terça-feira, 5 de novembro de 2013

IDG Now!:O Marco Civil e as propostas mirabolantes do governo




Na corrida final para a aprovação do Marco Civil (ameaçado pelos interesses comerciais das transnacionais de telecomunicações que constituem o oligopólio da infraestrutura de redes no pais, bem como pelo desejo de controle de conteúdo por parte da midia empresarial, em detrimento da cidadania), surgem propostas mirabolantes ou completamente desinformadas sobre como funciona e se organiza a Internet e sua infraestrutura lógica.

Além das ameaças à privacidade, à garantia de inimputabilidade e de neutralidade da rede, surgem também propostas confusas e mal fundamentadas para localização de data centers no Brasil, correio seguro e outras.

Procuro elaborar aqui três pontos, dos quais o primeiro é precondição inevitável para os outros:

- interconexão internacional;

- localização de conteúdos;- implementação de serviços nacionais de alcance maciço


Vamos por partes


1 – Rotas internacionais de interconexão

Aqui temos vários temas:

- necessidades de capacidade estimadas de curto a longo prazo de tráfego bruto para cada uma das regiões (Américas, África, Ásia, Europa)

- tempos e custos de projeto, provisionamento, lançamento, construção de estruturas

- investimento, financiamento, retorno previsto

- controle institucional/empresarial

- otimização da interconexão

Pelos dados que consegui capturar, por exemplo, a divulgação da propalada espinha dorsal BRICs não menciona qual a estrutura empresarial será responsável pelo projeto, pelos investimentos (incluindo construção e manutenção) e pelo controle — até o momento o BRICs Cable é apenas uma proposta de investidores sul-africanos.

No caso dos submarinos mencionados nos planos da Telebras, grande parte do controle dos trechos regionais (Argentina, Uruguai, resto da América do Sul) seria de uma empreiteira brasileira. O enlace com Angola teria o controle da Angola Cable em 90%. No caso do enlace com a Europa, não há informação sobre a estrutura de controle, mas haverá aparentemente uma forte presença de uma empresa espanhola.

Essas questões repetem-se em todos os outros enlaces internacionais propostos. Isso tudo envolve compartilhamento de custos operacionais e de peering/trânsito. Em qualquer caso, terá que haver um sistema de segurança compartilhada entre os envolvidos para garantir que os cabos estejam imunes à bisbilhotagem por qualquer país.

Não vejo como isso pode inspirar confiança, à luz da bisbilhotagem maciça revelada por Snowden, sem uma supervisão pluralista efetiva por parte de todos os setores envolvidos.

Do ponto de vista interno, graças em grande parte à visão estratégica do NIC.br, estamos bem em alguns componentes cruciais da rede. Somos o segundo país do mundo em pontos neutros de troca de tráfego (com 23 PTTs — os EUA têm 87) interconectando cerca de 500 redes nacionais, temos 18 espelhos dos servidores DNS raiz bem distribuidos pela rede, e um dos melhores e mais seguros serviços de DNS do planeta. O que falta é capacidade de trânsito bem distribuida para todos os municípios, bem como capacidade de trânsito internacional também distribuida equilibradamente para todas as regiões do mundo — e isso não nasce da noite para o dia.

2 – Data centers no país

Temos que separar o joio do trigo — ou o besteirol da realidade. A menos que o governo resolva intervir diretamente nos serviços oferecidos na rede (a maioria dos grandes serviços abertos ao público é gratuita para o usuário final e de natureza privada), o que seria uma catástrofe, a única maneira de estimular a construção e operação de data centers no país é tornar essa atividade internacionalmente competitiva aqui dentro.

Parte do problema está em [1], acima — nossas conexões saturadas com o exterior com custos respectivos muito elevados e com pouco ou nenhum controle nacional efetivo (caramba, a sexta economia do planeta sequer tem um satélite de comunicações para chamar de seu). Outro elemento é o custo e disponibilidade de energia elétrica (alguns dos grandes data centers dos EUA são instalados próximos a hidroelétricas para reduzir custos). São Paulo é relativamente bem conectada mas não tem mais energia elétrica disponível a curto prazo. É preciso descentralizar a conectividade e permitir assim a construção desses datacentros em outras cidades.

Então, esse movimento requer políticas públicas bem organizadas para criar essas condições, e obviamente não vai ter resultados a curto prazo. Além disso, essa política deve buscar atrair investimentos em data centers para serviços internacionais, e não apenas para “guardar dados de brasileiros”.

