quinta-feira, 14 de março de 2013

Olhar Digital: Pesquisadores criam tecnologia que ajuda paraplégicos a andar



A medicina ainda não conseguiu criar uma cura que permitisse às pessoas paralisadas por lesão na coluna voltar a andar, mas a tecnologia não está muito longe de pelo menos oferecer uma solução para o problema. Já está saindo do papel um sistema chamado Mindwalker, uma tecnologia controlada pela mente que possibilitará que os paraplégicos caminhem.

O projeto é responsabilidade de uma equipe de pesquisadores belgas e tem como objetivo 'colocar em pé' novamente aqueles que não tem outra opção que não seja utilizar uma cadeira de rodas. Ele reconhece os sinais eletroencefalográficos do cérebro (EEG) ou os sinais eletromiográfico dos movimentos muscular dos ombros (EMG) para transformar estes impulso em movimento para as pernas robóticas que auxiliam a pessoa a andar.

A primeira alternativa lê os estímulos cerebrais para ativar comandos como "parar", "caminhar", "mais rápido" ou "mais devagar". Já o segundo modelo utiliza a coordenação natural braço-perna dos humanos enquanto caminham para contralar as pernas do exoesqueleto.


Os pesquisadores precisaram trabalhar com um método menos invasivo para captar os sinais cerebrais. A maioria das interfaces cérebro-computador requerem eletrodos em contato direto com o tecido do cérebro ou utilizar uma touca com gel. Estas técnicas são eficientes, mas pouco práticas para o dia-a-dia. Por isso eles utilizaram uma tecnologia 'seca', desenvolvida em Berlim, que utiliza uma espécie de touca repleta de eletrodos, que pode ser colocado pelo próprio indivíduo.

"O 'chapéu' seco pode ser colocado pelo próprio sujeito em sua cabeça em menos de um minuto, como uma touca de natação", afirma Michel Ilzkovitz, coordenador do projeto.

O projeto vem sendo desenvolvido há três anos e teve o apoio de 2,75 milhões de euros (cerca de R$ 7 milhões) da Comissão Europeia. 

Olhar Digital: Aplicativo gratuito oferece senhas de Wi-Fi disponíveis



O Mandic magiC pode eliminar em alguns casos a pergunta "Qual a senha do Wi-Fi?". O aplicativo, gratuito e disponível apenas para iOS, agrega redes sem fio públicas e suas palavras-chaves enquanto exibe os pontos de acesso em um mapa.

O programa funciona colaborativamente. Ao ir a um bar com Wi-Fi, por exemplo, o usuário acessa o Mandic magiC e identifica se a senha da rede está disponível. Caso não esteja, ele pode inseri-la no aplicativo.

Outro recurso disponível é o mapeamento de pontos de acesso Wi-Fi, que funciona no mesmo princípio das senhas publicadas. O usuário marca um local onde há internet sem fio e ele aparece no mapa do aplicativo.

Por funcionar como uma rede social é preciso um cadastro para utilizar o Magic mandiC. Ele pode ser feito via Facebook. A partir daí, o usuário também pode criar uma lista com pontos de acesso e senhas descobertos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

SECOM - BA : Sai resultado do edital de seleção para incubadora do Parque Tecnológico

Até o final de abril, entram em funcionamento as 11 empresas de base tecnológica selecionadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti) para desenvolver projetos e pesquisas na Incubadora do Tecnocentro - prédio principal do Parque Tecnológico da Bahia -, selecionadas pelo edital 004/12. A lista das empresas selecionadas, que apresentaram projetos em áreas como robótica, mobilidade, tecnologia da informação e comunicação, foi divulgada na edição desta terça-feira (12) do Diário Oficial do Estado.

As empresas selecionadas são o Grupo Sal Ltda, Oxenti Ltda, Couroclub Ltda, SEO Bahia Soluções em Negócios Ltda, Lisan Soluções em Internet Ltda, Fluxotecnica Ltda, Viva Inovação Ltda, Labwin Serviços Especializados, Tw2 Tecnologia Ltda, Dossier Digital Ltda e Markertplanet Informatica Ltda M.E.

“Cada empresa será convocada para, posteriormente, assinar com a Secti o termo de permissão de uso das salas da incubadora”, afirma o secretário Paulo Câmera. Segundo ele, ainda estão sendo selecionados os projetos de pessoa física, que se inscreveram para a seleção, e deverá ter o resultado divulgado ainda neste mês.

Durante o processo seletivo, a Secti avaliou as propostas de 48 projetos interessados em ingressar na Incubadora do Tecnocentro. O órgão também recebeu outras iniciativas de projetos para futuros negócios inovadores. A maioria dos projetos é na área de tecnologia da informação – incluindo aplicações de hardware e software, desenvolvimento de aplicativos, saúde e energia.

“O volume de propostas que recebemos durante o lançamento do edital evidencia uma crescente elevação do patamar empreendedor, científico, tecnológico e inovador da Bahia”, diz Câmera.

Base tecnológica

A Incubadora de Empresas do Tecnocentro é integrada ao Sistema Baiano de Incubação e tem como objetivo transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso. Ela apoia empreendimentos de base tecnológica que gerem, adaptem ou apliquem intensivamente conhecimentos científicos e tecnológicos avançados e inovadores em seus produtos ou serviços.

Entre os benefícios concedidos aos empreendimentos selecionados estão a redução do ISS de 5% para 2%, isenção de IPTU e ITIV, redução de até 90% no ICMS nos serviços de telecomunicações, diferimento do ICMS na aquisição de equipamentos importados e acesso a bolsas do Programa Proparq, com valores que vão de R$ 3 a R$ 14 mil.

Além disso, as empresas incubadas serão assessoradas pela premiada Fundação Certi, pioneira na modelagem e gestão de ambientes de inovação, por meio do monitoramento constante das empresas nas cinco dimensões - equipe, tecnologia, capital, mercado e gestão.

A instalação de um empreendimento na incubadora do Parque Tecnológico gera inúmeros benefícios para o desenvolvimento de um projeto ou pesquisa. A começar pelo ambiente, totalmente voltado para a sinergia inovadora, via rápido acesso à base de conhecimentos científicos e tecnológicos e também da relação empresa-universidade, além de programas de apoio financeiro ao longo de todo o seu ciclo de desenvolvimento.

INFO: Governo assina acordos de gestão tecnológica com Indra

Governo assina acordos de gestão tecnológica com Indra:



A multinacional espanhola Indra anunciou nesta terça-feira (12) que assinou vários projetos de gestão de aplicações tecnológicas com o governo brasileiro no valor de R$ 50 milhões, que serão executados em um prazo de 12 meses.

A empresa detalhou em comunicado que, apesar da previsão da realização de projetos ao longo de um ano, os contratos poderão ser renovados durante o próximo quinquênio.

De acordo com a companhia, a prestação de serviços acontecerá em uma dúzia de instituições vinculadas ao Governo Federal e o tipo de contrato assinado permite a adesão de outras organizações públicas.

Entre as instituições aderidas no acordo estão o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação; o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; o Tribunal Superior Eleitoral e a Comissão Nacional de Energia Nuclear.

"Graças à proposta da companhia, as administrações poderão melhorar suas aplicações tecnológicas e garantir o desenvolvimento e a manutenção de seus sistemas internos", afirma a nota da Indra.

A multinacional espanhola está presente no Brasil desde 1996, onde conta com mais de sete mil profissionais em vários estados do país.

