segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Portal NE10: Carteiros usam smartphones para otimizar entregas


Foto: Reprodução /DropsMix

Os Correios anunciaram esta semana uma atualização em seu modelo de entrega de encomendas pelos carteiros, o primeiro em muitos anos. Chamado de “Mobilidade dos Correios”, esse programa entra na primeira fase, que abrange as entregas do Sedex 10 nos Estados de Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Ceará e Espírito Santo, além do Distrito Federal.

O carteiro usa um aplicativo instalado no celular. Com isso, o cliente tem informações do exato momento em que sua entrega acontece, através da internet. O smartphone também ajudará a diminuir o tempo de trabalho interno devido à simplificação dos processos, segundo os Correios.

Nesse novo sistema, os dados também terão segurança dos dados garantida. “Para garantir a segurança dos trabalhadores dos Correios e dos dados dos clientes, todos os smartphones utilizados pelos carteiros contam com mecanismo de segurança que bloqueia remotamente seu funcionamento em caso de furto ou roubo”, disse uma nota dos Correios.

Jogo de basquete com encomendas

Apesar da ótima notícia dessa entrega informatizada, os Correios tiveram a imagem comprometida esta semana pelo modo como alguns funcionários trataram encomendas. Uma moradora do Rio de Janeiro gravou o momento em que um grupo do centro de triagem arremessavam caixas como se estivessem jogando basquete.

A autora da denúncia disse no Facebook que fez diversas denúncias e que a administração da empresa nunca deu um retorno. “O coordenador disse que eles eram proibidos de ‘basquetear’ as caixas e que ninguém ‘basqueteava’ caixas lá não. Bom, se isso não é ‘basquetear’, eu não sei o que é ‘basquetear’”, disse.

Em nota, citada pela Folha, a ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) disse que o “procedimento apresentado no vídeo não é uma prática da empresa e nem condiz com a qualidade operacional dos Correios”. E continua: “A ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) mantém seus trabalhadores treinados sobre a maneira correta de tratar as cartas e encomendas. Assim que teve conhecimento dos fatos, a empresa realizou a imediata reorientação de todos os funcionários da unidade e determinou que sejam tomadas as providências administrativas cabíveis”.

Fonte: Floro, Paulo . "Carteiros usam smartphones para otimizar entregas | MundoBit - O blog de Tecnologia do Portal NE10MundoBit – O blog de Tecnologia do Portal NE10." NE10 - É muito mais Portal - Recife, Pernambuco, Nordeste, Brasil . http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2013/09/01/carteiros-usam-smartphones-para-otimizar-entregas/ (accessed September 2, 2013). 



IDG Now!: A maturidade do Big Data


Ultimamente tenho participado de vários painéis sobre o tema Big Data, e, destas discussões, acabamos pegando alguns insights interessantes. Se pedirmos para 20 pessoas em uma sala uma definição de Big Data, teremos pelo menos 21 ou mais respostas… Na prática, Big Data significa muitas coisas para muita gente. O conceito ainda não está claro, mas algumas pesquisas começam a mostrar que o tema já está entrando no radar de muitas empresas, e alguns casos de sucesso já pipocam aqui e ali. Um estudo que recomendo lerem é o “Analytics: the real-world use of Big Data”, feito pela IBM em parceria com a Said Business School da Oxford University, ouvindo 1144 profissionais de negócios e de TI, em 95 países. Dá uma boa visão do status atual do uso de Big Data.

Analisando seu conteúdo identificamos que pelo menos 2/3 das empresas pesquisadas sentem que Big Data oferece um potencial muito grande para a criação de vantagens competitivas. Outro dado interessante é que apenas 28% das empresas estão desenvolvendo projetos piloto ou tem algum projeto já em andamento. Neste último caso são apenas 6%! Destes, 47% ainda está estudando o assunto, começando a desenhar estratégias para seu uso, e 24% nem começou. Estão só observando o mercado e tentando separar o hype da realidade. Realmente é um tsunami em alto mar, pouco perceptível da costa, mas que vai chegar com muita força, arrastando negócios estabelecidos, além de criar oportunidades para outros novos e inovadores modelos de negócios.