Fica a pergunta: quais dados devem ser armazenados no país? Dados de brasileiros? Ou dados gerados a partir de determinado momento por brasileiros? Como ficam os petabytes de dados gerados originalmente por brasileiros e armazenados lá fora (em centros de pesquisa, em sediadores comerciais, em repositórios internacionais, em bases de dados de aplicativos etc etc)?

Dou o exemplo da rede mundial de repositórios digitais da obra de Paulo Freire — a melhor delas está no OISE, da Universidade de Toronto, que inclui praticamente toda a obra de Paulo Freire, inexistente no Brasil porque nunca demos importância a esse educador internacionalmente respeitado. Terá a UofT que transferir esse conteúdo de brasileiro para o Brasil?

E em um serviço de rede social como o Twitter, em que as interações dos

Para quem não conhece como funciona a rede, é muito simples alardear propostas. Mas essas perguntas foram feitas antes de definir-se uma política? Aqui, como no caso da insistência de conselheiros da Anatel de pedir à ICANN (!!) um ponto de troca de tráfego no Brasil (!!) [*], revela-se um grande desconhecimento — agir sobre esses temas sem conhece-los é uma grande irresponsabilidade.

Em resumo:

- não faz sentido incluir isso no Marco Civil; é plano de localização de serviços, não pertence a uma carta de princípios;

- não se pode obrigar ninguém a trazer datacentros para o Brasil ou, especialmente, transferir conteúdos sob sua responsabilidade, que forçosamente afeta usuários de outros países, para o Brasil; o correto é estimular o desenvolvimento dessa infraestrutura no país, e para isso falta muito, como já vimos.

3- Serviços Internet no país (exemplo do e-mail)

Os principais serviços de e-mail hoje no mundo (Gmail, Yahoo etc) são gratuitos para o usuário final e não são obrigatórios — o usuário pode optar por usar o Gmail, por exemplo, ou pagar alguma coisa a um provedor local e ter seu e-mail em um provedor de serviços comercial no país. Não há ainda caso de provedor comercial (gratuito ou não) que garanta explicitamente privacidade dos e-mails e metadados do usuário. As garantias resumem-se a serviços antivirus e similares. Sequer há garantia de armazenagem continuada — o Terra Mail, por exemplo, avisa: “Periodicamente algumas pastas do webmail passam por uma limpeza automática.”

A proposta de um serviço de e-mail pelos Correios (que já operou um serviço similar há algum tempo) ou qualquer outro ente estatal deveria concentrar-se na necessidade de e-mail seguro por parte dos governos (federal, dos estados e dos 5.570 municípios), o que já é uma tarefa de grande porte. Entende-se que os “gov.br” já têm serviços de e-mail. Quem os opera? No âmbito federal, suponho que seja o Serpro — por que mudar para os Correios? Enfim, como está organizado, com que condições de segurança funciona o serviço de e-mail sob o “gov.br“?

Se é para oferecer um serviço de e-mail gratuito para toda a população, podemos imaginar a escala da coisa com mais de 100 milhões de usuários. O Google opera o Gmail com cerca de 15 GB (e aumentando) de capacidade reservada a cada um de seus mais de 425 milhões de usuários — ou seja, uma capacidade bruta de armazenagem equivalente a 6,4 exabytes (ou a 12,8 milhões de discos rígidos de 1 terabyte operando com redundância).

No caso do serviço brasileiro em um cenário de 100 milhões de usuários, se reduzirmos a capacidade oferecida a cada usuário a hoje modestos 1 GB, chegaríamos a uma instalação com capacidade de 100 petabytes (ou 200 mil discos de 1 TB, operando em redundância). Não é da noite para o dia que se cria um datacentro com essa capacidade. Só os discos consumiriam dois megawatts. Imaginem as instalações de refrigeração, os servidores, roteadores, chaveadores, sistemas de monitoramento, centro de manutenção, sistemas de segurança… Além do hardware, é preciso dimensionar a capacidade de trânsito Internet para essa escala.

Atualização: recentemente houve o anúncio que a proposta de “correio seguro no Brasil” reduziu-se a um serviço de correio seguro para o governo federal, a ser implantado pelo Serpro. Espanta-me que isso não tenha sido feito muito antes. E um detalhe crucial: para usar email seguro (que envolve criptografia na ponta), é preciso treinamento — o uso adequado não é trivial, os funcionários públicos terão que ser treinados em massa.