UOL: Petições online servem como pressão popular, mas não têm valor jurídico

Petições online servem como pressão popular, mas não têm valor jurídico:



Em uma imagem de 20 de fevereiro, manifestantes entregam petição pública a senadores defendendo o impeachment de Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi eleito presidente do senado em 1º de fevereiro

A Constituição do Brasil diz que todo o cidadão tem o direito de criar uma petição sobre algo, de expressar e recolher assinaturas em prol de uma causa que aflija a um grupo. Porém, as petições online, que aparecem diariamente na internet, não têm valor jurídico, segundo especialistas em direito digital consultados pelo UOL Tecnologia. Mesmo assim, essas reivindicações virtuais acabam tendo grande repercussão e servem como uma forma de manifestação popular em prol de uma causa – ajudando até a impulsionar mudanças.

De acordo com os advogados especializados em direito digital Renato Ópice Blum e Cristina Sleimann, o problema da petição virtual é a impossibilidade de garantir a autenticidade de que cada participante "assinou" apenas uma vez o documento de apoio à causa.

"Em um ambiente ideal, seria necessário que todas as pessoas tivessem uma espécie de certificado digital [mecanismo utilizado por advogados que custa, por ano, cerca de R$ 80]. Isso garantiria a autenticidade e a duplicidade de assinaturas", explica Cristina.

Esse problema também pode ocorrer com assinaturas físicas (é possível que uma pessoa assine por várias). No entanto, segundo a advogada, ainda há uma mentalidade de que uma versão em papel do documento passe mais credibilidade que a digital.

De acordo com o artigo 61 da Constituição Federal, uma "iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados do projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles". Logo, não é pelo fato de uma causa ter atingido um determinado número de assinaturas – físicas ou virtuais – que ela terá efeito imediato.

Como os internautas geralmente não usam certificados digitais, os sites que recolhem assinaturas usam o e-mail como forma de autenticação. Os sistemas do Avaaz e do Causes, por exemplo, dizem remover as duplicidades quando se tenta registrar a mesma assinatura mais de uma vez. No entanto, ainda não há uma forma fazer isso quando uma mesma pessoa utiliza diferentes contas de e-mail.

Ainda assim, pontua a advogada, a petição online "é uma forma de fazer democracia e pode ter um grande poder" perante as instituições envolvidas.

Para Pedro Abromavay, professor de direito da FGV-RJ e diretor da Avaaz (organização internacional de ativistas), o que importa nas petições online é a mobilização que elas causam. "A validade das petições online é igual à de um protesto de rua."

Apesar de soar como uma tentativa de "revolução do sofá" – pois para assinar as petições basta acessar um site e digitar dados pessoais –, Abromavay relata haver vários casos de petições que, pelo volume de adesões, ganharam atenção de políticos e até ajudaram a influenciar posicionamentos.

Segundo ele, casos como a votação do código florestal (que teve cerca de 2 milhões de assinaturas) e da delimitação de terras para a comunidade indígena guarani-kaiowá são exemplos de como o ativismo na internet pode funcionar.

"No caso do código florestal, em que fizemos a campanha "Veta Dilma", a presidente designou três ministros para receber o documento da petição online feita em nosso site", disse.
Independência

Recentemente, a Avaaz foi alvo de críticas por ter tirado do ar uma petição contra outra que já existia no serviço. Após um usuário submeter ao site uma petição para cassar o registro de psicologia do pastor Silas Malafaia, outra pessoa criou uma petição contra a matéria no próprio site que, em seguida, foi removida.

Apesar de a instituição dizer que é independente e mantida por doações, Abromavay explica que um e-mail é enviado aos membros da organização, a cada petição registrada no site, para eles julgaram se é válida ou não. Caso a resposta seja negativa, a instituição recomenda outras páginas.

Além da Avaaz, responsável pelas petições mais "barulhentas" no país, há várias outras páginas que servem de hospedagem para petições. Há algumas específicas para um determinado motivo, como a "Não foi acidente" (que milita por punições mais severa para quem dirige sob efeito de álcool) e outras que servem para as mais distintas causas possíveis como a Change.org, peticaopublica.com.br e a petitiononline.com.
Oficialização de petições online

Um projeto do senador Pedro Taques (PDT-MT) pretende criar mecanismos para dar mais valor a petições online. Segundo Taques, em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", a plataforma definiria como prioridade projetos que forem apoiados por uma porcentagem do eleitorado.

Na concepção do político, a Justiça Eleitoral estaria incumbida de criar um sistema online para garantir a autenticidade das petições.

TI INSIDE: Governo quer prioridade para marco civil da internet e ICMS no e-commerce, diz líder



A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou, após reunião de líderes da base aliada nesta terça-feira, 12, que a pauta prioritária do governo no Congresso inclui a proposta que regulamenta a cobrança do ICMS no comércio eletrônico (PEC 197/12) e o projeto de lei de marco civil da internet (PL 2126/11). Ela informou que na semana que vem deverá ser promovida reunião entre os relatores dessas matérias e integrantes do governo, no Ministério da Fazenda, para acertar a tramitação das propostas.

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), afirmou que ainda não é possível prever datas para a votação das proposições. “Nas próprias bancadas, há divergências, pelas características regionais das propostas”, observou. “Vamos ouvir os governadores e em seguida construir a agenda”, complementou o líder do PT, José Guimarães (CE).

Ideli disse ainda que está otimista com a votação da proposta orçamentária de 2013 pelo plenário do Congresso, prevista para esta terça. O projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada, mas faltou acordo no Senado para concluir a votação em sessão conjunta no mesmo dia. “Temos todos os sinais de que a votação será concluída hoje”, destacou. Com informações da Agência Câmara.

Convergência Digital: Lei de proteção de dados mantém órgão público de fiscalização

Lei de proteção de dados mantém órgão público de fiscalização:



Sem adiantar os principais pontos do anteprojeto da Lei de Proteção de Dados, o coordenador geral de estudos e monitoramento de mercado do Ministério da Justiça, Danilo Doneda, prometeu para “muito breve” o seu andamento, mesmo que,na prática, não haja mais o que ser feito no Ministério da Justiça. O texto deve seguir ainda este mês para a Casa Civil da Presidência da República – o tempo que ficará estacionado lá antes de ser levado ao Congresso Nacional, porém, é imprevisível.

Segundo Doneda, a essência do projeto é a transição de alguns direitos fundamentais para a era da informação. “Muito brevemente o projeto de lei estará pronto. Faltam poucas autorizações para que seja encampado pelo governo e encaminhado como projeto de lei ao Congresso”, afirmou.

Doneda participou nesta terça-feira, 12/3, do Diálogo Brasil União Europeia, evento promovido pela Brasscom e que discutiu economia digital, computação em nuvem, privacidade e proteção de dados. Entre as poucas pistas, disse que a redação atual, em comparação com aquela que foi à consulta pública em 2010, inova em alguns pontos sobre vazamento de dados e aborda a transferência internacional de dados.

“O projeto se debruça sobre a transferência internacional de dados. O anteprojeto procurou absorver várias demandas do setor privado e do próprio Estado, para que possa privilegiar mecanismos que permitam a transferência dentro de parâmetros que garantam ao cidadão manter controle, saber o que ocorre dos seus dados, mas que não crie maiores óbices à adoção de tecnologia e sistemas.”

No geral, disse, o texto não destoa do projeto que foi à consulta – que resultou em cerca de 600 contribuições: é uma lei geral aplicável tanto ao setor público quanto privado, centrada no cidadão, privilegiando preceitos constitucionais de proteção à privacidade, intimidade e não discriminação e responsabilizações no caso do tratamento abusivo dos dados pessoais.

Um dos pontos foi mantido – a criação de uma autoridade de garantia de proteção de dados. “Suas competências tiveram que ser elaboradas para poder fornecer ao cidadão garantias concretas de um ente ao qual poderão recorrer e que obedeça a padrões mínimos internacionais”, contou.

