quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Folha de São Paulo: Usuários do Secret organizam jantares secretos nos EUA, diz site


Você aceitaria o convite para uma festa marcada por um usuário do Secret, rede social em que os autores são anônimos?

A repórter Nellie Bowles, do site de tecnologia "Re/Code", conta que foi selecionada para uma dessas festas após ouvir falar dela pelo aplicativo. O anfitrião, desconhecido, dizia que os interessados precisavam pedir convite.

A reunião aconteceu num apartamento em Oakland, na Califórnia. Segundo ela, compareceram mais oito pessoas, que trocaram ideias sobre amor, família e também compartilharam segredos no mundo real.

O Secret permite que apenas amigos ou amigos de amigos possam conversar entre si na seção de comentários das publicações. Ou seja, Bowles sabia que aquelas pessoas tinham alguma relação indireta com ela.

Essa foi a segunda festa marcada pela "Sociedade de Jantares do Secret".

Segundo uma convidada chamada Elizabeth, ouvida pela repórter, algumas pessoas se assustaram ou não se animaram com a ideia quando ela tentou marcar o primeiro jantar através do aplicativo.

Convite recebido pela jornalista Nellie Bowles para um jantar com usuários (anônimos) do Secret

Idg Now: Extensões do Google Chrome são usadas para fraude e roubo de dados

Jeremy Kirk 

Especialistas em segurança analisaram 48 mil extensões para o navegador da Google e descobriram que centenas delas fazem coisas pouco lícitas
Um estudo analítico de 48 mil extensões do browser Google Chrome, realizado por especialistas em segurança, descobriu que muitas delas são usadas para fraude e roubo de dados e que tais ações são feitas sem que o usuário perceba.

O estudo, de autoria dos pesquisadores Neha Chachra, Christopher Kruegel, Chris Grier, Giovanni Vigna e Vern Paxson, será mostrado na próxima quinta-feira (21/08) no evento Usenix Security Symposium, em San Diego.

O trabalho visa apresentar o cenário de problemas de segurança no contexto das extensões de browsers na medida em que mais e mais cibercriminosos se aproveitam dos dados armazenados nos navegadores para lucrar às custas dos usuários incautos.

Mais de 4 mil suspeitos

Os pesquisadores descobriram 130 extensões claramente maliciosas e outras 4.712 suspeitas envolvidas em uma grande variedade de fraudes, roubo de credenciais, fraude em publicidade online e abuso de redes sociais. Algumas das extensões suspeitas tinham tido milhões de downloads.

“Ao instalar uma extensão você não vai perceber o comportamento criminoso, mas assim que visitar certas páginas específicas de web vai ativar o código malicioso", disse Alexandros Kapravelos, candidato a doutorado na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, durante entrevista por telefone.

Os pesquisadores desenvolveram um sistema chamado Hulk que acompanha de perto como as extensões dos browsers se comportam quando interagem com websites. Uma parte do processo envolveu a criação de “HoneyPages”, que são páginas web feitas especialmente para atrair o comportamento malicioso.

Abuso de poder

Porque as extensões adicionam funcionalidades extras ao browser, elas ganham muito poder. Extensões geralmente solicitam permissões para os usuários que vêm das APIs (application programming interfaces) do Chrome. Por exemplo, extensões podem interceptar requisições do browser para a web, modificar o pedido e injetar código JavaScript nas páginas web.

Durante o estudo os pesquisadores trabalharam próximos da Google. A empresa faz reviews das extensões antes de liberar sua entrada na Web Store do Chrome, mas isso não impediu a entrada das extensões "do mal".

Por causa do estudo, a Google tem implementado várias mudanças para fortalecer seus controles sobre as extensões. Agora está mais difícil instalar extensões fora da Web Store, uma prática conhecida como “side loading", diz Chris Grier, pesquisador de segurança da Universidade da Califórnia em Berkeley e um dos autores do estudo.

Foram encontradas poucas extensões que tentam interferir em sessões de online banking, segundo Grier, mas análises mais aprofundadas podem ainda revelar comportamentos malignos que estão muito bem escondidos, diz ele.

Rastreando navegações

Uma extensão voltada para os usuários chineses, por exemplo, tinha tido 5,5 milhões de downloads. Ela usa um beacon de rastreamento para reportar a um servidor remoto todas as páginas web visitadas por uma pessoa . Esses reports não são enviados utilizando criptografia com SSL (Secure Sockets Layer).

