quarta-feira, 26 de novembro de 2014

IdgNow: Saiba qual a média salarial dos profissionais de TI para 2015

Saiba qual a média salarial dos profissionais de TI para 2015


Guia Salarial da Robert Half mostra profissionalização no modelo de contratação do setor de tecnologia da informação

O mercado de tecnologia está em expansão e deve manter aquecida a demanda por profissionais em 2015. Pelo menos é o que aponta um relatório da Robert Half. De acordo com a consultoria, a maior procura é em empresas de médio porte, que estruturam seus quadros de TI, em startups e em grandes companhias que lançam novos projetos na área. As indústrias mais aquecidas são a eletrônica, serviços financeiros e internet.

O Guia Salarial aponta ainda outras duas importantes transformações no setor: a ampliação das contratações no modelo formal, substituindo gradativamente o modelo “pessoa jurídica” por contratos CLT; e a redução da rotatividade dos executivos de TI nos últimos semestres.

As habilidades comportamentais mais valorizadas pelas empresas nos profissionais de TI são visão de negócio, jogo de cintura, adaptabilidade e comunicação, aponta o estudo.

As posições mais demandadas do segmento de tecnologia são o gerente de TI, desenvolvedor e analista de negócios. O coordenador de sistemas e desenvolvimento é o profissional que deve ter a maior alta salarial em 2015, com previsão de 10% de incremento. Já o gerente de TI, desejado principalmente por pequenas e médias empresas, tem faixa salarial a partir de R$ 12,5 mil e até R$ 25 mil, para companhias deste porte.

Confira a seguir a média salarial dos profissionais de tecnologia previstas pela Robert Half para 2015!

Diretor de TI/ CIO
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$20.000 – 35.000
Salário de 2015: R$20.000 – 40.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$25.000 – 55.000
Salário de 2015: R$25.000 – 55.000

Diferença: 4,5%
Gerente de TI
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$12.500 – 25.000
Salário de 2015: R$13.000 – 26.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$15.000 – 30.000
Salário de 2015: R$16.000 – 30.000

Diferença: 3%
Gerente de Projetos/ PMO
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$9.000 – 18.000
Salário de 2015: R$9.000 – 18.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$10.000 – 22.000
Salário de 2015: R$12.000 – 22.500

Diferença: 4%
Gerente de Infraestrutura/ Telecomunicações
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$9.000 – 16.000
Salário de 2015: R$9.000 – 16.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$13.000 – 20.000
Salário de 2015: R$13.000 – 22.000

Diferença: 3%
Coordenador de Infraestrutura/ Telecomunicações
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$7.000 – 12.000
Salário de 2015: R$7.500 – 12.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$8.500 – 16.500
Salário de 2015: R$8.500 – 16.500

Diferença: 1,5%
Analista de Infraestrutura/ Telecomunicações
Sênior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$4.000 – 7.000
Salário de 2015: R$4.000 – 7.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$5.000 – 8.000
Salário de 2015: R$5.000 – 8.500

Diferença: 2%
Pleno
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$3.000 – 5.000
Salário de 2015: R$3.000 – 5.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$4.000 – 6.000
Salário de 2015: R$4.000 – 6.500

Diferença: 2,5%
Júnior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$2.000 – 4.000
Salário de 2015: R$2.000 – 4.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$3.000 – 5.000
Salário de 2015: R$3.000 – 4.500

Diferença: -3%
Gerente de Sistemas/ Desenvolvimento
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$10.000 – 16.000
Salário de 2015: R$11.000 – 16.500

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$14.000 – 20.000
Salário de 2015: R$14.000 – 22.000

Diferença: 6%
Coordenador de Sistemas/ Desenvolvimento
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$7.000 – 13.000
Salário de 2015: R$8.500 – 14.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$9.000 – 17.000
Salário de 2015: R$11.000 – 17.000

Diferença: 10%
Analista de Sistemas/ Desenvolvimento
Sênior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$6.500 – 9.500
Salário de 2015: R$6.500 – 10.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$8.000 – 10.500
Salário de 2015: R$8.000 – 12.000

Diferença: 5,5%
Pleno
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$4.500 – 6.500
Salário de 2015: R$4.500 – 6.500

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$5.000 – 7.500
Salário de 2015: R$5.000 – 8.000

Diferença: 2%
Júnior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$3.500 – 5.000
Salário de 2015: R$3.500 – 5.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$3.500 – 6.000
Salário de 2015: R$3.500 – 6.500

Diferença: 2,5%
Analista de Negócios
Sênior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$7.000 – 10.000
Salário de 2015: R$7.000 – 12.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$9.000 – 12.000
Salário de 2015: R$9.000 – 14.000

Diferença: 10,5%
Pleno
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$4.500 – 7.000
Salário de 2015: R$5.000 – 7.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$6.000 – 8.000
Salário de 2015: R$6.500 – 8.500

Diferença: 5,5%
Júnior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$3.500 – 6.000
Salário de 2015: R$3.500 – 6.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$4.000 – 6.500
Salário de 2015: R$4.000 – 6.500

Diferença: 0%
Analista ERP
Sênior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$7.000 – 11.000
Salário de 2015: R$8.000 – 13.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$9.000 – 14.000
Salário de 2015: R$10.000 – 17.000

Diferença: 17%
Pleno
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$6.000 – 9.500
Salário de 2015: R$6.000 – 10.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$7.000 – 12.000
Salário de 2015: R$7.000 – 12.000

Diferença: 1,5%
Júnior
Empresa de tamanho P/M:
Salário de 2014: R$4.000 – 6.000
Salário de 2015: R$3.500 – 6.000

Empresa de tamanho G:
Salário de 2014: R$4.500 – 7.500
Salário de 2015: R$4.500 – 7.500

Diferença: -2,5%

G1: Google mapeia mundo subaquático em Fernando de Noronha

Google mapeia mundo subaquático em Fernando de Noronha
Projeto do Google Maps é parte de 'ambição' de mapear todos os cantos do mundo, inclusive oceanos. 
Fernando de Noronha foi o ponto de partida do mapeamento subaquático no Brasil.
O Google Maps em breve vai abranger, além das ruas e pontos da superfície da Terra, o fundo do mar: a gigante americana está fazendo o mapeamento subaquático dos oceanos, e no Brasil a primeira parada do projeto foi o arquipélago de Fernando de Noronha. Veja o vídeo.