Doneda não revelou como essa instituição vai funcionar. Mas as cores dessa entidade sugerem um órgão que tenha bastante independência – até porque será responsável também por fiscalizar o próprio governo, que detém dados pessoais dos cidadãos. Mal comparando, uma entidade com alguma proximidade do que é a Controladoria Geral da União.

Adrenaline:Nova rede social, Hater App é criada exclusivamente para reclamar

Nova rede social, Hater App é criada exclusivamente para reclamar:

Durante o festival SXSW, que ocorre nos Estados Unidos até o próximo dia 17, foi lançada uma nova rede social, aHater App. Diferente de todas as outras, onde as pessoas podem eventualmente postar reclamações, a nova rede é dedicada exclusivamente para isso.

A Hater App funciona de modo semelhante ao Instagram. É preciso usar um aplicativo móvel de mesmo nome para acessá-la e fazer as postagens. Nela, seus amigos não “curtem” os posts, mas sim “odeiam”, dando mais fôlego às reclamações diárias, como tempo ruim e engarrafamentos, conforme o Mashable.

Assine a tag hater_app para ser avisado sempre que novos conteúdos marcados pela tag forem publicados



Apesar do caráter aparentemente negativo da novidade, o gerente de projetos da Hater App, Holly Dietrich, acredita em um efeito positivo. Ele crê que as coisas ruins, como guerras e doenças, podem mudar se muitas pessoas se unirem para odiá-las. Ou seja, o aplicativo pode até ser uma forma de expressar o ódio, mas com um intuito de trazer uma mudança positiva para o mundo.

Dietrich também é otimista quanto à possibilidade de bullying. “Bullying online acontece em toda rede social, independentemente do tema de cada uma”, afirmou. “A Hater tem métodos para reportar qualquer post inapropriado, e achamos que o app pode realmente ter resultados positivos vindos de todo o ódio”.

A Hater App foi lançada neste sábado (09/03) e, por enquanto, está disponível apenas para iOS. Do preço, pelo menos, ninguém vai poder reclamar: o aplicativo é gratuito.

Folha de S.Paulo: Mundo conectado é inevitável, mas é preciso discutir limites éticos, dizem especialistas

O mundo futuro só fará sentido conectado --entre si e à internet--, e é inevitável que isso aconteça. É também fundamental, porém, que a sociedade discuta como isso vai acontecer, bem como os limites que devem ser seguidos. A avaliação é dos quatro convidados para o debate "Os Rumos da Tecnologia", realizado na última segunda-feira, para marcar os 30 anos do caderno de tecnologia da Folha.

Participaram da conversa Fábio Coelho, diretor-geral do Google no Brasil, Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Luli Radfahrer, professor de comunicação digital e colunista da Folha, e Silvio Meira, criador do centro de inovação Cesar e professor de engenharia de software.

"No passado, a computação era para você, aí passou a existir com você e, hoje, como já vemos com os projetos do Google, existe em você", disse Silvio Meira. Sobre os limites para essa coexistência, ele disse acreditar não ver barreiras práticas, mas destacou a importância de discutir as questões éticas.

"No curto prazo, podemos achar que os robôs podem acabar com tudo. Que eles vão dirigir por nós. A realidade, porém, não é assim, pois há implicações nisso. Carros que se autodirigem pressupõem que a culpa do atropelamento é de quem?", provocou.

Segundo ele, a nova sociedade pode não chegar ao ponto em que cada um de nós saberá programar, mas que, como usuários, deveremos ser aptos a entender e discutir a "ética da coisa", se a culpa será de quem programou o carro para dirigir ou de quem estava nele no momento do acidente.

"A tecnologia não tem ética nem moral, não resolve nenhum problema específico. A faca que serve para fazer sushi serve para degolar", comparou Meira, reforçando que tecnologia deve ser um meio de resolver problemas, e não a solução deles.

Sobre tal perigo também falou Demi Getschko. "Como computação virou algo 'bico', é muito mais fácil fazer um relógio com chip e eletrônica que um relógio suíço com mecânica. Isso é bom e ruim, porque tudo vai ter tecnologia embarcada, todos os nossos dispositivos estarão conectados e saberão nossa agenda, por exemplo. Mas isso pressupõe cuidados. Teremos que passar a nos preocupar com o controle que haverá sobre nossa vida diária."

Como exemplo, Getschko destacou que, atualmente, tudo pode ser monitorado com câmera. O lado bom é coibir assaltos, o ruim é que todos podem saber aonde você foi. "Temos que batalhar para que a parte boa seja preservada, deliberada, que os limites sejam debatidos, cuidando para que não sejamos controlados pelo que criarmos", afirmou.

A opinião é compartilhada por Luli Radfahrer. "Internet é uma liberdade política, democrática, um exemplo sem precedentes. E não podemos abrir mão dela. Conseguimos tal conquista sem guerra, sem dor e sem sangue. Não podemos deixar que a parte ruim ou preocupante que ela carrega invalidar a boa."

Para Fábio Coelho, "a grande transformação [para os próximos anos] é que hoje temos um grupo de poucas pessoas pensando em tecnologia. Vamos quebrar paredes ao, no futuro, incluirmos todo mundo no processo".

De acordo com Coelho, em 30 anos o mundo estará ainda mais preocupado com questões existenciais. "A TV sem tela, o carro que se autodirige, os óculos que enxergam sozinhos. Isso é presente, já está em laboratório. A grande revolução será a humana, com tecnologia, poderemos nos agrupar para resolvermos os problemas graves e existenciais da humanidade, da fome, do acesso ao básico."

"Com pessoas conectadas, com essa capacidade de criar conjuntamente, criaremos e resolveremos problemas de forma diferente, mas ainda não sei como será. Teremos um salto de invenção impressionante."

Nesse contexto, segundo ele, o próprio conceito de país é "furado". "Sinto-me mais próximo de alguém que mora na China e pensa como eu, partilha dos meus valores, do que alguém fisicamente ao meu lado. Com a tecnologia, posso me agrupar com alguém do outro lado do mundo [em prol de algo]", disse.

Folha de S.Paulo: Dropbox lança versões brasileiras de seu programa e do aplicativo para Android

 Dropbox lança versões brasileiras de seu programa e do aplicativo para Android:

 
A Dropbox lançou nesta terça (12) a versão traduzida para o português do Brasil do seu popular e homônimo software de compartilhamento e sincronização de arquivos em nuvem nas versões para Windows, Mac, a versão web e Android.

O programa, cuja versão gratuita oferece 2 Gbytes de armazenamento virtual, será atualizado automaticamente "nos dias que seguem". A versão lusófona do aplicativo para iOS será lançada "nas próximas semanas", disse a companhia no anúncio, realizado em São Paulo.

Um novo menu de notificações (à la Facebook) também será lançado no final da terça, em todas as versões disponíveis, anunciou a companhia americana.

O português brasileiro se une às traduções para alemão, coreano, espanhol latino, espanhol euoropeu, francês, italiano e japonês.

Segundo a empresa, há "milhões" de usuários do programa de arquivos na nuvem no Brasil (a Dropbox não divulga os números específicos), que usavam até hoje a versão padrão (em inglês).

"É interessante ver que o crescimento do número de usuários no Brasil acompanha o crescimento mundial, exponencialmente", disse Anna-Christina Douglas, gerente de marketing da Dropbox, durante o evento para a imprensa.

A empresa lançou um site para divulgar o lançamento da tradução (dropbox.com/brasil ).