Essa escala de desafios vale, claro, para qualquer data center ou serviço que queira ser competitivo nacional ou internacionalmente.

Ou seja, desafios imensos para um país que tem uma colossal e crescente massa de usuários da Internet *mundial*, uma presença muito significativa na Internet como um todo e uma grande interação com milhões de usuários do resto do planeta.

Tudo isso é equacionável em um plano estratégico cuidadoso contando com os melhores especialistas, e precisa ser relativizado em função das oportunidades, do custo/benefício, e da segurança esperada versus segurança efetiva. E sobre tudo com políticas públicas de estímulo, não de ameaças. Sem discursos e soluções de algibeira. E muito menos com propostas absurdas só para aparecer na midia com uma “solucionática” que pode fazer do país motivo de riso no resto da comunidade internacional.

Fonte: Afonso, Carlos A. . "Plural » O Marco Civil e as propostas mirabolantes do governo." IDG Now!. http://idgnow.uol.com.br/blog/plural/2013/11/04/o-marco-civil-e-as-propostas-mirabolantes-do-governo/ (accessed November 5, 2013).

Olhar Digital: Reino Unido proíbe eletrônicos em reuniões para evitar espionagem


(Foto: Reprodução)

Também envolvido com os recentes escândalos de monitoramento tecnológico, o governo britânico passou a tomar medidas de segurança para evitar que o conteúdo de suas reuniões vaze.

Na semana passada, iPads usados durante uma reunião com o ministro Francis Maude, do Gabinete, foram imediatamente retirados da sala quando os presentes passaram às conversas confidenciais. Eles falavam sobre como o Serviço Digital do Governo poderia agir para economizar dinheiro.

Conforme repercutido pelo Telegraph, foram os seguranças que levaram os aparelhos do ambiente, temendo a possibilidade de que eles tivessem sido hackeados.

As autoridades temem que China, Rússia, Irã e Paquistão tenham desenvolvido maneiras de transformar dispositivos eletrônicos em microfones e transmissores, mesmo que estejam desligados.

Ministros do país agora possuem caixas com isolamento acústico em chumbo para guardar os celulares quando estiverem em conversas sensíveis.

Fonte: "Reino Unido proíbe eletrônicos em reuniões para evitar espionagem." Olhar Digital. http://olhardigital.uol.com.br/noticia/38632/38632 (accessed November 5, 2013).

CORREIO: Supermercado online é opção de compra para 8 mil pessoas em Salvador


Uma pesquisa feita pelo CORREIO mostra que essa diferença pode chegar a até 13,6%, em uma lista de compras que inclui 19 produtos básicos

Para chegar, tem que enfrentar o engarrafamento, que não tem mais hora nem lugar. O estacionamento está quase sempre lotado e, na hora de encontrar os produtos da lista, eles parecem mudar de corredor toda semana. Depois que o carrinho finalmente está cheio, por algum motivo obscuro, há sempre menos caixas trabalhando do que seriam necessários para fazer a fila fluir numa velocidade aceitável.

E depois ainda tem que arrumar as compras no carro, pegar o engarrafamento de novo, desarrumar as compras... ufa! Ir ao supermercado não é um das tarefas mais agradáveis para a maioria das pessoas. Também não é mais uma tarefa necessária. 

Mariana Gil, do Mercado Vip, diz que preço mais alto corresponde à venda de produtos mais saudáveis (Foto: Arisson Marinho)

O que você acha de fazer suas compras do mês enquanto assiste a novela, ou o jogo de futebol? Sim, você pode! Em Salvador, há dois sites onde se pode fazer compras online e receber em casa no dia seguinte, ou até no mesmo dia. Juntas, as lojas Mercado Vip e Melhor Mercado já atendem a cerca de 8 mil clientes espalhados por toda a cidade. E quem utiliza os serviços diz que funciona. 

No entanto, é preciso ficar atento: em geral, os produtos são mais caros nos estabelecimentos virtuais. Uma pesquisa feita pelo CORREIO mostra que essa diferença pode chegar a até 13,6%, em uma lista de compras que inclui 19 produtos básicos como feijão, arroz, açúcar, papel higiênico e desinfetante.

Enquanto no Extra, o supermercado com o total mais barato, o valor das compras foi de R$ 104,15, no Melhor Mercado, o mercado virtual com o total mais caro, as compras chegaram a R$ 118,32, uma diferença de R$ 14,17. Além disso, as lojas virtuais cobram frete, o que pode aumentar essa diferença.