"Isso faz parte de uma ambição maior do Google Maps, de fazer um mapeamento de todo o mundo. Fernando de Noronha foi o ponto de partida, tanto para fazer o Street View (mapeamento das ruas) quanto a primeira coleta das imagens subaquáticas no Brasil", disse à BBC Brasil Tomás Czamanski Nora, responsável técnico pelo projeto na América Latina. Veja a galeria de fotos completa.

Nessa primeira parte do projeto, foram mapeados 50 km a pé e 6 km embaixo d'água, ao longo de 12 dias, em outubro, em Fernando de Noronha e no Atol das Rocas (reserva ecológica próxima).
Equipamento usado, chamado Trekker, contém uma bola na ponta

Para a coleta, os técnicos do Google usaram uma mochila especial com uma enorme bola na ponta - onde ficam 15 câmeras fotográficas que captam imagens em 360º. Antenas de GPS fazem a geolocalização de forma a vincular cada imagem a um ponto geográfico específico.

Com isso, cada vez que o bonequinho do Street View for acionado pelo usuário, mostrará exatamente como era aquele ponto do oceano no momento da captura das imagens, o que inclui as vistas de corais, golfinhos e tubarões.

Segundo a empresa, as imagens devem estar disponíveis para os usuários do Google Maps no início de 2015.

O projeto de mapeamento oceânico já ocorreu também em reservas ambientais subaquáticas da Flórida (EUA) e da Austrália. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Olhar Digital: Hackers invadem rede da Sony Pictures e chantageiam a empresa

Hackers invadem rede da Sony Pictures e chantageiam a empresa
Os funcionários da Sony, mais especificamente da Sony Pictures, a divisão de filmes da empresa, tiveram um problema sério na última segunda-feira. A rede interna teria sido hackeada, tornando todos os computadores inutilizáveis pelo restante do dia, impedindo o trabalho.

Ao tentar realizar o login em suas estações de trabAalho, os empregados eram surpreendidos com uma imagem com algumas URLs e mensagens de ameaças de um grupo hacker que se identifica como GOP. Os invasores também teriam conseguido acesso a várias contas no Twitter pertencentes à Sony, mas a empresa conseguiu recuperar o controle destes perfis.

O grupo diz ter acesso a vários documentos sigilosos e prometeu divulgá-los caso suas ordens não sejam acatadas, embora não esteja claro quais são estas demandas.

Enquanto isso, o dia de trabalho permaneceu parado para os funcionários, incapazes de sequer mandar um e-mail, nem mesmo atender ao telefone, quanto mais usar os computadores. Em comunicado oficial, a Sony foi discreta: “estamos investigando uma questão de TI”.

Info: Pesquisa mostra que acesso à Internet deve ser um direito humano

Pesquisa mostra que acesso à Internet deve ser um direito humano

O acesso à Internet deveria ser um direito humano, pois representa uma esperança para a liberdade política e a prosperidade econômica para muita gente no mundo, segundo pesquisa feita em 24 países, divulgada nesta segunda-feira (24) no Canadá.

Mais de 80% dos 23.376 entrevistados indicaram que o acesso à Internet é chave para seu futuro econômico e subsistência, e importante para a liberdade de discurso e expressão política, razão pela qual deveria ser um direito humano. Os usuários de África e Oriente Médio são os mais inclinados a apoiar esta tese em um mundo onde um terço da população - ou 2,3 bilhões de pessoas - estão conectadas à Internet.

A consulta, realizada pelo Instituto Ipsos para o CIGI (Centre for International Governance Innovation), foi revelada no início de uma reunião de dois dias, em Ottawa, sobre a governança na Internet. Segundo a Comissão Mundial sobre a Governança na Internet, anfitriã da conferência de Ottawa, o mundo está em uma encruzilhada com a disputa pelo poder e a influência em todos os aspectos na internet.

Mas, segundo o estudo, a maioria das pessoas não quer que nenhuma nação ou organização controle a rede mundial de computadores, embora esteja dividida sobre quem deveria se encarregar de regulamentar o acesso e o uso da Internet.

Uma combinação de especialistas, engenheiros e grupos não governamentais, entre outros, foram escolhidos por 57% como encarregados desta tarefa, enquanto 50% consideraram que as Nações Unidas fariam um bom trabalho e outros 36% defenderam que os Estados Unidos assumam a liderança neste tema.

A pesquisa também determinou que 64% dos usuários da Internet em nível global estão cada vez mais preocupados com sua privacidade online e temem ataques de hackers às suas contas bancárias ou dados privados, como fotos e mensagens, assim como o controle dos governos e a espionagem.

Os americanos e os europeus são os menos preocupados de que sua informação pessoal seja corrompida (35% e 36%, respectivamente), mas também são os que menos compartilham este tipo de dados.

A pesquisa foi realizada entre 7 de outubro e 12 de novembro em Brasil, Austrália, Canadá, China, Egito, França, Alemanha, Reino Unido, Hong Kong, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quênia, México, Nigéria, Paquistão, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Suíça, Tunísia, Turquia e Estados Unidos.

O CIGI, presidido pelo ex-político e diplomata suíço, Carl Bildt, prevê apresentar suas recomendações políticas para o futuro da governança na internet em 2016.

Idg Now: Recomendações para o desenvolvimento de projetos de Big Data

O assunto Big Data tem tomado pelo menos 80% do meu tempo e embora sua prática ainda seja incipiente aqui no Brasil, aqui e ali já observo um certo amadurecimento do conceito. Tecnologia ainda domina corações e mentes de muita gente que está interessada no tema. Tem explicação. Tecnologia por si tem seu charme e existe uma pressão muito grande dos fornecedores de soluções tecnológicas, que têm que cumprir suas quotas de vendas de produtos. Assim, existe uma pressão natural para que os clientes comprem suas soluções. O problema para o qual a solução foi comprada, vê-se depois… Big Data não é apenas tecnologia e centrar discussões neste tópico é um caminho quase certo para o fracasso de suas iniciativas.