“Embora isso não seja criminoso, certamente expõe os usuários chineses a um novo conjunto de riscos, porque seu conteúdo não está mais criptografado e não há garantias de confidencialidade. Mesmo para usuários fora da China, o risco é grande de ter todo pedido http comunicado para um servidor remoto", diz Grier.

Roubo de comissão e publicidade

Um outro exemplo de comportamento de risco foi identificado em várias extensões que mudam ou adicionam parâmetros dentro de uma URL para realizar fraude de vendas afiliadas. Empresas de varejo como a Amazon, por exemplo, pagam uma pequena comissão para webmasters, conhecidos como afiliados, quando alguém clica em um link em seu website que leva a uma página de venda de produto.

A transação é identificada pela adição de um código correspondente ao afiliado na url que requisita a página de venda do site de varejo. O que essas extensões fraudulentas fazem é trocar o código de afiliado legítimo por um outro delas e, com isso, ganhando crédito pela venda ao invés do site que gerou o acesso. Desde que a Google viu o estudo, ela adicionou o item de fraude de afiliados na sua lista de checagem de extensões, diz Grier.

Os pesquisadores também encontraram exemplos de extensões que mudam a publicidade de um site substituindo-a pela sua publicidade para conseguir ganhar dinheiro com o tráfego alheio. Algumas vezes as extensões trocam os anúncios em banners, injetam anúncios em sites que não contêm anúncios, como a Wikipedia, ou apresentam publicidade no topo da tela sobre o conteúdo do site original.

Folha De São Paulo: Amazon investe no mercado chinês com loja na zona franca de Xangai


A Amazon informou nesta quarta-feira (20) que pretende abrir uma loja na zona franca de Xangai, na China, com a intenção de tirar vantagem de regulações de comércio menos estritas para vender uma ampla gama de produtos no país.
A iniciativa da varejista on-line norte-americana mostra uma tentativa de não apenas permanecer na China como aumentar sua presença em um mercado de comércio eletrônico dominado pelo Alibaba Group Holding e a empresa com sede em Pequim JD.com, segunda maior do ramo no país.

A Amazon assinou um memorando de cooperação para dar aos clientes chineses acesso a seus produtos de sua rede de fornecimento global e para ajudar empresas pequenas e médias na China a exportar seus produtos para clientes em outros países, informou a companhia em comunicado por e-mail.

A companhia não disse quando a companhia irá iniciar as operações na zona franca, que tem regulações de importação e exportação mais flexíveis que o restante da China.



G1: Adolescente de 14 anos cria software para reduzir cyberbullying


Americana vira finalista de feira de ciências do Google com programa que convence internautas a não postar conteúdos ofensivos na rede.

Uma adolescente de 14 anos de idade criou um projeto que tem o potencial de diminuir em mais de 90% o bullying pela internet, ou cyberbullying.

O software Rethink (Repense), da americana Trisha Prabh, é um dos 15 projetos finalistas da Feira de Ciências do Google, cujos vencedores serão anunciados em setembro.

O conceito é interessante: o programa alerta os adolescentes sobre o conteúdo ofensivo das mensagens que eles ainda estão pensando em postar, amparado na descoberta científica de que a parte do cérebro que controla a tomada de decisões e ajuda a pensar antes de agir não está completamente formada antes dos 25 anos.

Assim, o Rethink funciona como um "anjinho bom" que sussurra nos ouvidos dos jovens que postar aquela mensagem pode não ser boa ideia.
Trisha sempre foi apaixonada por ciência (Foto:

Para os testes, Trisha criou dois softwares. Um deles mostrava mensagens ofensivas aos internautas e perguntava se eles as republicariam em suas redes sociais.

No outro software, Rethink, os adolescentes que respondiam sim à pergunta recebiam uma mensagem de alerta: "Essa mensagem pode ser ofensiva para os outros. Você gostaria de parar, revisar e repensar antes de postar?"

Entre os usuários do Rethink, 93% desistiram de postar as mensagens quando receberam o alerta para repensar.

Os testes foram feitos com 300 alunos da escola de Trisha.

Influenciando decisões
A partir daí, a menina criou um protótipo de software que filtra o conteúdo das mensagens de redes sociais e alerta os usuários antes que eles republiquem as mensagens.

A ideia, disse ela em sua apresentação do projeto, é "criar um produto de grande escala que funcione com as redes sociais, sites e aplicativos e que possa se adaptar facilmente a novos sites ou aplicativos que surjam no futuro".

Para ela, os mecanismos que existem hoje e tentam impedir o bullying cibernético são ineficientes porque bloqueiam o conteúdo após ele ter sido postado, e não antes.