Um dos principais usos para o software Dropbox é a sincronização de arquivos a fim de não perdê-los (backup): ao que seu usuário adiciona um arquivo a uma pasta sincronizada --cujo comportamento é idêntico ao de uma pasta comum--, ele pode vê-lo usando qualquer computador com acesso à internet, por meio do uso de senha, ou por meio dos aplicativos.

Os principais concorrentes do Dropbox são o Google Drive, Microsoft SkyDrive, Apple iCloud, Box.net e Mega.

Codigo Fonte: Google lança serviço para auxiliar donos de sites hackeados


O Google lançou hoje um serviço pada ajudar empresas que foram alvo de hackers a evitar os ataques, e recuperar as informações violadas pelos cibercriminosos.

Chamado "Help for Hacked Sites", o serviço é composto por uma série de informações, desde informações básicas do tipo "como identificar uma invasão", até as voltadas para programadores, do tipo "como entender aplicações em SQL e as causas da vulnerabilidade". 

O serviço é voltado para sites, e não para sistemas, mas apesar disso, o tema segurança é algo muito importante para o Google. Segundo a companhia finlandesa de segurança digital F-Secure, 79% das ameaças digitais de 2012 foram direcionadas para o Android.

O líder da área de desenvolvedores do Google, Maile Ohye, afirma que os hackers podem instalar spams, malwares ou até mesmo roubar dados pessoais de logins. O Google publicou um vídeo para explicar os problemas que um site pode ter, por ter sido hackeado.

Clique aqui para acessar a página do novo serviço, e assista o vídeo explicativo, no player abaixo:

INFO: Gadget monitora desempenho do carro e informa o usuário

Este gadget pode transformar qualquer carro em um iCar. Chamado de Automatic, o aparelho está em pré-venda a partir desta terça-feira (12) por 69 dólares – cerca de 135 reais. As primeiras unidades chegarão em maio.

Os usuários devem conectar o dispositivo nas portas OBD-II, encontrados em carros fabricados a partir de 1996 nos Estados Unidos. Quando conectado, o aparelho pode enviar ao smartphone do usuário os dados sobre o desempenho do automóvel.

A sincronia entre o Automatic e o smartphone é feita a partir da conexão Bluetooth 4.0. Até o momento, somente donos do iPhone 4S ou iPhone 5 podem contar com a tecnologia. Para o funcionamento do gadget, é necessário baixar o app da empresa no smartphone.

Assim que sincronizado, o aplicativo conversa com o gadget e monitora informações sobre o trajeto, informa sobre possíveis problemas mecânicos do veículo. Caso o veículo sofra um acidente, o dispositivo envia um alerta para a emergência (911) e também avisa três pessoas cadastradas pelo usuário. Ele possui um acelerômetro que permite sentir o momento de acidente.

Ele também possui um GPS interno, que avisa ao motorista onde o carro está estacionado. O Automatic também monitora a performance do motorista e envia dicas de como tornar a viagem mais eficiente, economizando combustível.

O Automatic não tem previsão de chegada no mercado brasileiro. Confira o vídeo abaixo, em inglês, que mostra o funcionamento do dispositivo.

Olhar Digital: Bafômetro funciona com o smartphone

Bafômetro funciona com o smartphone:



Um bafômetro para smartphones promete medir a quantidade de álcool no sangue de forma bastante prática. O acessório é pequeno e portátil, basta uma baforada e ele mostra o quanto de álcool já foi ingerido.

Batizado de “Breathometer”, o gadget pode ser muito útil para o motorista saber se ele está em condições de dirigir, segundo os limites impostos pela lei. Além disso, mesmo se não pretende pegar um carro, o recurso pode ajudar a saber o quão bêbado você está e analisar se já chegou o momento de parar de beber.

O projeto está sendo financiado coletivamente no site IndieGoGo. Os desenvolvedores estão pedindo por US$ 25 mil. Até o momento, alcançaram cerca de US$ 1.500. Ainda há 32 dias para tentarem alcançar a meta.

Com doações a partir de US$ 20, você já garante sua cópia do mini-bafômetro.

INFO: Cientistas usam celular para diagnosticar verminoses


 
O iPhone transformado em microscópio portátil.

Cientistas usaram um celular e a lente de uma câmera para diagnosticar vermes intestinais na área rural da Tanzânia, uma inovação que pode ajudar os médicos a tratar pacientes infectados com parasitas, aponta um estudo publicado esta terça-feira.

A pesquisa, publicada no Jornal Americano de Medicina e Higiene Tropicais, demonstrou ser possível criar um microscópio de campo de baixo custo usando um iPhone, uma fita adesiva dupla face, uma lanterna, placas de laboratório comuns e uma lente de câmera de US$ 8,00.

Os cientistas usaram o microscópio improvisado para determinar com sucesso a presença de ovos de ancilóstomo e outros parasitas nas fezes de crianças infectadas.

"Tem havido muito improviso no laboratório com microscópios feitos com telefone celular, mas esta é a primeira vez que a tecnologia foi usada em campo para diagnosticar parasitas intestinais", disse Isaac Bogoch, médico especializado em doenças infecciosas do Hospital Geral de Toronto, principal autor do estudo.

Vermes intestinais infectam dois bilhões de pessoas em todo o mundo, sobretudo crianças, às vezes causando subnutrição. As doenças causadas pelos parasitas podem ser difíceis de diagnosticar, em parte por causa do elevado custo de um microscópio convencional, estimado em cerca de US$ 200,00.

Os cientistas usaram os microscópios de celulares para avaliar 200 amostras de fezes de crianças de áreas rurais infectadas com vermes intestinais, e compararam os resultados com aqueles obtidos com um microscópio convencional.

Eles descobriram que, em termos gerais, o microscópio de iPhone conseguiu detectar a presença de ovos depositados por vermes em cerca de 70% das amostras infectadas.

Embora não seja tão sensível quanto o dispositivo convencional, o microscópio de iPhone pode ficar mais sensível com aperfeiçoamento, disse Bogoch.

"Nós pensamos que os microscópios de celulares podem, em breve, se tornar uma ferramenta de diagnóstico valiosa em regiões pobres e remotas, onde os vermes intestinais são um problema de saúde sério, particularmente para as crianças", afirmou.

Os cientistas também indicaram que quase todo o pessoal médico tem um celular, portanto o custo para adaptar um microscópio no aparelho usando o iPhone é considerado desprezível em comparação com o custo de um microscópio convencional.

Vermes intestinais, como os ancilóstomos e os nematelmintos, também conhecidos como helmintos transmitidos pelo solo, são particularmente problemáticos em crianças pequenas e retardam seu desenvolvimento físico e mental, ao causar anemia crônica e subnutrição.

No entanto, se forem rapidamente diagnosticados, os impactos negativos para a saúde podem ser reduzidos.

INFO: Crackers publicam informações pessoais de famosos


 
A primeira-dama americana, Michelle Obama.

Washington - O Serviço Secreto dos Estados Unidos abriu uma investigação nesta terça-feira, depois que hackers disseram ter divulgado on-line dados pessoais e informações sobre celebridades, incluindo a primeira-dama americana, Michelle Obama, disse um porta-voz.

A investigação inclui arquivos que supostamente incluíam informações pessoais do vice-presidente, Joe Biden, do chefe do FBI, Robert Mueller, da ex-secretária de Estado Hillary Clinton e de famosos como Beyoncé e Jay-Z.

"Estamos investigando, mas não vamos comentar nada, pois há uma investigação em andamento", disse o porta-voz do Serviço Secreto, Max Milien.

O site investigado, reportado primeiro pelo TMZ, publicou o que pareciam ser relatórios das principais agências de classificação de crédito junto com informações financeiras pessoais e números da previdência social.

O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, e celebridades como Britney Spears, Mel Gibson e Ashton Kutcher também estavam entre os afetados.

