entre outros, podem ser atacados por meio da Internet por conta de uma falha grave que envolve a implementação do protocolo padrão UPnP (Universal Plug and Play), disseram pesquisadores da empresa de segurança Rapid7, na terça-feira (29/1) em uma pesquisa.

O UPnP permite que dispositivos em rede descubram uns aos outros e automaticamente estabeleçam configurações de trabalho que habilitam o compartilhamento de dados, streaming de mídia, controle de reprodução de mídia e outros serviços.

Um cenário comum é uma aplicação de compartilhamento de arquivos, sendo executada em um computador, dizer ao roteador via UPnP para abrir uma porta específica e mapeá-la para o endereço de rede local do computador, com o objetivo de abrir seu serviço de compartilhamento de arquivos para usuários de Internet.

O UPnP é utilizado principalmente dentro de redes locais. No entanto, os pesquisadores em segurança da Rapid7 encontraram mais de 80 milhões de endereços de IPs (Internet Protocol) públicos únicos que responderam a solicitações de descoberta de UPnP por meio da Internet durante as verificações realizadas no ano passado, entre os meses de junho e novembro.

Além disso, eles identificaram que 20%, ou 17 milhões, desses endereços de IP correspondiam a dispositivos que expunham o Protocolo Simples de Acesso a Objeto (SOAP ou Simple Object Access Protocol) para a Internet. Esse serviço pode permitir a crackers atacar sistemas por trás do firewall e expor informações sigilosas sobre eles, disseram os pesquisadores.

Com base nas respostas para a solicitação de descoberta de UPnP, os pequisadores puderam registrar os dispositivos únicos e descobrir qual biblioteca UPnP eles utilizavam. Foi identificado que mais de um quarto dos dispositivos tinham o UPnP implementado por meio de uma biblioteca chamada Portable UPnP SDK.

Oito vulnerabilidades que podem ser exploradas remotamente foram encontradas nessa SDK, incluindo uma que pode ser utilizada para a execução de código remoto, disseram os pesquisadores.

"As vulnerabilidades que identificamos no Portable UPnP SDK foram corrigidas na versão 1.6.18 (liberada hoje), mas levará bastante tempo até que cada fornecedor de dispositivos e aplicação incorpore esse patch em seus produtos", escreveu o chefe de segurança da Rapid7, HD Moore, na terça-feira, no blog da empresa.

Mais de 23 milhões de endereços de IP daqueles identificados durante a verificação correspondem a dispositivos que podem ser comprometidos pelas vulnerabilidades por meio do envio de um único pacote UDP personalizado especificamente para eles, de acordo com Moore.

Falhas adicionais, incluindo aquelas que podem ser utilizadas em ataques de negação de serviço (DDoS) e execução de código remoto, também existem em uma biblioteca chamada de MiniUPnP. Mesmo que elas tenham sido corrigidas nas versões liberadas em 2008 e 2009, 14% dos dispositivos com UPnP expostas utilizavam a versão do MiniUPnP 1.0 (exatamente a vulnerável), disseram os pesquisadores.

Outros problemas foram identificados na última versão da MiniUPnP (1.4), mas eles não serão publicamente divulgados até que os desenvolvedores das bibliotecas liberem uma correção.

"Dito isso, fomos capazes de identificar mais de 6900 versões de produtos que estão vulneráveis por conta do UPnP", disse Moore. "Essa lista engloba mais de 1500 fornecedores e leva em conta apenas dispositivos que expõem o serviço SOAP da UPnP à Internet - o que é uma vulnerabilidade grave por si só."

A Rapid7 publicou três listas separadas de produtos vulneráveis, que possuem falhas do Portable UPnP SDK, MiniUPnP e dispositivos que expõem o SOAP à Internet.

A Belkin, Cisco, Netgear, D-Link e Asus, todas com dispositivos vulneráveis segundo a lista, não comentaram imediatamente sobre o caso.

Atualizações de segurança

Moore acredita que, na maioria dos casos, os dispositivos em rede que não são mais vendidos não serão atualizados e permanecerão vulneráveis a ataques remotos indefinidamente, a menos que seus donos desabilitem manualmente a funcionalidade UPnP ou a substitua.

"Essas descobertas provam que muitos fornecedores ainda não aprenderam o básico em projetar dispositivos que padronizam uma configuração segura e robusta", disse o chefe do departamento de segurança da Secunia, Thomas Kristensen. "Dispositivos que são destinados a conexão direta com a Internet não devem executar quaisquer serviços em suas interfaces públicas por padrão, principalmente serviços como UPnP que são destinados exclusivamente para redes de 'confiança'."