"Além de prevenir o cyberbullying, o Rethink pode ter também um efeito positivo sobre a capacidade dos adolescentes de tomar decisões, ajudando-os não só nas mídias sociais mas também no mundo real", afirma.

Trisha está na 8ª série de uma escola em Naperville, no estado americano de Illinois, e quer ser neurocientista.

No ano passado, ela apresentou um projeto de software para evitar que os motoristas se distraiam ao volante motivada pela morte de uma tia em um acidente.

A menina conta que, aos seis anos, ganhou um livro sobre aquecimento global e se apaixonou por ciência. "Passei semanas trabalhando no projeto de um carro que usaria apenas vento e água", disse.

Hoje, gosta de psicologia, psicobiologia e ciências cognitivas.

Seu ídolos na ciência, conta, são Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, e Louis Pasteur, que criou o processo de pasteurização.

Idg Now: Tablets por menos de US$ 35 devem chegar em breve, direto da China

Agam Shah

Dispositivos Android "genéricos", com telas de 7", são esperados para este ano usando processadores quad-core de US$ 4 fabricados pela empresa chinesa Allwinner

Tablets Android genéricos ("sem marca"), com telas de 7 polegadas e chips quad-core que entregam uma performance "decente", poderão ser vendidos em breve no mercado mundial por menos de US$ 35 (cerca de 80 reais).

Atualmente é possível comprar na Amazon tablets com telas de baixa resolução por US$ 45, muitos deles com processadores simples ou dual-core fornecidos pela empresa chinesaAllwinner, fabricante de chips. Mas os preços podem cair a US$35 quando os processadores quad-core A33 Cortex-A7 "fully formed" da Allwinner começarem a ser distribuídos pelo preço de apenas US$ 4, afirma a empresa de análises de mercado Linley Group.

Arquitetura ARM

Os processadores quad-core vão entregar melhor performance que os antigos chips e serão capazes de suportar telas com resolução de 1280 x 800, diz o Linley Group. O processador é baseado na arquitetura Cortex-A7 da ARM e tem uma GPU Mali-400MP2 capaz de renderizar vídeo em alta definição. A produção em larga escala já começou e protótipos desses tablets já foram produzidos.

Os tablets baratinhos deverão ser vendidos por fabricantes chineses sem marca e não vão oferecer o caminhão de recursos e funcionalidades que os tablets da Apple ou Samsung podem oferecer, mas certamente vão causar problemas para empresas grandes como HP e Acer, que têm tablets básicos por US$ 100. O tablet da HP, o HP 7 Plus, utiliza o processador da Allwinner, o A31 Cortex-A7, segundo a fabricante chinesa.

Os tablets de US$ 35 são direcionados para compradores de primeira viagem ou usuários que não são muito exigentes sobre hardware ou software, mas certamente serão rejeitados pelos usuários intensivos, diz Jim McGregor, analista da empresa Tirias Research. Um dos motivos é a memória limitada, a baixa capacidade de armazenamento e menos portas que os dispositivos mais caros.

Além disso, esses tablets genéricos não têm suporte ao consumidor e muitos deles sequer têm a Google Play store instalada.

Tablets descartáveis

Para o analista Nathan Brookwood, da Insight 64, com esses preços estamos chegando perto de ter "tablets descartáveis". Um bocado desses equipamentos deverão vir de Shenzhen, na China, onde há alta concentração de desenvolvimente de dispositivos, diz Brookwood.

"O ecossistema de Shenzhen é apavorante", diz o analista. "Eles trabalham com margens absurdamente baixas, o tipo de margens que nenhum fabricante dos EUA pode sequer imaginar operar."

G1: HP tem receita inesperada com alta de vendas de computadores


Divisão de computadores pessoais teve receita 12% maior.
Empresa tenta depender menos dessa área e focar em armazenamento.
A Hewlett-Packard divulgou nesta quarta-feira (20) ter tido um aumento surpresa em sua receita trimestral após o faturamento da divisão de computadores pessoais subir 12%. Receita estáveis ou em queda de outras unidades ressaltam, no entanto, a difícil batalha da companhia para retomar o crescimento.

As vendas da HP subiram 1% para US$ 27,6 bilhões no trimestre de abril a junho, ante os US$ 27,2 bilhões do ano anterior. Analistas de Wall Street previam um modesto recuo na receita para US$ 27 bilhões.