Seleção
Maurício Rosa Lima, sócio do Melhor Mercado, diz que é difícil competir com os acordos feitos entre fornecedores e as grandes redes de supermercado. “Mas compensamos com o serviço: entregamos em casa, escolhemos as melhores frutas e verduras, e o cliente não precisa enfrentar engarrafamentos”.

Quem conseguir comprar antes das 7h ainda recebe as mercadorias no mesmo dia. Depois disso, é preciso esperar até o dia seguinte. “São três carros de entrega, fazendo roteiros em quatro horários. Cada um abrange uma área específica da cidade”, conta Maurício, que atende clientes do Centro até Itapuã.

“Se pedir, eles até arrumam suas compras na geladeira e na despensa”, conta a funcionária pública Rita de Cássia Oliveira, 52 anos, que desde o começo do ano só faz mercado pela internet. “É um pouco mais caro, mas acaba compensando, porque, quando você entra no mercado, acaba enchendo o carrinho com coisas desnecessárias”, observa Rita.

Ela diz que nunca teve problemas e que as frutas e legumes são mais bem escolhidos do que se a tarefa fosse feita por ela. “Eu não sei escolher um melão, mas sempre mandam melões perfeitos”.

Mariana Gil, uma das sócias do Mercado Vip, diz que os valores mais altos correspondem ao cuidado que a loja tem com a venda de produtos mais saudáveis. “Todo o nosso hortifrúti é orgânico, que custa um pouco mais”, explica Mariana, que criou, em parceria com o consultor físico Roberto Meirelles, uma seção no site que vende ingredientes de dietas especializadas. “Nenhuma outra loja vende, por exemplo, porções pequenas de frango moído”, defende.

Operação
Mariana conta que, após o cliente selecionar os itens que deseja pelo site, o call center da empresa entra em contato para agendar a entrega. “Depois, uma pessoa vai com o carrinho e faz o mercado, como se fosse o próprio cliente, só que no nosso galpão. Temos 95% dos produtos em estoque, os outros, compramos em atacados conveniados”, conta.

Maurício, do Melhor Mercado, conta também que, no dia seguinte, a empresa entra em contato com o cliente para saber se tudo correu bem. “Se o mamão chegou machucado, por exemplo, a gente leva outro”. Como Mariana, ele também mantém um galpão e convênios com atacados. 

As duas lojas cobram pela entrega, mas os fretes ficam menores à medida que o valor das compras aumenta, chegando a ser abonado quando as compras ultrapassam R$ 300 (no caso do Mercado Vip) e R$ 500 (no Melhor Mercado). O valor do frete é variável, mas pode chegar até R$ 14.

Fonte: "Notícias." CORREIO. N.p., n.d. Web. 5 Nov. 2013. .

Folha de S.Paulo: Internet ajuda a melhorar nossa memória, diz especialista em tecnologia


Ser traído pela memória sempre foi um problema. Mas nos tempos atuais, qualquer lacuna na lembrança pode ser emendada em instantes, seja sacando do bolso um smartphone seja digitando poucas palavras no Google.

Com isso, cresce um receio moderno: de que a internet esteja destruindo a capacidade humana de lembrar informações. E ele aumenta à medida que se desenvolvem novas ferramentas de busca on-line.

A dependência do homem por dados externos, porém, não é um fenômeno novo, segundo o especialista em tecnologia Clive Thompson, 45, autor do recém-lançado "Smarter Than You Think: How Technology is Changing Our Minds for the Better" ("Mais inteligente do que você pensa: como a tecnologia está mudando nossas mentes para melhor", em tradução livre).

Para ele, as pessoas estão apenas depositando nos aparatos tecnológicos a mesma confiança que sempre dedicaram a amigos e familiares na tarefa de preservar detalhes esquecidos.

O autor, que é colunista da revista "Wired" e colabora para o "New York Times", também enumera os benefícios do pensamento social oferecidos pela internet.

Leia trechos de sua entrevista à Folha.

Clive Thompson, 45, autor do recém-lançado 
"Smarter Than You Think: How Technology is 
Changing Our Minds for the Better".

MEMÓRIA LIVRE PARA O QUE INTERESSA

No começo, quando consultava demais minha agenda de celular, eu me questionava se tinha perdido a habilidade de me lembrar de números de telefone, por exemplo. Então pensei: 'se isso ocorre com telefones, deve ocorrer com outras informações'. Mas pode ser bom ter mais espaço mental livre para outras coisas.