Mas algumas questões fundamentais, que envolvem pessoas e processos ainda passam ao largo. Por exemplo, quem deve liderar as iniciativas de Big Data na empresa? Big Data exige governança? Como criar uma equipe para projetos deste tipo? O Data Scientist existe mesmo ou é um unicórnio? É necessário ter um CDO (Chief Data Officer) e se sim, a quem ele deve se reportar? Ao CEO, ao CIO, ao CFO ou alguma outra área como marketing?

Um aspecto que quase ninguém aborda é o fator cultural. Como qualquer conjunto de novas tecnologias, sua adoção passa por mudanças no mindset e cultura da organização. Podemos recordar aqui algumas mudanças tecnológicas que encontraram muita resistência no início, chegaram a ser combatidas, mas que provocaram mudanças de paradigmas. Cito a transformação do modelo centralizado em mainframes para o distribuído, baseado na arquitetura cliente-servidor, a criação e expansão do comércio eletrônico e, mais recentemente, a cloud computing e a adoção da mobilidade.

O mesmo está acontecendo com Big Data. Há os que dizem que já fazem há muito tempo, que Big Data nada mais é que o velho Data Warehouse de sempre e que não apresenta realmente nada de novo. Por outro lado há o grupo que diz que é tudo novo, e que existe uma demanda para um profissional chamado Data Scientist (Cientista de Dados), uma figura quase mítica. Mas pouco se comenta dos aspectos culturais e organizacionais. Por exemplo, uma empresa recruta alguns cientistas de dados, uns caros desenvolvedores em Hadoop, cria a função de CDO e assim por diante. Mas como inserir este grupo na organização? Que projetos desenvolver e como avaliar se estes projetos estão realmente trazendo valor para a empresa?

OK, ainda não existem metodologias comprovadas e muito menos certificações de maturidade para o processo de desenvolvimento de projetos Big Data, a não ser um apanhado de experiências ad hoc, aqui e ali, algumas que deram certo e outras não. Mas, algumas primeiras lições começam a ser aprendidas.

Por exemplo, é fundamental ter um sponsor de alto nível na organização. Um projeto de Big Data feito dentro da TI, com pouca visibilidade externa,simplesmente não vai decolar. Big Data demanda principalmente variedade de dados, geralmente oriundos de diversas fontes espalhadas por diversos sistemas e áreas da organização. Sem a colaboração dos setores envolvidos, não se vai longe. E olhem que nem abordei acesso a dados externos à empresa…

Também é importante criar projetos que sejam gerenciáveis (impossível abraçar o mundo) e envolver os usuários em todas as etapas. Uma boa alternativa é gerar entregáveis com certa periodicidade, de modo que a cada etapa os resultados consigam ser tangibilizados claramente, mantendo sempre aceso o entusiasmo e o comprometimento dos usuários.

Outro item essencial: definir claramente os objetivos de negócio, quais problemas as iniciativas de Big Data irão resolver. Um projeto de Big Data deve ser “use case-centric”. Identifique claramente um problema e então desenvolva o projeto. Nunca o contrário. Montar uma plataforma tecnológica, adquirir caras soluções tecnológicas, recrutar equipe e ficar aguardando os pedidos dos executivos da empresa é jogar dinheiro fora. É criar a solução e depois esperar que os problemas apareçam. Sem objetivos definidos, não aparecerão pedidos de projetos…

Uma terceira recomendação. Fala-se muito nos insights que podem ser gerados pelo Big Data, mas o essencial é como traduzir estes insights em resultados tangíveis, em valor real para o negócio. Projetos de Big data devem ser vistos como projetos geradores de novas receitas ou de redução significativa de custos. Uma boa estratégia é primeiro identificar as “dores” do negócio e só então propor uma solução que envolva Big Data para resolvê-las. Neste sentido, vamos ver que a tecnologia vai surgir naturalmente no fim do caminho e não no seu início.

Um aspecto que passa batido é que muitas vezes um projeto de Big Data vai demandar mudanças nos processos da organização. Por exemplo, vejamos uma rede varejista. Com informações fácil e rapidamente disponíveis para um gerente de loja tomar decisões em tempo real, como promoções, mudar preços e assim por diante, a diretoria deixará de ser a única responsável por estas decisões. A empresa está cultural e psicologicamente preparada para dar este salto?

[1]
Temos também a questão da equipe. Dificilmente conseguiremos pessoas que atendam a equação hackers + profundos conhecimento estatísticos e matemáticos + bons conhecimento de negócio. Uma sugestão é montar uma equipe multidisciplinar e operacionalizar os processos que envolvam os projetos Big Data. Claro que a equipe deve ter um bom gestor, que consiga entender as diversas linguagens faladas por profissionais tão diferentes entre si e que seja apaixonado pelo conceito dos projetos. Um gerente burocrata não vai conseguir desfiar os inevitáveis problemas de comunicação inter e intra equipe. E montar uma equipe apenas com hackers, por exemplo, pode gerar um algoritmo preditivo sensacional, mas de pouco valor para a empresa. Afinal, o objetivo não é gerar modelos analíticos fantásticos, mas sim resolver problemas do negócio.

E, onde colocar a equipe de Big Data? Não existe resposta única. Pode ser ligada ao CEO, se a empresa estiver em um grau de maturidade adequado para reconhecer a importância do Big Data para seu negócio e entender e buscar mudanças de ruptura que poderão ser provocadas por estes projetos. Pode ser ligada ao CIO, mas tomando-se as devidas cautelas para não ficar preso aos modelos e práticas típicas de muitas áreas de TI, com longos e burocráticos processos de aprovação de projetos. Corre o risco também de se envolver de forma muito tática e pouco estratégica. Pode ficar com o CFO, mas pelas próprias características desta função, inevitavelmente, vai se concentrar em inovações incrementais e não disruptivas. Pode ficar com CMO, mas correndo o risco de focar especificamente em atender as demandas de marketing. Enfim, cada caso é um caso e nada também é eterno. Pode-se começar com a equipe ligada a um executivo e ao longo do tempo ser transferida para outro.