A gigante do Vale do Silício está passando por uma grande reformulação para reduzir custos e seguir em direção a negócios de margens maiores como os de infraestrutura computacional. A empresa tenta reduzir a dependência dos PCs e focar em servidores, armazenamento e rede para empresas.

Nesta quarta-feira, a HP reduziu as estimativas de lucro para o ano fechado, entre US$ 3,70 e US$ 3,74 por ação, ante a estimativa anterior de US$ 3,63 a US$ 3,75. As ações da empresa caíram 0,8%, para US$ 34,84 no pós-pregão.

A companhia teve lucro líquido diluído de US$ 1,7 bilhão, ou US$ 0,89 por ação, um crescimento de 3% e em linha com estimativas de analistas, de acordo com a Thomson Reuters.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Olhar Digital: Justiça determina exclusão do Secret do Google Play e da App Store

Justiça determina exclusão do Secret do Google Play e da App Store


A justiça determinou nesta terça-feira, 19, que o aplicativo Secret não deverá mais ser disponibilizado no Google Play e na App Store. O Cryptic, com funcionalidade semelhante para o Windows Phone, também deverá ser excluído pela Microsoft. A decisão veio por meio de liminar após ação civil pública movida pelo Ministério Público do Espírito Santo.

A solicitação, feita na última sexta-feira, 15 demanda também que os apps sejam desinstalados dos celulares de quem já baixou o aplicativo. Apple, Google e Microsoft terão 10 dias para acatar a ordem, com previsão de multa de R$ 20 mil por dia após o fim do prazo em caso de descumprimento.

A base jurídica utilizada pela MP é apoiada em dois fundamentos jurídicos. O primeiro deles é que a Constituição garante a liberdade de manifestação de pensamento, mas veta o anonimato. O segundo ponto é que a intimidade e privacidade das pessoas são invioláveis.

O documento, no entanto, leva em consideração o fato de que o app não é realmente anônimo, já que os dados dos usuários são armazenados pela empresa para uso em necessidade jurídica. Mesmo assim, a premissa do app de não exibir a origem da mensagem entre os usuários e prometer “anonimato total” foi considerada irregular.

Desde sua chegada ao Brasil, o Secret tem causado problemas. O aplicativo, que propõe a publicação de segredos sem revelar a identidade do usuário, tem sido usado para ciberbullying, divulgação de fotos e informações privadas, difamação ou simplesmente difusão de mentiras sobre algumas pessoas, gerando instatisfação. Alguns grupos já se uniram contra o app no Brasil, que já chegou a virar caso de polícia.

Marco Civil
Do outro lado, há de se observar, no entanto, a responsabilidade do próprio Secret na situação. Segundo o Marco Civil, o serviço não pode ser penalizado civilmente por conteúdo publicado por terceiros a menos que desobedeça ordem jurídica para sua remoção, como observado por José Milagre, colunista do Olhar Digital. Aparentemente isso não foi o bastante para impedir a aprovação da liminar.

Uol: Conta no Twitter alerta se governo edita Wikipedia; saiba como isso é feito

Conta no Twitter alerta se governo edita Wikipedia; saiba como isso é feito
Juliana Carpanez
Arquivo pessoal
Criador do Brwikiedits, Pedro Menezes adaptou código para monitorar IPs

Diversas denúncias feitas recentemente indicam que computadores de órgãos de governo fizeram alterações na enciclopédia colaborativa Wikipedia: elogios a um ex-ministro e desqualificações a jornalistas no Brasil, além de críticas à investigação do caso Jean Charles no Reino Unido, por exemplo.

Diante desses alertas, surgiu no final de julho o perfil Brwikiedits, disponível no Twitter e no Facebook. Criado pelo desenvolvedor web Pedro Felipe Melo Menezes, 18, de Natal (RN), o serviço avisa sobre verbetes da Wikipedia editados por computadores do governo.

Para criar o "robô" que faz essa verificação de forma automática, Menezes utilizou o código aberto disponibilizado pelo perfil @congressedits no Twitter - a conta norte-americana monitora as edições realizadas a partir de computadores do Congresso local.

Entre as curiosidades que Menezes descobriu estão edições feitas nas redes da Petrobras e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados): os verbetes de "Digimon" e da sexta temporada da série "NCIS", respectivamente. "Não convém com o propósito deles. No mínimo, é um péssimo exemplo de gasto de tempo e do dinheiro dos nossos impostos", afirmou Menezes.

Como saber quem editou a Wikipedia?