A Casa Branca negou-se a responder às perguntas sobre o relatório e as agências de classificação de crédito envolvidas - TransUnion, Equifax, Experian - não fizeram comentários até o momento.

O Serviço Secreto, além de suas funções de proteção do presidente dos Estados Unidos e de sua família, também realiza investigações de fraude financeira e falsificação.

terça-feira, 12 de março de 2013

Estatais de tecnologia reúnem-se em Salvador para discutir infovias digitais e o Plano Nacional de Banda Larga:


Durante dois dias Salvador reuniu representantes de empresas estatais de processamento de dados de todo o Brasil, para discutir temas como Infovias Digitais e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O encontro aconteceu nos dias 7 e 8 de março (2013) no Hotel Pestana, durante a 103ª Reunião do Fórum de Diretores Técnicos e 5ª Reunião de Gerentes Técnicos. As reuniões, uma promoção da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abep), através da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), acontecem periodicamente para apresentar as soluções na área de TI que estão sendo desenvolvidas pelas afiliadas da Abep.

“Nesta reunião de Salvador, conseguimos trazer os principais atores da Banda Larga, como a Telebrás e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), além das empresas estatais que estão avançando na área da Banda Larga, a exemplo da Prodepa (Pará), Prodesp (São Paulo) e Procergs (RGS), entre outras”, pontuou o diretor de Infraestrutura e Tecnologia da Prodeb, Napoleão Lemos, que passou o cargo de vice-presidente de Tecnologia da

Abep para Théo Pires, que presidiu as reuniões. “A pauta foi focada no resultado dos grupos de trabalho de tecnologias, definidos em 2012, cujo principal assunto discutido foi a infraestrutura necessária para a expansão do PNBL, e a convergência de ações para que se consiga viabilizar o uso da tecnologia, na atividade primordial das nossas entidades”, acrescentou Théo Pires..

Segundo Théo Pires, uma carta com propostas para o PNBL será elaborada para ser entregue à Presidência da República. “Pela necessidade específica de se tratar deste tema, e pelo pouco tempo, até mesmo porque foram muitos os assuntos discutidos nessa reunião, ficou decidido que haverá um workshop, quando todas as afiliadas da Abep poderão apresentar suas propostas”, explicou Théo Pires. A ideia é construir uma “conversa interinstitucional”, inclusive convidando entidades do governo federal que trabalham com esta missão. “Queremos uma convergência de atividades e ações, alinhando inciativas para obtermos sucesso”, pontuou o novo vice-presidente de Tecnologia da Abep.

Encontros e partidas

Enquanto esteve a frente da vice-presidência de Tecnologia da Abep, Napoleão Lemos conduziu cinco encontros: Terezinha, Natal, Salvador, Manaus e Belém. “A minha eleição aconteceu em maio de 2011, numa reunião extraordinária aqui em Salvador. Eu mesmo solicitei para que esta sexta reunião, já não mais sob a minha condução, acontecesse na Bahia em função dos 40 anos que a Prodeb completa este ano”, acrescentou Napoleão, sem esconder o prazer de se despedir do cargo no aconchego da “terrinha”. Para Napoleão, o nível técnico das discussões durante as reuniões de diretores e gerentes da Abep cresceu muito nos último anos.

“A criação dos grupos de trabalho como o GT de Engenharia de Software, que discute a implantação do Modelo de Referência para Melhoria do Processo de Software Brasileiro (MPSBR), uma parceria com a Prodepa; ou o GT de Segurança de Informação, com as parceria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Prodam (Manaus), são uma prova. Agora o GT de Infovias Digitais, que se abre praticamente neste evento, focando o PNBL. Queremos colaborar ao máximo com a presidente Dilma”, explica Napoleão Lemos.

Entre as soluções de TI apresentados durante as reuniões, a Prodeb foi destaque na apresentação de Bruno Pires, coordenador de Soluções para Internet (CONET/Prodeb), sobre o Portal da Educação, uma parceria com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Da mesma forma a apresentação da Assessoria de Segurança da Informação (ASI/Prodeb), coordenada por Elba Vieira, sobre o andamento dos projetos na área de segurança e a implantação do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC) na Prodeb, Prodam, Procergs e outras associadas da Abep. Outro destaque Prodeb foi a apresentação de Luciana Carla Lins e Silva, consultora técnica da Assessoria de Planejamento e Padrões Tecnológicos (APP/Prodeb), sobre o MPSBR, um conjunto de normas e modelos para melhorar a capacidade de desenvolvimento de software nas empresas brasileiras.

Convergência Digital: IBM expande uso do código aberto na nuvem



A IBM anunciou que os seus serviços e softwares focados em computação em nuvem serão disponibilizados em arquitetura de código aberto. Essa oferta tem como objetivo expandir a inovação e adoção de cloud computing, permitindo que as corporações aproveitem ao máximo as oportunidades associadas a dados interconectados, como mobilidade e big data.

A nova oferta inclui o padrão OpenStack, que acelera e simplifica significativamente a gestão de uma cloud corporativa. Pela primeira vez, as empresas terão um conjunto de tecnologias baseadas em código aberto para construir serviços em nuvem que possam ser transpostos por meio de ambientes híbridos, ou seja, mesclando nuvem pública e privada.

“A história tem mostrado que padrões e código aberto são extremamente benéficos para os clientes finais, tornado-se um importante catalisador para a inovação”, diz José Luis Spagnuolo, Diretor de Cloud Computing da IBM Brasil. Segundo Spagnuolo, da mesma forma que estes fatores revolucionaram a Web e o Linux, eles também causarão impacto sobre a computação em nuvem.

Batizado de IBM SmartCloud Orchestrator, o novo software permite que os clientes tenham mais flexibilidade, eliminando a necessidade de desenvolver interfaces específicas para diferentes serviços na nuvem. Sendo assim, as empresas serão capazes de combinar e implantar diversos serviços na nuvem rapidamente, alinhando cálculo, armazenamento e recursos de rede com interface gráfica fácil de usar.

Entre os benefícios que a solução pode trazer às empresas estão: agilidade no desenvolvimento de novos serviços em nuvem (em minutos eles podem ser criados), redução de custos operacionais (através da automatização e plataforma de gerenciamento de nuvem integrada) e simplificação no uso dos serviços pelos usuários finais. Neste momento, o software está disponível em programa beta. 

CORREIO: Governo divulga regras sobre isenção tributária para banda larga


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assina hoje (12) portaria que estabelece as regras para as empresas que quiserem aderir ao Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL-Redes). O decreto que regulamentou o regime foi publicado no mês passado e a portaria com o detalhamento das normas deve sair amanhã (13).

A portaria deverá definir, por exemplo, os percentuais de tecnologia nacional e do Processo Produtivo Básico (PPB) a serem seguidos pelos projetos que vão se candidatar para receber a desoneração prevista na lei. As empresas terão até 30 de junho para apresentar projetos que poderão ser executados até o fim de 2016.

A medida prevê a suspensão da contribuição de PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), das redes que suportem banda larga. A desoneração fiscal prevista pelo governo até 2016 chega a cerca de R$ 3,8 bilhões.

COMPUTERWORLD: Oi hospeda plataforma de cursos para voluntários da Fifa


Patrocinadora oficial da Copa do Mundo 2014 Brasil, a Oi é também responsável por hospedar a plataforma de formação online para as quase 100 mil pessoas que se inscreveram para se tornarem voluntários na Copa das Confederações da Fifa Brasil 2013 e no mundial de futebol.

A Oi foi escolhida através de concorrência no mercado para hospedagem da aplicação. Entre os cursos de formação estão "História da Copa das Confederações", "Copa das Confederações da Fifa Brasil 2013 Cidades-Sede", "Seja um voluntário", "Áreas de Atuação de um voluntário" e um teste de nivelamento de Inglês. 