Finalmente governança. Big Data exige governança. Pelas características de volumes muito grandes e variados, com dados não estruturados (antítese do modelo estruturado e relacional que estamos acostumados) tende-se a não documentar e nem criar processos de governança. Com isso, corremos o risco de reinventar a roda constantemente. Big Data é diferente do modelo tradicional, desenhado para responder a uma série de perguntas previamente definidas. Big Data permite que perguntas não previstas possam ser respondidas e portanto não pode ser limitada por estruturas rígidas como no modelo relacional. Mas, flexibilidade não significa que não seja importante criar processos de governança.

Big Data não é tecnologia. Não é Hadoop. É uma mudança de mindset. Envolve novas e antigas tecnologias, mas a grande transformação é a revolução nos negócios que pode potencialmente provocar na organização. Sem esta percepção claramente reconhecida, Big Data será mais um conjunto de tecnologias inseridas no portfólio tecnológico da empresa. De pouco valor. 

IdgNow: Num piscar de olhos: dispositivo escaneia íris para desbloquear senhas

Num piscar de olhos: dispositivo escaneia íris para desbloquear senhas

Chamado de Myris, aparelho para uso doméstico cabe na palma da mão e foi criado por empresa dos EUA. Preço sugerido é de US$280.  
Lembrar todas as senhas de uma intensa vida digital pode ser uma tarefa um pouco angustiante. No entanto, um novo gadget do tamanho da palma da mão promete te trazer mais comodidade para cadastrar logins e destravar senhas a partir da leitura de sua íris.

Chamado de Myris, o aparelho é criação da empresa americana EyeLock, que garante que utilizá-lo é “tão fácil quanto usar um espelho”.

Apesar de não ser nenhuma novidade o uso da biometria óptica para desbloqueio de operações, a EyeLock inova ao levar a tecnologia para uso doméstico. O aparelho foi destacado como uma das melhores inovações do ano pela publicação Popular Science e pela Fast.Company Design.

Para utilizá-lo, o usuário precisa conectar o aparelho à entrada USB do computador. Feito isso, uma câmera escaneia rapidamente 240 pontos da íris e sincroniza com outras senhas que são ou serão armazenadas no Myris. Com isso, você não precisará salvar mais nenhuma senha no seu desktop.

Uma vez que nenhuma íris é igual a outra, a probabilidade de alguém conseguir “invadir” o seu Myris é de uma em 1,5 milhão. A empresa garante que apenas o seu código genético seria mais seguro que usar o gadget.

Já à venda por US$279, o dispositivo pode ser aplicado para senhas e logins em redes sociais até o uso de online banking.

IdgNow: Como os desenvolvedores podem aumentar a duração de bateria nos celulares

Como os desenvolvedores podem aumentar a duração de bateria nos celulares

Paul Krill

Segundo especialista da Qualcomm, "vida curta" de bateria é apontado como principal problema pelos usuários de dispositivos móveis.
 
O consumo de bateria continua como um dos principais problemas dos smartphones mais modernos – e está ficando pior com os mais recentes avanços nos dispositivos. Mas os desenvolvedores podem adotar algumas medidas para amenizar o problema.

As operadoras e os consumidores sabem da importância da duração da bateria, afirma o gerente sênior de produtos da Qualcomm, Rick Schwartz, durante participação na conferência técnica AnDevCon Android. “Pesquisas recentes mostram que, na verdade, é o problema número 1 para os usuários. É mais importante do que a qualidade da tela e outros fatores”, disse.

Para complicar o problema, temos uma tendência em que baterias mais duradouras não acompanharam o mesmo ritmo dos processadores mais rápidos e um número crescente de núcleos de CPU. Além disso, as telas também estão atingindo resoluções mais altas e ficando maiores, enquanto os aparelhos estão rodando 24 horas por dia. Smartphones mais finos apenas complicam o problema. “É claro que, quanto mais fino o aparelho, mais fina a bateria”, disse Schwartz.

É difícil dizer quanto da preservação de bateria é sobre códigos e testes, aponta Schwartz. Os aplicativos podem ter problemas com coisas como uso de rede porque a maioria dos desenvolvedores sabem ver o que está acontecendo, diz. Soluções simples como fechar conexões ou agrupar “pacotes” podem ajudar com o consumo de energia, de acordo com o executivo. “A quantidade de energia consumida pela rede é significativa.”

O consumo de energia dos aplicativos pode ser medido, diz Schwartz. “Uma das maneiras mais populares de fazer isso é usar o medidor de energia Monsoon.” No entanto, essa é um abordagem bem cara, já que custa 770 dólares. Existem opções gratuitas, como o Trepn, da Qualcomm, que pode ser usada com o Eclipse IDE.

Enquanto isso, inserir estados de aplicações no código pode ajudar a identificar a causa dos picos de uso, segundo Schwartz. Os marcadores de estado de aplicativos são colocados no código e rastreados com programas como o Trepn.

A maioria dos aplicativos não usam os recursos do sistema de forma eficiente, de acordo com um estudo, diz Schwartz. As causas mais comuns para os problemas de consumo de energia incluem uso ineficiente dos dados celulares e rede Wi-Fi, evitando que o processador “durma”, mantendo a tela acesa por muito tempo, e pegando muitas correções de localização de GPS. Essas pequenas quantidades de desperdício de energia vão se somando, de acordo com ele.

O executivo citou a AT&T Resource Optimizer, também uma ferramenta gratuita (da operadora americana AT&T), como um mecanismo para determinar se um aplicativo usa a rede celular de forma eficiente. Ela também realiza testes sobre problemas com o download de um arquivo, questões de HTML, e uso periférico, e então recomenda soluções. A ferramenta Battery Historian no Android 5.0 Lollipop também é útil para diagnósticos.

Enquanto isso, conectar-se com menos frequência à redes pode aumentar a eficiência do consumo de energia.