Também chama a atenção que os projetos iniciais são liderados pela área de TI, mas à medida que o conceito se entranha na organização, fica claro que Big Data não é um punhado de tecnologias, mas de conceitos que envolvem tecnologias, processos e pessoas, que permitem repensar o “como” as decisões tomadas dentro das empresas. Abre um novo olhar sobre o mundo e a empresa e nos permite fazer novas perguntas, que antes nem pensávamos que poderíamos ao menos fazer. Quando o conceito amadurece nas empresas, o sponsorshippassa de TI às funções de negócios, muitas vezes até mesmo patrocinado pelo CEO. Neste momento pode surgir a figura do CDO, ou Chief Data Officer, ligado diretamente ao CEO.

Mas, existem barreiras. Como o desconhecimento dos conceitos, falta de expertise e ferramentas adequadas, falta de uma estratégia bem delineada, o que acaba concentrando os esforços no nível tecnológico. Já cheguei a testemunhar um acalorado debate sobre se a melhor alternativa seria o Hadoop ou não. E os questionamentos – O que vocês querem com Hadoop? Qual o objetivo de negócio – não obtiveram resposta.

Um aspecto que tem passado meio batido, principalmente devido à imaturidade do Big Data, é a questão de privacidade e os limites éticos que as empresas devem considerar antes de começar a coletar e analisar dados a torto e a direito. Na verdade, quando pegamos dados isolados e os agrupamos, conseguimos quebrar a “anonimização”. Alguns trabalhos mostraram que, pegando data de nascimento, gênero e código postal em bases de dados abertas e públicas, os pesquisadores conseguiram identificar 87% das pessoas.

O uso indiscriminado de mídias sociais, onde informações simples como, por exemplo, “estou em férias”, pode aumentar o risco de roubo à propriedade. É sempre bom lembrar o que publicamos na Web jamais vai embora…

Uma recomendação relacionada às discussões de uso de Big data deve passar por estas questões, envolvendo não apenas as áreas de TI e negócios, mas também RH, gerenciamento de risco e jurídico. O produto deve ser um “guideline” do código de conduta, do que será aceitável eticamente na empresa. Não é fácil, pois algumas questões, como privacidade, são muito fluídas. Além disso, dados que a geração anterior considerava de cunho pessoal, a geração digital espalha sem receios pelas mídias sociais.

Difícil fazer previsões, mas em 2013 o tema já está bem palpitante e acredito que, nos próximos 2 a 3 anos, veremos mais e mais casos de sucesso, quando os projetos de prova-de-conceito mostrarem seu valor para o negócio. Esperar o trem sair da estação pode ser tarde demais. Recomendo que as organizações comecem a pensar seriamente em Big Data e planejar projetos piloto que validem o conceito e aplicabilidade no negócio. Afinal, a sociedade gera 2,5 quintilhões de byes diariamente, e uma ínfima parcela disso pode ser extremamente importante para uma empresa… E, claro, disputar acirradamente os poucos profissionais que realmente dominam o conceito e aplicações de Big Data.

Fonte: "A maturidade do Big Data | IDG Now!." IDG Now! - Notícias de tecnologia, internet, segurança, mercado, telecom e carreira. http://idgnow.uol.com.br/blog/tecnologia/2013/09/02/a-maturidade-do-big-data/ (accessed September 2, 2013).

INFO: Funcionário 'robô' faz sucesso com turistas no aeroporto de Genebra



Genebra - O aeroporto de Genebra tem um novo funcionário, "RobbI", o primeiro robô do mundo concebido para receber os passageiros recém chegados e guiá-los até os lugares mais procurados, como caixas automáticos, banheiros e o guichê de bagagens especiais.

"Genebra é a porta de entrada para muitos turistas que visitam a Suíça. Queremos transmitir a ideia de que somos um país que inova e que inicia soluções que não foram aplicadas em outras partes do mundo", disse à Agência Efe o porta-voz do aeroporto, Bertrand Stämpfli.

Durante a primeira etapa de testes, que começou durante o verão europeu - coincidindo com um dos períodos de maior movimento no aeroporto devido ao período de férias no hemisfério norte -, "o robô foi muito bem recebido por jovens e pessoas de mais idade".

O robô, com uma grande tela interativa sensível ao toque, espera pelos passageiros sempre perto das esteiras de bagagem e os convida a interagirem com ele: "Bem-vindo ao aeroporto de Genebra. Toque minha tela. O que está procurando?".