Todos os candidatos fizeram os cursos online em janeiro e agora aproximadamente 30 mil participam de dinâmicas de grupo de formação que estão acontecendo em todo o País. 

A Escola Joia, um edifício da Oi no Rio de Janeiro onde os funcionários da empresa são treinados, é um dos locais que está sendo utilizado para este fim.

    Folha de S.Paulo: Tecnologia é usada para criar cidades inteligentes



    A ideia de uma "ciência das cidades" parece contraditória. Ciência é teoria e medição precisa, enquanto as cidades são aglomerações confusas de pessoas e de imperfeições humanas.

    Mas a ciência é exatamente a ambição do Centro para Ciência e Progresso Urbano da NYU (Universidade de Nova York). A iniciativa do centro faz parte de um impulso mais amplo para aplicar sensores modernos, computação e tecnologias de filtragem de dados aos ambientes urbanos, o que é conhecido como tecnologia de "cidades inteligentes". Os objetivos são ganhos em eficiência e qualidade de vida --por exemplo, organizar o tráfego e conter o consumo de eletricidade. Segundo algumas estimativas, o uso de água e eletricidade pode ser reduzido em até 50% ao longo de uma década.

    Cidades de Estocolmo a Cingapura estão mergulhadas em projetos de "cidades inteligentes". Governos municipais e outras instituições coletaram dados durante anos para tentar ser mais eficientes. O que é diferente hoje, diz o diretor do centro da NYU, Steven E. Koonin, é que as tecnologias estão avançando tão rapidamente que é possível ver e medir atividades como nunca antes.

    "Podemos construir um observatório para ver a pulsação da cidade em detalhe e como um todo", diz o doutor Koonin. O "observatório" digital da vida urbana levanta questões sobre privacidade. Koonin está intensamente consciente dessa questão e promete que o centro está interessado em ciência, não em vigilância.

    Os dados coletados, segundo ele, serão a matéria-prima para resultados de modelagem --por exemplo, os passos necessários para reduzir o consumo de eletricidade em um edifício de escritórios ou apartamentos. Essas previsões modeladas podem orientar políticas ou informar os cidadãos.

    "Eu gostaria de criar um 'SimCity' de verdade", disse o doutor Koonin, referindo-se ao clássico jogo de simulação em computador.

    O primeiro projeto do centro é um programa para monitorar e analisar o ruído, a principal causa isolada das queixas feitas ao serviço de informações do governo de Nova York. É uma questão de qualidade de vida, disse Koonin, e se relaciona à saúde, especialmente quando o ruído perturba o sono.

    Outro projeto que está sendo planejado é uma tecnologia para capturar imagens térmicas de edifícios na maior parte da cidade, que será o ponto de partida para pesquisas sobre o uso de energia.

    O centro vai concentrar pesquisas e recursos em Nova York.

    Em muitos projetos de "cidades inteligentes", "o maior impacto isolado é a transparência --a consequência da medição e da comunicação dos dados", disse Jonathan R. Woetzel, diretor da McKinsey & Company em Xangai, que dirige o trabalho de consultoria da empresa com as cidades.

    Jurij R. Paraszczak, diretor de pesquisa de "cidades inteligentes" na IBM, indicou um estudo no Iowa, no qual 150 casas foram equipadas com sensores para medir e analisar seu uso da água. Eles tinham os dados, mas as casas foram agrupadas em times para uma competição informal. O uso da água caiu 7% em dois meses.

    Os ingredientes sociais de motivação, hábito e incentivos, segundo o doutor Koonin, farão parte da agenda de pesquisas no centro da NYU. "A abordagem que estamos adotando aqui vai de sensores a sociólogos", disse. "Isso tem de ter uma dimensão social."

    IDG Now!: Cibercriminosos usam Neymar, Fuleco e Copa 2014 para ataque phishing


    Exemplo de ataque phishing que premia ingresso 
    da Copa das Confederações.

    A empresa de segurança Kaspersky Lab alerta os usuários para cibercriminosos que estão se aproveitando da Copa 2014 para usá-la como tema em ataques phishing.

    Esse tipo de ataque consiste no envio de e-mails que contêm um link ou anexo malicioso. O objetivo de cibercriminos é convencer a vítima a clicar no link (que a redirecionará a um site arbitrário) ou abrir o anexo, para poder roubar dados pessoais ou credenciais bancárias.

    Segundo o analista sênior de malware da Kaspersky no Brasil, Fabio Assolini, as mensagens maliciosas utilizam de conhecidos truques de promoções para atrair as vítimas: são prêmios em dinheiro, televisores e até mesmo ingressos para os jogos. "O objetivo final é clonar cartões de crédito", diz o Assolini.

    Diversas empresas brasileiras são usadas nos e-mails para dar "credibilidade" à mensagem e, assim, atrair mais usuários. "Para tentar enganar as vítimas com maior facilidade, as mensagens brasileiras estão usando nomes de personalidades conhecidas do público, como o jogador Neymar, o apresentador de TV Rodrigo Faro e o próprio mascote oficial do evento, o Fuleco", afirma o analista.

    De acordo com Assolini, o golpe consiste no envio de um e-mail que induz o usuário a visitar um site arbitrário para se cadastrar em uma suposta promoção. Para isso, são solicitados dados do cartão de crédito da vítima."Mas os ataques não se limitam ao phishing e diversos golpes trazem vírus bancários prometendo ingressos para a Copa. A Copa das Confederações, que será realizada em junho e que já tem ingressos à venda, também é tema desses ataques", alerta Assolini.

    O especialista sugere que, para não cair em golpes como esses, o usuário deve visitar sites das empresas participantes para se certificar de que a promoção é mesmo válida. "Em caso de dúvida, use o telefone ou canais de contato oficiais da empresa para se certificar". 

    Além disso, não se cadastre em sites que solicitam o número do cartão de crédito completo, juntamente com o código de verificação (que se encontra atrás do cartão). "Todos os sites falsos pedem isso. Se essa informação for informada, o cartão será clonado", diz Assolini.

    E fique atento às URLs das supostas promoções. Abaixo alguns domínios identificados pela Kaspersky, mas que, segundo a empresa, já foram encerrados:

    http://www.copa2014sorteios.com/

    http://www.copacielo2014.com/

    http://faturazerocopadomundocadastramento.com.br

    http://www.promocaodacopaamericabrasilfaturazro.com.br

    http://programacopafaturazero.com/

    http://portalprogramafaturazero.com/credencie-se/

    https://promocaosuperpremios.websiteseguro.com/

    http://www.copa-2014cielo-brasil.com.br/

    http://200.98.129.239/neymar/

    http://187.109.161.24/COPA/index.php

    http:///www.promocaobrasil2014mundial.com.br/

    Olhar Digital: Vigilância contra pirataria nos EUA alavanca busca por proxies



    A implantação de um sistema antipirataria nos Estados Unidos está forçando os usuários de plataformas de distribuição ilegal de conteúdo a procurarem alternativas. Entretanto, as novas opções não necessariamente são 'legais'.

    O TorrentFreak observou, por meio do Google Trends, que, após o anúncio do novo sistema, houve um pico de buscas por "bittorrent vpn" e "bittorrent proxy". Seriam recursos para disfarçar o IP do usuário que faz downloads pelo protocolo torrent, para torná-lo irrastreável.


    O Copyright Alert System (CAS) entrou em vigor no dia 25 de fevereiro e impede que seja compartilhado conteúdo protegido por direitos autorais no país sem que as autoridades saibam.