O streaming contínuo pode ser outro problema para o consumo de energia. Os aplicativos devem usar os chamados “bloqueios de despertar”, que evitam que a tela desligue, em níveis mínimos. Além disso, o os sockets TCP devem ser fechados quando não estiverem mais sendo usados.

Por fim, Schwartz nota que a ferramenta de buscas do Google é uma das aplicações que lidera no uso excessivo de dados ou ciclos de CPU, sendo uma “usuária pesada” de recursos de energia.

Folha de são paulo: Glass, óculos inteligentes do Google, vivem momento de crise

Glass, óculos inteligentes do Google, vivem momento de crise 
Stephen Lam 
Cofundador do Google, Sergey Brin pela primeira vez em dois anos comparece a evento sem o Glass

Alardeado como um dos maiores representantes do futuro da computação, o Glass vive um momento de estagnação, enquanto desenvolvedores, marcas e mesmo funcionários do Google abandonam projetos ligados ao aparelho vestível.

Segundo levantamento da agência Reuters, nove de 16 dos principais programadores de aplicativos voltados para os óculos inteligentes desistiram dos programas em que trabalhavam desde que o aparelho foi lançado para desenvolvedores em 2012.

Uma das razões para isso é o alto preço do dispositivo: US$ 1.500, cerca de R$ 3.800, por "uma armação com uma câmera, um processador e uma tela", como dizem alguns críticos.

"Se houvesse 200 milhões de Google Glasses vendidos, seria uma perspectiva diferente. Não existe mercado neste ponto", disse à Reuters o diretor da Little Guy Games, Tom Frencel, que suspendeu o desenvolvimento de um jogo para o Glass.

O Google não divulga números de vendas do Glass. Segundo projeção de 2013 da empresa Business Insider Intelligence, cerca de 800 mil dos óculos teriam sido vendidos até este ano. O número é considerado alto demais por alguns observadores, como Al Sacco, do site "CIO" –que estima 240 mil unidades.

Joel Saget - 6.nov.14/AFP
Mulher usa Glass em exposição da artista Niki de Saint Phalle, em Paris
Recentemente, o Twitter descontinuou seu aplicativo para o "smartglass" sem explicar a medida ao público.

Nos últimos seis meses, três dos responsáveis pelo Glass dentro do Google saíram da companhia, incluindo o chefe de desenvolvimento do projeto, Babak Parviz.

Nas últimas semanas, foi divulgado que a empresa parou de aceitar encontros técnicos nos quatros centros de suporte do Glass nos EUA.

Em um evento no último dia 9, o executivo e cofundador da empresa Sergey Brin compareceu sem estar com um Glass, fato inédito desde que o anúncio do produto foi feito, há dois anos.

A empresa, por sua vez, nega que tenha perdido o entusiasmo pelos óculos. "Estamos empolgados como sempre sobre a oportunidade que dispositivos vestíveis e o Glass em particular representam", diz o chefe de operações de negócios do Glass, Chris O'Neill.

Há "centenas de engenheiros e executivos" trabalhando nos óculos inteligentes, segundo o Google. O projeto faz parte da divisão Google X, de pesquisa e desenvolvimento, que abarca iniciativas como o carro que dirige sem motorista e o projeto para fornecer e internet para áreas remotas com a ajuda de balões.

Em maio, a empresa abriu a venda para o público em geral nos EUA, mas manteve o produto em fase considerada experimental.

Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, mantida em anonimato, o lançamento final será adiado do "fim deste ano", como prometia o Google, para o ano que vem.

Uma reportagem do site "TechCrunch", especializado em tecnologia, relata que, se o interesse de algumas empresas voltadas para o consumidor perderam o interesse pelo Glass, as que focam o setor corporativo passam pelo processo contrário.

De fato, as últimas parcerias do projeto são em sua maioria voltadas à área médica, mas também há companhias de gerenciamento e de cadeia logística.

Afora elas, as redes de fast-food americanas KFC e Taco Bell estudam usar o Glass para instruir funcionários.

CONCORRÊNCIA

A Guy Games, uma das empresas que cancelou o aplicativo para o Glass, canalizou seus esforços da chamada computação vestível em outras plataformas, como a Oculus Rift, empresa que construiu um óculos de realidade virtual e foi comprada por US$ 2 bilhões pelo Facebook neste ano.

A área de realidade virtual, conta ainda com os óculos Morpheus, da Sony, o Gear VR, da Samsung, e o Cardboard, projeto de baixo custo feito de papelão, do próprio Google. 

Info: Sony vê crescimento na divisão PlayStation e cortará linha de TV e smartphones

Sony vê crescimento na divisão PlayStation e cortará linha de TV e smartphones 
A japonesa Sony planeja reduzir suas linhas de TVs e celulares para cortar custos, contando com um avanço multibilionário da receita advinda da unidade do PlayStation 4 e do negócio de sensores de imagem nos próximos três anos.

Tendo perdido terreno para rivais mais ágeis como Apple e Samsung Electronics em produtos eletrônicos direcionados para o consumidor, a Sony disse nesta terça-feira que sua meta para TVs e smartphones é voltar ao lucro, mesmo se as vendas chegarem a recuar 30%

"Não estamos mirando tamanho ou participação de mercado, mas maiores lucros", disse Hiroki Totoki, recém-nomeado chefe da divisão de aparelhos móveis em uma conferência para investidores.

Um desempenho fraco de seus smartphones Xperia pesou fortemente sobre os resultados financeiros recentes da empresa, e a Sony disse que planos mais detalhados para a unidade serão revelados antes do fim de março.

Com o corte de custos a caminho em algumas divisões, a Sony também não planeja renovar seu contrato de patrocínio de futebol com a Fifa no ano que vem, disseram fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.

Sob seu novo plano de negócios de três anos para eletrônicos, a Sony disse que está mirando um aumento das vendas para sua divisão de videogames em um quarto para até 1,6 trilhão de ienes (13,6 bilhões de dólares).

A empresa disse que será ajudada por serviços de distribuição de conteúdos de TV, vídeo e música personalizados que devem elevar a receita por usuário pagante.