Uma vez selecionado o destino, o robô começa a se movimentar e convida as pessoas a segui-lo pelas instalações, que conhece com perfeição e que pode percorrer sem dificuldade, já que é capaz de ultrapassar todos os obstáculos que aparecem (malas, equipamentos de limpeza e pessoas).

Após se despedir, "RobbI", que tem uma autonomia de 11 horas, volta por iniciativa própria ao lugar que lhe foi atribuído para esperar por seus novos clientes.

Pode ser que no futuro seja programado para voltar para um lugar onde possa recarregar sua bateria sem ajuda, tarefa para a qual está capacitado, explicou o responsável pelas inovações tecnológicas no aeroporto, Gilles Brentini.

"Os passageiros que gostam muito das novas tecnologias ficaram seduzidos com a inovação. Além disso, há um aspecto lúdico que faz com que as pessoas tímidas ou que não conhecem o idioma do país tenham mais facilidades para lidar com uma máquina do que com uma pessoa", sustentou Stämpfli.

Por enquanto, só está configurado para o idioma inglês, mas os destinos aparecem de forma gráfica, por isso não representa um problema para as pessoas que não entendem a língua.

O robô, que levou seis meses para ser desenvolvido pela empresa Blue Botics, se encontra ainda em período de testes, no entanto, está tendo um bom desempenho com 800 missões bem-sucedidas ao longo do verão europeu.

Após o intenso período de férias, o robô será revisado por seus criadores, que vão continuar trabalhando em seu desenvolvimento e serão programadas novas tarefas, novos destinos, novos espaços e novos idiomas.

Inclusive pode ser que "RobbI" tenha a companhia de alguns "irmãozinhos".
Fonte: "Funcionário 'robô' faz sucesso com turistas no aeroporto de Genebra | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/ti/2013/08/funcionario-robo-faz-sucesso-com-turistas-no-aeroporto-de-genebra.shtml (accessed September 2, 2013).

INFO: Hackathon reúne programadores para solucionar problemas urbanos



São Paulo - Neste final de semana, 78 pessoas se reuniram na sede da prefeitura do Rio de Janeiro em um hackathon que tem o objetivo de solucionar problemas urbanos a partir da criação de aplicativos e softwares. Divididos em 25 equipes, os participantes tiveram 30 horas para desenvolver os projetos, competindo por um prêmio de 10 mil reais, além de bolsas de estudo.

O hackathon foi organizado pela prefeitura carioca e também pela Central 1746, instituição pública que atende solicitações dos moradores do Rio de Janeiro. De acordo com a central de atendimento, as principais demandas que devem ser solucionadas envolvem agilidade na pode de árvores, melhorias na iluminação pública, conservação de vias e estacionamento em locais irregulares.

Durante o evento, os programadores tiveram acesso à base de dados da Central 1746, que foi criada em março de 2011 e já recebeu mais de sete milhões de ligações. 

Ao final do encontro, marcado para às 15 horas deste domingo, uma banca julgadora composta por empresários, acadêmicos e membros da imprensa escolherão as melhores ideias nas categorias Inovação Tecnológica e Criatividade, Mobilização Social e Grande Prêmio do Júri. 

Fonte: Tanji, Thiago . "Hackathon reúne programadores para solucionar problemas urbanos | INFO." INFO | Notícias, reviews, downloads, dicas e fóruns de tecnologia e internet. http://info.abril.com.br/noticias/ti/2013/09/hackathon-reune-programadores-para-solucionar-problemas-urbanos.shtml (accessed September 2, 2013).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SECOM - BA: Seleção da Secti para qualificação de jovens inscreve até dezembro

SECOM - BA:Seleção da Secti para qualificação de jovens inscreve até dezembro 



Jovens da rede pública de ensino têm até 6 de setembro para fazer a inscrição no processo seletivo do Programa de Aprendizado Jovem (Proaj). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), visa aumentar a empregabilidade dos jovens de famílias de baixa renda, despertando vocações e potenciais talentos para a área de Tecnologia informação e comunicação (TIC). 

Ao todo são 432 vagas distribuídas igualmente nos turnos matutino, vespertino e noturno. Os interessados devem comparecer à sede do Proaj, na Avenida Paulo VI, nº 554, Pituba, das 8 às 21h. Mais informações pelo telefone (71) 3345-1419. As aulas iniciam em outubro.