Por milhares de anos, os humanos sempre foram bons em se lembrar do significado das coisas, mas ruins com os detalhes. A exceção é quando somos apaixonados por um tema. Em geral, porém, sempre precisamos contar com recursos externos. É por isso que consultamos bibliotecas, anotações e livros. O Google e os smartphones, são muito mais rápidos para uma consulta do que pesquisar em livros, então usamos mais.

HARDWARE EXTERNO

Confiamos nas pessoas ao redor para nos ajudar a lembrar os detalhes da vida desde sempre. Sabemos mais ou menos em que somos ruins em lembrar e no que nossos amigos, mulheres e maridos são bons. Até inconscientemente. Eu sei que minha mulher é melhor com datas de aniversários e história americana. E ela sabe que sou bom para lembrar onde ficam as coisas na casa e história canadense.

Nós armazenamos um volume grande de dados fora de nós, dentro de outras pessoas. E aprendemos que, coletivamente, chegamos a melhores lembranças, análises e soluções.

Com o avanço da tecnologia, ganhamos novas fontes externas de dados. Nos últimos anos, as ferramentas de busca e os aparelhos ficaram mais próximos dos nossos corpos, nos bolsos ou à nossa frente, na mesa. Então começamos a tratá-los da maneira como tratamos as outras pessoas. Aprendemos quando eles são bons para nos responder algo e quando são ruins. E confiamos neles para ajudar a lembrar.

DEPENDÊNCIA x CRIATIVIDADE

O único perigo é confiar demais nas fontes externas, aí pode haver questões ligadas à criatividade. Quando você faz uma caminhada ou está no banho e tem uma grande ideia, ela vem de coisas internalizadas. Se evoluímos para confiar muito em recursos externos, é discutível se podemos colocar nossa criatividade em perigo.

Cientistas dizem que quando as pessoas têm muito interesse em algo, isso fica profundamente internalizado. Se você quiser que as pessoas tenham mais conhecimento na cabeça delas, precisa fazer com que elas se interessem. É um problema cultural antigo: como fazemos as pessoas ficarem interessadas? A questão é a mesma.

Mas não acho que devemos nos preocupar sobre como estamos tratando o Google ou os smartphones. É um padrão antigo de comportamento e que se provou eficaz ao longo dos anos. Não há nada de errado sobre a memória social e sobre estar cercado por outras pessoas e aparelhos que podem ajudar a recuperar os fatos.

TECNOLOGIA AGREGA, NÃO ISOLA

Não acho que as ferramentas tecnológicas nos isolem. Acho que é o oposto. Estamos nos tornando pensadores mais sociais, pois temos mais oportunidades de dividir o que pensamos o tempo todo.

Pode ser ruim se você é o tipo de pessoa que prefere pensar de modo isolado. Alguns trabalhos intelectuais demandam isolamento, como, por exemplo, escrever um romance. Mas é mais difícil ser um pensador isolado hoje em dia. Há muita gente querendo falar com você on-line, enviar fotos, mensagens. Uma das habilidades modernas é este 'pensar sobre o pensar'. Seria bom para mim estar pensando com outras pessoas ou eu deveria estar isolado agora?

Antes, eu achava que devia manter meus trabalhos em segredo pois queria surpreender, mas percebi que se eu falar mais sobre o que estou fazendo, as pessoas, que são generosas e bem conectadas, contribuem com sugestões. A busca por boa informação se beneficiou desse pensamento social.

Fonte: CUNHA, JOANA . "Folha de S.Paulo." Folha online. http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/11/1364492-internet-ajuda-a-melhorar-nossa-memoria-diz-especialista-em-tecnologia.shtml (accessed November 5, 2013).

Portal A TARDE: Aplicativo funciona com caneta inteligente para caligrafia


Divulgação

Caneta é para quem não quer repassar o que já escreveu

Escrever com caneta e papel está entrando no mundo digital graças a novos aplicativos, que trabalham com canetas inteligentes para capturar a palavra escrita e compartilhar e editar o conteúdo.

Novos aplicativos capturam o que as pessoas escrevem ou rabiscam em papel com uma caneta inteligente e melhoram o resultado com destacamento, gráficos e texto. A palavra escrita pode também ser compartilhada por email ou a outros aplicativos como o Dropbox, para armazenamento em nuvem, ou o Evernote para arquivamento.

O EquilNote, um aplicativo para o iPhone e iPad, é pareado com uma caneta inteligente chamada de Equil JOT. Seus criadores dizem que o apelo é preservar a caligrafia, enquanto a atualiza com melhorias digitais.