Em sua divisão de dispositivos, que abriga o negócio de sensores de imagem, a Sony disse que as vendas podem aumentar 70 por cento para até 1,5 trilhão de ienes. As vendas de sensores já são robustas, uma vez que eles são empregados em iPhones da Apple e estão sendo cada vez mais adotados por fabricantes de aparelhos chineses.

As ações da Sony encerraram o pregão em alta de 6 por cento com esperanças de que as novas medidas mostrem um maior senso de urgência por parte da empresa, enquanto o índice Nikkei subiu 0,3%.

IdgNow: GoPro começa a produzir câmeras no Brasil e baixa preços

GoPro começa a produzir câmeras no Brasil e baixa preços
Agora com valor sugerido de R$1.700, modelo Hero3+ é o primeiro montado no país. Versão mais recente, Hero 4, começa a ser produzida no Brasil em 2015.

A GoPro anunciou nesta segunda-feira, 24/11 que vai passar a fabricar suas câmeras no Brasil, em um passo para se aproximar do público local.

A HERO3+Black Edition é o primeiro modelo montado no país, o que significa uma redução de preço. A partir de hoje, o valor sugerido da câmera passa a ser de 1.700 reais, já disponível em revendas autorizadas da GoPro, como Fast Shop, FNAC e Ponto Frio.

Segundo a empresa, a HERO4 deve começar a ser fabricada em solo brasileiro apenas no início de 2015, então pode ser uma boa esperar um pouco para colocar a mão no bolso por essa câmera.

Parceria


De acordo com a assessoria da GoPro, a produção dos aparelhos acontece na cidade de São Paulo, por meio de uma empresa parceira que não teve seu nome revelado.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

IdgNow: Golpistas brasileiros usam bluetooth para clonar cartões de crédito

Golpistas brasileiros usam bluetooth para clonar cartões de crédito

Golpe de clonagem de chips de cartões de crédito usava máquinas de cartões de restaurantes de luxo no Rio de Janeiro
 
Um golpe inédito de clonagem de chips de cartões de crédito, aplicado por um grupo que adulterava máquinas de restaurantes de luxo e transferia dados entre os aparelhos, foi desarticulado na última terça-feira pela Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ).

O método utilizado contava com dispositivos instalados em máquinas de caixas eletrônicos. A clonagem era realizada por meio da utilização do sistema bluetooth. Os golpistas realizavam compras e saques fraudulentos com cópias perfeitas dos cartões de crédito e débito.

O Brasil é um dos pioneiros no uso do chip e sistemas de segurança contra clonagem de cartões. No entanto, as fraudes também costumam chegar primeiro no país. De acordo com Joel Nunes, gerente dos consultores de soluções para América Latina da ACI Worldwide Brasil, os fraudadores brasileiros têm se mostrado muito sofisticados. “Muitas vezes vemos esquemas de fraudes que surgem no país antes de se expandirem para outras partes do mundo”, explica.

Pesquisa da companhia indicou que um em cada quatro titulares de cartões no Brasil foi vítima de fraude nos últimos cinco anos. O país melhorou uma posição em relação ao levantamento de 2012 e hoje ocupa o 8º lugar do ranking de fraudes financeiras entre 20 países.

Segundo o levantamento, 30% dos brasileiros revelaram que jogam documentos com números de contas bancárias no lixo; 22% usam serviços bancários ou lojas online em computadores sem softwares de segurança ou em PCs públicos; e 21% deixam seus smartphones desbloqueados quando não estão utilizando-os, comportamentos de risco que também podem levar a população facilmente a se tornar vítima de fraudes financeiras.

Muita gente estranhou quando a IBM anunciou uma parceria com a Apple. Mais ainda, semanas atrás, quando o anúncio foi o de uma parceria com o Twitter. Houve quem dissesse que Apple e Twitter seriam as maiores beneficiadas. Não é o que pensa a IBM.

Recentemente conversei por quase uma hora com Bruno Di Leo, vice-presidente de Vendas da IBM Corporation, que tem uma visão muito pragmática das parcerias.

Na opinião do executivo, a inovação na indústria de TI e a criação de valor dependem hoje da formação de ecossistemas. “Ninguém mais é dono da verdade, dono da grande solução”, afirma Di Leo. As boas soluções, disponibilizadas através da nuvem, serão cada vez mais fruto de parcerias entre fornecedores com alguma expertise, segundo o executivo.
“A Apple domina o mercado de consumo”, diz ele. “Nós [IBM], o mercado corporativo. A Apple tem uma elegância no design que não temos. Já a IBM domina Big Data e Analytics”, completa. Daí, a primeira parte do acordo com a Apple estar relacionada ao desenvolvimento de apps simples de usar, “que tenham por trás, verdadeiramente, Big Data”.

A segunda parte do acordo, segundo o executivo, é a inclusão de recursos de segurança nas plataformas da Apple. “No fundo no fundo, 60% a 70% do que se faz hoje com esses dispositivos móveis [nas empresas] é acesso ao e-mail e ao calendário. Não se faz nada mais pesado. Nós vamos prover segurança para essas aplicações e para as plataformas em si, de modo que as empresas se sintam seguras para desenvolverem aplicações e soluções para rodar nos dispositivos Apple. Apps nativas, verdadeiramente mobile, não web browser”, disse Di Leo.

 

serviços e opções de suporte para o seu hardware, seu sistema operacional e suas apps, mas no mercado de consumo. Ela não sabe prestar esses serviços de suporte e manutenção para empresas. “Vamos levar o suporte e a manutenção 24×7, com níveis de serviço elevados e alta disponibilidade para o AppleCare, com o recém lançado AppleCare for Enterprise“, afirma Di Leo.

E a quarta, que a IBM não tem falado muito, por não ter muito interesse, é a possibilidade da venda de dispositivos Apple para empresas. “Não vamos virar uma revenda Apple. Não é o nosso negócio. Mas se for parte de um projeto, a gente pode financiar o uso do hardware. Em vez de ser a compra de um capital fixo, de um ativo, a gente pode transformar a aquisição do hardware em leasing.”