Proaj
É um programa de qualificação de jovens, fruto de um convênio estabelecido entre o Senai-BA e o Governo do Estado da Bahia, através da Secti. A expectativa é que, ao longo de quatro anos, o programa beneficie aproximadamente 10 mil alunos da rede pública de ensino em diversos municípios.

“Este programa visa aumentar a inserção dos jovens de baixa renda no mercado de trabalho, atender a uma demanda crescente de mão de obra qualificada, além de suprir uma carência na área de tecnologia” conclui Paulo Câmera, secretário de Ciência, Tecnologia e Informação.

A área de TIC se destaca com um enorme potencial de crescimento, colaborando para o aumento da produtividade do país em diversos segmentos. A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) estima que a indústria brasileira de tecnologia da informação (TI) deve ter a maior taxa de crescimento do mundo em 2013.

Aplicação do conhecimento adquirido
Depois de concluir, em maio deste ano, o curso ‘Suporte a hardware e rede’ do Proaj, Adenilton Ribeiro, 24 anos, ampliou a noção que já possuía sobre a área. Inclusive, aplicou o conhecimento adquirido nos serviços prestados pela empresa que ele fundou em 2010. “Melhorei a qualidade, quantidade e variedade dos serviços em virtude da realização do curso”, comemora o jovem empreendedor. Ele ainda acrescenta que “a área está em expansão, já que qualquer empresa necessita da TIC para estar em pleno funcionamento”.

O estudante do 2º ano do Ensino Colégio Estadual Luiz Tarquínio, Gustavo Vieira, 16 anos, atua há cinco meses no setor de TIC. Aluno da turma piloto do Proaj, ele cursou ‘Suporte e manutenção de informática’ e atualmente estagia na Justiça Federal. “O curso me propiciou uma nova visão sobre o que é tecnologia e informática. Acredito que o estudante deve se dedicar, aproveitar a oportunidade, já que a área é a que mais cresce no mundo”. Gustavo acrescenta que pretende fazer vestibular para análise de sistemas e engenharia de telecomunicações.


Fonte:"Seleção da Secti para qualificação de jovens inscreve até dezembro — SECOM - BA :: Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia." Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia — SECOM - BA :: Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia. http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2013/08/29/selecao-da-secti-para-qualificacao-de-jovens-inscreve-ate-dezembro (accessed August 30, 2013).

SECOM - BA : Profissionais aprendem preservar a Capoeira por meio das mídias eletrônicas

Profissionais aprendem preservar a Capoeira por meio das mídias eletrônicas 










A difusão e preservação da capoeira, por intermédio das mídias eletrônicas foi discutida durante o Encontro Capoeira Viva, realizado na quarta-feira (28), no Forte da Capoeira, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Durante o evento, capoeiristas da Bahia tiveram aulas sobre como manusear ferramentas de comunicação da internet e de que forma esse aprendizado pode ajudar na divulgação do esporte.

O projeto é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) e tem o apoio das secretarias estaduais do Turismo (Setur) e da Cultura (Secult), por meio do Escritório Internacional de Capoeira e Turismo e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), além da Fundação Gregório de Matos (FGM).

Profissionais tiveram aulas sobrede como criar um blog, criar um canal, e inserir vídeos no Youtube, além de aprender a criar fan pages nas redes sociais. Também discutiram sobre a evolução da linguagem e os avanços e retrocessos que acompanham a era digital. Os participantes puderam esclarecer dúvidas em torno dos benefícios alcançados em cada mídia social e a propagação do conteúdo via ferramentas de comunicação.

Oficinas
Mestre Máximo Pereira, 55 anos e com mais de 40 dedicados ao esporte, ressaltou a importância do tema, considerando “de fundamental importância inserir a capoeira nas mídias eletrônicas. Vamos unir o útil ao agradável". Segundo ele, as ferramentas de comunicação valorizam o esporte.

Para o professor da oficina, Flávius Régis, a inserção da capoeira nas mídias eletrônicas trará benefícios à disseminação do esporte. "É preciso saber como utilizar as ferramentas em favor da propagação e preservação da cultura e história por meio das redes sociais".