"As melhores ideias normalmente começam no papel", disse Greg Appelhof, presidente das Américas da Equil, uma empresa sediada na Coreia do Sul.

O público-alvo do aplicativo são estudantes e profissionais que não querem recapturar suas notas escritas à mão em um dispositivo digital, segundo Appelhof.

Fonte: "Portal A TARDE - Aplicativo funciona com caneta inteligente para caligrafia." Portal A TARDE. N.p., n.d. Web. 5 Nov. 2013. .

INFO: Plano para armazenar dados de internet enfrenta oposição



O plano do governo para blindar o Brasil da suposta espionagem dos Estados Unidos, obrigando as empresas de Internet a armazenarem no país os dados de usuários brasileiros, enfrenta crescente oposição no Congresso, disseram políticos nesta segunda-feira.

A legislação foi proposta pela presidente Dilma Rousseff depois das revelações de que ela e milhões de outros cidadãos brasileiros tiveram seus telefonemas e emails monitorados pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.

O PMDB, aliado de Dilma, não apoia a mudança, que enfrenta forte oposição das grandes empresas da Internet, como Google e Facebook. Nem mesmo o relator do projeto está convencido.

A regra foi incorporada ao projeto do Marco Civil da Internet, que tramita desde 2011 com o objetivo de proteger os direitos e a privacidade dos usuários da Internet no Brasil. O projeto pode ser votado já nesta semana no plenário da Câmara.

As empresas alegam que o armazenamento de dados dentro do Brasil elevará custos e erguerá barreiras desnecessárias na web, que deveria ser um espaço sem fronteiras.

Apesar das críticas do setor, Dilma mantém a intenção de votar rapidamente a exigência. Mas o relator do projeto do Marco Civil, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), é contra.

""Há uma pressão, por parte do governo, para que os data centers fiquem no Brasil. O deputado tenta negociar para não incluir esta proposta em seu relatório. Mas ainda não há nada definido", disse um assessor de Molon.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse que inicialmente foi favorável à emenda, mas que irá seguir a decisão do seu partido contra a medida. Cunha tem sido crítico com outra determinação do projeto --a neutralidade da rede--, o que impediria as empresas de telecomunicações de diferenciarem tarifas conforme o uso e velocidade da conexão.

O governo insiste em manter o texto legal sobre a neutralidade da rede, alegando que isso dá garantias de que operadoras e autoridades não podem restringir o acesso do usuário a conteúdos.

Alguns consideram que a questão da espionagem e da armazenagem local de dados acabará se tornando uma peça de barganha para derrubar a exigência de neutralidade da rede.

Segundo Ronaldo Lemos, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e um dos mentores do projeto original, as empresas de telecomunicações se tornaram mais aguerridas na sua oposição à neutralidade da rede, e querem atenuar ou mesmo eliminar a exigência.

"Se isso acontecer o Marco Civil torna-se de uma lei exemplar numa péssima lei, porque ela vai perder a neutralidade e obrigar data center no Brasil", disse.

"Vai abrir um precedente na lei pior até do que a espionagem. Você entrega para o setor das teles o poder de decidir o futuro da Internet."

Fonte: "Plano para armazenar dados de internet enfrenta oposição." INFO. http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/11/plano-para-armazenar-dados-de-internet-enfrenta-oposicao.shtml (accessed November 5, 2013).

INFO: Contrato para produzir satélite será assinado este mês




O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, afirmou nesta segunda-feira (4), que o contrato que permitirá o início da fabricação do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas do Brasil será assinado ainda em novembro. O equipamento dará mais segurança às comunicações no País, fornecerá cobertura em todo o território brasileiro e será usado para a defesa nacional.

Em agosto deste ano, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, havia dito que o lançamento do satélite iria ocorrer até 2015. As previsões atuais, entretanto, mudaram para 2016. De acordo com Bonilha, que esteve na Comissão de Infraestrutura do Senado, a dificuldade está no aumento da demanda por satélites no mundo, o que faz com que o Brasil fique em uma fila de espera para a produção do equipamento. Segundo ele, o satélite deve ser lançado entre 27 e 30 meses a partir da assinatura do contrato.

No ano passado a Telebrás e a Embraer assinaram um acordo que fundou a Visiona, companhia gerenciada pelas duas empresas com a finalidade de fazer contratação de fornecedores, atuar na logística e fazer a locação de aparelhos para o lançamento de satélites pertencentes ao Brasil. A operação do equipamento será feita pela Telebrás em parceria com o Ministério da Defesa.