Kristensen acredita que muitos dos dispositivos vulneráveis provavelmente permanecerão sem correção até que sejam substituídos, mesmo que suas fabricantes liberem atualizações de firmware.

Muitos usuários de computadores sequer atualizam os softwares que são frequentemente utilizados e com os quais estão familiarizados, disse ele, acrescentando que a tarefa de encontrar uma interface web de um dispositivo em rede vulnerável, obter a atualização para o firmware e passar por todo o processo de update provavelmente é muito intimidante para muitos usuários.

A pesquisa feita pela Rapid7 inclui recomendações de segurança para provedores de serviços de Internet, empresas e usuários domésticos.

Provedores de Internet (ISP) foram aconselhados a forçar atualizações para as configurações ou firmware para dispositivos de assinantes, a fim de desabilitar os recursos UPnP ou substituir os dispositivos por outros configurados de forma segura, que não expõem o UPnP à Internet.

"Usuários domésticos e de dispositivos móveis devem garantir que a função UPnP dos seus roteadores e dispositivos de banda larga móvel esteja desabilitada", disseram os pesquisadores.

Além de garantir que nenhum dispositivo exponha a UPnP à Internet, as empresas foram aconselhadas a realizar uma revisão cuidadosa sobre o potencial impacto de segurança para todos os dispositivos compatíveis com UPnP encontrados em suas redes - impressoras de rede, câmeras IP, sistemas de armazenamento, etc - e considerar segmentá-los da rede interna até que uma atualização de firmware esteja disponível pelo fabricante.

A Rapid7 lançou uma ferramenta gratuita chamada ScanNow para Universal Plug and Play, bem como um módulo para o teste de penetração Metasploit Framework, que pode ser usado para detectar ​​serviços UPnP vulneráveis que estejam rodando dentro de uma rede.

Codigo Fonte: Microsoft lança versão do Office para a nuvem



A Microsoft anunciou uma versão para o Office na nuvem, tornando desnecessária a compra do disco do software. Apesar disso, o aplicativo continua sendo pago.

As assinaturas do Office 365 custarão US$ 100 por ano, e vão permitir o acesso a todos os softwares do pacote em até cinco dispositivos.

- É uma espécie de reflexo de como a maioria de nós vive hoje. Da mesma forma que se tem acesso imediato a filmes e músicas no Netflix ou Spotify, podemos acessar seus documentos na nuvem. Temos de ser capazes de acessar todo o nosso conteúdo em nossos dispositivos, e isso não deve ser um problema - afirmou o gerente-geral da divisão de comunicações da Microsoft, Roll Oliver.

O novo serviço permite que arquivos criados no pacote Office sejam salvos no Skydrive, que contará com 27 GB para assinantes. O serviço também vai disponibilizar 60 minutos para chamadas internacionais, através do Skype.

- O usuário pode acessar todos os aplicativos do Office em seu computador como se tivesse comprado a licença tradicional. A diferença é que o software é atualizado com mais frequência, o usuário recebe a mais recente funcionalidade e pode trabalhar em cinco dispositivos ao invés de um - explica o executivo.

A companhia também anunciou que a versão tradicional do Office, em disco, já está disponível para venda.

Olhar Digital: YouTube também terá assinaturas pagas



Antes do meio do ano o YouTube deve passar por uma mudança importante. Em algum momento do segundo trimestre, o site de vídeos do Google vai introduzir um modelo de assinaturas pagas, segundo o AdAge.

Pessoas próximas às negociações disseram que o YouTube procurou produtores para pedir que criassem canais que os usuários teriam de pagar para acessar. Os primeiros devem custar entre US$ 1 e US$ 5 por mês.

Além do conteúdo normal, está em discussão um formato parecido com pay-per-view, quando internautas botariam a mão no bolso para assistir a eventos ao vivo. Acesso a bibliotecas de conteúdo e programas de auto-ajuda e assistência financeira também foram previstos.

Não se sabe quais empresas foram incluídas no período de lançamento, mas acredita-se que sejam aquelas que controlam canais já consolidados, como Machinima, Maker Studios e Fullscreen.

A data de lançamento também é incerta, mas uma das fontes garantiu ao AdAge que será em abril, mês em que companhias de mídia, como AOL, Yahoo! e o próprio YouTube, tentam cativar anunciantes apresentando novidades - geralmente seriados.