    O usuário então receberá um aviso sempre que for detectado que ele estiver fazendo o download de algum arquivo protegido. A legislação prevê até seis avisos por pessoa. Caso ela exceda este número, passará a ser punida pelas suas ações, embora a punição ainda não esteja clara. 

    G1: Botão 'Curtir' do Facebook revela raça, idade e sexualidade, diz estudo


    A opção 'curtir' no Facebook pode revelar muito mais do que se pretende. Uma pesquisa publicada esta segunda-feira (11) mostra que analisar os padrões destas preferências pode dar estimativas supreendentemente precisas sobre informações pessoais que o usuário não expõe como raça, idade, QI, sexualidade etc.

    Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research, divisão de pesquisas da gigante americana de software, desenvolveram um algoritmo que usa as opções 'curtir' para criar perfis de personalidade, revelando potencialmente detalhes íntimos sobre sua vida. Esses dados estão publicamente disponíveis a menos que o usuário faça configurações de privacidade mais rígidas.

     
    Versão gigante do ícone Curtir, popularizado pelo 
    Facebook, é exibido na entrada da nova sede da rede 
    social em Menlo Park, na Califórnia.

    Estes modelos matemáticos demonstraram uma precisão de 88% ao diferenciar homens de mulheres e de 95% em distinguir afro-americanos de brancos.

    Estes algoritmos também conseguiram obter informações como orientação sexual, se o usuário usa drogas ou se seus pais se separaram.

    Estes dados podem ser usados em estratégias de propaganda e marketing. Mas, segundo os cientistas, também poderiam deixar os usuários se retraírem devido à quantidade de dados pessoais revelados.

    "É muito fácil clicar no botão 'curtir', é sedutor", afirmou David Stillwell, estudioso de psicometria e co-autor da pesquisa.

    "Mas você não percebe que, anos depois, todos aqueles 'curtir' são armazenados contra você", acrescentou.

    Stillwell explicou que, embora dados do Facebook tenham sido usados no estudo, perfis similares poderiam ser produzidos usando outros dados digitais, como buscas na internet, trocas de e-mails e telefonemas.

    "É possível chegar às mesmas conclusões com diferentes formatos destes dados digitais."

    O estudo examinou 8 mil usuários do Facebook nos EUA, que voluntariamente disponibilizaram suas opções 'curtir', perfis demográficos e resultados de testes psicométricos.

    Enquanto alguns padrões parecem óbvios - democratas curtiram Casa Branca, enquanto republicanos curtiram George W. Bush -, outros foram menos diretos.

    Extrovertidos curtiram a atriz e cantora Jennifer Lopez, enquanto os introvertidos demostraram preferência pelo filme "Batman: o Cavaleiro das Trevas". Aqueles que se disseram "liberais e artísticos" curtiram o cantor Leonard Cohen e o escritor Oscar Wilde, enquanto os conservadores preferiram corridas de Nascar e o filme de comédia "A Sogra".

    DEDUÇÃO

    Em grande parte, as previsões se basearam em dedução, feita a partir de enormes quantidades de dados. Aqueles apontados como homossexuais não foram classificados assim porque clicaram em sites sobre casamento gay, mas por suas preferências musicais e televisivas, por exemplo.

    Cristãos e muçulmanos foram corretamente classificados em 82% dos casos. Ema boa precisão nas previsões foi alcançada nos status de relacionamento e uso de substâncias, entre 65% e 73%.

    As pessoas com QI mais elevado costumaram curtir o talk show "The Colbert Report" e filmes como "O Poderoso Chefão" e "O Sol é para Todos". Aqueles com QI mais baixo curtiram motos Harley Davidson e Bret Michaels, integrante da banda Poison.

    O estudo, publicado no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", é divulgado em meio a um intenso debate sobre privacidade online e se os usuários sabem quanta informação é reunida sobre eles. Outra pesquisa recente demonstrou que os usuários do Facebook começaram a compartilhar mais dados pessoais depois que a rede social revisou suas políticas e interfaces.

    Os cientistas de Cambridge afirmaram que os dados sobre as opções 'curtir' podem ser úteis para avaliações psicológicas e de personalidade, mas também mostra como detalhes pessoais podem ser tornados públicos sem o seu conhecimento.

    "Previsões semelhantes poderiam ser feitas a partir de todo tipo de dado digital, com este tipo de 'inferência' secundária, feita com precisão notável - prevendo estatisticamente informação sensível que as pessoas podem não querer que seja revelada", explicou o cientista de Cambridge Michal Kosinski.

    Kosinski disse ser "um grande fã e usuário ativo das surpreendentes novas tecnologias, incluindo o Facebook", mas afirmou que o estudo aponta para potenciais ameaças à privacidade.

    "Posso imaginar situações em que os mesmos dados e tecnologia são usados para antecipar visões políticas ou orientação sexual, trazendo riscos para a liberdade e até mesmo para a vida das pessoas", afirmou.

    Para uma versão mais curta do estudo, os cientistas criaram um aplicativo de Facebook, (veja aqui) denominado You Are What You Like (Você é o que você curte), que faz uma avaliação da personalidade do usuário.

    INFO: Google testa tênis capaz de falar com o usuário


     
    Tênis que fala é teste do Google para explorar publicidade.

    O Google publicou, no YouTube, um vídeo de divulgação do projeto “Art,Copy&Code” em que exibe um tênis capaz de conversar com o usuário e enviar dados para a internet.

    Chamado de Talking Shoe, o calçado será exibido durante o SXSW, festival que mistura música, tecnologia e apresentação de startups em Austin, no Texas, ao longo desta semana.

    O calçado possui processador e memória embutido e roda Android, além de exibir um pequeno alto-falante. Quando o usuário fica muito tempo parado, por exemplo, o tênis reclama e, em contrapartida, elogia o usuário quando ele caminha, corre ou pratica esportes.

    De acordo com os organizadores do projeto “Art,Copy&Code”, o tênis não deve ser produzido comercialmente, mas seu teste no festival de música servirá para avaliar como dispositivos usáveis, como um tênis, relógio ou óculos, podem ser explorados comercialmente, sobretudo pelo mercado de publicidade digital.

    O calçado que pode ser visto no vídeo abaixo foi desenhado pelo artista americano Zach Lieberman e possui, além dos elementos computacionais disponíveis num smartphone, sensor de pressão, acelerômetro, giroscópio e Bluetooth.

    O experimento está alinhado com outros esforços do Google para criar gadgets usáveis movidos a Android, como os óculos do Google, que devem estar disponíveis comercialmente a partir de dezembro por cerca de mil e quinhentos dólares.

    Código Fonte: Buscando evitar lesões por esforço repetitivo, empresa cria mouse flutuante


    Mouse flutuante promete evitar LER.

    Alguns dos problemas físicos mais comuns enfrentados pelos usuários de computadores são lesões causadas por uso prolongado e repetitivo do mouse. Para tentar reduzir um pouco esse quadro, a empresa Kibardindesign criou um mouse flutuante, que visa evitar a síndrome do metacarpo.

    Apelidado de Bat, o dispositivo é composto do mouse em si, um anel magnético que permite que o periférico fique flutuando no ar, e uma base mousepad. Quando o acessório não está em uso, o mouse fica pousado a cerca de 4 cm da mesa. Em uso, a altura do dispositivo baixa para 1 cm, em relação a mesa.

    O Bat ainda está em fase de testes, antes de ser colocado à disposição dos consumidores, no mercado. A Kibardindesign informou que o dispositivo estará disponível nas cores preto e branco. O periférico é sem fio, e a base é alimentada por um carregador AC universal.