Perguntei se a parceria não poderia evoluir para soluções dirigidas ao mercado de Internet das Coisas, já que muitos analistas chegaram apostar nessa possibilidade. Di Leo disse que a IBM tem olhado para este segmento, mas que não particularmente por intermédio dessa parceria.

“Que vamos investir nesse mercado, vamos, não tenha dúvida. Por que, no fundo, no fundo, a única forma de viabilizar Big Data e Analytics é ter um fluxo de dados, nos dois sentidos, limpo e rápido. Além disso, Internet das Coisas é também ter processamento onde o dado está. Tanto dado vai ser produzido, que vai ser muito caro, muito complexo movimentar o dado para ser processado, analisado e transformado em valor. Você vai começar a ver o Analytics na ponta, onde o dado é gerado”, afirma o executivo.

Segundo Di Leo, essa necessidade já está presente em mercados como Smart Grid e Saúde, que necessitam de muita movimentação de dados.

“Pode até ser que a parceria com a Apple evolua para aí, mas teremos outros parceiros. Estamos fazendo muitas parcerias. Veja a parceria com o Twitter. Se com a Apple a parceria tem relação com Big Data, Analytics e Segurança para o mercado corporativo, com o Twitter está diretamente relacionada com Big Data por trás de redes sociais”, diz ele.

Segundo Di Leo, por intermédio da parceria com o Twitter a IBM pretende disponibilizar para empresas um monte de aplicações, software e ajustes em torno de Big Data e Analytics, começando pelo Watson Analytics. “Estamos falando de algo muito além da análise de sentimento”, afirma ele. “Acho as aplicações de geospatial data fantásticas”, comenta, mencionando o projeto Insights in Motion, na Turquia. A IBM mapeou a movimentação das pessoas em Instambul usando apenas dados de geolocalização dos celulares, para fornecer insights às autoridades turcas que ajudassem na engenharia de trânsito e em ajustes nos serviços de transporte público. Uma aplicação prática de uso de dados que podem ser obtidos através das redes sociais realmente capaz de abalar as desconfianças dos CIOs e outros executivos C-level em relação à utilidade e à integridade dos dados do Twitter”e à capacidade de derivar análises a partir desses dados.

A proposição de valor do Twitter para as empresas não é tanto sobre o que está contido em 140 caracteres de um único tweet, coo faz a análise de sentimento, mas de todos os dados que o microblog pode fornecer em torno de geolocalização, contexto e perspectivas reais de comportamento de seus usuários. Dados do Twitter já estão sendo adquiridos para auxiliar na gestão da cadeia de suprimentos, logística, previsão de inventários, prevenção de fraudes, e não somente balizar decisões de marketing e de relacionamento com clientes e consumidores.

Com a ajuda da IBM, os dados do Twitter também podem expandir-se para indústrias verticais como Saúde e Finanças. Não por acaso, durante o anúncio da parceria, o vice-presidente de estratégia de dados do Twitter, Chris Moody, fez questão de ressaltar a possibilidade, a partir daquele momento, de uso de dados do microblog em aplicações de missão crítica para os clientes da IBM.

Além disso, usando o serviço Watson Developer Cloud ou a plataforma de desenvolvimento BlueMix, os desenvolvedores serão capazes de integrar os dados do Twitter em seus próprios serviços em nuvem e aplicativos móveis.

A IBM está convicta de que as indústrias que vão liderar o crescimento futuro não são as baseadas no consumo material. O peso maior estará nos serviços. Por issso investirá cada vez mais na oferta de soluções como serviço, através da nuvem. E essas parcerias com Apple, Twitter e também com a SAP estão no bojo desse esforço de passar de uma fornecedora de soluções on-premise para uma ampla variedade de serviços inteligentes consumidos no modelo pay as you use.

Não por acaso veremos a IBM cada vez mais ofertar soluções de TI corporativa no modelo freemium.

Imagine os insights e as soluções que podem surgir da combinação dos fluxos de dados de milhões de dispositivos iOS e tweets diários com o poder de processamento e a prodigiosa memória do Watson, da IBM ou de terceiros? 


IdgNow: Internet das Coisas é 'tecnologia transformadora da década', aponta estudo


Pesquisa mundial da Zebra Technologies, conduzida pela Forrester, ouviu 600 empresas globais sobre planos para IoT nos próximos anos 
A Zebra Technologies Corporation, empresa global de produtos e serviços para visibilidade em tempo real dos ativos, pessoas e transações das organizações, divulgou esta semana o resultado de uma pesquisa mundial realizada com empresas globais sobre as tendências da adoção e uso da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT, sigla em inglês), como parte de sua estratégia empresarial.

A pesquisa foi conduzida pela Forrester Consulting que ouviu executivos de TI e de linhas de negócio de quase 600 firmas globais dos setores varejista, de produtos de consumo, fabricação, transporte, governo, petróleo/gás, saúde e hospitalidade. De cada 5 empresas ouvidas, 4 afirmam que as soluções IoT serão a iniciativa de tecnologia mais estratégica da década para suas organizações.

Cerca de 65% das entrevistadas implantaram ou estão no processo de implementação de soluções IoT. Mais de 70% das firmas da Ásia Pacífico têm uma solução IoT instalada ou estão em processo de implementação, enquanto que 60% das firmas americanas, 52% das europeias e 71% das latino-americanas estão nestes mesmos estágios de implantação da solução IoT.

Wi-Fi, rastreamento de localização em tempo real e sensores de segurança são elementos importantes das soluções IoT. Das firmas pesquisadas, 83% identificam a infraestrutura de Wi-Fi e as tecnologias de rastreamento em tempo real como alicerces importantes ou muito importantes das soluções IoT. Tecnologias de sensor para monitorar ativos e o ambiente também foram apontadas com elementos de tecnologia importantes ou muito importantes por mais de 80% das firmas globais.