A fabricação do satélite será de responsabilidade da francesa Thales Alenia. Na opinião do diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, um dos maiores ganhos com o projeto, que deve custar cerca de US$ 700 milhões, será a transferência de tecnologia. Segundo ele, o País tem capacidade de produzir satélites menos complexos. "Esse primeiro satélite vai permitir que sejam transferidas tecnologias especificas. A partir do segundo satélite, já seremos capazes de produzir partes desse equipamento", afirmou.

Quando estiver em atividade, o satélite será capaz de fornecer sinal para áreas remotas da Amazônia, além de poder atender plataformas e navios de toda a região do pré-sal. De acordo com o presidente da Telebrás, atualmente, os satélites comerciais atuam somente em regiões de alta demanda.

Fonte: "Contrato para produzir satélite será assinado este mês." INFO. http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/11/contrato-para-produzir-satelite-sera-assinado-este-mes.shtml (accessed November 5, 2013).

IDG Now!: Cibercriminosos mudam táticas em ataques DDoS, dizem pesquisadores




Ataques à camada de infraestrutura tiveram aumento de 48%, enquanto ataques à camada de aplicação dobraram - o que sugere menor foco a simples bombardeios de tráfego.

A eficácia estremecida dos ataque de reflexão DNS ao Spamhaus em março é um prenúncio do crescente interesse de criminosos na técnica de ataque DDoS, sugerem os novos números divulgados pela empresa de mitigação Prolexic.

Usando os clientes da Prolexic para medição, no terceiro trimestre de 2013, ano a ano, o número de ataques cresceu 58% em relação ao mesmo período em 2012, enquanto a duração dos ataques aumentou 13,3%.

Isso fez com que o trimestre batesse o recorde para um período de três meses. Mas, como sempre acontece com esta categoria de ameaça à segurança, a história real foi a mudança no tipo de ataque.

Por exemplo, os ataques de camada de infraestrutura subiram 48%, enquanto ataques à camada de aplicação dobraram - o que sugere menor foco a simples bombardeios de tráfego, já que serviços de mitigação ficar em cima deste tipo de perigo.

A história mais intrigante foi o aumento repentino de Ataques Distribuídos de Reflexão de Negação de Serviço (em inglês, Distributed Reflection Denial of Service, ou DrDoS) - o mesmo tipo usado contra Spamhaus e algo que a Prolexic acredita estar sendo impulsionada por uma série de fatores, começando pelo fato de que os criminosos estão agora negociando listas de servidores vulneráveis para uso em tais ataques.

O relativo sucesso de ataques de reflexão de alto nível também fez com que este modus operandi fosse incluído em ferramentas de ataque DDoS-como-serviço.

"Neste trimestre, a maior preocupação é que ataques de reflexão estão acelerando drasticamente, aumentando 265% em relação ao terceiro trimestre de 2012 e até 70% com relação ao segundo trimestre", sugeriu o presidente da Prolexic, Stuart Scholly. "O fato é que os cibercriminosos DDoS encontraram uma maneira mais fácil e mais eficiente de lançar ataques de banda larga com botnets menores e isso é preocupante."

Outra atração dos ataques DrDoS é que eles proporcionam um grau de anonimato, disse ele. O sequestro de intermediários para amplificar o efeito fez com que este projeto criasse duas vítimas, o alvo pretendido e o intermediário.

"A Prolexic acredita que é provável que a adoção de ataques DrDoS continue, uma vez que menos bots são necessários para gerar grandes volumes de tráfego de ataque devido às técnicas de reflexão e ampliação", concordaram os autores do relatório.

Um alvo popular de ataques DrDoS é a indústria global de jogos, enquanto que a esmagadora maioria dos ataques registrados por clientes da Prolexic - cerca de 62% - foram direcionados da China.

A longo prazo, a economia de DDoS permaneceu firme ao lado dos cibercriminosos, porque custa muito menos para lançar um ataque que para se defender de um. 

A fim de evitar uma ampliação dessa lacuna, a indústria deve considerar aposentar protocolos obsoletos e obscuros, como o "Chargen", um protocolo de teste de rede largamente consumido em ataques DrDoS, bem como abordar os canais de dinheiro usados para vender ferramentas DDoS-como-serviço.