Histórico Todo verbete da Wikipedia apresenta, no canto superior direito, o link Histórico. Lá, é possível visualizar quem editou uma página, quando e quais alterações foram feitas. Foto: Reprodução
Registro de usuários No histórico, é possível ver o autor das mudanças (com destaque em vermelho) de duas formas. A página pode mostrar o nome de usuário daquele editor, se ele tiver um cadastro na Wikipedia. Se ele não tiver uma conta, aparecerá o endereço IP (protocolo de internet): este número identifica uma máquina conectada à internet. Foto: Reprodução

Origem do IP Não é fácil descobrir a origem do IP. Ao colocar no site Registro.br o IP aleatório de um editor da Wikipedia, por exemplo, o usuário chega só até o provedor do usuário (foto) - pode ser necessário um mandado judicial para associar um IP a uma máquina. Mas o Brwikiedits faz o caminho contrário: monitora IPs já coletados por Menezes, que pertencem a órgãos governamentais. Foto: Reprodução

Como o 'robô' sabe que IP é do governo? Menezes explica que todos os IPs por ele monitorados têm um ANS (número de sistema autônomo) em nome de um órgão do governo federal, de um ministério ou de uma estatal - caso do Palácio do Planalto, Ministério da Justiça e BNDES, entre muitos outros. Sites como o tcpiputils.com e myip.ms, por exemplo, mostram quem são esses ''donos'' dos IPs monitorados. Foto: Reprodução

Atualizações do governo A Wikipedia tem um canal em tempo real, onde lista alterações anônimas (com registro do IP). ''O Brwikiedits monitora esse canal e compara com a lista de IPs do governo que coletei. Quando alguma comparação obtém sucesso, ela é imediatamente enviada ao perfil no Twitter. É tudo automático'', explicou Menezes. Foto: Reprodução Na prática A imagem ao lado mostra alterações feitas no verbete 'As Tartarugas Ninja (desenho de 1987)'. Uma busca nos sites tcpiputils.com e myip.ms indica o dono do IP: a Petrobras. O robô Brwikiedits tem uma lista de IPs ligados ao governo e identifica quando algum deles edita um verbete na Wikipedia. Em seguida, divulga a alteração de forma automática no Twitter e Facebook. Foto: Reprodução

Dá para confiar?

João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de Engenharia de Computação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que é possível confiar no IP (protocolo de internet) registrado pela Wikipedia. "É possível mascarar o IP, mas isso geralmente é feito no caso de ataques", explicou.

Mas ele aponta que as informações da Wikipedia seriam mais confiáveis, caso a enciclopédia exigisse de todos os editores o preenchimento de um cadastro (se o usuário não fizer isso, o site registra apenas seu endereço IP).

Como essa exigência não acontece, diz Fernandes, fica mais fácil usar indevidamente uma rede para associá-la a determinados verbetes – no caso de brigas entre partidos políticos, por exemplo. 

G1 - Justiça do ES determina remoção do Secret de lojas de aplicativos no Brasil


Google e Apple devem retirar app; Microsoft deve suspender o app Cryptic.Empresas também devem remover app dos celulares de quem já o instalou.

A Justiça do Espírito Santo determinou, em decisão liminar, nesta terça-feira (19) a retirada do "Secret" das lojas de aplicativo de Google e Apple e do "Cryptic", de funcionamento similar, da loja da Microsoft. A Justiça acolhe o pedido do Ministério Público do Espírito Santo, que protocolou uma ação civil pública na sexta-feira (15).

Além de determinar a suspensão do aplicativo, a Justiça decidiu ainda que as empresas devem também remover remotamente os aplicativos dos smartphones das pessoas que já os instalaram. Esse também era um pedido do MP-ES, em ação assinada pelo promotor Marcelo Zenkner. A Justiça fixou multa de R$ 20 mil para cada dia de descumprimento.

O Google informou que ainda não foi notificado, mas que não comenta casos específicos. "Qualquer pessoa pode denunciar um aplicativo se julgar que o mesmo viola os termos de uso e políticas da Google Play ou a lei brasileira. O Google analisará a denúncia e poderá remover o aplicativo, se detectar alguma violação." Apple e Microsoft não responderam até a publicação deste texto.

Como o nome diz, o Secret permite que segredos sejam contados, sem que a identidade do autor da mensagem seja revelada. O caráter anônimo do app abre uma brecha para que não só os segredos mas também mentiras sejam espalhadas pela rede.