Confira abaixo o infográfico com mais detalhes;

 

Info:Galaxy S5 vendeu 40% a menos do que o esperado, diz jornal

Galaxy S5 vendeu 40% a menos do que o esperado, diz jornal  
Gabriel Garcia
Segundo o Wall Street Journal, o telefone topo de linha da Samsung vendeu quase 4 milhões a menos do que o S4 em seu primeiro trimestre à venda

O Samsung Galaxy S5, aparelho topo de linha da marca sul-coreana, vendeu 40% menos do que a empresa esperava. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O S5 teria vendido 12 milhões de unidades em seus primeiros três meses de vendas, aproximadamente 4 milhões a menos do que o S4, seu antecessor no mercado.

As vendas foram especialmente fracas na China, onde o smartphone vendeu 50% a menos do que o último modelo do aparelho. Apenas nos Estados Unidos, maior mercado da Samsung para dispositivos móveis, as vendas aumentaram.

De acordo com o jornal americano, a Samsung teria superestimado o estoque necessário para o aparelho, fazendo a empresa gastar um valor maior do que o planejado de verba publicitária para vender as unidades que encalharam.

No mês passado, a Samsung afirmou que iria rever sua estratégia de smartphones, após registrar queda no seu faturamento e lucro nos últimos trimestres.

Olhar Digital: Adobe cria versão do Photoshop que roda no Chrome

 Adobe cria versão do Photoshop que roda no Chrome 
O Photoshop é um programa pesado e normalmente requer um computador potente para uma execução satisfatória, mas a Adobe está trabalhando nisso, em conjunto com o Google. O resultado disso é que as empresas chagaram a uma versão do software chamada Photoshop Streaming, que pode ser executada no navegador, finalmente já pode ser testada.

Por enquanto, as empresas estão liberando o uso desta versão do serviço apenas para instituições educacionais e o período de testes irá durar por seis meses.

O Photoshop Streaming funciona de forma simples. Quem tem acesso só precisa baixar um aplicativo na Chrome Web Store e executá-lo. Em seguida, a pessoa é conectada a um servidor que roda a versão tradicional do Photoshop 2014 e todo o processo é feito por streaming. A interface é exibida como se fosse um vídeo para o usuário, com a diferença que o javascript recebe seus comandos e o envia de volta para o servidor, onde eles são processados e transformados em ações.

Isso significa que num futuro não muito distante, será possível rodar o Photoshop em qualquer computador que tenha o navegador Chrome. Até mesmo os Chromebooks, que têm pouco poder de processamento, seriam capazes de executar o programa sem problemas, basta ter uma conexão estável com a internet. Isso explica o interesse profundo do Google no projeto.

O diretor de engenharia da Adobe, Kirk Gould, diz ao site The Verge que o serviço está cerca de 90% pronto, mas ainda tem limitações, como o fato de apenas trabalhar com arquivos gravados no Google Drive. Também há funções que ainda não estão prontas, como impressão, ou recursos que dependam de uma GPU, como as funções 3D do programa.

Olhar Digital: Inventor cria relógio que dispara laser capaz de queimar coisas


 Em era de relógios inteligentes, um inventor ousou fazer um dispositivo diferente para ser colocado no pulso. Com ideias tiradas diretamente dos filmes do James Bond, o alemão Patrick Priebe criou o LaserWatch, um relógio que dispara lasers que realmente são capazes de queimar coisas.

Ele mantém uma empresa chamada Laser Gadgets, cujo nome é autoexplicativo. Em seu último projeto, ele decidiu fazer algo mais refinado, embora o seu aparelhinho esteja longe de se passar por um relógio de pulso comum.

Para isso, ele gastou cerca de US$ 200 em material e mais cerca de 40 horas para a montagem. Cada um dos componentes foi feito por ele, desde os botões até o próprio laser de 1,5 mil megawatts. A luz é forte, e a bateria é pequena, então não é possível manter o o fornecimento de energia do laser por muito tempo.

Em contato com a CNET, Priebe respondeu à questão que todos querem saber: “mas não vai queimar a mão do usuário?”. Ele diz que o brilho azul não tem efeitos, mas se o raio diretamente atingir sua mão, vai ficar quente rapidamente. Neste caso, é só deixar de apertar o botão para parar, mas ele confirma: “É realmente capaz de queimar sua pele, no entanto. Não é exatamente um brinquedo”.

Ele também diz que não tem intenção de produzir em massa o seu projeto, mas ele afirma que se o fizesse, o relógio custaria muito mais de US$ 300. No entanto, ele diz que, como outras de suas invenções, o LaserWatch pode ser feito sob encomenda pelo seu site.
 

IdgNow: Intel prepara PCs minúsculos do tamanho de um polegar



Empresa mostrou dispositivo parecido com um pendrive durante evento nos EUA, mas não revelou quais serão as suas funcionalidades.
A Intel está encolhendo os PCs para “sticks de computação” do tamanho de um polegar que serão lançados no ano que vem.

Esse stick será plugado em uma smart TV ou monitor “e levar inteligência para esse aparelho”, afirmou o VP sênior e gerente geral de PCs da Intel, Kirk Skaugen, durante uma conferência de investidores da empresa na Califórnia.

Um aparelho do tamanho de um pendrive foi mostrado no palco, mas suas capacidades não foram demonstradas. Skaugen afirmou que os aparelhos serão uma extensão para laptops e mini-desktops, que possuem processadores Core de desktop em pequenos computadores portáteis.

Skaugen comparou o dispositivos a PCs minúsculos oferecidos por fabricantes de PC com Android e processador ARM, como o Wyse Cloud Connect, da Dell.

Aparelhos desse tipo obviamente não possui capacidade de armazenamento interno, mas podem ser usados para acessar arquivos e serviços na nuvem. O Wyse Cloud Connect, por exemplo, tem Wi-Fi e Bluetooth.

O mercado para aparelhos desse tipo está na casa das dezenas de milhões de unidades, aponta o executivo, lembrando ainda que o aparelho da Intel levará processadores x86 para designs de computadores sem ventiladores.

A Intel produz processadores Atom de baixo consumo para aparelhos móveis, que poderiam caber em PCs do tamanho de um polegar.

Também é provável que a Intel esteja de olho em colocar seus processadores em sticks de TV como o Google Chromecast e o Amazon Fire TV, que estão crescendo em popularidade.