A firma de mitigação rival Arbor Networks anunciou na semana passada o seu próprio corte nos três primeiros trimestres de 2013, relatando um aumento no número de ataques muito grande, chegando a 20 Gbps. A Arbor também anunciou uma parceria com o Google para visualizar tendências DDoS globais usando gráficos desenhados pela gigante das buscas.

Fonte: E Dunn, John . "Cibercriminosos mudam táticas em ataques DDoS, dizem pesquisadores - IDG Now!." IDG Now!. http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/11/04/cibercriminosos-mudam-taticas-em-ataques-ddos-dizem-pesquisadores/ (accessed November 5, 2013).

INFO: Google deve reforçar acesso às senhas salvas no Chrome



O acesso às senhas salvas no Chrome pode estar com os dias contados. O Google parece ter dado atenção às reclamações dos usuários e deve inserir uma camada de segurança extra ao navegador. 

A última versão para desenvolvedores do Chromium para OS X traz uma nova opção que solicita uma autenticação (com a senha de login do sistema operacional) aos usuários para acessar a lista de senhas armazenadas no navegador. 

Essa lista contém todos os logins e senhas de acesso que foram salvas no Chrome pelo usuário e podem ser acessadas pelo endereço "chrome://settings/passwords" e poucas pessoas sabem que suas senhas podem ser acessadas com tamanha facilidade no navegador. 

Até então o Google estava relutante em aumentar o controle do acesso a essa lista, pois, segundo a empresa, poderia criar um falso senso de segurança e encorajaria os usuários a terem comportamentos de risco. 

A empresa já chegou a comentar que a melhor opção para o usuário seria manter o computador travado enquanto não estivesse em uso. Ainda não se sabe, no entanto, se o Google irá de fato adicionar essas mudanças ao Chrome no OS X e Windows.

Fonte: Campi, Monica . "Google deve reforçar acesso às senhas salvas no Chrome." INFO. http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2013/11/google-deve-reforcar-acesso-as-senhas-salvas-no-chrome.shtml (accessed November 5, 2013).

Folha de S.Paulo: Google deixa de oferecer no país serviço que agiliza web




A consultoria norte-americana Renesys divulgou, na semana passada, um relatório em que afirma que o serviço DNS do Google "deixou o Brasil" em reação à proposta do governo de exigir que empresas de internet armazenem os dados de brasileiros no próprio país. A medida é parte do Marco Civil, em apreciação na Câmara dos Deputados.

Procurado, o Google Brasil afirma que "não há nenhuma relação entre as duas coisas [DNS e possíveis novas regulações nacionais de localização de dados]" e que se trata apenas de "uma coincidência infeliz de timing".

Segundo a empresa, "a mudança de roteamento dos servidores de DNS faz parte [de suas] operações normais de rede".

Os serviços DNS (Domain Name System), geralmente feitos pelos próprios provedores de internet, "traduzem" o nome do site para endereço de IP.

O Google Public DNS, que era gerenciado no Brasil e passou aos Estados Unidos em 12 de setembro, foi lançado há cerca de quatro anos e supostamente agiliza o tempo gasto na conversão do endereço.

É "gratuito", mas os usuários têm os seus dados coletados e armazenados pelo Google.

A Renesys, que monitora e analisa internet, diz ter percebido que as respostas do Google DNS não saíam mais de São Paulo no "dia em que a presidente Dilma Rousseff anunciou sua intenção de requerer armazenagem local de dados". Foi quando o governo solicitou, via "Diário Oficial da União", urgência
ao Congresso na votação do Marco Civil.

O relatório descreve a ação do Google como "prudente", até a revisão da legislação por seus advogados, quando então a empresa decidiria sobre a retomada de "serviços no Brasil, como o Google DNS".

Por outro lado, deixar o país "poderia estimular concorrência local ao Google, como vimos com o Baidu, na China, e o Yandex, na Rússia"."Isso", avalia a Renesys, "não seria necessariamente uma coisa ruim para o Brasil, e para a região como um todo, no longo prazo".

O movimento não se restringe ao Brasil. De acordo com o "Washington Post", empresas alemãs como a Deutsche Telekom, de telefonia e internet, e a GMX, de e-mail, uniram-se para desenvolver alternativas nacionais aos serviços oferecidos por empresas ligadas por contrato à Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, como o Google.

Fonte: SÁ, NELSON DE . "Folha de S.Paulo." Folha online. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1366865-google-deixa-de-oferecer-no-pais-servico-que-agiliza-web.shtml (accessed November 5, 2013).