Para o juiz Paulo Cesar de Carvalho, da 5ª Vara Cívil de Vitória, o Secret infringe princípios constitucionais, por permitir que seus usuários usufruam do direito à liberdade de expressão sob a condição de anonimato. "A liberdade de expressão não constitui um direito absoluto, sendo inúmeras as hipóteses em que o seu exercício entra em conflito com outros direitos fundamentais ou bens jurídicos coletivos constitucionalmente tutelados, que serão equacionados mediante uma ponderação de interesses, de modo a garantir o direito à honra, privacidade, igualdade e dignidade humana e, até mesmo, proteção da infância e adolescência, já que não há qualquer restrição à utilização dos aplicativos indicados na inicial", escreveu o juiz na decisão.

Bullying Virtual
“O anonimato mostra-se absolutamente incompatível com tais premissas balizadoras de nosso sistema, assim como o aviltamento, in casu gratuito, despropositado e desmedido, à honra e à imagem de qualquer pessoa”, afirmou o promotor Zenkner. “O aplicativo ‘Secret’ fornece o instrumento apto ao cometimento daquilo que, corriqueiramente, tem sido chamado de ‘bullying virtual’.”

Para o promotor, “as exigências constitucionais o direito à imagem, à privacidade, à intimidade, à honra e, principalmente à dignidade da pessoa humana, estão sendo acintosamente violadas” por Google e Apple “ao disponibilizarem aos usuários o aplicativo ‘Secret’”.

Direito difuso
O pedido do promotor é similar ao feito pelo consultor de marketing Bruno Machado, que entrou na Justiça de São Paulo. O rapaz se sentiu ofendido por ser citado em postagens que considerou ofensivas no aplicativo. No caso dele, porém, a Justiça de São Paulo entendeu que o pedido dele, para suspender o Secret, interferia no direito de outras pessoas.

Em decisão da semana passada, o juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, no entanto, considerou pertinente a argumentação da advogada de Machado, Gisele Arantes, do escritório Mendes e Assis. Além do citado apelo ao anonimato apontado inconstitucional pelo MP-ES, Gisele apontou que o app infringe o Código de Defesa do Consumidor (por não ter termos em português) e o Marco Civil (por não ter representação no Brasil e não estar em consonância com a legislação brasileira apesar de ter usuários do país).

O promotor do Ministério Público do Espírito Santo afirma que a ação civil pública, por outro lado, tem efeito coletivo.

Folha de São Paulo: Tudo está na App Store? Adesivos incentivam pessoas a se desconectar

Hoje parece que tudo está à venda App Store. Mas não é bem assim. Uma brincadeira no parque com os amigos, uma viagem à praia ou ursinhos de pelúcia não podem ser adquiridos na loja virtual da Apple.
Pensando nisso, a sueca Linn Wexell e os brasileiros Caio Andrade e Rafael Ochoa resolveram criar adesivos com a frase "Not Available on the App Store" ("Não Disponível na App Store", em português) e colá-los em brincadeiras e situações que não podem ser adquiridas pelo tablet ou smartphone.

Segundo o grupo, a ideia surgiu depois de observar as pessoas nas ruas, em restaurantes e em shoppings, onde é comum encontrar crianças mergulhadas nos eletrônicos e deixando de lado as brincadeiras comuns do dia a dia.

"O objetivo do projeto é ajudar as pessoas, em um mundo que está sempre conectado, a se desconectar", disse Andrade, por e-mail, à "Folhinha".

"Com a tecnologia tudo fica tão fácil que acabamos nos tornando preguiçosos. Quando temos um computador que faz isso por nós, não precisamos usar nossa memória e muito menos pensar", afirmou Ochoa.

Os três moram em Estocolmo, capital da Suécia, e os primeiros locais escolhidos para colar os adesivos foram parques e locais a céu aberto da cidade.

A primeira foto do projeto foi postada no site no dia 16 de abril de 2014 e, desde então, cerca de 7.000 adesivos chegaram a mais de 50 países, entre eles Noruega, Japão, França, China, Brasil e outros. "Cada envelope com os adesivos era acompanhado de uma cartinha feita à mão, imagina o trabalho...", contou Linn.

Entre as reações de adultos e crianças ao conhecerem o projeto, chamou a atenção deles a de um pai que estava indo comprar um iPad para o filho, mas viu o site e desistiu.

Os adesivos são vendidos a U$ 1 dólar pelo site, mas podem também ser impressos. A página também reúne fotos dos adesivos colados pelo mundo, que podem ser enviadas por qualquer pessoa. Basta mandar um e-mail para notonappstore@gmail.com ou postar a imagem com a hashtag #notonappstore.