O evento contou ainda com oficinas de customização de instrumentos musicais, além da exibição de vídeos. A coordenadora do Escritório Internacional de Capoeira e Turismo da Setur, Tâmara Azevedo, explicou que, além da iniciativa agradar aos capoeiristas, contribui para a valorização do esporte. "É um grande desafio, mas a capoeira tem condição de assumir. Essa ação fortalece a Bahia como a ‘meca’ da capoeira no mundo, atrai novos adeptos e garante a fidelidade de informações", disse Tâmara.


Fonte:"Profissionais aprendem preservar a Capoeira por meio das mídias eletrônicas — SECOM - BA: Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia. http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2013/08/29/profissionais-aprendem-preservar-a-capoeira-por-meio-das-midias-eletronicas (accessed August 30, 2013).

COMPUTERWORLD: Data centers brasileiros vendem nuvem de forma errada, diz pesquisa



Os prestadores de serviços estão vendendo cloud computing de forma errada no Brasil. A constatação é de um estudo realizado pela Frost & Sullivan, com base em uma pesquisa que envolveu cerca de 25 data centers instalados no País e entrevistas com mais de 120 gestores de TI.

Embora anunciem ofertas de cloud computing, menos de 25% desses 25 data centers realmente estão vendendo serviços de TI de acordo com a proposta desse novo modelo. O alerta é de Fernando Belfort, líder de tecnologia da Frost & Sullivan para a América Latina, que visitou pessoalmente essas empresas para saber o que elas estão entregando de fato na nuvem e como estão cobrando os serviços.

"Menos de 85% não estão vendendo cloud com a cobrança por uso. Eles estão vendendo ofertas de nuvem de forma errada", informa Belfort, lembrando a definição desse modelo. "Nuvem é um ambiente compartilhado flexível e escalável em que os terceiros fornecem a distribuição de recursos computacionais para clientes de acordo com a demanda. A cobrança é realizada com base na utilização", ressalta o analista da Frost & Sullivan. 

Belfort afirma que a forma de cobranças de nuvem praticada pela maioria dos data centers, que estão no Brasil, ainda não segue esse modelo, o que gera confusão no mercado e impede que cloud decole no País com mais velocidade.

Em entrevistas com CIOs brasileiros, a consultoria constatou que os executivos já têm um maior entendimento sobre cloud computing e perceberam que a contratação de TI pelo modelo de serviço é estratégica. Esse tema está na agenda de inovação deles, que sabem que a nuvem impacta pessoas, traz valor para os negócios e vantagens competitivas, assim como riscos. 

Belfort observa que o conceito de nuvem está mais maduro no Brasil e já passou da fase de entendimento, mas a sua taxa de adoção ainda é baixa por causa de desafios enfrentados por esse modelo.

De acordo com estudo da Frost & Sullivan, 75% dos CIOs entrevistados mencionaram que a alta disponibilidade é o maior impulsionador para contratação de cloud. O segundo fator é escalabilidade na opinião de 72% e 42% citaram redução de custos.

Apesar de entenderem que cloud traz benefícios para os negócios, os gestores de TI apontam barreiras para a adoção. De acordo com o estudo da consultoria, os aspetos de seguranças ainda são o principal inibidor na avaliação de 69% dos entrevistados. Os problemas com infraestrutura de telecomunicações foram apontados por 54% dos executivos e 44% destacaram a dificuldade de integração com o legado.

Envolvimento do alto escalão

O estudo da Frost & Sullivan constatou também que a contratação de nuvem está envolvendo o alto escalão das empresas. De acordo com a pesquisa, somente 34% dos CIOs decidem sozinhos e 40% juntos com o CFO. 

Em 22% dos casos, o processo é feito junto com o CEO, CIO e CFO. Isso significa que os CEOs estão participando da escolha dos prestadores de serviços devido à importância que esse tema está ganhando dentro das organizações.

Veja a seguir quais são os fatores levados em consideração por empresas brasileiras na hora da escolha de um provedor de nuvem, segundo o estudo da Frost & Sullivan:

78% - Segurança

46% - Preço

42% - Referência do prestador de serviço no mercado

36% - Infraestrutura tecnológica

26% - Parceiros tecnológicos

18% - Portfólio de serviços

18% - Marca

14% - Presença local

14% - Experiência

6% - Outros 

Fonte: SOARES, EDILEUZA . "Data centers brasileiros vendem nuvem de forma errada, diz pesquisa - COMPUTERWORLD." Portal sobre tecnologia da informação e telecomunicações - COMPUTERWORLD. http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2013/08/30/data-centers-brasileiros-vende-nuvem-de-forma-errada-diz-pesquisa/ (accessed August 30, 2013).