    O idealizador do produto é o russo Vadim Kibardin, que é formado em Arquitetura e Arte pela Universidade Ural. Desde 2005, o designer tem o estúdio em Praga, na República Tcheca. Segundo a Wallpaper Magazine, Kibardin é um dos 40 designers que "vão mudar o mundo", assim como o criador do iPod, Jonathan Ive.

    TI INSIDE: Sistema de passaportes da PF sofre pane pela quarta vez neste ano

    Sistema de passaportes da PF sofre pane pela quarta vez neste ano:                                
    Um problema técnico interrompeu a emissão de passaportes da Polícia Federal (PF) em parte do estado de São Paulo. A pane teve início por volta das 8h desta segunda-feira, 11, e afetou não só a emissão do documento como também o agendamento. Até às 14h, cerca de 700 atendimentos haviam sido suspensos. Até o encerrando deste noticiário o sistema não havia sido reestabelecido.

    De acordo com a assessoria de imprensa da PF, algumas cidades, como Sorocaba, no interior do estado, estão com o atendimento intermitente, mas funcionando. A assessoria não soube dizer em quais locais o sistema está operando normalmente nem os motivos da instabilidade no sistema. O órgão também não soube dizer quantas pessoas haviam sido afetadas pelo problema.

    Segundo a PF, quem não conseguir acesso a qualquer um dos serviços relativos a passaporte deve procurar a superintendência de sua região para receber orientações de como proceder, já que cada unidade tem autonomia de decisão. Além disso, os atendimentos que estavam agendados para esta segunda serão remarcados nos próximos dias.

    COMPUTERWORLD: Como se preparar para o crescimento acelerado de dados

    O Big Data ganha notoriedade e cada vez mais as organizações estão se perguntando de que forma esse modelo pode ajudar a levar inteligência para os negócios e ampliar a competitividade. Mas, enquanto a consciência sobre esse tema ainda cresce, apenas algumas companhias, como Google ou Facebook, estão realmente em posição para beneficiar-se desse fenômeno.

    Com os negócios mudando rapidamente, companhias esperam tirar proveito de tecnologias como o Hadoop. Para isso, vão precisar renovar a infraestrutura para garantir o sucesso do Big Data e ainda contar com a segurança adequada do ambiente.

    Nos próximos três a cinco anos, veremos um abismo entre empresas que sabem explorar Big Data e aquelas que não entendem o seu poder, afirma Kaylan Viswanathan, diretor global de gerenciamento de informações da Tata Consultancy Services (TCS). Segundo ele, as companhias que conseguirem transformar dados em informações estratégicas terão grande vantagem competitiva.

    “Hoje, a maioria das empresas está ciente do que é Big Data. A consciência está bastante difundida, mas se você olhar para sua exploração, diria que estamos em estágio inicial”, analisa Viswanathan.

    O diretor da TCS acredita que as companhias de internet localizadas no Vale do Silício, nos Estados Unidos, como Facebook e Google, que se baseiam na gestão e exploração de dados, estão levando vantagem no manuseio de Big Data. Setores como o de finanças não estão muito atrás, aponta, assim como os serviços militares. Segmentos de varejo, telecomunicações, saúde e manufatura seguirão a mesma trilha.

    “Aqueles que conseguirem explorar Big Data em pouco tempo serão líderes de mercado em seus segmentos”, projeta Viswanathan. “Eles serão os únicos que tendem a não esperar até que os outros explorem novas tecnologias”, completa.

    Contribuição para os negócios

    E de que forma Big Data poderia ajudar uma empresa? Uma companhia farmacêutica pode, por exemplo, identificar os Top 100 formadores de opinião no mundo farmacêutico. Para fazer isso, poderia rastrear a web e ir a milhões de páginas relacionadas ao seu segmento. Um fabricante de automóveis poderia coletar dados do status dos carros em uma estrada em tempo real.

    Em muitos casos, afirma Larry Warnock, diretor-executivo de Big Data da Gazzang, empresa de infraestrutura de cloud, ainda não é possível imaginar de que forma essa tecnologia irá alavancar a empresa. “É como uma rede de pesca gigante”, avalia. “Há atum e peixe-espada lá dentro, mas também mexilhões, lagosta e linguado. Todos eles foram tirados do mar, mas o pescador ainda não sabe o que vai fazer com eles. Acontece o mesmo nos negócios. As correlações que podem ser extraídas desses dados nem sequer foram determinadas ainda”, exemplifica.

    Uma das chaves para extrair dados não-estruturados como áudio, vídeo, imagens, eventos, tweets, wikis, fóruns e blogs, é transformá-los em informações valiosas é criar um modelo de dados semântico a partir de uma camada que fica em cima do armazenamento de dados.

    “Temos de reunir as informações a partir de diferentes fontes e dar sentido a elas”, ensina David Saul, cientista-chefe do State Street, prestador de serviços financeiros que atende a investidores globais. “O modo pelo qual fizemos isso, e a forma que a indústria tem feito, é realizar extrações dos dados a partir de lugares diferentes e construir um repositório. Depois são produzidos relatórios fora desse repositório. É um processo que consome tempo e não é uma questão extremamente flexível”, adverte.

    Para tornar esse processo mais eficiente, o State Street começou a estabelecer uma camada semântica que permite que os dados fiquem onde estão, mas forneçam informações descritivas adicionais.

    “Temos de lidar com uma série de informações de referência que podem vir de diferentes fontes. E a tecnologia semântica tem a capacidade de identificar diferentes formas de falar sobre uma mesma coisa. Por exemplo, alguém poderia chamar a IBM de apenas IBM ou Internacional Business Machines ou ainda de IBM Corporation. Ao mostrar equivalência dentro da camada semântica, eles vão remeter ao mesmo assunto”, afirma Saul.

    “Um dos benefícios que vemos é que com a tecnologia semântica não é necessário refazer todos os sistemas legados e definições de banco de dados. Por isso, é muito menos prejudicial do que outro tipo de tecnologia. Uma vez definida a semântica para uma das fontes, podemos adicionar outras definições sem ter de voltar e refazer a anterior”, acrescenta o executivo do State Street.

    Modelo protegido

    Mas recolher todos os dados e torná-los mais acessíveis também significa que as organizações precisam identificar formas de protegê-los. E isso exige pensar em uma arquitetura de segurança desde o início, recomenda Saul.

    “Acredito que o maior erro que a maioria das pessoas comete em relação à segurança é deixar de pensar no tema até que toda a estrutura esteja pronta”, constata o executivo.

    Saul relata que o State Street implementou uma estrutura de segurança em cada pedaço dos dados que requer credenciais para acessá-los. “Temos um controle mais refinado e a capacidade de fazer relatórios para atender aos requisitos de auditoria. Cada etapa de dados é considerada um ativo”, observa.

    A capacidade de correlacionar dados e tirar conclusões a partir deles pode ser valiosa, mas também é desafiadora porque se os dados forem para a mão de outras pessoas fora da empresa, será devastador para a organização. Warnock, da Gazzang, afirma que o risco muitas vezes vale a pena. Mas as companhias devem então seguir as melhores práticas de criptografia de dados.

    Quando se trata de Big Data, Warnock avalia que a chave de criptografia é transparente. Segundo ele, é possível criptografar tudo em tempo real e gravar em disco. Dessa forma, cada pedaço de dado da organização está protegido. No passado, as empresas tinham certa resistência sobre essas medidas por causa do custo e receio de diminuir o desempenho. Mas o executivo garante que muitas ferramentas baseadas em open source reduzem o custo e ampliam a performance.

    Outro grande passo para uso de criptografia é adotar uma solução de gerenciamento automático de chaves. “O segredo da segurança de dados é o gerenciamento de chaves”, considera Warnock. “Ele é o elo mais fraco nesse processo de criptografia.”