As muitas previsões de Isaac Asimov em 1964 que se tornaram realidade



Em 1964, após visitar a gigantesca Feira Mundial de Nova York, o escritor Isaac Asimov, então com 42 anos, viu o que ele considerou os primeiros passos de um futuro distante. Um futuro, mais precisamente, em 2014. Quase 50 anos depois, é assustadora a precisão de Asimov em alguns dos pontos que ele decidiu prever.

É importante lembrar, claro, que a missão da clarividência é sempre muito perigosa – as chances de errar são enormes, e até hoje caçoamos daqueles que não tiveram uma visão muita precisa (oras, é só lembrar que a piada nostradâmica de Ballmer ao falar sobre o possível insucesso do iPhone é lembrada até hoje).

Mesmo assim, com uma tarefa considerada ingrata por muitos, Asimov era o personagem ideal para fazer esse tipo de previsão. Afinal, Asimov foi um dos grandes nomes da literatura de ficção científica, criando marcos como as Três Leis da Robótica, publicado originalmente no livro Eu, Robô – livros e histórias que até hoje servem de base para filmes futuristas, mesmo tantas décadas depois.

Assim, acompanhe conosco onde Asimov acertou, errou ou passou perto em seu belo texto prevendo um futuro extremamente tecnológico, mas que não necessariamente seria um lugar utópico e incrível. Eis o texto completo. E, após a leitura, recomendamos o exercício mental: você consegue arriscar o que estaremos usando em 2064?
Onde ele acertou em cheio


As comunicações combinarão som e imagem, e você vai ver e ouvir a pessoa para quem você telefonar. A tela pode ser usada não só para ver as pessoas para quem você liga, mas também para o estudo de documentos e fotografias, e para ler trechos de livros. Satélites síncronos, pairando no espaço, permitirão a você ligar diretamente para qualquer ponto da Terra, incluindo as estações meteorológicas da Antártida…

Asimov acertou ao prever o futuro das telecomunicações. O conceito de videochamada, de usar a tela do telefone para outros fins, e de conectar o mundo através da telefonia, se realizaram nos últimos 50 anos. (A imagem acima é do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, lançado alguns anos depois que Asimov publicou seu texto.)

Um número enorme de conversas simultâneas… poderão ser feitas por raios laser modulados, que são fáceis de se manipular no espaço. Na Terra, no entanto, os feixes de laser terão de ser conduzidos através de tubos de plástico, para evitar a interferência material e atmosférica. Os engenheiros ainda vão lidar com esse problema em 2014.
Este é praticamente o conceito da fibra óptica, que conecta o mundo inteiro através da telefonia e internet. A comunicação via fibra óptica começou a ser desenvolvida na década de 70, portanto depois das previsões de Asimov. E não só os engenheiros têm problemas com os cabos submarinos: eles são os tubos pelos quais os EUA espionam o mundo.

Quanto à televisão, TVs de parede terão substituído os aparelhos comuns; mas cubos transparentes terão aparecido, nos quais será possível ver vídeos na terceira dimensão.
Sim! A TV cresceu e se tornou fina o bastante para ser presa à parede. Com as resoluções 4K e 8K, elas podem ficar ainda maiores sem perder a qualidade de imagem. E a ideia do cubo transparente é quase uma TV holográfica, que pode ser vista em três dimensões e de fato ainda está em seus estágios iniciais.

curiosity
… até 2014, apenas naves não-tripuladas terão aterrissado em Marte, mas uma missão tripulada estará sendo planejada…
Sim! A Curiosity está explorando o planeta vermelho agora mesmo, em busca de sinais de vida passada, e o presidente Obama já disse que planeja enviar humanos a Marte. Ainda há o projetoMars One, para instalar uma colônia humana no planeta e ocupá-la a partir de 2023. Sensacional, Asimov.

Em 2014, há uma enorme probabilidade de que a população mundial será de 6,5 bilhões, e a população dos EUA será de 350 milhões.
Prever esses números há cinquenta anos e chegar tão perto, para mim, é um acerto. Estamos em 7,1 bilhões de pessoas no mundo; os EUA têm 317 milhões de habitantes.

Nem toda a população do mundo vai aproveitar ao máximo o mundo do futuro cheio de gadgets. Uma parte maior do que hoje será privada disso, e embora possa estar numa situação materialmente melhor do que hoje, eles estarão ainda mais atrasados quando comparados com as partes avançadas do mundo.
Os avanços tecnológicos, infelizmente, são para a minoria em uma escala global. Asimov acertou em cheio.

Mesmo assim, a humanidade sofrerá gravemente com a doença do tédio, uma doença que se espalhará de forma mais ampla a cada ano e crescendo em intensidade. Isso vai ter consequências mentais, emocionais e sociológicas sérias, e ouso dizer que a psiquiatria será, de longe, a especialidade médica mais importante em 2014.
É de dar arrepios essa previsão de Asimov. Nossas relações com a tecnologia acaba nos deixando mais tristes. Não é por ser “tedioso”: é que não estamos interagindo de fato com outras pessoas. A internet está nos deixando deprimidos. Ou você nunca teve aquela sensação de vazio depois de ficar horas com o celular na mão, ou em frente ao computador? E os gadgets têm mesmo um impacto na sociedade: pense no Google Glass, por exemplo, e a polêmica que seu uso trouxe.

Os poucos sortudos que puderem se envolver no trabalho criativo de qualquer espécie serão a verdadeira elite da humanidade, pois farão mais do que servir a uma máquina.
Sim. À medida que adotamos a automação, os trabalhos criativos continuaram a ganhar destaque.

Na verdade, a especulação mais sombria que eu posso fazer sobre 2014 d.C. é que em uma sociedade de lazer forçado, a única palavra mais gloriosa no vocabulário se tornará o trabalho!
Nunca se discutiu tanto as questões de trabalho versus lazer. Você faz o que gosta? Gosta do que faz?

Onde ele acertou em parte

Dispositivos sem fio e com bateria duradoura: Sim, nossos gadgets estão se tornando cada vez mais móveis, e a tecnologia caminha para que fios se tornem cada vez mais obsoletos. No entanto, a bateria deles ainda dura pouco, não usa material radioativo, e ainda dependemos dos fios. Até o carregador wireless tem fio!
Triunfo da energia nuclear e solar, inclusive coletada no espaço: A energia nuclear ainda é um ponto muito polêmico – vide o desastre em Fukushima, no Japão – por isso boa parte da energia consumida no mundo ainda vem de combustíveis fósseis. Nossa visão para o futuro agora está voltada para fontes renováveis, como a energia eólica e solar, assim como Asimov aponta. No entanto, obter a energia do Sol direto do espaço ainda é um sonho futurista.
Robôs mais espertos, movidos a computadores, porém longe do ideal: Cinquenta anos foi o bastante para criarmos robôs incríveis, como o BigDog e outros da Boston Dynamics, que agem quase como seres vivos. E temos robôs muito bons atuando na indústria, é claro. Existem até robôs sociais, cuidando de idosos no Japão, por exemplo. E eles realmente usam pequenos computadores para receber comandos e realizar ações. No entanto, ainda estamos engatinhando em muitos aspectos da robótica, assim como Asimov previu.
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Veículos autônomos: Veículos que se guiam sozinhos são praticamente uma realidade na aviação. Eles já existiam na época de Asimov: em 1947, um US Air Force C-54 fez um voo transatlântico, incluindo decolagem e pouso, apenas usando o piloto automático. No entanto, o “autopilot” se popularizou, e agora estamos nos esforçando para criar carros que andam sozinhos, como os do Google.
Comida congelada domina a alimentação, mas cozinha ainda tem espaço para preparo manual: Já existiam refeições congeladas na época de Asimov: elas começaram a ganhar espaço na década de 50. Asimov acertou que elas iriam se popularizar. No entanto, elas não substituem a comida feita no fogão, o “pequeno canto” onde são feitas as refeições de forma manual.
Janelas polarizadas: Nos anos 60, foi criada a película para janelas, que escurece quando recebe luz solar. Elas são usadas ao redor do mundo, porém não na escala que Asimov imaginava.
Máquinas fazem trabalhos rotineiros melhor que humanos, e servimos apenas para cuidar das máquinas: Quando um emprego é substituído por um robô, por exemplo, surge a demanda por pessoas que saibam controlá-lo, e que possam fazer sua manutenção. No entanto, ainda estamos longe de uma sociedade que apenas cuida de máquinas, porque a automação ainda não chegou ao ponto que Asimov esperava.
Computação e programação como disciplina nas escolas: Asimov acertou que computadores se tornariam onipresentes o bastante para aprendermos a usá-los na escola. No entanto, ele dizia algo além: previa que nós iríamos aprender a criar código para elas. Quem dera! Ensinar programação deveria mesmo ser obrigatório no ensino médio.
Dispositivos que substituem ou consertam partes do corpo; expectativa de vida em 85 anos; iniciativas para controle de natalidade: Ainda não usamos órgãos artificiais com a frequência que Asimov imaginou, mas estamos rumando a um futuro assim. A medicina também avançou muito nos últimos 50 anos, e fizeram a expectativa de vida aumentar ao redor do mundo. A taxa de fertilidade, por sua vez, também caiu: à medida que as famílias migrara para as cidades, e à medida que as mulheres entraram no mercado de trabalho, muitos decidiram por ter menos filhos. Iniciativas como a Planned Parenthood nos EUA, o limite de um filho por casal na China, e a luta pelo direito ao aborto também surgiram desde a época de Asimov.
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Cozinha que prepara refeições automaticamente: Asimov previu que vários aparelhos tornariam a cozinha mais automática. Nesse sentido, ele acertou: o micro-ondas, por exemplo, só foi lançado em 1967. Ele até cita objetos como a cafeteira automática, lançada em 1972! No entanto, ele ia mais longe, imaginando dispositivos que fariam uma refeição inteira com mínima interação humana. Por exemplo, bastaria programar a cozinha na noite anterior para fazer o café da manhã, e ela o faria automaticamente, fritando ovos e bacon na hora marcada.
Alimentos artificiais vindos de algas e fungos: Tem algo de bastante correto aí. Estamos rumando para comidas totalmente artificiais, como o hambúrguer de laboratório. E sim, existe uma forte resistência à adoção desse tipo de comida.

Onde ele errou

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Casas subterrâneas: Asimov imaginava que os humanos morariam debaixo da terra, deixando a superfície do planeta para a agricultura e parques. Fizemos o contrário: criamos edifícios cada vez mais altos para morar e trabalhar.
Casas subaquáticas: Ainda não estamos habitando os oceanos. Há projetos nesse sentido, mas como mencionamos: estamos morando em edifícios cada vez mais altos, em vez de mais profundos.
Tetos e paredes eletroluminescentes: Essa é uma visão futurista até hoje: transformar todo o ambiente da sua casa através da iluminação. O mais perto que chegamos disso é usando a Philips Hue, lâmpada que muda de cor e pode ser controlada sem fios.
Robôs que limpam toda a casa: Mais uma vez, Asimov imaginava uma casa bastante automatizada, o que não acontece hoje em dia. No máximo temos o Roomba, um robô aspirador que na verdade é pequeno e ágil, mas não é inteligente como previsto há 50 anos.
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Veículos sem contato com a superfície, sobre a terra e a água: Basicamente, Asimov apostava na evolução e popularização de hovercrafts, que flutuam em vez de tocar o chão. Isso não aconteceu.
Calçadas que se movem, elevadas por cima dos veículos: Calçadas que se movem ainda são raridade. Esta ideia foi aplicada a aeroportos e estações de metrô, no entanto.
Colônias na Lua: Os humanos continuam a exploração espacial, e alguns já moram na órbita da Terra – olá, astronautas da ISS! Mas colônias na Lua ainda estão longe de se tornar realidade.
General Electric, feiras mundiais, e filmes 3D: Toda previsão do futuro tem elementos do tempo em que a pessoa vive. Para Asimov, as Feiras Mundiais ainda seriam relevantes hoje em dia, o que não é o caso. (Elas ainda existem, no entanto, e a próxima será na Itália em 2015.) O mesmo pode ser dito sobre a General Electric: ela continua sendo uma empresa gigante, mas não vem à mente quando se trata de inovações futurísticas. E estamos nos livrando do 3D, felizmente!

Fonte: VENTURA , FELIPE . "As muitas previsões de Isaac Asimov em 1964 que se tornaram realidade." Gizmodo Brasil | Tech Lovers. http://gizmodo.uol.com.br/previsoes-asimov/ (accessed August 30, 2013).